Bem-aventurados os mansos, pois eles herdarão a Terra

Morel Felipe Wilkon

Você é do tipo que não leva desaforo pra casa?

Artigo publicado originalmente em 17/08/2012

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Jesus era manso. No entanto, era enérgico, forte, falava o que era preciso falar e fazia o que devia ser feito. Nunca foi bobo de ninguém. Bem-aventurados os mansos, pois eles herdarão a Terra.

Você é do tipo que não leva desaforo pra casa? Você reage impetuosamente quando se sente desrespeitado ou ofendido? Certamente você conhece a lei mosaica, que diz “olho por olho, dente por dente”.  Muitas pessoas seguem à risca esse princípio. Devolvem tudo na mesma moeda.

Esse é o comportamento ditado pelo orgulho. O grande mal da humanidade, o defeito por excelência, que nos mantém presos à Terra, purgando reencarnação após reencarnação os males provocados por sua prática. A prática do orgulho é que nos faz agir impetuosamente quando nos sentimos atingidos em nosso ego.

Por nosso grau evolutivo, pelos costumes arraigados em nossa sociedade, a mansidão de comportamento é confundida com ingenuidade. No entanto, a mansidão é uma das bem-aventuranças citadas por Jesus no Sermão da Montanha. É que o mau observador pensa que o manso é fraco, sem atitude.

Você já viu um cavalo xucro, que não foi domado? É a imagem viva da bravura, da intrepidez. É uma força desgovernada. Depois de domado, o cavalo fica manso. Perde ele suas qualidades de força, vigor, bravura, agilidade, coragem? Não! Só que então essas qualidades podem ser direcionadas. Sua força está sob o controle do cavaleiro. Isso é a qualidade de ser manso. Aliás, a palavra mansidão vem do latim e quer dizer exatamente isso: estar acostumado à mão; se referindo aos animais domesticados pela mão do homem.

Isso é ser manso. Ter o domínio da sua própria força. Ter o controle das suas emoções. Quem é manso tem suas reações plenamente controladas diante das pessoas. Quem é manso tem a capacidade de escolher a reação mais adequada para cada circunstância. Você conhece qualidade mais forte? Conhece prova mais evidente de grandeza interior, de autodomínio? Você acha que pode confundir mansidão com fraqueza ou ingenuidade?

Como qualquer outro traço de caráter, só vamos interiorizar a mansidão depois de muito praticá-la. E podemos fazer isso no dia-a-dia. Cada vez que você perde a paciência com uma injustiça, real ou imaginária, você está agindo por impulso. É o seu orgulho animal que está no comando. Ser manso não é sofrer injustiças calado. É ter frieza de ânimo para buscar a melhor solução. Se você calcular o custo/benefício de todas as vezes em que você se vê confrontado com situações antagônicas,  vai chegar à conclusão de que quase sempre vale mais a pena ficar calado.

É o mau atendimento no restaurante, é alguém furando a fila no banco, é o preço errado no produto do supermercado, é o motorista que fecha a sua frente, é o colega preguiçoso, é o vizinho barulhento, é o filho, marido, mãe, cunhada, que interpreta mal alguma coisa que você fez ou disse. Tudo isso são coisas que fazem com que você se sinta injustiçado e queira colocar as coisas no seu lugar. Você quer ter os seus direitos respeitados.

Você pode discordar disso tudo sem se exasperar, sem cometer mais injustiças, sem tomar atitudes precipitadas que o levem a se arrepender depois. Se amanse! Aprenda a dominar sua força, aprenda a controlar suas emoções! Espere três ou quatro segundos antes de reagir a uma situação que o desagrada, antes de responder a alguma coisa que não soou bem aos seus ouvidos. Não se precipite! Você vai passar por bobo algumas vezes, vão pensar que você é ingênuo, ou fraco de caráter, ou que raciocina devagar. Mas você cometerá menos injustiças, magoará menos pessoas, comprará menos brigas, arranjará menos confusões. E o principal: Você vai se acostumando, pouco a pouco, a ter atitudes mais equilibradas, a discordar agradavelmente, a ter disposição para aprender.  Jesus era manso. No entanto, era enérgico, forte, falava o que era preciso falar e fazia o que devia ser feito. Nunca foi bobo de ninguém. Mas não perdia a paciência, não perdia o domínio de si mesmo, não ficava histérico. Você é espírito imortal, como Jesus. A reforma íntima consiste em interiorizarmos essas qualidades tão evidentes na figura de Jesus. Só existe um modo de conseguir isso: Através da tentativa. Sem tentar, você não consegue nada. “Bem-aventurados os mansos, pois eles herdarão a Terra…

Mensagem de Emmanuel – No campo

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Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: NO CAMPO

“O campo é o mundo.” – Jesus. (MATEUS, 13:38.)

Jesus tem o seu campo de serviço no mundo inteiro.

Nele, naturalmente, como em todo campo de lavoura, há infinito potencial de realizações, com faixas de terra excelente e zonas necessitadas de arrimo, corretivo e proteção.

Por vezes, após florestas dadivosas, surgem charcos gigantescos, requisitando drenagem e socorro imediato.

Ao lado de montanhas aureoladas de luz, aparecem vales envolvidos em sombra indefinível.

Troncos retos alteiam-se, junto de árvores retorcidas; galhos mortos entram em contraste com frondes verdes, repletas de ninhos.

A gleba imensa do Cristo reclama trabalhadores devotados, que não demonstrem predileções pessoais por zonas de serviço ou gênero de tarefa.

Apresentam-se muitos operários ao Senhor do Trabalho, diariamente, mas os verdadeiros servidores são raros.

A maioria dos tarefeiros que se candidatam à obra do Mestre não seguem além do cultivo de certas flores, recuam à frente dos pântanos desprezados, temem os sítios desertos ou se espantam diante da magnitude do serviço, recolhendo-se a longas e ruinosas vacilações ou fugindo das regiões infecciosas.

Em algumas ocasiões costumam ser hábeis horticultores ou jardineiros, no entanto, quase sempre repousam nesses títulos e amedrontam-se perante os terrenos agressivos e multiformes.

Jesus, todavia, não descansa e prossegue aguardando companheiros para as realizações infinitas, em favor do Reino Celeste na Terra.

