Comportamento, Sonhos e Projeção astral

Obsessão de encarnado para encarnado

obsessão-espiritismo

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A palavra obsessão dá a ideia de perseguição, mania, ideia fixa. Pois ela pode acontecer de encarnado para encarnado.

Quando se ouve falar em obsessão, imediatamente associamos essa ideia a espíritos desencarnados perseguindo espíritos encarnados. Não é assim com você? Você não pensa logo numa pobre vítima encarnada sendo prejudicada por um obsessor malvado?

Muitas vezes a intenção do espírito desencarnado é proteger sua suposta vítima. Não percebe que sua ação, que sua proximidade, é prejudicial. Há também os que se aproximam por simpatia, em busca de companhia, de algum conforto. Na verdade somos nós que os atraímos com nossos pensamentos, palavras e ações.

Mas quem disse que para haver obsessão precisa ter algum espírito desencarnado participando? Aliás, a palavra obsessão dá a ideia de perseguição, mania, ideia fixa. Pois ela pode acontecer entre encarnados. Não só pode acontecer como acontece frequentemente.

Obsessão de encarnado para encarnado

O que a diferencia da obsessão de desencarnado para encarnado, que é o que estamos acostumados a ouvir? A diferença é a maior facilidade de acesso de obsessor para obsediado, já que ambos estão no mesmo plano físico. Isso não impede que essa obsessão aconteça também no astral. Durante o período de sono físico, livre das convenções sociais impostas aos encarnados, o obsessor pode trabalhar mais livremente, mostrando sua verdadeira cara.

Você acha isso assustador? Não se assuste; talvez você passe ou já tenha passado por isso. Um filho que esperneia quando quer alguma coisa, que se joga no chão e grita, ou que faz chantagem emocional, manipulando a mãe: Isso não é um obsessor? Claro que é. Influencia, manipula e domina. Um marido possessivo, que nutre um ciúme doentio pela mulher; que a impede de qualquer proximidade com outros homens, que tem ciúme e faz cenas por causa de artistas, de homens famosos, que tem ciúme do computador e das amizades virtuais: Isso não é um obsessor? Claro que é. Abafa a personalidade da esposa, interfere na sua liberdade, acaba com sua autoestima.

Mas é bom lembrar novamente que nem sempre o que desencadeia o processo obsessivo é mal intencionado. Pelo contrário. Uma característica bastante comum neste tipo de obsessão é o propósito de proteger. E essa “proteção” é exercida de duas maneiras, como Rei ou como Escravo. Observe e veja que provavelmente você conhece pelo menos uma situação assim.

O primeiro tipo é o Rei. É o dominador, a autoridade absoluta em seus domínios, que geralmente é apenas a sua casa. Na sua cabeça, o que ele quer é o melhor para os seus Súditos, que são os seus familiares. Tudo tem que ser como ele quer. É autoritário e acredita que só ele pode tomar decisões acertadas. Às vezes é subserviente no trabalho e desconta suas frustrações de liderança em casa, nos seus Súditos. Seu cônjuge e filhos vivem sufocados sob o seu comando, e ele acha que faz uma grande coisa por eles, interferindo em suas escolhas, atitudes e relacionamentos. É comum que seus familiares sintam-se mal em sua presença. Se muito sensíveis, passam a experimentar conflitos e complexos de culpa por desejarem vê-lo longe.

O segundo tipo é o Escravo. Faz todas as vontades da pessoa a quem escolheu para servir. Tem cuidados extremados, é capaz de fazer todo tipo de sacrifício e até de cometer insanidades pelo bem do seu Senhor. Quase sempre se trata de pessoa só e carente, espécie de “patinho feio” com histórico de rejeição. Precisa de um alvo para direcionar o seu amor e os seus desvelos, procurando, mesmo que inconscientemente, ser reconhecido por alguém no mundo, já que ninguém antes lhe deu atenção. Quer o seu Senhor só pra si, monopolizando seu tempo e sua atenção. Acaba afastando de seu Senhor qualquer pessoa que represente uma ameaça à sua devoção. Com o tempo, seu Senhor termina isolado, dependente do Escravo, sua única e exclusiva companhia.

Você conhece algum desses tipos? Como em todas as relações próximas que mantemos, é preciso buscar suas origens no passado remoto do espírito imortal. Essas relações doentias podem ser fruto de muitas reencarnações, pedindo urgente reajuste.

Observe a si mesmo, observe sua própria vida, verifique se já não ocupou uma dessas posições. Isso pode comprometer irremediavelmente uma passagem pela Terra. Temos que estar atentos e ter coragem de enxergar as coisas com um olhar mais largo, sem nos atermos apenas no instante presente.

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194 Comentários

  1. Procurei sobre esse assunto, porque hoje me dei conta que tem alguma coisa errada no trabalho. Meu chefe, parece que só enxerga eu na empresa. Absolutamente todos os problemas, inclusive de outros departamentos, ele me coloca a frente para resolver. Chega a se entrometer na minha vida pessoal, falando que meu marido precisa arrumar outro emprego, por exemplo, e combinar entrevistas de emprego para meu marido. Já pensei em me demitir, mas como a crise, fico sempre com receio. Não sei mais o que fazer, mas isso está me atormentando. E sei que estou precisando de ajuda.

  2. Gostei muito do artigo. Infelizmente me vejo como escravo. Faço tudo pelo meu chefe sempre esperando atençao ou algo do tipo. Nos ultimos tempos descobri um segredo a seu respeito que tem me atormentado, algo tao serio que poderia prejudicar sua imagem. Esse segredo tem me consumido, pois ao mesmo tempo que quero protege-lo tenho vontade de falar tudo que sei. Quero me libertar disso tudo, mas nao sei o que fazer.

  3. Naiara, quem sou eu para tratar dos problemas particulares de alguém? Nem Jesus fez isso. Você deve conversar francamente com o seu marido. Mas sem raiva, sem pressão. Perceba que tanto você quanto o seu sogro são importantes para o seu marido. Aja de modo que seu marido veja o quanto é importante conviver bem com você.

  4. Eu e meu marido vivemos uma situação assim com meu sogro, ele persegue meu marido dia e noite, se intromete em nosso trabalho, dá ordens o dia todo para minhas filhas, onde meu marido vai quer ir atrás, chegando ao ponto de querer por preço nas nossas mercadorias, pede dinheiro todos os dias. Quer saber onde vamos e deixamos de ir. Está atrapalhando até nossa relação de casal. Frequento o centro os estudos, mas é tão sério que ele consegue nos desestabilizar totalmente. Não sei mas o que fazer, parece que até a vida financeira não vai para frente por causa desse obsessor. O que faço? já estou ficando desesperada e ficando com muita raiva dele.

  5. Olá, gostei muito e identifiquei minha relação, meu marido o rei e eu escrava. De fato sou uma pessoa carente e sozinha, a absorvo nele tudo, e ele por sua vez aproveita e rouba a minha individualidade, estou tentando mudar isso, faz alguns meses, mas não é fácil, pois eu acabo direcionando para outro setor ou pessoa, meu marido por sua vez, está invertendo os papeis, está virando o escravo, me sugando tudo. Gostaria demudar essa relação doentia, pois eu não sei amar e nem ser amada, quero sempre tudo, acho que a pessoa tem que acordar e adormecer do meu lado, tenho medo de ficar sozinha.

  6. Isabel, a melhor proteção contra influências negativas é a nossa própria elevação. Se nos mantemos elevados, com bons pensamentos e sentimentos, não somos atingidos. O hábito da oração ajuda a nos proteger.

  7. Gosto muito de ler os seus artigos. A propósito deste tema, gostaria de colocar uma questão: olhando para a minha vida, vejo que tenho tendência para pessoas abusivas, coisa que tenho tentado aprender a lidar, e há muito tempo que tenho a sensação de que não posso prosperar na vida. O meu problema e preocupação maiores é que sinto que o meu filho, fruto de uma relação com um homem vingativo, rancoroso e que não olha a meios para me prejudicar (festeja as minhas derrotas, conta coisas ao meu filho para me humilhar…), está a ser prejudicado. Desde pequeno que chego a ter episódios de ir várias vezes ao médico num curto espaço de tempo e ser uma luta para o verem e descartam problemas, mas ele continua com dores e sintomas, e só após lhe tirarem o mau olhado é que ficou melhor (coincidência ou não…). A minha pergunta vai no sentido de saber se, tendo nós que conviver com uma pessoa má assim que nos deseja mal e nos dirige maus pensamentos, haverá algo que possamos fazer para evitar que nos prejudique, inclusive fisicamente? Fico grata pelo s/ comentário.

  8. Maria Lucia, é difícil opinar sobre uma situação que desconheço, envolvendo pessoas que desconheço.
    Compreendo a sua preocupação em preservar a doutrina, mas será que o método deles não é eficaz, capaz de promover bons resultados na vida das pessoas? Não será o caso de rever seus conceitos, de analisar melhor as práticas adotadas e o seu entendimento da doutrina?

    Você atribui as dificuldades que está passando à sua recusa em aceitar esses métodos apresentados na casa. Mas não será você mesma a causadora dos seus distúrbios, por causa da sua mágoa com os colegas, por eles terem, de certo modo passado por cima de você? Sabemos que os sentimentos negativos são a maior causa não só de doenças como de distúrbios de toda ordem.

    Como disse, não conheço o que se passa para opinar com segurança. Mas sugiro que analise friamente a si mesma, que reveja a situação, tentando analisar como se estivesse de fora.
    Fique com Deus.

  9. Boa tarde! Eu estou passando pelo um momento muito difícil. Eu faço parte de um grupo Espírita, que sou uma das fundadora. Há um ano atrás mais ou menos, vieram para nosso centro dois trabalhadores de outro centro, com propósito de fazer curas e cirurgias espirituais. Usando coisas materiais para promover esse tratamento. Eu discordei, por não ser um procedimento espírita, mas mesmo assim, se concretizou o tratamento nesta noite.
    Portanto dois membros da casa, ficaram encantadíssimos com esse procedimento, queriam mudar a direção do trabalho da casa. Como neste grupo tão pequeno que é o nosso, só tem dois médiuns, e eu sou dos médiuns que não aceita a mudança por não condizer com os ensinos doutrinários; a proposta é que eu tinha que participar desta nova direção de trabalho, deste da minha recusa, eu passei a viver situações difíceis: Alguns problemas de saúde, um certo peso na cabeça, nervoso, uma instabilidade, o centro espírita se tornou muito conturbado, muita desunião. Agora eu pedi um tempo, porque eu não estou muito bem, só de pensar em voltar lá eu tremo da cabeça aos pés. Tive visões com pessoas que fazem parte do grupo. Como se eu tivesse sendo trabalhada mentalmente.
    De acordo com que eu aprendi, é que nós atraímos os afins.
    É possível, mesmo dedicando ao trabalho, aos estudos, vivendo mais para doutrina, trabalhando diariamente, no autoconhecimento. Tendo Caridade como escudo, e Jesus como Mestre. Eu atraio meus afins de uma forma tão dolorida.
    Como eu tivesse vivendo momento de escuridão.
    Aguardo uma palavra.
    Muito obrigada!
    Jesus lhe abençoe.

  10. Felipe, pesquisei sobre obsessão entre encarnados e achei seu artigo muito esclarecedor. Porém, ao ler os comentários não achei algo específico para o que estou passando. Estou buscando paz. Apenas isso. Há um indivíduo que me persegue, que busca um relacionamento amoroso, dizendo sentir bastante amor. Não é recíproco, e já deixei claro inúmeras vezes. Mas ao passar poucos dias a insistência continua e isso está tirando minha saúde. E o pior que somos parceiros de trabalho, mas de minha parte, eu só desejo seguir nossa vida no campo profissional e mais nada. Como me livrar desse comportamento obsessivo dele? Não sei mais o que fazer ou o que dizer para que isso pare de ocorrer e consiga obter minha paz. Obrigada desde já!

  11. Caro Morel,

    Agradeço imensamente o seu esclarecimento, foi de grande valia para mim e para o meu marido. Já haviam falado que existe essa possibilidade cármica que a mãe do marido em outras vidas possa ter sido uma esposa ou amante, daí esse perseguição que não termina. Vou encaminhar os nossos nomes para esse tratamento à distância e o dela também. Com muita fé, oração e força vamos vencer essa situação. Quanto a nos afastar como sugeriu já tomamos essa atitude, foi o meu marido mesmo que decidiu assim, por não suportar mais esses joguinhos psicológicos deles, nos convidam para ir visitá-los e depois começam jogar suas mágoas e ressentimentos contra nós! São um poço de cobranças. Meu sogro ora está amoroso com a gente, mas de repente começa nos atacar sem qualquer motivo, age como um desequilibrado! E é claro que esse ambiente se torna nocivo para nossa filha, que não é poupada de comentários maldosos para nos atingir, porém como você sugeriu também já cortamos esse tipo de atitude deles e claro, reagiram muito mal, pois se acham no direito de falar o que quiserem sem qualquer filtro, porém agora evitam nos atingir usando ela.
    Enfim muito sábias suas palavras, continuarei acompanhando seus artigos, pois serão muito úteis e esclarecedores para nossa vida. Continue seu trabalho nesse site, pois o seu conhecimento ajuda muita gente. Muitíssimo grata! Fique com Deus.

  12. Li, sem dúvida esse comportamento se caracteriza com obsessão. Essas atitudes em família são muito mais comuns do que se pensa. Nós reencarnamos inúmeras vezes dentro do mesmo grupo de espíritos, desempenhando os mais diversos papeis. É comum (não estou afirmando que seja este o caso) que a mãe de hoje seja a esposa ou amante de ontem. Por isso o comportamento obsessivo. Você não conseguirá mudar o comportamento deles – a não ser que eles queiram, e, pelo jeito, eles não querem. Procurem se preservar, se afastar aos poucos. Não há porque levar adiante um convívio que só prejudica as partes envolvidas. Não o impeça de conviver com eles, mas dê motivos a ele para querer ficar mais tempo com você e sua filha. Acredito que se você for mais amorosa com ele ela não sentirá tanta falta deles. Não admita que se refiram pejorativamente à sua filha. Eles não têm esse direito e uma situação assim deve ser cortada pela raiz.
    Deixo um link para atendimento à distância. Peça atendimento para você e o seu marido. Se achar conveniente, peça para a mãe dele também: https://casadojardim.wordpress.com/atendimento-espiritual-3/atendimento-a-distancia/

  13. Olá Morel,
    Boa tarde.

    Havia escrito nesse post no momento de suas férias e estava aguardando ansiosamente a sua resposta. Estou lhe escrevendo novamente na esperança de uma ajuda ou esclarecimento sobre o meu caso. Sou casada há 12 anos e desde que conheci meu marido, a minha sogra sem sequer trocar uma palavra comigo passou me hostilizar sem qualquer motivo, até então pensava que aquilo era algo passageiro, que logo ela me conheceria melhor e ficaria tudo em paz, pois a situação com o tempo só piorou, quanto mais o meu marido se apaixonava por mim, mais ela me atacava, fui ficando assustada com sua conduta, porque ela começou a colocar a família dele contra nós, o pai que era próximo dele começou a implicar com ele sem maiores motivos. Os irmãos também foram manipulados mas em menor grau, pois aproximei o meu marido deles, mas mesmo assim sempre que ela podia os envenenava e eles mudavam de comportamento com meu marido, falando como se fosse ela, usando as mesmas palavras, dizendo que ele abandonou a família, que não respeitava os pais, enfim, tudo uma grande inverdade. Sempre fui a favor do meu marido conviver com seus pais e apesar de toda agressividade dela, passava os finais de semana na casa deles para que meu marido pudesse passar mais tempo com a família. Porém, quando ele disse que pretendia casar comigo ela furiosa mandou meu marido vir morar comigo e ficou com muita raiva!
    Engravidei, tive minha filha e a situação foi ficando pior… Depois de muitas brigas, ainda tentamos de alguma forma conviver de maneira mais harmônica possível, mas sempre que pode minha sogra joga meu sogro contra mim e contra o meu marido, principalmente quando meu sogro está bem comigo. Ele começa a falar coisas do passado, jogando indiretas, tentando nos ofender e até chega a atacar minha filha, uma criança de 6 anos com comentários pejorativos! Parece que eles não podem nos ver bem. A questão que mesmo distante sinto-me drenada por eles e como se estivesse nos controlando. Meu marido é vigiado por eles, querem saber de tudo, mas não com interesse de ajudar e sim de criticar, botar pra baixo… Enfim, esse comportamento deles é uma forma de obsessão de encarnado para encarnado? Como devemos lidar com isso? Por favor nos ajude!

  14. Adriana, desculpe, mas um texto desse tamanho e com tantos erros não dá. Sei que não são todos que dominam a língua portuguesa, mas pelo menos escreva as palavras completas. E desse tamanho não tem jeito: não tenho tanto tempo. Desculpe de novo e fique com Deus.

  15. Lila, você pergunta se atraiu ou se é obsessão. As duas coisas estão estreitamente ligadas – atraímos nossos obsessores através da sintonia. Mesmo que não percebamos, temos características que os atraem, ainda mais levando em consideração que casos como este citado por você têm suas origens no passado, em outras existências. Muito provavelmente você abusou do poder de domínio e sedução, conquistando “fãs” vidrados em você. Quando esses “fãs” não reencarnam, está instalada a obsessão de desencarnado para encarnado, que é a mais conhecida. Quando reencarnam, a tendência, pela sintonia vibratória, é que se aproximem, influenciando uns aos outros. O meio de sair disso é através da elevação, do esclarecimento, da prática do bem: se um se eleva, os outros ficam para trás, perdendo a sintonia, ou se veem obrigados e se elevarem também.

  16. Aconteceu um caso comigo bem mais específico do que o citado no texto. Tive um namorado muito problematico que uma semana depois de me conhecer, já havia falado em casamento entre outras coisas que homens não fazem em um relacionamento. Além disso, o olhar dele era vazio, com muita devoção, sei lá. Já olhou o olhar de um fanático religioso ou de um psicopata. Bom, mas apesar de tooooodos os sinais, eu continuei namorando esse cara, até que fui ficando meio cansada, dessa pessoa que me ligava de manhã, de noite e de madrugada, mas continuei saindo com ele por achar que era só um jeitão de um cara ingênuo. Fui viajar para a casa de uma amiga minha de infância, que morava em uma fazenda e o cara ligava chorando para saber onde eu estava, a gente não conseguia nem parar para assistir a série de TV que a gente era fã. Esse meu namorado ficou comigo uns seis anos e terminamos muitas vezes, mas todas as vezes que eu engatava um novo namoro, o outro vinha me “resgatar”. E ele conseguia manipular as pessoas de tal forma, que eu sempre saía como vilã e ele o bonzinho, e todo mundo me falava para voltar para ele. Eu tinha certeza de que eu não amava mais aquele sujeito, mas acabava voltando por medo dele, medo de suas chantagens, medo dele arruinar a minha vida para eu não ficar com mais ninguém. Depois desses seis anos, fugi para a casa da minha amiga e fiquei por lá durante um semestre, depois mudei de cidade para continuar a minha faculdade e a minha vida (ate isso me foi privado). Conheci outra pessoa, com os mesmos trejeitos, mesmos gostos, meeeessmaaasss características e, pasme, o mesmo olhar vazio. Moramos juntos, com aliança e tudo e tive uma filha. Ele tinha dois empregos e largou os dois. Chegava doido de droga em casa e ía a prostíbulos. Fugi de casa com a minha filha ainda na barriga. E eu sempre acreditando que estava totalmente errada em tudo, mesmo se eu só quisesse viver uma vida normal, com uma pessoa desimpedida, saudável, trabalhar, estudar, como todo mundo no mundo. Para ela nascer foi uma dificuldade, aos seis meses de barriga tomei um baita tombo que pensei que havia a perdido. Depois, uma série de problemas no parto e pós. Quando voltei para casa, achei que estava em paz, mas foi quando eu comecei a ver vultos, ouvir vozes etc. Minha filha quando começou a balbuciar, olhava para uma parede em branco e se comunicava. Um dia estávamos só eu e ela e ela já andando e falando, pediu colo, mas não foi para mim. E ela falava um nome que eu não entendia e apontava pedindo para eu ver esse ser que para mim não existia. Eu comecei a chorar. Depois de um tempo, fui vendo que a cor da minha coleção de roupas tinha mudado, meus trejeitos, feições e até coisas que eu não falava tipo “Vou me vingar” e “ah, se eu tivesse uma arma” , não sou santa, mas fui criada na doutrina espírita, e fui educada para não falar essas coisas. E comecei a ficar muito só e muito irritadiça, tudo como o meu antigo namorado era quando não estava perto dos meus amigos. Toda vez que ia descer escadas ficava me imaginando cair e dava um tropicão que machucava o pé. Tudo muito estranho. Tudo depois de um último contato que ele fez comigo dizendo que queria me ver e conhecer minha filha. Ele estava me stalkeando há tempo e em suas redes sociais ele tinha deixado o status como “viúvo”. Eu, claro, cortei qualquer possibilidade de relações, mas ele insistiu, alegando que estava com ‘câncer no cérebro’. Eu novamente me recusei a falar com ele e o bloqueei nas redes para me proteger. Daí tenho algumas perguntas. Eu só sofri na mão de pessoas doentes porque eu as atraí, ou tem algum tipo de obsessão aí? E existe a possibilidade de uma pessoa por extrema motivação se desdobrar de tal forma que se faça presente na vida da outra sem estar em forma corpórea? É isso. Meu texto pode parecer meio maluco mas é que não dá para ser mais específica na caixinha de comentários.

