Espiritismo e os relacionamentos amorosos

Morel Felipe Wilkon

casal de velhos pelados

Poucos relacionamentos são realmente amorosos…

Ouça este artigo na voz do autor

Na falta de designação melhor, chamamos às relações sexoafetivas de “relacionamentos amorosos”. Muitos buscam no Espiritismo explicação ou solução para os seus conflitos emocionais…

Muitas pessoas ainda atrelam a sua felicidade a alguém. Acham que precisam de alguém pra serem felizes. Isso gera uma constante insatisfação, pois não é possível nos apossarmos dos sentimentos de alguém para preencher nosso próprio vazio existencial.

Recebo centenas de e-mails referentes a assuntos emocionais. Pessoas que estão traindo e não querem abrir mão nem do parceiro nem do amante; pessoas que foram traídas, acham que perdoaram mas não superam o desgosto; pessoas que não conseguem se relacionar com ninguém; pessoas que têm dúvidas sobre a própria sexualidade, pessoas que pulam de um relacionamento pro outro e nunca estão satisfeitas.

Não posso responder a todos, até porque muitos deles são tão infantis que não merecem resposta. Já sabia que isso ia acontecer quando escrevi os seguintes artigos:

Espiritismo e adultério

Espiritismo e relações amorosas

O sexo casual numa visão espírita

Espiritismo e traição

Sei que não posso reclamar, pois se expus minha opinião a respeito, naturalmente devo dirimir as dúvidas que estiverem dentro dos meus conhecimentos e experiências; e orientar sobre como recobrar o equilíbrio. Esta tarefa, muitas vezes, parece ingrata, porque é uma pequena minoria que está realmente disposta a ajudar a si mesma. Nenhuma ajuda é suficiente se a pessoa não ajudar a si mesma. E quando o assunto é o que convencionamos chamar de “relações amorosas” (na verdade, o amor é bem outra coisa), a única ajuda eficaz é a autoajuda, que na maioria das vezes deve começar com o autoconhecimento.

É assombroso o egoísmo de algumas pessoas. É o caso de quem vive um relacionamento extraconjugal mas não quer romper os laços com o cônjuge. Pode parecer que se trata de amor ou de compaixão. Se analisarem um pouquinho a si mesmos perceberão que pensam, mesmo, é em si próprios, e o que não querem é diminuir a sua cota de prazeres e atenção. Ou então a pessoa para quem nenhum relacionamento dá certo, e culpam a Deus, à Vida, ao “carma”. Perguntam, revoltadas, se estão aqui só pra “pagar”, e por que Deus não as deixa ser felizes. Não se deram ao trabalho de se perguntarem por que ninguém fica mais tempo com elas. Será que todo mundo está errado e só elas estão certas? Será que não estão exigindo demais?

Noutros casos, as pessoas se debatem durante anos em dolorosos conflitos sobre a própria orientação sexual, cheias de culpas e dúvidas. Casos complexos demais, originados de desajustes iniciados em outras existências, que exigem muito mais do que conselho ou consolo. Ou aqueles que não se sentem amados, ou que deixaram de amar, ou que traíram e não se perdoam, ou que descobriram a traição do parceiro e insistem na continuidade da relação abaixo de dificuldades.

Das pessoas que se dirigem a mim por causa desses assuntos, uns poucos se animam a comentar no próprio site. Outros, mais reservados, me contatam por e-mail. A busca pela solução demonstra o desejo de resolver o mal que os aflige. Só que pedir ajuda ou orientação pela internet, digitando algumas dúzias de palavras, é fácil. E não há soluções fáceis para problemas difíceis. Problemas sérios exigem soluções sérias. É preciso querer se ajudar. É preciso deixar a preguiça, o medo, a inércia, o comodismo, a indiferença.

Problemas são oportunidades de crescimento

É preciso, antes de mais nada, perceber algo que é óbvio, mas infelizmente ainda não é óbvio pra todos: O mundo não gira em torno de você. As pessoas não são sua propriedade. A Vida não existe para transarmos com todo mundo, prazer sexual não é amor, romantismo não é amor.

A ideia de que a nossa felicidade está na dependência de uma relação qualquer afasta qualquer possibilidade de bem-estar íntimo. É importante ter alguém para dividir a passagem pela matéria; a própria natureza, enquanto reencarnados, nos induz a isso. Mas isso não é sinônimo de felicidade. Ser feliz é um estado de ser que independe de fatores externos. A preocupação quanto à vida amorosa ou sexual (que quase sempre se confundem) gera cada vez mais incertezas, produz desconforto com a situação vigente, faz a Vida perder o sentido.

A Vida é muito mais que isso. A Vida é oportunidade de aprendizado, de disciplina, de autoconhecimento e de troca de conhecimentos e experiências. Resumir a Vida a encontros e desencontros sexuais é voltar ao estágio animal.

Quem passa por problemas desse tipo e quer solução, deve buscá-la com todas as suas forças. Se está lendo um artigo espírita é de se supor que seja simpatizante do Espiritismo. Leia. Estude. Se esclareça. Ore. Ore várias vezes ao dia, faça disso um hábito. Frequente o centro espírita. Procure um tratamento no centro espírita. Procure participar de grupos de estudo no centro espírita, a troca de experiências é um dos aprendizados mais eficazes. Pergunte-se acerca dos seus reais valores: O que você espera acrescentar nesta vida? O que você pretende fazer para aproveitar a oportunidade da atual reencarnação? Você já percebeu que sexo e atração física são fenômenos ilusórios e, portanto, passageiros? Já se deu conta de que músculos e bundas caem, que rostinhos bonitos murcham, que o tesão acaba, que palavrinhas românticas só têm valor nos momentos fugazes de prazer? Você não notou, ainda, que a consciência é o seu juiz, e que cobra você e continuará cobrando você sempre que você errar? Não sabe que não há como ser feliz mentindo pra si mesmo, tentando enganar à própria consciência? Ou você pensa que respeito, retidão de caráter, fidelidade, amizade, são apenas conceitos? Ou acha que essas coisas são fruto de pregações religiosas atrasadas e conservadoras?

Está encrencado? Quer viver em paz? Mude! Quando você muda, o mundo muda. Pare de se queixar e de achar que a Vida é um complô contra você. Há 7 bilhões de espíritos encarnados iguaizinhos a você. Você acha que você merece uma atençãozinha especial de Deus? Não sabe que não há privilégios na Lei divina? Faça alguma coisa por si mesmo, torne-se uma pessoa melhor, deixe de pensar só em si. Você irá se cobrar severamente se não mudar de atitude a tempo. Você é o seu juiz… E o seu estado de espírito de hoje, a maneira como você está se sentindo neste exato momento lhe responde como você vem agindo.

Conheça meu canal no Youtube clicando no último ícone à direita. Se quiser curtir a Fanpage Espírito Imortal, clique ícone do Facebook, o segundo da direita para a esquerda.

163 Responses to Espiritismo e os relacionamentos amorosos

  1. Clarinda disse:

    Morel, veja se pode me dar algum conselho. Tive um casamento muito conturbado e aguentei de tudo (traição, drogas, etc). Finalmente após 20 anos resolvi me separar. Algum depois conheci uma pessoa e tive um envolvimento muito forte. Porém não prosperou. Ele também tinha um comportamento “mulherengo” era do tipo cafajeste e acabamos por seguir caminhos distintos. Depois disso tive alguns outros relacionamentos e há três anos conheci uma pessoa bastante diferente daquelas com que me relacionei. Honesta, fiel, carinhosa e muito dedicada a mim. Porém como nem tudo são flores, tivemos muitos desentendimentos por conta das filhas dele que não me aceitaram e de uma certa maneira ainda queriam que ele voltasse com sua ex-mulher. Apesar dele realmente não gostar mais da ex e demonstrar que realmente me amava ele sempre foi complacente com essa situação o que me irritava muito e acabamos por nos separar. Agora ele insiste em voltar porém fico indecisa pois embora goste dele não sei se é o suficiente para “aguentar” suas filhas. Além disso ainda tem a lembrança daquilo antigo amor do passado que voltou a me procurar apesar desse antigo namorado agora já estar com outra pessoa. Fico dividida. Não sei o que faço. Minha razão diz para voltar com o último namorado (bonzinho) mas confesso que uma parte de mim ainda pende para aquele antigo amor (cafajeste). O que posso fazer ?

  2. Mirian, o que evolui é o espírito; o perispírito é apenas o seu “corpo espiritual”.
    A monogamia é a maneira mais adequada para disciplinarmos os nossos sentimentos, emoções e desejos de sensações. Não há nada de errado em ter mais de um parceiro, mas você está adiando o domínio sobre si mesma e, talvez, colaborando negativamente com os seus parceiros neste sentido.
    O amor é desenvolvido, justamente, através de experiências sólidas e duradouras. O amor conjugal é uma construção.

  3. Anônima disse:

    Bom dia amigo! Gostaria de agradecer pela ótima reflexão. Passo hoje pelo momento mais difícil que já passei na vida. É o fim de um noivado e de um relacionamento de 5 anos. Sinto uma tristeza sem fim. Também sinto que jamais serei feliz na seara amorosa. Mas percebo que preciso controlar meus pensamentos o quanto antes..e confiar que Deus sabe o melhor pra mim. Obrigada por abordar o assunto.

  4. Mirian disse:

    Morel, Boa noite. Se uma pessoa tem carinho mas não ama, e possui mais de um parceiro querendo uma troca de carinho, prazer e até acrescentar para os outros, mas com pluralidade sexual e emocional. Isso faria mal para evolução da alma ou perispírito? Abraços.

  5. Lisa, se você, que conhece ele, não sabe como agir, ninguém saberá. Cada um tem suas características, essa é uma característica dele. Se quiser ficar com ele, terá que aceitá-lo assim.

  6. Anônimo, não conselheiro sentimental, mas uma coisa é óbvia: se não está bom do jeito que está, você deve tentar de outro jeito – ou retome a via sexual, mesmo que forçadamente a princípio, ou repense o seu relacionamento. Você diz que perdoou, mas perdoar quer dizer desligar-se, e você não se desligou do erro cometido.

  7. Lisa disse:

    Olá. Namoro há 3 anos. Só que ele tem baixa alto estima. Sempre diz que sou muito pra ele e acha que está atrapalhando meu caminho. Agora que estou em ascensão profissional acho que se agravou. Gosto muito dele e sei que ele também. Temos um relacionamento muito sólido.
    Confesso que não sei o que fazer. Sempre estou incentivando e apoiando ele nas decisões. Estou sempre do lado dele. Mesmo assim ele não se sente confiante.
    Já tivemos diversas discussões por motivos banais. Ele sempre recua, se isola. Daí sempre vou atrás pra reconciliar porque sei que ele tem esse problema.
    Ando meio cansada sem saber como agir.

  8. Claudilayne disse:

    Olá. Namoro há três anos um rapaz. Terminamos uma época por um período – 8 meses. Refiz minha vida, conheci outras pessoas. Ele me procurou, conversamos e resolvemos dar outra oportunidade. Tivemos inúmeras discussões analisando todo o namoro. Sempre por motivos que ao meu ver são desnecessários. Agora foi por conta de um jantar que fizemos juntos. Foi tudo maravilhoso. Durante o preparo da carne fiz uma brincadeira dizendo que podia ser carne de cavalo, brincando, ele ficou sismado e mal comeu a carne. Perguntei se o motivo foi a brincadeira. Pra que… Ele começou a colocar toda a carne no prato e disse que agora ia comer tudo… Fiquei calada, mas ele ficou perguntando o que foi porque eu estava olhando ele fazer a cena. Não resisti e chamei ele de infantil. Ele saiu emburrado, pegou as coisas e foi embora. Me deletou de todos os contatos e ate agora não me procurou. Esse foi só um exemplo dos tipos de desentendimentos que temos. Sempre foi assim, ele não conversa, diz que quer terminar e que vou encontrar alguém melhor que ele.
    Acredito que um relacionamento serve pra nos melhora como pessoa e aprendo muito com as qualidades dele como companheiro. Mas confesso que estou me cansando disso. Eu sempre tento contornar as coisas, procuro, tento resolver… Estive pensando se vai ser assim a vida toda. Não posso mudá-lo, mas confesso que estou exausta. Ele não dá espaço pra conversar e tentar resolver. Temos muitos projetos juntos e percebo o entusiasmo dele no momento. Mas quando temos esses episódios de discussões, começo a questionar se só eu acredito na relação. Gosto muito dele, mas não vejo saída.

  9. Anônimo disse:

    Olá Morel
    Sou casado há 17anos, tudo desandou na minha vida há mais ou menos 7 meses. Depois de uma quase suposta traição, não consigo olhar mais para ela com amor que tinha antes. A admiração se foi, ainda estou casado, mas se fiz sexo com ela 3 vezes durante estes 7 meses foi muito. Na primeira vez depois do acontecido eu fui péssimo, tive orgasmo como se fosse por obrigação, forcei. Isso se repetiu nas outras vezes, me sinto como se estivesse me prostituindo com minha esposa, não sinto mais amor por ela. Eu a desculpei pelo acontecido, pois ela jurou que não chegou aos finalmentes com o outro cara. Gosto muito dela como pessoa, não é uma má pessoa, por isso não vou embora. Mas não quero mais fazer sexo com ela por após o ato eu me sentir mal. Como se eu me traísse. Não sei o que fazer.

  10. Anônimo, nossas relações formam laços energéticos fortes que nos prendem uns aos outros. Com o rompimento de uma relação, há como que uma síndrome de abstinência – é como a falta que um viciado sente em relação à substância da qual está se afastando. Isso passa. Requer tempo e esforço de nossa parte. Procure, urgente, novos afazeres, novos interesses. Não se descuide do lado espiritual. Conheça novas pessoas, novos ambientes. Se você se ajudar, vai superar bem e ficar melhor que antes.

  11. JOÃO disse:

    Olá, Morel: Sinto que meu relacionamento chegou ao máximo de desgaste, traduzindo-se em perda de amor próprio, caso eu insista da forma que está. Como atenuar os rompimentos dessa vida terrena? Tornei-me de certa forma, dependente afetivamente, indo de encontro ao que menciona no texto. Na minha roda de familiares, todos ja se habituaram a se referir ao casal e com isso perdi minha individualidade até. A pessoa é extremamente egoísta e nunca cede. Controla, manipula e maltrata. Saio muito machucado desses longos anos. O estopim foi ciúmes, muito ciúmes, tentando sufocar até mesmo perspectivas profissionais. Oro e já até intentei apometria sob sua sugestão para que se fosse algo obsedioso, pudesse ser melhorado. Penso em insistir. Contudo, de imediato, como aplacar essa dor e imaturidade espirutal por que passo? Obrigado pela solicitude, fique com Deus.

  12. Anônimo disse:

    Morel, após a constatação que uma relação é insustentável, quais medidas tomar de forma a se curar espiritualmente da dor, do desgosto e solidão? Ou seja, como superar o término e a dependência afetiva que fica?

  13. Carolina, isso é pura insegurança. Pessoas assim se decepcionaram muito nesta ou em outras existências e não conseguem se entregar. É preciso paciência e muito amor.

  14. Carolina disse:

    Tenho um ex que passa pelo mesmo problema do Celio (comentário do dia 28 de janeiro, ainda não respondido), com a diferença que ele diz que sou a única pessoa que o entende, então às vezes ainda me procura. Gostaria de saber a resposta para esse problema. Aqui copio o comentário original do Celio:

    “Tenho dificuldade de me envolver mais seriamente com as pessoas, até consigo me relacionar com elas por um tempo, mas depois tenho dificuldade de levar isso adiante, começo a sentir um desconforto que não sei explicar, até que então termino a relação. até Hoje não consigo entender o que me leva a sentir isso. Acontece desde relações de amizade quanto de relacionamentos amorosos. – See more at: http://www.espiritoimortal.com.br/espiritismo-e-os-relacionamentos-amorosos/#sthash.VV58M3OZ.dpuf

  15. Silveira, as pessoas mudam. O fato de ela ter lhe contado já merece crédito. Analise ela friamente, sem paixão, como se você não sentisse nada por ela. Procure perceber o que ela lhe inspira.

