O Evangelho segundo o Espiritismo não esgota o Evangelho!

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O Evangelho é de Jesus

Se você é espírita, certamente conhece O Evangelho segundo o Espiritismo. Uma grande obra, sem dúvida alguma. O que muitos espíritas não sabem ou se esqueceram é que O Evangelho segundo o Espiritismo é uma seleção de passagens dos Evangelhos com comentários de Allan Kardec e de alguns espíritos, mas o ensino de Jesus está contido nos quatro Evangelhos do Novo Testamento: Mateus, Marcos, Lucas e João. O Evangelho segundo o Espiritismo é uma das maneiras de entendermos o Evangelho de Jesus, mas ele não se propõe a esgotar o assunto.

O Espiritismo oferece uma imensa quantidade de livros edificantes que abordam várias áreas da espiritualidade. Particularmente, indico sempre Allan Kardec e André Luiz. Mas a questão 625 de O Livro dos Espíritos diz que Jesus é o nosso modelo e guia. Se Jesus é o nosso modelo e guia, é em Jesus que devemos nos basear e é Jesus que deve nos guiar. Não estou sugerindo que se deixe de lado as obras espíritas, de jeito nenhum. Eu mesmo permaneço estudando constantemente e aconselho a todos que façam o mesmo.

É muito bom conhecermos as opiniões de espíritos trabalhadores da causa do Cristo, sejam eles encarnados ou desencarnados. As obras espíritas nos auxiliam nisso. No tocante ao Evangelho, por exemplo, vários autores nos oferecem a sua interpretação. Mas será que você não é capaz de desenvolver a sua própria opinião, o seu próprio modo de ver, o seu próprio entendimento acerca das coisas?

Já é tempo de pensarmos por nós mesmos, e para isso precisamos treinar. É importante contarmos com guias que nos ajudem, mas temos que nos esforçar para aprendermos o caminho sozinhos e não precisarmos de guias. É claro que sempre haverá espíritos superiores a nós. Sempre seremos guiados pelos que sabem mais e guiaremos os que sabem menos. Mas não podemos ser dependentes de quem quer que seja. Somos seres individuais. Nossa caminhada, embora solidária, é solitária.

O estudo dos Evangelhos é a melhor fonte de estudo dos ensinamentos de Jesus, pois foram os primeiros escritos sobre os seus atos e palavras. Os Evangelhos são uma fonte inesgotável de sabedoria e o roteiro seguro para a nossa ascensão espiritual.

Muitos desistem de estudá-los pela dificuldade da sua linguagem. Mas o entendimento dos Evangelhos não é apenas intelectual; é preciso meditá-lo, trazê-lo para o nosso íntimo, ultrapassar o raciocínio puro e simples. Quando estudamos o Evangelho temos que ter em mente que por trás das palavras se encontram ensinamentos cósmicos, eternos, válidos para qualquer lugar em qualquer tempo. 

Certamente você já viu em alguma palestra ou apresentação de trabalho o uso do Power Point. O Power Point (que eu não uso) é uma boa ferramenta para fazer as chamadas sobre cada tópico apresentado. O palestrante apresenta uma frase ou um pequeno texto num slide e discorre sobre o assunto. Os slides do Power Point não são a palestra, eles não abordam todo o conteúdo da palestra, são apenas chamadas para o palestrante lembrar de abordar determinados tópicos.

Assim é com as passagens do Evangelho. Cada parábola ou ato da vida de Jesus narrado no Evangelho é como uma chamada no Power Point, são pequenos títulos explicativos que têm a função de nos despertar para o ensinamento mais profundo que se esconde por trás das letras mortas. 

Se levarmos em consideração o processo reencarnatório, é provável que já tenhamos tido acesso aos Evangelhos mais de uma vez, em outras existências. Provavelmente não estávamos prontos para compreendê-lo nessas ocasiões. Hoje, mais experimentados, com o conhecimento proporcionado pelo Espiritismo, é possível descobrirmos que tudo está lá; tudo o que precisamos saber para a nossa ascensão espiritual está parcialmente oculto nos Evangelhos.

Espiritismo e pena de morte

 

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Morte na cadeira elétrica

Artigo publicado originalmente em 03/10/2012

Ouça este artigo na voz do autor

O que você acha da pena de morte? Você acredita que há casos em que a pena de morte deva ser aplicada? O espiritismo se opõe à pena de morte. Mas sempre que ocorre algum crime chocante, que ganha a simpatia da mídia por seu potencial de audiência, o assunto ressurge com força. E sempre tem alguém que usa um velho argumento: Você é contra a pena de morte porque não foi com você!

