Hoje é o seu dia!

Hoje é o seu dia!

Artigo publicado originalmente em 06/11/2012

Ouça este artigo na voz do autor

Hoje é o seu dia! Você já se deu conta de que os dias escoam como areia por entre os dedos, e que a vida passa?

Você sabe que a vida não termina aqui. Você sabe que sempre é tempo de recomeçar, sempre é tempo de aprender, sempre é tempo de fazer o que deve ser feito. A vida não termina. O que você não fez ontem, por desleixo, por preguiça ou despreparo, você pode começar a fazer hoje. Quando você reencarnou, trouxe consigo o compromisso de retomar, nesta vida, tarefas que ficaram inacabadas em outras vidas. É o que se costuma chamar de “resgate”. A recapitulação de alguma coisa que devia ter sido feita e não foi feita, o conserto de algo que foi realizado de maneira errada, a correção de atos praticados indevidamente.

Essa possibilidade de resolver as coisas mais cedo ou mais tarde não quer dizer que você não precisa se ocupar com os deveres de hoje. Já é um consolo você saber que pode consertar de alguma forma os seus erros, aprender o que não aprendeu antes. Mas vale a pena adiar compromissos e responsabilidades indefinidamente? Em algum momento você vai ter que lavar a louça suja, e é melhor fazer isso antes que a pia esteja transbordando.

Você já se deu conta de que os dias escoam como areia por entre os dedos, e que a vida passa? Ainda não? Pois ela passa, e não deixa de ser interessante vê-la passar, mas só isso não basta. É preciso aproveitá-la, aproveitar cada dia. Muita coisa pode ser feita num dia. Todos os grandes acontecimentos têm lugar num determinado dia. Os melhores dias da sua vida foram… dias. Muita coisa culmina num dia; muita coisa começa num dia. E tudo de importante que se deve fazer há de começar por um dia. Este dia pode ficar para depois, mas depois quando? Você já se deu conta de que “depois” não existe? De que isso que chamamos “futuro” não existe? Não faça planos para o futuro. Date-os. De preferência comece hoje mesmo; se não puder, estabeleça um prazo, ou a chance de concretizá-los se torna muito pequena.

Você precisa aproveitar melhor o seu dia, eu preciso, todos precisamos. Isso não quer dizer necessariamente fazer mais coisas, mas fazer melhor as coisas que você faz. E, principalmente, ser melhor. Devemos ser melhores. Sabemos disso há muito tempo. Talvez há séculos, ou milênios. O que é que nós esperamos pra colocar em prática isso que sabemos com tanta certeza? Não vamos melhorar num passe de mágica, é preciso um passo de cada vez. O primeiro passo já demos, que é ter certeza da necessidade de sermos melhores. O segundo passo é querer ser melhor. E a partir daí tentar, exercitar. Tudo que tentamos com perseverança nós conseguimos, você sabe disso tão bem quanto eu.

Quanta oportunidade um dia nos oferece! Talvez seja sentimental demais esse negócio de dizer: “imagine que hoje é o último dia de sua vida…” . Mas você acha certo desperdiçar um dia depois do outro? Você é espírito imortal, terá outras vidas, outras chances. Mas como esta vida não haverá outra. A idade que você tem hoje, depois do seu próximo aniversário você não terá mais. Dia como hoje nunca mais haverá. Haverá muitos dias semelhantes, com afazeres semelhantes, com temperatura, claridade, umidade relativa do ar, em tudo semelhantes ao dia de hoje, mas este dia não se repetirá, nem as oportunidades de aprendizado e crescimento e harmonia e amor que ele oferece.

Os prazeres que a vida nos oferece, inclusive o prazer de não fazer nada, o dolce far niente, são realmente muito bons. Mas o que aprendemos de útil com eles? Que lembrança nos fica deles? Adianta alguma coisa lembrar dos dias de doce preguiça em que não fizemos nada? Esses dias não voltam. Isso não é nenhuma tragédia, é claro. São escolhas, como tudo na vida. Mas é melhor você aproveitar o dia. Carpe diem.

