Leis cósmicas, Mentalismo

Isso também passa…

Isso também passa...
Isso também passa…

Ouça este artigo na voz do autor

Dizem que Chico Xavier costumava ter sobre a sua cama uma plaquinha onde estava escrito: “Isso também passa…”. Quando se fala em Chico Xavier, hoje, é difícil saber o que é verdade e o que é lenda. Isso provavelmente é verdade, há textos recitados por ele com esse tema.

A placa servia para lembrá-lo de que os momentos de dificuldade passam, vão embora, mais cedo ou mais tarde. E que os momentos de felicidade e entusiasmo não são permanentes, não se pode iludir com uma satisfação momentânea. Tudo é passageiro em nosso estágio evolutivo.

Eu acredito que podemos ser felizes a maior parte do tempo, aqui na Terra. A felicidade completa não está ao nosso alcance, mas todos nós merecemos e queremos ser felizes. Claro que para que isso aconteça, precisamos valorizar o que temos.

E nos momentos de maior dificuldade, como você faz? Você costuma agir com frieza ou se deixa levar pelas emoções? Você é do tipo que se desespera ou procura se acalmar e esperar que a tempestade passe?

Esse é um planeta de provas, lembra? Somos constantemente provados. Sempre que adquirimos novos saberes, novas capacitações, a Vida nos oferece provas de acordo com o nosso grau de adiantamento e maturidade. É assim na vida de relação, no cotidiano, em tudo. Uma criança aprende a ler e a escrever, aprende as operações básicas de aritmética e é submetida a provas para testar seu aprendizado. Se não aprendeu o suficiente para passar de nível, fica estacionada.

As provas continuam em todo o Ensino Fundamental, no Ensino Médio e no Ensino Superior. No âmbito profissional também, conforme você vai aprendendo, vai sendo apresentado a funções mais complexas. No lar acontece a mesma coisa. As responsabilidades são atribuídas conforme o grau de capacitação de cada membro familiar.

Nossa vida em sociedade apenas imita, timidamente, Leis cósmicas imutáveis que regem o universo. A combinação de algumas dessas Leis faz com que sejamos sempre testados em nossos aprendizados. Esses testes não podem ser vistos como castigos ou como caprichos do destino. São os meios que o universo nos faculta, nos oferece, nos disponibiliza, para que possamos subir, degrau por degrau, a longa escada de nosso progresso individual.

Por isso perguntei a você como é a sua reação, o seu comportamento nesses momentos de provação. Os menos otimistas dizem que “uma desgraça nunca vem sozinha”. Negativismo à parte, é mais ou menos assim que acontece. Tudo que plantamos, temos que colher. Às vezes cometemos um erro que se desdobra em mais de uma consequência. E essas consequências se apresentam todas de uma vez só, praticamente ao mesmo tempo. Por isso geralmente o problema não vem sozinho. Há outros problemas de alguma forma relacionados entre si que derivam de um mesmo erro, de uma mesma falha inicial.

Além disso, você não pode esquecer da Lei de atração. Quando algo de muito positivo acontece com você, a sua mente subconsciente ativa a Lei de atração, desencadeando outros acontecimentos que combinem com o seu estado se espírito. O mesmo processo ocorre quando algo de ruim lhe acontece. Você fica tão abalado pelo problema que lhe surgiu que seu estado de ânimo negativo impressiona sua mente subconsciente, ativando a Lei de atração. Por isso mais e mais problemas vão aparecendo…

Falta de fé, esta é a questão. Porque problemas sempre vão existir, e a solução para eles também. Mas falta fé para lidar com o problema quando ele surge. Se tivermos em mente que “isso também passa” e não nos deixarmos abalar, não atrairemos outros problemas. Se nos focarmos em descobrir qual a lição que este problema está nos proporcionando, aprenderemos com ele e o superaremos com mais facilidade. E aquele ditado que diz que “a desgraça não vem sozinha” perderá o sentido, será apenas uma expressão pessimista.

Conheça meu canal no Youtube!