Essas pessoas acham que se a vítima fosse algum ente querido nosso, nós mudaríamos de ideia. Acho que não. Deve ser horrível se um filho, esposa, irmão ou pais são vitimados por uma desgraça bárbara como as que a televisão gosta de mostrar. Aliás, televisão adora sangue, ódio e baixaria. Mas isso já é outro assunto.

O fato é que não vivemos uma única vida. Reencarnamos inúmeras vezes, estamos há milênios evoluindo neste planeta, nesta Terra em que a dor é o principal instrumento de aprendizado. Ninguém é só vítima. Ninguém é só algoz. Ninguém. Se na vida atual a vítima de um crime bárbaro é inocente, honesta, de conduta irrepreensível, ou mesmo criança, sem ter tido tempo de fazer o bem ou o mal, devemos buscar a razão dessa aparente injustiça no passado do espírito imortal.

Os criminosos de hoje provavelmente serão as vítimas de amanhã. As vítimas de hoje provavelmente cometeram crimes no seu passado milenar. Na verdade, todos já cometemos crimes terríveis, não podemos nos iludir a respeito. O que nos diferencia uns dos outros é o que aprendemos após isso, é o tempo  que decorreu desde o nosso arrependimento sincero.

Muitas vezes, quando me deparo com um crime brutal, principalmente crimes passionais, envolvendo vínculos familiares, me compadeço do criminoso. Sei que a vítima deve ter sofrido muito, que talvez continue sofrendo por muito tempo no plano astral. Sei que um crime pode afetar  muitas pessoas. Os familiares e conhecidos da vítima e do criminoso sempre são atingidos, em maior ou menor grau.

Mas não posso deixar de me importar com o criminoso. Claro que há psicopatas que não estão preparados para sentir remorso,  não sofrem as consequências morais de seus atos. Claro que há pessoas de uma maldade estarrecedora, que não conhecem bons sentimentos. Alguns espíritas os chamam de irmãozinhos sem luz, e entendo que não podemos julgar o próximo. Mas são maus; não despertam piedade.

Só que muitas tragédias familiares são desencadeadas em momentos de fraqueza e desespero. Grandes crimes do passado, graves envolvimentos criminosos entre algozes e vítimas vem à tona. Há muitos casos em que os personagens se revezam, uma encarnação após outra, nos papéis de vítimas e criminosos. É vingança após vingança, gastando dezenas de vidas num permanente desajuste. Esse processo só tem fim quando um dos envolvidos se decide a perdoar. Quando resolve perdoar e age firmemente neste sentido, cessa o círculo vicioso, cessa a perseguição, acabam os crimes.

Se o espírito não tem força moral suficiente, se seu propósito não é suficientemente firme, ele sucumbe num momento de fraqueza, num momento de maior dificuldade. E o crime acontece. Todo o ódio de séculos e milênios volta à superfície, a sede de vingança adormecida volta com fervor redobrado, e há uma explosão de raiva e crueldade.

Depois isso passa, mas aí já é tarde demais. E como o criminoso não tem acesso à sua memória espiritual, e por isso não entende o que aconteceu, daria qualquer coisa para voltar atrás e desfazer o que foi feito. Imagino o sofrimento de alguém que comete um crime contra alguém que ama. E não me diga que quem ama não faria uma coisa dessas. É uma meia verdade. Será que sabemos o que é amor? Quem comete um crime assim condena a si mesmo a fixar sua atenção ao crime, à cena do crime, à visão da vítima na hora do crime. Isso é muito pior que pena de morte. E é o que leva à recuperação.  É o que pode fazer, um dia, com que o criminoso se arrependa  profundamente e se comprometa a reparar todo o mal praticado.

Gostamos muito de julgar. É muito cômodo. É muito fácil. Mas é uma atitude simplista. Todos somos espíritos imortais em evolução. Por incrível que possa parecer, todos somos filhos de Deus, creados à sua imagem e semelhança, portanto, perfectíveis.

Fará as obras que eu faço e até maiores – Espiritismo

Jesus nos disse que tudo quanto pedirmos em seu nome ele fará – como é isso? Jesus também disse: “Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores.” 

