Mentalismo

Como ser valorizado pelas pessoas

mulher bem sucedida

Morel Felipe Wilkon

Artigo publicado originalmente em 26/07/2012

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Você sabe como ser valorizado pelas pessoas? Você confia na sua capacidade de realização? Claro que sim, né? Se você, que é você, não confia, quem vai confiar? Uma das fraquezas que causam mais danos ao espírito imortal é a depreciação de si mesmo. A depreciação que as pessoas fazem de si próprias vem atrasando nosso progresso espiritual. Pois se nós não nos apreciamos suficientemente, como queremos que alguém nos aprecie? Como queremos que a Vida seja pródiga e generosa se nós mesmos não agimos assim conosco?

Que preço você acha que você vale?

Você sabe tão bem quanto eu que a medida de tudo o que percebemos somos nós mesmos. Nós somos a medida de tudo. Assim é com a ideia de Deus. Deus é a ideia mais elevada que uma pessoa pode ter. Quanto mais elevada a sua ideia, maior o seu conceito de Deus.

Do mesmo modo acontece com você e comigo. Se você não se aprecia, se você não se valoriza, a Vida não vai apreciá-lo também. A maneira como você se vê é fundamental para o desenrolar da sua vida. Eu estou falando de apreciação: o preço que você acha que vale. Não estou falando de qualidades ponderáveis como a inteligência ou a bondade. Todos temos inteligência; uns a desenvolvem mais, outros, menos. Com a bondade a mesma coisa. Mas eu me refiro a algo mais íntimo, algo que só você pode saber de você mesmo: O valor que você se dá, o preço que você acha que vale.

Nós somos o que pensamos. Isso não é novidade pra ninguém. Mas talvez não tenhamos refletido o bastante sobre o desdobramento disso. Se nós somos o que pensamos, nós valemos o preço que achamos que valemos. Tudo o que pensamos ou falamos de nós mesmos nossa mente subconsciente aceita como verdade. Ela não raciocina, apenas registra e trata de pôr em prática.

A Vida sempre vai lhe proporcionar aquilo que você determinar. Se você tem convicção de que vale muito e que por isso merece muito, é isso que a Vida vai lhe disponibilizar. Você só tem que fazer a sua parte. Aceitar de uma vez por todas a Lei de causa e efeito e agir de acordo com ela. Não existe sorte. Muito menos azar. O que existe é esforço, preparação e planejamento.

Mas existem muitas pessoas que se esforçam, se preparam e planejam e mesmo assim não alcançam o que querem. Por que será? Por que não satisfazem o requisito mais importante, que é a apreciação de si mesmo. Comece um empreendimento qualquer duvidando de seu merecimento e ele certamente fracassará, por melhor planejado que seja.

Para quem não se aprecia naturalmente, não é muito fácil passar a se valorizar com sinceridade de um momento pro outro. Mas a melhor maneira de começar a se apreciar é através da ação. É por meio da ação forte e constante que você vai aos poucos adquirindo mais confiança, acreditando mais em si mesmo, aumentando sua própria cotação. Não há medo ou insegurança que resista à força da ação. Você já viu alguém alcançar o sucesso em qualquer área sem muita ação? 

Aumente seu preço. Fique muito, muito mais caro do que você é aos seus próprios olhos. Depois cobre o seu preço, a Vida lhe pagará. Mas não se esqueça de agir.

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13 Comentários

  1. Interessante essa colocação – geralmente associamos a ideia de valor a virtudes, e por sinal há muitas pessoas cheias de valor humano mas que são financeiramente pouco recompensadas pelo que quer que façam. Gostei muito, ótimo exercício de prosperidade se dar um preço, sempre aprendendo com você!

  2. Morel,
    Tenho lido ao menos uma de suas reflexões por dia e tenho gostado muito.
    O primeiro texto que li foi “Espiritismo e relações amorosas”. Confesso que o texto me iniciou em uma profunda reflexão… para mais tarde aceitar a mudança da forma menos dolorida possível.
    Agradeço suas sábias palavras… abraços fraternos.

  3. Raquel, qualquer coisa que eu dissesse seria apenas especulação. Sugiro que continue com a sua terapia e procure, paralelamente, frequentar um centro espírita. Peça atendimento e siga as recomendações.

  4. Tenho trabalhado muito na terapia essa questão da valorização de mim mesma. Já ouviu falar na Síndrome do abandono, Morel? Meu terapeuta diz que tenho os mesmos sentimentos de baixa autoestima de seus pacientes adotados. E sou filha dos meus pais que nunca me abandonaram de forma literal. Esse tipo de sentimento, essa carência exacerbada pode ser também traumas ou culpa de outras encarnações? Uma parte de mim sabe que tenho meu valor mas preciso me esforçar muito pra pensar assim porque a parte mais forte é a que se desvaloriza totalmente, entregando-se à inércia e à depressão. Só consigo sair dessa inércia quando é pra fazer algo pra qualquer coisa que não pra mim e não me sinto agindo de forma altruísta, mas sim sempre buscando pelo outro o que preciso encontrar em mim. Então, sempre que me doo, esperando amor em troca, me frustro porque ninguém nunca vai suprir esse vazio de mim mesma. Já tenho essa consciência mas não consigo agir por mim mesma. É como se eu não merecesse. Mas uma parte de mim sabe que se eu não merecesse, não teria, não seria, então me pergunto por que me puno tanto assim? É impossível não vir aqui buscando respostas, começarei meu tratamento de fertilização ano que vem e a ideia de jogar para os meus filhos a “responsabilidade” de fazer-me sentir amada, sufocando meus filhos como vejo tantas mães sufocando seus filhos me aterroriza.