Reflete nesta verdade e enriquece as tuas qualidades de colaboração, aperfeiçoando-as e intensificando-as nas obras do bem indiscriminado e ininterrupto…

É certo que não se improvisa um cooperador para Jesus, entretanto, não te esqueças de trabalhar, dia a dia, na direção do glorioso fim …

O espírita e os políticos

Morel Felipe Wilkon

Precisamos ver o lado bom das pessoas

Artigo publicado originalmente em 16/08/2012

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Você acredita na boa intenção das pessoas? Você costuma confiar nos outros? É muito comum encontrarmos, mesmo no meio espírita, alguém que não confia em ninguém, que acha que todo mundo tem uma segunda intenção. Tanto em suas relações pessoais como a respeito de classes de pessoas. Políticos, por exemplo.

Você provavelmente já ouviu alguém dizer (ou você mesmo diz?) que político não presta, que político é tudo igual, que não escapa um. Não é minha intenção defender a classe política. Faz tempo que me decepcionei com a política partidária e me tornei o que os ativistas chamam de “alienado”.

Não faço a defesa dos políticos, mas de alguns seres humanos que seguiram a carreira política. Não acredito que todos entrem na política pensando em se locupletar com o dinheiro público. Não posso conceber sequer que a maioria dos políticos comece sua carreira urdindo maracutaias. Creio na boa intenção inicial. Acredito no idealismo que leva um jovem a se interessar pela carreira política.

Não, não sou ingênuo; esteja certo disso. É por não ser ingênuo que sei como as pessoas se deixam influenciar pelo meio. É por não ser ingênuo que sei que um meio onde haja o predomínio de lideranças pérfidas é capaz de desviar pessoas de boa índole. Todos somos falhos. Todos temos defeitos. Todos já nos deixamos influenciar negativamente em algum momento da vida.

Será que você não se deixaria corromper pelo poder? Será que você sairia imaculado ao receber uma proposta indecente mas tentadora? Será que você não se sentiria obrigado a fazer negociações e alianças? Os políticos, como qualquer outra classe, não são seres à parte da criação. Todos são pessoas, como você e eu. Será que só eles são desonestos e corruptos? Ou será que muitos de nós, no fundo, pelo menos algumas vezes, não invejou sua posição, seu status, seu poder, sua visibilidade, sua capacidade de influência, e até suas benesses econômico-financeiras lícitas e ilícitas?

O meio corrompe quem não é suficientemente forte. E poucos são fortes o suficiente. As pessoas passam por muita coisa, por muitas situações que nós não sabemos. As pessoas enfrentam problemas e dificuldades de que nós não tomamos conhecimento. E se transformam. Deixam aflorar o que tem de mau, de negativo. Adoecem. A maldade é doença. Os criminosos, os preguiçosos, os mendigos, os colegas vagabundos, os vizinhos implicantes, os motoristas histéricos, os maledicentes, todos estão doentes.

Isso não é maneira de dizer. É fato. Estão espiritualmente doentes. São dignos de compaixão. Pode ser difícil conviver com pessoas assim. E não somos obrigados a aceitar suas diatribes calados e passivos. Não estou dizendo que temos que passar a mão na cabeça de todos os pilantras. Mas estamos aptos a julgar? Somos tão melhores que eles? Acho que não. Acho que o que nos diferencia é apenas uma boa vontade incipiente, uma necessidade que sentimos de realizar a reforma íntima. Depois de apanhar muita surra, reencarnação após reencarnação, o espírito imortal pensa duas vezes antes de errar. E mesmo assim, muitas vezes, erra igual.

A diferença que nos separa dos vagabundos e safados de todos os tipos é mínima. Se fôssemos tão melhores que eles, os compreenderíamos melhor. Se não conseguimos compreendê-los é porque mal saímos do seu estágio moral. Por isso não os compreendemos. Você acha que eles compreendem o que fazem? Eles sabem o que a lei terrena diz. Mas espiritualmente, moralmente, você acha que eles percebem seus próprios erros? Ninguém se torna corrupto ou bandido de um dia pro outro. É um longo processo, em que vão se permitindo falhar. Vão enfraquecendo a guarda sobre os seus próprios defeitos. Então começam a procurar desculpas para si mesmos. A princípio como um modo de conformar a consciência; com o tempo passam a acreditar em suas próprias desculpas, em suas próprias mentiras, e a doença está instalada.

Eu insisto em ver o lado bom das pessoas. Não conheci ninguém que não tivesse nada de bom. No fundo somos todos muito parecidos. E um dia todos nos elevaremos.

Mensagem de Emmanuel – Adiante de vós

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Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: ADIANTE DE VÓS

“Mas ide dizer a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia.” – (MARCOS, 16:7.)

É raro encontrarmos discípulos decididos à fidelidade sem mescla, nos momentos que a luta supera o âmbito normal.

Comumente, em se elevando a experiência para maiores demonstrações de coragem, valor e fé, modifica-se-lhes o ânimo, de imediato. Converte-se a segurança em indecisão, a alegria em desalento.

Multipliquem-se os obstáculos e surgirá dolorosa incerteza.

Os aprendizes, no entanto, não devem olvidar a sublime promessa do princípio, quando o pastor recompunha o rebanho disperso.

Quando os companheiros, depois da Ressurreição, refletiam no futuro, oscilando entre a dúvida e a perplexidade, eis que o Mensageiro do Mestre lhes endereça aviso salutar, assegurando que o Senhor marcharia adiante dos amigos, para a Galiléia, onde aguardaria os amados colaboradores, a fim de assentarem as bases profundas do trabalho evangélico no porvir.

Não nos cabe esquecer que, nas primeiras providências do apostolado divino, Jesus sempre se adiantou aos companheiros nos testemunhos santificantes.

E assim acontece, invariavelmente, no transcurso dos séculos.

O Mestre está sempre fazendo o máximo na obra redentora, contando com o esforço dos cooperadores apenas nas particularidades minúsculas do celeste serviço…

Não vos entregueis às sombras da indecisão quando permanecerdes sozinhos ou quando o trabalho se agrave na estrada comum. Ide, confiantes e otimistas, às provações salutares ou às tarefas dilacerantes que esperam por nosso concurso e ação. Decerto, não seremos quinhoados por facilidades deliciosas, num mundo onde a ignorância ainda estabelece lamentáveis prisões, mas sigamos felizes no encalço das obrigações que nos competem, conscientes de que Jesus, amoroso e previdente, já seguiu adiante de nós …

Não vale a pena discutir

Morel Felipe Wilkon

Você só discute com quem tem muito em comum com você

Artigo publicado originalmente em 15/08/2012

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Você aceita as opiniões diferentes da sua? Você concede ao outro o direito de pensar diferente de você? Cada vez que você discute você está defendendo o seu ponto de vista. Algo errado nisso? Sim. Não conheço ninguém que tenha mudado sua opinião por perder uma discussão. Não vale a pena discutir.

