Amar demais

amar demais

Amor demais?

Jesus nos disse para amarmos o próximo como a nós mesmos. Na verdade, o ensinamento já existia, está lá em Levítico 19:18. O que Jesus fez foi nos alertar para a importância dessa Lei. Há pessoas que pensam que amam demais. Dizem que amam mais ao próximo do que a si mesmas. Acham que amam mais o marido, ou os filhos, ou os netos, ou os pais, do que elas mesmas.

Quase todos nós ainda confundimos sentimentos de posse e apego com amor. É verdade que isso que sentimos pode ser uma forma de amor, na falta de um nome mais adequado. São ensaios para o verdadeiro amor, que é incondicional. O único amor verdadeiro é o amor que não impõe condições. É o amor que sobrevive incólume a qualquer situação. Se o alvo do nosso amor deixar de ser como é e continuarmos a amá-lo, isso talvez seja, realmente, amor.

Se a mulher amada deixar de ser bonita, atraente, sexualmente satisfatória, alegre e saudável, e mesmo assim despertar o mesmo sentimento, isso deve ser amor.

Se o filho deixar de ser criança, admirador ou adorador dos pais, dócil, vibrante, obediente, e adquirir novos gostos, e novos costumes, e novas amizades e compromissos, e o sentimento dos pais em relação a ele for o mesmo, isso pode ser amor.

Se os pais ficam velhos, e cansados, e esquecidos, e lentos, e bem menos bonitos do que já foram, e desatualizados, e repetitivos, e doentes, e mesmo assim o sentimento dos filhos por eles ainda for o mesmo, isso deve ser amor.

Mas na maior parte das vezes o que sentimos é apego. Quase sempre há algum interesse envolvido, por menor que seja. Esse interesse não precisa ser financeiro, nem sexual, nem nada prático. Pode ser apenas a necessidade de ter alguém por perto, de se sentir útil. Mas, mesmo assim, é um interesse.

Não se pode amar ninguém mais do que a si mesmo. É matematicamente impossível. Ninguém pode dar o que não tem. Nós somos o parâmetro do amor que podemos e devemos dar ao outro. Quanto maior o amor que sentimos por nós mesmos, mais temos amor para oferecer. Alguém que não se ama, então, alguém que visivelmente não está contente consigo mesmo, e jura que ama alguém mais do que a si mesmo, está enganando a si próprio. Está transferindo suas carências afetivas para alguém, está idealizando um sentimento, mas isso não é amor. Pode ser um treino para o amor, uma tentativa para o amor, mas não é amor incondicional. É só o alvo deste amor alterar a situação vigente e o sentimento muda.

Sabemos que temos que amar com desinteresse, e sabemos, também, que ainda estamos um pouco distantes do amor incondicional. Mas é preferível não nos enganarmos. É sempre melhor jogar limpo. Reconhecer os limites dos nossos sentimentos para podermos desenvolvê-los. Se nos enganarmos pensando que amamos muito, e que esse amor é o amor ideal, estaremos adiando o nosso processo de conscientização.

Só somos capazes de oferecer efetivamente ao próximo aquilo que nós temos, os sentimentos que já conseguimos desenvolver. E se nós somos o parâmetro para o amor que devemos dedicar ao nosso próximo, nossa urgência é em amarmos a nós mesmos. Precisamos estar contentes com nós mesmos, nos sentirmos úteis e produtivos. Só dando o melhor de nós mesmos estaremos realmente contentes em sermos quem somos, e assim expandirmos nosso amor em direção ao próximo.

Reencarnação e reforma íntima

Ninguém reencarna só pra dar um passeio pela Terra

Artigo publicado originalmente em 06/08/2012

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Ouça este artigo na voz do autor

Procuramos, através da reforma íntima, desenvolver o que conhecemos de melhor em nós. Mas nem sempre percebemos que a estrada a percorrer é muito longa, e o tempo muito curto. Uma reencarnação passa rápido, e deve ser muito bem aproveitada.

Nunca mais você viverá esse instante, em que passa os olhos por essas linhas. Você poderá ler novamente, quantas vezes quiser, mas a linha ali de cima já pertence ao passado. Li alguma vez que a percepção do presente tem a duração de três segundos. Três míseros segundos, que muitas vezes são determinantes. Quantos segundos são necessários para se tomar uma decisão precipitada? Menos que isso, talvez.

Sabemos que a vida passa, que os momentos não voltam mais, que nada será como já foi. Mas custamos a perceber que a vida é ação, e o que você não faz hoje, não fará nunca maisA Vida é um eterno agora. O que você vai fazer amanhã já é outra coisa, pertence a outro momento. O hoje, se não for bem aproveitado, desaparece nas brumas do passado. Aproveite o dia!

Uma reencarnação parece muito tempo quando enfrentamos um período de grandes dificuldades. Mas para fazermos tudo o que gostaríamos e deveríamos é pouco, é quase nada. Na verdade, ao fim desta vida, certamente olharemos para trás e veremos que foi um instante, um instante fugaz.