    Compreendo a sua apreensão, mas, se conhecêssemos o passado de todas as pessoas com quem convivemos…

  16. Silveira disse:

    Boa noite Morel Felipe Wilkon, estou passando por uma situação muito complicada. Conheci uma moça e depois de algum tempo ela me contou sobre o passado dela, uma passado terrível com muita promiscuidade e simplesmente isso acabou com meu psicológico, pois são coisas terríveis. E agora não sei o que faço, se fico com ela e tento me recuperar. Eu trabalho em seara espírita e não tenho nem coragem de desabafar com ninguém. Sempre fui um rapaz muito correto. E nunca pensei em passar por isso. Me dê uma luz. Obrigado.

  17. Bruna, é normal que quando exposto a influências diferentes, alguém não muito seguro de seus sentimentos coloque em dúvida as decisões da sua vida. Não adianta buscar responsáveis externos: mesmo que haja influência espiritual (e sempre há), essas influências só o atingem porque ele é fraco. Tanto um tratamento espiritual quanto o acompanhamento psicológico poderá fazer bem a ele, mas o fundamental é que ele perceba a necessidade disso e se ajude.

  18. Bruna disse:

    Olá Felipe, já li seus textos antes e sempre os admirei, mas hoje os procurei na intenção de me darem uma luz, então resolvi te pedir conselho…
    Tenho um namoro de 3 anos, porém somos enamorados desde a infância, o primeiro beijo, as festinhas etc. Fomos crescendo juntos e sempre tentando ter um relacionamento sério, quando não existia algum amigo para negativar nossa relação havia desentendimentos, porém quando a maturidade se fez mais presente resolvemos passar por cima de tudo e sermos felizes juntos e somos! Meu namorado é meu amigo e meu companheiro, porém há alguns meses ele tem demonstrado uma espécie de conflito, ele tem tido alguns problemas pessoais e tem terminado comigo por algumas vezes. Porém isto só acontece quando ele frequenta o ambiente do bar, que pertence ao pai dele, é como se um acesso de fúria o dominasse e ele derramasse-o sobre mim, basta que eu fale qualquer coisa para passar de companheira a monstra. Percebo que quando ele me vê, quando está comigo as coisas não são dessa forma… Fico pensando se não seria o caso de um acompanhamento espiritual ou psicológico. Não desejo o fim do nosso relacionamento, pois com a distância sofremos muito, os dois. Não sei o que pensar…
    Obrigada pela atenção!

  19. Cidinha, você não precisa de palavras sábias, precisa mudar o rumo da sua vida. Sugiro que se dedique ao profundo esclarecimento espiritual – único meio de obter autoconhecimento.
    https://www.youtube.com/watch?v=egl-JFtVE70

  20. Celio disse:

    Tenho dificuldade de me envolver mais seriamente com as pessoas, até consigo me relacionar com elas por um tempo, mas depois tenho dificuldade de levar isso adiante, começo a sentir um desconforto que não sei explicar, até que então termino a relação. até Hoje não consigo entender o que me leva a sentir isso. Acontece desde relações de amizade quanto de relacionamentos amorosos.

  21. Cidinha disse:

    Boa tarde Morel, sou divorciada há 8 anos, saí de um casamento com etilismo e violência física, psicológica e verbal, sou independente, moro com meus filhos, faço faculdade, sou espírita nata porém não praticante, tenho um impasse muito grande em minha vida na questão “relacionamento”, atraio pessoas problemáticas, consigo ajudá-las, mas a mim mesma não consigo. Até hoje não consegui encontrar aquela pessoa que você sente segura, sinto um vazio enorme dentro de mim, preciso ouvir palavras sábias, para voltar a direcionar a vida. Desde já agradeço. Muita luz em sua vida.

  22. Lopes disse:

    Noossa!! Perfeita Reflexão! Quem dera as pessoas entendessem ao menos metade do que escreveu… o mundo seria outro mundo! Parabéns!

  23. Sandra, isso parece apenas carência afetiva. Você conheceu alguém que aparentemente preenche o seu vazio e fixou sua mente nele. Acredito que a ajuda psicológica seria bem vinda.

  24. Sandra Regina disse:

    Me identifiquei com o comentário de Vitória. Nunca tive sorte no amor. Estou há muito tempo sozinha.
    Agora estou fixada numa pessoa com a qual conversei somente duas vezes. Me sinto apaixonada, não consigo parar de pensar na pessoa, e sinto que estou ficando louca. Isso tem a ver com espiritismo ou seria algum problema neurológico ou histeria? Ele me deixou completamente confusa.

  25. Anônimo, você sabe que ninguém é de ninguém. Os laços matrimoniais existem, em nosso atual estágio evolutivo, como um meio de disciplinarmos nossos impulsos e sentimentos. Não haveris absolutamente nada de errado em trocarmos uma relação por outra se houvesse pleno consenso entre as partes. Como não há, somos co-responsáveis, já que nos comprometemos, pelo que venha a ocorrer com o membro preterido numa relação.
    Em termos de Doutrina, temos apenas que Deus nos une através do amor. Se já não há amor, o que nos prende, então, são apenas os nossos próprios compromissos.
    Ou seja, a responsabilidade é sempre nossa. E uma das maiores dificuldades do espírito encarnado, já maduro espiritualmente, é justamente a tomada de decisões que acarretam em alterações de rota a terceiros. Os riscos presentes numa decisão assim fazem parte do ganho de responsabilidade que o conhecimento traz. Você pode permanecer o resto da vida com sua atual companheira, em nome da honra ao compromisso e da disciplina moral, e, no entanto, viver uma vida sem grandes enriquecimentos. Por outro lado, se assim o fizer, poderá estra deixando de lado a oportunidade de uma mudança muito positiva, considerando que quando vivemos com quem nos preenche encontramos novas forças, novas motivações, e, consequentemente, podemos ser mais úteis e produtivos.
    O risco, seja qual for a decisão, permanece.
    Provavelmente o deixei com mais dúvidas que antes. Mas temos que ter em mente que não existe pecado, e Deus não é atingido por nossos eventuais erros. Quando já temos noção da nossa responsabilidade, como você já tem, sabemos que temos que resolver isso sozinhos: se você não tem filhos, são três pessoas envolvidas diretamente – e, possivelmente, outras pessoas envolvidas indiretamente. Medir os prós e contras, avaliar consequências são requisitos indispensáveis para agir tomar a melhor decisão.
    Reencarnamos para sermos felizes e para fazermos as pessoas felizes. De que modo haverá mais felicidade para todos os envolvidos? Essa é a questão a ser medida.

  26. Anônimo disse:

    Olá Morel,
    É bom ler os artigos. Os comentários e respostas. Ajudam-me a refletir e mudar.
    Eu tenho um relacionamento há 10 anos. Sou fiel e busco sempre aprender. Contudo, há uma pessoa, que não minha companheira, por quem sinto profundos sentimentos. Embora de certo modo isso sempre tenha sido incômodo, não me atrapalhava meu relacionamento. Por fim, nesses últimos 2 anos meu relacionamento não se encontra bem. As afinidades comuns diminuíram a quase 0, o desejo sexual já não existe. O que há é um profundo respeito, e consciência do caráter do outro. Mas os problemas têm ocasionado um afastamento progressivo entre nós. Ao mesmo tempo os sentimentos em relação à “terceira pessoa”, que se trata de uma amiga, se estreitam assim como as afinidades, principalmente no que se referem às ações fraternas e ao modo de observar a vida. Então, tem existido atração e desejo. Não há a mínima possibilidade de haver traição, mas o relacionamento não tem se sustentado na vida prática. Sei que não há receita, que existem leis, que nossos comportamentos acarretam consequências, mas eu não desejo proceder de modo algum com maldade. Sei que eu farei sempre minhas escolhas, mas gostaria que pudesse me dizer algo baseado na Doutrina.
    Sempre me causou certa angústia esta situação quanto aos sentimentos (que não modificam), mas agora estou imerso nessa angústia.
    Sei que poucas palavras não são suficientes, não contam toda a história…
    Um abraço.

  27. Emília, é mais provável que isso que vocês sentem um pelo outro é que seja amor. Você ainda acha que essas palavras que os casais de namorados dizem um pro outro sejam amor? Palavras são palavras; qualquer um as diz. Esse “amor” de música sertaneja não é amor, é só paixão e desejo. Amor é harmonia, e isso pressupõe respeito, atenção, admiração e desejo de todo o bem. Quase todo mundo ainda confunde paixão com amor. Isso que vocÊ sente falta é só paixão, e a paixão tem prazo de validade, diferentemente do amor.

  28. Mari disse:

    Boa tarde, Morel! Comecei a “frequentar” esse site há pouco tempo e estou gostando muito dos seus artigos. Parabéns!!

  29. Emília disse:

    Gostei muito do seu site. Venho aprendendo muita coisa aqui.

  30. Emília disse:

    Morel, tenho um relacionamento de 3 anos e me sinto até então bem. Gosto muito dele, do jeito dele comigo, da companhia e tudo mais, mas é só isso. Não consigo evoluir esse sentimento de gostar, tanto que nunca disse a ele que o amo. E com ele é a mesma coisa, também nunca me disse que me ama. Conversando outro dia, chegamos à conclusão que sentimos a mesma coisa pelo outro. Nos sentimos bem juntos e pretendemos nos casar, estando conscientes desses sentimentos. Mas fico pensando se isso é realmente certo. Há muito diálogo e muito respeito, porém esse sentimento de AMAR e falar que AMA, nunca teve… Fico pensando isso porque namoramos há 3 anos e ele nunca me disse que me ama. Antes de mim, ele namorou uma moça durante 11 meses e falava com ela sempre que amava ela, mesmo depois que eles terminaram.
    Então nem sei o que pensar mais. Sei que não tem tempo certo para uma pessoa amar outra, isso não tem um prazo.
    Mas como uma pessoa que namora há 3 anos, sabe que não ama e sabe o namorado não a ama, vai se casar assim mesmo. Tem explicação pra isso?

  31. Jean, eu não posso responder essa pergunta! Quem é que deve decidir se vale a pena ou não esperar por uma melhora dela? Quem é que sabe se convém tentar um tratamento espiritual ou não, com ou sem o consentimento dela? Até onde vai o seu sentimento por ela é algo que só mesmo você pode determinar.

  32. Vitória, seu comentário não foi apagado. Estava na lista de espera para que eu pudesse respondê-lo. Sua impaciência em aguardar a resposta responde ao seu questionamento. Falta-lhe paciência; aguarde o tempo passar e seu mal-estar desaparecerá. Aliás, você menciona um fato que quase sempre deixamos passar desapercebido, um fato no qual insisto muitas vezes em vários artigos: a importância do controle sobre o nosso pensamento. Você diz que quando começa a pensar nele, o mal-estar e o desespero voltam. É assim em tudo em nossas vidas. Através do pensamento sintonizamos com fatos positivos ou negativos, nos vinculando a espíritos que experimentam essas mesmas emoções, e, muitas vezes, trazendo à tona emoções semelhantes que vivenciamos em outras existências e que estão vivas dentro de nós, embora não as recordemos conscientemente. Ao experimentarmos determinadas emoções nós reativamos essas lembranças inconscientes, potencializando o mal do presente.
    O que você pode fazer é controlar o seu pensamento. Mantenha-se ocupada; quando lembrar dele, busque imediatamente outro pensamento ou, se possível, troque de atividade. Isso é necessário até que você consiga naturalmente superar o ocorrido.

  33. jean disse:

    Olá, boa noite: Namoro há 4 anos. Um namoro de lealdade e fidelidade recíprocos. Muita afinidade em diversos pontos e companheirismo. Entretanto, o ciúme, inseguranças e imaturidades da minha companheira têm preponderado ultimamente. Eu num esforço de não me sentir sufocado, voltei a praticar atividades físicas, retomei contato com velhos amigos e tenho tocado projetos profissionais, outrora, engavetados. Esse traço comportamental dela não é recente, é recorrente, porém, tem demonstrado seu ápice numa explosão de distanciamento, acusações infundadas e descaso. Estamos diversos dias sem nos falar direito. Sinto a necessidade de tomar uma postura. Ela porém insiste com acusações, pesadelos, sensações, altamente infundadas. Está num aparente processo de obsessão. Está com sintomas físicos latentes se manifestando, inclusive. Esse processo está consumindo, engolindo e depravando toda a nossa relação. Não consigo manter nenhuma forma de diálogo. Aquela mulher doce está sob uma sombra maligna. Como lutar contra isso? É caso de ajudar ela a libertar-se dessa opressão em conjunto até que ela passe, passe o tempo que passar? Ou se evidencia uma necessidade de eu seguir a minha vida sozinho?

  34. Vitória disse:

    Bom dia,
    Postei um comentário aqui ontem contando uma situação pela qual estou passando e que gostaria de orientação.
    O comentário foi apagado e não recebi resposta.
    Gostaria de saber o motivo.

  35. Vitória disse:

    Tenho mais de 40 anos e sou divorciada.
    Conheço um homem há quatro anos e no começo éramos apenas colegas. Porém, há dois anos começamos a trocar e-mails. No começo dessa troca eu sentia um aperto no peito e esse aperto só passava quando recebia seus e-mails. Ele é casado e eu briguei várias vezes comigo mesma quando percebi que estava sentindo algo a mais por ele. Depois de dois meses dessa troca de e-mails acabei confessando o que sentia por ele e ele também demonstrou sentir interesse em mim. Porém, pelo fato dele ser casado nunca tivemos nenhum contato físico. Nada mesmo. Só trocamos e-mails diariamente. Nos abrimos um com o outro, contamos nossos problemas, nos apoiamos e nos incentivamos em nossos objetivos.
    Por causa de problemas sérios com os filhos, ele passou a freqüentar igreja evangélica.
    Depois disso, senti que as palavras dele ficaram mais frias comigo.
    Há algumas semanas após pensar muito, cheguei à conclusão que era melhor me desligar emocionalmente dele. Escrevi isso para ele e ele concordou.
    Depois disso fiquei muito mal. Um mal-estar desproporcional e irracional.
    Sentia o ar faltar, um aperto no peito, desespero. Não conseguia dormir nem comer direito.
    Fiz várias orações, procurei ler artigos como este para tentar me acalmar.
    Hoje eu me sinto um pouco melhor. Mas se começo a pensar a respeito, todo o mal-estar e desespero voltam novamente.
    Não entendo por que sinto isso e não sei o que fazer para não sentir mais.

  36. Robson disse:

    Impressionante como podemos aprender mais a cada dia.
    Sempre busquei a evolução comportamental e consequentemente, espiritual, e confesso que geralmente tenho minhas desconfianças com textos de internet, pois já vi muitas pessoas se aproveitando da imaturidade e fragilidade dos outros para tirar algum proveito. Porém, não é o caso.
    Já é o terceiro texto que leio e estou admirado como que com palavras certas e diretas, pode responder várias questões e melhorar diversas ideias e pensamentos.
    Acho que se cheguei nesse site, é porque soube procurar refinando e com cuidado.
    Muito bom seus textos, Morel Felipe. Espero aprender mais com seus ensinamentos e acrescentar na minha vida.
    Grande abraço.

  37. Obrigado pelo amparo, Priscila.

  38. Priscila disse:

    Morel, boa tarde.
    Sempre leio diversos artigos espíritas. Estes geralmente me transmitem muita paz. Porém, isso nunca acontece com as suas colocações. Que comentário é esse: “…Não posso responder a todos, até porque muitos deles são tão infantis que não merecem resposta…”. Cada problema, de cada indivíduo merece apreço e atenção por parte dos aptos a socorrer. Creio, que devido a seu procedimento, você está mais para ser amparado que para amparar.

  39. Vitor, claro que sim. Só que a sociedade não é uma entidade autônoma. A sociedade é composta por indivíduos. Se a sociedade tem problemas, então, é porque a maior parte dos indivíduos tem problemas. Vivemos, no passado, reprimidos, até certo ponto, por conta dos costumes, principalmente religiosos. Mas isso não nos tornou exatamente melhores. Guardamos no espírito antigos vícios que aproveitam a oportunidade que a época atual oferece para virem à tona.