  17. Adriana, precisamos reconhecer que essas situações conflitantes não se iniciaram com esta existência atual. São situações que às vezes se arrastam há séculos, por isso a dificuldade de nos desprendermos delas. Mas não se desespere; por maiores e mais difíceis que sejam os problemas, depois que eles passam nós recuperamos plenamente o gosto pela vida – e vemos claramente que tudo vale a pena.
    Você diz que não consegue procurar ajuda. Conseguir, você consegue. Você tem esse poder. Ninguém pode impedir que você busque ajuda. Você diz que tem um bloqueio, mas esse bloqueio está sob a sua vontade. Se usar da vontade, firme e resoluta, verá que consegue, sim, buscar ajuda.
    Você parece esclarecida. Compreenda que a obsessão que seu pai exerce sobre você só é possível porque você permite. Há uma questão mal resolvida do passado que precisa ser superada, e isso envolve o perdão. Perdoar é libertar-se. Ouça este áudio https://www.youtube.com/watch?v=B2PbRosVeZ4, preste atenção. Pesquise sobre ho’oponopono. Não tem nada a ver com Doutrina Espírita, mas é um excelente método de perdão e auto-perdão. Pratique todos os dias. Recolha-se, relaxe, e pratique.
    Deixo um link para atendimento espiritual à distância. Leia as instruções e as siga à risca: https://casadojardim.wordpress.com/atendimento-espiritual-3/atendimento-a-distancia/
    Tenho certeza de que você vai melhorar muito e vai se sentir muito bem. Fique com Deus.

  18. Prezado Morel,
    Hoje eu tenho 30 anos e sou uma pessoa completamente sem rumo, sempre tive problemas de auto-estima e depressão e ainda sou completamente dependente dos meus pais, mas sempre tive desejo de afastamento deles.
    Nos últimos cinco anos tenho buscado com mais empenho o autoconhecimento e tenho observado que todos esses problemas psicológicos existem desde a minha infância, analisando a minha relação com meus pais percebi que meus problemas foram originados da nossa relação e após ler o seu artigo vi que meu pai se encaixa exatamente na definição de Rei. Minha mãe tem um pouco disso, mas mais como reflexo da opressão que ela sofre do meu pai.
    Desde a minha infância eu já tinha medo de viver e desde minha adolescência eu não tenho motivação e nem vontade de viver, tenho pensamentos suicidas frequentes e não consigo procurar ajuda, tenho um bloqueio muito grande.
    Gostaria de saber se tem alguma coisa que eu possa fazer para bloquear/neutralizar a obsessão do meu pai, pois não aguento mais essa situação. Não quero tirar minha própria vida, mas sei que não vou conseguir aguentar isso por muito tempo, me sinto no limite.
    Por favor, me dê uma luz.

  19. Flor, no nosso estágio evolutivo não há relacionamentos perfeitos. Como todos nós temos pontos positivos e negativos, percebemos, nas pessoas que conhecemos melhor, esses pontos positivos e negativos. Não alimente conflitos, isso é normal. Procure compreender sua mãe, ore por ela e não se culpe.

    É comum termos sonhos recorrentes. Temos que descobrir o que eles significam para nós. Sugiro a leitura deste artigo: http://www.espiritoimortal.com.br/espiritismo-e-sonho-lucido/

  20. Olá, gostaria de ajuda sobre duas situações; a primeira é que sinto um sentimento de desconforto com minha mãe, há muitos anos fui obrigada a sair da casa dela e de seu atual marido (ele sempre aparentava sentir ciúmes de um namorado meu, bateu em mim em uma dessas discussões) após esse episódio saí de casa, minha mãe sempre teve uma postura controladora, quando comecei a ter consciência disso procurei meios de me afastar dela. É estranho o sentimento que tenho, é uma mistura de desprezo e amor e muito desconforto por sentir isso, hoje estamos mais próximas, ao mesmo tempo sinto pena dela e vontade de ajudá-la.
    O outro ponto é, sempre tenho sonhos e acordo me sentindo muito triste, teve vezes em que cenas de meus sonhos simplesmente se repetiram.
    Desde já grata.

  21. Thaynah, qualquer coisa que eu dissesse sobre você seria apenas a minha opinião. Você deve procurar ajuda especializada, seja de um psicoterapeuta seja através de tratamento espiritual num centro espírita.

  22. Caro Morel,

    Gostaria que analisasse meu caso.

    Desde pequena sempre tive esses pensamentos malucos, mais ou menos entre 9 e 10 anos tinha o tempo todo em minha mente a imagem de 2 anjos (Anjo Bom e Anjo Mau) em tudo que eu fazia (cotidiano de uma criança comum dessa idade) os dois sempre se confrontavam, exemplo: isso não é correto e o outro, nada a ver, não existe nada de mal nisso, enfim eu cresci e não sei dizer quando mas deixei pra trás esses pensamentos.

    Quando completei 22 anos me casei e no mesmo ano troquei de emprego e lá conheci uma colega de trabalho, essa mesma sofre de depressão e por esse motivo acabamos no aproximando muito e viramos amigas, com o decorrer dos anos tive meu filho e nos tornamos mais unidas ainda, depois de 2 anos o sentimento que tenho por ela cresceu de uma tal forma que não sei nem como explicar, o que mais me incomoda é que penso nela 24h no dia, não aceito esse fato mas não consigo controlar é muito forte e me dói, chego me sentir sufocada, penso em coisas do tipo, será que está bem, sozinha, feliz, se alimentou, se precisa de ajuda e etc.

    Ela tem ciência do que acontece pois eu relatei a mesma no intuito de me sentir melhor, pois pensei que abrindo o jogo esses pensamentos passariam, não passaram e eu entrei em crise no meu casamento, ela se afastou de mim achando que poderia estar me fazendo algum mal. Não nos falamos mais e os pensamentos continuam.

    Gostaria que avaliasse meu caso, será que o que sinto é uma paixão ou pode ser algo relacionado a obsessão de encarnado para encarnado?

    Já aconteceu anteriormente esses pensamentos obsessivos por outras pessoas em outros períodos da minha vida.

    Uma observação que não sei se é importante, eu frequentava a igreja Evangélica desde criança até o uns 2 anos atrás.

  23. Bom dia Morel.
    Preciso de ajuda. Conheci um rapaz e tivemos um relacionamento rápido, o qual terminou com muito ódio e rancor. Nesse meio tempo, minha melhor amiga conheceu o melhor amigo dele e estão namorando.
    O namorado dela simplesmente está me destruindo aos poucos. Delicadamente ele fez com que todas as pessoas que conviviam comigo e com ele me virassem as costas e me odiassem profundamente. Um por um, até ele realizar isso com a minha melhor amiga, ele tornou a vida dela um inferno e conseguiu com que nos afastássemos e nos deixássemos com palavras de ódio. Sinto que o ódio que ele sente por mim é inexplicável, isso várias pessoas já me falaram. Me sinto pesada, sufocada, com medo do que mais ele possa fazer para me prejudicar. Sinto que ele quer que eu viva na solidão.
    Me ajude, me vejo sozinha..esperando mais uma vingança dele.

  24. Sim, Raquel. Se o pensamento é insistente e acompanhado de forte emoção, é obsessão. O melhor é conscientizar-se de que tudo é passageiro, e que as relações marcantes são apenas experiências que acrescentamos a nós mesmos. Temos que agradecer a Deus pelo privilégio de conviver por algum tempo com pessoas maravilhosas. Mas são só experiências. Querer manter isso indefinidamente é contra as Leis da Vida, pois a vida é dinâmica.

  25. Oi Felipe. Pode-se chamar de obsessão de encarnado pra encarnado quando mesmo longe de uma pessoa que um dia foi muito importante pra você, mas que infelizmente a melhor saída foi o afastamento, entretanto você se lembra dela todos os dias, independente de quanto tempo passe? Essas lembranças são de uma saudade doída por saber que não poderá mais conviver com a pessoa? Um amor proibido por exemplo. Quando o tempo e a distância não conseguem acalmar o coração, pode-se pensar em obsessão?

  26. Boa noite,
    Estava fazendo pesquisa sobre o assunto na internet e encontrei o site.
    Desde que minha avó faleceu minha tia entrou numa briga com minha mãe e meu tio, fazendo acusações e tudo mais. Desde então há algum tempo venho notando a mudança de comportamento no meu irmão, mais rebelde do que o normal pra uma adolescência, e sempre com uns surtos de raiva, diz que vai embora de casa, some, aparece no outro dia e sempre aparece na casa dela. Ontem ele teve um desses acessos de fúria, xingou minha mãe, tentou agredi-la, agredir a mim também, e acabou confessando que essa tia o convidou para morar com ela, e que pelo visto vive enchendo a cabeça dele contra a gente, mostrando sempre o lado errado. Além disso, como moramos no mesmo quintal, já notei ela perto do nosso portão fazendo algumas orações e mencionando palavras que desconheço. Imagino que ela estava obsediando meu irmão, o que você acha?
    E que será que temos que fazer?
    Não aguentamos mais esta situação.

  27. Danielly, procure um centro espírita. Você é médium, só isso. Este espírito é seu conhecido, provavelmente de outras existências, e por algum motivo quer manter-se próximo de você. Isso acontece com quase todo mundo, só que as pessoas não percebem. Como médium, você tem condições de perceber isso.
    A mediunidade é ferramente colocada à nossa disposição para trabalharmos em benefício do próximo. A mediunidade bem conduzida proporciona ao médium o equilíbrio necessário para viver com mais harmonia todos os aspectos da vida.
    Sugiro a leitura desses artigos:
    http://www.espiritoimortal.com.br/o-que-sao-os-sonhos/ http://www.espiritoimortal.com.br/mediuns-e-transtornos-mentais/ http://www.espiritoimortal.com.br/sera-que-sou-medium/ http://www.espiritoimortal.com.br/para-que-servem-as-praticas-mediunicas-no-centro-espirita/

  28. Oi, espero que possa me ajudar. Há um tempo, quando ainda morava com minha família, não conseguíamos dormir por algo que me incomodava à noite. Se não fosse comigo era com minhas irmãs ou meu pai. Viajei, vim morar com meu irmão, e soube que agora em casa eles dormem super tranquilos e bem, ou seja, o problema era eu. Mas voltando à minha vida atual, um dia aqui em minha casa começou a mesma pertubação, se não era comigo era com meu irmão, e tive um sonho, sonhei que tinha um homem muito grande, ele era meio diferente das outras pessoas e gostava de mim. Meus pais estavam incomodados mas não faziam nada, então ele me disse: – eu sempre estive aqui mas você nunca percebeu. – No sonho eu via ele em muitos momentos da minha vida ele dizia que eu sempre preferia estar com outros homens ao invés dele, só que eu não conseguia vê-lo.

  29. Geanette, você começa explicando o porquê de não ter sido uma criança feliz. Ora, se é feliz ou não se é feliz, isso independe de condições. Confundimos, geralmente, felicidade com bem estar. A felicidade é um estado interior que independe de quaisquer fatores externos. Há pessoas que mesmo nas condições mais adversas são felizes, enquanto há pessoas que mesmos com condições consideradas ideais são felizes.
    Sua infelicidade (ou não felicidade), então, não tem a ver, diretamente, com a sua mãe, com a sua criação, com as influências que você recebeu. Você não tece uma infância feliz porque você ainda não aprendeu a ser feliz. Compete a você desenvolver a felicidade. não é ninguém que vai lhe dar condições para ser feliz.
    Entendo perfeitamente como deve ter sido difícil conviver com uma mãe possessiva. Mas quero que você entenda que isso não é causa, é apenas um ingrediente. Aliás, ingrediente merecido, pois sempre reencarnamos no meio mais favorável para o nosso desenvolvimento.
    Você só aceitou a influência da sua mãe depois de adulta porque você quis – ou não soube reagir, o que, no fundo, dá no mesmo.
    Se as pessoas se afastaram de você, e se esse seu novo amor também diz que não se sente bem ao falar com você, é provável que você não seja uma boa companhia. Talvez seja muito negativa, ou amarga, ou queixosa. Por favor, não se aborreça e não se ofenda. Só falo isso porque percebo que você está aberta a ouvir, está receptiva à mudança. E é essa a única função da dor, e é por isso que reencarnamos muitas vezes em condições dolorosas. A dor nos faz refletir, nos torna receptivos a novas verdades, e, consequentemente, à mudança que se faz necessária no íntimo do nossos ser.
    Sugiro que você faça uma mudança drástica em sua vida. Busque informar-se acerca da espiritualidade. Se simpatiza com o Espiritismo, procure um centro espírita em que se sinta bem. Leia O poder do subconsciente, de Joseph Murphy e O poder infinito da sua mente, de Lauro Trevisan. Não são livros espíritas, não tente compreendê-los, apenas os leia e pratique. Busque novas pessoas, novos ambientes, novos hábitos. Adquira o há bito de agradecer sempre, Agradeça por tudo e por todos. Tudo lhe serviu de aprendizado e lhe proporcionou condições para uma mudança que lhe será muito benéfica. Pense bem das pessoas. Compreenda que todos somos falíveis.
    Fique bem.

  30. Morel, espero que me oriente.
    Fui uma criança nada feliz, pois minha mãe não me dava carinho, me batia e não me deixava conviver com os meus avós e meu tios. Filha única de um mãe possessiva ao extremo. Não me deixava brincar com ninguém porque dizia – mãe é a única amiga que se tem. Eu me formei em professora. Conheci o meu primeiro namorado que era da Escola Naval. Pra eu ter o direito de namorar (o que ela não permitia) pedi a minha tia que se aproximasse dele por telefone como se fosse eu. Depois de quatro anos dessa mentira consegui me aproximar, pois estava me formando com ajuda dos meus parentes mais próximos. Foi realizado o casamento, em setembro. No mês seguinte ele foi transferido para servir numa Base Naval… Daí por diante nossa vida foi um inferno, ela nos perseguia, pegava um avião e ia aonde estivéssemos. A loucura chegou ao auge dizendo de brincadeira pra ele “Por que você não morre pra minha filha voltar pra mim, pra casa?” Assim foi a minha vida inteira por 15 anos de casamento, até que nos separamos do nada. O casamento corria normal. Fiquei sozinha. Nunca mais tive ninguém, nem amigos. FALECEU HÁ 20 ANOS. Até hoje eu sinto que todas as amizades que poderiam permanecer, se diluem do nada, em poucos segundos, literalmente falando. Acredito nessa obsessão até hoje não sei mais o que fazer. Eu sinto a vibração pelos fatos que sempre ocorreram e ocorrem com até hoje. Ao magistério me dediquei porque era uma imposição dela; na minha carreira ela escolheu. Não houve problema. Por sorte eu me dei bem porque amo ser professora, fiz vários concursos com bons resultados. Hoje estou aposentada. Há pouco tempo encontrei um grande amor, raro, residente fora do país. Nós nos falamos todos os dias, um amor incondicional, chegando ao ponto de se falar em casamento. Uma pessoa idônea com três filhas, família bem estruturada… De um dia pro outro, como se fosse uma bola cheia que sem ter sido furada se esvazia no espaço se foi. Ele continua se comunicando comigo, mas mudou a maneira carinhosa de escrever, diz que se sente mal quando fala comigo… Assim tem sido a minha vida dia após dia. Rezo, mas estou cansando da vida sinceramente. Confio em mim e em você porque duas mentes juntas reforçam uma reflexão maior. Muito grata pela sua atenção, aguardando a sua resposta, deixo o meu abraço carinhoso.

  31. Rosana, a oração é sempre bem vinda, mas eu caso não é de oração, mas de ação. O que você precisa é agir. Você, e só você, é dona da sua vida. Quem vai prestar contas à própria consciência sobre o que você fez ou deixou de fazer com a sua oportunidade de reencarnação é você mesma. Pai, mãe, irmão, marido, tudo isso são papeis. Temos que respeitá-los, mas é só isso. Amor pressupõe liberdade.
    Sugiro que frequente um centro espírita, peça atendimento, leia, se instrua, e vá se libertando aos poucos.

  32. Me encaixo na situação que você descreveu. A pessoa em questão é minha mãe que protege tanto os seus filhos que até agora, todos com mais de 40 anos, não casaram, não tiveram filhos, não conseguem seguir com suas vidas… Descobri que era uma situação de prisão espiritual há pouco tempo. Sou grata por ter entendido, mas não tenho forças para livrar-me dessa trama apesar de querer, de desejar muito. É como se eu estivesse presa por correntes, não consigo me movimentar. Acredito no poder da oração e sei que vou conseguir seguir com a minha vida. Mas como orar? O que pedir/clamar/implorar se o indivíduo envolvido é a minha própria mãe? Oração do perdão? Oração de resignação? Nem para orar estou conseguindo pensar direito. Me oriente por favor. Grata.

  33. Morel, era casada e me apaixonei por meu vizinho, passamos alguns anos juntos, porém sentia muito ciúme e chegava até a ser agressiva, sinceramente eu não era eu. Terminou a relação muito complicada e eu casei novamente, ele também casou.
    Porém, penso neles todos os dias e me angustio.
    Chego a ter esperança de no futuro quem sabe um dia, encontrar.
    E ser feliz.

  34. Oi Morel, muito interessante seu texto… Eu cresci em uma base familiar onde eu tive um pai superprotetor e eu gosto muito dele por ele sempre estar presente em minha vida, mas ele esquece que as filhas dele cresceram e meio que acaba sufocando a gente (no caso eu e minha irmã), não gosta que a gente saia de casa ou até mesmo tenha algum tipo de relacionamento porque diz que homens não prestam e não quer nem cogitar a ideia da gente ter algum companheiro. Eu tenho 20 anos e minha irmã 28, eu não tenho coragem de enfrentar porque eu o amo e apesar de tudo ele é um pai maravilhoso, mas eu não sei o que fazer nessa situação porque tudo tem que ser às escondidas dele. Às vezes eu acho que eu estou cometendo um maior pecado e outras horas acho que não faço nada demais… na sua opinião você acha que talvez isso se tornou um pouco de obsessão ou você acha que de uma forma eu que não tenho atitudes para conversar com ele?

  35. Michelle, todo o nosso comportamento passa pelo pensamento. A raiz de tudo é o pensamento. Por mais difícil que possa parecer controlar o pensamento, sabendo que essa é a única solução efetiva, é possível colhermos bons resultados em pouco tempo. Para isso o único fator imprescindível é a boa vontade, e isso você tem. Jesus nos orientou a orar e vigiar. Orarmos para elevarmos os nossos pensamentos/vibrações e vigiarmos constantemente os nossos pensamentos. Temos velhas tendências mórbidas que nos fazem sentir um prazer doentio em remoer situações negativas. Por isso, ao sentir ciúme, por exemplo, se você não vigiar os seus pensamentos, logo estará criando histórias na mente. E isso só complica cada vez mais a situação.
    Quando perceber um mau pensamento, por mais que isso se repita, ore. Se estiver difícil se concentrar na oração, faça afirmações positivas, como: – eu sou absolutamente segura de mim mesma, sou feliz, confiante, amo a vida e sou grata a Deus! – Para algumas pessoas algumas afirmações curtas dão muito resultado. Repetir muitas vezes: “eu sou luz”, ou “obrigado”, ou “eu te amo” limpa o nosso campo psico-mental.
    Isso não é solução definitiva, é um remédio eficaz para efeitos imediatos. A solução é o autoconhecimento e a auto-realização através da espiritualização.
    Fique com Deus!

  36. Zielly, aceite o fato de que isso só depende de você. É você quem não perdoou. Se você se incomoda, é porque não perdoou. Perdoar é desligar-se. Viva a sua vida, agradeça várias vezes ao dia. O seu primeiro pensamento ao acordar deve ser o de gratidão à vida, pelo que ela proporcionou a você. O seu último pensamento antes de dormir deve ser de gratidão a Deus pela sua filha, pelo seu marido, e principalmente por você mesma, pelas oportunidades de aprendizado, pelas novas chances que recebe todos os dias. Aprenda a ser grata a tudo; assim vai se desligar do que não faz mais parte da sua vida. É você quem tem o comando.

  37. Morel, sou nova na doutrina e tenho sempre lido o seu blog, que me tira muitas dúvidas, desde já o parabenizo pela iniciativa! Eu namoro uma pessoa há alguns meses e no começo essa pessoa era extremamente atenciosa, fazia sempre questão de estar comigo ou de manter contato comigo de alguma forma. Algumas vezes ele chegava a ser ciumento em relação a meu passado e se chateava quando eu demorava de retornar suas ligações ou estava ocupada conversando com outras pessoas quando ele tentava entrar em contato, por exemplo, de modo que cheguei a ter que pedir que ele respeitasse meu espaço. Agora o que acontece é o inverso disso, ele está mais distante, não demonstra mais ter a admiração que tinha por mim antes, não faz mais questão de manter o contato e sempre diz que é devido às muitas atividades dele e isso tem me deixado muito angustiada. Vejo que a nossa relação mudou e não estou sabendo lidar com esta mudança. Fico pensando nele todos os dias, várias horas do dia, sinto muita falta e isso me atrapalha nas minhas atividades, pois me sinto muito triste e com baixa estima, perco a concentração nas minhas tarefas. Sinto que estou realmente ficando obcecada por ele. Já cheguei a ponto de ficar desconfiando da fidelidade dele, sendo que não há motivo para isso. Estou me tornando uma pessoa ciumenta, controladora, carente demais. Até já pensei em terminar com ele por conta de não saber mais o que fazer, estou sofrendo muito e acredito que ele também, porque estava provocando algumas brigas por conta disso. O que você me sugere? Por favor me ajude! Eu quero muito ser uma pessoa melhor, me livrar desses sentimentos ruins.