Você acha que pode desperdiçar seus dias, como se eles fossem infinitos? Você não se deu conta ainda de que as oportunidades desperdiçadas podem fazer muita falta lá adiante? Você nasceu com algum propósito. Ninguém reencarna só pra dar um passeio pela Terra. Por mais que você tenha se prometido, antes de vir, que faria um monte de coisas, no meio do caminho você acabou se entusiasmando com essa festa chamada Vida e deixou que virasse tudo numa bagunça…

Está certo que ninguém lembra exatamente o que veio fazer, só somos ajudados pela intuição e uma vaga lembrança de algo importante que não era pra esquecer…

Mas, por não lembrarmos dos propósitos que nos trouxeram aqui, devemos aproveitar o tempo da melhor maneira possível. Você investe cinco minutos do seu dia para ler este artigo. Para cumprimentar alguém amavelmente, você talvez leve cinco segundos. São as pequenas coisas da vida. Eu já ouvi falar muito nas tais pequenas coisas da vida, e confesso que isso me soava como lugar-comum, como conversa pequeno-burguesa. Coisa de gente que não tem o que fazer.

A vida noz faz mudar de ideia, e é ótimo que isso aconteça, quando a ideia adotada é mais positiva. Vejo que a vida merece ser vivida com consciência, sabendo-se que cada momento guarda uma experiência importante, e que cabe a nós recolhermos essas experiências e fazermos delas o melhor uso possível. Quantas pessoas já passaram pela sua vida? Familiares, parentes, vizinhos, colegas de escola, colegas de trabalho, amigos, conhecidos? Que imagem essas pessoas levaram de você?

Se você dependesse de uma dessas pessoas que passaram pela sua vida, qualquer uma delas, aleatoriamente, você se sentiria seguro? Se fosse escolhida uma dessas pessoas, por sorteio, para decidir sobre a sua vida, você teria alguma coisa a temer? Meio dramático isso, né? Mas pode nos dar uma ideia de como as relações que estabelecemos são importantes…

Cada um de nós é espírito imortal, angariando conhecimentos e experiências uns com os outros. Procuramos, através da reforma íntima, desenvolver o que conhecemos de melhor em nós. Mas nem sempre percebemos que a estrada a percorrer é muito longa, e o tempo muito curto. É preciso apressar o passo. E isso pode ser alcançado se formos mais conscientes, se tivermos sempre em mente que estamos de passagem, que nada do que é material e ilusório vale a pena em comparação com o conhecimento que devemos conquistar em relação a nós mesmos e aos demais. Nada transitório e perecível vale mais do que o amor que devemos conhecer e praticar.

Mensagem de Emmanuel – Também tu

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 Mensagem em áudio

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: TAMBÉM TU

“E os principais dos sacerdotes tomaram a deliberação de matar também a Lázaro.” – (JOÃO, 12:10.)

Interessante observar as cogitações do farisaísmo, relativamente a Lázaro, nas horas supremas de Jesus.

Não bastava a crucificação do Mestre.

Intentava-se, igualmente, a morte do amigo de Betânia.

Lázaro fora cadáver e revivera, sepultara-se nas trevas do túmulo e regressara à luz da vida. Era, por isso, uma glorificação permanente do Salvador, uma cura insofismável do Médico Divino. Constituiria em Jerusalém a carta viva do poder do Cristo, destoava dos conterrâneos, tornara-se diferente.

Considerava-se, portanto, indispensável a destruição dele.

O farisaísmo dos velhos tempos ainda é o mesmo nos dias que passam, apenas com a diferença de que Jerusalém é a civilização inteira. Para ele, o Mestre deve continuar crucificado e todos os Lázaros ressurgirão sentenciados à morte.

Qualquer homem, renovado em Cristo, incomoda-o.

Há participantes do Evangelho que se sentem verdadeiramente ressuscitados, trazidos à claridade da fé, após atravessarem o sepulcro do ódio, do crime, da indiferença

O farisaísmo, entretanto, não lhes tolera a condição de redivivos, a demonstrarem a grandeza do Mestre. Instala perseguições, desclassifica-os na convenção puramente humana, tenta anular-lhes a ação em todos os setores da experiência.

Somente os Lázaros que se unam ao amor de Jesus conseguem vencer o terrível assédio da ignorância.

Tem, pois, cuidado contigo mesmo.

Se te sentes trazido da sombra para a luz, do mal para o bem, ao sublime influxo do Senhor, recorda que o farisaísmo, visível e invisível, obedecendo a impulsos de ordem inferior, ainda está trabalhando contra o valor de tua fé e contra a força de teu ideal.

Não bastou a crucificação do Mestre.

Também tu conhecerás o testemunho.

Reencarnação – porque esquecemos as vidas passadas?

