Leis cósmicas, Reencarnação

O Mal é fruto da ignorância

O Mal é fruto da ignorância
O Mal é fruto da ignorância

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Para o espiritismo, o Mal é fruto da ignorância. É compreensível que muitas pessoas não concordem com isso. Os jornais noticiam todos os dias os crimes mais bárbaros e chocantes. De tempos em tempos, a grande mídia aproveita a repercussão ocasionada por um crime fora do comum para elevar seus níveis de audiência.

O posicionamento do espiritismo sobre o tema já era defendido por Sócrates, quatrocentos e poucos anos antes de Cristo. Para Sócrates, os atos errados são consequência da própria ignorância, e o Mal é a ausência do Bem, é o não-Bem. O fato é que nós evoluímos para a verdade através dos erros.

Inúmeros filósofos e cientistas tentaram desvendar a origem do Mal. Para uns, sua origem está na sociedade, para outros, o Mal se deve a características do cérebro, outros opinam que o Mal advém de nossa ancestralidade animal. A tese de qualquer um desses estudiosos poderia ser aceita. Suas explicações são plausíveis, dignas de credibilidade. Mas falta a eles um ponto fundamental, sem o qual não é possível chegar a nenhuma conclusão definitiva: a reencarnação.

Sem considerar a reencarnação não há como compreender que a origem do Mal é espiritual, pois os espíritos que habitam a Terra são ainda muito imperfeitos. Na questão 120 do Livro dos Espíritos vemos que, para chegar ao Bem, todos passam pela ignorância. Isso deixa claro que o Mal e ignorância estão intimamente ligados. Ignorância das Leis de Deus, ignorância das Leis cósmicas que regem todas as coisas. 

Quem pratica o Mal não mede consequências. Se conhece as consequências e mesmo assim pratica o Mal, não compreende a gravidade dessas consequências. Pensa e age movido pelo mais profundo egoísmo. É muito feio ser egoísta. É horripilante ver alguém que não se importa a mínima com o seu próximo, que ri de situações angustiantes, que não se sensibiliza com nada. Por isso custamos a acreditar, a aceitar, a compreender que o Mal é apenas fruto da ignorância, do desconhecimento.

O espiritismo, antes de mais nada, é esclarecedor. Desde a obra de Allan Kardec, seu papel fundamental é de esclarecimento, orientação e educação. Seu campo de estudo é vasto, suas obras literárias, abundantes. Não falta material de estudo para desenvolver nosso intelecto. O nosso grande desafio é o aprimoramento moral, a reforma íntima.

Você vê todos os dias pessoas que vivem como zumbis. Pessoas que revezam seu tempo entre um trabalho obrigatório em busca do sustento e a procura de prazer. Suas vidas se resumem a isso. A maioria da população vive assim.  São, como diz o meu amigo Mauro Pilla, os CBDs: come, bebe e dorme.

Eles tem a desculpa da ignorância, pois ainda não despertaram, ainda não se deram conta de sua condição verdadeira, de sua natureza espiritual. Nós não temos essa desculpa. Nossa cobrança será maior. Nossa consciência nos chama a atenção de acordo com o nosso grau de maturidade moral e espiritual. 

A quem muito foi dado, muito será cobrado.

Diferentemente daqueles que praticam o mal e não sofrem por isso, nós sofremos não só pelo mal que praticamos, como pelo bem que deixamos de praticar. 

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15 Comentários

  1. Não adianta fazer o mal, não tem aonde correr, um dia essas pessoas que providenciaram o mal vão sofrer as consequências, nessa vida ou em outra vida! Ou seja, suponhamos, fazemos uma brincadeira normal, a pessoa nos responde de uma maneira inferior por causa de uma brincadeira, a pessoa que sofreu a agressão daquela pessoa com as palavras ofensivas, calando a boca deixa a sua mensagem e faz aquela pessoa que agrediu, refletir depois! É só um exemplo e mesmo assim a pessoa fica se questionando, não no momento porque o orgulho é grande, mas na hora que ela ou ele colocar a cabecinha do travesseiro vem as consequências!

  2. Pelos relatos de espíritos mais experientes que nós, como nas obras de André Luiz, se percebe que eles também estão longe da compreensão que buscamos.

  3. Rodrigo, essas questões já me inquietaram muito. Perdi noites de sono buscando respostas e não achei. Escrevi muita coisa que hoje renego. Qualquer resposta que se dê a essas questões será puramente filosófica, pois a nossa lógica não vai tão longe. De tudo o que já estudei a respeito, fica uma certeza: Somos ainda demasiadamente imperfeitos para compreender tais coisas. É como explicar Economia e Sistemas de Governo a uma crinça, é como tentar explicar a um cego de nascença o belo contraste de cores de uma pintura. Quando você achar uma resposta satisfatória, por favor, divida-a comigo.
    Ia terminar por aqui, mas tem outra coisa. Talvez haja questões que jamais endenderemos racionalmente, com a ideis de Deus. Ninguém entendeDeus, apenas O sentimos, em alguns momentos. Digo isso porque há momentos em que compreendo tudo, sinto o plano divino. Mas isso não é um processo racional, intelectual.

