Leis cósmicas, Vídeo

Se Deus sabe o que precisamos, por que precisamos orar?

crianca-rezando

Se Deus sabe o que precisamos, por que precisamos orar? Afinal, Deus é onisciente, Deus sabe tudo, logo, deve saber o que precisamos. Para que, então, serve a oração? Essa pergunta me foi dirigida pelo Iago Torres no meu canal no Youtube:

“Morel, tem uma coisa que eu não entendo muito bem: Se Deus é onisciente, onipotente e onipresente, e se além dele existe milhões ou mais anjos, servos de Deus, espíritos evoluídos (uns mais outros menos, porém todos ajudando como podem) por que é necessário uma oração? E por que a oração faz tanta diferença? O que eu quero dizer é que às vezes parece que se ninguém orar por tal pessoa, essa pessoa vai sofrer para sempre (ou pelo menos por muito mais tempo, ou sofrer mais) e de tudo que estudei do Espiritismo essa é uma coisa que não entendo a lógica. Os espíritos não estão vendo que essa pessoa está sofrendo? Por que precisam de uma oração alheia para ajudar?”

Nós temos aqui basicamente 3 perguntas: Por que é necessário orar; por que a oração faz tanta diferença; e se os espíritos estão vendo que uma pessoa está sofrendo por que eles precisam de uma oração alheia para ajudar?

Particularmente eu gosto muito desse tema porque isso fez grande diferença na minha vida.

Por que é necessário orar e por que a oração faz tanta diferença: Deus é a Lei; Deus não é um ser – na verdade não sabemos que é Deus – mas sabemos que ele não é um ser como nós. A nossa relação com Deus é a relação com a Lei que rege o Universo. Sim, Deus é onisciente, ou seja, Deus sabe tudo – Deus sabe tudo porque Deus é a Lei, e está tudo previsto na Lei. Todas as possibilidades estão previstas na Lei. Mas a escolha dentre todas as possibilidades compete a cada um de nós. As bênçãos de Deus estão à nossa disposição. Sempre.

Às vezes aparece alguém mais revoltado me questionando: “Ah, mas eu não pedi para nascer; eu  não pedi para o meu espírito ser criado;  e se eu não quiser mais reencarnar, por que eu tenho que continuar reencarnando?”

Uma pessoa que se revolta assim contra Deus está se revoltando contra si mesma, porque ela é parte de Deus – Deus está dentro de nós, Deus age em nós, a Lei age em nós. Por isso as bênçãos de Deus estão sempre à nossa disposição, quanto nós quisermos. Somos nós que temos que nos tornar receptivos às bênçãos de Deus.

Um exemplo bem simples: as bênçãos de Deus são como o oceano; aquela água está toda à nossa disposição. Mas eu vou conseguir pegar daquela água conforme a minha receptividade – eu posso ir até o mar com um copo de cafezinho de 50 ml ou eu posso ir até o mar com um balde de 15 litros. A função da oração é nos tornar receptivos a Deus.

Se nós vivêssemos sempre num estado de espírito elevado, se nós estivéssemos sempre em estado de  oração, nós estaríamos sempre conectados com Deus, as bênçãos de Deus jorrariam sobre nós. Mas como nós vivemos muito ocupados, ocupados quase sempre com coisas mundanas, com coisas materiais, e cheios de preocupações, de ansiedade, de negativismo, nós como que nos desconectamos de Deus. A oração tem a função de nos reconectar com Deus, de nos deixar abertos para Deus.

Quando nós oramos nós elevamos o pensamento, nós concentramos o pensamento em coisas boas, nós agradecemos a Deus – a gratidão é muito importante. A gratidão é o principal fator a nos tornar receptivos às bênçãos de Deus. Então é por isso que é necessário orar e é por isso que a oração é tão importante.

A outra pergunta e a resposta a ela complementam esse pensamento: Se os espíritos estão vendo que uma pessoa está sofrendo por que eles precisam de uma oração alheia para atuar?

A pergunta parte do princípio de que nós temos que ser sempre ajudados, de que os espíritos devem sempre nos ajudar. Só é ajudado quem merece ser ajudado. Eventualmente, nós podemos orar por uma pessoa que não tem grandes méritos e essa pessoa pode ser ajudada. Nós pedimos a Deus por uma determinada pessoa, essa pessoa não é merecedora de ajuda, porque ela não se ajuda, mas os espíritos trabalhadores podem interceder por essa pessoa em respeito a quem faz a oração. Se a pessoa que faz a oração tem méritos, se a pessoa que faz a oração costuma trabalhar em benefício do próximo, ela poderá ser atendida mesmo quando pedir por alguém que não seja merecedora de ajuda naquele momento.

Mas a regra é que a pessoa tem que ser merecedora de ajuda, a pessoa tem que se ajudar. Nós não temos espíritos à nossa disposição prontos para atender as nossas vontades. Nenhum espírito trabalhador está aí prontinho só esperando a gente orar para vir correndo nos ajudar. Tem muito trabalho na espiritualidade. E a verdade é que somos nós que temos que nos ajudar. E a oração nem sempre é um pedido de ajuda. Aliás, nós temos que evitar pedir ajuda. Sempre que nós pudermos fazer por nós mesmos nós temos que fazer por nós mesmos.

O pedido de ajuda é para situações especiais. Quando nós elevamos o pensamento orando para Deus na oração nós já colhemos as bênçãos de Deus por nós mesmos, nós não precisamos sempre pedir ajuda dos espíritos. Mesmo quando nós oramos por alguém. Se o nosso pensamento está suficientemente elevado, nós transmitimos boas energias a essa pessoa – aquilo que nós colhemos na oração nós transmitimos a ela. Ela pode não receber todas as boas energias que nós enviamos por ela não estar receptiva, mas algum alívio ela sempre experimenta.

Temos que nos desfazer da ideia de que precisamos sempre da ajuda dos espíritos, sejam encarnados ou desencarnados. Quase sempre nós podemos fazer por nós mesmos e também ajudar um pouco o nosso próximo. Temos que fazer a nossa parte. É para isso que nós nos esclarecemos.

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