Comportamento, Reforma íntima

Perdoar aos inimigos

perdoar espiritismo

Morel Felipe Wilkon

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Todo ensinamento de Jesus se aplica a todos os estágios evolutivos. Perdoar aos inimigos é também um ensinamento prático e absolutamente necessário.

Em tempos de internet e acesso a informação de todo tipo, não é preciso ser especialista para saber que a principal característica do hipertenso é o ressentimento. O ressentimento crônico, comum a tantas pessoas do nosso convívio, gera a hipertensão crônica e as doenças cardíacas. Todos sabem que rancor provoca úlceras no estômago, que a raiva persistente causa uma série de distúrbios.

Espiritismo e as doenças

crianças fazendo as pazes
É preciso perdoar…

Quando Jesus nos recomendou que perdoássemos aos nossos inimigos, não estava apenas nos mostrando o caminho da elevação espiritual através do desprendimento da materialidade e do egoísmo que pontua nossas relações. Todo ensinamento de Jesus se aplica a todos os estágios evolutivos. Perdoar aos inimigos é também um ensinamento prático e absolutamente necessário.

Perdoar para ser perdoado

Não precisaríamos nem mesmo de grande elevação moral para perdoar aos inimigos. Bastava um pouco mais de racionalidade. Pois a regra é que o maior prejudicado com o não-perdão seja justamente o que não perdoa. O inimigo – que talvez nem mereça ser chamado assim – pode nem saber que gera tanta raiva em você e você fica se retorcendo, se remoendo, adoecendo de rancor e sede de vingança. É possível que o inimigo saiba que tem o poder de provocar essa raiva toda e se divirta muito com isso, se ache muito importante e poderoso ao conseguir abalar alguém de maneira tão eficiente.

Mesmo sem deixar de ser egoísta é preciso perdoar aos inimigos. Ao nutrir raiva e padecer com os resultados dessa raiva, você está demonstrando a sua fraqueza e concedendo o prazer da vitória ao seu inimigo.

Perdoar a si mesmo

Será que temos, realmente, inimigos? Sei que há casos, e são significativos, de inimizades milenares, de adversários que reencarnam muitas e muitas vezes próximos um do outro como tentativa de reajustar esse desajuste emocional. Nem todos aproveitam a oportunidade. Em família é comum que haja, entre seus membros, antigos desafetos que experimentam a intimidade do lar e dos laços consanguíneos para rearmonizar ou pelo menos amenizar a relação doentia.

Mas às vezes os inimigos não são inimigos. Ou não deveriam ser considerados assim. Pois são eles, muitas vezes, que nos possibilitam as melhores oportunidades de progresso moral, de aprendizado das coisas do espírito. As dificuldades provocadas por uma relação de inimizade nos fazem, mais cedo ou mais tarde, descobrir maneiras de resolver a situação. A partir dessa decisão começamos a tentar compreender as origens dessas diferenças, e inevitavelmente mudamos. Mudamos o nosso modo de pensar, revemos nossas posturas, nossas atitudes, nossos conceitos. Nem sempre conseguimos mudar o sentimento, mas é preciso dar um passo de cada vez. E a atitude racional, se ainda não é capaz de proporcionar uma alteração nos sentimentos, já é suficiente para a tomada de decisões e o começo das tentativas.

Percebemos, um dia, que ninguém se torna inimigo por acaso. Quem é inimigo, antes foi amigo. Em algum ponto remoto do passado, em alguma reencarnação perdida na memória atual, houve uma reviravolta nas relações entre duas pessoas que se queriam bem e surgiu a inimizade. Ninguém odeia alguém por nada. Ninguém odeia o motorista que desrespeitou o sinal vermelho, ninguém odeia o torcedor do time rival, ninguém odeia alguém que não conhece. Pode sentir raiva dessas pessoas, algo momentâneo e irracional, uma transferência de sentimentos recolhidos que acharam uma escapatória.

Mas só é possível odiar alguém de quem gostamos muito um dia. Todas as relações de inimizade têm como origem a amizade ou uma relação amorosa ou familiar. Se não encontrarmos as causas aqui, as encontraremos noutra existência.

Trato de assuntos teóricos com facilidade. Quando falo de coisas práticas, olho no espelho que tenho à minha frente para me lembrar de que devo ser honesto comigo mesmo.