A reencarnação é uma realidade

A reencarnação é uma realidade

O leitor Roger Silva  fez um comentário num artigo sobre reencarnação intitulado “Porque esquecemos as vidas passadas” (se quiser ler, clique sobre o título), de autoria de Ana Blume. Publico a seguir o seu comentário, a minha resposta ao seu comentário, e, no final, deixo um link para um trabalho primoroso realizado pelo Paulo Neto sobre as pesquisas científicas acerca da reencarnação. Aproveito para recomendar o trabalho do Paulo Neto, que você pode conferir clicando aqui: www.paulosnetos.net

Acho muito interessante essa visão que é compartilhada pela budismo, uma noção de darma e karma, do que precisa ser aprendido e o que se deve pagar. Mas não acredito, pois o que acontece se você não lembra o que fez? Comete o mesmo erro. As lembranças nos ensinam os caminhos errados e o que deve ser corrigido. Já disseram “Quem esquece a história, corre o risco de cometer os mesmos erros”. Então, sendo Deus tão onipotente e onisciente seria incapaz de fazer tal asneira. Lembrar é preciso. O aprendizado só se consolida com os erros.

- Roger, darma é uma palavra do sânscrito que tem um grande leque de significados. Mas, para o budismo, seria o que no Cristianismo chamamos de Verdade, como quando Jesus diz “conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”. Todos conheceremos a Verdade um dia. Mas uma existência é um período de tempo insignificante para chegarmos à Verdade. Por mais esforçados que sejamos, por mais diligentes, disciplinados e obedientes ao que entendemos ser a Vontade de Deus, é impossível conhecermos a Verdade em uma única existência.

Carma é uma palavra que também vem do sânscrito e que quer dizer ação. Sabemos que a cada ação corresponde uma reação. Podemos associar a noção de carma, então, ao que no Espiritismo chamamos de Lei de ação e reação, que nas palavras de Jesus, é “a cada um de acordo com as suas obras”.

Precisamos aprender, sim. Mas não há como aprender tudo em tão pouco tempo. Eu me dei conta, há alguns anos, de que mesmo que me esforce muito, não terei condições de ler todos os livros que gostaria. Não é possível, o tempo não é suficiente. Se não há tempo para ler, que é apenas um contato superficial com o conhecimento transmitido através do livro, como poderei “aprender” realmente?

Precisamos de inúmeras reencarnações para aprendermos alguma coisa. Se não houvesse a reencarnação, se nossa vida se resumisse a esse breve passeio pela Terra, como aprenderíamos o que precisamos aprender? É visível que há pessoas que aprendem com mais facilidade que outras. Há pessoas que são moralmente mais elevadas que outras. Há, mesmo, pessoas que alcançaram um grau de elevação extraordinário. Deveríamos supor, então, que estas pessoas foram creadas por Deus com vantagens sobre as demais? Por que Deus crearia algumas poucas pessoas bastante elevadas e com facilidade de aprendizado e outras tantas em situações difíceis?

Existe uma ordem que preside a tudo, e a Lei é a mesma para todos. As pessoas que hoje são melhores é porque já aprenderam mais, já experimentaram e conquistaram mais. São espíritos velhos que fizeram bom proveito de suas oportunidades.

Não reencarnamos para “pagar” nada. O Universo é harmonia. Qualquer erro que cometemos é contrário à harmonia do Universo, e compete a nós repará-lo.

Todos os nossos pensamentos, palavras e ações, de todas as nossas existências, ficam gravados em nosso subconsciente. Não podemos lembrar o que fizemos em outras existências, pois animamos nova personagem, estamos revestidos de outro corpo, temos outro cérebro físico, e este cérebro não pode armazenar informações que não foram experimentadas por ele.

Embora não os lembremos conscientemente, já que o cérebro físico não pode armazenar informações que não passaram por ele, somos o resultado do que pensamos, falamos e fizemos. A cada nova existência terrena nosso ponto de partida é o estado em que nos encontrávamos no final da reencarnação anterior ou o que tenhamos conquistado no intervalo entre uma reencarnação e outra.

Por isso as diferenças entre as pessoas. Cada qual apresenta como sua marca registrada o somatório da sua bagagem espiritual conquistada através de inúmeras existências.

Cometemos, sim, muitas vezes, os mesmos erros. Há erros que são repetidos em várias existências, às vezes envolvendo os mesmos espíritos, reencarnados próximos uns dos outros. Esse quadro se mantém até que haja o aprendizado efetivo através da conscientização e do reajuste entre as partes envolvidas.

Gosto de História, estudei História, mas o homem repete os mesmos erros sempre, mesmo com o conhecimento da História. Desde os primeiros registros da civilização o homem repete os mesmos erros. Aos poucos o grau de gravidade dos seus erros vai sendo amenizado, não por conhecimento da História, mas porque somos hoje os mesmos homens que construíram a História que conhecemos. A História narra a nossa história. Os diversos períodos da História foram construídos por nós em nossas existências anteriores.

O que nos ensina não são as lembranças, mas a conscientização. Os criminosos contumazes não sofrem de amnésia. Lembram dos seus erros e não se importam com eles, pois ainda não se conscientizaram, não se deram conta de que os erros que cometemos atingem, em primeiro lugar, a nós mesmos.