  38. Morel, tive uma filha e o genitor não quis assumir, porém ele, em seguida, engravidou outra moça, só que a outra filha ele assumiu de bom grado, apesar dele enganar (a atual) e fazê-la sofrer, ela tenta demonstrar que está feliz, me atacou várias vezes via Facebook dizendo várias inverdades e tentando colocar meu caráter à prova. Antigamente “revidava” as provocações, agora não mais, excluí o Face antigo e fiz até um novo para que ela não me atormentasse mais, só que ela mora muito próximo à minha casa, e sempre que a vejo passo mal, meu coração acelera, sinto cólicas e até diarreia, me dá tonturas também, não sei o que pode ser, não sei por que me sinto assim! Detalhe, por causa dos xingamentos e abandono acabei tendo minha filha prematura, porém hoje ela está muito bem, inclusive já conheci um homem maravilhoso que assumiu minha pequena como se fosse dele, o conheci através de uma amiga que fiz na maternidade, achei que esses sentimentos fossem passar depois d’eu estar em um novo relacionamento, o que não aconteceu 🙁

  39. Irene, esta lembrança pode ter sido disparada por algum fato vivenciado atualmente em sua vida, mesmo inconscientemente. Mas também pode ser que ele, esteja em que plano estiver, pense em você, ativando a sua lembrança. Não temos como saber.

  40. Bom dia.
    Tenho pensado muito em uma pessoa que não vejo há 35 anos. E há muito anos não pensava nessa pessoa, nem mesmo soube mais dela. Não sei se está encarnada ou não. Pode ter algum significado espiritual? Foi um ex-namorado.

  41. Gostaria de saber por que depois que minha mãe morreu eu quero morrer também, estou muito depressiva, não aguento mais tomar remédio.

  42. Leandro, para haver qualquer interferência por parte dela em relação a você é preciso haver sintonia, ou seja, ela só terá alcance a você se você der abertura para isso. Mantendo a atitude de compreensão e perdão, procurando ocupar o pensamento com coisas úteis e produtivas, ela não terá acesso a você.

  43. Caro Morel Felipe Wilkon…

    Terminei recentemente um relacionamento que julgava ser destrutivo, apesar de que aprendi muito neste tempo, mesmo que através do sofrimento, mas tenho consciência de quantas lições aprendi e também, de que talvez este período de dor foi absolutamente necessário em minha vida e para minha consequente evolução individual, pessoal e espiritual.
    Estou relativamente bem com o fim do relacionamento, mas infelizmente minha ex-mulher não parece partilhar do mesmo estado emocional. Ela me persegue, de várias formas e por muitas vezes, acaba agindo de modo a me prejudicar, como por exemplo, através do ato de riscar meu carro, bem como por enviar centenas de mensagens com ameaças diariamente.
    Atualmente evito qualquer tipo de contato com ela, mas gostaria de saber, até quando ela ainda exerce algum tipo de influência em minha vida, através do plano astral ou algo além da matéria. Existe essa possibilidade, ou seja, o fato de que ela ainda é obcecada por mim pode me prejudicar de alguma forma, mesmo sem haver contato físico?

    Um grande abraço e desde já, grato pela resposta.

  44. Bom dia Morel, venho aqui lhe agradecer por me responder. Você me ajudou muito, pode ter certeza! Já frequento centro espírita faz algum tempo, estava até muito bem, estudando, trabalhando minha mediunidade, e nesse período me senti muito forte e não pensava tanto nela. Mas me mudei e me afastei do centro e dos estudos, o resultado disso é que fiquei vulnerável e me sentindo fraca e deixando esse sentimento voltar à tona. Mas aqui também tem centros e estou tentando conseguir voltar a ser como antes, apesar de saber que quem pode me ajudar sou eu mesma. O problema é que estou me sentindo fraca, vivo com dores de cabeça, muito sono, sem vontade de fazer nada dentro de casa, choro muito, sinto angústia direto. Contei minha vida pra você, pois estava pensando que isso dela poderia ser de outras vidas, entende? E o fato de eu ter saído de onde eu morava que estava estabilizada espiritualmente falando, e ter vindo pra cá e estar totalmente perdida, apesar da minha vida financeira ter melhorado muito… O que eu faço para sair dessa energia que eu mesma estou criando ao meu redor? Pois tenho um marido e um filho que precisam de mim, independente de qualquer coisa. Se puder me dá mais essa ajuda, eu lhe agradeço muito.

  45. Carol, como respondo dezenas de comentários por dia, não lembrava deste da Gabi, Procurei-o e o reli. A resposta que dei a ela é a mesma resposta que dou a você e a todos que vivem situações semelhantes.
    Perceba claramente: a mediunidade é uma característica sua; você vai ter que conviver com ela durante toda a sua vida. O interesse em aprender sobre ela, então deve partir de você. Não espere soluções prontas, respostas fáceis, facilidades ou truques. Só estudo, dedicação, responsabilidade e vontade de ser útil. Para você, que já tem experiência religiosa, isso não deve ser muito difícil. Você pode permanecer evangélica, se quiser. Particularmente, acho que qualquer religião que nos torne melhores é boa. Mas na sua igreja você não terá nem o esclarecimento que precisa, nem o apoio, nem a compreensão, nem a oportunidade de ajudar, futuramente, pessoas que vivem situações semelhantes à sua. A escolha é sua. Sugiro que procure um centro espírita em que se sinta bem e comece a estudar. De preferência, participe de um grupo de estudos no centro espírita.

  46. Cezar, compreendo o quanto a situação envolvendo filhos é delicada, mas os limites devem ser impostos desde cedo. Se você não fez isso ainda, faça desde já. Ele precisa aceitar os limites impostos por você. O acompanhamento psicológico parece ser necessário no caso dele. Se o ciúme dele é só em relação a você, é provável que essa relação proceda de existências anteriores, em que, possivelmente, você tenha traído a confiança dele. Isso é apenas uma especulação. O que é certo é que esse desequilíbrio é muito prejudicial a ele e aos que convivem com ele. Particularmente, como espírita, acredito que um tratamento num centro espírita e a frequência assídua por parte dos dois faria muito bem.
    Fora o aspecto espírita, sugiro a obra de Içami Tiba, especialista no assunto “filhos”.
    Não esmoreça. E não se deixe levar pela preguiça. Se você não cuidar disso desde já, a situação vai complicar.

  47. Olá Morel.
    Eu acessei este site por acaso enquanto fazia uma pesquisa na internet. O que ocorre é que pela segunda vez eu acordo e vejo um espírito me olhando. É um homem que sempre sorri e me olha nos olhos… É intimidador. Hoje acordei novamente e o vi, sentado me olhando, pernas cruzadas, barba, parecia estar de calça vermelha, é alto… fico assustada por não saber do que se trata e nem o porquê de estar ali. Porém, hoje também havia uma criança brincando, como num dia ensolarado. Li vários comentários no site e vi que a Gabi, no dia 23/10/13, também viu um homem como eu e um menino. Fiquei abismada com a coincidência das características. Gostaria de algum comentário seu. Por coincidência ou não, também tenho 23 anos como ela. Vou à igreja evangélica e apesar de já ter lido livros espíritas, não conheço muito a respeito do espiritismo, mas gostaria de entender o porquê destes espíritos. Aguardo uma resposta sua. Obrigada. :D.

  48. Morel
    Estou muito confuso, tenho dois filhos um deles tem muito ciúme de mim, inclusive com o irmão e com amigos, ele quer carinho todo instante, me liga toda hora e por qualquer coisa fica brabo, parece que ele não quer ninguém perto de mim, ele faz de tudo pra me agradar e isso às vezes me sufoca, temos muitas discussões por causa disso, ele chega até a bater em seu próprio rosto e dá murros na parede quando discutimos e muitas vezes a discussão é por causas insignificantes. Ele quer se meter até no meu trabalho, enfim, estou muito esgotado com tudo isso. Não sei mais o que fazer.

  49. IMIC, não imagino que tipo de ajuda você pensa que pode obter numa questão que compete exclusivamente a você resolver. Você tem as respostas; por que quer que outra pessoa responda por você? não existe esse tipo de facilidade que você gostaria que existisse. Não existe truque ou mágica para esquecer. Mas o esquecimento é obviamente dificultado se relembrado na prática de tempos em tempos…
    Você quer saber o que fazer para se libertar. Libertar do quê? Se você gosta dela, ou seja, se isto for um sentimento, não há porque libertar-se. Mas, se você encara isso como apenas desejo (você diz que se apaixonou, e paixão não é amor), então compete a você o esforço para libertar-se do desejo.
    A monogamia é condição necessária para a disciplina do espírito. Não temos estrutura para vivermos relações que ultrapassem a barreira monogâmica. ÀS vezes sou contestado por afirmar isso, mas não conheço nenhum caso que não tenha degenerado em desequilíbrio para os envolvidos.
    É você quem deve ajudar-se. Mas, para saber como se ajudar, você precisa ter certeza do que sente e do que quer. Quando chegar a uma conclusão, siga essa conclusão com todas as suas forças.
    Procure apoio religioso. Se você gosta do Espiritismo, comece a frequentar um centro espírita. Peça atendimento, esclareça-se, estude, mude o foco. Busque novas ocupações. Se continuar pensando e fazendo as mesmas coisas que faz há anos, nada vai mudar. Para que as coisas mudem NÓS precisamos mudar.

  50. Morel, tenho tantas coisas que preciso de ajuda. Mas… Se for te contar tudo, aqui não caberia, pois minha vida depois que minha mãe faleceu, ficou ficou complicada. Sou casada há 15 anos e tenho um filho lindo com 5 anos. Mas quando eu fiz 1 ano de casa meu marido quis apimentar o casamento com outra mulher e eu aceitei, só que me apaixonei por ela, mas amo o meu marido! Ficamos os 3 por anos! Até que a três anos atrás ela engravidou do meu marido e como eu não tinha moral para reclamar ou não aceitar e por gostar muito dela, apoiei os dois. Ela sempre dizia que me amava mas sempre me fazia sofrer, só se aproximava da gente por interesse, mas naquele tempo éramos cegos. Depois que o bebê nasceu tivemos desentendimentos e passamos uns 3 anos sem se falar. Mas eu nunca a esqueci e sofri muito durante esse tempo. Ano passado ela se reaproximou e começou a me seduzir de novo e eu caí na tentação e fomos os três relembrar os velhos tempos, mas ela só pensa em dinheiro, acho que quer que meu marido além de dar a pensão da criança faça tudo que ela quer… Apesar de saber que ela é interesseira, que não nos quer como amigos de verdade… eu não consigo ter raiva dela por muito tempo e sempre sofro quando não nos falamos, parece que falta algo, sabe? Não consigo parar de pensar nela, sempre quero cuidar como antes, quero saber como ela está, se está bem, fico olhando o Wattsapp o tempo todo, para ver se ela fala comigo… Ficamos juntos os 3 de novo recentemente, mas foi uma negação, não senti a sensação que sentia antes com ela, mas o sentimento não mudou. O que faço para me libertar? O que faço para não sentir falta? Que ligação é essa? Sinceramente eu não estou conseguindo dormir à noite, é por outro motivo, mas passo a noite pensando nela. Me ajuda Morel, pois eu não aguento mais isso. Desde já agradeço pela atenção.

  51. Rafaela, seus medos são reminiscências de outras existências, são lembranças inconscientes de situações que você já experimentou. Essa invasão de pensamentos indesejados é obsessão; não há dúvida. Um bom tratamento, aliado à sua vontade de libertar-se, deve solucionar. Enquanto tiver dificuldade de se concentrar, não tente. Se orar não está dando certo, não ore. A leitura costuma ser um método eficaz para manter a nossa própria mente ocupada e, consequentemente, “cansar” o obsessor.
    Se você tiver paciência e for perseverante na sua busca por melhora, certamente ficará bem. A falha de grande parte das pessoas que experimentam situações assim é querer soluções imediatas. Não há como resolver imediatamente situações que nos acompanham, às vezes, há séculos.
    Para aprender a concentrar-se você deve aprender a sentir, movimentar e controlar as suas próprias energias. Isso demora. Mas funciona. Se você pode gastar dinheiro, procure alguns cursos no IIPC (se houver na sua cidade). Se não puder ou não quiser, há muito material na internet. Sugiro o Wagner Borges e o Saulo Calderón.
    Você vai ficar bem; pode ter certeza.

  52. Boa Tarde Morel,
    Meu pai é espírita e cresci convivendo com a espiritualidade, embora tivesse muito medo quando era criança por ver muitos vultos e até mesmo um espírito de uma mulher em meu quarto, mas o que me incomoda nos dias atuais é que eu não consigo controlar meus pensamentos, principalmente em momentos de oração me invadem pensamentos negativos, libidinosos e não sei o que está acontecendo comigo. Eu tento controlar mas não consigo e me sinto péssima com isso, eu gosto de literaturas mediúnicas e até consigo focar mais o pensamento quando leio, mas quando faço minhas orações antes de dormir é muito difícil, pois minha mente é “invadida” por pensamentos inapropriados, sem contar que eu sinto muito medo. O medo que sinto é sobre muitas coisas, uma delas é de como será minha passagem, pois não tenho medo da “morte”, mas sim se ela será “trágica”, como assassinato por arma de fogo ou arma branca, não sei porque tenho esses pensamentos e já pedi muito para que esses pensamentos não me rondem, mas não sei o que fazer. Fico pensando de onde vem esses medos e esses pensamentos, e porque tenho muitas dificuldades para me concentrar.
    Meu pai e meu marido até tentaram me ensinar algumas técnicas para controlar a mente, como por exemplo fixar em algo e depois tentar pensar no que eu vi com todos os detalhes, mas foi um fracasso porque minha mente é invadida por diversos pensamentos.
    Será que você pode me ajudar?
    Obrigada.

  53. Morel, boa tarde. Gostaria de pedir ajuda a você. Depois de um relacionamento conturbado, conheci uma pessoa pela qual me apaixonei, estávamos noivos e bastante felizes, apesar de ele ser ciumento (não em níveis extremos, mas me sufocava, às vezes) ele também parecia estar apaixonado, carinhoso e fazia tudo que estava ao alcance dele para me agradar. Um dia ele resolveu colocar uma escuta, que ele havia ganho, na minha bolsa, sem eu saber, desde então minha vida virou um inferno, ele acredita e ninguém tira da cabeça dele que ouviu eu o traindo dentro de uma Van a caminho de casa. Ele me acusa, me chama de nomes, me provoca. Várias pessoas chegaram a cogitar que isso talvez seja algum mal agindo na vida dele, pois o relacionamento anterior dele também terminou com ele acusando a ex-namorada. O engraçado que o antigo relacionamento também acabou depois de 3 anos – apesar de todos afirmarem que eles não tinham uma sintonia como a nossa – eu sentia que se o nosso relacionamento passasse de 3 anos ficaríamos para sempre juntos e o noivado acabou após 3 anos. Não sei o que eu poderia fazer, estou sofrendo muito pois o amo e sinto que ele também me ama.
    Detalhe: o meu ex-namorado (do relacionamento anterior) está atrás de mim, querendo reatar de qualquer jeito desde o dia que a minha briga com o meu noivo aconteceu. Pode haver alguma conexão?

  54. jzt, essa provação é sua, é você quem deverá decidir o que fazer. Mas aqui vale uma lei de trânsito muito conhecida: Na dúvida, não ultrapasse. Não se precipite. Mantenha-se calma, ore, deixe a poeira baixar. Depois você decide o que fazer.

  55. Boa tarde.

    Nos últimos tempos eu e meu esposo estamos passando por uma crise no casamento muito intensa, devido ao ciúme que sinto dele em relação a uma colega dele especificamente que ele trata com maior apreço que as demais.

    E devido a essas crises converso com minha mãe adotiva que sempre teve muito zelo por mim, mas nunca teve muito carinho pelo meu esposo que estou há 11 anos. E ontem num dado momento, minha mãe querendo saber se eu me separasse dele eu ficaria melhor, eu disse que se ele assumisse pra mim que não me ama mais, me sentiria mais aliviada, pois não entendia certas mudanças dele comigo.

    Aí ela começou a me dizer que ele tinha feito algo com ela, que ela sabia que se me falasse meu casamento de 3 anos estaria acabado. E me falou que ele a bolinou na cozinha, numa noite em que jantamos lá, e eu estava sentada na cadeira, ela lavando a louça e ele secando, quando se esfregou nela… e a pressionou com o membro dele.

    Te juro que perdi meu chão. Poderia imaginar qualquer coisa como traição, paixão por outra mulher, mas não algo desse tipo para com a pessoa que mais me ama…

    O chamei na mesma hora, pois sou muito impulsiva e já o questionei… ele me disse que aquela bastava… que isso já era demais… me disse que jamais faria algo desse tipo pra me magoar e principalmente para magoar meu pai, que ele ama muito.

    Eu estou receosa, em tomar algum posicionamento que só eu posso tomar, mas tem algo que me diz que isso não está certo. Pois ele nunca teve atitude como essa com ninguém, por que com a minha mãe?? A família dele é enorme, por que faria justamente com a pessoa que mais amo e a única que me resta além de meu pai e dele mesmo??

  56. Morel, tenho uma tia que não me suporta. Ela sempre procura um jeito de me prejudicar, seja com atos ou palavras. Nas reuniões de família ela finge que eu não existo. Esse comportamento vem desde a minha infância e eu nunca entendi o porquê disso, pois eu nunca fiz absolutamente nada pra ela ter tanta aversão a mim. Isso pode ser considerado obsessão?

  57. Olá Morel, ultimamente tenho tido uma sensação muito ruim, sinto-me como se não estivesse viva, quando falo não sinto que sou eu mesma, parece que não estou aqui, é uma sensação horrível, a qual não aguento mais, parece que minha cabeça está vazia e que estou apenas sobrevivendo e não vivendo, o que devo fazer? Obrigada.

  58. Olá Morel! Estou em uma situação semelhante a da Flor (comentário de 09 de fevereiro de 2015), mas graças a Deus não tão grave. A sua resposta foi de não pensar no obsessor, pois a “sintonia entre espíritos se dá através do pensamento”. No meu caso, grande parte do tempo não lembro nem da existência da pessoa, apenas quando a mesma insiste em manter contato. Geralmente não respondo e quando o faço é de forma bastante curta, mas a pessoa parece não se importar. O que sugere como possível solução?

  59. Natalia, centro espírita é, antes de mais nada, local de estudo. Continue frequentando o centro espírita, procure estudar e, quem sabe, saberá. Não posso levantar hipóteses sobre algo de que não tenho informações.

  60. Fui ao centro espírita pela primeira vez, e o médium vidente falou que tinha uma menina que aparentava uns 14 anos, que andava comigo. Pediu para rezar muito por ela, o que pode ser?

  61. Susan, antes de prejudicar ao rapaz, você está prejudicando a si mesma e ao seu marido. Se não consegue controlar o pensamento, controle os atos. Quanto a estes, não tem desculpa. Pare imediatamente de procurar material sobre ele. Aja com se ele não existisse. Quando se deparar com qualquer coisa sobre ele, ignore. É simples, mas você precisa querer. Isso é vício, e não se cura um vício sem vontade. Evitando novas informações sobre ele em sua mente, logo as informações que você já tem irão perdendo a força.

  62. DD, você está me pedindo conselho, embora não use essa palavra. Essa decisão compete exclusivamente a você. O que você procura é um meio de ter certeza e livrar-se de uma possível culpa.
    Posso apenas analisar dois pontos citados por você:
    – Não sinto que teremos volta, pois que para estarmos juntos, temos que estar em harmonia completa e nunca tivemos isso de fato. – Não existe casal em completa harmonia. Não existem duas pessoas em completa harmonia, não no nosso estágio evolutivo. Existem graus diversos de afinidade, mas não chegamos ao estágio de vivermos em completa harmonia com alguém. A esmagadora maioria dos casais que vivem bem têm grandes diferenças entre si, mas superam essas diferenças a partir de outros fatores que consideram mais importantes.
    – Seria o momento de deixá-lo e viver uma vida nova? Já gostei muito dele e não quero vê-lo sofrendo, mas todos da família entendem que ele passou dos limites por muitas vezes e que talvez deva reconstruir minha vida de maneira sadia e positiva ao lado de outra pessoa. – O marido é seu e quem deve saber se é o caso de tentar novamente ou não é você, ninguém mais. Sua família não o conhece intimamente como você. É claro que todos temos o direito de recomeçar; não pertencemos a ninguém e ninguém nos pertence. Mas você deve ter em mente que todas as pessoas têm fraquezas de caráter. Basta convivermos com elas mais intimamente para percebermos isso. Além disso, você deve considerar o fato de vocês terem um filho em comum. Não esqueça que mãe e pai são responsáveis pela educação dos filhos, e uma possível separação deve levar em conta o desenvolvimento equilibrado da criança.