Você pode argumentar dizendo que há discussões saudáveis, que das discussões nascem ideias novas, que qualquer discussão é válida desde que haja respeito. Não posso julgar você por isso. Eu também pensei assim por bastante tempo. E mesmo hoje, quando estou convencido de que discussão alguma vale a pena, quando o orgulho me pega desprevenido eu exercito minha capacidade de argumentação discutindo.

O que eu ganho discutindo? A satisfação íntima de constatar que tenho argumentos sólidos e precisos, o prazer fugidio de não me deixar vencer. Pois é isso o que predomina numa discussão: O propósito de não se deixar vencer, a determinação de fazer valer a sua opinião, a sua ideia, a sua versão dos fatos. Não importa com quem você trave uma discussão. Seu chefe, sua vizinha, seu marido, seu filho, sua mãe, seu professor, o motorista que se atravessou na sua frente, o gerente do banco, o camelô, a moça do caixa do supermercado. Você não está preocupado em chegar num acordo. Você não está em busca de um denominador comum. Você não está pondo em jogo quem está com a razão. Você só quer provar que você está com a razão, você só quer que fique bem claro que você está certo, você só quer que prevaleça a sua verdade.

Se você não concorda, se você acha realmente que não é assim, talvez seja a hora de refletir um pouco a respeito. Você dedica cinco minutos para ler este artigo, cinco minutos de espiritismo. Se você tiver mais uns cinco ou dez minutos disponíveis, lembre-se de suas últimas discussões. Busque na memória suas discussões mais marcantes.

Então você é obrigado a concordar com tudo o que os outros falam? Claro que não. Antes de mais nada, é preciso distinguir discussão de debate. Num grupo de estudos, se debate. Se você quer aprender algo novo, se você quer analisar outras ideias, você debate. O debate pode ser chamado de discussão, não há problema nisso. O que importa é que nesse caso você está aberto a outros pontos de vista que não o seu. Você está buscando isso. Num debate você age como espírito imortal em busca da reforma íntima. Numa discussão você é apenas humano…

Numa discussão busca-se a vitória, mesmo que a intenção não seja essa, e quase sempre não é. A discussão mexe com seus brios, apelido carinhoso para uma das facetas do orgulho. O orgulho não vai permitir que você reconheça que a razão pode não estar do seu lado. E você sabe que o orgulho é um péssimo conselheiro. Da discussão para a raiva é um passo. E a raiva cega, a raiva não deixa você raciocinar, você distorce tudo a seu favor.

Por que se discute? Por causa da divergência? Sim, mas a divergência só ganha importância quando ela se destaca de um monte de convergências. Não fui claro? Eu explico melhor. Você nunca discutiu com alguém que diferia muito de você. Você só discute com quem tem muito em comum com você. Você e seu oponente têm tanto em comum um com o outro que querem forçar-se mutuamente a concordarem em tudo. Você e a pessoa com quem você discute concordam em “quase” tudo. A discussão é a tentativa desesperada de acabar com o “quase”.

Há muito mais semelhanças do que diferenças entre você e o outro. Por que dar tanta importância às diferenças? Um dos pontos mais importantes a serem desenvolvidos com a reforma íntima é a tolerância. E ser tolerante também é isso, é ganhar uma discussão fugindo dela.

Mensagem de Emmanuel – Inverno

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Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: INVERNO

“Procura vir antes do inverno.” – Paulo. (II TIMÓTEO, 4:21.)

Claro que a análise comum deste versículo revelará a prudente recomendação de Paulo de Tarso para que Timóteo não se arriscasse a viajar na estação do frio forte.

Na época recuada da epístola, o inverno não oferecia facilidades à navegação.

É possível, porém, avançar mais longe, além da letra e acima do problema circunstancial de lugar e tempo.

Mobilizemos nossa interpretação espiritual.

Quantas almas apenas se recordam da necessidade do encontro com os emissários do Divino Mestre por ocasião do inverno rigoroso do sofrimento? quantas se lembram do Salvador somente em hora de neblina espessa, de tempestade ameaçadora, de gelo pesado e compacto sobre o coração?

Em momentos assim, o barco da esperança costuma navegar sem rumo, ao sabor das ondas revoltas.

Os nevoeiros ocultam a meta, e tudo, em torno do viajante da vida, tende à desordem ou à desorientação.

É indispensável procurar o Amigo Celeste ou aqueles que já se ligaram, definitivamente, ao seu amor, antes dos períodos angustiosos, para que nos instalemos em refúgios de paz e segurança.

A disciplina, em tempo de fartura e liberdade, é distinção nas criaturas que a seguem; mas a contenção que nos é imposta, na escassez ou na dificuldade, converte-se em martírio.

O aprendiz leal do Cristo não deve marchar no mundo ao sabor de caprichos satisfeitos e, sim, na pauta da temperança e da compreensão.

O inverno é imprescindível e útil, como período de prova benéfica e renovação necessária. Procura, todavia, o encontro de tua experiência com Jesus, antes dele.

Sexo e espiritismo

Morel Felipe Wilkon

Sexo e espiritismo

Artigo publicado originalmente em 14/08/2012

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Você acha que o sexo é importante num relacionamento amoroso? Você considera o sexo como uma maneira de amar? O Espiritismo nos ensina que o espírito imortal não tem sexo, podendo reencarnar como homem ou mulher. Sabemos também que, conforme vai se depurando, se desmaterializando, o espírito imortal é menos sujeito à necessidade sexual.

Se a tendência é nos libertarmos do desejo sexual com o progresso do espírito, quer dizer que o sexo seja condenável? Claro que não. Conforme formos nos desenvolvendo e aprimorando moralmente, nossos desejos vão diminuindo. Isso vale para a alimentação, para a posse material, para o sexo, para tudo que envolva desejo.

Em nossa cultura milenar judaico-cristã, o sexo sempre foi visto como pecado, tentação, perdição. Talvez pela poderosa carga emocional que o acompanha. Nenhuma outra atividade aciona tão profundamente nossas emoções como o ato sexual. Nada ativa de maneira tão nítida a nossa capacidade de visualização e imaginação.

Não acho que seja digno de questionamento o que vale e o que não vale em matéria de sexo. Estabelecer o que pode e o que não pode era algo que Moisés fazia, mil e quinhentos anos antes de Cristo. Já passamos dessa fase. Sexo não é pecado, você sabe disso. Mas há que se levar em consideração alguns fatores.