Temos que entender que Jesus é o espírito que desenvolveu plenamente o seu Cristo interno. Jesus fala, então, como o Cristo, não como o homem Jesus. Esse é o tema deste vídeo, o 26º desta série de estudos sobre o Evangelho de João. A análise do texto original grego, aliada ao conhecimento proporcionado pelo Espiritismo, contribui para o entendimento mais profundo do ensino de Jesus.

Como controlar os pensamentos

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Controlar os pensamentos

Se você procura por um método sem esforço para controlar os seus pensamentos, esqueça. Não vai encontrar nem aqui nem em lugar algum.

Antes de existir o comércio como nós o conhecemos hoje, havia o chamado mercado de trocas. Cada produtor de determinado produto comparecia com o seu produto no mercado, que podia ser uma praça no centro de uma aldeia, e tentava trocar o seu produto por outro produto que ele precisasse.

Um criador de cabras precisava de um vestido para a sua filha. Levava uma cabritinha nos braços até o mercado e tentava trocá-lo por um pedaço de tecido com uma velha que tinha um tear. Talvez a velha não tivesse interesse na cabrita, mas precisasse de um saco de farinha. Se o homem do moinho, o que produzia a farinha, tivesse interesse na cabrita, o negócio estava fechado: A cabrita ia pro homem do moinho; a farinha ia pra velha e o tecido ia pro criador de cabras.

Sempre havia produtos sendo procurados e produtos sendo oferecidos. Com os nossos pensamentos acontece algo semelhante. Todos nós produzimos pensamentos incessantemente. A insistência com que nos demoramos em determinados tipos de pensamento formam um padrão; passamos a ser produtores de um certo padrão de pensamentos.

A Terra, o entorno da Terra, é um grande mercado de pensamentos. Há sempre pensamentos sendo oferecidos e pensamentos sendo procurados. Trocamos pensamentos o tempo todo. Muitos dos pensamentos que passam pela sua cabeça não foram produzidos por você. Você estava receptivo a eles e eles entraram em sua mente, como se fossem seus.

Somos nós que determinamos o tipo de pensamento que atrairemos. Quando pedimos inspiração para algum estudo, por exemplo, estamos nos colocando em receptividade para que os pensamentos que procuramos tenham acesso até nós.

Mas quase sempre atraímos pensamentos inconscientemente. Passamos a maior parte do tempo com a mente no piloto automático, sem nos ocuparmos com o que passa pela nossa cabeça. O que irá determinar os pensamentos que atrairemos são os pensamentos que produzimos. Sempre atraímos mais do mesmo. Se tivermos pensamentos alegres, atrairemos outros semelhantes; se mantivermos altos pensamentos filosóficos, atrairemos ideias afins; se tivermos pensamentos e sentimentos de ódio, entramos em sintonia com outros pensamentos e sentimentos semelhantes.

Não podemos, jamais, fugir da responsabilidade que temos sobre os nossos pensamentos. É comum a queixa de que não se consegue controlar o pensamento. Pessoas viciadas em sexo, pessoas que sentem raiva de outras, pessoas que sentem ciúme doentio, entre outras, queixam-se de que tentam controlar o pensamento mas ele não obedece.

A mente está tão acostumada a manter sempre o mesmo padrão de pensamentos que não consegue mudar de um momento pro outro. É preciso persistência. É preciso substituir os pensamentos usuais por outros pensamentos mais condizentes com o que queremos para a nossa vida. Temos que pensar no que queremos e não pensar no que não queremos. 

Assim como no antigo mercado de trocas, em que alguns negócios se repetiam indefinidamente, nós também formamos parcerias mentais. Depois de um tempo mantendo o mesmo padrão de pensamentos, é só dispararmos o gatilho da mente para que uma multidão de outras mentes entrem em sintonia com a nossa própria mente.

Não existe truque, não existe caminho fácil, não existe passe de mágica. Só persistência. Assim como formamos uma rede de maus pensamentos, podemos reverter a situação e formar, aos poucos, uma rede de pensamentos positivos, agradáveis e úteis.

Gratidão! – Por que devemos agradecer

Gratidão!

Artigo publicado originalmente em 04/10/2012

Ouça este artigo na voz do autor

Por que devemos agradecer? É o sentimento de gratidão que nos conecta com o poder de Deus. O poder infinito que emana de Deus é aproveitado por nós se nós estivermos receptivos.