  40. Anônimo, sei que a sua intenção não é essa, mas uma pergunta assim direcionada coloca a responsabilidade sobre mim… e ninguém pode responsabilizar-se, direta ou indiretamente, por uma decisão que compete exclusivamente a você.
    Esses conflitos são comuns, você deve saber disso. Mas muitas vezes eles repousam sobre falsos dilemas. Sabemos que responderemos por nossos atos, e, por isso, temos que ser responsáveis, cumprir com o nosso dever. Mas até que ponto isso é nosso dever? O que nos prende numa relação? Sei de pessoas que sacrificam suas vidas em nome de uma suposta indissolubilidade do casamento. Quem disse que o casamento é indissolúvel? Não deve o homem separar o que Deus uniu. Mas como Deus nos une? Não é através do amor? Se não há amor, portanto, a união não é em nome de Deus.
    Questione-se sobre o que realmente prende você. Uma relação é válida enquanto houver aprendizado para pelo menos uma das partes. Se não há aprendizado, se o que há é apenas comodismo e medo de mudança…

  41. Vitor disse:

    Olá Morel, gostaria de lhe perguntar se estes comportamentos maléficos citados neste artigo e outros citados no mesmo como adultério, O sexo casual numa visão espírita, entre outros do mesmo gênero, existe uma parcela de culpa das culturas dos tempos de hoje por a nossa sociedade em maioria levar uma vida de comportamentos hedonistas? Abraços!

  42. anônimo disse:

    Hoje tenho 47 anos. Sou espírita desde os 18.
    Pelos conhecimentos adquiridos fico diante de um grande conflito: insisto em permanecer num casamento onde tenho conflitos com minha enteada, conflitos com minhas paixões aprisionadas; ou fazer aquilo que tenho vontade mas reluto devido à responsabilidade conscientizada pela doutrina espírita?
    O que é certo?: ousar em atitudes que eu gostaria de tomar sabendo que a lei divina irá cobrar reparos? Ou continuar persistindo numa relação familiar mais por responsabilidade do que por amor?

  43. Obedeça a sua consciência, Patricia. A consciência é a nossa companhia eterna, não há como fugir dela. O melhor, então, sempre, é obedecê-la. Talvez você, ao esperar conquistar sua independência para só então separar-se, esteja buscando um ideal que está longe das suas condições atuais. Não somos, ainda, seres ideais. Não temos, portanto, uma vida ideal ou condições ideais. Para efetuarmos mudanças significativas em nossas vidas precisamos ousar.

  44. Patricia disse:

    Vou comentar um pouco do que estou passando para poder perguntar.
    Sou casada, e desde o início meu marido sempre demostrou necessidades sexuais de transar com várias mulheres ao mesmo tempo, e sempre tentou me convencer a fazê-lo. Acabei cedendo mas me senti terrivelmente péssima e não aceitei novamente essa prática. Desde então ao transar ele mencionava outras mulheres e eu tinha que ficar ouvindo e ao terminar acabava chorando calada. Sinceramente não sei por que aceitei ou entrei nessa ou porque me sentia sem energia para sair desse círculo. Com o tempo consegui reclamar e ele foi parando de falar e com isso a relação sexual foi diminuindo para necessidade fisiológica, 4 vezes ao mês.
    Hoje não sinto mais vontade de transar com ele. Ele viaja muito e a nossa relação está se resumindo ao trabalho cada vez mais porque trabalhamos juntos e temos carinho, nos tratamos com educação.
    Entretanto meu corpo parece que acordou para a vida, não sei se foi por estar frequentando o centro espírita ou por ter cansado e acordado para a vida. E uma questão em que penso muito, se me separo ou não. Já tentei e ele fingiu que não foi nada e por comodismo continuei na relação. Talvez por trabalhar com ele e depender dos negócios dele me seja difícil. Mas estou superconsciente e comecei a trabalhar num projeto para ter uma renda minha. Voltei à faculdade, voltei a me exercitar, ou seja, pouco a pouco estou recuperando minha personalidade que parecia estar morta. E a energia sexual está vibrando em mim, porém não quero transar com outro homem para sentir o prazer pelo prazer, não penso assim pelo meu marido, mas por mim, pelo meu corpo, pela minha consciência, pelo meu ser.
    Entretanto um estímulo apareceu e está tentando me conquistar, desde que nos vimos, parece que um ímã nos puxa, porém venho resistindo bravamente.
    Não sei se conseguirei resistir até a minha tão sonhada independência acontecer, pois sou muito realista. Obrigada pelos artigos que escreve. Tem me ajudado muito a refletir.

  45. Jaquee, se você “sabe” que tem com ele nessa vida uma missão de resgate, por que você quer explicação?
    Não temos “missão”, Jaquee. Missão é para os grandes espíritos. Nós estamos ainda em fase de experimentação, e isso que você chama de resgate é, no máximo, uma rearmonização. Nos machucamos uns aos outros no passado (e Às vezes no presente, também), agora temos a oportunidade de repararmos o mal que fizemos. Só isso. A vida é simples. Temos que fazer o que sabemos ser o certo e não fazer aquilo que sabemos ser errado.

  46. jaquee disse:

    Morel, eu tenho um relacionamento de cinco anos com homem que amo muito. Passamos por muitas coisas, muitos altos e baixos, mas nada fez com que a gente se separasse. Venho de uma família espírita e hoje sei que eu e ele nos conhecemos de outras vidas e que eu tenho com ele nessa vida uma missão de resgate. Eu queria que você me explicasse isso, como que eu sendo mulher dele participo dessa missão de resgate. O que seria isso?

  47. Flor disse:

    Moriel tenho um grande amigo que é a pessoa que amo e com quem quero passar o resto da vida. Mas algumas vezes em que estamos juntos não consigo tranferir os sentimentos e nem sentir os sentimentos que vem dele, fico quase que literalmente uma pedra totalmente sem sentimentos. E eu sou a pessoa mais sentimental que eu conheço. Nosso relacionamento é de contra os preceitos da sociedade mas tenho certeza que nos conhecemos de longa data. Sinto-me em casa quando estou com ele. O que pode ser esta falta de sentimentos repentinas?

  48. Renata, é exatamente isso. Não precisamos de religião para nos ligarmos a Deus. Mas, pela nossa imaturidade, ainda precisamos de suporte e direcionamento.
    Gosto muito da série A vida no mundo espiritual, de André Luiz. Embora a maior parte dos livros sejam narrados em forma de romances, são altamente técnicos se soubermos apreender o que eles trazem nas entrelinhas. O primeiro da série é Nosso Lar. Mas você poderia, para se interessar, começar com Entre a Terra e o Céu e depois Sexo e Destino. Estão disponíveis neste site em PDF na aba “livros”.

  49. Renata disse:

    Obrigada pela atenção Morel.

    Alguma indicação de leitura? Gostaria muito de começar a ter mais esse autoconhecimento através da espiritualidade.

    Sou messiânica mas ainda sinto que falta algo… não consigo explicar. Não me sinto completa religiosamente falando… apesar de não acreditar 100% que precise de uma religião para me ligar a Deus sinto que ainda sou imatura e preciso de suporte e direcionamento.

    Obrigada mais uma vez.

  50. Renata, a solução para todos os nossos problemas está no aspecto espiritual. Quando temos uma vida espiritual equilibrada, todos os outros pontos da nossa vida automaticamente melhoram. A ajuda de um profissional pode surtir bons efeitos. Só conhecendo a si mesma saberá o que deve ser mudado em você e como fazer essa mudança. Esse autoconhecimento vem da vivência da espiritualidade, mas um psicoterapeuta também poderia ser útil.
    Fique bem.

  51. Renata disse:

    Prezado Morel,

    Venho analisando minha vida amorosa ultimamente e sinto que o problema é comigo e que muito provavelmente é espiritual. Gostaria de entender… e saber o que fazer para conseguir sair deste nível em que me encontro atualmente. Conheço pessoas legais, que demonstram estar superinteressadas e dedicadas ao relacionamento… e simplesmente do nada tudo começa a mudar e ruir. Sou madura, não sou neurótica, não sufoco… entendo que temos nossas individualidades, mas nem assim consigo fazer com que o relacionamento siga adiante. É sempre a mesma coisa… uma empolgação máxima por parte do companheiro e eu por medo de sofrer novamente me seguro para não me doar. E quando finalmente consigo ir me “soltando” parece que o interesse diminui. Gostaria de entender isso… tratar isso e sair desta inércia. Procuro acreditar que cada um desses relacionamentos está me tornando uma parceira melhor… mas estou cansada. Quero apenas poder seguir de vez em um relacionamento…

    Obrigada por ler e responder se for o caso.

    Abraços.

  52. Ana Flávia, não se preocupe com isso. Compreendo perfeitamente que não é possível, de um momento pro outro, esquecer a traição dele. Mas é possível a você valorizar os aspectos positivos dele, o bem que a companhia dele fez a você. Essa parte dele é verdadeira, essa é a parte dele que já está condizente com a nossa verdadeira natureza espiritual e divina. Todos nós temos ainda muitas falhas de caráter, mesmo que não as percebamos claramente. Você pode escolher – e isso é uma escolha, não há como negar – entre nutrir mágoa pelo lado ruim ou ser grata pelo lado bom.
    Neste momento, o melhor é não pensar, evitar o pensamento. Mantenha a mente ocupada com outras coisas. Se for difícil, arranje novas atividades.

  53. Ana Flávia disse:

    Boa tarde, tenho uma dúvida e não achei nenhuma parecida em seu site, portanto faço a pergunta a você.
    Fiquei sozinha, literalmente sozinha durante muitos anos, sou uma pessoa de baixa autoestima, e em algumas situações posso me dizer até tímida. Conheci um homem e foi uma experiência nova, a primeira vez que o vi senti algo muito novo. Ressalto que ele nunca foi o tipo de homem que me atrairia pela aparência, mas seus relatos de vida sempre muito parecidos com os meus etc. Nos envolvemos e me entreguei profundamente a este relacionamento, ele era um homem relapso mas carinhoso, todos os dias pela manhã me dizia que me amava, que queria ficar ao meu lado até morrer, pronto, ele morreu. Foi uma morte ainda sem explicação, já faz três meses que ele se foi. No início eu adoeci, tive súbitos de pressão alta, quase tendo um AVC, chorei, orei, busquei forças na espiritualidade para superar a separação que eu julgava momentânea. Porém descobri agora que ele me traía. Me deu uma revolta muito grande, sabe? Ele nunca tinha dinheiro pra me ajudar, se intitulava vítima da família e eu o ajudei. Dei emprego, ajudei financeiramente e fui traída de uma forma jamais imaginada. Achei as mensagens onde ele dizia para a mulher que não se arrependia de nada. O que me preocupa é que tem pouco tempo o desencarne dele e não sei como reagir sem pensar coisas ruins. E sinceramente não quero que ele saia de onde está e venha até mim por qualquer razão, seja por remorso ou por absorver as coisas ruins que estou sentindo. Obrigada.

  54. Ivete, os momentos de crise como a que você vive são boas oportunidades para começarmos a nossa reforma íntima, a espiritualização necessária para o nosso equilíbrio. Procure um centro espírita, peça atendimento, ore, leia bons livros, procure analisar a si mesma e ver o que precisa ser corrigido.

  55. Ivete disse:

    Bom dia. Eu estou tendo bastante brigas com a minha mãe já alguns dias, não entendo o porquê. Não tem nenhum motivo. O que eu posso fazer? Obrigado.

  56. Olívia, espíritos comprometidos com o bem e a verdade não se importam com pequenas questões pessoais, e nem tem tempo de “baixar” assim sem mais nem menos. Seria bom que a sua irmã procurasse um centro espírita e pedisse atendimento, mas não liguem para essas “mensagens de espíritos”.

  57. Olívia Juliana disse:

    Olá Morel, me chamo Olívia Juliana. Gostaria de indagá-lo, mas para uma questão que não é minha, porém é sobre relacionamento. Minha irmã é espírita e o namorado dela também, porém um espírito baixou nele e disse que na minha família há um espírito que acompanha cujo não permite que minha irmã tenha um relacionamento. Gostaria de saber se isso é possível. No mais, não quero vê-la triste e espero que encontre um amor. Por favor, esclareça-me se possível para ajudá-la. Obrigado.

  58. Obrigado, Monakelly. O que você chama de “mistérios” só são mistérios até os conhecermos. Então vemos que tudo está de acordo com as Leis de Deus, eternas e imutáveis. Um abraço.

  59. Monakelly disse:

    Boa noite!
    Meu nome é Monakelly, sou católica mas há pouco tempo comecei a frequentar centros espíritas, pois sempre me senti atraída por esses mistérios da vida.
    Tenho certeza que nada em nossas vidas é por um acaso.
    Busco descobrir minha missão.
    Mas quero neste momento lhe parabenizar, pois gostei muito de todas as suas respostas.
    Vou continuar a visitar sua página, pois me identifiquei com alguns assuntos.
    Abraço.

  60. Cido, não me referi à sua família. Me referi a esta sua afirmação: “Hoje, não me envolvo com qualquer pessoa independente do que estou sentindo. Jamais farei isso de novo.”
    Nenhum espírita nem ninguém no mundo vai lhe dar detalhes sobre o seu passado espiritual. E só é possível saber se o que você passou tinha raízes no passado se todo o seu passado for vasculhado. Questões complexas não têm respostas fáceis.

  61. cido disse:

    Obrigado mais uma vez. Concordo contigo, em partes!
    “Refletir e questionar sem buscar respostas não é muito produtivo”.
    Busquei respostas sim, mas nenhuma que me deixasse satisfeito. Ou não me faço entender na hora de fazer a pergunta, ou falta alguma coisa em quem me responde.
    Não vejo necessidade de estudos aprofundados para uma pergunta simples que pode ter como resposta um sim ou não!
    Pergunto de uma forma que me faço entender:
    É assim: Como saber se o que passei até aqui foi resgate cármico ou não (me refiro à separação que tanto me machucou) – As respostas que obtive em centros kardecistas foram: “isso não posso responder!”. (aí eu pergunto por que não pode responder? Qual o segredo?). – Imagino da seguinte maneira, se foi cármico nada mais devo à ex, então posso exercer meu livre arbítrio e não aceitá-la no meu caminho mais nunca mesmo, nem outra possível encarnação. Ainda não encontrei nenhum espírita capaz de me responder essa pergunta abertamente.
    Quanto aos familiares, deixo claro que não tenho pena, nem dó de mim mesmo, não é assim que vejo. A visão é bem outra. Como você disse: “Não se envolver não é solução, é fuga. É como se um time perdesse uma partida que fosse dada como ganha e por isso desistisse do campeonato.”
    OLHO OS FATOS ASSIM:
    Não se envolver é ter amor próprio e não é uma fuga. Só não tem porque ficar insistindo em um relacionamento que não agrega nenhum valor à minha vida, pelo contrário, desvaloriza, desmotiva, e não tem absolutamente nada de bom a aprender de pessoas assim, ainda que tenha algum laço consanguíneo, diga-se de passagem – Aliás, se existia alguma dívida cármica em relação a essas pessoas, não foi por falta de tentativas de viver bem da minha parte que falhou. Sinto-me livre para optar por mantê-los na minha história ou não!
    “Não conheço ninguém – NINGUÉM! – que não tenha problemas familiares.”
    Também não conheço ninguém que não tenha problemas familiares, porém, é tão diferente quando se encontra apoio em familiares. O fardo parece não ter o mesmo peso quando se enfrenta uma depressão por exemplo. É tão bonito quando você vê irmãos que mesmo brigando têm a consideração de irmão. Que na hora que vê o outro em apuros ou em sofrimento, esquece a briga na mesma hora e vai lá ficar ao lado. Aí eu Pergunto: qual a definição de família mesmo? Se respeitar o livre arbítrio de uma pessoa consiste em deixá-la escolher, então levo em consideração quem até aqui esteve comigo independente dos fatos. São esses que merecem meu respeito. Se isso é fuga de um campeonato, eu o comparo a campeonato de terceira divisão para baixo, um rachão da várzea teria mais valor. Desses campeonatos não preciso ser campeão.