Já tive inimigos. Já considerei pessoas como inimigas. Percebo claramente que as dificuldades provocadas a partir dessas relações fizeram com que eu me esforçasse para ser uma pessoa melhor. Nem sempre tive o equilíbrio necessário para lidar com essas situações. Mas, quando tive, os resultados foram excelentes. Nas vezes – que poderiam ter sido mais numerosas – em que orei pelos meus inimigos notei que sua importância ia diminuindo cada vez mais. Não considero a ninguém, hoje, como inimigo. Peço com sinceridade e sentimento que todos a quem eu prejudiquei, nesta ou em outras reencarnações, intencionalmente ou não, me perdoem. Eu, da mesma forma, perdoo a todos que tenham, de algum modo, com ou sem intenção, me prejudicado. Que todos tenham a chance de sentir o que sinto.

Como diz meu amigo Marco Antônio, começamos orando pelos nossos inimigos; depois percebemos que não temos inimigos…

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28 Comentários

  1. Olá Morel, espero que tenhas passado um belo Natal. Pra mim foi difícil, passei a ceia com amigos e o almoço com minha família (irmãos e irmãs) e meus filhos. Mas foi difícil, à noite quando cheguei em casa, sozinho, me deu um aperto no peito, uma dor muito forte, pensamentos recorrentes de vingança, de suicídio, não consegui dormir, só fico pensando na minha ex-mulher, não sei mais o que fazer. Faço minhas orações todos os dias, tento vigiar meus pensamentos, peço a Deus forças para perdoar e me perdoar mas parece que sempre volto para o começo, que não progrido, que não me liberto. Vou a um centro espírita que passei no ano passado, vou dedicar aos estudos da doutrina.

  2. Carolina, filosoficamente há uma grande diferença de conceitos entre criar e crear. Uma pessoa cria cachorros e gatos, mas Deus nos creou, pois crear é a manifestação da essência em forma de existência. Deus, ao nos crear, manifesta a essência dEle em nós. Somos parte de Deus. Deus, ao crear, continua sendo absoluto, mas a sua creação também faz parte dele, ou seja, Ele se manifesta na sua creação. Com a criação isso não ocorre. Mesmo que você ame um animal (ou um filho) você não manifesta a sua essência nele, ele não faz parte de você, ele não é manifestação de sua essência.

  3. Dona, quase todos se desdobram durante o período de sono físico. Mas, quanto a ajudar, temos, em primeiro lugar, que buscarmos o próprio equilíbrio. É claro que você pode oferecer-se aos bons espíritos, em nome de Jesus, para ser útil durante o sono. Se for possível, você será utilizada. Mas nosso esforço maior deve ser concentrado nas coisas, pessoas e situações que nos dizem respeito mais de perto. Compreendo a dificuldade de pedir perdão. Mas é apenas uma barreira psicológica que pode ser quebrada. De qualquer forma, o que importa, de fato, não é sermos perdoados, mas perdoarmos aos outros e a nós mesmos. O seu papel, o que está ao seu alcance e que independe de quem quer que seja, é perdoar. Perdoe a si mesma por seus erros e falhas, e perdoe aos outros. É um ótimo exercício reservar um momento do dia, sempre no mesmo horário, para orar pelas pessoas com quem temos diferenças. Apenas pedir perdão, perdoar e agradecer. Fique com Deus.

  4. Morel, sei que não tem nada a ver com o assunto, mas li nos comentários (e já li em vários outros textos seus) você escrever que Deus é nosso crEador… que nos crEou. Gostaria de saber porque você usa crear, em vez de criar, criador.

  5. Olá! Morel, mais uma vez obrigada por este excelente trabalho que nos alivia a alma… Gostaria de saber como posso fazer para me reconciliar com amizades antigas que rompi, pelo fato de ter passado por sabotamentos, hoje penso diferente, sei que preciso dessa reconciliação independente se eu estava certa, estou fazendo uma lista e meus irmãos estão nela também, sofri muito na mão deles quando era pequena, mas sei que fiz eles sofrerem muito em outras vidas, mas como fui criada na casa de um e de outro, acabei tendo muita dificuldade em perdoar, situação que está mudando ao passo que frequento o centro espírita, encontro muitas respostas a tudo que sofri na infância e compreendo a proteção que sempre senti, ocorre que ainda assim não consigo chegar para estas pessoas e pedir perdão, sei que é orgulho, mas pensei em fazer uma lista e orar por elas diariamente, como saberei se serei perdoada, pois a minha defesa era me afastar quando eu era magoada, realmente deixava de falar, mudava de calçada, mas hoje eu me arrependo, essa não é melhor forma, e você fala uma grande verdade, pois somos agressivos muitas vezes como forma de defesa… mas estamos gritando por ajuda, quantas vezes passei por isso… tenho refletido muito antes de dormir, fico pedindo permissão de visitar uma escola ou hospital do plano espiritual que me oriente e retire alguns sentimentos que ainda sinto e possuo e não me ajudam na minha reforma íntima, pois li que quando estamos dormindo podemos sair desse plano e visitar o plano espiritual se assim for permitido, gostaria de saber mais sobre o assunto, se é correto fazer isso, ou o que devo fazer… pois quero poder ajudar outras pessoas que vejo que passam essas aflições também… Obrigada! Pela sua Luz!

