Reencarnação – porque esquecemos as vidas passadas?

A reencarnação é uma realidade

A reencarnação é uma realidade

O leitor Roger Silva  fez um comentário num artigo sobre reencarnação intitulado “Porque esquecemos as vidas passadas” (se quiser ler, clique sobre o título), de autoria de Ana Blume. Publico a seguir o seu comentário, a minha resposta ao seu comentário, e, no final, deixo um link para um trabalho primoroso realizado pelo Paulo Neto sobre as pesquisas científicas acerca da reencarnação. Aproveito para recomendar o trabalho do Paulo Neto, que você pode conferir clicando aqui: www.paulosnetos.net

Acho muito interessante essa visão que é compartilhada pela budismo, uma noção de darma e karma, do que precisa ser aprendido e o que se deve pagar. Mas não acredito, pois o que acontece se você não lembra o que fez? Comete o mesmo erro. As lembranças nos ensinam os caminhos errados e o que deve ser corrigido. Já disseram “Quem esquece a história, corre o risco de cometer os mesmos erros”. Então, sendo Deus tão onipotente e onisciente seria incapaz de fazer tal asneira. Lembrar é preciso. O aprendizado só se consolida com os erros.

- Roger, darma é uma palavra do sânscrito que tem um grande leque de significados. Mas, para o budismo, seria o que no Cristianismo chamamos de Verdade, como quando Jesus diz “conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”. Todos conheceremos a Verdade um dia. Mas uma existência é um período de tempo insignificante para chegarmos à Verdade. Por mais esforçados que sejamos, por mais diligentes, disciplinados e obedientes ao que entendemos ser a Vontade de Deus, é impossível conhecermos a Verdade em uma única existência.

Carma é uma palavra que também vem do sânscrito e que quer dizer ação. Sabemos que a cada ação corresponde uma reação. Podemos associar a noção de carma, então, ao que no Espiritismo chamamos de Lei de ação e reação, que nas palavras de Jesus, é “a cada um de acordo com as suas obras”.

Precisamos aprender, sim. Mas não há como aprender tudo em tão pouco tempo. Eu me dei conta, há alguns anos, de que mesmo que me esforce muito, não terei condições de ler todos os livros que gostaria. Não é possível, o tempo não é suficiente. Se não há tempo para ler, que é apenas um contato superficial com o conhecimento transmitido através do livro, como poderei “aprender” realmente?

Precisamos de inúmeras reencarnações para aprendermos alguma coisa. Se não houvesse a reencarnação, se nossa vida se resumisse a esse breve passeio pela Terra, como aprenderíamos o que precisamos aprender? É visível que há pessoas que aprendem com mais facilidade que outras. Há pessoas que são moralmente mais elevadas que outras. Há, mesmo, pessoas que alcançaram um grau de elevação extraordinário. Deveríamos supor, então, que estas pessoas foram creadas por Deus com vantagens sobre as demais? Por que Deus crearia algumas poucas pessoas bastante elevadas e com facilidade de aprendizado e outras tantas em situações difíceis?

Existe uma ordem que preside a tudo, e a Lei é a mesma para todos. As pessoas que hoje são melhores é porque já aprenderam mais, já experimentaram e conquistaram mais. São espíritos velhos que fizeram bom proveito de suas oportunidades.

Não reencarnamos para “pagar” nada. O Universo é harmonia. Qualquer erro que cometemos é contrário à harmonia do Universo, e compete a nós repará-lo.

Todos os nossos pensamentos, palavras e ações, de todas as nossas existências, ficam gravados em nosso subconsciente. Não podemos lembrar o que fizemos em outras existências, pois animamos nova personagem, estamos revestidos de outro corpo, temos outro cérebro físico, e este cérebro não pode armazenar informações que não foram experimentadas por ele.

Embora não os lembremos conscientemente, já que o cérebro físico não pode armazenar informações que não passaram por ele, somos o resultado do que pensamos, falamos e fizemos. A cada nova existência terrena nosso ponto de partida é o estado em que nos encontrávamos no final da reencarnação anterior ou o que tenhamos conquistado no intervalo entre uma reencarnação e outra.

Por isso as diferenças entre as pessoas. Cada qual apresenta como sua marca registrada o somatório da sua bagagem espiritual conquistada através de inúmeras existências.

Cometemos, sim, muitas vezes, os mesmos erros. Há erros que são repetidos em várias existências, às vezes envolvendo os mesmos espíritos, reencarnados próximos uns dos outros. Esse quadro se mantém até que haja o aprendizado efetivo através da conscientização e do reajuste entre as partes envolvidas.