Você sabe que os espíritos desencarnados estão por toda parte. A maneira como nós os atraímos é através do pensamento. Nosso pensamento sintoniza com pensamentos semelhantes. Por isso é muito mais importante o cuidado com os pensamentos do que com o ato sexual em si. É preciso ser vigilante com os pensamentos. O que os corpos fazem durante o ato sexual não tem nada de degradante se o pensamento não estiver poluído.

O sexo é uma atração física que pode envolver amor. Supõe-se que se pratique sexo quando há desejo suficiente de parte a parte. Desejo de um pelo outro, atração magnética. Se não há desejo, ou se este não é suficiente, entra em jogo a fantasia sexual. A fantasia sexual é produzida pela imaginação (ação de criar imagens). Imaginação é pensamento. O pensamento é criador. Qualquer fantasia que envolva outra pessoa, mesmo que fictícia, é um convite para que um espírito qualquer junte-se ao casal. Qualquer fantasia que prescinda de terceiros, mas que envolva situações de posse, domínio, dor, humilhação, pode trazer à tona personalidades que animamos no passado, em outras reencarnações, o que não é recomendável.

Se você tem vida sexual ativa, provavelmente vai pensar sobre isso. O poder do sexo é tão grande que um assunto como esse fica mais tempo em sua cabeça. Não se descuide. Na antiguidade já se falava em súcubos e íncubos. Hoje há verdadeiras organizações umbralinas especializadas em vampirização sexual. A palavra “vampirização” pode dar uma conotação de superstição, mistério. Mas não há nada disso. Na verdade o que querem é sua energia. Para se manterem no astral, sem precisar reencarnar, espíritos trevosos (ou menos adiantados) precisam da energia dos encarnados, é só isso.

Não chegamos ao estágio evolutivo de abrir mão do sexo. Também não acho que o sexo tenha como finalidade única a reprodução para perpetuação da espécie. Mas é bom lembrar que devemos ser vigilantes também nessas horas. Ou você acha que eu estou exagerando?

Mensagem de Emmanuel – Cultiva a paz

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Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: CULTIVA A PAZ

“E, se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se não, ela voltará para vós.” – Jesus. (LUCAS, 10:6.)

Em verdade, há muitos desesperados na vida humana. Mas quantos se apegam, voluptuosamente, à própria desesperação? quantos revoltados fogem à luz da paciência? quantos criminosos choram de dor por lhes ser impossível a consumação de novos delitos? quantos tristes escapam, voluntariamente, às bênçãos da esperança?

Para que um homem seja filho da paz, é imprescindível trabalhe intensamente no mundo Intimo, cessando as vozes da inadaptação à Vontade Divina e evitando as manifestações de desarmonia, perante as íeis eternas.

Todos rogam a paz no Planeta atormentado de horríveis discórdias, mas raros se fazem dignos dela.

Exigem que a tranqüilidade resida no mesmo apartamento onde mora o ódio gratuito aos vizinhos, reclamam que a esperança tome assento com a inconformação e rogam à fé lhes aprove a ociosidade, no campo da necessária preparação espiritual.

Para esmagadora maioria dessas criaturas comodistas a paz legítima é realização muito distante.

Em todos os setores da vida, a preparação e o mérito devem anteceder o benefício.

Ninguém atinge o bem-estar em Cristo, sem esforço no bem, sem disciplina elevada de sentimentos, sem iluminação do raciocínio. Antes da sublime edificação, poderão registrar os mais belos discursos, vislumbrar as mais altas perspectivas do plano superior, conviver com os grandes apóstolos da Causa da Redenção, mas poderão igualmente viver longe da harmonia interior, que constitui a fonte divina e inesgotável da verdadeira felicidade, porque se o homem ouve a lição da paz cristã, sem o propósito firme de se lhe afeiçoar, é da própria recomendação do Senhor que esse bem celestial volte ao núcleo de origem como intransferível conquista de cada um.

A Lei do Progresso e a reforma íntima

Morel Felipe Wilkon

Jesus com criança no colo

Progredimos sempre…

Artigo publicado originalmente em 09/08/2012

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Você acha que o mundo está mudando rápido demais? Você sente falta de uma vida mais calma, de uma existência mais pacata? Buscamos nossa reforma íntima mergulhados num oceano de progresso. E não há quem fuja à Lei do progresso.

Tudo o que o ser humano alcançou até hoje de bom e de mau, se deve à sede de progresso. Tudo o que a humanidade vem fazendo neste planeta, da nave espacial à bomba atômica, é por causa da vontade incontrolável de progredir. Queremos sempre mais e mais, em tudo. Dessa característica deriva nossa perda espiritual e também, paradoxalmente, nossa elevação como espírito imortal.

É pelo fato de nunca estarmos contentes que sempre buscamos mais. Mais conforto, mais luxo, mais comida, mais roupas, mais sexo, mais tecnologia, mais prazer, mais entretenimento, mais tudo. Isso nos leva aos excessos, isso nos afunda nas paixões.

Mas é pelo mesmo motivo de querer sempre mais e melhor que nós evoluímos, aprendemos, descobrimos, crescemos, nos desenvolvemos. E a verdade é que não devemos parar. Mesmo que quiséssemos, não conseguiríamos. A Lei do Progresso é uma das Leis Cósmicas, é uma das ferramentas através das quais Deus controla o Universo.

Isso serve para todas as áreas de nossas vidas. O que foi bom e correto para a geração que me precedeu não é exatamente o melhor pra mim. Do mesmo modo, o que representa muito para mim talvez não seja o máximo pra meus filhos e sua geração. Porque, geração após geração, a sociedade vai progredindo; reencarnação após reencarnação, a humanidade vai evoluindo rumo à perfeição. Por sermos filhos de Deus, criados à sua imagem e semelhança, somos perfectíveis. E nessa busca, nunca paramos.

Melhoramos sempre. Olhe para o seu passado. Veja o quanto você aprendeu, o quanto você abriu os olhos para conceitos mais elevados, o quanto você desenvolveu suas qualidades. Por favor, não se permita considerar as coisas ruins que você aprendeu ou as dificuldades que enfrentou. Isso é apenas ferramenta de aprendizado. Suas experiências, por piores que tenham sido, são lições importantes que a Vida lhe proporcionou para o seu processo de aprendizado. E não se revolte com isso. Revolta é para perdedores. Jesus se revoltou?

Você pode melhorar muito mais do que vem fazendo. Você pode melhorar todos os dias. Não importa as características de sua vida. Não tem a menor importância a base que você tem para melhorar-se. O que importa é o que você pode conseguir quando se esforça para isso.