Para alcançarmos um estado de harmonia com as Leis divinas teremos que reparar todos os nossos erros.

Deus, sendo, como você diz, onipotente e onisciente, crearia seres programados para serem criminosos? Ou para sofrerem a vida inteira? Pois, se não existisse reencarnação, teríamos que admitir que os homens não existiam antes de nascer, e, se são creação divina, Deus, sendo onisciente, ou seja, sabendo tudo, os teria creado para serem assim, criminosos e eternos sofredores. Não podemos admitir isso.

Somos o fruto de uma longa evolução. Somos o resultado do que fizemos de nós mesmos. Você tem razão em sustentar que o aprendizado só se consolida com os erros. Mas, por errarmos muito, precisaremos de um longo tempo, para nós inimaginável, até evoluirmos a ponto de não mais errarmos.

O esquecimento de nossas reencarnações anteriores, ao invés de ser um empecilho para o nosso aprendizado, é um ato providencial da Sabedoria Divina. Analisando, como você bem lembrou, a História, percebemos que gradativamente vamos amenizando os nossos erros. Voltemos no tempo dois mil anos e nos depararemos com as carnificinas nas arenas romanas, que era a maior diversão da época. Depois vieram as invasões bárbaras, em que imperava a crueldade sem limites. A Idade Média, com a perseguição de todos os que pensavam diferente do que era proclamado pela Igreja e a condenação à morte na fogueira. A escravidão no Brasil, em que homens eram proprietários e muitas vezes algozes de outros homens.

Quem cometeu todos esses erros? Nós. Nós estivemos envolvidos com erros brutais, coletivos ou individuais. Quantas tragédias já protagonizamos em reencarnações anteriores? Admita, por um instante, que, numa reencarnação passada, o espírito que hoje é seu filho foi assassinado por você, ou que a mulher que hoje é sua esposa o traiu com seu melhor amigo, ou que o espírito que hoje é sua mãe foi abusado por você em outra existência. Você suportaria conviver com essas lembranças? Acredito que não.

Mantemo-nos ligados aos espíritos com os quais formamos vínculos emocionais fortes. Voltamos a reencarnar próximos uns dos outros para nos reajustarmos, pois a Lei é perfeita e não admite que a desarmonia seja mantida indefinidamente. Com nova roupagem terrena, temporariamente esquecidos dos papéis que exercemos conjuntamente no passado, somos atraídos novamente para junto daqueles com quem precisamos nos rearmonizar. Temos nova chance, nova oportunidade. Não lembramos, mas percebemos nitidamente laços de simpatia ou antipatia, atração ou aversão que não são plenamente explicáveis se desconsiderarmos o processo reencarnatório.

Quantos casamentos nós vemos em que os cônjuges parecem nutrir raiva um do outro e mesmo assim unem-se e têm filhos em comum? Quantos casos de mãe ou pai que adora um filho e não suporta outro? De onde vem essa aversão por esse filho? Pode-se alegar que haja uma incompatibilidade de gênios, mas isso é efeito, não causa. A causa está no passado. Não há efeito sem causa. Tudo o que não tem causa conhecida nesta existência tem sua causa em existências passadas.

Sugiro a todos, não só em relação a este tema, o trabalho realizado pelo confrade Paulo Neto: REENCARNAÇÃO E AS PESQUISAS CIENTÍFICAS

A família pode impedir um de seus membros de seguir o Espiritismo?

É comum que famílias que seguem religiões conservadoras se oponham a que um de seus membros frequente o centro espírita. Entre casais também há esse conflito. O marido ou a esposa impedem ou tentam impedir que o seu cônjuge pratique o Espiritismo. O que o Evangelho de Jesus nos elucida a esse respeito?

As dificuldades familiares

família reunida

Todos conhecem dificuldades familiares

Artigo publicado originalmente em 03/08/2012

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Você já passou por dificuldades familiares? Você gostaria de ser mais reconhecido, respeitado, admirado por seus familiares?  Você sabia que é muito mais comum do que se pensa uma pessoa ser mais valorizada por estranhos do que dentro do próprio lar?

Há uma passagem no evangelho em que avisam Jesus de que sua mãe e seus irmãos estavam lá fora esperando por ele, e Jesus, apontando para os que o rodeavam, diz que estes são sua mãe e seus irmãos. É claro que com isso Jesus quis dizer que sua família são aqueles que o seguem, que cumprem a Lei de Deus. Mas não dá pra negar que seus irmãos de sangue não o seguiam. Noutra passagem, ele diz que “ninguém é profeta em sua terra; um profeta só é desprezado em sua terra e em sua própria casa”.

Além da intimidade familiar, que faz com que não se perceba com clareza o que seus membros têm de diferente, de valoroso, há que se considerar a questão da reencarnação. Os mecanismos que regem a reencarnação fazem com que cada nova passagem pela Terra sirva de tentativa de resgate de erros do passado do espírito imortal. Cada reencarnação oportuniza que antigos desafetos renasçam juntos, que velhos inimigos convivam sob o mesmo teto, que ódios e diferenças milenares se transformem, se harmonizem.