Gosto de História, estudei História, mas o homem repete os mesmos erros sempre, mesmo com o conhecimento da História. Desde os primeiros registros da civilização o homem repete os mesmos erros. Aos poucos o grau de gravidade dos seus erros vai sendo amenizado, não por conhecimento da História, mas porque somos hoje os mesmos homens que construíram a História que conhecemos. A História narra a nossa história. Os diversos períodos da História foram construídos por nós em nossas existências anteriores.

O que nos ensina não são as lembranças, mas a conscientização. Os criminosos contumazes não sofrem de amnésia. Lembram dos seus erros e não se importam com eles, pois ainda não se conscientizaram, não se deram conta de que os erros que cometemos atingem, em primeiro lugar, a nós mesmos.

Para alcançarmos um estado de harmonia com as Leis divinas teremos que reparar todos os nossos erros.

Deus, sendo, como você diz, onipotente e onisciente, crearia seres programados para serem criminosos? Ou para sofrerem a vida inteira? Pois, se não existisse reencarnação, teríamos que admitir que os homens não existiam antes de nascer, e, se são creação divina, Deus, sendo onisciente, ou seja, sabendo tudo, os teria creado para serem assim, criminosos e eternos sofredores. Não podemos admitir isso.

Somos o fruto de uma longa evolução. Somos o resultado do que fizemos de nós mesmos. Você tem razão em sustentar que o aprendizado só se consolida com os erros. Mas, por errarmos muito, precisaremos de um longo tempo, para nós inimaginável, até evoluirmos a ponto de não mais errarmos.

O esquecimento de nossas reencarnações anteriores, ao invés de ser um empecilho para o nosso aprendizado, é um ato providencial da Sabedoria Divina. Analisando, como você bem lembrou, a História, percebemos que gradativamente vamos amenizando os nossos erros. Voltemos no tempo dois mil anos e nos depararemos com as carnificinas nas arenas romanas, que era a maior diversão da época. Depois vieram as invasões bárbaras, em que imperava a crueldade sem limites. A Idade Média, com a perseguição de todos os que pensavam diferente do que era proclamado pela Igreja e a condenação à morte na fogueira. A escravidão no Brasil, em que homens eram proprietários e muitas vezes algozes de outros homens.

Quem cometeu todos esses erros? Nós. Nós estivemos envolvidos com erros brutais, coletivos ou individuais. Quantas tragédias já protagonizamos em reencarnações anteriores? Admita, por um instante, que, numa reencarnação passada, o espírito que hoje é seu filho foi assassinado por você, ou que a mulher que hoje é sua esposa o traiu com seu melhor amigo, ou que o espírito que hoje é sua mãe foi abusado por você em outra existência. Você suportaria conviver com essas lembranças? Acredito que não.

Mantemo-nos ligados aos espíritos com os quais formamos vínculos emocionais fortes. Voltamos a reencarnar próximos uns dos outros para nos reajustarmos, pois a Lei é perfeita e não admite que a desarmonia seja mantida indefinidamente. Com nova roupagem terrena, temporariamente esquecidos dos papéis que exercemos conjuntamente no passado, somos atraídos novamente para junto daqueles com quem precisamos nos rearmonizar. Temos nova chance, nova oportunidade. Não lembramos, mas percebemos nitidamente laços de simpatia ou antipatia, atração ou aversão que não são plenamente explicáveis se desconsiderarmos o processo reencarnatório.

Quantos casamentos nós vemos em que os cônjuges parecem nutrir raiva um do outro e mesmo assim unem-se e têm filhos em comum? Quantos casos de mãe ou pai que adora um filho e não suporta outro? De onde vem essa aversão por esse filho? Pode-se alegar que haja uma incompatibilidade de gênios, mas isso é efeito, não causa. A causa está no passado. Não há efeito sem causa. Tudo o que não tem causa conhecida nesta existência tem sua causa em existências passadas.

Sugiro a todos, não só em relação a este tema, o trabalho realizado pelo confrade Paulo Neto: REENCARNAÇÃO E AS PESQUISAS CIENTÍFICAS

A família pode impedir um de seus membros de seguir o Espiritismo?

É comum que famílias que seguem religiões conservadoras se oponham a que um de seus membros frequente o centro espírita. Entre casais também há esse conflito. O marido ou a esposa impedem ou tentam impedir que o seu cônjuge pratique o Espiritismo. O que o Evangelho de Jesus nos elucida a esse respeito?