  63. Será que você pode me dar uma luz a respeito de uma questão que está me incomodando demais? Nos últimos meses “conheci” um rapaz famoso através das redes sociais, digo “conheci” pois venho acompanhando tudo o que ele posta, porém não temos nenhum contato, ele não sabe da minha existência, embora eu tenha mandado um monte de mensagens para ele. Fiquei muito impressionada com o tal rapaz. Acho ele lindo, divertido e muito simpático. Penso nele o dia todo. Já tentei parar de olhar ele nas redes sociais mas me dá uma agonia enorme, acabo voltando a ver fotos e conteúdo dele online. Ele fica no meu pensamento até antes de dormir. Já sonhei que o observava de longe duas vezes. Isso já me trouxe muitos problemas pois além do rapaz ser famoso, comprometido e ser gringo eu também sou comprometida. Já brigamos por causa dessa minha admiração pelo rapaz e foi a nossa primeira briga. Nos damos muito bem e eu amo o meu marido. Não consigo entender porque isso está acontecendo comigo. Já rezei diversas vezes para parar de pensar no famoso mas quando vejo o material dele me dá uma alegria muito grande e eu não consigo parar. Sinto que gosto demais desse famoso e me sinto ridícula pois sou adulta (creio isso ser coisa de adolescente). Cheguei ao seu artigo pesquisando sobre fixação de pensamento. Aquela música do Kid Abelha “Fixação” resume bem o que estou passando. Será alguma perturbação espiritual? A última coisa que quero é prejudicar o rapaz e tenho medo de estar fazendo isso pois fico pensando nele.

  64. Olá Morel!

    Tornei-me espírita há alguns anos, sou casada e tenho um filho pequeno. Sempre tive muitos problemas com meu marido, muitas brigas e desentendimentos, atualmente sou eu quem sustenta a casa, pois estou profissionalmente bem, graças a Deus e muito esforço. O que ocorre é que meu marido sempre agiu de um modo estranho, já vi ele passar várias noites vendo pornografia e além disso me obrigou por várias vezes a ter relações com ele, eu aceitei durante um bom tempo tudo isso, até que comecei a demonstrar um comportamento diferente, passei a cuidar mais de mim, da minha aparência, achei que eu merecia mais atenção, já que meu marido não o fazia e por muitas vezes até zombou de mim e de meus sentimentos. Aos poucos fui mudando e um determinado momento notei um colega de quem sempre gostei muito pelas boas atitudes e boas maneiras passou a me olhar com outros olhos, na verdade pude sentir que ele estava gostando de mim. Não traí e jamais trairia, mas gostava de ficar ao lado desse grande amigo, fui sincera e contei ao meu marido que estava gostando dele e que não gostaria mais de ser sua esposa já que ele me tratava mal há muito tempo e toda vez que eu lhe pedia que mudasse ele ignorava e fazia pouco caso. Pois bem, ele detestou a idéia de se separar de mim, passou a me perseguir no meu trabalho e escreveu um e-mail para meu amigo falando sobre toda situação e dizendo que estaria saindo de casa para viajar. Meu amigo se calou e não quis mais falar comigo. Passei 20 dias sozinha com meu filho e seu pai não aceitou em nenhum momento que a guarda ou as despesas fossem divididas igualmente, acha que tenho culpa e que não deveria ter me apaixonado por outro homem, mesmo não tendo nunca nenhuma atitude, beijo, carícia, ou qualquer outra coisa que pudesse levar a traição. Ele deseja voltar para casa, mas não o quero de volta, pois ele agia como o rei descrito por você no texto acima, muitas vezes me deixou sozinha em finais de semana por discussões banais, sempre disse que eu precisava aprender e eu fiquei firme e aguentei muitas humilhações pelas quais nem sei porque passei até que chegamos a essa história. Não sinto que teremos volta, pois que para estarmos juntos, temos que estar em harmonia completa e nunca tivemos isso de fato. Seria o momento de deixá-lo e viver uma vida nova? Já gostei muito dele e não quero vê-lo sofrendo, mas todos da família entendem que ele passou dos limites por muitas vezes e que talvez deva reconstruir minha vida de maneira sadia e positiva ao lado de outra pessoa. O que você pode discorrer sobre minha situação? Obrigada.

  65. Flor, procure ajuda num centro espírita. Evite pensar nele. A sintonia entre espíritos se dá através do pensamento. Ocupe a sua mente com bons pensamentos. A leitura pode lhe ajudar muito. Procure bons livros espíritas ou de outra área espiritual do seu interesse e concentre-se na leitura. Ajudará a cortar a sintonia entre vocês.

  66. Olá Morel. Preciso de uma orientação. Estou sofrendo ataque obsessor, ameaças de morte por um encarnado. Já denunciei e tudo. O que mais posso fazer? Foi meu primeiro namorado.

  67. Todo desequilíbrio é nocivo
    Procurar muito por companhia ou por solidão são reflexos de desequilíbrio mental. É simples quebrar o ciclo. Para isso é necessário ter uma vida ativa e muito diálogo. Tudo se resolve com boas palavras e atitudes pontuais.
    Obrigada pela matéria.

  68. LMF, não convém chamar de obsessor alguém que sempre lhe deu amor. O limite das nossas relações, quase sempre, compete a nós mesmos defini-los. Compreendo que isso tenha sido difícil pra você. Estabeleça os seus limites, mas não seja ingrata. Quanto à decisão, ela compete exclusivamente a você.

  69. Tenho um obsessor encarnado que está azucrinando minha vida, tudo porque um dia eu a ajudei, agora me liga várias vezes, vem na minha casa sem avisar etc. Não sei o que fazer.

  70. Morel, eu gostaria muito de uma orientação. Não fui criada pelos meus pais, mas por uma tia, que por sinal sempre teve muito amor por mim. Mas é uma situação meio complicada, porque ela nunca foi casada e não tem filhos, então a sua atenção é toda voltada para mim e isso acaba me sufocando, eu tenho muita vontade de seguir minha vida, de ter uma família, mas ela sempre implica com meus namorados, fala que eu mereço coisa melhor, que não quer que eu sofra. Ela não entende que isso é uma decisão só minha e quer que eu esteja sempre perto dela. Mesmo que indiretamente, ela faz chantagens emocionais, ela já é idosa e fala que tem medo de morrer sozinha e eu acabo me sentido culpada por isso e na responsabilidade de cuidar dela por ela não ter marido ou filho que faça isso. Eu estou prestes a ter que tomar uma decisão importante que é de ir viver com uma pessoa que gosto há muito tempo, mas talvez tenha que me mudar para outro Estado e eu tenho um pouco de receio da sua reação. Será que estou diante de um obsessor? E como fazê-la entender que não pretendo abandoná-la, mas que preciso seguir minha vida? Desde já, obrigada.

  71. Por que você se refere a espírito obsessor? Nós somos espíritos assim como os espíritos encarnados. Nossa única diferença em relação a eles é que nós estamos temporariamente num corpo físico. Temos nossas falhas de caráter e más tendências, isso não é culpa de espíritos obsessores. Todos nós, encarnados e desencarnados, nos influenciamos reciprocamente, sempre. Recebemos as influencias com as quais sintonizamos através dos nossos pensamentos íntimos.
    É comum que fatos marcantes em nossa vida, nessa e em outras existências, fiquem fortemente gravados em nosso subconsciente. Durante o sono, quando nos desdobramos parcialmente do corpo físico, temos acesso a outros níveis de consciência que normalmente, no período de vigília, estão adormecidos. Não se preocupe com isso. Mantenha bons sentimentos em relação a ele, evite fixar o pensamento nele e não dê atenção a esses sonhos. Agradeça todos os dias pela sua vida, pelo seu marido, pela sua filha, e seja feliz.

  72. Boa noite Morel,
    Tive um relacionamento conturbado com um rapaz durante 07 anos. Desde o começo percebi que ele era uma pessoa com perturbações espirituais. Há muitos anos atrás, a mãe dele era casada com um homem agressivo e tinha 05 filhos, ela se envolveu com outro homem, o marido descobriu e passou a ameaçá-los. Não sei exatamente o que houve, mas eles assassinaram o marido dela. Enquanto o processo corria ela engravidou desse meu ex-namorado. Eles passaram alguns anos presos, enquanto ele viveu com a avó. Depois que saíram da cadeia eles retomaram a vida normal, criaram ele com amor carinho e até com certo mimo. Quando nos conhecemos ele era novo, meio desorientado, mas tinha bons sentimentos. Depois de algum tempo ele mudou, se tornou uma pessoa ambiciosa, se envolveu com jogo e só depois que terminamos fiquei sabendo que ele saía com homens mais velhos por dinheiro. Às vezes parecia que ele até queria ser uma boa pessoa, mas sempre fazia coisas erradas. Nós terminamos várias vezes, mas ele não me deixava em paz, chorava, se humilhava, implorava para eu não abandoná-lo, dizia que ia mudar e eu acabava voltando, era como se algo não me permitisse deixá-lo. Tentei ajudá-lo de várias maneiras, acompanhei na Igreja centro espírita, psicólogo, mas ele nunca levava adiante, ia algumas vezes para me agradar e depois desistia. Até que decidi terminar definitivamente, ele ficou agressivo, passou a me perseguir, ameaçar. Fui a um centro espírita, fiz um tratamento de limpeza do lar e em poucos dias me livrei daquela sensação de apego que tinha a ele. Um mês depois conheci outro rapaz e começamos a namorar, ele nos perseguiu por algum tempo, até que fizemos B.O. meus pais falaram com os pais dele, finalmente ele nos deixou em paz. O namoro deu certo e um ano depois nos casamos. Meu marido é uma pessoa maravilhosa, temos uma filha linda e somos muito felizes. Nunca mais vi meu ex, soube que ele passou por tempos difíceis, se envolveu com drogas, parece que agora que está se encontrando. Não sinto nenhuma falta dele, mas sonho muito com ele. No meu sonho sempre estou com ele por obrigação, às vezes falo que vou ficar com ele e fujo, outras vezes estamos falando de casamento, mas eu nunca estou feliz, sempre com medo, acordo aliviada quando vejo meu marido ao meu lado. Gostaria de saber porque tenho esses sonhos e se posso ter alguma relação com esse espírito obsessor que o acompanha.

  73. Tudo nasce do pensamento. Essa obsessão que você sente em relação a essa pessoa é fruto do seu pensamento descontrolado. Ache outro foco para o seu pensamento. Muitas ilusões podem ser produzidas pela nossa mente quando nos focamos excessivamente em algo ou alguém. Isso pode, ainda, atrair espíritos desencarnados que pensam e sentem como você.

  74. Boa noite, Sr. Morel.
    Queria respostas pois essa pergunta me deixa muito confusa. Há um famoso de anos atrás que já morreu e que me identifico muito em todas as questões. Às vezes tenho pensamentos como se estivesse ao lado ou dentro dele, como se fôssemos um só. E a todo momento sua imagem vem à minha cabeça sorrindo. Mas lá no fundo sinto que ele sofreu muito (sinto angústia quando penso nisso) e de uma certa forma acho que tenho uma ligação muito forte com ele. Me sinto muito estranha com tudo isso, você pode me ajudar a entender?

  75. Lavinia, nós influenciamos e somos influenciados permanentemente. Sintonizamos com todos os espíritos, encarnados e desencarnados, que pensam e sentem como nós.
    Você certamente está sendo usada por espíritos viciados que aproximam-se de você e a influenciam a beber para satisfazer o seu vício. Mas não podemos nos eximir de nossa própria responsabilidade. Você é a responsável por você mesma. Acredito que você sinta grande dificuldade em resistir, mas afirmar que “não consigo ter controle” é tirar de você mesma a responsabilidade sobre as suas decisões.
    Um vício é um mau hábito. Não se acaba, simplesmente, com um hábito. É preciso substituí-lo por outro. Você precisa adquirir novos hábitos. Ache novos interesses, novas ocupações. Passe a frequentar um centro espírita. Peça atendimento, exponha a sua situação e siga as recomendações. Participe de um grupo de estudos; o esclarecimento é a solução para as nossas fraquezas.
    Sugiro que leia este artigo e os comentários dos leitores: http://www.espiritoimortal.com.br/espiritismo-alcool-e-drogas/
    Indico também o livro Fisiologia da Alma, de Ramatis, que você encontra em PDF na internet.

  76. Eu gostaria de saber se posso estar sendo influenciada por algum espírito obsessor, pois não consigo parar de beber quando começo, eu bebo até apagar, entorto a boca, faço e falo coisas que depois não lembro e toda vez que chega na sexta por mais que não queira beber não consigo ter controle, mesmo achando o gosto horrível, não consigo mais parar, preciso saber o que acontece comigo, preciso de ajuda, pois tenho prejudicado muito minha vida com os meus atos quando estou embriagada, chegando a cair e me machucar.

  77. Guilherme, influenciamos e somos influenciados o tempo todo. Isso não pode servir de desculpa para as nossas falhas, pois quem determina o tipo de influência que recebemos somos nós mesmos. Só somos influenciados nos aspectos já existentes em nós. Nenhum espírito conseguiria fazer você sentir ciúme se você não fosse naturalmente ciumento.
    Não se preocupe com as influências externas, se ocupe com você mesmo, com o seu íntimo.
    Não mudamos as pessoas impondo o nosso ponto de vista. Se conseguimos mudar alguém é com o nosso exemplo.
    O passado dela pertence a ela. Viva o presente. Controle os seus pensamentos. Além de inútil, por não poder mudar o que já faz parte do passado, o ciúme é extremamente incômodo para quem é alvo do ciúme.
    Não se descuide da parte espiritual. Independente dela seguir seus conselhos ou não, de ela acompanhá-lo ou não, não deixe de viver o lado espiritual.

  78. Boa noite Morel, li o texto e isso gerou uma dúvida em mim:
    Tenho 24 anos e namoro com uma moça que gosto muito, e ela demonstra gostar muito de mim também e me trata muito bem, não moramos na mesma cidade, e não nos vemos sempre, e estamos há mais de um ano juntos, e por sentir ciúmes dela, e também ciúmes das lembranças do passado dela, pois em suas relações passadas, se deixava levar muito pelos prazeres sexuais e pelos vícios materiais, e isso me angustia muito, onde acabamos discutindo por motivos desnecessários, porém que me incomodam. Ela é de certa forma acomodada, costuma pouco seguir os conselhos que dou a ela, e eu no caso sou impaciente e ansioso, porém tenho consciência que minha desconfiança e meu ciúme está estragando nosso relacionamento aos poucos, e vejo que ela fica triste quando discutimos, o que me faz ter em mente que parte de nossas angústias são por motivos supérfluos, parte deles do passado dela que não gosto de saber e acaba sendo revelado de alguma forma por descuido dela, e pelo ciúme que sinto dela por ser inseguro e não saber trabalhar bem minha reforma íntima. Outra coisa são meus pais que não veem ela uma boa opção na família por ela ser transexual, o que me entristece também.

    Queria na verdade pedir uma opinião que você vê sob a ótica espírita em relação ao que acontece conosco, meu ciúme pode ter relação com irmãozinhos que pela minha sintonia aumentam minha angústia, meu ciúme e minha insegurança, como também provocar palavras dela proferidas a mim, ainda mais por ela não ter o hábito de orar? Vi também que desviei um pouco do ponto central, em várias coisas disse como um desabafo, enfim, poderia me dar uma palavra?

  79. Vanessa, temos que assumir nossas fragilidades e responsabilidades. Isso que lhe disseram pode ser verdade, mas qualquer espírito só pode ter acesso a você, só pode influenciar você se você estiver receptiva a ele. Se você amasse a sua mãe nenhum espírito conseguiria fazer você sentir raiva dela.
    Casos assim têm a sua origem em existências passadas. Não é a primeira vez que vocês se encontram juntas, e é provável que outros espíritos envolvidos com vocês, que atualmente estão desencarnados, as estejam influenciando negativamente.
    Entenda que, mesmo que haja influência de espíritos desencarnados, não há como fugir da responsabilidade. Quem tem domínio sobre você é você mesma. Não se sinta culpada por isso. A Vida é sábia, e une numa mesma família os espíritos que prejudicaram um ao outro para que tenham a oportunidade de se reajustarem.
    Só o amor liberta. Sabemos que não há como desenvolver um amor ideal por alguém com quem temos tantas diferenças. Mas você deve perdoar e compreender. Possivelmente seja você a maior responsável pela desavença de vocês. Você pode tê-la prejudicado terrivelmente em outra existência.
    Procure um centro espírita e peça atendimento. Relate a situação e esteja disposta a seguir as orientações que lhe derem. O tratamento espiritual é eficaz para impedir ou amenizar a influência espiritual sobre os encarnados (você e sua mãe), mas a cura, definitiva, depende de você. E isso pode levar tempo. É você quem deve se esforçar para mudar, para compreender, para perdoar.
    Você não é a única a enfrentar esse problema. Bilhões de espíritos passam pela mesma coisa. Esses sentimentos negativos ainda são uma característica do nosso planeta. Foi para nos libertar dessa dor que Jesus esteve encarnado na Terra, há dois mil anos. Para nos ensinar o caminho da libertação através do amor, do perdão, da prática do bem.
    Procure esclarecer-se espiritualmente. Sua vida irá melhorar não só em relação à sua mãe, mas em todos os aspectos.
    Leia o Evangelho segundo o Espiritismo: http://www.espiritoimortal.com.br/espirito_imortal/o-evangelho-segundo-o-espiritismo.pdf
    Sexo e Destino: http://www.espiritoimortal.com.br/espirito_imortal/sexo-e-destino.pdf e
    Entre a Terra e o Céu: http://www.espiritoimortal.com.br/espirito_imortal/entre-a-terra-e-o-ceu.pdf

  80. Sofro há 18 anos com brigas sérias com minha mãe, que cada vez vêm piorando, com agressões físicas de minha parte, que fazem com que eu sempre me sinta muito mal depois. Durante as brigas, normalmente bobas, sinto vontade de matá-la. Vontade de vê-la sangrar. Isso me dói falar, mas não quero acreditar que isso seja eu. Já me disseram que sou médium, e que minha relação com minha mãe pode ter um espírito maligno envolvido. Será? Eu não estou sabendo mais o que fazer. Hoje numa briga, disseram que meu rosto ficou muito diferente, a pupila muito dilatada. Por favor socorro.

  81. Amanda, a primeira coisa que fica evidente no seu relato é que você é médium. Qualquer pessoa que perceba vultos ou ouça vozes, como você diz, é médium. A mediunidade é a capacidade de entrar em contato com os espíritos desencarnados, que são espíritos exatamente como nós, mas sem o corpo físico. A mediunidade deve ser estudada, trabalhada e, a partir daí, desenvolvida ou controlada. Não reencarnamos com mediunidade por acaso. Quase sempre trazemos essa característica para cumprirmos uma tarefa de ajuda ao próximo.
    Somos espíritos e já tivemos muitas existências, já cometemos muitos erros, já prejudicamos muitas pessoas, e as dificuldades que nós experimentamos hoje são fruto dos nossos erros cometidos no passado. Isso não é castigo. Deus não castiga. Somos nós mesmos que criamos essas situações e agora respondemos por elas. “A cada um segundo as suas obras”, disse Jesus.
    Acontece com muita frequência de reencarnarmos próximo daqueles a quem prejudicamos no passado, para termos a oportunidade de nos reajustarmos, de perdoarmos e nos libertarmos.
    Qualquer influência negativa, qualquer “trabalho” espiritual só nos atinge quando temos alguma ligação negativa com estes espíritos, mesmo que num passado remoto, e quando, de alguma forma, sintonizamos com eles.
    O caminho é o perdão. A palavra perdão, como está no Evangelho, quer dizer “desligar-se”. Temos que perdoar, nos desligarmos, orar por essas pessoas, desejar com sinceridade a sua paz e felicidade.
    Compreendo e respeito a sua opção religiosa. Mas nós nos libertamos através do estudo, do conhecimento, do esclarecimento. Jesus disse: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Sabemos muito pouco acerca de nós mesmos. Conforme vamos nos conhecendo, conforme vamos tomando contato com a realidade espiritual, aprendemos a controlar a nós mesmos e obter o controle, mesmo que parcial, sobre o que acontece em nossas vidas.
    Pense na possibilidade de frequentar um centro espírita kardecista. Peça atendimento, siga as orientações. O ideal é que você participe de um grupo de estudos no centro espírita. A troca de experiências entre pessoas que passam por situações semelhantes nos enriquece e nos ajuda a sabermos como agir.
    Fique com Deus.

  82. Gostaria de algumas respostas. Eu sofro com um relacionamento do passado, que teve término por causa de obras malignas e hoje a mulher se encontra com o meu ex marido. Porém temos uma filha em comum. Tudo isso me fez encontrar com Jesus de uma maneira inacreditável. Comecei a cuidar de mim e da minha filha, pois eu via vultos, ouvia vozes, cheguei a manifestar na igreja. Depois do meu batismo isso acabou, porém nas últimas semanas esse homem se encontra bastante revoltado comigo, porém não temos contato todos os dias, apenas de 15 em 15 dias quando ele pega minha filha. Mas no último fim de semana foi bastante perturbador, tive um sonho estranho com a mulher dele atual a que fez tudo e com carne amarrada com barbante em um prato de barro e ele se levantou brigando, me ameaçando. O que faço?

