Comportamento

Espiritismo e o dinheiro

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Artigo publicado originalmente em 22/10/2012

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O Espiritismo diz que tanto a riqueza quanto a pobreza são provas difíceis que exigem o equilíbrio.

Qual é a sua relação com o dinheiro? Você acha que ser pobre á uma virtude? Ou o seu grande objetivo é ficar rico, ter dinheiro? Como eu acho que você seja uma pessoa equilibrada, espero que não se identifique com nenhuma das alternativas. Assim como tudo na vida, a sua relação com o dinheiro também requer equilíbrio.

É que o dinheiro, juntamente com o sexo, é a grande paixão humana; a grande obsessão da humanidade encarnada. Nossa cultura cristã, mal interpretada, nos passou a ideia de que dinheiro é pecado. Acredito que a intenção inicial dessa ideia fosse boa, que a intenção fosse nos preservar da cobiça, da inveja, da luta desenfreada pela riqueza.

Todos gostam de dinheiro

Mas hoje já somos esclarecidos o suficiente para saber que o dinheiro é a principal ferramenta do progresso intelectual. Sem dinheiro não há trabalho, nem pesquisas, nem avanço tecnológico, nem o conforto e a comodidade em que podemos viver hoje em dia. Ou você acha interessante pegar água de poço? Ler à luz de lampião? Acender o fogão a lenha pra cozinhar? Percorrer grandes distâncias no lombo do cavalo? Essas imagens são muito bonitas, nos remetem a coisas simples e tranquilas. Mas poucos gostariam de viver dessa maneira.

 A verdade é que todos gostam de dinheiro, todos merecem ter dinheiro, todos devem ter dinheiro. Quem já passou por privações, por falta de dinheiro, sabe como isso é desgastante. Mas a privação nos faz valorizar a fartura. A carência de dinheiro nos faz dar o devido valor às coisas que o dinheiro proporciona. Grande parte da população sofre pela insuficiência de dinheiro. E há os que pensam que essa é a vontade de Deus, ou que a pobreza é carma, é castigo, é provação.

Pode ser que a falta de dinheiro seja resultado da ativação da Lei de causa e efeito. Se você abusou do dinheiro numa reencarnação, pode ser que você sofra a carência de dinheiro para se reajustar com a ideia de dinheiro, para você reaprender a usá-lo de maneira harmônica e construtiva. Mas nada obriga ninguém a permanecer na pobreza. Não existe determinismo. Você pode reencarnar com algumas limitações, entre elas a falta de dinheiro. Mas isso não impede você de modificar essa situação. O importante é que você aprenda a lição.

Todas as nossas limitações atuais têm sua razão de ser. Todas elas são oportunidades de aprendizado, são meios que a vida nos oferece de aprendermos lições em assuntos que falhamos no passado. Se alguém nasceu pobre, conheceu fome e miséria, isso não quer dizer que tenha que ser sempre assim. A expiação só é necessária até haver o aprendizado. Se há a rearmonização com o dinheiro, se ele passa a ser visto como meio e não como fim, não há porque permanecer na pobreza.

O mundo oferece oportunidades para todos. Claro que existe muita desigualdade, muito preconceito, muito desconhecimento por parte das camadas mais pobres da população. Mas as exceções demonstram que é possível vencer a pobreza e as dificuldades mesmo em condições menos propícias. Há muitos casos de pobres miseráveis que ficaram ricos, assim como há muitos casos de ricos que acabaram nas ruas.

Somos espíritos imortais, estagiamos na matéria inúmeras vezes. Cada um tem o que merece. Se todos fossem ativos e trabalhadores, se todos desenvolvessem o mesmo grau de inteligência, se todos tivessem confiança em si mesmos, se todos fossem gratos a Deus pela abundância e fartura que o universo nos oferece, se todos fizessem mais do que se espera que façam, todos ficariam ricos.

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15 Comentários

  1. Quando a Humanidade compreender as Leis Divinas não será mais necessário o uso do Dinheiro como forma de remuneração, o estimulo e recompensa pelo trabalho será o amor e a felicidade eterna dos seus semelhantes.