Isso não é exceção, isso é a regra. Exceção é o lar em perfeita harmonia, onde seus componentes são reunidos para o cumprimento de uma missão. Isso é raro. O normal é que seus pais, seus irmãos, seu cônjuge, seus filhos e muitos outros menos próximos sejam espíritos interligados por débitos cármicos importantes.

É bom ter consciência disso. É um ponto a seu favor ter sempre em mente que isso não acontece só com você. Você não é uma vítima do universo. Todas as famílias têm seus problemas, umas mais, outras menos. Aquelas que parecem perfeitas são apenas mais discretas, não deixam transparecer suas divergências e dificuldades. Nos momentos de crise familiar, lembre-se de que você está tendo uma grande oportunidade de harmonização com antigos desafetos. Recorde-se de que você está tendo a chance de crescer espiritualmente, superando uma barreira que pode estar lhe atrasando há muitos séculos. Não se esqueça de que a Vida está lhe oferecendo ocasião de vencer seus próprios pontos fracos.

A ordem do universo é perfeita. Para que sua vida acompanhe essa perfeição, é necessário que você se harmonize com as Leis cósmicas. E essa harmonização deve começar a ser exercitada no lar, junto aos seus próximos mais próximos. O lar é o primeiro laboratório do espírito imortal. Na figura adorável de um filho, de um marido, de uma irmã, de um pai, pode estar oculto um dos nossos grandes problemas do passado, um dos grandes entraves para o nosso progresso espiritual. E não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar reencarnação após reencarnação falhando nos mesmos pontos. Pois é sabido que vida após vida tendemos a cometer erros semelhantes, muitas vezes com os mesmos seres, apenas revestindo personagens diferentes.

Você é a melhor versão de si mesmo. O espírito imortal nunca regride. Isso quer dizer que nunca você esteve em tão boas condições de superar a si mesmo, de vencer suas fraquezas. Aproveite as dificuldades do lar para consolidar sua reforma íntima. Exercite suas qualidades. Acredite em si mesmo. E, acima de tudo, não se ache vítima. Tenha certeza de que, se hoje você padece nas mãos de seus familiares, no passado você deve ter feito a eles algo muito pior. É fácil? Nem sempre. Mas o amor consegue tudo, e somos feitos para o amor…

Mensagem de Emmanuel – Que fazeis de especial?

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 Mensagem em áudio

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: QUE FAZEIS DE ESPECIAL?

“Que fazeis de especial?” – Jesus. (MATEUS, 5:47.)

Iniciados na luz da Revelação Nova, os espiritistas cristãos possuem patrimônios de entendimento muito acima da compreensão normal dos homens encarnados.

Em verdade, sabem que a vida prossegue vitoriosa, além da morte; que se encontram na escola temporária da Terra, em favor da iluminação espiritual que lhes é necessária; que o corpo carnal é simples vestimenta a desgastar-se cada dia; que os trabalhos e desgostos do mundo são recursos educativos; que a dor é o estímulo às mais altas realizações; que a nossa colheita futura se verificará, de acordo com a sementeira de agora; que a luz do Senhor clarear-nos-á os caminhos, sempre que estivermos a serviço do bem; que toda oportunidade de trabalho no presente é uma bênção dos Poderes Divinos; que ninguém se acha na Crosta do Planeta em excursão de prazeres fáceis, mas, sim, em missão de aperfeiçoamento; que a justiça não é uma ilusão e que a verdade
surpreenderá toda a gente; que a existência na esfera física é abençoada oficina de trabalho, resgate e redenção e que os atos, palavras e pensamentos da criatura produzirão sempre os frutos que lhes dizem respeito, no campo infinito da vida.

Efetivamente, sabemos tudo isto.

Em face, pois, de tantos conhecimentos e informações dos planos mais altos, a beneficiarem nossos círculos felizes de trabalho espiritual, é justo ouçamos a interrogação do Divino Mestre:

- Que fazeis mais que os outros?

A caridade só é válida se for feita espontaneamente?

A caridade só é válida se for feita espontaneamente ou podemos ajudar o próximo com algum interesse pessoal por trás? A caridade deve ser feita em segredo ou não há nada proibitivo em divulgarmos o bem que fazemos? Procuro sanar essas dúvidas, neste vídeo, através dos ensinamentos de Jesus. Ninguém melhor que ele para nos orientar sobre como agirmos nas mais diversas circunstâncias da vida.

Pessoas que roubam as nossas energias

 

flor murcha

Não deixe que lhe roubem as energias!

Artigo publicado originalmente em 23/07/2012

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Há pessoas que nos roubam as energias. São as pessoas que se alimentam das desgraças alheias, que consomem tragédias na televisão, que adoram doenças a ponto de atraí-las.

Você tem dado a atenção devida às suas energias? Você reconhece que é responsável pelo seu nível de energia? A sua energia é a sua marca registrada. O que uma pessoa sente ao se aproximar de você é o tipo de energia que o caracteriza.