  83. Adorei a explicação, mas ainda estou sem respostas para o que me acontece.
    Estou há mais de 1 semana com pensamentos repetitivos em meu ex-namorado.Terminamos há 6 meses e nunca mais o vi. Quando começou isso, veio como lembranças de momentos que vivemos juntos, depois foi aumentando até eu escutar frases que ele falou em determinado lugar. Embora nosso término não foi amigável, nunca mais quis ver ou sentir isso.
    Mas isso se repete e virou uma obsessão dentro da minha cabeça. Posso estar sofrendo obsessão por parte dele ou estou me auto-obsediando?

  84. A orientação que lhe passaram está correta, Jessika. Mas não se preocupe, você não é obsessora dele. Vocês são dois espíritos que precisam rearmonizarem-se consigo mesmos e um com o outro, apenas isso. O que aconteceu entre vocês dois no passado, em outras existências, não importa agora. O que importa é o presente, o amor e o respeito que vocês devem construir em conjunto. Fiquem com Deus.

  85. Bem, eu sou médium estou fazendo o curso do coem…
    Minha dúvida é: tive uma “sonho” com uma pessoa que amo muito. No “sonho” ele brigou comigo e disse: “eu estou cansado de você”, eu chorava muito, daí acordei chorando muito, daí ele me falou que sonhou comigo e ele repetiu a mesma frase que ele falou no meu “sonho”.
    Esses sonhos se tornaram comuns, ele sempre agressivo e eu sempre chorando.
    Às vezes sonho que estou grávida e ele com muita raiva. Falaram que às vezes é porque foi um desajuste de outra vida, então em espírito ele lembra, daí me questionarei se não sou um obsessor dele, pois o amo demais e desde quando vi ele pela primeira vez senti uma sensação de alegria e senti uma grande vontade de chorar.

  86. Luka, você diz que o que acontece não é justo com você. Nada do que nos acontece é injusto. Pode parecer injusto à primeira vista, mas tudo tem razão de ser, todo efeito tem causa.
    Não a motivo para que alguém desenvolva um sentimento negativo o que você relata que ele sente por você se não levarmos em consideração a reencarnação. Somos seres milenares, já tivemos inúmeras existências, já cometemos muitos erros. É provável que você o tenha prejudicado no passado, ou, pelo menos, que ele se sinta prejudicado por você. Depois de haver desencarnado, recobrando parte da memória ou apenas a forte impressão da memória de uma existência passada, ele lembra de você em outra existência e não se conforma.
    Ele só tem condições de prejudicar você porque há essa forte ligação entre vocês. Ele consegue influenciar você através de pensamentos, sentimentos e emoções.
    Jamais se paga para fazer qualquer “trabalho espiritual”. Espíritos imbuídos de boas intenções não querem nada em troca da ajuda que nos oferecem.
    Procure um centro espírita kardecista, peça atendimento, faça o tratamento que for indicado e siga frequentando a casa. É importante que você perceba que é fácil, para a espiritualidade, afastá-lo de você. Você é que deverá aprender a manter-se afastada dele. Por isso a necessidade de você frequentar o centro espírita, estudar, ler livros espíritas, esclarecer-se, e, de preferência, participar de um grupo de estudos no centro espírita. Não adianta apenas afastarem ele de você. Você o atrai com os seus pensamentos. Quando dormimos nos desdobramos parcialmente do corpo físico, e nos encontramos com aqueles com quem temos forte afinidade. É comum que espíritos “obsessores” sejam afastados pelos trabalhadores espirituais e a suposta vítima de obsessão busque o “obsessor” no plano astral por ocasião do sono físico.
    Você precisa se esclarecer sobre as coisas do espírito e se evangelizar. Procure se tornar uma pessoa melhor, controlar os seus pensamentos, orar constantemente. Se você se elevar, ele perderá o acesso a você.
    Procure não pensar nele. Busque ocupações diferentes, mude os seus hábitos, abandone situações que lembrem ele. Estude. Se esclareça. Se você seguir estas instruções, conseguirá desvencilhar-se da sua influência. Perdoe e peça perdão.

  87. Boa tarde, gostaria de tirar uma dúvida! Aconteceu comigo recentemente, um espírito encarnado em uma pessoa, ele desencarna e encarna em outra na minha frente e eu vejo tudo isso, a minha duvida é: (o espírito encarnado quando ele sai ele encarna em outra, ele leva consigo algo que viveu no corpo de outra pessoa? E pode revelar a segunda pessoa encarnada o que viveu durante a outra encarnação, como fazer sentir algo, sensações de gosto, cheiros, ver o mal que fez quando encarnado na outra pessoa, é possível? Até agora ninguém me respondeu. E já procurei em vários lugares e não tive resposta, desde já muito obrigado.

  88. Bom Dia Morel!

    Acho que como a maioria aqui, fui pesquisar sobre algo que aflige minha vida e dei de cara com seu site. Não sei bem se podes me ajudar, mas aprendi que tentar não faz mal algum.
    Tenho 29 anos e sempre fui aquela garota apaixonada, que sonhava com um príncipe, aquelas coisas que vemos sempre nos contos de fadas, e fui presenteada pela vida com uma pessoa relativamente parecida.
    Ele era meu vizinho, garoto lindo que todos desejavam, mas nunca olhava para mim, na verdade acho que ele nem pensava nessas coisas de paixão. Aos 14 anos me apaixonei loucamente por ele, mas não foi reciproco. Aos 16 me vi numa situação que nunca esperaria, aquele garoto que tanto amei estava apaixonado por mim. Tive pedido de namoro digno de filme. Continuamos sendo vizinhos sempre, mas acima de tudo namorados. Tínhamos aquele namoro adolescente, mas que causava inveja a muitos. Vivíamos um para o outro e isso causou diversos problemas no nosso relacionamento, como ciúmes, possessividade, grosserias, mas sempre o amor falava mais alto. Namoramos dos 16 aos 23 anos e depois de vários fins, traições e voltas, acabamos de vez. Eu parti para outra, mas mesmo assim ele sempre estava atrás de mim. Ele começou a namorar com outra e eu já estava bem, não queria mais aquilo para mim. Ele sempre me ligava para contar seus problemas e vez ou outra, mas bem raro, nós ficávamos. Ele sempre dizia que me amava. Eu não entendia muito aquilo, mas sempre foi mais forte que eu. E assim entre ficas e tempos de distância, passaram quase dois anos. Em 2010, eu estava com 25 anos e ele com 26. Foi a época mais louca da vida dele. Quem o conhecia antes estranhava. Ele era aquele garoto caseiro, filhinho da mamãe. Do nada se tornou alguém que começou a usar drogas, beber muito e viver de farras e atrás de mulher. Em novembro de 2010, conversamos e mais uma vez ficamos e decidi que queria ele de volta para mim e ele também disse que me queria de volta. Dia 11/12/2010, descubro que ele tem outra e que eu era mais uma para ele, pedi para conversar e escutei as palavras: eu não tenho nada para falar com você. Você quer infernizar minha vida. Vá tomar no c…, desliguei o celular e me pus a chorar, prometi que nunca mais na vida iria querer saber dele. E assim fui cumprindo com muito orgulho aquilo pelo que me dispus a fazer. Dia 24/12/2010, saí para comemorar o natal com minhas amigas e tudo ia bem, até que às 06:20 horas do dia 25/12/2010, recebo um telefonema da minha amiga falando diretamente e sem medir as palavras: ele morreu. Perdi o sentindo de onde estava e com quem estava, quebrei um copo e saí implorando para ir para casa. Cheguei em casa e a rua estava em prantos, todos espalhados, pelo chão, sem entender o que tinha acontecido. E todos nossos amigos sentados na frente do meu prédio esperando que eu chegasse. Naquele momento eu não sentia mais nada. O choque era tanto que eu achava que nem viva estava, me via flutuando ao invés de andar. Troquei de roupa e fui à casa dele, até aí eu estava completamente dopada na minha dor. Saí de lá e caí ao chão, sem sentir mais nada, e chorei até não ter mais forças. O amor da minha vida estava morto, capotou o carro e teve traumatismo craniano, morreu na mesma hora e um amigo nosso, vizinho da gente, também estava no carro e veio a falecer também, horas depois. Fui ao velório, enterro, aguentei muita coisa que não queria ver e fui segurando pelos dias que se passaram.

    Agora sim começa minha história, meu real problema. Depois da morte dele, me senti mal, vontade de morrer, mas até aí acho normal essa sensação de desespero, porém, infelizmente tive uma pessoa muito querida que chegou a mim e disse que ele não aceitava a morte e estava atrás de mim, a todo o momento. No começo não acreditei nisso e depois achei que se ele estava era porque me amava e queria estar perto de mim. Implorei diversas vezes para ele aparecer, queria o ver uma última vez. Depois de uns dias minha vida começou a piorar drasticamente, entrei em paranoia, depressão. Tinha vontade quase que diária de me matar ou de matar quem se colocasse ao meu caminho. Não tinha paciência para nada, não mantinha emprego. NADA. Resolvi ir com um amigo a um centro espírita e lá fui informada que meu ex estava presente do lado de fora do portão, pois o espírito dele não conseguia entrar ali e a pessoa disse também que ele não estava feliz e que ao contrário do que eu pensava ele não queria estar comigo, ele queria me levar com ele. Fiquei atordoada, procurei a umbanda, candomblé, espiritismo, fiz trabalho, joguei tudo que tinha dele. Fiz o que podia para tentar me sair disso, não era justo comigo. Se passaram quase 4 anos desde que ele se foi, às vezes sofro inconsolavelmente pela sua perda, principalmente quando algo ruim acontece na minha vida, mas ontem recebi um recado de uma pessoa que nem me conhece, dizendo que ele não sei foi, que ele continua aqui e com mais raiva que antes. Que ele não iria se cansar enquanto não me destruísse, que se ele não estava vivo, eu também não estaria. Que não adianta fugir que ele sempre vai me encontrar. Eu passei a noite em claro tentando entender o porquê disso acontecer comigo e ainda não consigo. Minha vida não vai para frente, tudo dá errado, meus pensamentos constantemente são de morte, que está tudo errado e morrer seria a solução, mas eu não quero morrer. Eu quero conquistar meus sonhos, mas não sei o que fazer para que ele aceite que se foi e me deixe em paz, eu quero e mereço minha vida de volta.

    Não sei se você pode me ajudar, mas resolvi tentar. Obrigado pela chance de ao menos contar essa minha história.

  89. Albaniza, quem tem que se ajudar é você. A situação é sua, a dúvida é sua, a preocupação é sua, e o poder para decidir também é seu.
    Decida-se. Você diz que não o aguenta e quer se separar, mas também diz que não consegue. Ou você quer ou você não quer. Se você realmente quer, separe-se. Se você está em dúvida, fique com ele e busque se esclarecer.
    Procure um centro espírita, peça atendimento, leia livros espíritas, estude, se esclareça sobre as coisas espirituais. Pessoas não são carmas. Carma quer dizer ação, só isso. A cada ação nossa corresponde uma reação. Há pessoas a quem prejudicamos no passado e com as quais temos que nos reajustar no presente. Mas não há como saber, a princípio, se as pessoas com quem nos relacionamos são espíritos com quem temos reajustes a fazer ou não.
    Não brinquem com os sentimentos dele. Se não o aguenta, deixe-o. Se acha que deve ficar com ele, seja compreensiva, converse sobre as coisas que devem mudar no relacionamento de vocês. Jogue limpo. Se os dois frequentarem um centro espírita e estudarem sobre o Espiritismo certamente poderão entender-se melhor.

  90. Olá, estou procurando respostas, vivo com uma pessoa há 4 anos, quando o conheci me apaixonei, ele se enquadra no escravo, ele faz tudo que eu quero mas diz ser o patinho feio e quer que eu dê total atenção a ele, só que agora eu não aguento mais, quero me separar dele, não consigo, ele não admite e fica se fragilizando o tempo todo, mas não consigo deixá-lo. Por quê? Assim que o conheci passei a ouvir uma voz dizendo: você não pode abandoná-lo, você tem uma missão, tomar conta dele, porque algo diz que ele vai precisar de você. Resultado: com 1 mês ele sofreu um acidente grave de moto e eu tomei conta dele… ele ficou pasmo porque eu falava dessa voz que eu ouvia… alguém pode explicar, ele diz só vou me separar de você na morte, já terminamos muito o relacionamento e volto para ele porque o meu subconsciente diz para não abandoná-lo… me ajudem, vou ficar louca, será que ele é meu carma?

  91. Cristina, se nos questionarmos de onde surgem essas relações, em que algumas pessoas sentem-se com direito sobre outras e estas, por sua vez, sentem-se com obrigação para com elas, somos levados à constatação de que essas relações têm raízes antigas. Você tem consigo mesma o compromisso de zelar pela sua mãe. Sua consciência lhe cobra isso. Sabemos que essas relações conflituosas são o resultado de erros cometidos em outras existências, em que talvez tenhamos sido nós os que abusamos dos outros. O que uma nove reencarnação nos oportuniza, então, é o reajuste, a tentativa de rearmonização. Se essa rearmonização não é possível entre todas as pessoas envolvidas, pelo menos é sempre possível a rearmonização consigo mesmo, a conquista da paz interior. Para isso temos que fazer aquilo que sabemos que temos que fazer.
    Não acho que você deva abandonar a sua mãe. O esforço que você teria que fazer para se perdoar seria maior do que o esforço dispendido hoje.
    Não acho, também, que sua vida esteja condenada. É possível impor limites. Você pode cuidar da sua mãe sem se deixar dominar por ela.
    Não dou conselhos, mas Jesus nos deu um conselho que serve para qualquer circunstância de nossas vidas. Devemos primeiro cuidar do reino de Deus, ou seja, das coisas do espírito, e as outras coisas nos serão dadas por acréscimo. O equilíbrio para lidar com situações familiares complexas só é alcançado quando estamos espiritualmente equilibrados. Sem uma vivência espiritual plena não encontramos forças para reagir às exigências que a vida nos apresenta.
    Saiba que você não é vítima. Nem culpada. Somos apenas espíritos em aprendizado.
    Cuide do aspecto espiritual em primeiro lugar. Frequente o centro espírita, leia livros espíritas – indico as obras de André Luiz. Ore sempre, procure participar de um grupo de estudos no centro espírita. Viva a sua vida. É possível viver a sua vida, ser esposa, ser mãe e cuidar da sua mãe. Por pior que seja o temperamento dela, compete a você impor limites. Ela só atinge você emocionalmente porque você permite. E a conquista de um maior domínio sobre as suas próprias emoções é um exercício diário em que não podemos prescindir do apoio espiritual.
    Não desista. Acredite na felicidade. A felicidade é, antes de mais nada, uma escolha.

  92. Boa tarde Morel Felipe,

    Há muito tempo venho procurando explicações no espiritismo para o que vem acontecendo em minha vida. Sou filha única e minha mãe de 66 anos tem uma relação de obsessão doentia. Eu estou na posição do “escravo”. Sou casada, tenho dois filhos e ela quer literalmente que “eu segure sua mão até a morte”, me impedindo de viver minha vida. Detalhe: tias têm o mesmo comportamento, ou seja, uma família com muitos obsessores. Eu não tenho direito a nada, sou culpada por suas doenças, escolhas e por tudo que acontece ou aconteceu em sua vida. Obviamente isso tudo gera muitas brigas, transformando a vida de todos num verdadeiro inferno, ninguém consegue viver em paz de jeito nenhum. Não sei mais o que fazer. Já que a única solução para isso seria ou minha morte ou o abandono efetivo da minha mãe. O abandono já foi sugerido pela psiquiatra quando a mesma estava em tratamento de depressão, mas eu não consigo abandoná-la, pois estaria me violentando ainda mais, principalmente pelo fato dela ter sido mãe solteira e meu pai ter me abandonado quando nasci. A impressão que tenho é que minha vida já está condenada por completo. Sofro de sequestro emocional por parte dela e isso me impede de ser esposa, mãe e eu mesma. Gostaria muito de ouvir seus conselhos. Grata pela atenção e parabéns pela iniciativa de ajudar ao próximo!

  93. Oi, eu sou a Flaviane, meu namorado faleceu dia 18 de julho e sinto constantemente a presença dele perto de mim, o que eu faço pra me libertar dessas sensações? Preciso de ajuda.

  94. Anonima, não aconselho ninguém a consultar qualquer espécie “vidente” ou adivinho. Pessoas que trabalham com a espiritualidade por conta própria raramente são bem acompanhadas espiritualmente. Eu não acreditaria em nada disso.
    Todos nós estamos sujeitos a comportamentos estranhos, pois somos imperfeitos. Todos nós, em algum momento da vida temos obsessores, pois os atraímos com nossos pensamentos, palavras e ações equivocadas.
    O fato de alguém estar confuso acerca de um relacionamento não quer dizer que ele esteja sendo influenciado espiritualmente.
    Você não sabe se ele realmente gosta de você. Mas, se você gosta dele, ore pelo bem dele, sem querer exigir que ele viva com você.

  95. Felipe, bom dia!

    Ontem fui a uma pessoa que faz vidência com o copo de água e a foto da pessoa… Ela me disse que o meu ex namorado pai do meu filho está com um espírito obssessor, mandado pela ex namorada dele que freqüenta centros espíritas da linha da esquerda. Realmente depois de um tempo ele começou a ter comportamentos estranhos, vícios, rebeldia etc… Ele sempre tenta se aproximar de mim, já tentamos voltar várias vezes, porém quando isso está para acontecer ele começa a ficar novamente diferente, se afasta e fica com comportamentos grosseiros e muitos confuso.
    Gostaria de saber como devo proceder nesse caso, pois ele não gosta nem de ouvir falar em centros de espíritas, queria ajudar ele, mais sem que ele saiba dessa história.
    A gente se gosta muito, porém tudo nos afasta! Preciso muito dessa ajuda.

    Desde já agradeço!

  96. Diane, se você tivesse lido os comentários teria percebido que eu não ajudo ninguém. Como poderia ajudar você numa coisa que compete exclusivamente a você?
    Nós somos espíritos, então todos os nossos problemas são espirituais.
    Você diz que as pessoas conseguem as coisas com facilidade. Você vê a parte que você quer ver. Nem todo mundo consegue as coisas com facilidade e mesmos as pessoas que tem mais facilidade para conseguir as coisas passam por dificuldades que você não percebe.
    Não reencarnamos para conquistar facilidades. Reencarnamos para aprender e para nos tornrmos pessoas melhores. Enquanto você procurar ajuda externa, enquanto você acreditar que algo ou alguém pode resolver os seus problemas, os seus problemas permanecerão com você. É você quem deve resolvê-los. E você só vai conseguir isso se tornando uma pessoa melhor, estudando, esclarecendo sobre as coisas espirituais, perdoando, ajudando o próximo. Equilibre-se e a sua vida irá se equilibrar.

  97. Boa tarde!!! Tenho um sério problema, não consigo conquistar ninguém, tive dois namoros conturbados, nunca consegui conquistá-los de verdade. Não sou apaixonável, nenhum homem olha para mim. Terminei um namoro há quase dois anos e nunca mais consegui ninguém. Para tudo na minha vida tem um empercilho, o que as pessoas conseguem com facilidade para mim é difícil, acredito que seja um problema espiritual. Já procurei todas as igrejas, fiz campanhas e nada resolveu. Tenho 30 anos e não consigo ter firmeza em nada. Por favor me ajude.

  98. Sr. Morel
    Boa Tarde
    Já vivi essa situação de obsessão encarnado com encarnado.
    É um sofrimento… embora a pessoa diga que nos ama, quer nosso bem, passamos a viver sufocadas.
    A pessoa não consegue “fingir” esse afeto o tempo tempo, se descontrola muitas vezes, dizendo coisas que nos ferem muito e deixam marcas. Digo “fingir”, pois amor verdadeiro quer o crescimento, bem estar do outro. Amor que é amor não aprisiona.
    Creio que a carência afetiva nos faz suportar tal situação. Hoje olhando de “longe”, analisando, sinto-me bem por ter libertado-me dessa situação e aprendido muito com isso. Orar e vigiar, vale para relações com encarnados e desencarnados, foi o que aprendi.
    obrigada.
    Mariá

  99. Léa, não posso ajudar você a controlar o seu próprio pensamento. Se você já se conscientizou de que a situação está fugindo ao seu controle, esforce-se para se desvencilhar deste sentimento. Nenhuma “luz” pode nos escravizar. Busque novos interesses para mudar o foco do pensamento, ore muito, tome passes no centro espírita para reequilibrar as suas energias. Não confunda paixão com amor. Amor não escraviza.

  100. Morel. Conheci um rapaz muito mais novo que eu, meu colega de trabalho. É uma luz que entrou em minha vida, rejuvenesci fisicamente, mas está me trazendo problemas de ordem espiritual. Hoje após 5 meses, nosso relacionamento tem altos e baixos. Não Consigo mais relacionar-me com ele no trabalho. Nunca fizemos sexo, mas a paixão que tenho por ele me torna uma espécie de escrava. Penso nele 24 horas por dia, e não sei o que fazer. Ajude-me.

  101. Borboleta, o que você descreveu é atração e desejo, não tem nada a ver com amor. É possível que vocês já se conhecessem de outras existências, o sonho de sua filha indica isso, mas não temos como saber.
    Jesus disse: “Buscai e achareis”. É evidente que se buscamos amor encontramos amor. Infelizmente confundimos atração, desejo, tesão e outros interesses com amor. Não há vítimas no Universo. Plante amor e colherá amor. Pode acontecer de termos muito desamor a colher, se foi isso o que plantamos no passado. Mas, se quisermos que no futuro seja diferente, temos que começar o plantio agora. Isso se refere a todas as nossas relações.