  4. Sempre ouço isso e também já li na gênese que o espírito é feito ignorante e simples e vai aprendendo com suas múltiplas vidas, mas pergunto: Será que o espírito sempre se encaminha primeiro pro mal e depois de estar saturado com milênios de maldade só daí começa a enchergar o bem? E se é assim porque é assim, não pode o espírito seguir os conselhos dos mais velhos e caminhar relativamente no bem? O espírito precisa vivenciar primeiro o mal para dar valor posteriormente ao bem? Ou pela sua ignorância só consegue praticar o mal no princípio da sua caminhada? Já que existe uma lei moral que rege toda toda a criação e que se andarmos contrários a essa lei colheremos as consequências, então Deus ao nos criar totalmente ignorantes dessa lei não está nos expondo ao sofrimento? E se for assim está sendo injusto, já que um espírito não pede pra existir, concorda? Podemos pedir pra reencarnar mas não pra existir, já que antes de sermos criados não possuímos faculdade alguma. São algumas dúvidas que tenho, desculpa, acho que são muitas perguntas rss.

  5. Morel, agradeço a atenção e a resposta enviada. Após a leitura do livro, se algumas dúvidas persistirem posso as enviar por email a você? Imagino que não tenha muito tempo pra explicações, mas se puder ficarei muito grata. Fique com Deus.

  6. Bruna, Deus nos criou simples e ignorantes. Ignorantes no sentido de não saber. Simples, por não sermos originalmente bons nem maus. Conforme vamos adquirindo consciência de nós mesmos, nosso livre-arbítrio vai sendo desenvolvido, e podemos escolher entre o Bem e o Mal. A escolha pelo Mal, por ser geralmente o caminho mais fácil, à primeira vista, denota a ignorância do Espírito acerca das Leis de Deus, pois não percebe que através da Lei de causa e efeito, todo o mal cometido deverá ser reajustado. Essa questão é muito bem explicada no Livro dos Espíritos, Parte Segunda, Capítulo I. E mais especificamente na questão 114. Você encontra o livro em PDF na internet.
    Bruna, para qualquer compreensão mais clara acerca do Espiritismo é imprescindível a leitura deste livro. É a base de tudo. O entendimento sobre diversos temas é prejudicado se não houver a base. É assim em qualquer ramo de conhecimento, da Matemática à Geografia.
    Aqui está o link: http://www.espiritismo.org/lesp_br.pdf
    Fique com Deus!

  7. Olá,
    Descobri este site hoje e li muitos artigos. No entanto, tenho muitas dúvidas relacionadas ao Espiritismo. Uma delas é pertinente a este artigo. Você mencionou que : “… pois os espíritos que habitam a Terra são ainda muito imperfeitos. Na questão 120 do Livro dos Espíritos vemos que, para chegar ao Bem, todos passam pela ignorância. Isso deixa claro que o Mal e a ignorância estão intimamente ligados. Ignorância das Leis de Deus, ignorância das Leis cósmicas que regem todas as coisas”
    Partindo desta premissa, que todos iniciam na ignorância, e que ( como já escutei de alguns amigos espíritas) não há “retrocesso espiritual”, ou seja, se adquirimos alguma virtude não retrocedemos, estaríamos assim, sempre estagnados ou evoluindo. Assim sendo, o que a doutrina espírita tem a dizer sobre o estado inicial de nosso espírito? Teria o Soberano, eternamente bom, justo e perfeito Deus, nos criado ignorantes, maus e egoístas para só depois evoluirmos? O que a doutrina tem a nos dizer sobre o estado inicial dos nossos espíritos?
    Agradeço a atenção e aguardo respostas.

  8. Bebel, você está se referindo ao conhecimento material, terreno. Neste caso, veremos que os maiores criminosos de todos os tempos são pessoas extremamente inteligentes. Temos que diferenciar o conhecimento material e o conhecimento espiritual; o conhecimento intelectual e o conhecimento moral.
    Nessa mesma linha de raciocínio, veremos que as pessoas reconhecidamente boas, como Madre tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Chico Xavier e muitos outros não são pessoas que se destacaram pela inteligência intelectual. O seu conhecimento era MORAL. Eles eram moralmente superiores. A ignorância que gera o Mal não é a ignorância intelectual, nesse caso, a multidão de semi-analfabetos das nossas cidades seriam todos bandidos! A ignorância que provoca o Mal é a ignorância moral, o desconhecimento das Leis de Deus que nos regem.

  9. Me surgiu uma dúvida… por exemplo, no caso daquele rapaz Gil Rugai que foi considerado culpado pela morte do pai e da madrasta pela justica (se foi mesmo só Deus sabe), como um rapaz estudado, de boa família pode ser considerado um ignorante? A Susane Richtofen, será que ela também pode ser considerada uma ignorante? Eu acho que essas pessoas sabem o que é o bem o mal, quais são suas consequências, mas elas são ignorantes somente no fato de que acreditam na total impunidade não somente na justica dos homens, mas na de Deus (se é que creem nele).

  10. Sim, Marco Aurélio. Tudo o que praticamos de prejudicial a nós mesmos e aos outros é por ignorância. Podemos ser conscientes da informação, das regras, das normas. Mas somos ignorantes quanto à amplitude das consequências, pois não compreendemos suficientemente as Leis de Deus. Não podemos nos resignar com nossas imperfeições. Devemos, um dia após o outro, tentar sermos melhores. Reforma íntima requer persistência.

  11. Mesmo que tenhamos consciência de que aquilo não é bom, e mesmo assim praticamos o que não é bom, seja por desejos, prazeres, falta de compaixão, etc. Pode ser ignorância? Digo, há coisas que por mais que tentemos, parecem estar tão enraizadas em nós, devemos então brigar com a gente mesmo, ou resignar? Tentar dominar? Ou simplesmente observá-los e tentar entender?

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