A parábola do filho pródigo – Espiritismo

Neste vídeo estudamos o capítulo 15 do Evangelho de Lucas, que trata de um único assunto: A religação com Deus. Há duas pequenas parábolas, que são a parábola da ovelha perdida e a parábola da moeda perdida; e a primorosa parábola do filho pródigo, uma lição espiritual de valor inestimável. Ofereço a minha análise e interpretação neste que é o 20º vídeo de uma série de 30 vídeos sobre o Evangelho de Lucas. 

Mensagem de Emmanuel – O povo e o Evangelho

Play
 Mensagem em áudio

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: O POVO E O EVANGELHO

“E não achavam meio de lhe fazerem mal, porque todo o povo pendia para ele, escutando-o.” – (LUCAS, 19:48.)

A perseguição aos postulados do Cristianismo é de todos os tempos.

Nos próprios dias do Mestre Divino, nos círculos carnais, já se exteriorizavam hostilidades de todos os matizes contra os movimentos da iluminação cristã.

Em todas as ocasiões, no entanto, tem sido possível observar a gravitação do povo para Jesus. Entre Ele e a multidão, nunca se extinguiu o poderoso magnetismo da virtude e do amor.

Debalde surgem medidas draconianas da ignorância e da crueldade, em vão aparecem os prejuízos eclesiásticos do sacerdócio, quando sem luz na missão sublime de orientar; cientistas presunçosos, demagogos subornados por interesses mesquinhos, clamam nas praças pela consagração de fantasias brilhantes.

O povo, porém, inclina-se para o Cristo, com a mesma fascinação do primeiro dia.

Indiscutivelmente, considerados num todo, achamo-nos ainda longe da união com Jesus, em sentido integral.

De quando em quando, a turba experimenta pavorosos desastres. Tormentas de sangue e lágrimas varrem-lhe os caminhos.

A claridade do Mestre, contudo, acena-lhe a distância. Velhos e crianças identificam-lhe o brilho santificado.

Os políticos do mundo formulam mil promessas ao espírito das massas; raras pessoas, entretanto, se interessam por semelhantes plataformas.

Os enunciados do Senhor, todavia, em cada século se renovam, sempre mais altos para a mente popular, traduzindo consolações e apelos imortais.

Os convidados para o banquete

Os convidados para o banquete é uma das parábolas de Jesus que trazem, sob o véu dos simbolismos, a ideia da reencarnação como necessária para o progresso do espírito e consequente comunhão com Deus, representado pelo banquete. Outros assuntos abordados neste vídeo são a renúncia às coisas materiais, as relações familiares e a cura do hidrópico, todos referentes ao capítulo 14 do Evangelho de Lucas. Este é o 19º vídeo de uma  série de 30 vídeos em que analisamos e interpretamos o Evangelho de Lucas a partir de um entendimento espírita.

Mensagem de Emmanuel – Crescei

Play
 Mensagem em áudio

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: CRESCEI

“Antes crescei na graça e no conhecimento de Nosso Senhor e Salvador, Jesus-Cristo.” Pedro. (II PEDRO. 3:18.)

A situação de destaque preocupa constantemente a idéia do homem.

O próprio mendigo, esfarrapado e faminto, muita vez permanece, orgulhoso, na expectativa de realce no Céu.

Habitualmente, porém, toda ansiedade, nesse particular, é propósito mal dirigido objetivando crescimento ao inverso.

Não seria, propriamente, o ato de se desenvolver, mas de inchar.

Nessa mesma pauta, muitos aprendizes irrequietos pleiteiam altas remunerações financeiras, favores do dinheiro fácil, elevação aos postos de autoridade, invocando a necessidade de crescer para maior eficiência no serviço do Cristo.

Isto, contudo, quase sempre é pura ilusão.

Materializadas as exigências, transformam-se em servidores rodeados de impedimentos.