Artigo AnteriorPróximo Artigo

14 Comentários

  1. Olá Morel.
    Bem elaborado e tão necessário o seu texto, meu amigo.
    Sabe, nos momentos de aflição, essa fala “tudo passa”, parece soar como dito popular sem sentido nenhum. Mas, tendo ficado pra trás aquela fase difícil, tendo superado momentos angustiantes, compreendemos a veracidade dessa frase. E às vezes me pego lembrando, quando estou alegre, partilhando de momentos agradáveis ao lado de pessoas que me são caras, quando admiro com extremo encanto a beleza da natureza, a lua esplendorosa no firmamento, o despedir do sol no horizonte, o barulho da água do rio fazendo seu percurso, que também são momentos passageiros. Até nós estamos de passagem. E nesse pequeno instante do percurso evolutivo, tenho aprendido a valorizar os bons momentos e aceitar com certa dose de paciência as ocorrências menos agradáveis, entendendo que é necessário que os mesmos ocorram, por alguma razão que desconheço ou que ainda não posso compreender. Devo contudo confessar que não é um processo fácil, ainda não é espontânea essa visão, ela me ocorre devido à consciência já aclarada acerca da realidade à qual estamos submetidos. Somos ainda criaturas inacabadas no sentido moral, e portanto somos devedores diante da lei divina e sujeitos ao reajuste irrevogável, sendo natural que colhamos frutos amargos nessa nossa jornada, o que não significa que não possamos ser felizes, que não tenhamos motivos para sorrir e louvar a vida, ainda que tenhamos desafios, grandes ou pequenos, todos estão na proporção de nossas forças e possibilidades. Enfim, a vida é isso, constante aprendizado e mesmo tendo uma certa ressalva com a lei de atração, sei que de alguma forma ela pode influenciar os acontecimentos na nossa vida. O certo é que vivemos momentos de tristeza, isso é inegável, mas as lágrimas cederam e também tivemos momentos de alegria e nesse vai e vem, nesse conhecimento dos dois lados vamos desenvolvendo nossas potencialidades emocionais, lapidando o lado rocha que ainda existe em nós e vamos assim caminhando para a sensibilidade, fruto de crescimento e interação com as leis Divinas. Tudo, de verdade, tudo passa. As alegrias e também as dores. Por ora convém acreditarmos e termos como meta o projeto de um dia não mais ser necessário passar por aflições e amarguras, entendendo contudo que referido projeto, sendo-nos uma descoberta recente, requer muitos passos, afinal, na evolução não há saltos e sim passos e cá pra nós Morel, passos lentos. Mas chegaremos lá.
    Bom domingo Morel e paz juntamente com a sua família.

  2. Obrigado Morel, recebi seu estudo sobre desencarnes coletivos! Depois vou enviar por e-mail minhas considerações. Abraços!

  3. Ricardo, que eu conheça, não. Na obra de Allan Kardec e principalmente na de André Luiz há muita coisa esparsa sobre o pensamento, o poder do pensamento, o pensamento criador. Não lembro de ter lido em alguma obra espírita a expressão “Lei de atração”. Mas o conceito não é estranho ao Espiritismo, pelo contrário. No decorrer deste ano vou compilar, na obra de André Luiz, tudo o que se refira ao assunto. Há um clássico de Ernesto Bozzano, grande estudioso dos primórdios do Espiritismo, que trata mais ou menos disso. Tem em PDF aqui: http://bvespirita.com/Pensamento%20e%20Vontade%20(Ernesto%20Bozzano).pdf

  4. Eu acho que os problemas realmente sempre existiram mas eu também acredito que possa sim existir felicidade completa, já que ela é um estado de espírito. Se eu ficar pensando 24 horas nos problemas dos outros, na fome mundial, nas guerras, nos sofrimentos, é lógico que eu nunca vou ser 100% feliz porque o meu próximo não está. Mas por outro lado se eu for grata por tantas coisas maravilhosas que Deus colocou em minha vida porque não dizer que eu tenho uma felicidade completa? O ar, a natureza, o sol, uma saúde perfeita… pensando assim eu acho que tenho uma felicidade completa mesmo tendo alguns problemas na vida… mas quem não tem? rs..

  5. Esse pensamento do Chico Xavier é muito bom. Lembrei-me de outros dois: “Na vida tudo é passageiro, menos o cobrador e o motorista”. Um pouco de humor é bom. E o outro: “Não há mal que você não se acostume e não há bem que um dia não se acabe”. Esse é meio triste, pois dá a ideia de que o bem termina e o mal permanece. Eu penso que não podemos separar conhecimento de julgamento. A mesma consciência que conhece também julga e valora. Daí sempre temos uma noção de bem e mal a partir do nosso ponto de vista. A questão é que o Espiritismo nos ensina algo essencial, que ultrapassa essa transitoriedade. Então o desafio é aperfeiçoar esse conhecimento permanente e superar o transitório e passageiro da vida.

  6. Muito bom. Na verdade estamos na luta para acreditarmos que com o que temos, podemos ser felizes. A busca incessante pelo bens materiais (Dentre outros fatores…) para realização pessoal nos tornam infelizes constantes e os problemas “nunca passam”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.