As dificuldades familiares

família reunida

Todos conhecem dificuldades familiares

Artigo publicado originalmente em 03/08/2012

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Você já passou por dificuldades familiares? Você gostaria de ser mais reconhecido, respeitado, admirado por seus familiares?  Você sabia que é muito mais comum do que se pensa uma pessoa ser mais valorizada por estranhos do que dentro do próprio lar?

Há uma passagem no evangelho em que avisam Jesus de que sua mãe e seus irmãos estavam lá fora esperando por ele, e Jesus, apontando para os que o rodeavam, diz que estes são sua mãe e seus irmãos. É claro que com isso Jesus quis dizer que sua família são aqueles que o seguem, que cumprem a Lei de Deus. Mas não dá pra negar que seus irmãos de sangue não o seguiam. Noutra passagem, ele diz que “ninguém é profeta em sua terra; um profeta só é desprezado em sua terra e em sua própria casa”.

Além da intimidade familiar, que faz com que não se perceba com clareza o que seus membros têm de diferente, de valoroso, há que se considerar a questão da reencarnação. Os mecanismos que regem a reencarnação fazem com que cada nova passagem pela Terra sirva de tentativa de resgate de erros do passado do espírito imortal. Cada reencarnação oportuniza que antigos desafetos renasçam juntos, que velhos inimigos convivam sob o mesmo teto, que ódios e diferenças milenares se transformem, se harmonizem.

Isso não é exceção, isso é a regra. Exceção é o lar em perfeita harmonia, onde seus componentes são reunidos para o cumprimento de uma missão. Isso é raro. O normal é que seus pais, seus irmãos, seu cônjuge, seus filhos e muitos outros menos próximos sejam espíritos interligados por débitos cármicos importantes.

É bom ter consciência disso. É um ponto a seu favor ter sempre em mente que isso não acontece só com você. Você não é uma vítima do universo. Todas as famílias têm seus problemas, umas mais, outras menos. Aquelas que parecem perfeitas são apenas mais discretas, não deixam transparecer suas divergências e dificuldades. Nos momentos de crise familiar, lembre-se de que você está tendo uma grande oportunidade de harmonização com antigos desafetos. Recorde-se de que você está tendo a chance de crescer espiritualmente, superando uma barreira que pode estar lhe atrasando há muitos séculos. Não se esqueça de que a Vida está lhe oferecendo ocasião de vencer seus próprios pontos fracos.

A ordem do universo é perfeita. Para que sua vida acompanhe essa perfeição, é necessário que você se harmonize com as Leis cósmicas. E essa harmonização deve começar a ser exercitada no lar, junto aos seus próximos mais próximos. O lar é o primeiro laboratório do espírito imortal. Na figura adorável de um filho, de um marido, de uma irmã, de um pai, pode estar oculto um dos nossos grandes problemas do passado, um dos grandes entraves para o nosso progresso espiritual. E não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar reencarnação após reencarnação falhando nos mesmos pontos. Pois é sabido que vida após vida tendemos a cometer erros semelhantes, muitas vezes com os mesmos seres, apenas revestindo personagens diferentes.

Você é a melhor versão de si mesmo. O espírito imortal nunca regride. Isso quer dizer que nunca você esteve em tão boas condições de superar a si mesmo, de vencer suas fraquezas. Aproveite as dificuldades do lar para consolidar sua reforma íntima. Exercite suas qualidades. Acredite em si mesmo. E, acima de tudo, não se ache vítima. Tenha certeza de que, se hoje você padece nas mãos de seus familiares, no passado você deve ter feito a eles algo muito pior. É fácil? Nem sempre. Mas o amor consegue tudo, e somos feitos para o amor…

Mensagem de Emmanuel – Que fazeis de especial?

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 Mensagem em áudio

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: QUE FAZEIS DE ESPECIAL?

“Que fazeis de especial?” – Jesus. (MATEUS, 5:47.)

Iniciados na luz da Revelação Nova, os espiritistas cristãos possuem patrimônios de entendimento muito acima da compreensão normal dos homens encarnados.

Em verdade, sabem que a vida prossegue vitoriosa, além da morte; que se encontram na escola temporária da Terra, em favor da iluminação espiritual que lhes é necessária; que o corpo carnal é simples vestimenta a desgastar-se cada dia; que os trabalhos e desgostos do mundo são recursos educativos; que a dor é o estímulo às mais altas realizações; que a nossa colheita futura se verificará, de acordo com a sementeira de agora; que a luz do Senhor clarear-nos-á os caminhos, sempre que estivermos a serviço do bem; que toda oportunidade de trabalho no presente é uma bênção dos Poderes Divinos; que ninguém se acha na Crosta do Planeta em excursão de prazeres fáceis, mas, sim, em missão de aperfeiçoamento; que a justiça não é uma ilusão e que a verdade
surpreenderá toda a gente; que a existência na esfera física é abençoada oficina de trabalho, resgate e redenção e que os atos, palavras e pensamentos da criatura produzirão sempre os frutos que lhes dizem respeito, no campo infinito da vida.