Você pode! Você pode ser melhor em tudo! A sua capacidade quem determina é você, pois a capacidade é apenas um estado de espírito, como a alegria ou a melancolia. Você pode o que você pensa que você pode. É o seu pensamento que determina o quanto você é capaz. Não está bom do jeito que está? Trate de mudá-lo.

Não pare nunca de melhorar, não interrompa a sua reforma íntima, não se dê por satisfeito em momento algum. Não caia em conversa mole do tipo “eu também sou filho de Deus, também mereço descanso…”. Se você sabe que é filho de Deus, aproxime-se dele sempre mais.

Perdoe. Ame. Respeite a sua consciência. Faça o que deve ser feito.

Mensagem de Emmanuel – Fermento velho

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Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: FERMENTO VELHO

“Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa.” – Paulo. (I CORÍNTIOS, 5:7.)

Existem velhas fermentações de natureza mental, que representam tóxicos perigosos ao equilíbrio da alma.

Muito comum observarmos companheiros ansiosos por íntima identificação com o pretérito, na teia de passadas reencarnações.

Acontece, porém, que a maioria dos encarnados na Terra não possuem uma vida pregressa respeitável e digna, em que possam recolher sementes de exemplificação cristã.

Quase todos nos embebedávamos com o licor mentiroso da vaidade, em administrando os patrimônios do mundo, quando não nos embriagávamos com o vinho destruidor do crime, se chamados a obedecer nas obras do Senhor.

Quem possua forças e luzes para conhecer experiências fracassadas,compreendendo a própria inferioridade, talvez aproveite algo de útil, relendo páginas vivas que se foram. Os aprendizes desse jaez, contudo, são ainda raros, nos trabalhos de recapitulação na carne, junto da qual a Compaixão Divina concede ao servo falido a bênção do esquecimento para a valorização das novas iniciativas.

Não guardes, portanto, o fermento velho no coração.

Cada dia nos conclama à vida mais nobre e mais alta.

Reformemo-nos, à claridade do Infinito Bem, a fim de que sejamos nova massa espiritual nas mãos de Nosso Senhor Jesus.

Conhece-te a ti mesmo!

Morel Felipe Wilkon

Conhece-te a ti mesmo! Vence-te a ti mesmo! Ama-te a ti mesmo!

Artigo publicado originalmente em 08/08/2012

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Quem foi que disse que o “conhece-te a ti mesmo” quer dizer “conhece os teus próprios defeitos”?

Você reconhece que é uma pessoa com defeitos? Você já parou pra analisar suas falhas como ser humano? Você já percebeu que há muito o que corrigir como espírito imortal? Certamente que sim. O simples fato de você dedicar cinco dos seus preciosos minutos para ler este artigo já demonstra que você está em busca do crescimento moral, do progresso espiritual, da reforma íntima.

Conhece-te a ti mesmo!” Quantas vezes você já leu ou ouviu esta frase? Muitas, né? Dizem que Sócrates construiu sua filosofia a partir desta inscrição da entrada do templo de Delfos. “Conhece-te a ti mesmo!” Acho que você já dedicou algumas horas de sua vida procurando conhecer a si mesmo, estou errado? Será que você já não teve uma ou outra noite de insônia por analisar a você mesmo?

Acho, ainda, que você encontrou um monte de coisas que precisam ser corrigidas. Se você foi sincero consigo mesmo, e não tenho motivos para duvidar disso, você deve ter ficado envergonhado de si mesmo, pelo menos umas duas ou três vezes, ao se dar conta de suas próprias falhas. Ótimo. Isso é ótimo!

Como você poderia corrigir o que precisa ser corrigido se você não percebesse onde estão suas falhas? De que adiantaria seu esforço para melhorar-se, se não soubesse para onde dirigir esse esforço, essa energia? De que valeria essa sua reencarnação se você não a aproveitasse no sentido de aperfeiçoar a si mesmo?

Tudo isso é realmente muito bom. Mas quem foi que disse que o “conhece-te a ti mesmo” quer dizer “conhece os teus próprios defeitos”? De onde veio essa ideia de que conhecer-se só vale para o lado negativo de si mesmo? Por que sempre que falamos em autoconhecimento logo surgem coisas a serem ajustadas?

Você tem um monte de coisas boas para trazer pra fora de si mesmo! Você é um manancial inesgotável de virtudes! Reconheça-as e traga-as para a superfície! Você tem qualidades que poucas pessoas têm. Não acredita? Permita a si mesmo fazer uma comparação com alguém que você admira muito. Um ídolo da juventude. De preferência, mais de um. Certamente você encontrará em você algumas qualidades que eles não possuem. Valorize essas qualidades. Você levou milênios para adquiri-las.

Como você pode pensar que merece pouco da Vida? Como você pode conformar-se em ser apenas mais um na multidão? Por acaso você pensa que isso é ser humilde? Você sabe o que é humildade? Humildade é colocar-se no seu devido lugar. Nem acima, nem abaixo. Nem prepotente nem desprezível. Nem se engrandecendo nem se rebaixando.

Você merece tudo o que você é capaz de sonhar. Se você consegue imaginar, é porque é possível. Imaginar é criar. Pra quê você conseguiria imaginar algo para si se não fosse possível criar, realizar? Tudo o que existe hoje, toda criação, toda invenção, toda tecnologia, um dia foi imaginação de alguém. E se esse alguém tivesse falado a respeito de seus sonhos e sua imaginação, provavelmente seria tido por louco, sonhador, lunático.

Você pode muito mais. Você é muito mais. Você tem apenas um limite: o limite que você se impõe. Acredite mais em você mesmo! Não ligue tanto para os outros, não ligue tanto para o passado que quer desmentir o que você se atreve a pensar, não ligue tanto para você mesmo, esse velho rabugento que você tem dentro de você.

Conhece-te a ti mesmo! Conheça suas virtudes, sua força, sua boa vontade, seu amor, sua esperança, que é perseverança, que é coragem, que é persistência, que é vitória!

Conhece-te a ti mesmo! Vence-te a ti mesmo! Ama-te a ti mesmo!

Mensagem de Emmanuel – Atritos físicos

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 Mensagem em áudio

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: ATRITOS FÍSICOS

“Mas se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra.” – Jesus. (MATEUS, 5:39.)

Alguns humoristas pretendem descobrir na advertência do Mestre uma exortação à covardia, sem noção de respeito próprio.

O parecer de Jesus, no entanto, não obedece apenas aos ditames do amor, essência fundamental de seu Evangelho. É igualmente uma peça de bom senso e lógica rigorosa.