  5. Oi Morel, eu concordo com seu ponto de vista.
    Não me considero uma pessoa ambiciosa ou materialista. Eu só queria trabalhar na área em que me formei.
    Infelizmente, as pessoas nos julgam muito em relação à vida profissional.
    No meu caso, ainda tenho sorte do meu marido ter um bom emprego (não passo necessidade), mas é frustrante não ter conseguido um emprego como jornalista. E mais frustrante ainda é ver pessoas despreparadas que trabalham na área só porque alguém as colocou lá.
    Acredito que eu esteja passando por essa situação para resgatar algum débito de outras encarnações. Não só pela fase atual, mas porque já passei por vários empregos (antes de me formar) nos quais fui humilhada e maltratada por chefes e colegas. Eu sei que a autoestima baixa também foi responsável por isso (atraí pessoas que me tratavam mal, já que eu mesma me maltratava). Mas acho que deve existir algum “carma” por trás de tudo isso. Não conheço nenhuma outra pessoa tão “azarada” com empregos como eu!

  6. Karla, não reencarnamos para sermos profissionais bem sucedidos. Reencarnamos para vivermos uma vida plena em todos os sentidos. A vida profissional pode fazer parte disso, mas não pode se tornar uma obsessão. Somos espíritos imortais, o que aprendemos em nossas inúmeras existências é incorporado aos valores do espírito. É comum que pessoas dediquem grande parte de suas existências ao desenvolvimento profissional ou ao estudo acadêmico sem que essas experiências acrescentem valores reais ao espírito.
    Persista, mas se cobre menos. Jesus nos disse para cuidarmos primeiro das coisas do reino de Deus, ou seja, das coisas do espírito, e todas as outras nos seriam dadas por acréscimo…

  7. Como é difícil se valorizar!
    Eu, por exemplo, me enxergo como uma fracassada no sentido profissional. Eu me formei em jornalismo aos 32 anos (não pude estudar antes porque não tinha dinheiro, e também não existia o Prouni quando eu era mais nova). Conclusão, estou formada há mais de 5 anos e até hoje não consegui arrumar emprego na minha área de formação devido à idade (por mais que digam que isso não influencia, as empresas preferem pessoas mais jovens). Já prestei vários concursos, e ainda não passei, embora tenha me saído bem (concursos pra jornalista geralmente oferecem uma única vaga).
    Enfim… eu me comparo com outras pessoas e me sinto muito mal por não ter atingido “sucesso” profissional. Sinto um grande arrependimento por ter feito o curso que eu queria, pois é uma área péssima para conseguir emprego, sem falar que os salários são baixos.
    Não dá para voltar no tempo, e isso me angustia. Não quero de forma alguma começar outra faculdade aos 38 anos. O jeito é continuar tentando os concursos. Mas os sentimentos de frustração e inadequação não somem, por mais que eu me esforce para combatê-los.

  8. Que reflexão maravilhosa! Quando acreditamos na nossa capacidade somos capazes de nos esforçar para alcançar nossos objetivos. Essa confiança despertará energias positivas, e tudo conspirará ao nosso favor!

  9. Fico muito feliz por estares gostando, Sônia. É recompensador fazer refletir. Participe sempre, o espaço é teu.

  10. Morel estou encantada com teu site, não consigo sair daqui, já até dei teu endereço para umas amigas, tenha certeza que tudo que escreves vai ajudar muitas pessoas. Uma boa tarde. Ganhou uma leitora fiel, abraços caro Morel.
    Sônia

  11. Esse conhecimento é muito antigo, Jéssica. Jesus já falou muito sobre isso, e antes dele também. É o que se costuma chamar de fé, embora seja mais que a fé religiosa… O dia que conseguirmos colocar isso em prática com facilidade, nos libertaremos de nossas fraquezas. Obrigado por participar, Jéssica.

  12. A primeira vez que vi isso foi em um livro “O segredo”.
    Mas a verdade é que todos sabemos disso, tanto é que quando nos achamos impotentes, logo nossas atitudes se mostram iguais aquilo que achamos. Tudo o que pensamos e sentimos reflete na alma, tanto é verdade que quando nos colocamos na posição de doente e pobre coitado no que nos tornamos?
    Pois é…
    nem preciso responder.
    É isso, adorei a nota, vale muito a pena passar nesse blog.
    Obrigada \ó/

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