Efetivamente, sabemos tudo isto.

Em face, pois, de tantos conhecimentos e informações dos planos mais altos, a beneficiarem nossos círculos felizes de trabalho espiritual, é justo ouçamos a interrogação do Divino Mestre:

- Que fazeis mais que os outros?

A caridade só é válida se for feita espontaneamente?

A caridade só é válida se for feita espontaneamente ou podemos ajudar o próximo com algum interesse pessoal por trás? A caridade deve ser feita em segredo ou não há nada proibitivo em divulgarmos o bem que fazemos? Procuro sanar essas dúvidas, neste vídeo, através dos ensinamentos de Jesus. Ninguém melhor que ele para nos orientar sobre como agirmos nas mais diversas circunstâncias da vida.

Pessoas que roubam as nossas energias

 

flor murcha

Não deixe que lhe roubem as energias!

Artigo publicado originalmente em 23/07/2012

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Ouça este artigo na voz do autor

Há pessoas que nos roubam as energias. São as pessoas que se alimentam das desgraças alheias, que consomem tragédias na televisão, que adoram doenças a ponto de atraí-las.

Você tem dado a atenção devida às suas energias? Você reconhece que é responsável pelo seu nível de energia? A sua energia é a sua marca registrada. O que uma pessoa sente ao se aproximar de você é o tipo de energia que o caracteriza.

Há muitos motivos para que você sofra perda de energia: Má alimentação, sexo desregrado, vícios. Mas nada se compara ao pensamento; até porque a sua relação com os itens citados depende essencialmente do seu pensamento. É o seu pensamento que determina o seu nível energético.

Muitas coisas ocorrem num dia. Não temos tanto controle sobre nossos pensamentos a ponto de mantê-los elevados o tempo inteiro. No decorrer do dia, somos influenciados por notícias, por lembranças, por conversas, por contatos humanos. Aliás, o contato com outras pessoas provoca a inevitável troca de energias.

Você já sabe disso, mas as coisas importantes merecem ser lembradas. Quantas vezes você sente-se exausto após uma conversa com determinada pessoa? Quantas vezes você fica repentinamente deprimido, triste ou irritado após o contato com alguém? Muitas pessoas roubam energia. Claro que esse processo não é consciente, pelo menos não da forma como nós entendemos.

São as pessoas que se alimentam das desgraças alheias, que consomem tragédias na televisão, que adoram doenças a ponto de atraí-las.  Essas pessoas não conseguem conviver com nada positivo, nada bom. Para elas, todo mundo é ladrão, mal-intencionado, malicioso. Não percebem coisas agradáveis, não notam nada de salutar.

Você pode conviver com pessoas assim, às vezes muito próximas de você. Colegas, vizinhos, parentes. Numa conversa, numa aproximação, ela rouba sua energia e você fica exaurido, sem forças, sem ânimo. Que fazer? É preciso que se diga que, a não ser que seja alguém que realmente precise de você, não há obrigação nenhuma de sua parte de se aproximar de alguém assim. Há convívios que definitivamente devem sem evitados. Você não está sendo egoísta, só está se defendendo.

O único controle real que você pode efetivar em sua defesa energética é sobre o seu pensamento. Se você exercer controle sobre si mesmo, ninguém poderá atingi-lo. O pensamento elevado forma uma barreira energética intransponível, seja para encarnados ou para desencarnados.

Se analisarmos a reforma íntima abstraindo o aspecto moral, ela nada mais é que a busca pela harmonização energética. A cada reencarnação o espírito imortal procura despojar-se de energias negativas contraídas em encarnações anteriores e, ao mesmo tempo, harmonizar-se consigo mesmo, com a manifestação de Deus latente dentro de si.

A maioria dos casos de obsessão acontece como vampirização de energias, muitas vezes sem a intenção deliberada de prejudicar. O que todos anseiam, em qualquer plano que seja, é a harmonia. Nós, que temos poder sobre nós mesmos, devemos nos esforçar ao máximo para manter nossa energia equilibrada através do controle do pensamento. Temos que criar o hábito de nos voltarmos para dentro de nós mesmos, dedicando um tempo específico para isso. Seja pela oração, pela meditação, pela movimentação de energias, ou o simples fechar de olhos para se olhar por dentro.

