Leis cósmicas, Reforma íntima

Você e a sua consciência

olho de mulher

Morel Felipe Wilkon

Artigo publicado originalmente em 07/08/2012

Ouça este artigo na voz do autor

Como anda sua relação com a sua consciência? Você costuma consultá-la no seu dia-a-dia? Talvez nada represente tão bem o pensamento judaico-cristão como a ideia que fazemos da consciência.

Até hoje a maior parte das pessoas com quem você convive acreditam num Deus que pune, num Deus que nos castiga pelas nossas faltas. Já comentei aqui, outro dia, que divinizaram Jesus e humanizaram Deus. Essa ideia que fazem de Deus é humana demais. Emprestaram a Deus todas as características dos homens e das mulheres deste planeta rebelde. Deus não é homem, não é mulher, não é pessoa, não é computador, não está nos espionando o tempo inteiro pra ver se nos pega em falta.

grilo falante e pinóquio
Você costuma ouvir a sua consciência?

Deus se manifesta através de nós, e age através de Suas Leis. Suas Leis estão impressas em nossa consciência. Temos em nosso íntimo uma bússola apontando sempre para o que é certo, para o que deve ser feito. Levamos milênios para aprender a usar essa bússola. Depois que aprendemos, cada vez que a desobedecemos, nos desorganizamos internamente. Essa bússola é a consciência. Toda vez que fazemos algo que sabemos não ser o correto, tornamos nossos pensamentos confusos, sentimos medo. Medo de sermos descobertos, medo de sermos punidos, medo de que nos aconteça a mesma coisa que fizemos.

Essa não é uma questão religiosa. Isso independe de crença, prescinde da ideia de Deus. Qualquer ateu mais observador sabe que existe um mecanismo interno a que chamamos consciência que nos avisa quando devemos corrigir a rota de nossos atos.

O mecanismo da consciência é idêntico ao mecanismo da dor. Para quê serve a dor física? Para nos alertar que devemos corrigir alguma coisa em relação ao nosso corpo. Imagine se você não sentisse dor. Iria caminhar sobre cacos de vidro e se esvair em sangue sem perceber. Queimaria sua mão no fogo até torrar e não iria notar. A dor física serve para nos mostrar que alguma coisa que temos praticado com nosso corpo não está certa, não deve ser repetida, pois coloca a integridade do corpo em risco.

A consciência funciona exatamente da mesma maneira. Faça alguma coisa que você sabe que é contrária aos seus princípios, qualquer coisa que você intimamente saiba que não é certo, e a consciência inevitavelmente irá lhe alertar, por meio da dor moral. Essa dor pode se manifestar de várias formas: Pelo medo, pela ansiedade, pelo remorso, pela tristeza, pela falta de confiança em relação a si mesmo.

Não desafie sua consciência. Não tente enganá-la, ela não se deixa enganar. Não caia no erro infantil de achar que vale a pena burlar a consciência por uma causa aparentemente grande. Não há preço que pague a tranquilidade da consciência. Não há preço que pague a autoconfiança propiciada pela obediência à consciência.

Você é espírito imortal em busca da reforma íntima. Não deixe passar mais uma reencarnação sem levar a sério o que manda a consciência. Todos nós desobedecemos a consciência muitas vezes em nosso passado milenar. Que desta vez seja diferente. Não importa a sua idade, não importa a que altura do campeonato da vida você esteja. Você terá que fazer isso mais cedo ou mais tarde. Pra quê esperar mais? 

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8 Comentários

  1. Claro que sim, Marco. Estamos muito longe de obter alguma estabilidade emocional. Com o tempo e o esforço, sinto que os períodos positivos vão se prolongando, as crises são cada vez mais espaçadas e menos agudas. Mas existem, continuam existindo. Temos hábitos arraigados há muitos séculos, que nos deram muito prazer, até que a consciência despertasse pra isso. Não é de um momento pro outro que conseguiremos substituí-los por hábitos melhores. Por isso às vezes nos questionamos, sentimos falta de antigos comportamentos, precisamos de estímulo e incentivo pra fazermos o que sabermos ser o certo.

  2. Olá amigo Morel, tenho uma dúvida. Exitem períodos que a consciência pesa nos causando uma tristeza (aquela de reflexão) e outro períodos que aquilo que mais erramos volta como uma forte vontade de poder errar novamente? Não sei se você me entendeu, mas é que sinto que existem períodos que estou tão bem, outras fico triste como a refletir sobre a vida e outros ainda aquela certa ansiedade, certo nervosismo. Esses períodos são mais ou menos longos. Isso existe?