O sentimento mais belo, profundo e genuíno que conheço é a gratidão. Se eu perguntar a você qual é o sentimento mais belo que existe, provavelmente você responderá que é o amor. E nós estaremos de acordo em relação a isso. Mas com o tempo venho percebendo que o amor está além do meu estágio evolutivo. É claro que eu amo. Amo minha mulher, meus cinco filhos, minha mãe, meus irmãos, amo um monte de gente. E amo de verdade, amo muito. Mas esse amor não é incondicional. Se percebesse que não sou amado, meu sentimento mudaria. Acredito que o verdadeiro amor seja incondicional. Então não sou capacitado pra falar muito sobre isso.

Mas a gratidão eu conheço bem. A gratidão é o sentimento que desencadeia o reconhecimento da necessidade da reforma íntima. Porque a gratidão dá, a quem a sente, amostras grátis de felicidade. Quando você sente gratidão você está concentrando sua atenção em Deus e nas bênçãos que Ele lhe presenteia todos os dias da sua vida, como um pai generoso e bom.

A gratidão faz com que você seja receptivo às bênçãos de Deus. Tudo o que você quer que a vida lhe oportunize chega a você mais rápido quando você é grato. Grato a quê? Grato à vida, à luz e ao calor do Sol, ao verde das árvores, às flores que embelezam e perfumam, aos pássaros que nos contam com seu canto que a vida é alegre e boa; grato a Deus, aos seus pais, ao seu marido ou namorado ou esposa, aos seus antepassados, aos espíritos amigos; grato às dificuldades que geram excelentes aprendizados, ao passado que lhe trouxe até aqui, ao futuro que você está construindo; grato ao ar que você respira, às suas roupas, à música que você gosta, ao livro que você lê. Em tudo há motivos pra ser grato.

É o sentimento de gratidão que lhe conecta com o poder de Deus. O poder infinito que emana de Deus é aproveitado por você se você estiver receptivo. E essa receptividade acontece com a gratidão. Somos feitos à imagem e semelhança de Deus, portanto, somos perfectíveis. E ao longo do nosso processo evolutivo, reencarnação após reencarnação, vamos formando as nossas vidas e as vidas ao nosso redor de acordo com os nossos pensamentos.

Você constrói a sua vida. Em todas as suas reencarnações você construiu o que você é hoje. Seja grato para ser melhor! O pensamento de gratidão está sempre concentrado no melhor, nas coisas que provocam gratidão. Por isso quem é grato se torna uma pessoa melhor, atrai o que há de melhor e recebe o que há de melhor.

Você consegue imaginar alguém com fé sem ser grato? Acho até que a fé é efeito da gratidão. Como ter fé em Deus se você não for grato a Deus? Por outro lado, quem é grato a Deus e a tudo o que Ele nos disponibiliza, tem fé; pois confia, sabe, conhece o poder de Deus. A fé se manifesta quando há gratidão, quando há reconhecimento do poder de Deus.

Quem sente gratidão e pensa com gratidão, reconhece que a tendência é que o melhor sempre aconteça. Quem é grato espera sempre pelo melhor. Quem espera sempre pelo melhor recebe o melhor. Quem busca, acha.

Você é espírito imortal encarnado para aprender a desenvolver a disciplina, para aprender a exercer o controle do pensamento. Para que o aprendizado seja útil e benéfico, você precisa estar em harmonia com Deus. E essa harmonia é gerada pela gratidão. Todo mundo, bicho e gente, se agarra ferrenhamente à vida, mesmo nos momentos mais difíceis. Se todos queremos tanto viver, é porque é bom. Então sejamos gratos! Se você ainda tem o costume de reclamar, por favor, se esforce por abandoná-lo. Troque a reclamação pela gratidão. Seja grato e agradeça a Deus por todas as coisas que Ele nos proporciona!

Eu sou: o caminho, a verdade e a vida

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida” – essa declaração de Jesus faz com que muitos o vejam como uma espécie de megalomaníaco. E, se considerarmos que dois terços da humanidade encarnada é composta por não-cristãos, pode realmente parecer um despropósito considerar essa declaração de Jesus como absoluta, referindo-se exclusivamente a ele.

Nesta série de estudos sobre o Evangelho de João, em que revejo cuidadosamente todo o texto original grego, ofereço outro olhar, mais profundo e coerente, ao ensino de Jesus. Este é o 25º vídeo desta série de estudos.