Você faz uma série de coisas todos os dias. Não há um só dia em que você deixe de ir ao banheiro, por exemplo. Como não reservar alguns minutos para lembrar de sua natureza de espírito imortal?

Mensagem de Emmanuel – Política divina

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 Mensagem em áudio

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: POLÍTICA DIVINA

“Eu, porém, entre vós, sou como aquele que serve.” – Jesus. (LUCAS, 22:27.)

O discípulo sincero do Evangelho não necessita respirar o clima da política administrativa do mundo para cumprir o ministério que lhe é cometido.

O Governador da Terra, entre nós, para atender aos objetivos da política do amor, representou, antes de tudo, os interesses de Deus junto do coração humano, sem necessidade de portarias e decretos, respeitáveis embora.

Administrou servindo, elevou os demais, humilhando a si mesmo.

Não vestiu o traje do sacerdote, nem a toga do magistrado.
Amou profundamente os semelhantes e, nessa tarefa sublime, testemunhou a sua grandeza celestial.

Que seria das organizações cristãs, se o apostolado que lhes diz respeito estivesse subordinado a reis e ministros, câmaras e parlamentos transitórios?

Se desejas penetrar, efetivamente, o templo da verdade e da fé viva, da paz e do amor, com Jesus, não olvides as plataformas do Evangelho Redentor.

Ama a Deus sobre todas as coisas, com todo o teu coração e entendimento.

Ama o próximo como a ti mesmo.

Cessa o egoísmo da animalidade primitiva.

Faze o bem aos que te fazem mal.

Abençoa os que te perseguem e caluniam.

Ora pela paz dos que te ferem.

Bendize os que te contrariam o coração inclinado ao passado inferior.

Reparte as alegrias de teu espírito e os dons de tua vida com os menos afortunados e mais pobres do caminho.

Dissipa as trevas, fazendo brilhar a tua luz.

Revela o amor que acalma as tempestades do ódio.

Mantém viva a chama da esperança, onde sopra o frio do desalento.

Levanta os caídos.

Sê a muleta benfeitora dos que se arrastam sob aleijões morais.

Combate a ignorância, acendendo lâmpadas de auxílio fraterno, sem golpes de crítica e sem gritos de condenação.

Ama, compreende e perdoa sempre.

Dependerás, acaso, de decretos humanos para meter mãos à obra?

Lembra-te, meu amigo, de que os administradores do mundo são, na maioria das vezes, veneráveis prepostos da Sabedoria Imortal, amparando os potenciais econômicos, passageiros e perecíveis do mundo; todavia, não te esqueças das recomendações traçadas no Código da Vida Eterna, na execução das quais devemos edificar o Reino Divino, dentro de nós mesmos.

O Espiritismo não salva

espiritismo salva

A salvação compete a nós mesmos

O Espiritismo não salva, o Espiritismo não é uma panaceia, uma cura para todos os males. Quem busca soluções fáceis no Espiritismo está no lugar errado.

Aproximadamente um terço da humanidade encarnada é composto de pessoas que se denominam cristãs. Grande parte dessas pessoas, a maioria delas, vê em Jesus o seu salvador. Acreditam que Jesus as salvará. Não percebem, por não conseguirem ou por não quererem, que ninguém, a não ser nós mesmos, pode nos salvar.

Criaram teologias mirabolantes para tentarem explicar como e por que se dá essa salvação de fora para dentro. Muitos acham que nós não temos condições de salvarmos a nós mesmos. Alegam que somos pecadores, que somos maus por natureza, por causa de uma fruta que a Eva deu pro Adão…

E, se nós não temos condições de nos salvarmos por nós mesmos, Deus teria que providenciar um meio externo de nos salvar. Então mandou Jesus, que para alguns é o filho deste mesmo Deus, e para outros, estranhamente, é o próprio Deus que o Deus mandou. Deus mandou Deus morrer na cruz para aplacar a ira de Deus. Ou seja, Deus se sacrificou para Deus.

Ninguém vai nos salvar. Os judeus, no tempo de Jesus, já esperavam o messias, o salvador, há séculos, e continuam esperando até hoje. Dentre os cristãos, há os que acreditam que Jesus voltará, em pessoa, embora a última frase do Evangelho de Mateus seja Jesus dizendo que estará sempre conosco…

A salvação está dentro de nós. Nós nos salvaremos quando estivermos em harmonia com Deus, quando estivermos sintonizados com Jesus, quando praticarmos naturalmente o ensinamento do Cristo.