O Mestre Divino, que organizou a vida planetária ao influxo do Eterno Pai, possui suficiente poder, e, para a execução de sua obra, não se demoraria à espera de que esse ou aquele dos aprendizes se convertesse em especialista em determinados negócios do mundo.

O crescimento, a que o Evangelho se reporta, deve orientar-se na virtude cristã e no conhecimento da vontade divina.

Aprenda cada um a sua parte, na esfera de nossos deveres com Jesus. Atenda ao programa de edificação que lhe compete, ainda que se encontre sozinho ou perseguido pela incompreensão dos homens e, então, estará crescendo na graça e no discernimento para a vida imortal.

A porta estreita – visão espírita

A porta estreita e a cura da mulher encurvada são dois temas tratados neste vídeo, além do restante do capítulo 13 do Evangelho de Lucas. Este é o 18° de uma série de 30 vídeos em que analiso e interpreto o Evangelho de Lucas de acordo com o meu entendimento do Espiritismo.

Mensagem de Emmanuel – Necessidade essencial

Play
 Mensagem em áudio

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: NECESSIDADE ESSENCIAL

“Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça.” – Jesus. (LUCAS, 22:32.)

Justo destacar que Jesus, ciente de que Simão permanecia num mundo em que imperam as vantagens de caráter material, não intercedesse, junto ao Pai, a fim de que lhe não faltassem recursos físicos, tais como a satisfação do corpo, a remuneração substanciosa ou a consideração social.

Declara o Mestre haver pedido ao Supremo Senhor para que em Pedro não se enfraqueça o dom da fé.

Salientou, assim, o Cristo, a necessidade essencial da criatura humana, no que se refere à confiança em Deus, num círculo de lutas onde todos os benefícios visíveis estão sujeitos à transformação e à morte.

Testemunhava que, de todas as realizações sublimes do homem atual, a fé viva e ativa é das mais difíceis de serem consolidadas. Reconhecia que a segurança espiritual dos companheiros terrestres não é obra de alguns dias, porque pequeninos acontecimentos podem interrompê-la, feri-la, adiá-la. A ingratidão de um amigo, um gesto impensado, a incompreensão de alguém, uma insignificante dificuldade, podem prejudicar-lhe o desenvolvimento.

Em plena oficina humana, portanto, é imprescindível reconheças a transitoriedade de todos os bens transferíveis que te cercam. Mobiliza-os sempre, atendendo aos superiores desígnios da fraternidade que nos ensinam a amar-nos uns aos outros com fidelidade e devotamento. Convence-te, porém, de que a fé viva na vitória final do espírito eterno é o óleo divino que nos sustenta a luz interior para a divina ascensão.

Parábola do servo vigilante – visão espírita

Neste vídeo, que é o 17° de uma série de 30 vídeos em que analisamos e interpretamos o Evangelho de Lucas, tratamos d a parábola do servo vigilante, da parábola do rico insensato, do ensino de Jesus sobre a preocupação e a ansiedade, do fermento dos fariseus e outros temas pertinentes ao capítulo 12 do Evangelho de Lucas.

Mensagem de Emmanuel – Saber como convém

Play
 Mensagem em áudio

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: SABER COMO CONVÉM

“E se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber.” - Paulo. (I CORÍNTIOS, 8:2.)

A civilização sempre cuida saber excessivamente, mas, em tempo algum, soube como convém saber.

É por isto que, ainda agora, o avião bombardeia, o rádio transmite a mentira e a morte, e o combustível alimenta maquinaria de agressão.

Assim também, na esfera individual, o homem apenas cogita saber, esquecendo que é indispensável saber como convém.

Em nossas atividades evangélicas, toda a atenção é necessária ao êxito na tarefa que nos foi cometida.

Aprendizes do Evangelho existem que pretendem guardar toda a revelação do Céu, para impô-la aos vizinhos; que se presumem de posse da humildade, para tiranizarem os outros; que se declaram pacientes, irritando a quem os ouve; que se afirmam crentes, confundindo a fé alheia; que exibem títulos de benemerência, olvidando comezinhas obrigações domésticas.

