Ecologia e meio ambiente

Um pálido ponto azul

Um pálido ponto azul

Tudo o que você ama, tudo o que você admira, tudo o que você acha bonito está aqui, neste planeta chamado Terra, um pálido ponto azul.

Quantas vezes você já ouviu que somos um grão de areia no deserto, ou que somos uma gota d’água no oceano? Muitas, né? Talvez tantas que já nem pare pra pensar sobre isso. Mas o fato é que sob a perspectiva cósmica somos tão pequenos!

Nossa evolução espiritual se dá aqui, neste planetinha azul, tão judiado ultimamente. Uma vez um amigo me emprestou sua casa na praia, e pediu encarecidamente que eu não fumasse lá dentro, porque podia ficar cheiro de cigarro, e seus familiares não gostavam. Ele fumava e respeitava a regra de não fumar lá dentro. Eu ainda fumava naquela época, e respeitei no começo. Depois achei um exagero, e fumei dentro de casa algumas vezes.

Me arrependi depois, achei essa atitude muito feia, um desrespeito muito grande. Mas nós fazemos o mesmo com o Planeta. Um espaço no universo que nos é cedido para o nosso desenvolvimento espiritual, para o nosso aprendizado na matéria. E o que fazemos? Sujamos, poluímos, desmatamos, incendiamos, desrespeitamos as regras.

A vida é corrida, as ocupações e preocupações são tantas, tudo isso é verdade. Mas não explica o descaso com que lidamos com a situação do Planeta. Não sou catastrófico, confesso que não dou muita bola pra efeito estufa, aumento de temperatura, o derretimento das geleiras, essas coisas. Não as nego, apenas minha atenção não está voltada para esses assuntos.

Mas não precisamos ir tão longe. Não precisamos ser ativistas preocupados com o meio ambiente para percebermos o estrago que estamos fazendo. É só olhar as toneladas de lixo nas ruas, lixo que produzimos diariamente. É só olhar a proliferação de carros nas ruas, a maioria ocupados apenas pelo motorista. Mas continuamos atendendo aos apelos das indústrias, comprando tudo o que fabricam.

Há assuntos delicados, difíceis de serem abordados sem ferir suscetibilidades. Um deles é a causa do desmatamento da Amazônia. A criação de gado é a causa do desmatamento da Amazônia. Você já parou pra pensar para onde vai o alimento do mundo? São questões que mais cedo ou mais tarde terão que ser encaradas.

Devemos ser mais gratos ao planeta que nos acolhe. Não somos donos dele. Ele, sem nós, continua existindo, não precisa de nós pra nada. É um assunto chato, para muita gente. Mas cada vez mais urgente. Precisamos de uma mudança de perspectiva. Peço que invista 5 minutos de seu tempo e assista esse vídeo.

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8 Comentários

  1. Existe um filme de ficção científica realizado por Scott Derrickson, com Keanu Reeves protagonizando, chama-se “O dia em que a terra parou”. Filme plausível de reflexão e pode ser agregado a este artigo. Inclusive tem um trecho que diz que nosso planeta independe dos seres humanos para sobreviver e continuar existindo. Obra muito bem produzida, a quem não assistiu, vale a pena assistir.

  2. Eu espero voltar sim, sei que muitos talvez não poderão por causa da transição que o Morel falou. Olha, eu moro em Curitiba e sinceramente não sei por que tem fama de cidade ecológica, eu trabalho em um terminal urbano e noto muito o descaso que as pessoas têm com o meio ambiente lançando pacotes de salgadinho nas vias e calçadas, papel de bala, copo descartável e tanta sujeira que me dá até arrepio, às vezes o latão de lixo está no lado do infeliz mais ele finge que não vê descartando a sua embalagem ao sabor do vento que leva essa embalagem para as galerias pluviais e de esgotos debaixo da cidade provocando os alagamentos e depois ainda reclamam da prefeitura, é um absurdo. Espero que da próxima vez que nós passarmos por aqui esses espíritos não estejam aqui, mas sei que não sou melhor que ninguém e talvez não deveria pensar assim, mas é duro ver o descaso dessas pessoas, sem falar nas depredações aos ônibus, banheiros púbicos e ao terminal em geral. Que baixa clase de espíritos está habitando a Terra hoje.

  3. Sim, César. Sabemos que muitos de nossos irmãos estão tendo sua última chance, devido à transição por que passa nosso Planeta Terra.

  4. Parabéns companheiro: _ “Nem demérito, nem castigo.” Concordo plenamente com você e acrescento: feliz daquele que possa retornar a este planeta, ao invés de ser recondicionado a um outro mais inferior. Um abraço.

  5. César, sua participação é sempre enriquecedora. Muito bons os exemplos que você utilizou. Sempre achei que teremos que voltar ainda muitas vezes a esse planeta e que isso não é nenhum demérito, nenhum “castigo”, pelo contrário. É o melhor meio de aprendizado de que dispomos para o nosso atual estágio evolutivo. Duvidar disso seria contestar a Providência Divina, certamente mais sábia que nós. O exemplo da criança, que você utilizou, é realmente louvável. E eu confesso que só passei a ter esse tipo de comportamento a partir do nascimento da minha filha Sofia, há pouco mais de três anos. Antes que ela começasse a observar e questionar, me vi obrigado a dar o exemplo. Aliás, isso é um sinal de como as novas gerações podem nos modificar natutalmente, sem esforço. Um abraço.

  6. Assistindo ao seu vídeo, lembrei-me de certa entrevista a que assisti com o magnífico astronauta Marcos Pontes, e fiquei encantado com sua extrema sabedoria, com seu vasto conhecimento das lições morais do mundo sob a ótica da astronomia e de seus não menos fantásticos conhecimentos filosóficos sobre a vida como um todo. Nós espíritas, temos a total convicção da existência de vida em outros planetas como afirma o próprio Kadec em o livro dos Espíritos – Cap. IV, pluralidade das existências; daí a nossa responsabilidade ser triplamente aumentada, uma vez que, disso sabendo, temos a obrigação conscienciosa de trabalharmos sem cessar para a melhoria de nossa casa mãe, na esperança de um dia torná-la compatível a tantos outros planetas já superiormente avançados. Aproveitando a deixa, com a permissão do escritor neste sugestivo espaço para comentário, rememoro aqui uma curta conversa com velha amiga, quando esta disse: “César, quero aproveitar minha atual encarnação para não mas necessitar reencarnar neste planeta”. Ainda que a coisa fosse simples assim, este pensamento é medíocre, é despropositado, é de quem pensa em abandonar o navio apenas porque passa por uma leve tempestade. Fazer a nossa parte no cuidado com planeta, é algo tão simples como o exemplo que quero deixar aqui registrado: na semana finda, por ocasião de um costumeiro passeio na praça da Matriz, localizada a alguns metros de minha residência na minha modesta cidade de Cascavel, observava as crianças brincando, quando uma delas furtou-me a atenção que até então mantinha-se alheia às ocorrências curriqueiras. Tendo ela, findo o consumo de seu estimado pacote de pipocas, dobrou a embalagem e não encontrando uma lixeira, colocou-a no bolso para dela desfazer-se em seu lar. Um exemplo simples, mas que deveria ser seguido por todos e que faria grande diferença no trato com o meio ambiente. Afinal de contas, aqui ainda reencarnaremos muitas e muitas vezes, se assim Deus permitir e reencontraremos nossas semeaduras, sejam boas ou más. Perdoe-me por ter me alongado tanto no comentário. Um abraço, meu amigo.

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