Há muitos motivos para que você sofra perda de energia: Má alimentação, sexo desregrado, vícios. Mas nada se compara ao pensamento; até porque a sua relação com os itens citados depende essencialmente do seu pensamento. É o seu pensamento que determina o seu nível energético.

Muitas coisas ocorrem num dia. Não temos tanto controle sobre nossos pensamentos a ponto de mantê-los elevados o tempo inteiro. No decorrer do dia, somos influenciados por notícias, por lembranças, por conversas, por contatos humanos. Aliás, o contato com outras pessoas provoca a inevitável troca de energias.

Você já sabe disso, mas as coisas importantes merecem ser lembradas. Quantas vezes você sente-se exausto após uma conversa com determinada pessoa? Quantas vezes você fica repentinamente deprimido, triste ou irritado após o contato com alguém? Muitas pessoas roubam energia. Claro que esse processo não é consciente, pelo menos não da forma como nós entendemos.

São as pessoas que se alimentam das desgraças alheias, que consomem tragédias na televisão, que adoram doenças a ponto de atraí-las.  Essas pessoas não conseguem conviver com nada positivo, nada bom. Para elas, todo mundo é ladrão, mal-intencionado, malicioso. Não percebem coisas agradáveis, não notam nada de salutar.

Você pode conviver com pessoas assim, às vezes muito próximas de você. Colegas, vizinhos, parentes. Numa conversa, numa aproximação, ela rouba sua energia e você fica exaurido, sem forças, sem ânimo. Que fazer? É preciso que se diga que, a não ser que seja alguém que realmente precise de você, não há obrigação nenhuma de sua parte de se aproximar de alguém assim. Há convívios que definitivamente devem sem evitados. Você não está sendo egoísta, só está se defendendo.

O único controle real que você pode efetivar em sua defesa energética é sobre o seu pensamento. Se você exercer controle sobre si mesmo, ninguém poderá atingi-lo. O pensamento elevado forma uma barreira energética intransponível, seja para encarnados ou para desencarnados.

Se analisarmos a reforma íntima abstraindo o aspecto moral, ela nada mais é que a busca pela harmonização energética. A cada reencarnação o espírito imortal procura despojar-se de energias negativas contraídas em encarnações anteriores e, ao mesmo tempo, harmonizar-se consigo mesmo, com a manifestação de Deus latente dentro de si.

A maioria dos casos de obsessão acontece como vampirização de energias, muitas vezes sem a intenção deliberada de prejudicar. O que todos anseiam, em qualquer plano que seja, é a harmonia. Nós, que temos poder sobre nós mesmos, devemos nos esforçar ao máximo para manter nossa energia equilibrada através do controle do pensamento. Temos que criar o hábito de nos voltarmos para dentro de nós mesmos, dedicando um tempo específico para isso. Seja pela oração, pela meditação, pela movimentação de energias, ou o simples fechar de olhos para se olhar por dentro.

Você faz uma série de coisas todos os dias. Não há um só dia em que você deixe de ir ao banheiro, por exemplo. Como não reservar alguns minutos para lembrar de sua natureza de espírito imortal?

Mensagem de Emmanuel – Política divina

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 Mensagem em áudio

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: POLÍTICA DIVINA

“Eu, porém, entre vós, sou como aquele que serve.” – Jesus. (LUCAS, 22:27.)

O discípulo sincero do Evangelho não necessita respirar o clima da política administrativa do mundo para cumprir o ministério que lhe é cometido.

O Governador da Terra, entre nós, para atender aos objetivos da política do amor, representou, antes de tudo, os interesses de Deus junto do coração humano, sem necessidade de portarias e decretos, respeitáveis embora.

Administrou servindo, elevou os demais, humilhando a si mesmo.

Não vestiu o traje do sacerdote, nem a toga do magistrado.
Amou profundamente os semelhantes e, nessa tarefa sublime, testemunhou a sua grandeza celestial.

Que seria das organizações cristãs, se o apostolado que lhes diz respeito estivesse subordinado a reis e ministros, câmaras e parlamentos transitórios?

Se desejas penetrar, efetivamente, o templo da verdade e da fé viva, da paz e do amor, com Jesus, não olvides as plataformas do Evangelho Redentor.

Ama a Deus sobre todas as coisas, com todo o teu coração e entendimento.

Ama o próximo como a ti mesmo.

Cessa o egoísmo da animalidade primitiva.

Faze o bem aos que te fazem mal.

Abençoa os que te perseguem e caluniam.

Ora pela paz dos que te ferem.

Bendize os que te contrariam o coração inclinado ao passado inferior.

Reparte as alegrias de teu espírito e os dons de tua vida com os menos afortunados e mais pobres do caminho.

Dissipa as trevas, fazendo brilhar a tua luz.

Revela o amor que acalma as tempestades do ódio.

Mantém viva a chama da esperança, onde sopra o frio do desalento.

Levanta os caídos.

Sê a muleta benfeitora dos que se arrastam sob aleijões morais.

Combate a ignorância, acendendo lâmpadas de auxílio fraterno, sem golpes de crítica e sem gritos de condenação.