  62. Cido, as coisas só ficam claras quando nos dedicamos a estudá-las. Um estudante do ensino fundamental pode se interessar por Física e Química, e desejar muito entender, mas as coisas só vão “ficar claras” para ele conforme ele for estudando, etapa por etapa, o conhecimento que é disponibilizado nas escolas e cadeiras universitárias sobre estas matérias.
    Refletir e questionar são qualidades, mas qualquer qualidade só é positiva se for corretamente explorada. Refletir e questionar sem buscar respostas não é muito produtivo.
    Não conheço ninguém – NINGUÉM! – que não tenha problemas familiares. Muitas pessoas são discretas no que concerne à sua família, mas isso não quer dizer que elas não vivam ou tenham vivido dramas familiares tão ou mais graves que os nossos.
    De todas as nossas experiências na vida temos que tirar lições. Estamos na família mais adequada ao nosso desenvolvimento. Se você fosse merecedor, certamente teria reencarnado em outro meio.
    Não se envolver não é solução, é fuga. É como se um time perdesse uma partida que fosse dada como ganha e por isso desistisse do campeonato.
    Não tenha pena de si mesmo. Todo ser humano é carente. Somos carentes de amor. Mas, para recebermos amor, precisamos dar amor.

  63. cido disse:

    Caro Morel.
    Obrigado pela resposta. Apesar que algumas coisas ainda não ficaram claras pra mim. Sou uma pessoa que reflete e questiona, e isso faz de mim uma pessoa um tanto quanto “cabeça dura”, que gosto de ter respostas convincentes.
    Vejo a minha vida como um carrocel, e é difícil demais viver assim.
    O fato é que nasci em uma família que não se reajusta por pura opção. Me sinto como um peixe fora d’água com outros peixes que nada têm a ver comigo. E por mais que me esforce, eles se esforçam para não ter um convívio harmonioso e de diálogo e sempre vão ter algum interesse ao se aproximar, logo, não me sinto responsável pela opção deles.
    Quando resolvi me casar sonhava com uma família que fosse diferente da que eu tive até aqui, e pra variar, não foi nada disso que aconteceu. A separação foi motivo de risos entre alguns da minha “família” – quer que eu diga o quê? Que sou santo e que está tudo bem? É claro que me afastei de uma boa parte deles e não quero nem chegar perto.
    E o problema consistiu desde a juventude, por isso, já naquele tempo sentia carência, o que me levou ao envolvimento com quem nada sentia – foi por carência – da qual eu me arrependo muito, mas muito mesmo! Hoje, não me envolvo com qualquer pessoa independente do que estou sentindo. Jamais farei isso de novo, aliás, tenho muito cuidado ao observar o que as pessoas sentem a meu respeito – pode-se dizer que aprendi a lição?
    Só acho que não merecia o trabalho de magia, porque já estava sendo cobrado ao casar com toda a ingenuidade do mundo sobre meus ombros (ingenuidade essa também provocada pela carência familiar que já existia) – quer dizer que eu já não teria uma vida fácil mesmo.

  64. Cido, em primeiro lugar vamos esclarecer dois conceitos que não têm nada a ver, diretamente, com as suas dúvidas. Primeiro: Imortal e eterno não são a mesma coisa. O imortal teve início um dia; o eterno existe desde sempre e para sempre existirá. Eterno, então, só Deus. Segundo: Umbanda não faz nada prejudicial a ninguém. Existem centros que se dizem de Umbanda e que fazem essas coisas, mas isso não é Umbanda.

    No final do seu comentário, você diz que não entende isso “no espiritismo”. Não foi o Espiritismo que inventou essas Leis. As Leis cósmicas são Leis de Deus. O Espiritismo apenas as estuda. O conceito de “carma”, por exemplo, tem muitos milênios e não tem nada a ver com Espiritismo. “Carma” é uma palavra do sânscrito que quer dizer “ação”. Sabemos, pela observação da ciência, que a toda ação corresponde uma reação. Cada pensamento, palavra ou ação de nossa parte provocará uma reação correspondente. Sempre. Isso independe de Espiritismo, de crença, de qualquer coisa. É fato, negado apenas por quem se nega a aceitar o que é facilmente observável.
    Trabalhos de magia existem e podem ser eficazes. Mas só somos suscetíveis de sofrer influências às quais estejamos abertos. Nenhum mal nos atinge se não tivermos algo dentro de nós que acolha este mal. Um artista vê arte em tudo. Uma pessoa cheia de maldades na cabeça vê o mal em toda parte. Uma criança não entende uma piada maliciosa, porque ainda não aprendeu a malícia. Do mesmo modo, só somos atingidos por aquilo que encontra eco dentro de nós, por aquilo que tem seu correspondente em nós. O possível trabalho de magia que fizeram contra você não o atingiria se você não tivesse erros e falhas de caráter que possibilitassem a necessária assimilação das vibrações negativas da magia em questão.

    Primeira pergunta: A dor recebida foi pela dor do não casamento com a primeira? O ódio dela justifica? E, se o que aconteceu com a segunda pessoa que o recebeu como esposo, o traiu e provocou a dor intensa, pagará pela dor provocada?

    – A dor faz parte do nosso estágio evolutivo. Mesmo um espírito bastante superior a nós experimentará dor neste planeta. A simples observação da dor alheia já é uma dor. As condições de vida que o planeta oferece, como as características climáticas, são capazes de provocar dores que independem de aspectos morais.
    Mas, como você mesmo reconhece, os erros que cometemos ficam gravados em nossa consciência. E a consciência já relativamente desperta ativa rapidamente, muitas vezes da mesma reencarnação, as condições necessárias para o reajuste. Séculos atrás, em nossas existências anteriores, passávamos muitas vezes uma existência inteira em função de uma única lição. Quem nascesse camponês na Europa medieval, por exemplo, passaria a sua vida inteira fazendo exatamente a mesma coisa, vendo uma poucas pessoas durante toda a sua existência e experimentando poucas emoções. Quem nascesse filho de sapateiro seria sapateiro, quem nascesse filho de escravo seria escravo. Hoje vivemos várias experiências em uma única existência, e, consequentemente, temos acesso a vários aprendizados.
    Se lembrássemos de nossas existências anteriores não teríamos condições de levar adiante nossas tentativas de reajuste, pois costumamos reencarnar em meio daqueles com quem temos importantes diferenças há muitos séculos. As relações difíceis que temos nesta existência têm suas raízes em existências anteriores, e, enquanto não nos rearmonizamos, através do perdão a da prática do bem desinteressado, continuamos reencarnando próximos uns dos outros. Se lembrássemos dos males que provocamos aos outros ou dos crimes que eles perpetraram contra nós, não teríamos condições de voltarmos a nos relacionar numa tentativa de reajuste.
    Além disso, se soubéssemos os aspectos pontuais dos nossos erros, poderíamos, por cálculo, evitar a sua repetição, mas não consolidaríamos o aprendizado que eles nos oferecem. Consolidamos aprendizados através da repetição. Na matemática, por exemplo, quando temos que consolidar determinados aprendizados, fazemos exaustivos exercícios, às vezes chamados de “problemas”. Temos que aprender a resolver diferentes problemas, com postulados diferentes, para aplicarmos a teoria. Se fizéssemos sempre o mesmo exercício, por mais complexo que fosse, logo o decoraríamos e não seríamos capazes de aplicar a teoria em outras situações. É preciso sempre a renovação de problemas, de situações, de valores, para aplicarmos os conceitos teóricos.
    Embora não lembremos os fatos vividos em existências passadas, os trazemos dentro de nós. Cada um de nós tem dentro de si a soma de todos os seus pensamentos, palavras e ações de todas as suas existências. É isso que nos diferencia uns dos outros.
    O ódio nunca se justifica. Não importa o que nos aconteça, não podemos odiar. Enquanto sentirmos ódio, voltaremos a nos encontrar com o alvo do nosso ódio, ou, se ele já superou esse estágio, não se deixando mais atingir pelo ódio, atrairemos outros seres que vivam na mesma faixa vibratória que nós.
    Qualquer mal que façamos, não importa o que nos levou a fazê-lo, sempre exigirá o reajuste.

    Então pergunta-se: Até onde é resgate cármico, se ambos erraram e adquiriram dívidas envolvendo até outros espíritos (crianças)?

    – Carma, como já dissemos, é ação. Colhemos o que plantamos, sempre. Enquanto plantarmos erros, colheremos erros. Só passaremos a colher harmonia e entendimento depois de mudarmos nossas atitudes e as reações em relação aos outros.
    Nada é por acaso. Crianças são espíritos tão ou mais velhos que nós, e estão aqui para aprenderem através da rearmonização, assim como nós. É possível que haja ligações afetivas entre as crianças e os demais envolvidos, ou, se não há esses lações, estes espíritos foram atraídos para o meio mais propício para experimentarem as lições adequadas ao seu nível evolutivo. Sempre reencarnamos no meio que merecemos e precisamos.

    Muitas vezes essa falta de esclarecimento e névoa sobre as origens do sofrimento provoca revolta e mais erros.
    O que acha?

    – Não é o desconhecimento do passado que provoca revolta. Só se revolta quem se deixa dominar pelo orgulho e pelo egoísmo. Se compreendemos e aceitamos as Leis divinas, mesmo que não saibamos as causas do sofrimento atual, não nos revoltamos, pois nos reconhecemos responsáveis pelo que colhemos. As lembranças do que experimentamos em outras existências provavelmente tornaria ainda mais revoltados aqueles que têm propensão à revolta.

    Essas e outras questões são abordadas em O Livro dos Espíritos: http://www.espiritoimortal.com.br/espirito_imortal/o-livro-dos-espiritos.pdf e em O Evangelho segundo o Espiritismo: http://www.espiritoimortal.com.br/espirito_imortal/o-evangelho-segundo-o-espiritismo.pdf

    Jesus disse: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Só o esclarecimento a respeito das Leis que nos regem e, consequentemente, de nós mesmos, é capaz de nos libertar do ciclo interminável de erros em que transformamos nossa jornada terrena.

  65. cido disse:

    Olá, amigo! Boa noite.
    Encontrei seu site por acaso ontem e li e hoje reli. Existem umas coisas me intrigam no espiritismo e gostaria de saber a sua opinião, pois, das vezes que busquei essa resposta em centros espíritas me disseram: “isso eu não posso responder” – daí não me senti seguro em relação à doutrina.
    Vamos lá! Sabemos que o espírito é imortal e, portanto, eterno. Sabemos que são nossas escolhas a semente do amanhã, porém, é complicado entender o emaranhado de acontecimentos e seus desenrolares.
    Imagine uma situação onde a pessoa tem um relacionamento por carência, e desse relacionamento que para ele não tem grande expressão, mas da pessoa outra existe um apego – nasce um bebê, mas, por não sentir nada pela pessoa não se casa e a separação após o fato acontece. É obvio que mesmo inconsciente ele provocou um sofrimento e terá que se ajustar por isso. A vida segue, e como você mencionou em um texto, a consciência pode não afetar por um bom tempo, mas, quanto mais o tempo passa, mais força ela adquire. Essa mesma pessoa que se relacionou por carência, passados os anos encontra outra pessoa, casa-se com ela, tem uma filha, e aí é a vez dele se apegar, porém a “esposa”, não! E depois de vinte anos existe a ruptura do casamento, acabou de forma conturbada e com muitas coisas sendo descobertas de ambos os lados (mentiras, traições, tramoias para provocar a separação etc) – A pessoa, no caso o homem, não aceita a separação e sofre dores e depressões fortíssimas. Que nesse caso, não foi ele quem provocou a dor, e sim foi a “vítima”. Pode afirmar que os acontecimentos foram exatamente pelo que deixou pra trás? Até onde pode-se afirmar que isso foi um resgate? E, depois, descobriu-se que a primeira pessoa (a que ele se envolveu por carência) lançou sobre ele um trabalho de magia em um desses centros de umbanda/candomblé (fez isso por vingança), por não aceitar a recusa pelo casamento e ter ele casado com outra e não com ela.
    Perceba o emaranhado de coisas. A primeira que não aceita a recusa e absorve um ódio. A segunda que mente ao casar por que existia um interesse pessoal de “se livrar” da casa do pai. Casou usando a pessoa e o sentimento do outro em benefício próprio. O homem, que não sentia nada pela primeira e foi usado pela segunda – agora é ele que não aceita a separação – Primeira pergunta: A dor recebida foi pela dor do não casamento com a primeira? O ódio dela justifica? E, se o que aconteceu com a segunda pessoa que o recebeu como esposo, o traiu e provocou a dor intensa, pagará pela dor provocada?
    Então pergunta-se: Até onde é resgate cármico, se ambos erraram e adquiriram dívidas envolvendo até outros espíritos (crianças)?
    O que não entendo no espiritismo é que muitas vezes o resgate acontece em outras vidas quando ninguém mais lembra e nem sabe direito o porquê – seria mais fácil e esclarecedor se ela soubesse exatamente onde errou – Muitas vezes essa falta de esclarecimento e névoa sobre as origens do sofrimento provoca revolta e mais erros.
    O que acha?
    Aguardo resposta.

  66. Alessandro Martins disse:

    Obrigado, me ajudou num momento difícil…

  67. anônimo disse:

    Bons dias, tenho andado por sites a ver a relação de sensações e se realmente existe mesmo ligação de almas gêmeas, não só ligadas a sentimentos materiais, mas também espirituais, ambos temos a mente aberta! Recentemente encontrei uma pessoa, que mexe muito comigo, mas o mais importante é sentir um amor incondicional! A minha felicidade vem de dentro, deixando já referido que não dependo desta pessoa para ser feliz, mas o sentimento é tão puro e límpido! A experiência que tenho sentido é tão intensa, que tenho tido visões de me encontrar em outras épocas, quando me encontro com esta pessoa, e a ligação entre nós é tão forte, tão intensa, que não encontro palavras para descrever, o amor que sinto, porque esse amor vem do meu coração, eu sigo o meu coração não minha mente! É como que já tivesse vivido esta relação no passado, mas por algum motivo houve separação! E neste reencontro, ouve uma explosão de sentimentos, emoções, sensações que até hoje nunca tinha sentido! E ao ler o que escreveu consigo perceber, que nem tudo é por acaso, este encontro estava combinado, agora se estava combinado o relacionamento mais intimo ou não, não sei, mas que sinto uma ligação muito especial e espiritual com esta pessoa, sinto… Obrigada e esse ponto de sentir amor por todos os meus irmão neste mundo, já existe mas a humanidade ainda não está preparada para este tipo de encontros! Vai haver uma mudança nas próximas décadas! Porque eu não me enquadro neste mundo, e muitas vezes este mundo fere-me, dizem os entendidos que tenho energia índigo, talvez por isso esteja mais ligado ao mundo espiritual do que carnal! Vejo as coisa à minha volta de modo diferente, pressinto almas à minha volta, tenho premonições, e visões, mas como ainda anda neste campo da espiritualidade há pouco tempo! Mas as experiências que estou a ter, são extraordinárias! Obrigada mais uma vez pelo seu comentário, pois indica muita coisa que ainda está na fase inicial, pois virão coisas más e depois coisas muito boas, e este planeta vai mudar e muito!!!! Bom dia e boa continuação.

  68. Rita disse:

    Sou casada há 30 anos, meu marido durante esse período me abandonou por 5 vezes, Hoje ele está dente e precisa de cuidados e todos se afastaram, somente tem a mim para cuidar e dar atenção a ele. Só que infelizmente me apaixonei por outra pessoa que está disposta a largar tudo para ficamos juntos, inclusive se preocupa com o bem-estar do meu marido. Me ajuda a cuidar dele.
    Meu marido sabe, mas faz de tudo para atrapalhar e não entende que só estou do seu lado porque ele não tem mais ninguém para cuidar dele.
    Estou sofrendo muito.
    Quero viver esse amor, não gostaria de largar meu marido que tenho hoje como filho, irmão. Mas ele não entende. Não sei o que fazer.