  6. Rivera, é preciso eliminar a pena de si mesmo. Por maior que seja a sua dor, há pessoas que experimentam dores e lidam de outro modo. Sua ex-mulher e seus filhos provavelmente estão bem. Já parou para pensar como seria se eles tivessem morrido num acidente qualquer? Mas não, eles seguem as suas vidas. Ela fez a escolha que quis. Seus filhos, embora não tenham escolhido, também seguem as suas vidas. Ninguém pode impedi-lo de conviver com os seus filhos. É possível compensar a pouca quantidade de tempo com os filhos com qualidade no convívio. Isso depende de você. Aliás, o rumo da sua vida só depende de você. Você pode passar o resto da vida sentindo pena de si mesmo ou pode reagir, ser grato pelo que tem e construir uma vida mais sólida e aberta a novas possibilidades. O mundo está cheio de pessoas interessantes. É você quem deve decidir se você merece uma nova chance ou não. Na verdade, Deus, nosso Creador, já decidiu isso ao nos crear. Deus sempre nos concede novas chances, novas oportunidades. A reencarnação é uma demonstração disso. Compete a nós aproveitarmos essas oportunidades. Quando as aproveitamos, estamos agindo de acordo com as Leis de Deus, e, consequentemente, somos felizes. Quando nos cristalizamos na revolta ou no sofrimento, desperdiçamos as oportunidades que nos são concedidas por Deus, indo na contramão da Sua Lei, e, portanto, colhemos infelicidade. Não adianta ter pena de si mesmo. Olhe para fora de você. Há vida por toda parte. Integre-se novamente à Vida. Pode parecer duro dizer ou refletir sobre isso, mas acrisolar-se dentro do próprio sofrimento é puro egoísmo. Você pensa na sua própria dor, em nada mais. Por isso não vê perspectiva. Quando quiser ver que há vida abundante fora de você, que todos os seres à sua volta vivem experiências de dor em suas vidas, que compete a nós mesmos vencermos a dor, então você reconhecerá que as forças que você diz que não ter, estão o tempo todo dentro de você.

  7. Morel, obrigado por me responder. Faz um ano e meio que ela me deixou por causa de outro. Não sei descrever o grau de sofrimento que eu passo, sei que eu melhorei, fiz terapia, parei de me lamentar com meus amigos, mas o vazio que existe… Estou estudando, penso em ser voluntário em um centro espírita, estou tentando tudo, só que simplesmente não vejo futuro pra mim, não me vejo com outra pessoa, sem meus filhos, agora então no natal a angústia toma uma proporção absurda, tenho rezado, pedido a Deus forças que não possuo. Não vou fazer nenhuma besteira, sei das consequências, mas tenho muito medo dos próximos anos da minha vida, sempre achei que chegaria aos 80 anos de forma tranquila e feliz, hoje não sei se chego aos 50, se a mágoa e o sofrimento realmente nos adoecem, acho que minha vida vai ser curta, penso que isso é o próprio espírito que acaba sabotando o corpo porque ele não aguenta mais sofrer e acaba adoecendo.

  8. Rivera, sua vida não foi destruída. Ninguém tem o poder de destruir a nossa vida. Sua vida lhe apresentou dificuldades e desafios que você está conseguindo superar e que certamente, no final das contas, tornarão você um ser melhor e mais feliz.
    Perdoe e agradeça, sempre.

  9. Morel, boa tarde. Venho acompanhando seu site há um mês, sempre quis conviver em paz com as pessoas, porém minha vida foi destruída por inimigos que eu não sabia que tinha. Minha família acabou, minha esposa me deixou e levou meus filhos. Busquei ajuda em vários lugares, na igreja, centro espírita e terapia. Agora estou estudando a doutrina espírita e tentando me reerguer, mas é muito difícil viver só. Já pensei em tanta coisa ruim que é melhor não descrever. Estou no início dos estudos, li O Livro dos Espíritos e estou lendo O Evangelho segundo o Espiritismo, também tenho frequentado a igreja católica, espero recuperar a vontade de viver. Um abraço, você tem me ajudado muito.