Quando um homem investe contra outro, utilizando a força física, os recursos espirituais de qualquer espécie já foram momentaneamente obliterados no atacante.

O murro da cólera somente surge quando a razão foi afastada. E sobrevindo semelhante problema, somente a calma do adversário consegue atenuar os desequilíbrios, procedentes da ausência de controle.

O homem do campo sabe que o animal enfurecido não regressa à naturalidade se tratado com a ira que o possui.

A abelha não ferretoa o apicultor, amigo da brandura e da serenidade.

O único recurso para conter um homem desvairado, compelindo-o a reajustar-se dignamente, é conservar-se o contendor ou os circunstantes em posição normal, sem cair no mesmo nível de inferioridade.

A recomendação de Jesus abre-nos abençoado avanço …

Oferecer a face esquerda, depois que a direita já se encontra dilacerada pelo agressor, é chamá-lo à razão enobrecida, reintegrando-o, de imediato, no reconhecimento da perversidade que lhe é própria.

Em qualquer conflito físico, a palavra reveste-se de reduzida função nos círculos do bem. O gesto é a força que se expressará convenientemente.

Segundo reconhecemos, portanto, no conselho do Cristo não há convite à fraqueza, mas apelo à superioridade que as pessoas vulgares ainda desconhecem.

Para que servem as práticas mediúnicas no centro espírita?

Morel Felipe Wilkon

Ghost, do outro lado da vida

Ghost, do outro lado da vida

O leitor Francisco de Jesus Lopes fez alguns questionamentos sobre a conveniência das práticas mediúnicas no centro espírita. Na sua opinião, a única caridade verdadeira seria a transmissão do conhecimento, então surge a pergunta:

- Para que servem as práticas mediúnicas? – É o que tento responder mais abaixo.

Hoje tive a providencial oportunidade de conhecer este site. Foi através de pesquisa no YouTube que tive acesso ao vídeo que fala sobre fé e obras. Tirei muito proveito do vídeo e acabei por me interessar por outros temas, também disponíveis em vídeo. Sendo assim acabei por chegar até este site.

Sou pesquisador de tudo o que se refere à filosofia, ciência, religião. Nem preciso dizer, portanto, que tenho um pequeno conhecimento da doutrina espírita. Mas não frequento nenhuma casa espírita. Bem, estou chegando agora aqui no site e percebi que tem muitas matérias para eu pesquisar. O que pretendo fazê-lo. Mas, amigo Morel, tenho uma dúvida que há muito me vem consumido o raciocínio, sem obter uma resposta clara e objetiva. Creio que você poderá me ajudar muito nessa questão, pois no vídeo você falou muito em caridade.

Minha dúvida é a seguinte: Eu trago comigo um conceito de que a única caridade verdadeira é a transmissão do que de verdadeiro se aprende, ou seja, as verdades que o Mestre Jesus nos ensinou. Penso que qualquer coisa que não seja ajudar as pessoas e a mim mesmo a se libertar da ignorância através da instrução, seja perda de tempo. Mas não estou afirmando isso, mas informando meu pensamento predominante. Assim, penso que uma casa espírita deveria se concentrar no ensino e apenas no ensino da doutrina espírita e do Evangelho. Tenho pouco ou quase nada de conhecimento espírita, só li Kardec e o Chico e alguns outros livros espíritas e os filmes que têm sido lançados. Mas eu nunca consegui entender a tal da doutrinação que se diz fazerem aos espíritos desencarnados. Eu já estive em reuniões de doutrinação. Mas tenho muitas dúvidas sobre isso. Primeiro: não acho que os espíritos desencarnados, estejam como estiverem, necessitem do concurso dos encarnados para irem aos poucos se identificando com sua nova situação. Segundo: existe, ao meu ver, muita mistificação e animismo nos centros que visitei.

Uma dúvida que também me persegue: se os espíritos estão nas reuniões mediúnicas, como é ensinado, qual a necessidade de médiuns a falarem por eles. A própria doutrina diz que os espíritos desencarnados podem até saber o que pensamos. Pois em assim sendo, concluo, não sei se erroneamente, que as palestras proferidas nas casas espíritas deveriam ser mais que suficientes para ensinar aos espíritos tanto encarnados como desencarnados ao mesmo tempo, tornando com isso totalmente dispensável a reunião mediúnica.

Por favor, eu gostaria de esclarecimentos a respeito, a fim de corrigir os meus raciocínios e conceitos, bem como conhecimentos errados que acaso eu tenha manifestado aqui.

Muito grato por sua atenção.
Muita luz e muita paz… ah! antes que eu me esqueça, muito grato fico por este seu maravilhoso trabalho. Isto sim é que considero como sendo a verdadeira caridade, dar conhecimento a todos, que é o que a humanidade mais precisa.
Muito obrigado.

- Francisco, separei os tópicos suscitados por você para melhor respondê-los. Seus questionamentos estão em itálico vermelho:

“Eu trago comigo um conceito de que a única caridade verdadeira é a transmissão do que de verdadeiro se aprende, ou seja, as verdades que o Mestre Jesus nos ensinou”.

- Jesus nos ensinou, acima de tudo, com o seu exemplo. Talvez o traço mais característico de Jesus em relação a outros grandes espíritos que estiveram na Terra seja justamente o fato de Jesus não ter se limitado a trazer novos conceitos filosóficos, mas de ter mostrado o caminho através de si mesmo.

Vemos, ao longo dos Evangelhos, que Jesus não ficava apenas na teoria, mas beneficiava na prática quem estivesse receptivo a esse benefício. Além disso, a recomendação de Jesus aos seus seguidores é clara:

“E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai”. Mateus 10:7-8

O conceito que você defende está previsto nesta primeira recomendação de Jesus: Pregar que o reino dos céus está próximo. Isso resulta na movimentação do conhecimento sobre a nossa verdadeira natureza de filhos de Deus. O reino de Deus (ou reino dos céus) está próximo, pois está dentro de nós. O reino de Deus é o nosso próximo estágio evolutivo, e compete a nós desenvolvê-lo.

