Evangelho, Leis cósmicas

A quem muito foi dado, muito será cobrado

A quem muito foi dado, muito será cobrado

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Você sabe que é espírito imortal? Você conhece a Lei de causa e feito? E você tem ideia da responsabilidade que esse conhecimento lhe dá? A quem muito foi dado, muito será cobrado.

Quanto mais você conhece sobre as Leis espirituais, mais responsável você se torna. Se você não põe em prática aquilo que já apreendeu intelectualmente, você está gerando sofrimento pra você mesmo. Pois a sua cobrança interna é maior, a voz da sua consciência é mais alta e forte. Você não cobra de uma criança que ela tenha atitudes e comportamentos de um adulto. Por quê? Por que sabe que ela não tem as experiências de um adulto, não tem o conhecimento de um adulto, logo, não pode ser cobrada como um adulto.

O nosso crescimento espiritual se dá através do desenvolvimento intelectual e moral. Só que esses dois aspectos não andam juntos, um se desenvolve antes do outro. Se você costuma ler e estudar sobre as verdades espirituais, se você conhece o ensinamento do Mestre, se você sabe o que convém e o que não convém ao espírito imortal, você tem o dever consigo mesmo de colocar em prática o que sabe. Você não precisa ser conhecedor do espiritismo. O simples fato de saber sobre o princípio da reencarnação já torna você mais comprometido com sua reforma íntima, pois sabe que o hoje é fruto do ontem, e que o amanhã está sendo plantado hoje…

Por que você se torna mais responsável? Porque é você mesmo que se cobra, é você mesmo que sabe o que deve e o que não deve ser feito. É você o seu juiz, é você mesmo quem faz a análise e o julgamento de seus pensamentos, palavras e ações. E quanto mais adiantado você estiver em relação ao conhecimento espiritual, mais rápido se dá o efeito de seus atos.

Uma pessoa não esclarecida pode colher numa próxima reencarnação o que planta hoje. Você, mais esclarecido, você, que conhece a Verdade, é provável que colha rapidamente, quase que de imediato o que você planta. Pois quando você comete um erro você percebe imediatamente, sua consciência registra essa falha e você se cobra por isso, sabendo que deverá reparar seu erro perante as Leis Cósmicas. E ao se conscientizar disso, você já está pondo em ação os mecanismos reparadores; a oportunidade de consertar/reparar/pagar/indenizar o erro cometido não se faz esperar.

Não sabemos o que faz essas Leis funcionarem. Não sabemos o que exatamente aciona seus mecanismos. Mas esse desconhecimento não impede sua ação. Não sabemos como e por que funcionam, mas funcionam. Também não sabemos como e por que funcionam as ondas utilizadas pelo telefone celular, não as vemos, apenas sabemos que um aparelho contata com outro através do espaço.

Somos imagem e semelhança do Criador, imperfeitos mas perfectíveis. Cada novo aprendizado posto em prática é mais um pequeno passo rumo à perfeição. Mas precisamos pôr em prática, precisamos transformar o conhecimento em sabedoria. Temos todas as condições de perfectibilidade, e a cada passo dado vamos preenchendo-as. A perfectibilidade precisa do nosso consentimento e reconhecimento, ou não se realiza. Só conseguimos praticar aquilo que conhecemos, aquilo que aceitamos como verdadeiro, por isso nossa responsabilidade aumenta de acordo com nossos conhecimentos.

A tecnologia que vivemos nesse início de milênio sempre esteve à nossa disposição. As condições necessárias para as telecomunicações, a informática, a astronáutica, a medicina, todo o progresso alcançado esteve sempre ao nosso dispor, em estado latente, esperando que concebêssemos suas ideias e as realizássemos. Todo o material utilizado para a confecção do computador ou outro aparelho em que você está lendo agora, existe desde tempos imemoriais. Estava apenas esperando que alguém lhe desse essa forma e utilidade que tem hoje.

O mesmo se dá com o seu conhecimento. A Verdade sempre existiu. Ela não poderia ser manifestada por você antes que você a conhecesse. Ela também não poderia ser cobrada de você sem que você tivesse conhecimento dela. Agora que você tem esse conhecimento, sua responsabilidade é maior. É preciso praticar. A quem muito foi dado, muito será cobrado.

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12 Comentários

  1. Ótimos esclarecimentos. Apesar do tempo que passou, pois foi em 2012, continua sendo um esclarecimento atual. E gostaria de dizer para o CLÁUDIO CASTRO, algo que considero importante:-Claudio, não deve sentir medo, deve agradecer por receber este ensinamento enquanto está aqui na terra. E entenda, que enquanto há vida, haverá oportunidades para que ponha em prática seus aprendizados, afinal, é pra isso que estamos aqui. Abraços fraternos a todos.