  2. Este tema é tão elástico que varias são as verdades, e eu acredito que a felicidade independe de classes sociais, (FELICIDADE É UM ESTADO DE CONCIENCIA)

  3. Eduardo, você está correto em sua análise, apenas temos que lembrar o porquê da dificuldade da prova da riqueza: justamente pela facilidade que ela proporciona. Uma pessoa que nunca enfrentou qualquer dificuldade gerada pela falta de dinheiro tem muito menos necessidade interior de espiritualizar-se. A falta de dinheiro nos deixa poucas escolhas, inclusive em relação às pessoas com quem vamos conviver – num emprego, por exemplo, ou no ônibus de todos os dias. A falta de dinheiro nos ensina a observar, e, se não formos muito primários, desenvolvemos a empatia e buscamos um sentido maior para a vida. Uma pessoa que não conhece dificuldades materiais não tem porque buscar um sentido maior para a vida.
    Um abraço!

  4. Essa é a única e incômoda verdade: seja a sua vida feliz ou infeliz, será muito melhor vivê-la num palacete a ter de amargá-la debaixo de um viaduto. E isso até um demente consegue entender. É claro que a “prova” da riqueza é um presente e não uma provação, como ser pobre e viver passando vontades e necessidades. Isso sim é provação pra masoquista nenhum botar defeito! A riqueza só não funciona na mão de gente insensata e pouco inteligente. O fato de ser pobre, por si só, não é nenhuma virtude, nem vai fazer você chegar mais perto de Deus.

  5. Nossa! Muito obrigada. Esse artigo me ajudou imensamente e me deu uma resposta sobre um grande questionamento nesta minha vida. Você é excepcional!! Que Deus te ilumine e te abençoe sempre!!!

  6. Bom dia. Gostaria muito de saber de tamanho conhecimento, você é formado em teologia? Quero saber para ver de onde vem tamanho conhecimento. Eu gosto. Obrigado…

  7. Caro Stephan, se todos os seres humanos cooperassem uns com os outros com inteligência, todos seriam ricos sim, mas a riqueza não seria necessariamente essa que vemos hoje, proporcionada pelo capitalismo. Seria outro tipo de riqueza, talvez nem precisássemos de carrões na garagem ou mansões, poderíamos todos viver com bem menos mas com maior qualidade de vida. Talvez não houvesse tanta desigualdade, destruição da natureza, superpopulação, violência etc. Saberíamos com certeza viver de outra forma, em paz conosco mesmos e com a natureza. Fica a reflexão.

  8. É verdade, caro Morel. A resposta à minha pergunta está dentro dela mesma. “O mundo não foi planejado por Deus para que todos pudessem vivê-lo intensamente, daí o grande número de ateus e de pessoas que pactuam com entidades ‘da esquerda’ no afã de levar uma vida realmente digna”. Não podemos culpá-las por quererem viver como astros do cinema, dos esportes ou da música, pois muita gente sem talento nenhum está ganhando rios de dinheiro enquanto muita gente boa e estudada tem que amargar uma vidinha besta e sem sentido, pegando sei lá quantas conduções lotadas todos os dias para trabalhar feito um condenado, ganhar uma mixaria, morar num barraco e ainda assim ter de agradecer a Deus pela vida “maravilhosa” que levam. Obrigado pela sua atenção.

  9. Pois eu prefiro passar por um câncer dentro de um palacete a sofrer da mesma enfermidade num barraco.
    “Se todos fossem ativos e trabalhadores, se todos desenvolvessem o mesmo grau de inteligência, se todos tivessem confiança em si mesmos, se todos fossem gratos a Deus pela abundância e fartura que o universo nos oferece, se todos fizessem mais do que se espera que façam, todos ficariam ricos”. Mas se todos os seres humanos fossem tão empreendedores e indefectíveis assim e toda a humanidade ficasse rica, o planeta entraria em colapso. Não há, nem nunca houve, na Terra, condições para que todos fossem intensamente bem-sucedidos, para que todos tivessem um Ferrari na garagem e uma mansão num bairro nobre, por exemplo. Quem iria servir a quem? Quem iria querer trabalhar no balcão de uma farmácia quando você precisasse de um remédio (só para ficar em um outro exemplo bem simples)se todo mundo (literalmente) ficou rico? Poderia comentar esses fatos, caro Morel? Abraço!