  69. Léa, o amor verdadeiro nós ainda não conhecemos. Tudo o que nós chamamos de amor (e pode ser chamado assim) são ensaios para o verdadeiro amor, que é incondicional. Ao longo de nossa trajetória experimentamos diversos sentimentos que se aproximam do amor. Alguns sentimentos são patológicos, são construídos sobre formas imperfeitas, são sentimentos deturpados que, pela sua repetição, existência após existência, se consolidam subconscientemente como o modelo ideal de amor.
    Nosso subconsciente arquiva tudo o que já pensamos e sentimos através de nossas reencarnações anteriores. Quem aprendeu formas deturpadas de amor constroi seus ideais sobre essas formas deturpadas. Então, mesmo que a sociedade e a família apresentem outro modelo ideal de amor, essas pessoas tendem a viver o que está gravado nelas. Isso gera conflitos, produz atritos, mas também aprendizado.
    Cada um tem aquilo que procurou para si mesmo, consciente ou, quase sempre, inconscientemente. Isso é o que ela, no fundo, quer e gosta. Ou, pelo menos, o que ela quis e já gostou, pois aprendeu assim. Ela terá que aprender, por si mesma, maneiras mais aperfeiçoadas de amar. Compreendo a sua preocupação, mas este é um aprendizado estritamente individual.

  70. Léa disse:

    Olá Morel! Adorei o texto, e tenho a mesma opinião que você.
    Mas preciso da sua ajuda, uma pessoa da minha família é “loucamente” apaixonada por um cara que simplesmente não tem um pingo de consideração por ela, muito menos respeito que pra mim é o principal em uma relação. Mente e a trata mal, é horrível. Não é uma relação saudável mas ela insiste que ama ele mais que tudo, aceita as patadas, as mentiras, prefere tudo isso a vê-lo ir embora. E ele só usa ela pra conseguir as coisas. Não quero me alongar, mas ela é uma pessoa boa, incrível, de um coração que conquista todo mundo. Me pergunta porque alguém como ELA gosta de um ser como ELE? Eu penso, claro que é algo de vidas passadas, mas ela sofre tanto, e insiste em ficar com ele a todo custo, como isso é possível? Alguém dizer que ama outro sendo que o outro não sente nada? Eu não consigo entender, parece uma doença. Nos momentos em que ela tem raiva eu digo: calma, perdoa, pensa que isso é um aprendizado, que ele é um irmão doente, afinal na verdade somos todos irmãos, não existe essa história de alma gêmea (que ela vive falando). Mas nada adianta… O que você acha, Morel? Sua opinião tem muito valor pra mim. Desde já agradeço!

  71. Junior disse:

    Muito obrigado pela mensagem, identifiquei tal problema em mim e estou trabalhando com todo empenho na minha cura e no meu desenvolvimento espiritual, a disciplina e a oração com certeza serão meus maiores aliados, artigos como esse ajudam muitas pessoas em sua tomada de consciência “cair a ficha”, novamente obrigado.

  72. Camila disse:

    Seu artigo é realmente muito esclarecedor para espíritas e não-espíritas. Concordo com o que diz. Há uma imensa confusão no nosso tempo entre amor, sexualidade e relacionamentos amorosos, além de uma cobrança anormal que sujeita a nossa felicidade pessoal a outrem. De qualquer modo haveremos de passar por tais questionamentos devido às perdas normais dessa existência e da vida humana. O fato é que não está além de nós o equilíbrio mental e espiritual que envolve esses assuntos. É questão de autoconhecimento em todas as bases da estrutura humana e divina que compomos. Suas colocações são relevantes. Foi um grande prazer encontrá-las.

  73. Não distribuo palavras amigas. Minhas opiniões se baseiam no que eu consigo perceber dos ensinamentos do Cristo e da visão que o Espiritismo me proporciona.
    Não sei como você pode achar um relacionamento baseado numa mentira como “segurança emocional”. Se ele é casado, como você pode sentir-se segura? Porque, a não ser que a esposa dele saiba e consinta, você vivem numa mentira. E, mesmo que ela siba e consinta, a monogamia é condição indispensável para a disciplina dos nossos sentimentos e emoções. Você pensa que farsas assim funcionam para sempre? Como você pode sentir-se segura sabendo que há alguém sendo enganado?
    Reveja seus conceitos por si mesma antes que a Vida force você a isso. Aprendemos pelo amor ou pela dor. Se não nos esclarecemos por nós mesmos a Vida se encarrega de gerar situações que nos obriguem a repensar nossos valores.

  74. Amiga disse:

    Boa noite, encontrei seu site por acaso e me identifiquei muito. Embora eu não seja assídua ao centro espírita, vou às palestras sempre que posso e já até inicie um curso, que parei. Penso sempre em retornar. Enfim, li seu artigo sobre relacionamentos amorosos, e o achei muito bom… esclarecedor. Estou passando por uma turbulência sentimental no momento, e seria bom ter sua opinião. Estou há 8 anos com um homem casado. Nosso relacionamento também era como um casamento e ele passava grande parte do tempo dele comigo, inclusive dormia comigo quase todos os dias, porém com o passar do tempo e a falta de soluções acho que meu acabou, ou modificou-se. Tenho por ele enorme carinho e afeto, mas já não tenho as mesmas certezas de antes e coloquei um ponto final na relação. Surgiu também ao mesmo tempo um interesse por outra pessoa. E agora eu tenho muitas dúvidas se me arrisco em algo novo, ou se retorno com ele (que sairia de casa definitivamente) e me mantenho na segurança emocional que ele me oferecia. Sei que a decisão é minha, e que tenho de ouvir meu coração, mas uma palavra amiga sempre ajuda. Desculpe o texto tão grande, e parabéns pelo artigo.

  75. Marcio, só temos que ter sempre em mente que as nossas verdades são provisórias, são o máximo que podemos alcançar em nosso estágio, mas estão longe de serem verdades definitivas.

  76. Este site da fé espírita é na minha opinião hoje o mais atualizado e diversificado que eu tenho acompanhado. Vai ao encontro das dores humanas levando a essência da mensagem espírita ao encontro das dificuldades dos seres humanos. O que eu acho de interessante no autor é que ele aborda quase que praticamente todos os temas delicados e difíceis com naturalidade simplificando o pensamento espírita de maneira prática que venha auxiliar diretamente aos leitores quanto aos dilemas da vida. Quanto à mensagem aí publicada, ela foi dura para quem não quer ouvir um conceito profundo, mas libertadora para quem deseja não repetir erros quanto à vida afetiva…

  77. A mensagem foi de grande profundidade na minha opinião. É importante que as pessoas busquem o conhecimento da verdade sobre todos os temas que elas têm dificuldades. O espiritismo tem como característica a busca filosófica e nunca a aceitação de dogmas e mandamentos impostos “goela abaixo”. O espiritismo é a doutrina do senso crítico, da liberdade responsável de consciência, do estudo e do pensamento global e sem tabus ou temas proibidos.

  78. Leticia, o que nós chamamos de amor está ainda muito longe de ser o amor verdadeiro. Às vezes usamos a expressão “amor incondicional”. Mas o amor verdadeiro é sempre incondicional. Se amássemos de verdade não nos aborreceríamos nunca.
    Sentimos, carinho, atração, afinidades, paixão, mas isso não é amor verdadeiro.
    As dificuldades que você relata são inerentes ao ser humano neste estágio evolutivo em que vivemos. Só superamos isso quando aprendemos a nos focar, sempre, nos aspectos positivos das pessoas e situações.

  79. Leticia disse:

    Bom, eu namoro há dois anos com um moço da mesma idade do que eu. Nosso namoro sempre foi com muitos conflitos, pois somos pessoas difíceis, nao sabemos reconhecer nossos erros e muito menos onde devemos mudar. O que eu acho estranho é o fato de nos amarmos tanto e sempre estarmos brigando , houve uma época que nós sentiamos um cheiro estranho, fedido. E só nós dois sentiamos,, mais ninguém! E esse cheiro era sempre quando estavamos juntos , senti apenas uma vez longe dele. O que seria isso ? Eu só queria poder viver bem com ele, queria que entendessemos nossos erros. Mas tudo nesse namoro sempre pareceu ser tão difícil e eu não sei por que. Nós nos amamos demais pra viver assim.

  80. Emmanuelle, não tente entendê-lo, tente entender a você mesma. Que tipo de relação você quer para a sua vida? O que está fazendo você se envolver com alguém que já é comprometido? O que impede você de ocupar-se consigo mesma e buscar alguém que quira dividir a vida com você? Pense nisso.

  81. Emmanuelle disse:

    Eu acabei de perder meu filho recém nascido e parece que transferi meu amor por ele para o pai, mas o pai não quer nada sério, mas também não deixa de ficar atrás de mim, apesar de ter namorada, e sei que não gosta dela o suficiente para casar e querer ter filhos, mesmo porque ele me disse que quer ter outro filho comigo mas não quer largar a namorada. Não consigo entendê-lo.

  82. Bianca, essa confirmação a que você se refere não deve ser dolorosa, pelo contrário. Tendo convicção de quem somos os responsáveis por nós mesmos percebemos, também, que a construção de um futuro feliz e pacífico depende exclusivamente do nosso próprio esforço. É possível mudar drasticamente a vida, é possível alcançar um grau de bem-estar íntimo e contentamento que não seríamos capazes de imaginar antes de sabermos desta verdade. O caminho é o esclarecimento e a firme decisão de se tornar melhor.

  83. Bianca disse:

    Nooossaaa! Realmente, um belo chacoalhão, puxão de orelha, e pior com toda a razão e argumentação. Não tenho nem mais coragem de reclamar da minha sorte… Na verdade, apesar das minhas fases de lamúrias e desencanto com as pessoas, sempre soube que cada um tem o que merece na vida: amores, trabalho, amigos, dinheiro, sucesso, saúde ou sei lá o que mais… Então, se hoje não estou tão feliz quanto gostaria é porque fiz por merecer, é a pura e cristalina verdade. E o pior é que ter essa confirmação é sempre doloroso, por mais que a gente saiba que precisa fazer algo pra mudar, cadê coragem? Parabens pelo artigo, espero que ajude muita gente a sair do ponto morto… 😀

  84. Andreia gomes menezes disse:

    Gostei muito. Parabéns e obrigada por esclarecer coisas que ficam na escuridão.

  85. Raquel, obrigado pelo carinho e boa vontade.

  86. Raquel disse:

    Caro Morel, estou encantada com seu site que surgiu diante dos meus olhos nem sei como. O conteúdo que aqui expõe é de rico teor e esclarecimento. Resolvi contar minha experiência: Tenho 43 anos incompletos e desde muito jovem sou adepta da doutrina espírita, depois de ter vivido algumas experiências. Frequentei centros espíritas, mas nunca tive “tempo” de estudar e me aprofundar na doutrina com afinco, apesar de devorar romances espíritas, sempre que eu podia. Casei com 23 anos, tivemos um casal de filhos lindos e maravilhosos e lá pelo 15º ano de união meu casamento começou a desmoronar, e, por fim, acabou aos 21. De certa forma foi um alívio, pois suportei muita coisa, vivi sempre reprimida, deixando de ser eu mesma, abrindo mão dos meus valores e preferências. Mas, lógico, todo término de união longa traz traumas e comigo não foi diferente: afundei e caí pelo fato de me ver sozinha com dois filhos e por ter desistido do meu marido que é uma pessoa boa, mas de poucos sentimentos; muito preocupado em ter e nas aparências que não preenchiam meu coração. Pois bem, entre tantos sinais, recebi um chamado para conhecer um centro espírita. Lá fui socorrida, atendida com muito zelo, atenção e indicação de um tratamento. Como sou grata, meu Deus… pude analisar minha vida atual, descobrir minhas falhas, buscar a paz da minha alma e assumir minha missão nessa existência. Me dediquei, comecei a frequentar semanalmente. Estudo constante e quase diariamente, com uma fé inabalável em Deus e nos seus desígnios. Me encontrei e tudo ficou tão claro… Hoje faço parte do corpo mediúnico e sou muito grata por poder servir de instrumento em auxílio aos encarnados e desencarnados que lá chegam em busca de auxílio e conforto. Me sinto útil, viva e totalmente sintonizada ao plano astral. Quero parabenizar você pela disposição, atenção e clareza com que prolifera a doutrina espírita. Que a luz de nossos irmãos estejam sempre contigo para que possas acalentar corações e esclarecer almas carentes. Paz e luz para todos nós, fiquem com Deus!

  87. Morel Felipe Wilkon disse:

    Paula, não entendi a sua pergunta.

  88. Morel, aconteceu uma coisa, queria uma ajuda para entender. Conheci uma pessoa que achei que poderíamos ter um futuro, me relacionei com esta pessoa dois meses e meio mas, durante este tempo, eu queria passar amor livre sem apegos, mas ele sempre se irritava e queria amor de apego com ciúmes, sentia um lado vampírico dele, me sentia sempre fraca, tudo começou a se fechar, todas as portas, contas, tudo, foi quando terminamos – mas logo depois descobri que estava grávida e tudo começou a melhorar – mas ele não aceita, ele quer me obrigar a ficar com ele e com apegos e sem querer, ele não aceita a questão espiritual que um casal se relaciona em um breve momento e um espírito precisa chegar quando chega a hora – gostaria de saber o que acha? e o que devo fazer?

  89. Davi Cândido disse:

    Parabéns pelo trabalho.

  90. Morel Felipe Wilkon disse:

    Kelly, todos neste planeta sentem atração pelos prazeres materiais. Nosso desafio é justamente superarmos estes desejos puramente materiais nos elevando moralmente. Os prazeres materiais são momentâneos, nos satisfazem por alguns momentos e deixam uma carga de perturbações e desequilíbrios. O único instrumento que você tem para vencer o que você já sabe que lhe prejudica é a sua Vontade. Deus nos dotou de Vontade como a maior força a mover o espírito. Força você tem, Compete a você despertar essa força de dentro de você e resistir aos apelos da matéria. No começo pode parecer difícil mas é um hábito a ser adquirido, um hábito como qualquer outro. Ore, peça força a Deus.

  91. Fabricia disse:

    Obrigada pela contribuição e o esclarecimento franco. Foi de muita ajuda, me ajudou a admitir o que minha consciência já me dizia, o meu egoísmo, é o que me impede de ser uma pessoa melhor e admitir a infelicidade no meu casamento, e reconhecer que é preciso mudança da minha parte se quero ver mudança na minha vida. Estou vivendo num casamento triste, apesar de amar meu marido não estou mais apaixonada por ele, e creio que ele também se sente assim, estamos vivendo em constantes discórdias, e o respeito mútuo já está diminuindo. Por comodidade minha, orgulho, medo de enfrentar a vida sozinha, tenho me recusado a admitir que viver assim não é saudável. Sou espírita, e sei da lei de ação e reação. Sei que estou nessa união por razão maior que no momento não me recordo, mas certamente temos missão a viver juntos. Essa certeza também me faz pensar e considerar quanto ao divórcio. Temos uma filha, e não quero que ela sofra. Mas ela também sofre por ver os pais em discórdia constante, e não quero que nossas brigas ajudem a moldar o carácter dela que está em formação. Me debato quanto ao que é melhor a fazer. Me sinto fortemente atraída emocionalmente e fisicamente por alguém do meu passado, e gostaria de tentar uma nova união com essa pessoa, mas também não tenho coragem de ser a pessoa a pedir o divórcio, tenho medo. Não quero ferir meu marido, embora ele muitas vezes tem me ferido com atitude e palavras. É um debate que devo fazer com minha consciência. Não está sendo fácil. Encontrei esse site por acaso, procurando por uma luz que me ajude a me resolver. Quero ser feliz, e quero a felicidade do meu marido, mas no momento nenhum de nós dois está feliz. Aí penso no compromisso espiritual, e o divórcio só ira adiar esse compromisso.

  92. Kelly disse:

    Obrigada por este texto tão esclarecedor. Se possível, gostaria de saber sua opinião. Desde que me separei, e meu ex-marido é um homem a quem amei intensamente, me envolvi em uma relação de cunho sexual muito forte. Comecei a ter pensamentos e atitudes que não tinha, consumo de pornografia. A questão é que eu tenho dificuldade de me afastar deste homem. Quando me afasto, fico bem, focada, em paz. Então volto a encontrá-lo e me sinto perturbada, confusa. Mas mesmo tendo minha vida prejudicada, sinto uma necessidade de estar com ele e isto me traz muitos prejuízos. Obrigada por me escutar. Paz e luz a ti.