Espiritismo e o fim do mundo

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O mundo vai acabar?

Você já deve ter ouvido falar no fim do mundo. Se você nasceu antes de 1980, provavelmente ouvia dizer que o mundo ia acabar no ano 2000. Pois é, não acabou.

Não acabou mas está em profunda transformação. Como dizia uma música, “nada será como antes”. Quem conhece um pouco de História sabe que nunca houve uma transformação deste porte em nosso planeta. Até cem, cento e poucos anos atrás, nascia-se e morria-se num mundo sem mudanças significativas. Quase nada acontecia. Não havia lazer como hoje, nem acesso à informação e ao conhecimento, nem as comodidades que nós temos, nem tantas escolhas à nossa disposição.

Os homens em geral seguiam a profissão do pai. Se o pai fosse escravo, ele também seria escravo. As mulheres… as mulheres tinham que contar com a sorte de ter um marido decente. O seu papel era casar e ter filhos. E cuidar do marido e dos filhos e da casa, claro.

Hoje tudo é instável, tudo é incerto, tudo é transitório. O mundo que nós conhecemos está acabando, e o mundo novo que virá ainda não está pronto. Nós o estamos construindo, todos os dias, mesmos sem saber.

Muitas pessoas ainda acreditam que o mundo vai acabar. Que vai acontecer uma catástrofe natural, ou que as calotas polares vão derreter totalmente e inundar a Terra, ou que a poluição se tornará insustentável, ou, mais ainda, que uma terceira guerra mundial vai acabar com as condições de vida no planeta. Aqueles que acreditam na Bíblia ao pé da letra acham que o Apocalipse prevê o fim do mundo, e, se o Apocalipse prevê que o mundo vai acabar, ele vai acabar.

Essas pessoas acreditam em Deus, assim como você e eu. Mas estranhamente acreditam num deus vingativo, que encheu o saco de tanta desobediência e vai acabar com tudo de uma vez. Essas pessoas não perceberam, ainda, que o nosso mundo é uma escola. Estamos aqui para aprender, e o caminho é longo. A Terra é um planeta-escola. Imagine se o diretor de uma escola vai explodir a escola porque os alunos rodaram!

Sempre temos novas oportunidades, assim como na escola. É verdade que alguns alunos, pela sua rebeldia e reiterado mau comportamento, têm que ser transferidos de escola. É isso que vai acontecer (ou já está acontecendo) com os espíritos que não se adequaram às novas condições exigidas para a nossa permanência na Terra. Milhões de espíritos estão na fila para reencarnar, esperando uma última oportunidade. Se não souberem aproveitar a chance serão transferidos para outro planeta, em condições mais primitivas, onde darão continuidade ao seu aprendizado. Servirão de instrumento de progresso aos espíritos locais, ainda muito atrasados, e sentirão, no seu íntimo, a saudade de um lugar que eles não sabem o que é ou onde fica, mas que é como se fosse um outro mundo…

Satanás e Jesus eram parceiros?

Judas traiu Jesus? O texto original grego do Evangelho fala em “entrega”, não em “traição”. Neste vídeo estudamos o capítulo 13 do Evangelho de João. Este é o vídeo Nº 24 da série de estudos sobre o Evangelho de João. A chamada traição de Judas é um dos temas abordados neste capítulo. Uma análise mais cuidadosa do Evangelho nos mostra que as coisas que nos são contadas não aconteceram exatamente como nós nos acostumamos a vê-las.

Quem é o príncipe deste mundo?

No Evangelho de João há a menção ao “príncipe deste mundo”. Os “adoradores do diabo”, aqueles que não conseguem viver sem a ideia do diabo, afirmam sem vacilar que o príncipe deste mundo é o diabo. Claro; precisam do diabo para ter a quem culpar pelos seus próprios erros e consequentes desgraças. 

O diabo não existe. Colocar a culpa de tudo no diabo é terceirizar a própria responsabilidade. Este é um dos temas tratados neste vídeo: O príncipe deste mundo, que dizem ser o diabo, na verdade é o próprio Jesus, e isso fica claro neste estudo. Este é o 23º vídeo desta série de estudos sobre o Evangelho de João.