  10. Boa tarde! Este artigo é bastante oportuno, pois há pouco tempo atrás eu não conseguia nem pensar na possibilidade de perdoar, até porque já fui muito prejudicada por algumas pessoas, mas um dia, eu li algo que dizia para orarmos pelos que nos perseguem e caluniam, eu passei a fazer isso e confesso que hoje já me sinto uma pessoa bem melhor, e esta mensagem só veio reforçar mais o fato de que devemos perdoar para sermos perdoados.

  11. Nelson, para haver decepção é preciso que tenha havido, antes, espectativa…
    O que eu quis dizer foi exatamente o que eu disse, Nelson. Aliás, mesmo os médicos mais conservadores já admitem isso.
    De qualquer modo, você deve considerar que está num site que trata de uma opinião espírita, não num site médico. Pelo ponto de vista espírita, todas as doenças tem origem no espírito. O corpo físico reflete apenas a consequência; as causas estão no espírito.
    Neste sentido, há dois bons livros – não espíritas, mas com uma abordagem semelhante:

    A Doença como Caminho, de Thorwald Dethlefsen e Rudiger Dahlke; e
    A Doença como linguagem da Alma, de Rüdger Dahlke

    Se vocÊ considera digno de credibilidade apenas o que for abalizado ou corroborado pela ciência ortodoxa, há bons artigos sobre isso:

    http://www.redalyc.org/pdf/287/28770219.pdf
    http://www.redalyc.org/pdf/287/28730209.pdf
    http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0047-20852009000200011&script=sci_arttext

    Sem ressentimentos.

  12. Prezado,
    Hoje tive acesso à sua página, e ao ouvir outros assuntos por você abordados, decepcionei-me com este artigo. Recuso-me a acreditar que você quis dizer realmente que “…a principal característica do hipertenso é o ressentimento.” Se é a principal subentende-se que todos os hipertensos o são. Não sei em que pesquisa você se baseou para falar tal bobagem. Quero acreditar que o que você queria dizer era que o ressentimento poderia causar hipertensão, o que acredito ser possível, e espero que o meu comentário não lhe traga ressentimentos.

  13. Eu não sei se tenho inimigo, mas há sempre pessoas egocêntricas que não querem nos ver bem. Isso é fato porque a bíblia diz que devemos perdoar nossos inimigos, eu acredito na bíblia. No entanto às vezes perdoamos mas não queremos muito a sua aproximação. Sabe por quê, somos carne e temos nossas falhas, somos imperfeitos, por isso amar nossos inimigos é complicado. Mas Deus é misericordioso e ele nos entende.

  14. Karla, lembrei de situações como esta experimentada por você enquanto escrevia este artigo, e me questionei a respeito. Conheço pessoas que “se odeiam” por causa de futebol, por exemplo. Mas, cessada a causa, não acredito que se leve este sentimento consigo para além desta existência. As verdadeiras inimizades – se é que podemos chamar assim – são aquelas que permanecem mesmo quando a causa que as gerou deixou de existir. Quanto a sentir-se humilhado – falo por mim – só nos podemos sentir isso, ninguém nos obriga a sentirmos nada. Nos sentimos humilhados por nosso orgulho ferido. Se não há orgulho, não há humilhação.
    Sei como a questão dos vizinhos incomoda. Mas não acredito em coincidências nem em efeitos sem causa. Mas obrigado por chamar a atenção para este aspecto, vale a pena refletir a respeito.

  15. Eu só discordo de uma parte do post, Morel. Já senti muito ódio dos meus vizinhos barulhentos, e eu nem sequer os conheço pessoalmente. Ocorre que eles nos prejudicam todos os dias com seus barulhos noturnos e não mudam. Meu marido e o síndico (um banana, por sinal), conversaram com eles, mas não adiantou. Se hoje estou conseguindo não sentir ódio, é porque me esforço muito para perdoar. Mas repito, não os conheço e nunca tive amizade com eles, e mesmo assim já senti um profundo ódio por essas pessoas, chegando a desejar que coisas ruins acontecessem com elas. Não me considero uma pessoa má. Pelo contrário, faço de tudo para não prejudicar/magoar ninguém. Mas nada me tira tanto do sério como a falta de respeito das outras pessoas. Eu também sempre me senti “humilhada” por outras pessoas (na escola, em alguns empregos). Por isso, eu imagino que devo ter humilhado muitas pessoas em vidas passadas e agora tenho que passar por essas provações para aprender a respeitar o meu próximo.