Mas esta não é a única recomendação de Jesus: Jesus ainda diz para:

- Curar os enfermos: esclarecer sobre a necessidade de saneamento das enfermidades morais que resultam em doenças psicossomáticas;

- Limpar os leprosos: “limpar” o campo magnético do paciente ou consulente através do passe ou de outras práticas energéticas;

- Ressuscitar os mortos: “doutrinar” ou esclarecer os espíritos desencarnados dedicados conscientemente ou não ao assédio (ou obsessão) sobre os encarnados ou outros desencarnados no sentido da necessidade de reencarnação como solução para as suas dores morais presentes, por meio do esquecimento temporário do passado, e como oportunidade de rearmonização consigo mesmos e com os espíritos com que se tenham desarmonizado;

- Expulsar os demônios: a palavra demônio vem do grego daimon e quer dizer espírito. Para o historiador Flavio Josefo, judeu contemporâneo de Jesus, demônio é como eram chamados “os espíritos dos homens perversos”. Expulsar, ou, melhor dizendo, afastar os demônios nada mais é que o trabalho conhecido como desobsessão.

Por fim, Jesus diz que isso deve ser feito de graça, e isso deve ser sempre lembrado. Vemos que apenas o ensino não é suficiente. Nem poderia ser, se observarmos que grande parte das pessoas que procuram um centro espírita o fazem como uma busca de cura ou solução para os seus problemas. E não há como resolver problemas às vezes milenares sem antes oferecer o alívio para os espíritos encarnados e desencarnados envolvidos. Uma pessoa obsediada provavelmente não terá condições de captar o ensino que é dirigido a ela se antes não for tratada.

Lembro que antes de ser implantada a obrigatoriedade da merenda escolar nas escolas públicas era comum que crianças “de baixa renda” tivessem maior dificuldade de aprendizado durante as aulas. Eu, particularmente, muitas vezes fui à escola com fome, e é difícil concentrar-se no estudo com o estômago roncando.

Não há, portanto, como exigir que espíritos encarnados ou desencarnados com graves problemas morais, energeticamente prejudicados, compreendam e assimilem conceitos que muitas vezes são totalmente novos para eles.

Concordo com você quanto à prioridade do ensino em relação a qualquer outra prática. Acredito que o centro espírita deve ser, primordialmente, uma escola. Mas não há como deixar de exercer o papel de hospital espiritual.

“Não acho que os espíritos desencarnados, estejam como estiverem, necessitem do concurso dos encarnados para irem aos poucos se identificando com sua nova situação.”

- Espíritos que ainda não se identificaram com a sua nova situação de desencarnados é porque estão, ainda, muito ligados ao plano material. Morreram, mas não “desencarnaram”. Sentem falta das sensações e ocupações da matéria densa e alimentam-se das energias dos encarnados.

O médium funciona como um aparelho de rádio, ajustando-se à freqüência daquele espírito para que ele consiga comunicar-se. É comum que espíritos não-esclarecidos levem muitos anos sem entender o que está acontecendo com eles. Permanecem com as mesmas ideias, as mesmas sensações, sentem como se ainda tivessem um corpo físico e não entendem por que ninguém os vê, ninguém os ouve. Conversam e tocam nos encarnados e não obtém respostas. O intercâmbio com os encarnados por meio da mediunidade é a sua oportunidade de esclarecimento. Além disso, sua situação pode ser sensivelmente melhorada ao contato com as boas energias do ambiente através do médium. Espíritos muito apegados à matéria permanecem com suas dores, suas doenças, suas limitações. Embora não tenham mais o corpo físico, sua mente permanece com as mesmas impressões que tinha no corpo físico. O contato com o plano físico através do médium, recebendo energias curadoras, pode aliviá-lo a ponto de convencê-lo a aceitar sua nova situação e o socorro que lhe é oferecido.

“Existe, ao meu ver, muita mistificação e animismo nos centros que visitei”.

- Existe mistificação, mas pode ser temerário tachar um médium de mistificador. Isso é acusar o médium de fingimento, e, mesmo sabendo que médiuns são pessoas como quaisquer outras, essa pode ser uma conclusão precipitada.

O animismo anda lado a lado com a mediunidade. É cada vez mais rara a mediunidade totalmente passiva, em que o médium é apenas um veículo para a manifestação do espírito. É normal que o médium contribua com elementos próprios para a comunicação, principalmente na função de doutrinação ou aconselhamento a espíritos desencarnados. Aliás, espera-se, exatamente, que o médium, como estudioso que deve ser, seja também um movimentador de conhecimento. O primeiro beneficiado com as boas comunicações é sempre o próprio médium. Ele é quem deve aprender com o conteúdo das mensagens em primeiro lugar. Espera-se, portanto, que ele faça bom uso do que aprende repassando ao próximo este conhecimento. Muitas vezes o que o médium capta do espírito comunicante é uma ideia, e compete a ele transmitir essa ideia com as suas palavras, ao seu modo.

“Se os espíritos estão nas reuniões mediúnicas, como é ensinado, qual a necessidade de médiuns a falarem por eles?”

- Espíritos muito ligados ao plano material não conseguem perceber espíritos que estejam vibratoriamente mais elevados que eles. Servindo-nos de um exemplo bastante conhecido na literatura espírita, vemos que André Luiz, enquanto estava no umbral, não percebia a presença do socorro espiritual, que, no entanto, às vezes estava ao seu lado. As mentes sintonizam umas com as outras de acordo com a frequência em que se encontrem. Temos um “peso específico” que nos impede de percebermos o que estiver acima.

Um espírito razoavelmente elevado dificilmente é percebido por um espírito que esteja em estado de grande confusão mental ou que estacione numa ideia fixa. Por isso a importância da participação do médium. Colocando-se na posição de intermediário entre duas frequências diferentes e incompatíveis, transmite a mensagem de um a outro.

“A própria doutrina diz que os espíritos desencarnados podem até saber o que pensamos. Pois em assim sendo, concluo, não sei se erroneamente, que as palestras proferidas nas casas espíritas deveriam ser mais que suficientes para ensinar aos espíritos tanto encarnados como desencarnados ao mesmo tempo. Tornando com isso totalmente dispensável a reunião mediúnica”.

- Acredito que as respostas anteriores respondam a essa questão. A menção que você faz à doutrina não foge ao que expus aqui. O Livro dos Espíritos, base da doutrina, é um livro de síntese, não de análise. Trata de princípios gerais, sem estender-se a minúcias.

Quando dizemos que o homem foi à Lua estamos dizendo a verdade, pois sabemos que em 1969 pela primeira vez o homem pisou em solo lunar. Mas eu, mesmo sendo homem, ainda não fui à Lua. Do mesmo modo, quando se diz que os espíritos sabem o que pensamos é porque existe essa possibilidade, mas não quer dizer, de modo algum, que todos os espíritos tenham livre acesso aos pensamentos uns dos outros.