A solução está em nós. A cura definitiva para os nossos males está dentro de nós mesmos. Somos partículas divinas, o reino de Deus está dentro de nós, ou seja, o nosso próximo estágio evolutivo já existe dentro de nós, em estado latente, em estado embrionário, esperando que nós o desenvolvamos. E esse desenvolvimento depende, única e exclusivamente, de nós mesmos, de nossa própria vontade, de nossas próprias ações.

No meio espírita também é comum encontrarmos pessoas que buscam soluções externas. Muitos procuram o Espiritismo como uma panaceia, como uma solução para os seus problemas, como uma cura para os seus males. Mas o Espiritismo também não salva ninguém. Nenhuma igreja, nenhum líder religioso, nem Jesus, nem ninguém nos salva. Jesus nos ensinou o caminho. Jesus nos legou o Evangelho, com o seu exemplo vivo de amor e trabalho. O Espiritismo se propõe a seguir o ensinamento de Jesus em sua essência. Se aprendermos o que nos é ensinado, se buscarmos dentro de nós o que já sabemos, se praticarmos o que vamos aprendendo, certamente nos salvaremos.

Mas não há soluções fáceis, não há truques, não há mágica. O que há é muito estudo, muita busca por esclarecimento, a interiorização do que aprendemos e a vivência prática, cotidiana, do que sabemos ser o certo. É isso o que nos modifica, pouco a pouco. É isso que nos molda o caráter, e que nos liberta, paulatinamente, da escravidão à matéria, do orgulho, do egoísmo, da vaidade.

Sabendo que a salvação compete a nós mesmos, ao nosso próprio esforço, nos damos conta de que o pouco que vamos adquirindo em conhecimento, e os pequenos avanços morais que conquistamos, são extremamente valiosos para outras pessoas. Se a solução está em nós mesmos, se a cura está dentro de nós, então temos condições de contribuir para o crescimento do próximo. Já não há desculpas de que somos pequenos demais, de que somos pecadores. Sempre podemos contribuir com quem sabe ou tem menos que nós. É nosso dever compartilhar o que sabemos.

Quem crê em Jesus será salvo?

Muitas pessoas, ainda hoje, pensam que basta crer no nome de Jesus, ou no sangue de Jesus, para ser salvo. Não podemos afirmar que estas pessoas estejam erradas. Afinal, essa crença se embasa na Bíblia. O que está errado, e isso nós podemos afirmar com convicção, é a tradução que converte a palavra grega “pistis”, que quer dizer fidelidade, em crença, que é apenas um dos muitos atributos da fé ou fidelidade. Este é o tema deste vídeo.

Como ser valorizado pelas pessoas

Que preço você acha que você vale?

Artigo publicado originalmente em 26/07/2012

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Você sabe como ser valorizado pelas pessoas? Você confia na sua capacidade de realização? Claro que sim, né? Se você, que é você, não confia, quem vai confiar? Uma das fraquezas que causam mais danos ao espírito imortal é a depreciação de si mesmo. A depreciação que as pessoas fazem de si próprias vem atrasando nosso progresso espiritual. Pois se nós não nos apreciamos suficientemente, como queremos que alguém nos aprecie? Como queremos que a Vida seja pródiga e generosa se nós mesmos não agimos assim conosco?

Você sabe tão bem quanto eu que a medida de tudo o que percebemos somos nós mesmos. Nós somos a medida de tudo. Assim é com a ideia de Deus. Deus é a ideia mais elevada que uma pessoa pode ter. Quanto mais elevada a sua ideia, maior o seu conceito de Deus.

Do mesmo modo acontece com você e comigo. Se você não se aprecia, se você não se valoriza, a Vida não vai apreciá-lo também. A maneira como você se vê é fundamental para o desenrolar da sua vida. Eu estou falando de apreciação: o preço que você acha que vale. Não estou falando de qualidades ponderáveis como a inteligência ou a bondade. Todos temos inteligência; uns a desenvolvem mais, outros, menos. Com a bondade a mesma coisa. Mas eu me refiro a algo mais íntimo, algo que só você pode saber de você mesmo: O valor que você se dá, o preço que você acha que vale.

Nós somos o que pensamos. Isso não é novidade pra ninguém. Mas talvez não tenhamos refletido o bastante sobre o desdobramento disso. Se nós somos o que pensamos, nós valemos o preço que achamos que valemos. Tudo o que pensamos ou falamos de nós mesmos nossa mente subconsciente aceita como verdade. Ela não raciocina, apenas registra e trata de pôr em prática.

