Mentalismo

Você é o que você pensa que você é!

espelho

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Você gosta de você mesmo? Gosta de ser quem você é? E você acredita em si mesmo?

A não ser que você esteja passando por um grave momento de crise (não está, né?), a resposta para as duas primeiras perguntas é um sim. Claro que sim! Mas e a outra? Será que você responde com outro sim? E esse sim é sincero?

Vou fazer de conta que você não sabe disso, pra poder causar impacto:

Você é o que você pensa que você é!

Você é o que você pensa que você é. Simples, né? Tão simples que há milhares de livros desdobrando-se de todas as formas possívesis para tentar explicar, demonstrar, ilustrar essa Lei, já que provar não é possível. Isso só pode ser provado como uma constatação interior, não é algo que se preste a comprovações materiais por meios cartesianos.

Mas você já sabe disso, não estou contando novidade alguma. E aí talvez esteja o problema. Você se beneficia desse conhecimento? O conhecimento por si só de nada vale, ele só adquire valor quando é posto em prática, deixando de ser mero conhecimento para se tornar sabedoria.

Você é o que você pensa que você é, você pode o que você pensa que você pode. O limite do seu poder é o limite que você se impõe.

Dá pra acreditar? O limite do seu poder é o limite que você se impõe. Não acredita? Acha que isso é bobagem? Tudo bem, não me ofendo. Não sou eu que digo isso, são ensinamentos do Mestre, ou o que você acha que quer dizer aquele negócio de pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á”?

Não me considero religioso, na acepção que normalmente se dá a isso. Também não vem ao caso, é questão de conceitos. Mas me curvo a Jesus e seu ensinamento. E o ensinamento de Jesus pode ser, simplificadamente, dividido em duas partes: a moral e a mental. A parte moral evidencia-se no mandamento maior que diz para amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Já a parte mental, embora não divulgada pela religião, é permanentemente difundida sob os mais diversos nomes: poder da mente, o segredo, lei de atração, mente subconsciente, força do pensamento, enfim…

São livros e mais livros tratando do mesmo assunto. Milhares de livros desenvolvendo em minúcias o mesmíssimo assunto. Que se resume nisso: Você é o que você pensa que você é, você pode o que você pensa que você pode. O limite do seu poder é o limite que você se impõe.

Não sei o porquê da dificuldade de uma abordagem que abranja as duas partes do ensinamento cristão, a moral e a mental. A religião trata das questões morais, sem se prender ao aspecto do poder mental. Já quem se dedica a praticar o poder mental abre mão do lado religioso. No entanto, as partes se complementam, se ajustam.

Por isso perguntei se você acredita em você mesmo. Porque se você acredita em si mesmo, acredita em quem você é. Certo? Se você acredita em quem você é, ao mudar essa crença, ao elevar essa crença, automaticamente você muda. Você acompanha a sua crença em você. Você inevitavelmente acompanha a crença que tem em si mesmo.

Já ouvi uma refutação boba assim: Então se uma pessoa burra acreditar que é inteligente ela se torna inteligente?

Só que o conceito de inteligência que uma pessoa burra tem não é o mesmo conceito de inteligência que uma pessoa inteligente tem.

Uma pessoa burra não vai se tornar inteligente se não estudar. Mas há pessoas que estudam e não ficam mais inteligentes; há pessoas que trabalham e não prosperam; há pessoas que fazem o bem e são tristes.

O poder mental não abre mão da ação. É preciso a conjunção das duas coisas. Acreditar e fazer. Acreditar firmemente e fazer o melhor que puder.

Você é o que você pensa que você é, você pode o que você pensa que você pode. O limite do seu poder é o limite que você se impõe. 

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8 Comentários

  1. Obrigada Morel!!!
    Espero que esse periodo de dificuldade passe logo… Eu sempre fui muito disciplinada, sempre tive horário para tudo… E estar desorganizada me assuta, faz com que eu sinta que não estou no caminho e consequentemente perdendo tempo…

  2. Ô Luisa, é só um período de maior dificuldade, mas logo isso passa!
    Esses são os nossos maiores desafios. É desses períodos de maior dificuldade que saímos mais fortalecidos. Isso não conversinha de autoajuda, é constatação facilmente verificável.
    Não se descuide, de maneira alguma, da parte espiritual. Esta é sempre a mais importante. O resto é sempre recuperável. Mantenha o seu esforço, mas reconheça que somos falíveis. Exigir mais do que podemos dar pode gerar insegurança. É muito positivo o fato de você reconhecer a sua responsabilidade pelo que passa hoje. Que isso sirva de aprendizado para evitar desgostos futuros. Mas não se culpe e não se pressione demais.
    Fique bem, agradeça a Deus pela sua capacidade, pelo seu esclarecimento. Seja amiga de você mesma.