Esses amigos, principalmente, são daqueles que cuidam saber sem saberem de fato.

Os que conhecem espiritualmente as situações ajudam sem ofender, melhoram sem ferir, esclarecem sem perturbar. Sabem como convém saber e aprenderam a ser úteis. Usam o silêncio e a palavra, localizam o bem e o mal, identificam a sombra e a luz e distribuem com todos os dons do Cristo. Informam-se quanto à Fonte da Eterna Sabedoria e ligam-se a ela como lâmpadas perfeitas ao centro da força. Fracassos e triunfos, no plano das formas temporárias, não lhes modificam as energias. Esses sabem porque sabem e utilizam os próprios conhecimentos como convém saber.

Estou de férias!

morel2

Estarei de férias neste mês de Julho. Preciso me dedicar a outro projeto em andamento, portanto, peço compreensão se não responder aos seus comentários ou perguntas. Continuarei publicando, neste período, a Mensagem de Emmanuel às segundas-feiras e o Ensino do Evangelho às terças-feiras. Até Agosto!

Separação, divórcio – Uma visão espírita

separação espiritismo

Uma visão espírita sobre a separação

Ofereço uma visão espírita sobre a separação ou o divórcio. O tema foi tratado por Allan Kardec no capítulo XXII do Evangelho segundo o Espiritismo, que você pode ler clicando no link em azul. Aqui respondo ao questionamento da leitora Marcia sobre a separação motivada pelo interesse em outra pessoa.

Morel,

Gostei muito do texto e gostei ainda mais de suas respostas a todos os comentários.

No entanto, tenho uma pergunta, uma questão que não consigo entender.

Em relação a essas pessoas que são casadas e estão ligadas ou apaixonadas por outra pessoa… Não é possível estar casado com a pessoa errada e na verdade a outra pessoa, que você sonha, que tanto lhe faz querer deixar esse casamento, não é de fato a pessoa certa pra você? Por que em todas as suas respostas você diz que o fim do casamento trará dor para todos os envolvidos, e aconselha a pessoa a continuar casada e trazendo a dor para si mesma? Ou ainda insinuando que talvez seja por isso mesmo que aquela pessoa esteja passando por isso, porque talvez foram amantes no passado e agora têm que aprender a resistir a essa situação… Por que não pode ser ao contrário? Por que o marido não é a pessoa errada pra você e você deve seguir os seus instintos?

Por favor, NÃO estou contrariando NADA do que você explicou… Estou querendo apenas entender mais sobre o assunto… Sou espírita, quero me aprofundar mais, procuro estar sempre aprendendo algo novo.

Obrigada!

- Marcia, atraímos e somos atraídos irresistivelmente por pessoas com quem tenhamos laços significativos. Amor e ódio ligam os espíritos através dos séculos, às vezes milênios. Essas ligações podem ser interrompidas quando o sentimento de amor é elevado, e cada um pode continuar a sua escalada evolutiva individual, sem se enredar no apego; ou podem ser sanadas ou terminadas quando há o perdão ou o entendimento entre os contendores. A palavra perdoar, no sentido que nos é trazido nos Evangelhos, tem justamente este significado: desligar.

Então, se é verdade que podemos ser atraídos por pessoas “certas”, como quem nos afinizamos, também é verdade, e muito mais comum em nosso estágio evolutivo, que somos atraídos por espíritos que reencarnam próximos de nós para que nos reajustemos uns com os outros.

A maior causa das obsessões crônicas são os problemas amorosos: traições, abandono, rejeição, assassinatos passionais.

Não podemos subir um degrau evolutivo sem superar a prova equivalente ao degrau em que estamos. Se esta prova é um relacionamento difícil, não podemos simplesmente fugir dela. Isso é adiar essa prova para um futuro provavelmente com circunstâncias mais difíceis.