A Vida sempre vai lhe proporcionar aquilo que você determinar. Se você tem convicção de que vale muito e que por isso merece muito, é isso que a Vida vai lhe disponibilizar. Você só tem que fazer a sua parte. Aceitar de uma vez por todas a Lei de causa e efeito e agir de acordo com ela. Não existe sorte. Muito menos azar. O que existe é esforço, preparação e planejamento.

Mas existem muitas pessoas que se esforçam, se preparam e planejam e mesmo assim não alcançam o que querem. Por que será? Por que não satisfazem o requisito mais importante, que é a apreciação de si mesmo. Comece um empreendimento qualquer duvidando de seu merecimento e ele certamente fracassará, por melhor planejado que seja.

Para quem não se aprecia naturalmente, não é muito fácil passar a se valorizar com sinceridade de um momento pro outro. Mas a melhor maneira de começar a se apreciar é através da ação. É por meio da ação forte e constante que você vai aos poucos adquirindo mais confiança, acreditando mais em si mesmo, aumentando sua própria cotação. Não há medo ou insegurança que resista à força da ação. Você já viu alguém alcançar o sucesso em qualquer área sem muita ação? 

Aumente seu preço. Fique muito, muito mais caro do que você é aos seus próprios olhos. Depois cobre o seu preço, a Vida lhe pagará. Mas não se esqueça de agir.

Mensagem de Emmanuel – Crises

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 Mensagem em áudio

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: CRISES

“Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora.” – Jesus. (JOÃO. 12:27.)

A lição de Jesus, neste passo do Evangelho, é das mais expressivas.

Ia o Mestre provar o abandono dos entes amados, a ingratidão de beneficiários da véspera, a ironia da multidão, o apodo na via pública, o suplício e a cruz, mas sabia que ali se encontrava para isto, consoante os desígnios do Eterno.

Pede a proteção do Pai e submete-se na condição do filho fiel.

Examina a gravidade da hora em curso, todavia reconhece a necessidade do testemunho.

E todas as vidas na Terra experimentarão os mesmos trâmites na escala infinita das experiências necessárias.

Todos os seres e coisas se preparam, considerando as crises que virão. É a crise que decide o futuro.

A terra aguarda a charrua.

O minério será remetido ao cadinho.

A árvore sofrerá a poda.

O verme será submetido à luz solar.

A ave defrontará com a tormenta.

A ovelha esperará a tosquia.

O homem será conduzido à luta.

O cristão conhecerá testemunhos sucessivos.

É por isso que vemos, no serviço divino do Mestre, a crise da cruz que se fez acompanhar pela bênção eterna da Ressurreição.

Quando pois te encontrares em luta imensa, recorda que o Senhor te conduziu a semelhante posição de sacrifício, considerando a probabilidade de tua exaltação, e não te esqueças de que toda crise é fonte sublime de espírito renovador para os que sabem ter esperança.

Comentário do Evangelho em vídeo

Este é o último vídeo de uma série de 30 vídeos sobre o Evangelho de Lucas. Neste 30 vídeos ofereci a minha análise e interpretação, baseada no conhecimento do Espiritismo, sobre os ensinamentos de Jesus contidos neste Evangelho.

Devemos esquecer o passado?

 

mulher caminhando na areia

É bobagem querer esquecer o passado!

Artigo publicado originalmente em 24/07/2012

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Você acha que devemos esquecer o passado? Queria que o seu passado tivesse sido diferente em algumas coisas? Provavelmente sim. Todos nós temos nossas contas a ajustar com o passado. O que isso demonstra? O fato de você não estar totalmente de acordo com o que aconteceu no seu passado demonstra que hoje você agiria diferente.

Se você pudesse refazer alguma parte menos lúcida do seu passado, você faria melhor, muito melhor. Porque você melhorou! Por que você reconhece que poderia fazer diferente? Porque você mudou para melhor, você se aperfeiçoou, você aprendeu a lição. Isso não é ótimo? Por favor, não me diga que você é daqueles que dizem que só se arrependem do que não fizeram. Se for o seu caso, talvez você já possa repensar a respeito desse posicionamento. Será que não é só mais uma frase feita que você ouviu alguém dizer e adotou como sendo sua?

Se você não tem nada do que se arrepender, ou você foi perfeito ou você não aprendeu com os erros. O que é o passado senão a base do que nós somos hoje?