  102. Fui abandonada aos 3 anos pela minha mãe, e fiquei morando alternadamente com minha avó e meu pai e madrasta.
    Lembro de um tio bêbado que sempre que estava embriagado, ameaçava matar todos, ele já faleceu assim como minha avó, nunca tive carinho da família e aos 13 anos morava de casa em casa, aos 15 fui morar com minha mãe que me devolveu, pois teve ciúme de mim com meu padrasto. Aos 17 fui estuprada e até então nunca tive um namorado sério, todos que se aproximavam não me levavam a sério.
    Aos 21 saí do Brasil e tive muitas paixões sem sucesso… em 2004 conheci um homem que amei assim que o vi, era um misto de amor e medo… acreditava que ele pudesse me fazer mal… depois de 6 meses criei coragem e fui até o escritório dele, o beijo que trocamos fez meu corpo quase desmaiar de emoção… mas tinha um porém, ele era casado, e a relação durou um ano até eu descobrir que ele além de mim tinha outra. Sofri por este amor até 2008, em 2010 nos reencontramos e a paixão reacendeu e durou até 2011 quando a mulher dele descobriu e contei toda a verdade, ele ficou sem falar comigo e quando descobriu que eu estava com outro passou a me procurar. Meu relacionamento durou até 2012 e como não deu certo mudei de país outra vez e este amor antigo sempre liga, passa mensagens e falamos no Skype e ele é carinhoso mas está sempre a lembrar das nossas intimidades e às vezes liga só para saber como estou, quase 10 anos e nossa ligação permanece e já tivemos tantos altos e baixos que era para nem falarmos… mas ele diz que me deseja e que não me esquece. Minha filha quando eu o conheci disse que sonhava que ele me matava e ela ia para um orfanato, na época ela só tinha 6 anos e ela descreveu roupas bem antigas. A verdade é que também não consigo esquecê-lo. Seria isso obsessão sexual de encarnado para encarnado, estamos em países diferentes e às vezes desejo-o muito e ele liga a dizer que estava pensando em mim.
    desde de criança que nunca tive direito ao amor. Será que isso será por toda esta encarnação será que terei que expiar esta falta de afeto puro até quando? Ou será este o meu grande amor e que algo do passado faz com que ele mesmo depois de 10 anos me veja apenas como uma boa cama?

  103. Poliana, isso não pode ser tratado numa troca de palavras à distancia. Se você acha importante saber o que ocorreu – ou está ocorrendo – você deve procurar um centro espírita e pedir atendimento. Mesmo assim, você só será atendida pela espiritualidade se houver real necessidade, pois os espíritos trabalhadores não se ocupam com coisas sem importância. Não estou afirmando que o seu caso seja sem importância. Mas coisas assim acontecem com quase todas as pessoas. Somos espíritos; é natural que, mesmo sem sermos médiuns no sentido prático da palavra, tenhamos algumas experiências extrassensoriais durante a nossa existência carnal. Mas o Espiritismo não se ocupa disso. O Espiritismo é um meio de esclarecimento de nossa realidade espiritual. Para compreendermos o que se passa conosco, temos que nos esclarecer.

  104. Olá! Boa tarde! Morel, encontrei essa página em meio a muitas, e como vi que de fato as pessoas são correspondidas resolvi escrever. Estou à procura de explicação ou resposta por um fato ocorrido comigo. Recentemente eu conheci um rapaz em uma festa de carnaval em uma cidade próxima da minha, dividimos a mesma casa, não nos conhecíamos, tínhamos somente um amigo em comum, ninguém nos apresentou, nos aproximamos por seleção natural e afinidade, sei lá. Me ocorreu uma calma de espírito, uma segurança, e parecia que eu já conhecia tudo nele, e ele chegou a me falar ‘Tá me ocorrendo algo rápido, uma paixão, não sei explicar mas tô gostando de você’. Senti uma sensação de superproteção. Gente conversou de tudo, no meio de umas das conversas ele me revelou coisas da infância dele e me relatou que desde de pequeno tem uma ‘mulher espírito’ que fica como vigia ao lado da cama dele, isso ocorre até hoje. Então, mesmo na minha timidez, revelei também fatos semelhantes da minha infância, porém os espíritos que me vieram só apareceram em algumas épocas, hoje isso ocorre com pouca frequência. Por curto tempo frequentei o centro espírita na minha cidade, para eu poder ter conhecimento da doutrina espírita, hoje em dia não frequento mais por questões de rotina mesmo. Pois bem, gente se despediu no último dia de carnaval, cada um foi para a sua cidade, resolvemos manter o contato. No dia seguinte quando fui manter contato com ele me choquei e chorei compulsivamente poque ele me falou que não conseguiu dormir porque ao contrário do que sempre ocorre de uma mulher ficar ao lado dele ao dormir nessa noite um ‘espírito homem’ o atormentou e ele falou que ele dizia coisas e estava bastante chateado, conseguiu entender que ele falou algo assim: ‘agora eu quero ver você ficar com ela’. Ele me falou que fazia tempo que não sentia medo. Tem uma explicação lógica para o ocorrido? Tem a ver comigo ou com ele? Ah, quando estávamos juntos no carnaval ele informou que não sentiu nada de estranho próximo da gente.

  105. N.a., não sei que tipo de centro espírito vocês procuraram. É comum que espíritos com quem nos relacionamos em outras existências continuem ligados a nós. Os espíritos não são em nada diferentes de nós, são pessoas como nós que não têm mais o corpo de carne, só isso.
    Vocês devem procurar um centro espírita kardecista onde se sintam bem e começar a frequentá-lo com regularidade. Façam um tratamento espiritual, leiam livros espíritas, adquiram o hábito de orar. Melhorem os seus pensamentos, não queiram mal a ninguém. Quando nos tornamos pessoas melhores os espíritos como este que você citou ou melhoram também ou se afastam.
    Não espere as coisas acontecerem. Estamos aqui para nos tornarmos melhores.

  106. Bom dia Morel, sabe, estou procurando qualquer coisa que vem acontecendo comigo nestes últimos meses, eu estava casada há dois anos e decidi terminar tudo por causa de um rapaz. Eu tenho vinte e quatro anos, ele tinha 16 e agora tem 17, nós gostamos muito das mesmas coisas, na verdade eu fui a primeira mulher na vida dele, e é o primeiro relacionamento que ele está tendo sério com alguem, só eu e ele percebemos que desde que estamos juntos, nada pra ele dá certo, ele já bateu o carro duas vezes e na semana passada capotou de moto, e por incrível que pareça ele capotou do nada sem ter nada no caminho, ou qualquer coisa do tipo, então eu mesma falei pra ele que estava com medo de ter sido algo ruim que derrubou ele da moto, algo de outra VIDA, algo mal, resolvemos então procurar benzedor e centros espíritas, fomos quinta-feira passada no centro e pediram pra que ele voltasse ontem, pois havia algo realmente sobrecarregado nele, então ontem ele foi com o pai dele, ao sair de lá, ele me contou que uma mulher encarnou em um médium da mesa, e essa mulher dizia assim:

    -é eu precisei fazer ele sentir um pouco de dor pra ele vim me ver.
    -é você lembra quando só eu morri naquele acidente você nem chorou por mim.
    -não adianta essa mulher com quem você está falar que você é dela por que você é meu,você nunca vai ser de mais ninguém.

    Estou completamente enlouquecendo por causa disso, pois eu já estava imaginando que algo ruim tinha derrubado ele, e eu realmente tenho mania de falar que ele é meu só meu, e o mais estranho é que esse espírito só se proliferou depois de ele começar uma relação na vida dele, será isso verdade, o que eu posso fazer para ajudá-lo pois ele já pensou até em suicídio.

  107. Bom dia,

    Estava pesquisando, quando me deparei com o teu site, adorei logo de cara, Parabéns.
    Tenho uma dúvida, sempre gostei de ir ao cemitério, principalmente, quando me sentia triste, lá recarregava minhas energias e voltava muito melhor, bem como sonhar andando no cemitério também, o que me diz a respeito disso?
    grata,
    neli

  108. Obrigada por responder. Eu rezo, peço para ele parar, mas não adianta. Ontem mesmo aconteceu novamente as indiretas (cada vez piores) e a presença dele perto de mim… Nao quero ficar com uma pessoa assim, que lê meus pensamentos e depois comenta nas palestras o que eu penso, fala olhando fixamente pra mim, joga indireta, nao ta nem aí para o que os outros vao pensar sobre mim com suas indiretas e olhadas, diz que nao quer nada comigo, mas aparece sempre a noite, quero Cortar de vez isso, nao posso deixar de enfrequentar a casa espírita, mas isso tá me encomodando.

  109. GR, seja racional. Um homem não deixa de ser homem por ser espírita ou palestrante. Ele é um homem como qualquer outro, com qualidades e defeitos. Não se deixe levar por sugestões mentais. O que a sua mãe diz que vê deve ser o resultado do pensamento de vocês.
    Você deve lidar com esta situação como se ela estivesse ocorrendo em qualquer outro lugar ou circunstância da sua vida. Se vocês não são comprometidos e você se interessa por ele, nada impede que vocês se conheçam melhor. Se não for assim, não se permita influenciar. Somos nós que devemos exercitar o domínio sobre os nossos próprios pensamentos.

  110. Boa Tarde, gostaria da sua opinião a respeito de algo que vem acontecendo comigo há 2 meses. Comecei a frequentar uma casa espírita no meu bairro e percebi um certo interesse de um homem por mim, não dei importância no início, mas como ele é palestrante, percebia que às vezes ele ficava me mandando indiretas, minha mãe acha que é coisa da minha cabeça, mas diz que vê uma luz que me liga a ele, pois ela é médium. Como nunca tentei uma aproximação, para conversar com ele, as suas indiretas aumentaram, sinto que ele sabe tudo da minha vida, pois percebo isso pelas indiretas e sempre que ele fala, nas palestras, ele fica olhando pra mim fixamente, percebo que algumas pessoas do centro já até notaram isso. Agora, pra piorar, eu penso nele toda hora literalmente e sinto a presença dele todas as noites, além de sentir a sua energia em mim. Estou sem saber o que fazer, porque agora está cada vez pior, parece uma obsessão, por isso preciso do seu conselho, já nem durmo mais por isso.

  111. Luciana, adquira novos interesses. Faça coisas que gostaria de fazer e nunca se permitiu. Caminhe ao ar livre, pratique exercícios físicos, frequente lugares novos, conheça novas pessoas. Faça um curso qualquer, de preferência ligado à espiritualidade. É preciso mudar a sintonia. Atendemos ao princípio da inércia, nossa tendência é permanecermos no estado em que estamos. Sem um grande movimento, sem uma reviravolta em nossas vidas não conseguimos nos libertar do padrão de pensamentos que adotamos.

  112. Boa tarde, ótimo conteúdo nessa matéria. Hoje fui alertada pela minha psicóloga que estou obsediando meu ex-namorado. Éramos muito amigos, companheiros, ficamos juntos por 4 anos. No final do ano passado meu pai que já era doente ficou pior, e meu ex foi se afastando aos poucos, e eu não vi. Meu pai faleceu, e meu ex não esteve ao meu lado. No começo do ano ele disse que eu estraguei todo nosso relacionamento, mas vim a descobrir depois que ele já estava com outra pessoa, uma namorada de infância. Não me conformava e queria saber o porquê dele fazer isso, fiquei perguntando, perguntando. Estou em uma fase que só penso nisso, sonho com isso (Quando consigo dormir) e tenho conversas com ele na minha cabeça o tempo todo. O que você pode me aconselhar a fazer para que eu possa melhorar, deixado em paz e seguir minha vida?

  113. Marcia, vocês devem se conscientizar de que precisam de ajuda espiritual. Mas para isso é preciso querer mudar. Procurem um centro espírita, busquem tratamento. Ele está, sim, de acordo com o que você diz, sendo assediado por espíritos, e isso pode ser muito prejudicial. Para ele e para os próprios espíritos que o estão assediando, pois não percebem o erro que estão cometendo. Um tratamento no centro espírita pode afastar estes espíritos e procurar encaminhá-los melhor. Mas a cura, realmente, só acontece quando a pessoa decide mudar, se tornar melhor, vigiar os seus pensamentos, adquirir o hábito da oração, modificar os seus hábitos, se esclarecer através do estudo das coisas do espírito.

  114. Bom dia Morel.
    E no meu caso, onde meu marido é o rei, e eu sou a escrava?
    Ultimamente, tenho acreditado muito que meu marido tem algum espírito obsessor, ele é uma pessoa boa, com bom coração, quando está de bem, é perfeito. Mas do nada ele surta, fica com crises de ciúmes por besteiras, me xinga por nada, quer sair pra rua para beber e usar drogas, parece que quando está tudo bem, vem alguém e cutuca ele, para agir de forma errada… e isso é em relação a tudo. Seguidamente ele me diz que viu alguma coisa em casa, algum espírito… a avó dele que morreu ano passado e tal… e quando bebe ele vê a avó e o avô, os dois falecidos, conversa com eles, e diz que vai vingar a morte do avô, que morreu atropelado, eu fico apavorada com tudo isso, e a única coisa que faço é rezar o pai nosso… sofro muito com isso, pois nunca sei o que vou encontrar quando vou chegar em casa, mas sei que ele é um cara bom, e sei que eu também tenho muitos defeitos… mas queria uma luz para conseguir ajeitar as coisas lá em casa.
    Obrigada!!

  115. Flavinha, nós somos os responsáveis por nós mesmos. Só somos influenciados porque permitimos, conscientemente ou não. Se você é influenciada e não sabe como, precisa conhecer melhor a si mesma. Sócrates, 400 anos ante de Cristo, já deixou dito que o caminho é o autoconhecimento. Se você não conhecer a si mesma, se você não se conscientizar de que é espírito imortal de passagem pela matéria, e que o espírito – que é eterno – deve prevalecer sobre a matéria – que é transitória -, jamais terá domínio sobre si mesma. Sempre que fazemos algo que sabemos intimamente que é errado acabamos pagando por isso. Nossa consciência é o nosso juiz, e a consciência funciona sempre. Nós é que não queremos ouvi-la. Estude sobre o Espiritismo, se esclareça, não faça nada que você achar errado. Esse é o caminho.

  116. Boa noite, conheci um rapaz há 6 anos numa boate. Nos encontramos umas 2 vezes, estava me envolvendo, e ele me contou que tinha namorada. Mesmo assim continuamos saindo. Durante todos esses anos, tentei me afastar dele várias vezes, houve períodos de ficarmos sem nos falarmos por mais de 6 meses, mas ele acaba se comunicando e eu retribuindo. Quando nos falamos ou encontramos existe atração muito forte. Há 1 ano ele ficou noivo, mas diz que não está feliz com o relacionamento. Há 3 meses atrás, quis dar um basta “nessa relação”, mas ele tem me ligado e tentando ser forte já disse a ele que só encontro com ele caso tenha terminado esse noivado. Sei que não devo encontrar com ele, mas tenho muita vontade de vê-lo. Conheço alguns rapazes, mas tenho dificuldade de me apaixonar. Como conseguir desligar definitivamente dessa relação, e me abrir para uma relação sincera?

  117. Elaine, você deve implorar a si mesma, não a mim. É você quem pode resolver essa situação, começando pelo término definitivo desta relação clandestina. Isso não tem nada a ver com questões espirituais. Todos nós somos mais ou menos influenciados por espíritos com quem temos alguma ligação ou que simplesmente simpatizam com os nossos pensamentos e atitudes. Mas quem determina o que fazer e o que não fazer somos nós. Só atraímos os espíritos que sintonizem conosco. Se agirmos corretamente, atrairemos espíritos corretos. Se agirmos incorretamente, atrairemos espíritos incorretos. Se você quer se ajudar, procure um centro espírita kardecista, estude, leia, se esclareça. mude suas atitude, faça um tratamento espiritual, seja sincera com você mesma e com as pessoas com quem você convive.

  118. Oi, me identifiquei muito com esse artigo porque me vejo como escrava. Conheci um rapaz aos 13 anos, me apaixonei à primeira vista, foi um amor lindo, puro e inocente, porém na época não fui correspondida. Os anos se passaram, construímos uma amizade muito forte, me casei e nos afastamos por alguns anos, no meio de uma crise no casamento ele me procurou e nos reaproximamos, todo aquele sentimento que estava adormecido voltou, com mais força. Desde então estamos em meio a uma relação doentia, sabemos que não é saudável pra nenhum de nós, porém quando um tenta se afastar o outro procura. Sempre que eu o procuro, mesmo ele não querendo mais contato comigo, ele acaba cedendo e assim continuamos nesse ciclo vicioso. Essa relação já dura 20 anos. Quero ser feliz no meu casamento, quero que ele seja feliz também. Preciso de ajuda, quero libertar as nossas vidas, estou angustiada, não sei mais o que fazer. Hoje entendo que existe algo de espiritual e lhe imploro por ajuda.

  119. Morel muito obrigada, vou seguir seus conselhos, sei que perdoar é muito difícil e se perdoar também, mas nada e impossível. Vou trabalhar muito para que isso aconteça. Não quero carregar mágoas de ninguém, e vou rezar por eles e por mim também para que todos nós encontremos um caminho de paz. Obrigada de coração… você me ajudou muito. Que Deus te abençoe e que todos os seres de luz estejam sempre à sua volta para te ajudarem com esse trabalho tão bonito, o de ajudar ao próximo… muito obrigada, irmão Morel. Grata.

  120. Yasmin, nós somos espíritos milenares, já tivemos muitas existências, e reencarnamos muitas vezes próximos de outros espíritos com quem tenhamos reajustes a fazer. É muito provável que vocês três tenham envolvimentos antigos, de outras existências, em que ocorreram situações semelhantes ao que você vem sonhando ultimamente. A maneira como os espíritos se atraem, tanto encarnados como desencarnados, é pelo pensamento. Vocês três estão ligados. Você tem um filho com ele e guarda mágoas, talvez algum rancor, é natural que pense muito nele. Ele certamente pensa em você, pelos mesmos motivos, talvez por sentir sua falta. Ela, por sua vez, pode ouvir falar muito de você através dele, pode fazer comparações, pode ter ciúme e sentir-se em desvantagem, já que você e ele tem um filho em comum. Cito estes exemplos apenas para ilustrar o quanto vocês estão ligados em pensamento e energeticamente.
    Quando dormimos, normalmente nos desdobramos, nos desligamos temporariamente do corpo físico. Nos desligamos pelo perispírito, ou corpo astral, e então nosso grau de consciência é diferente do que temos quando estamos acordados. Podemos lembrar claramente de nossa existência anterior, e reconhecer nas pessoas mais próximas (no caso, o ex e sua noiva) pessoas com quem vivemos em outras existências, às vezes em grandes conflitos ou mesmo tragicamente. Ao despertarmos, não lembramos dos detalhes, pois o cérebro físico não participa dessas experiências, ele não tem como registrar algo de que não participou.
    É importante que você se esforce ao máximo para perdoá-los e para ser perdoada por eles, mesmo que você não lembre exatamente do quê. Peça perdão a eles, mentalmente ou em voz alta, muitas vezes, todos os dias. Procure atendimento num centro espírita. Há o que podemos chamar de “frequências abertas” do passado; como se fossem brechas por onde o passado vem à tona, influenciando suas vidas no presente. Saiba que eles, possivelmente, vivem algo parecido com o que você experimenta.
    Se esclareça, estude sobre sobre o Espiritismo, esforce-se para perdoar, libertar-se do passado e ser uma pessoa melhor. Só o perdão liberta.
    Sugiro que leia o livro Entre a Terra e o Céu, de André Luiz: http://www.espiritoimortal.com.br/espiritoimortal_entre-a-terra-e-o-ceu.pdf

  121. Olá Morel, já faz um tempo que procuro respostas para o que está acontecendo comigo, e acho que você pode me ajudar. Já faz uns 8 meses que terminei com meu ex, o pai do meu filho, uma relação que tinha muitos medos, mágoas, mentiras, inseguranca. E desde então sonho todos os dias com meu ex, ele já está noivo. Tento fazer de tudo para esquecê-lo porque sei que é uma pessoa que não me faz bem, que não deixa eu ser quem eu sou, mas não entendo porque sonho com ele. Sempre rezo de noite, tentei outros métodos e parece que não funciona… e os sonhos são smpre relacionados a traição, não só com outras pessoas mas no contexto geral. Essa noite sonhei novamente com ele e com a noiva dele. Não sei o que faço, a noite vai chegando e sinto-me desanimada para dormir, porque não tenho paz nos meus sonhos. Tinha uma época que estava ficando apavorada e não queria dormir, e fora que eram muitos pesadelos, nunca fui de ter pesadelos. Por favor, se você puder me ajudar, não sei mais o que fazer. Obrigada.