O homem, como ser, conseguiu chegar até à Lua. O espírito, como ser, tem a possibilidade de acessar pensamentos alheios. Mas isso são possibilidades, não fatos disponíveis a todos.

Muitos espíritos assistem às palestras junto com os encarnados, acompanhando-os ou não. Outros espíritos, porém, por seu estado de confusão, ideia fixa ou rebeldia, não tomam conhecimento do que se passa ali.

O trabalho mediúnico é e será, por muito tempo ainda, uma importante ferramenta de auxílio aos mais necessitados. Reitero que concordo com você em que a função primordial do Espiritismo seja o esclarecimento. Mas, para que esta função seja exercida, outras medidas devem ser tomadas.

Neste site, na aba LIVROS, estão disponíveis em PDF os 13 livros que compõe a série A Vida no Mundo Espiritual, de André Luiz. Recomendo o seu estudo a todos que desejem compreender o intercâmbio entre os planos astral e físico. Especificamente em relação às suas perguntas, sugiro o estudo de Nos domínios da mediunidade, 8º livro da série.

Ainda sobre mediunidade, além de O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, também disponível neste site, recomendo Mediunidade, de Edgard Armond; Mediunismo, de Ramatis; e Estudando a mediunidade, de Martins Peralva, que analisa e sistematiza o livro Nos domínios da Mediunidade.

Você e a sua consciência

Morel Felipe Wilkon

grilo falante e pinóquio

Você costuma ouvir a sua consciência?

Artigo publicado originalmente em 07/08/2012

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Como anda sua relação com a sua consciência? Você costuma consultá-la no seu dia-a-dia? Talvez nada represente tão bem o pensamento judaico-cristão como a ideia que fazemos da consciência.

Até hoje a maior parte das pessoas com quem você convive acreditam num Deus que pune, num Deus que nos castiga pelas nossas faltas. Já comentei aqui, outro dia, que divinizaram Jesus e humanizaram Deus. Essa ideia que fazem de Deus é humana demais. Emprestaram a Deus todas as características dos homens e das mulheres deste planeta rebelde. Deus não é homem, não é mulher, não é pessoa, não é computador, não está nos espionando o tempo inteiro pra ver se nos pega em falta.

Deus se manifesta através de nós, e age através de Suas Leis. Suas Leis estão impressas em nossa consciência. Temos em nosso íntimo uma bússola apontando sempre para o que é certo, para o que deve ser feito. Levamos milênios para aprender a usar essa bússola. Depois que aprendemos, cada vez que a desobedecemos, nos desorganizamos internamente. Essa bússola é a consciência. Toda vez que fazemos algo que sabemos não ser o correto, tornamos nossos pensamentos confusos, sentimos medo. Medo de sermos descobertos, medo de sermos punidos, medo de que nos aconteça a mesma coisa que fizemos.

Essa não é uma questão religiosa. Isso independe de crença, prescinde da ideia de Deus. Qualquer ateu mais observador sabe que existe um mecanismo interno a que chamamos consciência que nos avisa quando devemos corrigir a rota de nossos atos.

O mecanismo da consciência é idêntico ao mecanismo da dor. Para quê serve a dor física? Para nos alertar que devemos corrigir alguma coisa em relação ao nosso corpo. Imagine se você não sentisse dor. Iria caminhar sobre cacos de vidro e se esvair em sangue sem perceber. Queimaria sua mão no fogo até torrar e não iria notar. A dor física serve para nos mostrar que alguma coisa que temos praticado com nosso corpo não está certa, não deve ser repetida, pois coloca a integridade do corpo em risco.

A consciência funciona exatamente da mesma maneira. Faça alguma coisa que você sabe que é contrária aos seus princípios, qualquer coisa que você intimamente saiba que não é certo, e a consciência inevitavelmente irá lhe alertar, por meio da dor moral. Essa dor pode se manifestar de várias formas: Pelo medo, pela ansiedade, pelo remorso, pela tristeza, pela falta de confiança em relação a si mesmo.

Não desafie sua consciência. Não tente enganá-la, ela não se deixa enganar. Não caia no erro infantil de achar que vale a pena burlar a consciência por uma causa aparentemente grande. Não há preço que pague a tranquilidade da consciência. Não há preço que pague a autoconfiança propiciada pela obediência à consciência.

Você é espírito imortal em busca da reforma íntima. Não deixe passar mais uma reencarnação sem levar a sério o que manda a consciência. Todos nós desobedecemos a consciência muitas vezes em nosso passado milenar. Que desta vez seja diferente. Não importa a sua idade, não importa a que altura do campeonato da vida você esteja. Você terá que fazer isso mais cedo ou mais tarde. Pra quê esperar mais? 

Mensagem de Emmanuel – Resistência ao mal

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 Mensagem em áudio

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: RESISTÊNCIA AO MAL

“Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal.” – Jesus. (MATEUS, 5:39.)

Os expoentes da má-fé costumam interpretar falsamente as palavras do Mestre, com relação à resistência ao mal.

Não determinava Jesus que os aprendizes se entregassem, inermes, às correntes destruidoras.

Aconselhava a que nenhum discípulo retribuísse violência por violência.

Enfrentar a crueldade com armas semelhantes seria perpetuar o ódio e a desregrada ambição no mundo.

O bem é o único dissolvente do mal, em todos os setores, revelando forças diferentes.

Em razão disso, a atitude requisitada pelo crime jamais será a indiferença e, sim, a do bem ativo, enérgico, renovador, vigilante e operoso.

Em todas as épocas, os homens perpetraram erros graves, tentando reprimir a maldade, filha da ignorância, com a maldade, filha do cálculo. E as medidas infelizes, grande número de vezes, foram concretizadas em nome do próprio Cristo.

Guerras, revoluções, assassínios, perseguições foram movimentados pelo homem, que assim presume cooperar com o Céu. No entanto, os empreendimentos sombrios nada mais fizeram que acentuar a catástrofe da separação e da discórdia. Semelhantes revides sempre constituem pruridos de hegemonia indébita do sectarismo pernicioso nos partidos políticos, nas escolas filosóficas e nas seitas religiosas, mas nunca determinação de Jesus.

Reconhecendo, antecipadamente, que a miopia espiritual das criaturas lhe desfiguraria as palavras, o Mestre reforçou a conceituação, asseverando: “Eu, porém, vos digo…”

O plano inferior adota padrões de resistência, reclamando “olho por olho, dente por dente”…

Jesus, todavia, nos aconselha a defesa do perdão setenta vezes sete, em cada ofensa, com a bondade diligente, transformadora e sem-fim.