Somos responsáveis pelos nossos afetos e pelos compromissos que firmamos. O abandono destes compromissos acarreta, inevitavelmente, “carma” entre as pessoas envolvidas. Quando o casamento envolve filhos, são mais espíritos envolvidos, quase sempre obedecendo a um planejamento da espiritualidade maior que cuidou para que tivéssemos oportunidade de nos reunirmos sob o mesmo teto na tentativa de rearmonização. Numa mesma família se reencontram inimigos ferrenhos, rivais de muitas existências, cúmplices de crimes praticados contra outros membros da família. A família é o laboratório espiritual na Terra.

Nosso entendimento ainda é primário, somos crianças espirituais. Se uma criança, no caminho da escola, for convidada a dar um passeio em boa companhia – matar aula – em vez de ir à escola, ela muito provavelmente achará isso bem mais interessante do que ficar sentada aprendendo coisas que não são do seu interesse imediato. Mas a aula que ela está perdendo lhe fará falta; o que ela precisa hoje, na sua idade, é estudar, e isso pressupõe a presença obrigatória em sala de aula.

Por isso é importante tentar até onde for possível.

As pessoas que encontramos fora do casamento podem nos parecer muito interessantes unicamente pelo fato de estarmos entediados, desgostosos ou decepcionados com o casamento. Quando estamos carentes não precisa muito para despertar uma paixão, que é facilmente confundida com um grande amor.

Podemos encontrar, realmente, alguém com quem tenhamos laços de amor. Mas isso não nos dá o direito de abandonarmos a pessoa com quem estamos compromissados. Podemos fazer isso, é claro. Mas cientes de que estamos agravando uma situação de conflito com a pessoa que abandonamos, talvez gerando uma inimizade, muitas vezes inviabilizando o convívio harmonioso entre pais e filhos.

Cada pessoa sabe de si – ou deveria saber – e cada um deve saber até que ponto é possível manter um relacionamento conjugal. Não se pode estimular a troca de parceiros. Nosso aprendizado requer esforço. E este esforço, em se referindo aos relacionamentos, é um exercício constante de paciência, tolerância, compreensão e aceitação de novos pontos de vista. Achar que temos condições de “seguir o que diz o coração” é superestimar a capacidade humana atual, em que nos deixamos levar por paixões, desejos e atração física.

Todos têm o direito de novas chances, de tentar de novo, afinal, ninguém nasce pra sofrer. Mas há que se pesar com muito cuidado os prós e contras. E dificilmente alguém que esteja apaixonado consegue ser imparcial. Mente para si mesmo exagerando os defeitos do seu cônjuge atual porque está entusiasmado com as qualidades irreais que a sua paixão atribui à pessoa por quem se apaixonou.

Se quiser ler o artigo que gerou os comentários e respostas a que se referiu a Marcia, clique aqui:

Espiritismo e relações amorosas

O espírito obsessor

“Quando um espírito obsessor sai, anda por lugares desertos. Quando volta, traz com ele sete outros espíritos”. Esta passagem do capítulo 11 do Evangelho de Lucas é um dos temas tratados neste vídeo, que é o 16º de uma série de 30 vídeos em que analisamos e interpretamos o Evangelho de Lucas através de uma abordagem espírita.

O poder do livre-arbítrio

Deus criou o homem

Somos co-creadores com Deus

Play
Ouça este artigo na voz do autor

O poder do livre-arbítrio é nos fazer co-creadores com Deus. Isso faz toda a diferença. Não somos apenas creaturas de Deus, não somos somente expectadores da Natureza e da Vida, não estamos aqui só para disputarmos um papel de protagonistas em meio à massa de coadjuvantes.

Costumo dizer que só o conhecimento nos leva a evoluir, e é verdade. Mas é preciso deixar claro que só o conhecimento, sem a prática deste mesmo conhecimento, não vale muita coisa. Através do conhecimento vamos tomando consciência de nossa realidade íntima de filhos de Deus, creados à sua imagem e semelhança, portanto, perfectíveis.