Ama, compreende e perdoa sempre.

Dependerás, acaso, de decretos humanos para meter mãos à obra?

Lembra-te, meu amigo, de que os administradores do mundo são, na maioria das vezes, veneráveis prepostos da Sabedoria Imortal, amparando os potenciais econômicos, passageiros e perecíveis do mundo; todavia, não te esqueças das recomendações traçadas no Código da Vida Eterna, na execução das quais devemos edificar o Reino Divino, dentro de nós mesmos.

O Espiritismo não salva

espiritismo salva

A salvação compete a nós mesmos

O Espiritismo não salva, o Espiritismo não é uma panaceia, uma cura para todos os males. Quem busca soluções fáceis no Espiritismo está no lugar errado.

Aproximadamente um terço da humanidade encarnada é composto de pessoas que se denominam cristãs. Grande parte dessas pessoas, a maioria delas, vê em Jesus o seu salvador. Acreditam que Jesus as salvará. Não percebem, por não conseguirem ou por não quererem, que ninguém, a não ser nós mesmos, pode nos salvar.

Criaram teologias mirabolantes para tentarem explicar como e por que se dá essa salvação de fora para dentro. Muitos acham que nós não temos condições de salvarmos a nós mesmos. Alegam que somos pecadores, que somos maus por natureza, por causa de uma fruta que a Eva deu pro Adão…

E, se nós não temos condições de nos salvarmos por nós mesmos, Deus teria que providenciar um meio externo de nos salvar. Então mandou Jesus, que para alguns é o filho deste mesmo Deus, e para outros, estranhamente, é o próprio Deus que o Deus mandou. Deus mandou Deus morrer na cruz para aplacar a ira de Deus. Ou seja, Deus se sacrificou para Deus.

Ninguém vai nos salvar. Os judeus, no tempo de Jesus, já esperavam o messias, o salvador, há séculos, e continuam esperando até hoje. Dentre os cristãos, há os que acreditam que Jesus voltará, em pessoa, embora a última frase do Evangelho de Mateus seja Jesus dizendo que estará sempre conosco…

A salvação está dentro de nós. Nós nos salvaremos quando estivermos em harmonia com Deus, quando estivermos sintonizados com Jesus, quando praticarmos naturalmente o ensinamento do Cristo.

A solução está em nós. A cura definitiva para os nossos males está dentro de nós mesmos. Somos partículas divinas, o reino de Deus está dentro de nós, ou seja, o nosso próximo estágio evolutivo já existe dentro de nós, em estado latente, em estado embrionário, esperando que nós o desenvolvamos. E esse desenvolvimento depende, única e exclusivamente, de nós mesmos, de nossa própria vontade, de nossas próprias ações.

No meio espírita também é comum encontrarmos pessoas que buscam soluções externas. Muitos procuram o Espiritismo como uma panaceia, como uma solução para os seus problemas, como uma cura para os seus males. Mas o Espiritismo também não salva ninguém. Nenhuma igreja, nenhum líder religioso, nem Jesus, nem ninguém nos salva. Jesus nos ensinou o caminho. Jesus nos legou o Evangelho, com o seu exemplo vivo de amor e trabalho. O Espiritismo se propõe a seguir o ensinamento de Jesus em sua essência. Se aprendermos o que nos é ensinado, se buscarmos dentro de nós o que já sabemos, se praticarmos o que vamos aprendendo, certamente nos salvaremos.

Mas não há soluções fáceis, não há truques, não há mágica. O que há é muito estudo, muita busca por esclarecimento, a interiorização do que aprendemos e a vivência prática, cotidiana, do que sabemos ser o certo. É isso o que nos modifica, pouco a pouco. É isso que nos molda o caráter, e que nos liberta, paulatinamente, da escravidão à matéria, do orgulho, do egoísmo, da vaidade.

Sabendo que a salvação compete a nós mesmos, ao nosso próprio esforço, nos damos conta de que o pouco que vamos adquirindo em conhecimento, e os pequenos avanços morais que conquistamos, são extremamente valiosos para outras pessoas. Se a solução está em nós mesmos, se a cura está dentro de nós, então temos condições de contribuir para o crescimento do próximo. Já não há desculpas de que somos pequenos demais, de que somos pecadores. Sempre podemos contribuir com quem sabe ou tem menos que nós. É nosso dever compartilhar o que sabemos.

Quem crê em Jesus será salvo?

Muitas pessoas, ainda hoje, pensam que basta crer no nome de Jesus, ou no sangue de Jesus, para ser salvo. Não podemos afirmar que estas pessoas estejam erradas. Afinal, essa crença se embasa na Bíblia. O que está errado, e isso nós podemos afirmar com convicção, é a tradução que converte a palavra grega “pistis”, que quer dizer fidelidade, em crença, que é apenas um dos muitos atributos da fé ou fidelidade. Este é o tema deste vídeo.

Como ser valorizado pelas pessoas

Que preço você acha que você vale?