  3. Obrigada pela resposta amigo! Procurarei o livro que me indicou para ler. Muita Luz pra vc e parabéns pelo trabalho!

  4. A responsabilidade de cada um é relativa ao seu grau de entendimento, o que não quer dizer que alguém com um grau de consciência muito baixo não terá de ajustar-se perante a Lei. Realmente vemos pessoas que parecem não ter consciência. Não aparentam o menor arrependimento pelos danos que causam ao próximo. São espíritos ainda pouco adiantados moralmente. Muitas dessas pessoas, como você diz, vivem em melhores condições do que outras que se esforçam para fazer o que é correto, para fazer o que ditam suas consciências. Acontece que essas pessoas menos adiantadas moralmente têm um longo caminho pela frente. Podem desencarnar sem pagarem por nada de mal que fizeram. Seu ajuste com a Lei virá, mais cedo ou mais tarde. Todos nós já passamos por esses estágios de dureza de coração. Com o processo reencarnatório, a cada nova experiência na matéria vamos evoluindo um pouco, aprendendo , nos depurando, e com o tempo começamos a desenvolver a consciência. O que hoje parece injusto é porque é olhado sob um ponto de vista restrito a esta vida atual. Se desconsiderarmos a pluralidade das existências, realmente há muita injustiça no mundo. Mas esses processos são milenares. Podem ser necessárias várias reencarnações para que o espírito perceba que ele mesmo, com suas atitudes, é o causador do sofrimento do próximo e do seu próprio sofrimento, pois certamente irá atrair para si o que causou para alguém. Indico que leia o livro “Ação e Reação”, pelo espírito André luiz, psicografado por Chico Xavier. Obrigado por dividir sua dúvida.

  5. Olá amigo, uma dúvida tem me perseguido nas últimas semanas devido a alguns acontecimentos na minha vida e devido ao seu post penso que talvez você possa ter a resposta ou uma visão para me passar. A dúvida é: Esta consciência que todos nós temos, é muito relativa, o que é errado para mim não é para outra e assim por diante. Minha dúvida gira em torno da lei do retorno. Se alguém por exemplo age de forma egoísta e desumana, mas não enxerga essa atitude como tal e sim a justifica erroneamente com amor próprio e outros motivos, o que ela colherá depende do que a sua própria consciência diz ou não? Pois tenho observado algumas pessoas agindo de uma forma que eu e outras pessoas consideram pouco evoluída, mas não as vejo colher nada de ruim, muito pelo contrário, vejo-as em melhores condições do que as pessoas a quem prejudicaram, tanto materialmente quanto em outros campos da sua vida (pelo menos aparentemente), então fica a minha dúvida: Já que este Deus “humanizado” não existe e não está a todo momento nos observando para ver quem age certo e quem age errado para castigar, como funciona esse julgamento? Será que nós realmente só recebemos a lição por aquilo que nós mesmos julgamos ter feito errado? Neste caso se não achar nada errado não colherei nada de ruim? Se puder me tirar essa dúvida ficarei muito grata.. Abraços.

  6. Luciene, durante bastante tempo eu apenas estudei o espiritismo, sem procurar praticá-lo. Absorvia seus conceitos e ensinamentos intelectualmente, mas emocionalmente não me sentia digno de pretender praticar. Mais tarde percebi que isso foi um erro. Aprendi com o erro e não erro mais. Por mais apertada que esteja a situação, por mais afastados que estajamos do caminho que sabemos ser o correto, temos que persistir. Aliás, é justamente nesses momentos mais difíceis que nós mais precisamos buscar esclarecimento e conforto. Sei que há uma série de questões em jogo. Nossa consciência, as pessoas que nos julgam, a descrença que nos abala. Mas esse é o momento de ser forte. Culpa não resolve nada, só agrava qualquer situação. Pena de si mesmo é um atraso terrível, que temos que superar a qualquer custo. O que sobra? A opinião dos outros? Esse é o momento de pensar em si. Fazer por si. Coragem. Coragem e fé. Você já deve ter passado por situações difíceis antes, e sabe que tudo isso passa. Fique com Deus!

  7. Nossa meu amigo este artigo parece que foi para mim. Estou assim, minha consciência tem me cobrado tanto que me sinto até mal, me afastei até do núcleo ao qual participo, por não me achar digna de tanto que ela me cobra. Estava tão bem e me envolvi em uma situação inesperada para mim. Sei que se não sofrer agora sofrerei lá na frente. Mas sei também que meu anjo mesmo sabendo que estou errada continua ao meu lado me orientando para fazer a coisa certa e sei também que vou voltar ao caminho que eu estava trilhando que o caminho do bem. Obrigada meu amigo pelo artigo. Abraços e fique com Deus!

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