Almas gêmeas – Espiritismo

Nada no Espiritismo abona a teoria das almas gêmeas. De acordo com essa teoria, os espíritos teriam sido creados aos pares – seriam duas metades que se separaram para evoluir, e só se completariam novamente quando tornassem a se unir.

Tratei deste tema, algum tempo atrás, neste artigo: Espiritismo e almas gêmeas

Volto ao tema neste vídeo de apenas 6 minutos. Assista!

Mediunidade e os guias cegos

medium guia cego

Guias cegos

É muito comum confundirem mediunidade ou quaisquer manifestações mediúnicas com Espiritismo. A mediunidade existe desde que o homem é homem; o Espiritismo é um movimento humano disciplinado de religação com Deus codificado por Allan Kardec e desenvolvido, principalmente, no Brasil.

Será que sou médium?

Todos somos médiuns em potencial. Todos influenciamos e somos influenciados permanentemente, encarnados e desencarnados, mas alguns de nós apresentam uma maior facilidade de contato com os desencarnados, o que caracteriza a mediunidade. Isso independe de religião ou crença. As igrejas estão cheias de médiuns, e há médiuns sem nenhuma instrução religiosa que nem sequer suspeitam da sua mediunidade. Têm visões, ouvem vozes, pressentem coisas, antevêem acontecimentos, mas atribuem isso a algum tipo de alucinação, e quando se sentem incomodados apelam aos psiquiatras e suas drogas lícitas.

Médiuns e transtornos mentais

Mas há um considerável contingente de pessoas que sabem que são médiuns e não estudam, não desenvolvem a mediunidade a partir do esclarecimento e do trabalho sério em benefício do próximo. Muitas dessas pessoas pensam que são espíritas. Não sabem o que é Espiritismo, não gostam de estudar, mas, como vêem espíritos, dizem-se espíritas.

Para que servem as práticas mediúnicas no centro espírita?

Você provavelmente conhece alguém que joga cartas, ou que atende em casa, que “incorpora” quando bem entende, que se refere ao seu guia com intimidade. Essas pessoas quase sempre conquistam alguns admiradores, pessoas leigas que as consideram especiais.

É comum que esses médiuns sem esclarecimento se imiscuam em assuntos íntimos dos seus admiradores, dando palpites em suas vidas em nome do seu guia. Referem-se ao seu guia como “a minha cigana”, “o meu caboclo” ou algum nome antecedido por “doutor”.

Mediunidade não é dom

Falta discernimento, falta raciocínio, falta humildade. Ninguém se torna especial só porque morreu. Qualquer um de nós, depois que morrer, pode se ligar a um médium e dar um nome qualquer para impressionar. E será que nós teríamos condições de resolver os problemas dos outros só porque nos despojamos do corpo físico? Claro que não! Esses espíritos são “guias cegos”, não têm condições de guiarem nem a si mesmos, muito menos aos outros. Essas duplas médium-guia cego quase sempre misturam sua ignorância das Leis divinas com a falta de humildade, pois sempre dá algum prestígio chegar para alguém que recentemente teve um familiar falecido e dizer: – “Ele está do seu lado, está sorrindo pra você”. – Ou trazer pretensas notícias dos mortos da família, como se fosse um carteiro trazendo cartas. Pessoas carentes ligam-se a esses médiuns para pedir conselhos e “uma forcinha” nos seus casos amorosos.

Mas os maiores enganados são sempre os próprios médiuns. São vampirizados por seus guias-cegos e estes, em troca, alimentam o ego do médium,  o elogiam, o envaidecem, fazem intrigas, fazem o médium sentir-se poderoso. Mas esses “poderosos” quase sempre fracassam em todas as áreas da vida…

Mediunidade é coisa séria, não pode ser usada como instrumento de poder ou como meio de se tornar popular. Essas relações médium-guia cego são um atraso para eles mesmos, que não se desenvolvem como deveriam, e para os seus admiradores, que podem estar deixando de ir em busca de esclarecimento por sentirem-se confortáveis com os conselhos fáceis, o consolo barato, a lisonja, a mão na cabeça depois dos erros.