  122. Isa, você pede uma luz. Jesus disse: “fazei brilhar a vossa luz”. Não há nada que resolva nossos problemas íntimos além de nossas próprias energias. É o mesmo caso de quem tem um vício, seja ele qual for. Mesmo que diga quer quer parar de fumar, ou de beber, por exemplo, ainda gosta do efeito do cigarro e do álcool, o prazer da manutenção do vício ainda é maior que a força interna exigida para vencer o vício. Não adianta.
    Só você mesma pode resistir. Citei Jesus porque cada um de nós tem um reservatório imenso e desconhecido de forças dentro de si, apenas não costumamos utilizá-lo.
    Você quer livrar-se agora, mas ao primeiro convite ou encontro, abafa as suas resoluções e esquece que quem tem domínio sobre você é você mesma.
    É claro que pode haver envolvimento espiritual, talvez uma forte ligação de outras existências. Existe ajuda espiritual pra isso. Qualquer tratamento em centro espírita é capaz de afastar influências negativas quando nós realmente estamos dispostos a mudar. Por outro lado, mesmo um tratamento bem conduzido poderá não surtir os efeitos esperados se a pessoa não ajudar a si mesma.
    Conscientize-se. E mude. Permaneça com a mesma ideia na cabeça, não permita que nada e ningué influencie a ideia que está na sua cabeça. Você pode, se quiser. É uma questão de escolha, assim como se submeter a um duro período de abstinência para livrar-se de um vício.
    Não lhe dou luz nenhuma, a luz já está em você…

  123. Oi, vi que muita gente pede ajuda e pensei que talvez também possa me ajudar…

    Tive um relacionamento com uma mulher e a gente se separou, mas embora tenha se passado mais de um ano e meio a minha vida não anda. Estou presa a ela, tenho muito ciúme, sofro. No nosso relacionamento era claramente o que chama de escrava. Quero me soltar disso e não consigo…

    Quando a gente se separou eu tive uma obssessão forte (desencarnado) queria morrer, não comia, sentia dores…
    sinto que ela me deixa fraca e vulnerável.

    Sinto que essa mulher me faz muito mal, mas ela ainda me procura, é como se precisássemos uma da outra.

    Isso está me matando, como eu me desvinculo dela? Por mais que eu sofra e muito estou sempre muito ligada a ela. Sinto que a gente se atrai.

    Já tentei tanta coisa e não deu certo, por favor me dê uma luz…

    Obrigada.

  124. Fernanda, raramente, muito raramente estamos sozinhos. Vivemos em meio a muitos espíritos, encarnado e desencarnados, que se aproximam uns dos outros por suas afinidades. Muitas vezes ocorre de nutrirmos algum sentimento em relação a alguém sobre quem lemos alguma coisa e nosso pensamento entrar em sintonia com outro espírito ou outros espíritos que tenham a mesma ideia a respeito, que sinta mais ou menos a mesma coisa. Nosso pensamento ou sentimento inicial é, então, potencializado por esses outros pensamentos ou sentimentos. Só depende de nós afastar estes pensamentos, somos nós que temos inferência sobre nossos pensamentos. Quando notamos que estamos encaminhando o nossos pensamentos para este tema ou pessoa, devemos buscar outro pensamento; se necessário, outra atividade.

  125. Oie, gostaria de falar sobre um pensamento fixo que estou tendo com uma pessoa. Faz uns meses que li uma biografia de uma pessoa famosa, e desde então não paro de pensar no filho desta pessoa que era doente e já morreu. Penso nele quase o tempo todo, imagino histórias pra ele, sinto pena dele e uma espécie de carinho. É uma situação muito estranha… Gostaria de saber o que isso significa e o que devo fazer.

  126. FML, O sentimento ao qual nós costumamos atribuir o nome de “amor” ainda está longe de ser o amor verdadeiro. Porque o amor pressupõa a liberdade e a independência. Não podemos atrelar nossa felicidade ou bem-estar à presença de alguém, de jeito nenhum. É provável, sim, que vocês tenham convivido muito proximamente em outras existências, e a Vida nos oferece as melhores condições para superarmos as nossas próprias fraquezas. Se vocês viveram uma relação amorosa, por exemplo, os mecanismos da Vida os reuniu, agora, em situações bem diferentes, para que aprendam a não depender um do outro.
    Não acredito que haja interferência de espíritos. Mas a sua atitude, mesmo que controlada exteriormente, se caracteriza como uma obsessão. Pedir para encontrá-lo em sonho, por exemplo, é forçar o subconsciente a uma ideia fixa, além de atraí-lo para você, sendo que ele poderia não estar disposto ou disponível, pois durante o período de sono físico temos importantes encontros e aprendizados a fazer.
    Não crescemos espiritualmente dependendo dos outros. Só evoluímos pelas nossas próprias forças, e, ao nos focarmos demais em alguém, seja lá quem for, estamos canalizando as nossas energias e o nosso potencial evolutivo nesta pessoa. Isso não é bom para ninguém, acredite.
    Procure novas motivações na vida. Dedique-se a novos estudos ou atividades úteis e produtivas. Dê novas ocupações à sua mente. Em vez de pedir para encontrá-lo em sonhos, peça para encontrar-se consigo mesmo, para sentir-se bem consigo mesmo, sem a necessidade dele.
    Fique com Deus.

  127. Morel, preciso de ajuda, qualquer palavra que me esclareça algo, pois estou perdido nas minhas emoções. Sou casado, amo minha esposa, sou pai de duas filhas lindas. Tenho um amigo homem por quem sempre tive muita estima, apesar de não sermos tão próximos, tivemos algumas desavenças e me afastei dele. Por dois anos sofri muito, pensava nele dia e noite, queria me reaproximar mas não conseguia devido ao meu orgulho. Em um momento. não aguentando mais de tanto sofrimento interno, me aproximei e digamos assim “lavei a roupa suja”, ele muito atencioso entendeu tudo e nos reaproximamos, e nossa amizade vem fortalecendo dia a dia. Ele também é casado e pai de família. Até aqui tudo bem, mas o que me incomoda é que ele não sai da minha cabeça, é como se precisasse da companhia dele 24 horas por dia, quando estamos juntos é como se o mundo parasse e só existimos nós, tudo é perfeito, conversamos sobre tudo, existe uma harmonia de pensamentos, de atitudes, de afeto, quando ele vai embora fica aquele sentimento de perda, de saudade, vontade de falar com ele, de vê-lo novamente. Em momento nenhum sinto atração física, não é isso, mas sinto um amor por ele que qualquer pessoa acharia no mínimo estranho. Amo muito minha família, minha esposa, mas a presença dele me faz feliz. Sem a presenca dele fico improdutivo, triste, quando estamos juntos fico alegre, feliz, descontraído, sou outra pessoa. Até quando vou dormir peço pra no sonho encontrá-lo. Não tenho sentimento de posse, nem ciúme, muito pelo contrário, rezo todos os dias pra ele estar bem, de bem com a família dele e eu com a minha. Diante disso tudo, fico muito confuso, seríamos amigos de vidas passadas? Ele também diz sentir muita afinidade comigo, está sempre presente na minha vida, é muito atencioso, está sempre ligando etc. Não quero ter nenhum relacionamento homoafetivo com ele, mas eu o amo tanto, mas tanto, que chego a ficar incomodado com a situação. Posso estar sendo obsediado ou é so uma ligação muito forte de vidas passadas?

  128. Mayara, não é importante saber se ele finge ou não. Mesmo que ele esteja sofrendo interferência espiritual, isso só acontece porque ele permite. Cada um atrai os espíritos que se afinizam com o seu padrão de pensamentos. Se ele está perturbado por influência de espíritos, o causador disso é ele mesmo.
    Só o que você pode fazer por ele é orar. Pode tentar um atendimento à distância para ele, ou deixar o seu nome para irradiação.
    Mas me parece que você deve cuidar de você mesma. Nem sempre podemos ajuadar a quem gostaríamos. Se a pessoa não quer ser ajudada, nossa ação é limitada.
    Cuide-se. Não se envolva com problemas que não são seus se não tiver forças para suportá-los. Às vezes temos que nos afastar de pessoas que poderiam nos prejudicar com o seu negativismo.
    Fique com Deus.

  129. oque acontece comigo é estranho eu tinha um namorado q me tratava super bem q dizia q me amava e que queria ter uma familia comigo,oq aconteceu e ele queria muito ter um filho e ele planejo isso daiii eu fiquei gravida e ele mudoo completamente,ele começo a me tratar mal e como se u fosse um objeto e queria q eu fosse diferente de como eu sou,tudo oq eu fazia de bom pra ele e oq pra mim é bonito ele dizia q era babaquice parece q ele era imune a qualquer tipo de sentimento bom…..e quando eu ia terminar com ele ele dizia q ia se cortar e se matar já tentava cortar os pulsos na minha frente, e fazia coisas q não parecia ele pq no começo ele era tão bom….daiii quando eu não tava gravida ele chorava e dizia q queria ser pai e dai quando eu fiquei ele fico ruim um homem da igreja disse pra ele q ele ia ganhar um presente de Deus mais q ele não queria aceitar ,ele todo dia me pertubava e me mandava sumiir e falava um monte de coisas ruins falo 3 vezes pra mim abortar e ele dizia coisas como deus qué me dar um presente só q ele não ve q esse presente tem despesa?ele fazia coisas terriveis e falava pra mim não contar pra ninguém q tava gravida até q não guentei e contei pra todos ele depois reino mais começo a me tratar um pouco melhor mais depois começo a me tratar mal e bem, e só pensava em sexo….. era como se ele fosse dois tipos de pessoas em só uma!eu perdii meu bebe tive aborto espontaneo com 13 semanas e 2 dias.e ele foi no hospital e eu tudo anestesiada me prometeu um monte e disse q se me fez mal alguma vez é pq ele tava com medo daiii fiquei uma semana e 2 dias na casa de dele e ele me tratava bem,foi só eu voltar pra minha casa q ele sumiu e só ficava lidando com o quarto dele e ficava sem falar comigo e sem vim aki e começoo a falar coisas estranhas,um dia mandei ele vem aki em casa pra conversar com ele ele só veio aki pq veio atrás de folia,daki a pouco mudo o olho e fico com um sorriso sarcastico me chamando de queridinha daiii eu mandei ele parar de bobeira eu disse pare eduardo com isso e então ele disse eu não sou o eduardo queridinha vc quer saber o meu nome eu não vou falar,eu sou muito muito forte,vcs carnais precisam de carro ou outros automoveis para irem aos lugares eu não do mesmo jeito q eu to aki eu rápido posso estar em outro lugar, e ficoo dizendo ele veio aki só pra me trazer ,daiii eu disse vai embora eduardo e ele disse ele pode até ir mais eu vou ficar,nisso eu joguei água benta nele e ele o eduardo reagiu como se tivesse acordado aquela hora e me disse oq q vc me jogou aki dai eu disse água benta e ele disse pq me jogou isso e pq tava me mandando ir embora se foi vc mesmo q me convido,e daiii ele foi embora ,chego no not e começo a dizer q tava cansado e q ia dormir e me chamando de amor ,daii daki a pouco ele me mandou mensagem no face escrito eu não sai dai pq me jogo água benta eu sai pq teu anjinho tava chegando……. eu rezei muito por ele fui em centro espirita e ele não quis ir junto pq ele achava q eu tava inventando isso q ele não fez essas coisas e jurava de pé junto q não tinha mandado aquelas mensagens ruins q ele mandava cheguei até a mandar foto pra ele da conversa e ele dizia q não lembrava q tinha digitado aquilo…….eu rezei e rezei pra ele e um dia q ele tava bem nervoso e dizendo q odiava todo mundo daki a pouco ele mando mensagem no face perguntando oq eu tinha feito q ele tava calmo,eu pedi reza pra ele no centro espirita e tbm para um moço q era tipo pastor de uma igreja evangelica e todos diziam q ele tinha uma coisa ruim do lado dele…e elee de jeito nenhum queria ir no centro espirita e em ingreja evangelica só ia na igreja catolica oq não adiantava nada pq diziam q ele rezava com os pés pra trás …eu não sei mais oq fazer ele fala coisas ruins ja´falo até pra mim fazer sexo com Deus…. q eu só falava em Deus e tal,ele destava eu falar em coisas como amor,deus,carinho…..e eu não sei pq mais sinto q ele precisa da minha ajuda….ele vive com sono e cansado,e eme chinga e fala coisas q nem lembra q falo.agora ele termino comigo,e não quer trabalhar não qué estudar só que´ saber de jogar gta até as 4 da manhã….eu não entendo ele pq as vezes ele parece uma pessoa ruim e outras boa….agora ele tirooo uma foto escurona com capuz e coloco como capa de plano de fundo do face dele uma caveira com fones de ouvidos e nunca mais vi ele …..e sempre quando vou rezar pra ele ou penso nele me vem uma forte dor de cabeça ,arrepio e já até o meu pé formigo uma vez…..eu não seiii se to ficando louca mais eu sinto uma energia muito ruim vinda dele e quase não consigo mais nem dormir as vezes acordo agoniada e como se alguém tivesse tocando no meu pescoço ou em mim . não sei mais oq fazer se puder me ajude….será q isso e´tudo fingimento dele e ele sabe oq faz ou realmente ele não lembra mesmo e não tem culpa disso? já não sei mais oq pensar…so sinto q tenho q ajuda-lo….

  130. Ricardo, o problema está em você, não nela. Não temos que passar por cima de nós mesmos para agradar alguém. Se ela gostar de você vai gostar da maneira como você é. Não devemos criar expectativas ou esperar recompensa ou reconhecimento pelo que fazemos em nossos relacionamentos. Se você gosta dela, deixe-a ser como ela é e seja você mesmo. Se o ciúme é incontrolável, procure tratamento. Psicoterapia ou o estudo espírita (ou os dois) podem ajudar muito. Ajude-se.

  131. Anelim, o espírito se comunica, essencialmente, pelo pensamento. Quando dormimos, ficamos parcialmente libertos do corpo físico, o que facilita a interferência do pensamento de uns sobre outros. Num momento de crise energético-emocional, como o que ocorre após uma separação, é comum que ocorram estes fenômenos. Fique tranquila, siga a sua vida, ore por ele.

  132. Felipe, li esse artigo e me encaixei no perfil de Escravo.
    Tenho uma namorada que faz cinco anos que estamos juntos, entre muitas idas e voltas, a nós nos dávamos bem no início, mas depois veio o ciúme exagerado de minha parte, brigas e também o fato de eu me sentir necessitado de fazer todos os gostos e vontades dela, pensando que só assim ela iria gostar mais de mim.
    Ela sempre foi uma pessoa muito simpática e que faz amizade muito facilmente e eu sou o oposto dela.
    Essa maneira de ser dela sempre me incomodou por ela dar muita atenção às amizades e ao emprego dela e muito pouca atenção a mim.
    Sofro muito por isso, porque enquanto ela conseguiu conhecer muitas pessoas e evoluir no trabalho dela, eu permaneci parado com a minha atenção focada exclusivamente para ela, para a vontade dela e acabei negligenciando a mim mesmo.
    Nós estamos voltando mas eu sempre uma fixação exagerada nela, um medo enorme de perdê-la ou de ser traído por ela. E também existe o fato de que nada que eu faça por melhor que seja eu tenho algum elogio da parte dela. Ela sempre faz com que me sinta inferior a ela e inferior às pessoas que estão no círculo social dela e por isso corro loucamente para conseguir uma posição superior, uma atitude superior para que ela ao menos olhe com admiração para mim.
    Tudo isso que eu sinto dentro de mim me consome e me faz experimentar sofrimentos enormes.
    Obrigado pelo espaço.
    Desde já agradeço. Muita paz.

  133. Boa tarde, Morel.
    Por favor, me esclareça uma dúvida.
    Eu estava em um relacionamento, mas este acabou e uma semana depois meu ex inicia uma nova relação e me liga para contar. Entretanto, eu fiquei bem. Dois dias depois, ele me liga novamente todo angustiado e dizendo que estava com dor de cabeça de tanto tentar me esquecer, mas eu não quis voltar e disse que ele era passado. Acabei mudando o telefone da minha casa para que o contato acabasse definitivamente, afinal eu gostava dele, mas não queria mais o relacionamento. Também não respondia as mensagens. Após as ligações, nas quais ele chorava muito, eu comecei a me sentir muito mal.. comecei a chorar. Agora estou bem, mas fiquei uma semana sonhando com ele todos os dias, então, passei a orar e pedir paz para ele também. Contudo, há 2 dias eu tive um sonho, sendo que neste eu tentava acordar, mas eu estava acordada e não conseguia me mexer.. dormia e sonhava novamente. No outro dia pela manhã, comecei a chorar e pensar nele o tempo todo.. eu comecei a orar, mas sentia uma sensação muito ruim. Eu não sinto falta dele e não me vejo com ele novamente. A dúvida é: ele pode estar fixado em mim ou é só uma impressão minha? Ele também é espírita, mas uma pessoa desequilibrada emocionalmente.
    Obrigada!!!

  134. Glauco, continue o tratamento e tenha fé. Ore muito, leia o Evangelho. O fator determinante para a sua cura é a sua vontade. Acredite na cura, acredite que tudo passa e seja forte. Estou orando por você.

  135. Felipe, estou me sentindo péssimo. Por que está acontecendo comigo? Eu estou com depressão e não consigo pregar o olho, toda noite esse inferno, eu ouvindo ela com os prazeres pra me provocar. Por quê? É uma divida do meu passado? Só que estou em tratamento espiritual, sou compulsivo sexual, estou enlouquecendo, me ajude, como acabar com isso e tenho um sentimento que estou sendo traído cada hora com uma pessoa diferente e isso dura a noite toda socorro me ajude urgente.

  136. Sim, Larinha, isso é uma obsessão. É uma insistência sobre determinada pessoa, seguida e constantemente; uma perseguição por pensamento que pode estar interferindo nas energias e sensações dele. É bom se conscientizar disso e concentrar suas energias e atenções em outras coisas.

  137. Felipe, eu estou começando a achar que estou obsediando uma pessoa sem querer rsrsrs, repare, é porque desde que meu ex-namorado terminou comigo eu ainda não entendi o porquê do término, sofri muito com tudo isso, amava muito ele, ainda amo, principalmente por não ter entendido o motivo para tal término, logo no começo que terminamos arranquei ele dos meus pensamentos, porém de uns meses pra cá o pensamento me vem nele sempre, sonho com ele praticamente todos os dias e em alguns sonhos tenho sensações e tudo, ontem mesmo sonhei com ele 3 vezes em uma noite, toda vez que ele me vê ele faz questão de falar comigo ou puxar algum assunto, enfim. Acho que os pensamentos são devidos a uma situação que eu não entendi o que aconteceu, mas todos os dias eu penso nele, todos os dias, mesmo que seja pouco, todos os dias eu penso em algo que me leva a ele, mas eu posso estar obsediando sem querer?

  138. Bom dia Morel Felipe, obrigado pelo conselho e dicas, sempre fui no centro espírita. Aqui na minha cidade tem três, eu ia em um da amiga da minha mãe, minha mãe lê muitos livros espíritas e muitos mesmo, tem uma estante enorme com um monte, eu parei de ir que quando tomava passe eu sentia uma vibração muito forte e fechava os olhos com medo, e ouvia um monte de vozes mas sentia bem mas tinha medo, mas sou sensível, e ontem vi outro espírito mas diferente de todos, era uma criança, eu adoro crianças, sou rodeada por crianças, faço gosto de todas, esse espírito estava brincando e viu que eu notei a sua presença, nunca tinha visto um espírito com uma luz tão forte que eu conseguia ver os cabelos dele e o rosto, tudo, mas ele voltou a brincar e sumiu, mas eu não estava dormindo, estava bem acordada e com plena consciência, eu lembrei do seu comentário e refleti que não somente um espírito que aparece pra mim e sim vários, hoje vou voltar para o centro espírita da amiga da minha mãe que ela é médium e vou estudar, obrigado pelo conselho, você escreve muito bem, parabéns, minha mãe amou os seus artigos.

  139. Gabi, ontem ainda, num estudo em que participo no centro espírita, estávamos debatendo sobre a longa jornada pelas quais os médiuns passam até se convencerem da sua condição de médiuns. É evidente que você tem mediunidade. O que comentávamos ontem é exatamente sobre o que você atravessa. A busca pela cura de algo que não entende o que é, a desconfiança e o incômodo das outras pessoas em relação a esse “problema”, a procura por psicólogos, psiquiatras, psicoterapeutas, neurologistas e a cura que não acontece. Até que a pessoa se convence, geralmente através do conselho de um amigo ou conhecido, de que a “cura” poderá ser encontrada num centro espírita.
    Na verdade não se trata de cura, já que não há doença a ser curada. O que há é um processo em andamento de mediunidade desordenada. Você é médium, e, como médium, tem contato mais aberto, visível, com espíritos desencarnados. Isso que acontece com você, de ter a companhia de um ou mais espíritos, acontece com todas as pessoas, absolutamente todas. Só que a maioria não percebe, pois não têm as condições necessárias para isso. O que caracteriza a mediunidade é justamente essa maior percepção, essa maior sensibilidade que permite que ele veja além da matéria física. A única maneira de você controlar isso é aprendendo sobre isso.
    As pessoas não reencarnam com mediunidade à toa. Nós nos comprometemos, antes de reencarnar, a usar essa capacidade em benefício dos outros. A mediunidade é uma ferramente que pode ser muito útil se for bem desenvolvida e bem aproveitada.
    Você deve estudar, ler, se informar a respeito. O ideal é que você procure um centro espírita kardecista, comece a frequentar, participe de um grupo de estudos. Só através do estudo, do conhecimento, da troca de experiências com outras pessoas que passam pelas mesmas coisas que você passa é que você terá condições de desenvolvimento, controle e harmonia consigo mesma e com os outros.