Artigo publicado originalmente em 26/07/2012

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Ouça este artigo na voz do autor

Você sabe como ser valorizado pelas pessoas? Você confia na sua capacidade de realização? Claro que sim, né? Se você, que é você, não confia, quem vai confiar? Uma das fraquezas que causam mais danos ao espírito imortal é a depreciação de si mesmo. A depreciação que as pessoas fazem de si próprias vem atrasando nosso progresso espiritual. Pois se nós não nos apreciamos suficientemente, como queremos que alguém nos aprecie? Como queremos que a Vida seja pródiga e generosa se nós mesmos não agimos assim conosco?

Você sabe tão bem quanto eu que a medida de tudo o que percebemos somos nós mesmos. Nós somos a medida de tudo. Assim é com a ideia de Deus. Deus é a ideia mais elevada que uma pessoa pode ter. Quanto mais elevada a sua ideia, maior o seu conceito de Deus.

Do mesmo modo acontece com você e comigo. Se você não se aprecia, se você não se valoriza, a Vida não vai apreciá-lo também. A maneira como você se vê é fundamental para o desenrolar da sua vida. Eu estou falando de apreciação: o preço que você acha que vale. Não estou falando de qualidades ponderáveis como a inteligência ou a bondade. Todos temos inteligência; uns a desenvolvem mais, outros, menos. Com a bondade a mesma coisa. Mas eu me refiro a algo mais íntimo, algo que só você pode saber de você mesmo: O valor que você se dá, o preço que você acha que vale.

Nós somos o que pensamos. Isso não é novidade pra ninguém. Mas talvez não tenhamos refletido o bastante sobre o desdobramento disso. Se nós somos o que pensamos, nós valemos o preço que achamos que valemos. Tudo o que pensamos ou falamos de nós mesmos nossa mente subconsciente aceita como verdade. Ela não raciocina, apenas registra e trata de pôr em prática.

A Vida sempre vai lhe proporcionar aquilo que você determinar. Se você tem convicção de que vale muito e que por isso merece muito, é isso que a Vida vai lhe disponibilizar. Você só tem que fazer a sua parte. Aceitar de uma vez por todas a Lei de causa e efeito e agir de acordo com ela. Não existe sorte. Muito menos azar. O que existe é esforço, preparação e planejamento.

Mas existem muitas pessoas que se esforçam, se preparam e planejam e mesmo assim não alcançam o que querem. Por que será? Por que não satisfazem o requisito mais importante, que é a apreciação de si mesmo. Comece um empreendimento qualquer duvidando de seu merecimento e ele certamente fracassará, por melhor planejado que seja.

Para quem não se aprecia naturalmente, não é muito fácil passar a se valorizar com sinceridade de um momento pro outro. Mas a melhor maneira de começar a se apreciar é através da ação. É por meio da ação forte e constante que você vai aos poucos adquirindo mais confiança, acreditando mais em si mesmo, aumentando sua própria cotação. Não há medo ou insegurança que resista à força da ação. Você já viu alguém alcançar o sucesso em qualquer área sem muita ação? 

Aumente seu preço. Fique muito, muito mais caro do que você é aos seus próprios olhos. Depois cobre o seu preço, a Vida lhe pagará. Mas não se esqueça de agir.

Mensagem de Emmanuel – Crises

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 Mensagem em áudio

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: CRISES

“Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora.” – Jesus. (JOÃO. 12:27.)

A lição de Jesus, neste passo do Evangelho, é das mais expressivas.

Ia o Mestre provar o abandono dos entes amados, a ingratidão de beneficiários da véspera, a ironia da multidão, o apodo na via pública, o suplício e a cruz, mas sabia que ali se encontrava para isto, consoante os desígnios do Eterno.

Pede a proteção do Pai e submete-se na condição do filho fiel.

Examina a gravidade da hora em curso, todavia reconhece a necessidade do testemunho.

E todas as vidas na Terra experimentarão os mesmos trâmites na escala infinita das experiências necessárias.

Todos os seres e coisas se preparam, considerando as crises que virão. É a crise que decide o futuro.

A terra aguarda a charrua.

O minério será remetido ao cadinho.

A árvore sofrerá a poda.

O verme será submetido à luz solar.

A ave defrontará com a tormenta.

A ovelha esperará a tosquia.

O homem será conduzido à luta.

O cristão conhecerá testemunhos sucessivos.

É por isso que vemos, no serviço divino do Mestre, a crise da cruz que se fez acompanhar pela bênção eterna da Ressurreição.

Quando pois te encontrares em luta imensa, recorda que o Senhor te conduziu a semelhante posição de sacrifício, considerando a probabilidade de tua exaltação, e não te esqueças de que toda crise é fonte sublime de espírito renovador para os que sabem ter esperança.

Comentário do Evangelho em vídeo

Este é o último vídeo de uma série de 30 vídeos sobre o Evangelho de Lucas. Neste 30 vídeos ofereci a minha análise e interpretação, baseada no conhecimento do Espiritismo, sobre os ensinamentos de Jesus contidos neste Evangelho.