  3. Morel,

    Adorei o post…
    Estou passando por um momento muito complicado: durante todo o colegial, empurrei com a barriga as matérias exatas… E agora nesse semestre da faculdade, tenho precisado de uma química que nunca aprendi. Bom, é claro que a dificuldade que passo agora, é culpa da minha irresponsabilidade.
    Sinto medo de não conseguir aprender. Estou pagando um professor particular, mas quando penso que preciso aprender do “zero”, recuperar o que tem sido aplicado em sala, acompanhar o que está sendo ministrado e estudar as outras matérias, acabo sentindo muito medo de não conseguir. Isso desorganizou completamente minha vida. Trabalho 9 horas, estudava em média 3 horas por dia, fazia atividade física regular… Com essa nova situação que se aprensenta, não tenho conseguido conciliar toda a minha grade, fazer atividades físicas (acordo sempre muito cansada, já que só durmo 5 horas por dia e malhar me dava a disposição que preciso.), a única coisa que tenho feito religiosamente é meu tratamento espiritual.
    Sempre tive autoconfiança, nunca tive medo de trabalho, esforço ou fazer sacrifícios… Não precisa ser fácil, precisa ser possível. Mas, me vejo nessa situação e tenho muito medo de não conseguir…
    O que eu faço para recuperar essa autoconfiança e aplicar nessa nova situação?

  4. Li seu comentário sobre a agressividade e de como as pessoas agressivas precisam de amor e compreensão e pensei: é justamente do que preciso cada vez que me sinto irritada e agressiva.
    Logo, a pergunta que veio à minha cabeça foi: como posso melhorar?! Quem vai me ajudar?! E aí acabei chegando a esse comentário…
    Obrigada por sua disposição em escrever essas palavras, elas fizeram diferença em minha vida.

  5. Rosicler, a sua participação é muito bem vinda, obrigado. Durante bastante tempo eu nem sequer me declarava espírita porque não me julgava digno de ser chamado espírita. Hoje percebo que a intenção já é um grande passo (claro que só a intenção não é suficiente). Tudo em nossa vida, tudo o que fazemos, são hábitos. Cultivamos maus hábitos por muito tempo, por isso a dificuldade de abandoná-los. A solução é tentar todos os dias. Todos os dias, sem exceção. Povoar a mente com bons pensamentos e procurar agir de acordo. Um abraço, Rosicler.

  6. Sabe colegas, ainda hoje eu estive lendo sobre “O verdadeiro homem de bem”,no Evangelho Segundo o Espiritismo, e cada vez que leio, penso: Meu Deus, como tenho lutado para ser uma pessoa com as características de um homem de bem! dai-me Jesus sabedoria e discernimento para que eu consiga, pois cada dia que passa é um dia a mais ou a menos para dedicarmos à nossa evolução espiritual e moral necessária, o que é preciso muita renúncia do homem enquanto ser em evolução. Ou seja, eu mesma!
    Sei que o caminho para uma “porta estreita” é difícil, mas sei que é o correto que leva a Deus.
    De fato colegas, somos o que pensamos, e é por isso que a cada dia tento pensar e agir sempre melhor, o que é muito difícil, mas acredito que vou conseguir, pois estou lutando para isso, e com apoio de todos vocês, o caminho torna-se mais fácil!

    Abraço fraterno da irmã em Cristo.
    Rosicler

  7. Mariangela, muito obrigado pela sua participação. Todas as suas observações me fizeram pensar, tive que relê-las para confirmar a primeira impressão. É muito gratificante (isso não são apenas palavras, é a expreesão de um sentimento), é muito bom saber que de alguma forma ajudo as pessoas a refletirem. Pois toda mudança interna começa daí, da reflexão. Sei bem o que você quer dizer com: ““milagrosamente” nossos olhos têm se aberto também para as questões ambientais: desperdício, reciclagem, compostagem…”. Enquanto estamos cometendo algo que no fundo sabemos ser um erro, como é a alimentação carnívora, acionamos uma espécie de mecanismo de defesa psicológico que nos impede de “abrir os olhos” para questões análogas. Que bom ouvir isso de você (na verdade, ler…). Quanto à elevação espiritual pelo poder da nossa inteligência, é cedo pra popularizar esse tema, mas mais tarde (não muito mais tarde) iremos nos dar conta de que a divisão em “elevação moral” e “elevação intelectual” é mais para efeitos didáticos do que para qualquer outra coisa. No fundo, não há diferença alguma, não há divisão alguma. Obrigado novamente, um abraço.

  8. Olá, Felipe,
    leio diariamente suas reflexões e me identifico com sua maneira de sentir e pensar o Espiritismo. Concordo com suas constatações a respeito do comportamento no Centro Espírita, seu ponto de vista a respeito do descaso a que temos relegado o nosso planeta (tornei-me, assim como meu marido, vegetariana há quase um ano. A partir daí, “milagrosamente” nossos olhos têm se aberto também para as questões ambientais: deperdício, reciclagem, compostagem…tentamos fazer a nossa parte); a abordagem sobre o enfoque mental e moral da Doutrina está perfeito. Há tempos tento colocar em palavras esse sentimento de que, para nos elevarmos espiritualmente, não precisamos abrir mão da convicção de que podemos fazer muito por nós usando o poder da nossa inteligência. Eu não consegui desenvolver o raciocínio a respeito do tema, mas, eis que suas constatações deram voz a algo que sinto. Muito obrigada por publicar suas reflexões, tenho certeza que, assim como a mim, esse seu esforço em esclarecer temas pouco abordados no âmbito do Movimento, está ajudando muitas pessoas a pensarem e vivenciarem melhor as palavras do Mestre.

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