  2. Fernando, este “assim seja” só depende de você. Vale lembrar que quando nos esforçamos, demonstrando boa vontade e dando o melhor de nós, mesmo que este melhor seja pouco, contamos com a proteção dos espíritos trabalhadores, o que muito nos ajuda na nossa busca por equilíbrio. Ajuda-te e o ceu te ajudará.

  3. É muito difícil. Sou frequentador da casa espírita. Busco me aperfeiçoar. Fui convidado a estudar e trabalhar na casa após tratamento que fiz lá para equilíbrio (como eu já sabia) da minha mediunidade gritante com manifestações quase que diárias. Porém as minhas tendências me perturbam e não me permito assumir compromissos edificantes por não me achar digno após recaídas constantes – e a responsabilidade só aumentando (…) Espero conseguir. Assim seja!

  4. Sim, Claudio; você tem toda a razão. Cada vez que refletimos sobre esta máxima, nossa responsabilidade aumenta…

  5. Boa tarde, Morel
    Este é um tema que me “assusta” um pouco. Vou dizer-lhe por quê:
    Nasci em uma família Católica e aos 15 anos, “encontrei” na biblioteca de meu tio, O Livro dos Espíritos, de Kardec. Ali encontrei as respostas a todas as dúvidas que tinha. A “terra estava pronta, o agricultor apareceu”.
    Logo após, comecei a frequentar a Umbanda. Imagine o que não ouvi, sendo meus pais católicos, mas… o que não tem remédio, remediado está. Comecei a adquirir livros espíritas, pois a minha curiosidade não tinha limites. Aos 22 anos, li Ramatis. Aí não parei mais.
    Frequentei centros, Rosa Cruz, IEVE, enfim… Mas nunca me filiei a nenhuma denominação Espírita. Sou um livre pensador.
    Voltando ao assunto: Há algum tempo, conversava com um amigo de muitos anos e ele fez uma pergunta interessante: “Como enfrentamos melhor a “barra de viver”? Com a fé ou com a razão que o conhecimento nos proporciona? Boa pergunta, não é mesmo?
    Talvez seja uma indagação pertinente a todos nós, que já temos algum conhecimento acerca do Universo e sua leis, que nos rodeiam e interpenetra-nos.
    Aí reside meu “medo”. Como a Márcia comentou, não temos que responder a A, B ou C, mas a nós mesmos. Nossa consciência é o Juiz, talvez o mais implacável. Quando só a fé nos norteia, sempre esperamos que a Misericórdia Divina, “entenderá e perdoará” nossos erros. É cômodo e muito mais fácil, não é? Mas sabemos que não é assim. “A quem muito foi dado, muito será cobrado” Esta é Lei. Isto é irrefutável.
    Não lembro-me o motivo, mas falei a esse amigo que eu teria de “pagar” um tempo no Umbral. Ele não entendeu como eu sendo, no seu entendimento, uma pessoa espiritualizada, teria de passar por lá. Minha resposta foi a assertiva acima, citada pelo Mestre Jesus, alvo do seu artigo.
    A razão não nos deixa escolha. Não agasalha a hipocrisia nem transfere responsabilidades. Entendeu por que o “puxâo de orelhas” deste artigo, dá-me “medo”?
    Acredito que em todos nós.
    Um abraço!

  6. Boa noite, Marcia. Imaginei que fosse você, mas como não tinha certeza… Fique com Deus, amiga!

  7. Desculpe Felipe, esqueci de me identificar, me empolguei na escrita, foi eu Marcia que fez o comentário que apareceu anônimo. Abraços e paz a você e claro obrigado pelas postagens que muito gosto. Fique na paz de jesus….

  8. Que comentário ótimo, só faltou se identificar… Mas concordo com tudo. Muito lúcido e claro. E muita paz pra você também!

  9. Olá Felipe, muito oportuna a publicação desse artigo, pois, uma vez desenvolvida a consciência, não há jeitinho, nem meio termo. Enquanto uma esmagadora maioria acredita em castigos externos, a razão nos revela o grande julgador alojado no mais íntimo de nosso ser. É o discernimento que não usa de subterfúgios, se mostra tal qual é, implacável. Ainda que tente enganá-lo, com desculpismos de toda ordem, ante os equívocos ou nos tropeços rotineiros, lá está a verdade, única, soberana e irrevogável. Não há outro caminho senão o do cumprimento dos deveres ante a visão aclarada, ou pelo menos, o esforço no mesmo. Enriquecedor e claro um alerta às mentes voltadas para a vivência nos postulados da mudança, da renovação e do crescimento espiritual. Obrigado pelo puxão de orelha, sabemos, mas precisamos ser lembrados pra que o comodismo não se instale de vez. Muita paz a você…

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