Se o grão de trigo cair na terra e não morrer, ele fica só; mas, se morrer, dá muito fruto

Se o grão de trigo cair na terra e não morrer, ele fica só; mas, se morrer, dá muito fruto. Essa declaração de Jesus reflete os mistérios de Elêusis, praticados na Grécia antiga. Jesus assim se reporta aos gregos que vieram conversar com ele a respeito do ritual de morte de Lázaro. Este é o tema deste vídeo, o 22º vídeo desta série de estudos sobre o Evangelho de João.

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

Neste vídeo analisamos dois episódios do início do capítulo 12 do Evangelho de João: a unção de Jesus por Maria, irmã de Lázaro, e a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, montado sobre um jumentinho. Vamos ver que Jesus não é um milagreiro, ao gosto dos que esperam uma salvação externa, vinda de fora. Este é o 21º vídeo desta série de estudos sobre o Evangelho de João.

A ressurreição de Lázaro – uma visão espírita

Lázaro ressuscitou ou ele não estava morto?

A morte física é uma Lei de Deus. Deus é perfeito, então as Suas Leis são perfeitas. Se as Suas Leis são perfeitas, não podem ser derrogadas, nem mesmo por Jesus.

O que, então, ocorreu com Lázaro?

Este é o tema abordado neste vídeo, que abrange todo o capítulo 11 do Evangelho de João. Este é o 20º vídeo desta série de estudos sobre o Evangelho de João.

Reencarnação de prova

reencarnação de prova

Você acha que a vida é uma prova?

Toda reencarnação, para nós, é uma prova. Você sabe que cada reencarnação é oportunidade de reajuste entre espíritos que em algum lugar do passado se desajustaram, se desentenderam.

O mecanismo biológico da reencarnação nos permite refazer o que foi mal feito. Graças ao esquecimento temporário do passado, temos nova chance de agirmos conforme a razão, conforme o que sabemos ser o certo. Aqueles que ainda não compreenderam a realidade da reencarnação alegam que não adianta nascer de novo se não lembramos nada – como nos reajustarmos com alguém se não lembramos o que aconteceu? 

Essas pessoas não conseguiram expandir o seu pensamento para além do aqui e agora. Nossa realidade não é essa. Somos espíritos imortais, e cada existência é apenas um pequeno ponto em nossa trajetória evolutiva. Quando reencarnamos próximos dos espíritos com quem nos desarmonizamos no passado, é com o espírito imortal que estamos nos rearmonizando, não com a personagem que aquele espírito interpretou numa determinada existência.

A cada existência temos uma personalidade diferente, interpretamos uma personagem, de acordo com o meio, a época, os valores que nos são ensinados. Os conhecimentos e experiências que já adquirimos ao longo de inúmeras existências irão direcionar as influências que recebemos atualmente. Um espírito razoavelmente adiantado faz dum limão uma limonada; um espírito ainda rebelde e preguiçoso desperdiça excelentes oportunidades.

A personalidade que animamos a cada existência é o instrumento do espírito para o progresso. Espíritos se encontram em várias existências, nas mais diversas condições, na tentativa de rearmonizar o que foi desarmonizado ou de consolidar laços afetivos. A personalidade passa, o espírito fica.

Vivemos no período de transição planetária. A Terra deixará de ser um mundo de provas e expiações para se tornar um mundo de regeneração. Só permanecerão aqui os que estiverem dispostos a se regenerarem. Isso acelera o processo natural de reajuste. Experimentamos um momento de reajuste obrigatório com nossos desafetos do passado. Velhas encrencas de existências passadas são trazidas à tona para que a harmonia seja feita. Tudo o que não foi perdoado e superado vem à superfície para ser esclarecido e resolvido.

Não podemos encarar isso como “provação”. São provas, sim. Mas essas provas são oportunidades únicas e inadiáveis, nas condições em que as recebemos, de quitar velhas dívidas, de “limparmos o nosso nome” no SPC espiritual. É como se tivéssemos acumulado dívidas durante décadas, ganhando salário mínimo e empurrando as contas com a barriga. Agora, que temos um salário decente, temos que primeiro colocar as contas em dia, para depois aproveitarmos um padrão de vida mais elevado.

Falo em “dívidas” para ser facilmente compreendido, mas não podemos pensar, de modo algum, que nascemos para pagar dívidas. Nascemos para amar, para fazermos coisas importantes, para aprendermos sobre o mundo, sobre o próximo e sobre nós mesmos. Só que para escalarmos degraus mais altos precisamos superar os nossos equívocos do passado. E agora é a hora.