  16. Rodrigo, que vantagem haveria nisso? Se você é uma pessoa correta, disposta a fazer o bem e a corrigir os seus erros, conforme eles se apresentarem, não há porque se preocupar com isso.

  17. Eu tinha, pelo menos no momento é o que eu sei a respeito dessa informação, eu tinha um “inimigo” que vinha se vingando por algo que eu fiz, desde a época de Roma, a situação era muito séria, sentia sua presença o tempo todo, até um dia consegui falar com ele e com a ajuda de sua mãe e dos nossos irmãos da espiritualidade, ele se encontra em tratamento no centro espírita que eu frequento, deixamos para ter uma conversa mais profunda quando ele melhorar. Essa situação me fez refletir muito, ainda tem muita pergunta sem resposta. Eu sou muito agradecida pela ajuda que nossos irmãos fizeram e espero com muito zelo por mais uma conversa e não parar por aqui…

  18. Obrigado, Morel! por mais este esclarecimento. Hoje compreendi um pouco mais sobre o perdão aos atos e erros de nossos supostos inimigos hoje.

  19. Esse é um dos motivos de reencarnarmos, Josiane. Numa próxima oportunidade na matéria, com outros papéis, outras circunstâncias, poderemos realmente amar a quem hoje faz o papel de inimigo. Devemos, pelo menos, nos livrarmos de qualquer mágoa ou rancor, compreendendo que agem assim por ignorância, por falta de valores, por pobreza espiritual, e que um dia fomos tão atrasados quanto eles. Aliás, se estamos convivendo com eles e se eles ainda têm o poder de nos incomodar, é porque ainda não somos assim tão diferentes. E, acima de tudo, devemos lembrar o que Jesus nos disse: “Reconciliai-vos com vossos inimigos enquanto estás a caminho.”, ou seja, enquanto estamos encarnados.
    Fique com Deus.

  20. Eu também me afasto, tem certas pessoas que não adianta, por mais que você tente, elas não fazem nenhum esforço para evoluir. Infelizmente, no meu caso, as pessoas se divertem e ficam felizes em saber que fizeram mal para o próximo e se você demonstrar irritação, ficam mais felizes ainda, como o Morel descreveu. Por mais que eu tente compreender, me baseando nos meus ensinamentos, fica praticamente impossível a convivência, pois não há nenhuma afinidade.

  21. Thay, o perdão pressupõe a concessão de nova chance. Perdoar é desligar-se. Desligar-se do mal cometido. Mas sabemos que há casos em que não é possível, pelo menos de imediato, conceder novas chances a pessoas que já nos prejudicaram, pois poderiam nos prejudicar novamente. Nosso trabalho, então, além de perdoar, é saber discernir quando uma pessoa é merecedora de uma nova oportunidade de aproximação ou não.
    O modo que eu utilizo para saber se perdoei ou não é associar o perdão ao erro cometido pela pessoa, e não à pessoa. Na verdade não é a pessoa que tem quer ser perdoada, mas o erro cometido por ela. As pessoas são todas falíveis. Então, imagino como eu me sentiria, como eu me portaria com essa pessoa se ela estivessa livre dos erros que cometeu. Se, na imaginação, eu me sentir bem na sua presença, é porque perdoei. Caso contrário…

  22. Morel, existem pessoas do meu convívio que já me fizeram muito mal, porém quando algo assim acontece logo me afasto, mesmo quando querem um contato. Estou agindo de maneira errada? Não desejo nenhum mal, em minhas orações já rezei por eles, porém não quero contato. Será que realmente não perdoei essas pessoas?

  23. Rodrigo, há pessoas, como você, que já não fazem mais inimigos, não estão focadas em coisas negativas. De qualquer modo, devemos lembrar que dentre os inúmeros espíritos com quem nos relacionamos, alguns estão encarnados e outros desencarnados.

  24. As vezes, quando eu leio o Evangelho, vejo Jesus orientando a amar e perdoar os inimigos. Porém, nesses 22 anos que estou reencarnado, nunca tive um único inimigo!

    Não consigo compreender. Consigo fazer amizades facilmente, sendo que, quando chego em algum ambiente novo, logo as pessoas já começam a falar comigo. Me relaciono bem com qualquer pessoa sem quaisquer dificuldades.

    Em razão do estágio evolutivo que estamos (provas e expiações), não é um tanto estranho eu não ter e nunca ter tido inimigos?

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