  10. Edilson, eu também já passei por dificuldades financeiras consideráveis, e, acredite, este era o menor dos problemas. As coisas só melhoram quando prestamos atenção ao lado espiritual. Quem tem mediunidade tem compromisso a cumprir. Prestemos atenção ao nosso compromisso e tudo começa a se ajeitar. Jesus disse para cuidarmos em primeiro lugar das coisas do reino de Deus, ou seja, das coisas do espírito, que as outras nos seriam dadas por acréscimo. O estudo num centro espírita é necessário. Sem esclarecimento a respeito da mediunidade não há como controlá-la, e nos tornamos muito suscetíveis a influências negativas. É preciso o firme propósito de ajudar o próximo. Somos médiuns para isso. Tudo depende de você. Conscientize-se da sua responsabilidade, cuide do aspecto espiritual sem descuidar-se da procura pelo sustento e tudo há de se ajeitar. Comece hoje mesmo a agradecer a Deus pelas oportunidades que são colocadas no seu caminho todos os dias da sua vida.

  11. Olá, nem sei como começar, mas estou em uma fase muito difícil da minha vida, não consigo confiar em mais ninguém, sei que tenho uma mediunidade muito grande só não sei como colocar isso pra fora e nem tenho condições financeiras para sustentar a mim e minha família, na realidade eu não sei mais como prosseguir em minha vida. Peço-lhe uma orientação.

  12. Obrigado, amigo. Isso me alivia…
    Os Espíritos são enfáticos ao dizerem que a prova da riqueza é das mais difíceis para nós. No ESE tem algumas passagens muito interessantes sobre isso. Tenho definido que quero apenas me manter financeiramente estável, como estou agora, hehehe. Nada de carrões ou viagens à Europa toda semana =P. Apenas procurar me enriquecer de conhecimento e moralidade. Abraços!

  13. Renan, não acho que você deva se preocupar com essa questão. Muitas pessoas sentem-se culpadas por terem muito dinheiro ou pensam que não devem se dedicar a ganhar dinheiro. Associaram a ideia de dinheiro a culpa, a pecado. Você tem razão em atribuir o seu receio a experiências de reencarnações passadas. Por isso guardamos esses resquícios de medo, de precaução contra a tentação. Siga o seu coração. Todos reencarnamos com um propósito principal. Se os estudos são o que mais lhe despertam o interesse, por que se preocupar com a questão do dinheiro? Pode-se desenvolver intelectual, moral e espiritualmente com ou sem dinheiro. O dinheiro é um facilitador, uma ferramenta preciosa a nosso favor. Mas não precisamos mais que o necessário. Para uns o necessário é maior, para outros é menor. Dentro de você você sabe o que quer de verdade. Questione-se. Se o que você quer é útil e construtivo, não há nada com que se preocupar. É só pôr mãos à obra.

  14. Caro amigo, gostei muito deste texto, pois me remete a algo que sempre ficou claro na minha mente: Sou de classe média, tenho uma vida simples, porém que não falta nada de essencial à vida digna. Estou num nível social que me deixa muito feliz e agradeço muito a Deus por isso. Tenho um profundo MEDO de me tornar classe alta, ganhar muito bem, ter o “carro do ano”, morar naquele “condomínio fechado todo chique”. Sinto que, numa encarnação passada, tive muito dinheiro e não fiz bom uso do mesmo. Nunca mais quero ter a experiência de ter muito dinheiro.
    Será que este meu entravamento é ruim para mim? Será que minhas capacidades intelectuais poderão ser bem desenvolvidas através de leitura de livros e muitos estudos, sem necessariamente ter que trabalhar em algo que me dê muito dinheiro? Não quero ter um emprego que me dê muita verba, sabe… quero apenas o necessário… não quero extravagâncias, e para mim, ter o carro do ano e morar numa mansão em condomínio fechado já é extravagante demais e me dá arrepios só de pensar nisso.
    Quero aprender muitas coisas, sem a necessidade de ganhar bem para isso. Será que é possível, irmão? Ficaria muito feliz se respondesse e tentasse analisar este meu caso. Abraços.

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