  93. Tathianne disse:

    Sob essa perspectiva me simplificou a forma de ver as coisas… sou eu mesma contra ou ao meu favor! Só em minhas mãos se encontram os instrumentos para minha melhora… muito, muito obrigada. Vou então fazer todo o bem que puder para encher meu coração de amor e se dissipar o que há de ruim em mim… longo porém satisfatório caminho pela frente…

  94. Morel Felipe Wilkon disse:

    Tathianne, nem tudo é resgate. Há pessoas que passam pelas nossas vidas apenas para ativar um sentimento que já existe, mal resolvido, dentro de nós. De qualquer modo, não temos como saber.

  95. Tathianne disse:

    Eu sinto às vezes que possa ser algo que eu tenha feito contra essa pessoa em outra vida ou que deixei que essa pessoa fizesse a mim porque todo o momento que estive junto a ele tinha o pressentimento que não daria certo ou que me magoaria e foi o que aconteceu… contrariei minha intuição e perdi uma possível oportunidade de resgate mas estou buscando incessantemente consertar isso pelos melhores caminhos (inclusive com ajuda profissional) e acredito que uma hora, nessa ou noutra vida isso se vá… oportuno o texto que me indicou, o que acha da minha interpretação disso?

  96. Morel Felipe Wilkon disse:

    Tathianne, a mágoa está em você: http://www.espiritoimortal.com.br/uma-visao-espirita-da-magoa/
    Você deve descobrir o que, dentro de você, a fez tão suscetível a essa mágoa. Uma fraqueza instalada talvez há séculos no seu espírito não desaparece tão facilmente. Talvez seja o caso de buscar ajuda profissional.

  97. Tathianne disse:

    Olá, gosto bastante dos seus textos, bem realistas e realmente também acredito que somos muito egoístas e orgulhosos e por muitas vezes projetamos nossa felicidade em alguém. Mas, sendo também um pouco egoísta, gostaria de saber se você poderia me auxiliar com o seguinte questionamento, que tem a ver com relacionamento: quando passa por nossa vida alguém que nos magoa de tal forma que a dor permanece e não se vai, não passa, que mesmo sem ver ou falar há mais de ano parece que tudo foi ontem, mesmo tendo sonhado a pessoa falando claramente que não queria mais nada, mesmo buscando, estudando, frequentando centro, exercendo mediunidade, praticando a caridade, esse único pesar amarga o coração, o que mais poderia eu fazer para que esse sentimento passasse de vez? Porque acredito que a única pessoa a se prejudicar com isso sou eu e gostaria de superar essa dor, ou amor ou paixão ou sei lá que nome que tem esse sentimento, atravanca de certa forma minha evolução. Obrigada.

  98. jessica disse:

    Oi, meu nome é Jessica, fui casada dois anos e me separei recentemente, ler esse texto hoje já está me ajudando muito a superar, no meu casamento só havia amor da minha parte e isso me fez sofrer muito durante o tempo em que estive casada, fui muito humilhada e maltradada e hoje quero superar tudo que passei.

  99. Morel Felipe Wilkon disse:

    Marina, as decisões sobre o caminho a tomar em nossas vidas competem sempre, exclusivamente, a nós mesmos. Somos responsáveis pelas nossas vidas. Você colhe, hoje, o que você plantou ontem. Colherá amanhã o que plantar hoje. O passado você não pode consertar, então ocupe-se com o presente.
    Você diz que está tentando ser espírita. Se você simpatiza com a doutrina, frequente um centro espírita com assiduidade, peça um tratamento, leia livros espíritas, ocupe-se com as coisas espirituais. Ore muiro, conscientize-se de que somos espíritos que estamos passando por uma experiência na matéria, e que temos que fazer o nosso melhor.
    A sua indecisão e o medo de se arrepender é típico de quem está longe de si mesmo. Nos envolvemos com tantas mentiras e ilusões que acabamos perdendo o contato com nós mesmos. Passamos a ser muito influenciados por pensamentos de outros espíritos, e se torna difícil reconhecer os nossos próprios pensamentos. É bom lembrar que só somos influenciados porque permitimos. Atraímos os espíritos que se afinizam com os nossos pensamentos, palavras e ações.
    É um longo caminho; não se iluda. Exige esforço e dedicação. Por achar difícil a maioria apenas vai se deixando levar pela vida. Mas se você quer readquirir o controle sobre a sua vida, espiritualize-se, recomece, retome o domínio sobre si mesma. Só assim você terá condições de avaliar e decidir o que é melhor para você.

  100. MARINA disse:

    Ola! Não sei o que fazer meu amigo. Estou casada há 3 anos e meio, nos dois primeiros anos o casamento foi de intensa paixão, mas depois foi desgastando e acabei me envolvendo com outra pessoa que também é casado. Lutei e estou conseguindo sair fora disso, porque não é isso que eu quero para minha vida. Peço a Deus para me transformar em uma pessoa melhor, que me dê forças, eu estava me sentindo bem, mas há duas semanas tive uma recaída e estou me sentindo péssima. Mas o pior não é sair de um relacionamento que não passou de uma aventura e que não significa para mim, até porque o que eu mais quero é nunca mais me envolver. A pior parte é que não sinto mais prazer com meu esposo e ele me cobra isso, diz que é fiel a mim, que não quer arrumar outra pessoa, mas eu fico confusa. Às vezes até imagino que seria bom ele conhecer outra pessoa, se apaixonar e ir embora. Eu não quero magoá-lo, ao contrário, quero o seu bem e que seja feliz porque foi o melhor marido que Deus poderia me dar, mas eu não consigo amá-lo como merece e ter relação com amor, às vezes me deito com ele só para me deixar em paz, sinto uma sensação horrível de angústia, de sufocamento, sinceramente não sei o que fazer. Tenho medo de me separar e descobrir que estava errada e ser tarde. Penso que pode ser uma fase, que pode ser um problema espiritual. Gostaria de ouvir a opinião do amigo. Um abraço! Estou tentando ser uma espírita, porque ainda sou cheia de defeitos!

  101. Eliane disse:

    Adorei seu texto. Preciso muito lhe falar. Não consegui aqui seu e-mail, se for possível me responder por ele, ficarei grata.

  102. Mônica disse:

    Obrigada pela atenção. Foi sim um desabafo e também busca por respostas que não tenho. Fica com Deus.

  103. Morel Felipe Wilkon disse:

    Mônica, seu comentário foi muito longo; não havia necessidade disso. Entendo que isso talvez sirva como um desabafo, mas imagino que você tenha escrito para que eu o lesse. Você pensou em você, apenas isso. Será que você não é assim nas suas relações? Será que você não dá atenção demasiada às suas necessidades sem se perguntar se os outros estão à sua disposição? Pense nisso.
    O uso do álcool, quando gera qualquer mudança de comportamento inadequada, deve ser imediatamente abolido. O seu uso nessas circunstâncias é um convite para os espíritos desocupados ou para possíveis obsessores.
    Não temos uma programação detalhada. Reencarnamos com algumas possibilidades e tendências; só isso. A nossa vida somos nós que construímos.
    Se você sente falta de alguém, não há porque ficar sozinha. Mas não repita os mesmos erros. Permita-se recomeçar, fazer diferente. Nossa vida é aprendizado. Se não estivermos dispostos a aprender, podemos repetir inúmeras experiências e os resultados serão pequenos.
    Aprenda mais sobre você mesma. Leia, estude, questione-se.
    Fique com Deus.

  104. Mônica disse:

    Olá! Tenho 42 anos e muitas dúvidas o que fazer a partir de agora. Sinto-me como se estivesse esperando algo acontecer. Aos 15 anos conheci um rapaz e me apaixonei, ao completar 17 anos descobri que estava grávida, casamos na igreja e no civil, eramos imaturos brigávamos muito, aos 19 anos grávida de nosso segundo filho, após algumas idas e vindas pus fim a relação. Ele era ciumento, naturalmente imaturo, apesar de ser 6 anos mais velho que eu. Eu me sentia agredida (chegou a me agredir fisicamente e verbalmente e eu revidava) e podada por ele, chegou a me pedir para largar os estudos. Voltei para casa de meus pais que me ajudaram a criar meus filhos. Tive um final de adolescência diferente, limitado pelas necessidades exigidas pela maternidade precoce. Tive alguns namoros curtos de alguns meses, até que com 25 anos me apaixonei por outro rapaz 4 anos mais velho que eu. Esse rapaz tinha um relacionamento conturbado com a mãe do seu filho que havia se mudado por um tempo para outro estado. Tentamos evitar mas acabamos nos envolvendo emocionalmente, eu lhe disse que se ele separasse ficaria com ele, e foi o que ocorreu, hoje vejo que fiz a ex dele sofrer uma vez que ela se recusava a aceitar a separação e nos perseguia inconformada. Esse segundo era uma boa pessoa, com um caráter que admiro até hoje, depois de um tempo de namoro, moramos juntos por 9 meses, e por me sentir perseguida e desrespeitada pela ex dele, convenci que seria melhor para nós e para o seu filho que casássemos legalmente, uma vez que toda vez que levava seu filho em nossa casa era surpreendido com uma queixa na delegacia da infância e juventude. Após cerca de dois meses de ter realizado o casamento civil tivemos um desentendimento bobo e ele disse que nossa relação acabará ali, daí resultou em outros desconfortos e desentendimentos o que resultou na saída dele de casa, tendo mantido comigo uma relação de namoro por cerca de 1 ano ainda, até que nos afastamos, ele tinha uma boa relação com os meus filhos que na época eram crianças. Sofri muito com essa relação, não entendia como uma pessoa casava para separar dois meses depois,tive depressão e comecei a frenquentar um Centro Espírita que me ajudou muito (passei a frequentar em 2004). Reconheço que eu tinha um gênio difícil, e uqe hoje apesar de melhorado ainda é peculiar. Essa relação durou de 1998 a 2004. Hoje não nos vemos, mas posso dizer que somos amigos. Ele ainda saía comigo quando se envolveu com uma moça, hoje mãe de sua segunda filha. Me afastei para não causar transtorno na vida dele com a primeira esposa tinha nos causado. Pois logo no início requisitava muito a sua companhia. No final de 2006 já com 34 anos conheci um rapaz 7 anos mais novo, rapidamente nos apaixonamos, eu lembro de estar ainda fazendo tratamento espírita e agradecer a graça de ter encontrado alguém tão especial, carinhoso, alegre. Esse rapaz apesar de apaixonante era usuário de drogas mas de uma forma que eu considerava controlada, ele tinha um histórico familiar. Como eu já havia usado por um período da adolescência achei normal. Posso dizer que ele encantou a mim e a minha família. Fomos muito felizes nos primeiros anos, apesar de eu considerá-lo um pouco mentiroso (mentiras bobas, para não se indispor ou não ser como ele dizia indelicado), eramos diferentes mas tínhamos muitas afinidades. Não oficializamos, não tivemos filhos, parecia que nos amávamos muito, apesar de eu enxergar seus defeitos e ele considerar que eu poderia ser um pouco diferente em alguns aspectos. Quando começamos ganhávamos os dois pouco. Com o tempo ele consegui um bom emprego e mudou de estado, fiquei magoada dele não contar que tinha uma esposa, pois morávamos juntos, mas ele justificou que como a empresa pedia mobilidade ele achou por bem dizer que era solteiro, que nada mudaria, e de fato nada mudou entre nós, com cerca de nove meses morando em estados diferentes, vendo-se apenas de 15 em 15, com meus filhos crescidos fui viver com ele, e logo mudamos para outro estado distante. Ele passou a ganhar bem, convidou um dos meus filhos para viver conosco, mas começamos a ter atritos de convivência, ele parecia se sentir explorado de alguma forma, excluído da nossa cumplicidade por nós, o pai nos meninos não nos ajudava, e como antes morávamos na casa de minha mãe e ela não nos deixava ajudar nas contas ele nunca se dera conta que se eu o acompanhasse arcaria com despesas maiores que só as minhas. Ambos tentamos, sei que ele tentou, mas os desentendimentos aumentaram, eu mais caseira, ele querendo curtir até o máximo, passou a se drogar e beber de uma forma que me incomodava, meus filhos devido a esse fato e a pouca diferença de idade não o viam como respeitável. Ele passou a chegar muito tarde em casa quando saía para balada como se fosse solteiro, pois muitas vezes não quis acompanhá-lo, e eu achava que não haveria mal nele sair para se divertir, beber com os amigos, ouvir música, não achava que poderia incluir traições, com o tempo passei sofrer angustiada, as vezes falando, as vezes calada. No final de 2011 meus dois filhos que estavam morando conosco resolveram voltar para o nosso estado, meu terceiro marido (hoje ex) foi transferido, e como eu estava trabalhando numa boa empresa, e ainda pagava os estudos sozinha dos meus filhos, não o acompanhei, disse que iria quando ele conseguisse algo para mim, e assim não teríamos problemas com o dinheiro, apesar de na época ele ofertar, só que eu estava magoada das vezes que ele se queixará sobre o pai dos meus filhos não ajudar. A família materna dele não me aceitava muito bem, em especial a tia que criou ele, que era a matriarca da família. Com cerca de 11 dias da transferência dele de trabalho para outro estado, depois de uma discussão boba ao telefone ele terminou o relacionamento, ficamos juntos de outubro de 2006 até janeiro de 2012. Sofri muito e senti que ele sofreu também, mas ele relatou que por vezes foi insuportável viver ao meu lado. O problema com os meus filhos (o qual ele sempre teve o cuidado de não deixá-los percebê-los ou se sentirem culpados), a rejeição da família materna dele para comigo e nossas diferenças de pensamentos. Por muitos meses sentimos um a falta do outro, ele continuou a vida dele, com mais recursos no estado mais próximo dos parentes. Eu fiquei morando no norte do país e com um salário pequeno que não sustenta a mim e meus filhos sem a ajuda da minha mãe. Descobri muito depois que ele andou me traindo sofri, e ponderei que como estávamos brigando era de se esperar, apesar de considerar erradíssimo. Passado dois anos ele irá casar oficialmente com uma moça que conheceu. Eu fiquei sozinha, eu antes tinha certeza que iríamos envelhecer juntos, que ele amadureceria, tínhamos planos até a aposentadoria, e até filhos chegamos a falar e sonhar muitas vezes. Agora vivo a pensar, não pode minha programação ter sido para casar 3 vezes, me sinto ainda uma mulher adulta mais jovem, aos 42 anos, para ficar sozinha sem um companheiro. Acredito que devo pautar minha felicidade em mim mesmo e luto por ser a cada dia uma pessoa mais satisfeita, apesar de em toda minha vida tudo vir com luta diária. Dizem que sou medium, e já fui aconselhada a não beber pois altero muito a minha conduta. Apesar de frequentar há muitos anos centros espíritas e estar sempre me tratando, sinceramente não sei o que pensar, seria errado estar aberta para novos relacionamentos (sinto carência afetiva e física), seria errado realmente beber “socialmente”. Vivo afastada da minha família, dos amigos com os quais vivi a vida inteira, estar longe é tão difícil… o que devo fazer para melhorar, o que esperar da vida… ainda sinto falta do meu terceiro marido que apesar de termos tido uma relação angustiante ao final, nos tratávamos no geral com muito amor, ou pelo menos assim eu pensava… será que devo esquecer esse lado e procurar ser feliz e viver daqui para frente só, sem um parceiro?

  105. Morel Felipe Wilkon disse:

    Dandara, você não deve precisar que alguém exerça influência sobre você para você não beber. Essa força tem que ser sua, e não de outra pessoa. É bom cuidarmos dos outros, mas não podemos deixar de cuidar de nós mesmos. Se você se torna uma pessoa melhor o ajudando, e se ele se torna uma pessoa melhor sendo ajudado por você, ótimo. Vocês dois crescem juntos. Mas se você se deixa influenciar negativamente por ele e se ele não melhora mesmo sendo ajudado por você, a sua ajuda talvez esteja sendo inútil. Não podemos ficar com alguém só por pena.
    Reflita sobre a utilidade da sua relação para o crescimento espiritual de vocês. Não se anule como pessoa por alguém que não ajuda a si mesmo.
    Siga frequentando o centro espírita, estude, leia, ore. Mantenha-se protegida espiritualmente, assim tudo fica mais fácil.