O ódio se tranforma em amor

O ódio se transforma em amor

Artigo publicado originalmente em 27/09/2012

Ouça este artigo na voz do autor

Você já ouviu falar que o amor pode se transformar em ódio? Também já deve ter ouvido aquela definição que diz que o ódio é o amor que ficou doente. Esses dois sentimentos realmente são muito próximos. Mas, diferente do que se costuma pensar, não são opostos; não são o contrário um do outro. E o ódio também se transforma em amor.

Acho que o contrário do amor é a indiferença. Qual é o contrário de luz? Treva, escuridão. E o que é a escuridão? Não é a ausência da luz? Pois a indiferença é a ausência do amor. Ninguém odeia algo ou alguém que não lhe seja importante. O amor e o ódio são duas faces de uma mesma moeda.

Você já teve ódio de alguém? Não se envergonhe; somos todos humanos. Se já teve, aposto que foi de alguém muito próximo, alguém a quem provavelmente amou. O abandono por parte dos pais, a traição do marido ou da esposa, o desrespeito e menosprezo por parte de um filho, são essas atitudes vindas de pessoas normalmente amadas as que promovem ódios renitentes.

Isso também acontece em relação a coisas, não só a pessoas. Se nos roubam, nos privam, nos tiram algo que valorizamos muito, o ódio também é despertado: Nosso dinheiro, nosso cargo no trabalho, até o título do time para o qual torcemos.

O espírito imortal experimenta, em sucessivas reencarnações, as mais variadas nuances de amor e ódio, muitas vezes envolvendo os mesmos seres. A cada nova reencarnação, temos a oportunidade de nos reajustarmos com antigos desafetos, temos a chance de transformar ódios milenares em amor. E um dia isso acontece. Só o amor não acaba nunca.

Há casos (muito mais do que se costuma imaginar) de espíritos que se digladiam milênios afora, se revezando nas posições de vítima e algoz. Até que, ajudados pela proximidade imposta pelas circunstâncias, geralmente sob o mesmo teto, aprendem a se amar, aprendem a valorizar os aspectos positivos um do outro.

Você pode observar que os sentimentos mais pesados que você experimenta são dirigidos a pessoas muito próximas, que você ama ou gostaria de amar. São relações que vivem imersas no ódio há muito tempo, e estão em fase de transformação. Tudo tende para o amor, e ele está em todas as coisas, mesmo que seja em estado vegetativo. O amor pode estar sufocado no meio do rancor, da mágoa, da sede de vingança. Mas mesmo assim o amor existe. Permanece, latente, à espera da ocasião mais propícia para se desenvolver plenamente, superando obstáculos a curando feridas do passado.

Pode parecer estranho, mas talvez o ódio seja necessário para o conhecimento pleno do amor, para a real valorização do amor. Se não sentíssemos a tortura da fome, por certo nos descuidaríamos do cuidado em abastecer nosso corpo com a energia necessária para que realize as atividades que a vida requer. O ódio não passa de uma fome desesperada de amor. Uma tentativa enlouquecida de suprir a fome de amor que todos nós sentimos, querendo ou não.

Uma coisa é certa; é só observar para constatar por si mesmo: Desde que surge um vínculo entre duas pessoas, este vínculo jamais será quebrado. Se o que ficar for a indiferença, não havia vínculo. Ele pode se desenvolver como amor desde o começo, evoluindo aos poucos. Ou pode degenerar em ódio. Este ódio tem o poder (e a função) de manter o vínculo entre estas pessoas. E num processo mais ou menos longo, atravessando às vezes muitas reencarnações, este ódio vai se depurando e se desgastando até que se transforme em amor, o sentimento eterno, a força que move o mundo.

Vós sois deuses – Espiritismo

No capítulo 10 do Evangelho de João, estudado neste vídeo, Jesus dá a famosa declaração: – “Eu e o Pai somos um”. Muitos religiosos tradicionais levam isso ao pé da letra e imaginam isso como prova de que Jesus é Deus. Mas, neste mesmo capítulo, Jesus diz “vós sois deuses”.

Nossa natureza é divina, todos somos filhos de Deus, creados à sua imagem e semelhança, e nosso destino é sermos um com Ele.

Este é o 19° vídeo desta série de estudos sobre o Evangelho de João.