Mas há espíritos encarnados e desencarnados extremamente desenvolvidos intelectualmente, cheios de conhecimentos, e que não acrescentam nada de útil e construtivo à Vida. No livro Exilados de Capela, de Edgard Armond, vemos que nosso planeta, milênios atrás, foi colonizado por espíritos vindos de um mundo muito distante, que já havia progredido bastante. A maioria dos seus habitantes havia evoluído intelectual e moralmente. Mas alguns desenvolveram apenas o aspecto intelectual. Moralmente continuavam atrasados, sem condições de permanecer acompanhando os seus companheiros. Eles foram exilados para a Terra, nos trazendo a sua bagagem intelectual, que nos permitiu os primórdios da civilização humana, e, ao mesmo tempo, tiveram nova oportunidade de aprendizado, em condições difíceis, em meio a povos selvagens, num planeta rude.

A verdade vos libertará

Não basta se elevar apenas intelectualmente. É preciso ser bom. Verdade que Jesus disse que bom, mesmo, só Deus. Mas quando somos bons estamos sendo instrumentos de Deus. Enquanto o homem que só avançou intelectualmente apenas descobre coisas, decifra leis da Natureza que já existem, o homem bom, o homem que se desenvolveu moralmente é um creador de valores novos. As grandes invenções humanas, as leis descobertas pelos físicos, químicos e matemáticos apenas revelam fatos já existentes. A eletricidade existe de qualquer maneira, independente das leis explicadas pelos homens. As ondas eletromagnéticas são um fato que independe de sua compreensão. Um celular ou um rádio funcionam mesmo se não acreditarmos ou não compreendermos como eles funcionam. Porque as leis que regem o seu funcionamento são fatos existentes por si sós, sem dependência dos homens.

O homem bom, o homem que desenvolve e pratica o seu aspecto moral, ele faz existir coisas que antes não existiam. Ele faz com que surja a compreensão da grandeza da Vida e de Deus; ele faz com que se experimente, mesmo que por alguns momentos, o amor pelo amor, o sentimento que não depende de nenhum fator externo para existir; ele faz com que as ideias elevadas a respeito dos ensinamentos cósmicos de Jesus se propaguem, e que mais pessoas se modifiquem internamente. O homem bom é creador de bondade. Ele faz com que surjam bons sentimentos, pensamentos elevados, palavras de bom ânimo e ações construtivas e úteis onde antes não havia nada.

Todo o progresso intelectual trouxe à tona conhecimentos acerca de fatos que já existiam, o que o homem fez foi realizá-los.

Todo o progresso moral ensejou mudanças profundas e significativas na estrutura humana. O homem humanizou-se e caminha em direção à divinização por sua união com Deus graças à ação de homens bons, graças à ação de espíritos que reencarnaram com o objetivo de crear valores morais onde antes não existia nada.

O livre-arbítrio é o poder creador que Deus nos concedeu. Por meio do livre-arbítrio construímos causas para nós mesmos. Forjamos as causas que desencadearão efeitos que colheremos mais tarde.

O limite do livre-arbítrio

Ao que tem se dará; ao que não tem até o que tem perderá:

O poder creador do livre-arbítrio, quanto mais utilizado, quanto melhor aplicado, mais livre-arbítrio teremos. Se não o utilizarmos, se seguirmos pela vida como gado na manada, se vivermos como autômatos, como CBDs, como zumbis controlados por controle remoto, atrofiamos o nosso livre-arbítrio, o perdemos pouco a pouco, nos tornamos cada vez mais sujeitos passivos da Lei de causa e efeito, sem condições de alterar a sua aplicação, pouco nos diferenciando dos animais.

Mensagem de Emmanuel – Vós, portanto…

Play
 Mensagem em áudio

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: VÓS, PORTANTO…

“Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados e descaiais da vossa firmeza.” – Pedro. (II PEDRO, 3:17.)

