Comportamento

Temos que atualizar nossos conceitos…

 

menina de antigamente
Os conceitos mudam…

Você acredita nas mesmas coisas que acreditava há algum tempo atrás? Você costuma atualizar suas opiniões e posicionamentos? Você acha que temos que atualizar nossos conceitos de tempos em tempos?

Pergunto isso porque de vez em quando me dou conta de que mudei de opinião a respeito de um assunto qualquer.  Por exemplo: Um dia desses visitei o Fórum Espírita e acabei “dando pitaco” em assunto alheio. Falavam sobre sexualidade, e um dos participantes do Fórum argumentou tomando como exemplo Santo Agostinho. Há bastante tempo que eu desenvolvi uma grande antipatia por Santo Agostinho, principalmente depois de ler suas “Confissões”.  Passei a considerá-lo como o principal responsável pelo fato de a cristandade ver o sexo como algo sujo, perigoso, pecaminoso.

Depois que escrevi no Fórum Espírita, expondo essa opinião, me perguntei se eu realmente ainda pensava assim a respeito de Agostinho. Depois de ter lido suas “Confissões”, adquiri mais experiência, li mais algumas centenas de livros, amadureci, enfim; essas coisas que o tempo faz. Não sei se ainda tenho a mesma opinião sobre ele. Teria que relê-lo, pensar melhor a respeito. Mas o comentário que fiz ficou lá, registrado.

Quantas atitudes você toma baseado em conceitos antigos, talvez antiquados, que provavelmente não lhe servem mais? Quantas vezes você emperra sua vida por não se permitir mudar de atitude, de comportamento, por não dar o braço a torcer? Muitas das ideias que temos a respeito dos mais diversos assuntos nem sequer são nossas. A maioria das opiniões que defendemos nós imitamos de alguém, quase sempre sem perceber.

Inconscientemente seguimos os valores de pessoas que admiramos, copiamos os exemplos de pessoas que em algum momento de nossas vidas exerceram influência sobre nós. E saímos por aí cheios de opiniões sobre tudo, repletos de certezas e verdades.

As opiniões, os valores, os conceitos que desenvolvemos ou adquirimos em algum período de nossas vidas tiveram seu tempo. Mas será que todos eles ainda são úteis? Será que muitos deles já não estão com o prazo de validade vencido? Talvez seja bom lembrar que quase todos os preconceitos foram bem aceitos, um dia. Questões que hoje são consideradas como preconceitos eram ideias válidas e acatadas pela maioria. Pense num preconceito qualquer e confira pra ver se ele já não foi tido como pensamento correto um dia. Você acha que pensava como hoje em sua última reencarnação antes da atual?

As ideias evoluem. E para desespero dos acomodados, evoluem rápido. Não precisamos acompanhar toda mudança que acontece, talvez nem conseguíssemos. Mas não podemos manter nosso pensamento escravizado a ideias ultrapassadas. Até porque nossa reforma íntima exige mudanças internas. Quer alguns exemplos dessas ideias podres?

Deus castiga; pobre é bonzinho e rico é malvado; precisamos sofrer para aprender; o mundo está cada vez pior; quando o dia começa mal tudo dá errado; não consigo mudar; sou muito novo pra isso; sou muito velho pra isso; eu sou assim, não adianta; e por aí vai. É uma lista imensa, só não dou mais exemplos pra não entupir sua mente com porcarias.

Precisamos nos analisar constantemente para ver até que ponto tem validade aquilo que defendemos. E se percebermos que o ponto de vista que adotamos não condiz com a verdade, temos que ter coragem de jogá-lo no lixo, como coisa imprestável. Se tiver tempo e disposição, pense sobre isso. Provavelmente vai achar  umas ideiazinhas soltas sobrando na cabeça…

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5 Comentários

  1. Sônia, eu percebo dois benefícios diretos para mim a partir dos artigos que escrevo. O primeiro é a obrigação moral de tentar praticar o que defendo. O segundo é analisar as ponderações, como essa que você oferece. É a minha oportunidade de conferir conceitos.
    Concordo com tudo o que você expôs. Talvez o termo “imitar” não seja o mais adequado. De qualquer modo, percebo que a maior parte das pessoas que conheci não analisam muito as ideias que adotam, influenciados por quem quer que seja. Adotam-nas como suas, simplesmente. Simpatizam com elas? Ou apenas seguem o caminho trilhado pela maioria? As ideias e opiniões propagadas pela grande mídia geralmente são tidas como verdade pela grande massa. Será que todos se perguntam se aquilo é verdadeiro ou não? Consultam seus valores para ver se tais ideias se coadunam com eles? Acho que não. O aprendizado que recebemos na infância, e que tanta influência exerce sobre o nosso modo de pensar e ver o mundo: nós os adotamos por simpatia ou simplesmente por que era o que estava disponível no momento? São questões…
    Obrigado por participar, Sônia. Um abraço em você também!

  2. Olá Morel!

    Uma das características mais ricas da vida é o dinamismo.

    Nossas opiniões se formam a partir desta dinâmica, daquilo que conhecemos, que vivenciamos, que ouvimos, que sentimos, enfim, se formam a partir do que acumulamos em nossa bagagem particular. E se é realmente assim, tão dinâmico, podemos tranquilamente mudar nossa opinião a respeito de determinada coisa, pessoa, assunto…

    Por isso, não concordo muito quando dizes que: “a maioria das opiniões que defendemos nós imitamos de alguém…”. Não acho que nossas concepções são reproduções alheias. Acredito, sim, que influenciamos e somos influenciados, a todo instante, e por este motivo simpatizamos com esta ou aquela ideia. Só que nesta ideia, há um toque, uma pitada daquilo que somos e que construímos diariamente como eternos aprendizes.

    Agora… muito oportuno teu alerta para que sempre analisemos aquilo que defendemos e que levantamos como bandeira de nossos valores, de nossas verdades. É importante sim, revermos constantemente nossas atitudes. Pesarmos se estamos falhando mais ou acertando mais. Isto, além de maturidade é humildade.

    Afinal, do mesmo modo que somos influenciados pelos outros, influenciamos também. E mais, podemos ser o modelo, o exemplo para alguém. E aí? O que estamos passando para o nosso semelhante?

    Um abraço.

  3. Muita paz pra você também, Márcia. É sempre bom ler a sua participação. E que bom que você também percebe a vantagem de nos permitirmos mudar, sem nos atrelarmos a ideias antigas que não condizem mais com as verdades que abraçamos. Obrigado, Márcia!

  4. Revendo meus conceitos constato que mudei de opinião em muitos deles. Vamos amadurecendo e passamos a analisar sob novos ângulos, com mais entendimento. Reavaliar ideias é reciclar opiniões retrógradas que já não têm mais espaço diante de tantas mudanças. Acredito ser um processo de maturidade ou de compreensão melhorada de fatos que não temos conhecimento de causa tanto quanto achávamos ter. Mas é natural e até positivo isso, sinal que não estacionamos no campo das ideias, estamos sempre atentos às nossas supostas verdades que duram apenas o tempo de constatar que não eram verdades absolutas. Claro que a tendência é que essa mudança ocorra positivamente nos tornando pessoas melhores acreditando e defendendo posicionamentos justos ante situações e pessoas. Que bom que seja assim Felipe, me alegro ao perceber que o equívoco não tem base, e portanto, rui e desaba à medida que avançamos na escala do tempo. Muito interessante essa mudança que acredito ocorrer com a grande maioria de nós. Valeu muito essa sua colocação, me fez refletir bastante. Abraços Felipe e muita paz….

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