  106. Morel Felipe Wilkon disse:

    Dedique-se ao estudo do Espiritismo para adquirir mais equilíbrio e não dar tante importância a si mesma. Ou procure auxílio psicológico. Particularmente, acredito que a conscientização prporcionada pelo estudo da doutrina nos torna pessoas mais equilibradas. Mas é um processo permanente.

  107. dandara disse:

    Oi Morel. Gostei muito do texto e frequento o centro espírita. E como a minha vida está passando por um momento decisivo a minha dúvida é a seguinte.
    Tenho 28 anos e faz uns dois meses e meio que terminei com o meu namorado. Nesse meio tempo quase dois meses depois eu conheci outro cara e me envolvi muito.
    Só que o meu ex descobriu tudo e não quer aceitar o fim da relação. Vive me ligando, mandando mensagens no facebook e celular e sempre me liga chorando, diz que me ama muito e que só tem a mim. Num dia cheguei a receber mais de 20 chamadas só dele.
    E o pior é que ele perdeu praticamente tudo que ele tinha em dívidas, até mesmo o emprego. Sem contar que a família dele nem se importa com ele e nem liga para saber se ele está vivo ou se precisa de algo.
    Vendo ele assim triste e mal do jeito que ele está acabei meio voltando pra ele, pois senti muita vontade de cuidar dele.
    Só que as nossas brigas eram muito frequentes e ele chegou a me agredir mais de uma vez e eu a quebrar as coisas dentro de casa sem contar que ele estava sempre bêbado e drogado, diferente do cara que eu conheci que não bebe quase e me influencia a não beber e fazer algo pela minha vida e é extremante carinhoso.
    Agora estou perdendo-o por que eu não consigo me desligar do meu ex e não sei qual a coisa certa a fazer.
    Eu chego a passar noites inteiras em claro refletindo e fazendo preces pedindo para esclarecer a minha mente mas nunca consigo chegar a uma resposta.

  108. Marcela disse:

    Olá Morel Felipe, acabei de conhecer seu site e achei muito bom mesmo, não sei se terei uma resposta, mas eu sou uma pessoa que não consigo manter relacionamentos, e o pior eu sei que é problema comigo, o que eu não consigo é mudar isso, eu sou uma pessoa que começo muito bem um relacionamento, porém não sei o que acontece que passa o tempo eu me torno completamente insegura, com tudo, acho que a pessoa perdeu o interesse por mim, imagino coisas que nem aconteceram, e até absurdos, isso por mais que pareça que não me faz muito mal, e sei que também prejudica quem está comigo, gostaria de uma orientação pois realmente eu quero e preciso mudar, eu estou em um relacionamento hoje, e gostaria de não cometer os mesmos erros, obrigada desde já.

  109. Morel Felipe Wilkon disse:

    Jaqueline, o que você pode fazer é ser o melhor possível para ele. Não desistir de ajudá-lo e ter paciência. Mas não podemos mudar quem não quer ser mudado. É preciso que a pessoa desperte para a necessidade de mudança.

  110. Jaqueline disse:

    Olá Felipe…

    Tenho 33 anos, sou simpatizante do espiritismo, creio que a doutrina nos dá muitas respostas aos questionamentos dessa vida, porém não tenho muito conhecimento.
    Bom como já disse tenho 33 anos e estou casada há 02 anos com um rapaz de 30 anos, sou uma pessoa muito alegre e brincalhona ao contrário dele que vive estressado e o pior vive xingando nomes horríveis que eu odeio por sinal. Além disso vive se lamentando de tudo, diz que não é feliz e por isso também não pode me fazer feliz e às vezes nos momentos de raiva (quase sempre por bobagens como derramar algo no chão) começa a xingar e pedir pra Deus levar ele por ele não aguenta mais essa vida.
    Quando ele está em “paz” (raros são esses momentos) ele é uma pessoa maravilhosa, muito carinhosa, atenciosa… então não consigo entender o que se passa na com ele. Já sou a 3ª esposa dele. Queria ajudá-lo mas não sei como, uma vez que ele não quer frequentar centro espírita e poucas vezes vai à igreja…
    Gostaria de uma orientação a respeito. Desde já agradeço.

  111. Morel Felipe Wilkon disse:

    Gabi, desconheço esse tipo de orientação por parte de médiuns espíritas. Acredito que o centro espírita que vocês frequentem não seja kardecista. Se for, a médium está muito mal-orientada. Se um amigo desencarnado dele que está chateado com você, este amigo é ainda muito inferior, pois espíritos minimamente esclarecidos não “se chateiam” por causa de comportamentos humanos comuns. Reveja a credibilidade deste centro espírita.
    A não ser, é claro, que você seja muito possessiva, que você não desgrude, dele, que você não o deixe em paz e não permite que ele tenha vida própria.
    Apego todos nós temos, e é necessário que ainda tenhamos, desde que este apego não seja excessivo. Em nosso grau evolutivo é através do apego que nós desenvolvemos o amor. O apego deve ser, pouco a pouco, transformado em sentimentos amadurecidos, mas isso é um processo lento que deve ser realizado conscientemente, sem forçar a barra.
    Encerrar o relacionamento por causa de apego? Isso é um contracenso. É preciso dar espaço, sim, mas encerrar é um exagero, até uma fuga. Podemos fugir de hábitos e coisas materiais, não de relacionamentos amorosos. Dê mais espaço, sim, permita que ele tenha a sua vida própria. Mas isso você só vai conseguir se você também se interessar mais por si mesma, se você se der espaço para desenvolver as suas potencialidade e viver a sua vida.

  112. Gabriele disse:

    Olá Felipe,
    Estou escrevendo sem a certeza de uma resposta, mas, se possível, peço que você me passe algumas orientações porque não tenho ainda o conhecimento suficiente para esclarecer algumas dúvidas. Tenho 22 anos e estou namorando um rapaz de 27 há 1 ano e pouco. Nós dois frequentamos um centro espírita onde tem uma médium que aponta para nós todos os nossos defeitos, é muito difícil aceitá-los, mas assim o faço com muito esforço. Recentemente ela tem aberto meus olhos com relação ao meu apego a ele, e não tenho dado importância. Mas tenho me autoanalisado e vejo que ela tem razão, andei lendo artigos sobre apego emocional e vi que estou sim MUITO apegada a ele. Pedi orientações a ela, e ela me disse que eu tenho que conversar com ele. Sim, já mencionei isso a ele e ele também acha que venho sofrendo disso. Mas a gente não sabe se posso trabalhar isso com ele, ou se seria o caso de eu me afastar dele… (pensar isso já dói, mas isso já é demonstração do apego). A médium do centro disse que um amigo dele desencarnado já está bem chateado comigo, pois venho prejudicando ele. Não quero mais que isso ocorra. Acha que seria o caso de encerrar o relacionamento? propor uma distância, um espaço? Se assim for, vou sofrer muito, mas se for necessário para nossa felicidade, farei!
    Att.,

    Gabi.

  113. Dete disse:

    Meu casamento de 24 anos está prestes a acabar. Meu marido me traiu, o perdoei e recomeçamos, mas descobri que ele está com a sua amante novamente, decidi por um fim. Apesar de amá-lo muito eu não mereço essa atitude dele.

  114. Morel Felipe Wilkon disse:

    O melhor é ele buscar orientação e tratamento num centro espírita, Dayse. Se quem ele viu em sonho foi realmente ela, é possível que ela tenha aparecido a ele como um pedido de ajuda.

  115. DAYSE disse:

    Morel, Boa noite! Estou escrevendo por um amigo, ele já estava separado mas sempre amou a esposa que após a separação se envolveu com um homem mais velho e esse homem a matou. Meu amigo sonhou com a ex-esposa desencarnada, ela estava com um cigarro na mão, de camiseta branca comose estivesse se prostituindo.
    Ele ficou um tanto triste e preocupado com ela. Será que o espírito dela não conseguiu ir para um bom lugar e o que ele deve fazer?
    Muito obrigada.

  116. Morel Felipe Wilkon disse:

    Franci, cada um de nós tem totais condições de decidir e agir de acordo com a nossa vontade. Você é responsável por você mesma; pelos seus pensamentos, palavras e ações. Tudo o que você faz ou deixa de fazer gera consequências pelas quais você terá que responder, mais cedo ou mais tarde. Não confunda dificuldade ou vontade fraca com “não conseguir”. Não é admissível, por exemplo, alguém “não conseguir” ser fiel. Não estou fazendo um julgamento, não se trata de julgar valores. Estou apenas dizendo que quem decide por você é você. É compreensível, até certo ponto, que uma pessoa casada beije ou se deixe beijar por outra pessoa por quem sinta atração, pois pode não haver tempo suficiente para reagir. Mas sempre dá tempo de reagir antes de se envolver sexualmente com alguém. Então, não é que você não consegue ser fiel, mas você não quer ou não dá muita importância à fidelidade.
    Compreenda que tudo o que você faz é responsabilidade sua, independente de você achar fácil ou difícil. Se você não quisesse, realmente, trair, não trairia. O mesmo se aplica ao seu casamento. Se você tomou a decisão interna de se separar, se você se conscientizou de o que o seu casamento não tem mais nada a oferecer de construtivo a vocês dois, separe-se. A decisão é sua, a ação deve ser sua e a responsabilidade pelas consequências também.
    Conscientize-se de que ninguém pode tomar decisões por você, ninguém pode resolver questões íntimas que são só suas, ninguém pode arcar com as suas responsabilidades. Temos livre-arbítrio, ou seja, temos o poder de tomar decisões e construir a nossa vida. O rumo que você está dando para a sua vida é responsabilidade só sua, de mais ninguém.
    Acredite mais em você mesma. Questione os seus valores. Determine o que é importante para a sua vida. Faça o que deve ser feito.

  117. Franci disse:

    Olá, Morel Felipe Wilkon.
    Acabei entrando em seu site de curiosa mesmo, porque estou em uma fase bem difícil da minha vida. Sou casada, não tenho filhos e não consigo ser fiel ao meu companheiro. Gosto dele, a sua companhia me faz bem, já tentei me separar várias vezes, mas tem alguma coisa dentro de mim que não deixa ele sair. Não estou mais aguentando tudo isso, me ajude por favor…

  118. Kari disse:

    Muito obrigada pelas palavras, sempre serenas e sensatas. Sabe usá-las para mexer conosco profundamente, fazer com que reflitamos e pensemos acerca das nossas atitudes, comportamentos repetitivos, reclamações eternas, sentimento de vítimas do mundo… Esse texto realmente deu uma “chacoalhada” e me fez pensar sobre a minha vida. Obrigada mais uma vez!

  119. Bruna disse:

    Estava em um conflito interno muito grande, prestes a errar e feio, mas graças a Deus, após uma conversa com um colega, parei pra refletir e fui buscar orientação no Espiritismo, doutrina que sigo há anos. Ao encontrar sua página, não tive como não ficar mexida com tudo o que li e repensar um erro que eu estava prestes a cometer. Deixo aqui meu profundo agradecimento!! Que Deus continue a te iluminar.

  120. Morel Felipe Wilkon disse:

    Lívia, continue estudando, o esclarecimento é imprescindível para vencermos a nós mesmos. Qualquer influência espiritual só é possível se dermos acesso aos espíritos através dos nossos pensamentos. E o medo, que você diz sentir, abre brechas por onde elas têm acesso a você. Elimine o medo; ore sempre, seja racional e lúcida.
    Não deixe de estudar sobre a sua mediunidade. Procure participar de um grupo de estudos no centro espírita. A vida de um médium que não sabe controlar sua sensitividade pode ser bastante difícil – geralmente é.
    Todos nós sofremos influências espirituais. O que você experimenta agora pode ser um antigo companheiro ou desafeto seu ou dele.
    Afora o aspecto espiritual, eu preciso dizer a você que aos dezoito anos todos os namoros entre pessoas razoavelmente normais são um encanto. Não deixe de viver a sua vida. Isso não é amor. Você tem que ter o seu espaço, as suas amizades e fazer as coisas que você gosta. Ele, da mesma forma. No máximo, vocês podem entrar num acordo e cortar uma ou duas coisas. Mas deixar de viver a sua vida para viver a vida do outro nunca dá certo. Você não aguentaria por muito tempo, você não estaria sendo sincera com ele, você iria acumulando mágoa e desgosto, e depois seria bem trabalhosos recuperar parte do tempo gasto contra a sua vontade. Repense a sua relação. Amor é liberdade.
    Fique com Deus, estude muito, seja feliz. Vivemos para sermos felizes.

  121. Lívia Lara disse:

    Olá Felipe!
    Eu namoro há 2 anos e resumindo meu namoro é um encanto, um sentimento puro de muito carinho. Nós somos pessoas muito diferentes e ele acaba não gostando de fazer nada do que eu quero. Enfim, é muito egoísta. Estou ferida intimamente, pois sinto falta de amizades, de fazer as coisas que eu gosto, e acabo me privando dessas coisas para não feri-lo (ele é muito difícil de lidar). E ultimamente algo que eu fico pensando muito é na gente separados. Eu tento tirar esses pensamentos, mas parece que eles sempre aparecem. Então fico pensando que pode ser espíritos ruins. E essa vontade não vem de dentro de mim, pois quando penso na minha vida sem ele me bate até uma tristeza. Conto os minutos para estar com ele, sinto saudades o tempo todo, ou seja, não estou com vontade de estar sozinha. E eu sou uma pessoa muito sensitiva, e no centro que eu vou já me falaram que eu possuo muita mediunidade, e eu posso sentir isso. E essa não é a primeira vez, já houve uma época que eu podia sentir um espírito de uma mulher do meu lado, eu fechava os olhos e via ela rindo cinicamente e com muita maldade. Tenho medo. Tenho apenas 18 anos e isso não é fantasia, meu namoro realmente é muito bonito. Podem os espíritos ficar incomodados com isso? Acredito que sim. E acho que eles aproveitam de nossos momentos “fracos” (como eu disse estou um pouco triste ultimamente) para tentar nos afetar. Eu tenho uma grande facilidade de absorver energias. Ontem mesmo eu estava muito bem lendo um livro espírita, estava me sentindo leve e feliz como há muito tempo não me sentia, e de repente fiquei muito mal, tento controlar, focar o pensamento em Jesus, mas parece que um desânimo toma conta de mim. E logo ontem à noite eu e o meu namorado começamos a discutir, mas depois ficou tudo bem, pois a gente não deixa isso tomar conta. Eu me considero uma pessoa muito boa, tenho milhões de defeitos, é claro, mas o que você acha que eu faço quando esse mal e essa tristeza tomam conta de mim? Sou muito sensível…
    Amei o seu site e pretendo acessá-lo todos os dias um pouquinho. Ganhar conhecimento em relação a Deus e à vida pra mim é a coisa mais interessante e útil para nós.
    Abraços!

  122. alguem que deseja seu bem disse:

    Chica, lendo sua história não posso deixar de comentar. Minha vida toda corri atrás dos homens bonitos e bem sucedidos achando que com isto eu encontraria segurança e felicidade. Só encontrei decepção e aborrecimento. Um belo dia concluí que eu deveria trabalhar por mim mesma e ter uma carreira profissional. Aos 40 anos eu conheci um homem totalmente diferente do que sempre busquei: gordinho, carro velho, lutando por uma oportunidade profissional e já meio desacreditado de si mesmo. Nos casamos e eu mostrei pra ele o quão bom profissional ele poderia ser se trabalhasse alguns pontos. Hoje ele tem um excelente emprego, emagreceu, trocou de carro e temos nossa casa própria. Você quer amor? Comece amando a si mesma e aprenda dar amor ao próximo. (Aliás, eu e ele nos conhecemos fazendo caridade num centro espírita). Todos os dias vemos na TV mulheres que, por causa de um eu te amo num momento de carência, morrem assassinadas nas mãos de homens egoístas e violentos. Não queira isto na sua vida. Se você quer amor aprenda a dar amor. Aprenda a abrir mão de determinadas ilusões que só servem para atrasar nossa vida. Seja feliz. Você pode e todo filho de Deus merece, basta você dar uma ajudinha. Beijão e coragem.