O esclarecimento íntimo é inalienável tesouro dos discípulos sinceros do Cristo.

O mundo está cheio de enganos dos homens abomináveis que invadiram os domínios da política, da ciência, da religião e ergueram criações chocantes para os espíritos menos avisados; contam-se por milhões as almas com eles arrebatadas às surpresas da morte e absolutamente desequilibradas nos círculos da vida espiritual. Do cume falso de suas noções individualistas precipitam-se em despenhadeiros apavorantes, onde perdem a firmeza e a luz.

Grande número dos imprevidentes encontram socorro justo, porquanto desconheciam a verdadeira situação. Não se achavam devidamente informados. Os homens abomináveis ocultavam-lhes o sentido real da vida.

Semelhante benemerência, contudo, não poderá atingir os aprendizes que conhecem, de antemão, a verdade.

O aluno do Evangelho somente se alimentará de equívocos deploráveis, se quiser.

Rodopiará, por isso mesmo, no torvelinho das sombras se nele cair voluntariamente, no capítulo da preferência individual.

O ignorante alcançará justificativa.

A vítima será libertada.

O doente desprotegido receberá enfermagem e remédio.

Mas o discípulo de Jesus, bafejado pelos benefícios do Céu todos os dias, que se rodeia de esclarecimentos e consolações, luzes e bênçãos, esse deve saber, de antemão, quanto lhe compete realizar em serviço e vigilância e, caso aceite as ilusões dos homens abomináveis, agirá sob a responsabilidade que lhe é própria, entrando na partilha das aflitivas realidades que o aguardam nos planos inferiores.

Explicação do Pai Nosso – Espiritismo

Ofereço uma explicação da oração que Jesus nos ensinou, o Pai Nosso, pautada no meu entendimento do Espiritismo. Este é o 15º vídeo de uma série de 30 vídeos em que analiso e interpreto o Evangelho de Lucas. Além do Pai Nosso, este vídeo aborda a mentalização ensinada por Jesus na parábola do amigo insistente, ambos do capítulo 11 do Evangelho de Lucas.

Mensagem de Emmanuel – Afirmação e ação

Play
 Mensagem em áudio

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: AFIRMAÇÃO E AÇÃO

“Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer eu a vontade daquele que me enviou, e cumprir a sua obra.” – (JOÃO, 4:34.)

Aqui e ali, encontramos crentes do Evangelho invariavelmente prontos a alegar a boa intenção de satisfazer os ditames celestiais. Entregam-se alguns à ociosidade e ao desânimo e, com manifesto desrespeito às sagradas noções da fé, asseguram ao amigo ou ao vizinho que vivem atendendo às determinações do Todo-Poderoso.

Não são poucos os que não prevêem, nem providenciam a tempo e, quando tudo desaba, quando as forças inferiores triunfam, eis que, em lágrimas, declaram que foram obedecidas as ordens do Altíssimo.

No que condiz, porém, com a atuação do Pai, urge reconhecer que, se há manifestação de sua vontade, há, simultaneamente, objetivo e finalidade que lhe são conseqüentes.

Programa elevado, sem concretização, é projeto morto.

Deus não expressaria propósitos a esmo.

Em razão disso, afirmou Jesus que vinha ao mundo fazer a vontade do Pai e cumprir-lhe a obra.

Segundo observamos, não se reportava somente ao desejo paternal, mas igualmente à execução que lhe dizia respeito.

Não é razoável permanecer o homem em referências infindáveis aos desígnios do Alto, quando não cogita de materializar a própria tarefa.

O Pai, naturalmente, guarda planos indevassáveis acerca de cada filho. É imprescindível, no entanto, que a criatura coopere na objetivação dos propósitos divinos em si própria, compreendendo que se trata de lamentável abuso muita alusão à vontade de Deus quando vivemos distraídos do trabalho que nos compete.