Por outro lado, é uma bobagem querer esquecer o passado. Por que ele deveria ser esquecido? Está certo que todos passamos por momentos muito dolorosos, todos nós conhecemos situações que nos fizeram muito mal.  Mas passou, não passou? O seu passado é a sua experiência, e quanto mais movimentado foi o seu passado, maior é a sua bagagem.

Você precisa se perdoar. De nada adianta se culpar pelos erros cometidos. É com eles que aprendemos. Todos erramos. Todos os grandes líderes espirituais já erraram. Todos os espíritos superiores, em sua caminhada pelo tempo, de reencarnação em reencarnação, já erraram. Jesus Cristo, modelo de virtude, em algum lugar remoto do passado foi um espírito aprendiz, como eu e você. Cometeu erros brutais como qualquer um de nós. Negar isso seria declarar que ele foi um privilegiado, que não teve que passar pelas turbulências humanas pelas quais passamos.

O importante é o hoje, o eterno agora. Devemos olhar o passado com clareza, sabendo que tudo o que fizemos foi dentro das condições que tínhamos então. Hoje faríamos melhor, pois adquirimos experiência. E quando surgir a oportunidade, neste passeio pela matéria ou numa próxima reencarnação, ponhamos então em prática o que aprendemos. E pronto.

Não somos obrigados a repetir indefinidamente os mesmos erros. Isso parece tão óbvio, né? Pois só parece. Quando repetimos os mesmos erros por muito tempo, passamos a desacreditar de nossa capacidade de fazer diferente. Mas nós conseguimos. Nós sempre conseguimos ser melhores do que já fomos, pois somos imagem e semelhança de Deus. É isso que você é! Espírito imortal perfectível, mergulhado na matéria processando sua reforma íntima.

Quando, no futuro, avaliarmos o que fazemos hoje, certamente iremos perceber um monte de erros que hoje passam despercebidos. Então nos arrependeremos novamente, só que cada vez de maneira mais lúcida e consciente, cada vez mais imbuídos do propósito de fazer melhor.

Mensagem de Emmanuel – Não te afastes

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 Mensagem em áudio

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: NÃO TE AFASTES

“Mas livra-nos do mal.” – Jesus. (MATEUS, 6:13.)

A superfície do mundo é, indiscutivelmente, a grande escola dos espíritos encarnados.

Impossível recolher o ensinamento, fugindo à lição.

Ninguém sabe, sem aprender.

Grande número de discípulos do Evangelho, em descortinando alguns raios de luz espiritual, afirmam-se declarados inimigos da experiência terrestre. Furtam-se, desde então, aos mais nobres testemunhos. Defendem-se contra os homens, como se estes lhes não fossem irmãos no caminho evolutivo. Enxergam espinhos, onde a flor desabrocha, e feridas venenosas, onde há riso inocente. E, condenando a paisagem a que foram conduzidos pelo Senhor, para serviço metódico no bem, retraem-se, de olhos baixos, recuando do esforço de santificação.

Declaram-se, no entanto, desejosos de união com o Cristo, esquecendo-se de que o Mestre não desampara a Humanidade. Estimam, sobretudo, a oração, mas, repetindo as sublimes palavras da prece dominical, olvidam que Jesus rogou ao Senhor Supremo nos liberte do mal, mas não pediu o afastamento da luta.

Aliás, a sabedoria do Cristianismo não consiste em insular o aprendiz na santidade artificialista, e, sim, em fazê-lo ao mar largo do concurso ativo de transformação do mal em bem, da treva em luz e da dor em bênção.

O Mestre não fugiu aos discípulos; estes é que fugiram dEle no extremo testemunho. O Divino Servidor não se afastou dos homens; estes é que o expulsaram pela crucificação dolorosa.

A fidelidade até ao fim não significa adoração perpétua em sentido literal; traduz, igualmente, espírito de serviço até ao último dia de força utilizável no mecanismo fisiológico.

Se desejas, pois, servir com o Senhor Jesus, pede a Ele te liberte do mal, mas que não te afaste dos lugares de luta, a fim de que aprendas, em companhia dEle, a cooperar na execução da Vontade Celeste, quando, como e onde for necessário.

Crucificação de Jesus – opinião espírita

Uma opinião espírita acerca da crucificação de Jesus é um dos pontos abordados neste vídeo que trata do capítulo 23 do Evangelho de Lucas. Este é o penúltimo vídeo de uma série de 30 vídeos em que analiso e interpreto o Evangelho de Lucas a partir dos conhecimentos proporcionados pelo Espiritismo.