  123. Morel Felipe Wilkon disse:

    Chica, somos responsáveis por tudo o que nos acontece. Não há como fugir a essa constatação. Você acha preferível uma má experiência do que experiência nenhuma, mas fala isso porque nunca viveu uma má experiência. Muitas pessoas que viveram más experiências afetivas gostariam muito de poder voltar atrás e não viver nada disso.
    Trazemos conosco, ao reencarnarmos, a bagagem de todas as nossas experiências anteriores. As dificuldades que enfrentamos foram causadas por nós mesmos, no passado, possivelmente por não valorizarmos ou por termos abusado dessas mesmas experiências. Estamos todos submetidos à Lei de causa e efeito. Temos que aprender com o que a Vida nos oferece e apresenta como lição. Essa é a razão das diferentes características da vida de cada um.

  124. Chica disse:

    Hola,
    Conheço o espiritismo, já li muito, fiz cursos, pesquiso, é no mínimo um assunto muito interessante. Queria colocar aqui algo sobre o tema amor, amor antes e depois da morte. Os problemas amorosos que as pessoas relatam, e sofrem, alguns até tiram a própria vida, por amor. Impossível viver sem amor? Experiências boas e más, todos relatam, todos têm. Mas imaginem alguém como eu, que nunca teve nenhuma experiência amorosa, nunca vivi uma história de amor, nunca ninguém me disse ‘te amo’. NUNCA. Não tenho o direito ao amor? As pessoas se reclamam de suas experiências más no amor. As invejo, queria eu ter alguma experiência, mesmo má. Porque mesmo as más experiências, imagino eu, houve momentos de carinho, afeição, eu nunca tive isso. Nasci condenada? Não tenho direito a ser amada? Mas o mais cruel é que eu tenho a grande capacidade de amar, de amar tanto. Não tenho direito ao amor?
    Minha idade? 47 anos.

  125. Morel Felipe Wilkon disse:

    Caminhamos juntos, Chris. Obrigado pelo carinho.

  126. Chris disse:

    Olá, Morel.
    Li várias de suas postagens e me trouxeram muitos benefícios. Tanto relacionados ao conhecimento que me foi agregado, ao aprendizado que adquiri pela leitura de seus textos (afinal, há um vasto campo de saber que ainda desconhecemos neste universo incrível), quanto em relação ao alívio que sinto ao encontrar pessoas que trabalhem pelo bem, que sejam bem intencionadas e que continuem lutando nos belos caminhos do autoconhecimento e da evolução constante.
    Somos todos imperfeitos, mas nossa determinação e perseverança nos tornará cada dia melhores. Vamos aprendendo, vamos crescendo e Deus sempre dará forças àqueles que batalham pela Verdade, que batalham pelo bem dos irmãos.
    Muito obrigada pela sua contribuição. Não apenas na minha vida, mas nas vidas de tantos outros que o buscaram, buscam e buscarão para quaisquer temáticas, dúvidas ou problemas.
    Muito obrigada mesmo.
    Paz!

  127. Ana Beatriz disse:

    Sem dúvidas eu precisava ouvir exatamente isso! Muito obrigada pelas palavras! Assim consegui acordar de verdade pra vida!

  128. Anônimo disse:

    Amei o texto e concordo plenamente. As pessoas arrumam mil desculpas para “justificações” e depois sequer têm a hombridade de arcar com as consequências.
    Texto claro e muito bem escrito!!!!

  129. Deise disse:

    Assim que li o texto achei que suas colocações, apesar de corretas, tinham sido um pouco duras demais, mas em dos comentários quando li a seguinte expressão “um belo puxão de orelhas”, achei válido, tá aí, às vezes pode ser bem educativo e necessário.

  130. Morel Felipe Wilkon disse:

    Jamille, com todo o respeito que merecem as religiões de origem africana, que eu já frequentei, assim como a Umbanda, há alguns pontos com os quais não posso concordar.
    Um deles é a questão do “destino”. Não existe destino, Jamille. Somos nós que fazemos o nosso destino, através de nossas escolhas. Se houvesse destino traçado, para quê serviria o nosso livre-arbítrio? Seríamos seres sem escolha própria, condenados a seguir “o caminho que nos foi traçado”.
    O outro ponto é que os bons guias não se prestam à função depreciativa de oráculos ou informantes. Saber sobre nós mesmos, sobre o nosso passado, presente e futuro compete a nós mesmos. Nenhum espírito responsável se presta a dizer “qual é o nosso destino”.
    Quanto a “estar enfeitiçado”, é verdade que existem processos obsessivos que envolvem o que chamam de “feitiço”. Mas o feitiço, ou a obsessão, de um modo geral, só atinge quem estiver aberto a essas influências. Feitiço nenhum nos obriga a fazer o que não queremos fazer. O máximo que o feitiço ou a obsessão pode fazer é estimular um defeito que temos. Não aconselho a você se envolver com “trabalhos contra feitiço”. Você está se envolvendo, provavelmente, com espíritos ainda muito materializados, que exigem pagamento em troca de seus “serviços”. Espíritos são pessoas sem o corpo físico, ou seja, são exatamente como nós. Você pagaria alguém que não conhece pra fazer algo contra alguém?
    Pense bem.

  131. Jamille disse:

    Outro detalhe é que o jogo disse que ele está enfeitiçado! E eu acredito nisso também! Já estou trabalhando contra o feitiço que ela nos jogou.

  132. Jamille disse:

    Bom dia Felipe.
    Me chamo jamyle e tenho um namorado que é do candomblé e por isso há um ano atrás ele disse que sempre que jogava os búzios ele me via no caminho dele e quando nos conhecemos ele teve essa confirmção. Nosso destino é estarmos juntos, o jogo já nos disse isso milhares de vezes: nós estamos ligados, entrelaçados um ao outro (almas gêmeas). Claro que isso não significa que teremos que ser fiéis ou que por isso nosso amor será mar de rosas. Eu acredito de olhos fechados nisso, o pai João de Angola disse que nosso destino também é estarmos juntos. Estamos passando por um momento difícil porque ele me traiu, me pediu perdão e um tempo para pensar a respeito, porque segundo ele, ele quer a outra também! Mas eu não tenho o tempo todo pra ficar esperando, apesar de eu amar ele demais. A questão é: Apesar de toda essa confusão, NOSSO DESTINO é mesmo estarmos juntos apesar do livre arbítrio? Eu posso escolher não ficar com ele ou simplesmente aceitar isto até que ele se decida e volte pra mim como ele me disse? Ou se eu não quiser em algum momento de nossas vidas nós nos reencontraremos de novo e ficaremos juntos?
    Porque, sinceramente, eu não quero esperar a separação para voltarmos a nos encontrar, porque eu já esperei muito tempo por ele, e ele é o amor de minha vida assim como me foi dito pelo jogo de búzios, pelo próprio pai de santo de meu namorado, pelo meu namorado e pelo Pai João de Angola ( preto velho!) por favor me responda o mais breve posssível!

  133. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado, Renata.

  134. Renata disse:

    Oi Morel!!! Estava procurando por um assunto (comer ou não carne vermelha) e encontrei vários assuntos de meu interesse no seu site. Gostei muito. Vou deixá-lo em meus favoritos como fonte de estudo. Parabéns, seus textos são ótimos!

  135. Morel Felipe Wilkon disse:

    Raquel, é claro que todos nós, em algum momento, precisamos ouvir uma opinião diferente. Não somos assim tão superiores, tão donos da verdade. O que não pode acontecer é ficar só nisso, só no desabafo, sem “resposta interna” da pessoa que vive o problema.
    Obrigado por colaborar com o seu posicionamento. Muito bem colocado.

  136. Raquel disse:

    Ah Felipe. Mas nos momentos de tristeza e desespero é uma sensação tão urgente de falar, contar o que nos aflige. Uma necessidade tão grande de ser consolada, compreendida. Claro que todos temos que tomar atitudes sempre. Nunca se acomodar no papel de vítima, mas por vezes vem essa vontade de se abrir para o mundo. Eu mesma já conversei com você por e-mail em um momento delicado e confesso que sinto muitas vezes vontade de conversar mais, mas entendo seu ponto de vista explicado em mais de uma postagem, que não bastam algumas palavras escritas por e-mail. Às vezes só queremos um conselho de alguém que consideramos mais experiente no sentido espiritual. Entendo sua posição e entendo também a posição dos que te enviam e-mails em busca de respostas. Poucos conseguem ouvir a verdade que está dentro de nós mesmos, precisam de alguém de fora. Para aqueles que ainda estão nessa fase, esse site possui um canal aberto próprio pra isso. http://www.cvdee.org.br/akindex.asp
    É muito bonito o trabalho dele. E continuar estudando e trabalhando para tranquilizar os corações mais aflitos.
    Abraços!

  137. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado, Elaine.

  138. Elaine Souza disse:

    Parabéns por este artigo e muitos outros que tive o prazer, a alegria de ler e a humildade em absorver seus ensinamentos tão especiais. Obrigada pela forma clara, simples, generosa e amorosa que você divide seu aprendizado conosco. Que o Mestre Jesus continue iluminando sua jornada. Tenha uma semana cheia de paz, harmonia, luz e amor.

  139. Vanessa disse:

    Por isso gosto tanto do espiritismo e de seus posts, aprendo muito sobre independência emocional e reforma íntima. Chega de sentimentalismo nas questões pessoais! Amei! Luz & Paz! Bjs.

  140. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado, Iara. Que bom que você está bem. É assim mesmo, aprendemos nos altos e baixos. O importante é estar sempre disposto a tirar lições de tudo o que a Vida nos oferece.
    Fique com Deus.

  141. Iara disse:

    Oiiiii Morel!!!!!!

    Excelente artigo! Como sempre… parabéns!!
    Vou compartilhar hoje à noite no meu face, já que aqui na empresa está bloqueado…rs
    Andei sumida, minha mãe estava doente, me deixei abalar por inúmeras coisas que acorreram juntamente, mas… depois da tempestade vem a bonança! Foi um aprendizado e tanto..
    Tô zero bala!!!
    E coloquei teu site nos meus favoritos, aproveitar né, já que este não está bloqueado!rs
    Bom final de semana, muita luz e amor na tua vida e da tua família. =)

  142. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado pelo carinho, Giselia.

  143. Giselia disse:

    Gosto muito dos artigos que você publica, embora eu não comente todos, não deixo de ler nenhum deles. Acredite, suas palavras me fazem refletir, e a vontade de mudar é imediata. Obrigada, meu querido amigo, mesmo que você não saiba, tem me ajudado muito a refletir e já mudei muito e minha vida tem tomado um caminho diferente, cada vez melhor. Que Deus continue lhe proporcionando sabedoria nas palavras e que você continue a ajudar milhares de pessoas com suas publicações. Um forte abraço! Que Deus te abençoe sempre.

  144. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado pela participação, Poliana.

  145. POLIANA BARBOSA RODRIGUES disse:

    A sua sabedoria é impressionante. Com o tempo a gente aprende que o amor é mais você querer estar com a pessoa, querer participar da vida dela, querer fazer parte da vida dela, porque é uma escolha, por mais que se acredite em contratos antes da reecarnação, aqui tem o livre arbítrio e ninguém é perfeito, você tem que estar ciente disso pra assumir um compromisso e tem que estar disposto a perdoar a outra pessoa por muitas falhas, ninguém vem pronto com a sua felicidade na mão, somos seres errantes, senão não estaríamos aqui. O amor é uma coisa simples que todo mundo complica, e simplesmente você querer estar com a pessoa apesar de ela não ser perfeita, é um sentimento sublime porém simples. Devemos escolher amá-la não por sua beleza ou qualidades ou por qualquer outro motivo e sim porque é uma escolha nossa, a gente siplesmente sente, não dá pra medir quem ama mais do que o outro. Na relação quanto mais se doa o amor mais ele se multiplica. Consegui entender isto depois que me tornei mãe, não dá pra culpar um outro ser pelas nossas frustrações, somos seres únicos, podemos caminhar juntos mas cada um tem seu resgate, somos companheiros não depedentes.

  146. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado, Carolina.

  147. Carolina disse:

    Muito claro e simples esse texto, como todos os outros! Muito conteúdo em poucas frases! Parabéns!

  148. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado, Rodrigo.

  149. Rodrigo Pnt disse:

    Baita aprendizado, Morel, e muito bem lembrado, “a nossa consciência é o nosso juiz”. Enquanto agirmos contra ela nos daremos muito mal, hoje com o liberalismo extremo que se vive muitas pessoas não entendem que aquilo que aparentemente aprovam em sua índole é o que mais sua consciência combate, por isso tantos deprimidos, acham que o moralismo é coisa de fanáticos religiosos e pessoas retrógradas, mas não entendem que as leis cósmicas foram vestidas da moral evangélica do Cristo de maneira que quando as desrespeitamos tropeçamos nessa lei e quebramos a ordem que existe no universo trazendo malefícios para nós mesmos, a paz.

  150. Morel Felipe Wilkon disse:

    Quem mais aprende com esta oportunidade sou eu, Mayra. É bom estarmos juntos.

  151. Mayra disse:

    Oloco, Morel. Esse texto foi uma voadora na cara de muita gente (com o perdão do termo pouco elegante rsrsrs). Adorei. Minha vontade é sair mandando esse link para várias pessoas que adoram “alugar” os amigos com histórias de suas aventuras e desventuras amorosas, suas ilusões de que o mundo conspira contra elas, bobeiragem de almas gêmeas e pedindo opiniões que não querem e conselhos que nunca estão dispostos a seguir – afinal, não querem nada que não sirva suas pequenas vontades, mimos e vaidades.
    Não que eu seja um belíssimo exemplo de coisa alguma, claro que não. Muitos dos “tapas na cara” de reflexão que esse texto proporcionou vieram direto e reto para mim e alguns padrões mentais e de comportamento que eu estou trabalhando para mudar. rs
    Mais uma vez parabéns pelo trabalho incrível que você faz nesse blog e obrigada pela oportunidade de caminharmos juntos nessa jornada.

  152. Morel Felipe Wilkon disse:

    Que Deus ilumine a nós todos, Mariana.

  153. Mariana disse:

    Bom dia. Uffaaaa. rsrs que texto… já o encaminhei pra muita gente hoje. Que nossos ouvidos estejam atentos para absorver o conhecimento e aplicá-lo em nossa vida diária. Abraços, Morel. Que Deus te ilumine.

  154. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado por contribuir com a sua opinião, Josiane. Essa crise de valores está estampada nos meios de comunicação, principalmente na televisão. A defesa da moral parece retrógrada, fora de tempo.

  155. Josiane disse:

    Olá Morel, acompanho diariamente os posts e comentários e fico apavorada de ver como as pessoas acham normal trair, enganar, envolver os filhos em relações carnais que só trazem prazer a si próprios, sem pensar nas pessoas envolvidas, no sofrimento que estão causando para os outros e até para si mesmas. O seu texto é maravilhoso, as pessoas deveriam refletir suas palavras e deixarem de ser egoístas. Falei!

  156. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado pela atenção, Ina.

  157. ina de jesus cardoso bastos disse:

    Parabéns pelo comentário, aos 70 anos já se viu muita coisa e se viveu muita coisa, você disse tudo, e eu adorei a forma sincera e aberta como colocou sua opinião. Não creio ser fácil responder a todos, até porque muitas visões são bem simplistas, para não encarar sua própria realidade íntima, e o autoconhecimento doi P’burro, então vamos levando ideias erradas sobre os nossos relacionamentos e os nossos amores, enfim sobre a nossa vida, um abraço e uma ótima semana.

  158. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado, Ana Carolina.

  159. Ana Carolina disse:

    Impressionante como a verdade dói, por vezes estamos tão acostumados a nos fazermos de vítima, que esquecemos que somos responsáveis exatamente pelo aquilo que cativamos. É um belo texto, um belo puxão de orelha, a vida está passando enquanto estamos nos lamentando, chorando, revoltados, arquitetando planos pra trazer de volta a suposta felicidade.
    Parabéns pelo texto, não foi exatamente o que vim buscar, mas foi exatamente o que eu precisa ouvir.

  160. Morel Felipe Wilkon disse:

    Um abraço, Marcus.

  161. marcus quadros disse:

    Bháááá de novo… uma baita reflexão… abraço!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.