  140. Olá Morel Felipe, estou passando ultimamente por uma situação muito complicada. Sempre tive problemas com pensamentos obsessivos e não conseguia controlar e tomo até hoje remédios para isso. Primeiro falaram que eu tinha esquizofrenia e agora tenho TOC, mas os pensamentos até sumiram, mas isso me deixa muito chateada, mas não é isso que está me atormentando tanto e sim um certo espírito que tipo me espia durante meu sono. Quando eu acordo eu o vejo, eu levo um susto tão grande que não consigo dormir mais, não consigo dormir sozinha e durmo com os meus pais, isso faz uns 7 anos que ocorre, não consigo ver seu rosto, só sei que é um homem. Olha que já tomei muitos remédios para alucinações, nunca resolveram, NUNCA, só para os pensamentos, falei pro meu psiquiatra, ele não fala nada, diz que não pode fazer nada diante isso, já fui em vários psiquiatras, em total 5, e meu ex está muito doente, está na beira da morte com câncer, eu amo muito ele e sofro muito com isso e fico muito sensível, mas ontem quando estava dormindo com meus pais eu vi o espírito cara a cara bem na minha frente mas não lembro do rosto, só das roupas do tamanho dele e eu sei que ele é homem, só dessa vez não saí correndo gritando, fiquei parada olhando pra ele, depois sumiu e comecei a chamar a minha mãe e ela ficou uma fera comigo, mandou dormir, estou com muito medo, tanto medo, sou tão medrosa apesar de não ser mais criança, tenho 23 anos, espero que você possa me dar um conselho bom, estou precisando.
    Obrigado,
    Gabriela.

  141. Sonia, não há truques para mudarmos comportamentos e sentimentos. Só o uso da Vontade. É preciso Vontade firme e forte. Adquirir novos interesses, novos hábitos. Buscar incessantemente o esclarecimento. Só através do esclarecimento conseguimos vencer a nós mesmos. Um tratamento em centro espírita pode ser muito útil, mas de nada adianta o tratamento espiritual isoladamente. Sem determinação de mudança, de sua parte, qualquer providência será apenas paliativa.

  142. Nossa, me identifiquei como obsessora escrava. Meu Deus, estou numa situação que amei uma pessoa há muito tempo… E sempre tenho sua lembrança em minha. Mantenho contato também. Como fazer para me livrar disso tudo?

  143. Ela é uma pessoa muito negativa. Seus assuntos se concentram sempre no “eu”, totalmente egocêntrica, e há momentos em que diz coisas absurdas, talvez pela bipolaridade, levantando desejos de atos inconsequentes, como matar. Eu tento ajudar, orientá-la a pensar melhor nas coisas que pensa e sente, a analisar melhor as pessoas e procurar não julgá-las e/ou julgar as situações. Às vezes parece surtir algum efeito, outras, não. Eu me sinto um pouco penalizado porque ela não é uma pessoa que tem muitos amigos e eu realmente quis ajudá-la, mas ela ignorou minha ajuda de prontidão. Depois, concordou em ser ajudada (depois que dei um chega para lá), mas ainda não surtiu efeito, ela não consegue aceitar por mais que diga. Por isso fico dividido. Mas agora me sinto um pouco mais esclarecido e acho que isso não está fazendo bem nem para mim, e nem para ela mesma. Porque, apesar de tudo, eu quero o bem dela.

  144. Felipe, é claro que isso pode ser considerado obsessão. Aliás, mesmo fora da compreensão espírita e da conotação que essa palavra tem no espiritismo, isso se configuraria como obsessão.
    A consciência é sua, você deve examiná-la para saber o que fala mais alto. Você me parece equilibrado; acho que compreendo o seu “sentimento de culpa” por ela ser bipolar. É claro que temos que ser compreensivos, tolerantes e pacientes. Mas há que ser racional e analisar se conseguimos, por meio dessas qualidades – ou na tentativa de exercê-las – produzir algo de útil. Se você acredita, pelo que viu até agora, que consegue fazer um bem real a ela, e não apenas atendê-la num capricho momentâneo, continue se perguntando. Mas se acha que a sua companhia não acrescenta nada de realmente valoroso para a vida dela, afaste-se. Parece claro que ela não é bem equilibrada. Por simpatia e carinho, você se questiona. Mas o sacrifício de nosso bem-estar e da nossa privacidade só vale a pena se for para fazer um bem verdadeiro para alguém.
    Que Deus ilumine o seu entendimento.

  145. Tenho uma dúvida… Há uns meses atrás conheci uma garota em uma palestra do centro espírita. De cara, ela já quis meu celular, já quis que eu conhecesse sua mãe e já levantou a hipótese de sairmos juntos. Eu me assustei um pouco, porque já a tinha visto outras vezes e ela sempre me encarava feio. Tudo bem, fui simpático com ela, passei meu número e etc. Depois disso começou um terror na minha vida. Durante 7 dias ela me ligou cerca de umas 30 vezes e eu fiquei com tanto ‘medo’ que não atendi nenhuma vez. Na outra semana acabei inventando que meu celular estava ruim e depois disso ela me achou no facebook. Daí eu não tinha mais sossego. Ela queria atenção 24 horas por dia, não se mantinha em nenhum assunto fixo e se eu demorava para responder, ficava louca. Notei que ela sentia um interesse por mim e eu sou gay, contei para ela minha condição. De início, ela não quis acreditar, depois aceitou bem e disse que deveríamos ser amigos para sempre, querendo até selar um pacto. Ela é bipolar, então volta e meia falava coisas sem sentido e que me assustavam muito. Conversei com ela que estava me sentindo muito pressionado e sem espaço. Ela deu a entender que compreendia a situação e prometeu que iria mudar. Eu apesar de tudo, havia gostado dela e queria mesmo ter uma amizade, mas não desse jeito. Ela mudou por um ou dois dias, depois voltou pior. E eu aguentei por um tempo, chegando ao ápice. Me irritei, joguei indiretas e disse para ela que não a queria mais na minha vida. Bloqueei ela, tanto no facebook quanto no celular e mudei os dias de frequentar o centro. Depois passei a me sentir culpado por ela ser bipolar, e achei que devesse ser mais paciente. Acabei voltando atrás, e me dando uma nova chance. Eu não me irrito mais com ela e consigo lidar “”bem”” com a situação, aprendendo a gostar dela, porém nos últimos dias ela vem dizendo coisas muito fortes, jurando amizade eterna, amor eterno, que nunca quer se desgrudar de mim, que sou perfeito, incrível, maravilhoso, sem defeitos. Ela diz cada coisa absurda que vem me assustando. E só nos conhecemos há um mês e meio mais ou menos. Será um caso de obsessora encarnada? O que devo fazer? Me afastar?

  146. Paula, mesmo sabendo que isso não serve de consolo, muitas pessoas, talvez a metade, passa por situações assim. Há pessoas muito discretas em relação aos seus problemas familiares, por isso passam a imagem positiva de família equilibrada.
    Nesses relacionamentos críticos é comum termos curiosidade de saber o que gerou isso, em que ponto do passado esses atritos aparentemente inexplicáveis começaram. Não acho muito producente. Isso pode ser possível, através de regressões bem direcionadas ou de atendimento apométrico. Mas o fundamental é o hoje, e por mais que se busque informações no passado nunca será o suficiente para aprendermos a lidar com o problema.
    Você tem boa vontade para com ela, isso já é um fator positivo. Você não deve sentir-se culpada, de modo algum. E se a situação familiar que você construiu corre risco por causa dela, nada obriga você a permanecer nesta situação. O ideal é que nós consigamos conciliar tudo. Reencarnamos junto a estes espíritos com quem temos diferenças há muito tempo justamente para nos reajustarmos com eles. Mas, se a situação corre o risco de fugir ao nosso controle, temos que ser sensatos.
    Paula, não é caridade deixar uma pessoa passar por cima de nossos sentimentos e vontades. Ainda mais se esta pessoa não se ajuda, não aceita ajuda. Pessoas assim são vampiros energéticos. Por sua constante má vontade para com a vida, não produzem energia para si mesmas, então “sugam” as energias de quem lhes dê abertura. Entendo o quanto essas pessoas são infelizes e o quanto podemos nos sentir obrigados a ajudá-las. Mas temos que ser pragmáticos. Se você acha que, de algum modo, pode fazer mais por ela do que vem fazendo, faça. Tome atitude. Se chegar à conclusão de que é inútil, proteja a si mesma e às demais pessoas.
    Ore muito, ore por ela, pratique ho’oponopono – se não conhece, pesquise na internet.
    Fique com Deus.

  147. Boa tarde! Encontrei esse texto no facebook, e procurei para mais informações e acabei encontrando seu site. A descrição do “Rei” encaixa-se com minha mãe. E para deixar a situação mais complicada, ela é bipolar, ela é separada, e não tem outro relacionamento. Tenho 27 anos e sou casada há 4 anos e meio. Ela não suporta meu marido, certamente ela gostaria que nossa relação acabasse. Ela tenta determinar como será minha vida, desde coisas muito simples, como a roupa para usar em um evento até sobre assuntos profissionais, ela tenta a todo momento me manipular, e quando contrario quaisquer colocações que ela faça, ela “surta”. Chegando a ponto de tentar agredir fisicamente. Me sinto muito culpada por não conseguir ajudá-la. Mas também me sinto exausta na presença dela. E a situação agrava-se nas questões financeiras, ela tem uma condição muito boa de vida, e insiste em cobrar as coisas que ela nos dá, fazendo ameaças e chantagens. Ela culpa meu marido, dizendo que ele é culpado, por eu e ela termos desavenças. Sinto que ela nutre muito ciúme e tem sentimento de posse de mim. A situação veio a piorar desde que ela alugou o apartamento que estava morando, sendo que o apartamento dela não está pronto, e passou a morar na nossa casa. Desde então ela implica com todos os detalhes da casa, diz que não cuido das minhas coisas, e que não dou valor às coisas que tenho, porque ganhei dela etc. O problema é que eu não estou mais aguentando, sinto que estou enfraquecendo, e irei adoecer se a situação continuar assim. Ontem nós tivemos uma briga, ela tentou me agredir fisicamente, quando eu disse que ela está doente e que precisa de ajuda, eu precisei segurá-la pelos braços para que ela não me agredisse. A situação está muito complicada. Eu gostaria muito de saber o porquê dessa relação (qual meu papel na vida dela), para que eu pudesse entender melhor, e descobrir um meio de ajudá-la. Sem comprometer minha vida. Não gostaria de ter que me afastar dela, mas temo que não tenho muitas alternativas, já que ela precisa ter um choque de realidade, pois ela não tem outras relações. Ela não consegue ter um bom relacionamento nem com seu pais e irmãos. Seria muito bom que alguém pudesse me auxiliar com um direcionamento. Obrigada! Atenciosamente.

  148. Sueli, não deixe de fazer a sua parte, orando por ela e a orientando. Ela é menor de idade, você é responsável por ela legalmente, e deve fazer valer o seu pátrio poder. Mas não podemos esquecer que cada um, espiritualmente, é responsável por si. No lar reúnem-se espíritos que às vezes têm reajustes a fazer uns com os outros, por isso tantas dificuldades familiares. Faça o que estiver ao seu alcance, não se permita culpar-se, mais tarde, por omissão. Essas fases passam. São apenas períodos da vida mais turbulentos.

  149. Minha filha tem uma obsessão por rua, ela foi criada com muito carinho, mas faz 3 anos que ela não se sente bem em casa, sempre dizendo que não gosta do nosso lar, cada dia que passa ela fica pior. Fez 16 anos, fala que vai fugir, e agora pra piorar anda com más companhias. Eu vou no centro espírita toda semana. Minha filha anda dando ouvidos para os anjinhos ruins, tá dificil, por causa da idade, ela é muito nova…

  150. Boa tarde. Estava a fazer pesquisa sobre obsessão no Google e encontrei o seu site e gostaria de contar a minha história, porque neste momento, estou a passar por uma situação estranha e que nunca imaginei que me pudesse acontecer. Gostaria tambem se possível dar me um conselho sobre o que fazer. Eu comecei a trabalhar numa loja de telecomunicações em 2010, e lá conheci um rapaz, um colega de trabalho. Costumo ser simpática com as pessoas mas quando o conheci, senti uma antipatia enorme e quando o vi pela primeira vez, senti um choque enorme, um sentimento de colisão que nao me agradou em nada. Embora ele fosse sempre sorridente para mim, eu nao gostava dele.
    Ao fim de alguns meses, uma manha estava a trabalhar no escritório da loja e ele estav. a sentado na secretaria em frente da minha com a cara fechada, e de repente, sorriu e eu senti quase como se tivesse reconhecido aquele sorriso, e a partir desse dia comecei a olhar para ele de forma diferente e, aos poucos fui me sentindo atraída por ele. Um dia, esse rapaz convidou me para beber um café e assim foi, so que mal sentamos na mesa do café, ele mudou de cara e ficou sério, como se estivesse e sondar me e eu senti me muito desconfortável e nao tive vontade de voltar a repetir a experiência.a partir daî, comecei a ter um certo medo e a recusar convite da parte dele.eu tenho um companheiro, e passado algum tempo, começámos a planear ter um filho juntos. Deixei de tomar a pílula e durante o período de tempo que andei a tentar engravidar, senti uma atracão sexual muito grande por esse colega de trabalho, algo que me divertia, porque eu guardei essa emoção para mim porque eu sabia que o meu companheiro era o homem com quem eu queria ficar. Após engravidar, essa atracão desapareceu e eu concentrei me na minha gravidez e nos meus filhos (sao gémeos). Durante a gravidez trabalhei quase até o parto e ele sempre foi muito carinhoso e preocupado comigo.acabei por perder o meu emprego, os meus filhos nasceram e eu comecei a viver para cuidar deles, tendo me esquecido completamente de mim. Um ano e meio depois, estava em casa, com uma depressão porque me anulei como pessoa.deixei de sentir aquele fogo e paixão pelo meu companheiro e subitamente, do nada, surgiu novamente essa atracão irrestivel por esse colega que nao vejo ha meses!comecei a sentir um calor e um desejo inexplicável, como se o tivesse visto no dia anterior. Ignorei esse sentimento e disse a mim mesma que estava assim devido a uma grave carência emocional. Passou o sentimento, e passado 3 meses, em marco deste ano, voltei subitamente a sentir a mesma atracão e passado dois dias desapareceu. Passado um mês, em Abril deste ano, do nada volteia pensar neste rapaz, e desta vez, quis saber o que se passava comigo. Em busca de respostas, comercei a fazer meditação que acabou por se revelar intensa, e a partir dai, comecei a aceitar o que sentia por ele, pensando que mais uma vez que isto havia de passar. O resultado foi doloroso e acabei por ficar ainda mais confusa, alimentando um sentimento de amor inexplicável que ao mesmo tempo sei que nao quero e que nao ê bom para mim.numa das minhas meditações, consultei o meu mestre interno e dentro do meu coração este levou me até, aparentemente uma memória de uma vida passada minha. Subitamente, estava num castelo, numa mesa so com homens a festejarem e eu estava numa mesa principal, eu como rainha e ao meu lado um homem na casa dos 30 anos tambem com uma coroa, que me deu sensação de ser o meu marido, senti tambem que ele me amava muito mas eu nao lhe retribuía o sentimento e tinha a sensação de nao pertencer ali. Esse homem olhou para mim e sorriu, e foi então que reconheci o seu sorriso. Era o meu colega de trabalho.o meu mestre levou me até outra memória nessa mesma vida. E então eu eu estava na praia, esperando o meu grande amor, outro homem que caminhava em minha direcção, quando subitamente,foi alvejado por uma seta nas costas, a mando do meu marido, tendo morrido nos meus braços. Senti que estava gravida, e que depois o meu marido acabou por me perdoar mas mandou me enclausurar para o resto da minha vida e eu com o desgosto acedi ao seu desejo.comecou a aumentar, entretanto, a obsessão por este rapaz e eu comecei a sentir me muito mal. Tinha desejo de o ver, de lhe falar mas ao mesmo tempo evitava qualquer contato entre os dois, pois sei onde ele trabalha. Uma noite resolvi esquece-lo de vez e sonhei algo que me pareceu assustadoramente real, sonhei que ele tinha morrido e eu fui ao seu funeral mas nao tive coragem de abrir o caixão, e o mais estranho, foi que levei a minha filha de dois anos ao funeral, tendo me afastado da cerimonia, senti o seu espirito, quere estabelecer contato com a minha filha, e eu num instinto de proteção, abracei a e repudiei o, senti o seu espirito estupefacto com a minha reacção. No dia seguinte falei com uma prima minha sobre o que havia sonhado e foi ai que ela me deu varias obras de alan kardec para ler.atualmente decidi, seguir a minha vida em frente, voltar a trabalhar na minha profissão, voltei a ter uma relação com o meu marido, nao querendo saber se o outro rapaz esta morto ou vivo. Mas ainda existe um restinho deste sentimento que me leva a pensar nele com muito carinho e continua o desejo de o voltar a ver, que eu combato instintivamente. Sei que sou uma pessoa muito sensível e tenho passado por varias experiências extrasensoriais desde os meus quatro anos de idade. Mas o que posso fazer para deixar de pensar neste rapaz? Um conselho? Obrigada!

  151. Izabela, quem pode ajudar você é você mesma. Por que você não voltou a este local onde foi feito o tratamento? Certamente ela poderiam lhe dar melhores informações do que eu. O caso que você relatou é muito comum. O que lhe foi dito é que você, numa reencarnação anterior, traiu e matou seu marido. Hoje, reencarnada como Izabela, vinha sendo perseguida por este marido que você matou na outra vida. Você reencarnou, ele não. Ele não conseguiu lhe perdoar e nem se desvencilhar de você, por isso vinha lhe perseguindo. Somos espíritos imortais, temos muitas vidas, e os atos que cometemos têm consequências que se arrastam por muitos séculos. Você deve estudar o Espiritismo para compreender melhor o que está acontecendo. Sugiro que leia o Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. Tem em PDF na internet. Procure um centro espírita kardecista para estudar e desenvolver a sua mediunidade. Pessoas que têm mediunidade devem desenvolvê-la para trabalhar em benefício do próximo. Você só encontrará a harmonia que deseja se estudar e trabalhar com a sua mediunidade. Muitas pessoas reencarnam com este compromisso, é uma escolha que fazemos antes de reencarnar como um modo de compensar o mal que fizemos em outras vidas. Você deve ser uma destas pessoas. O caminho é este. A escolha é sua. Fique com Deus.

  152. Olá, procurando respostas acabei chegando ao site, e resolvi escrever a respeito do que estou passando. Desde meus 16 anos sofro muito, uma tristeza enorme sem motivos se instalou em mim, tinha necessidade de fugir de casa sempre, sem rumo, como se procurasse algo, isso acabou com meus pais pois chegava a ficar 4 dias desaparecida. A vida foi passando, fiz coisas horríveis comigo, como uso de drogas etc, sempre com uma tristeza inexplicável, uma necessidade de amor que não era suprida por ninguém, por nada. Aos 18 anos engravidei e me casei. O sofrimento melhorou, mas ainda aparecia. Por um acaso, minha mãe (com quem tenho uma relação intensamente conflituosa) me chamou para ir a um local onde realizavam passes, cura, não sei ao certo o que era, mas era espírita. Teve-se 3 etapas o encontro, e na segunda já recebi algum espírito (antes da roda onde ocorre o momento dos espíritos manifestarem para receberem ajuda) que chorava muito, e se foi. Seguindo para a terceira etapa recebi o espírito novamente, que começou falando que o meu corpo era dele, que eu tinha matado ele, que eu era a esposa dele, que o traí e junto com o meu amante matei ele, tirei a vida dele. O espírito estava com muita raiva por ter sido morto, e tinha um amor inexplicável pela mulher, ele não entendia porque ela havia o matado. Só que ele acha que eu sou a esposa dele, ele disse que já está comigo há 5 anos, cravado no meu corpo e que não quer sair, pois diz que eu sou igualzinha à mulher dele, os olhos, cabelos, e quando ele me olha no espelho consegue sentir a mulher dele. Os mentores disseram que sou uma reencarnação, que não me lembro do que fiz no passado etc, e que ele tinha que me perdoar. O espírito disse que deu 2 filhos para a esposa e queria vê-los crescer, por isso fez com que eu Izabela tivesse um filho para ele poder vê-lo crescer, e que ele não queria ir para a luz pois queria viver, queria sentir, e ver o meu filho crescer (pois acha que o filho é dele), ele disse que lá em cima não tem matéria, e que por isso não que seguir, quer viver! Fiquei desesperada, além de receber esse espírito em meu corpo naquele momento (descobrindo uma mediunidade que não sabia que tinha) aparece essa história maluca. No final das contas, o espírito enganou os mentores, disse que ia para luz e não foi, e como durou horas, acabou com ele dizendo que estava indo para o hospital de cura e abri os olhos, aí encerraram o momento sem dar oportunidade para ele voltar (caso não tivesse ido como nas outras vezes), por isso fiquei em choque, não sei se ele realmente se foi! O que me assusta mais é que o espírito disse que eu vou pagar pelo que fiz para ele, que ele vai acabar com a minha vida me usando. O que posso fazer? Me ajude por favor. Obrigada.

  153. Olá Morel,
    Graça e paz em sua vida!
    Estou meio desesperada e precisando de ajuda, encontrei esse blog buscando sobre o assunto que sei ser o que estou vivendo com minha cunhada (irmã de meu marido).
    Desde que nos conhecemos houve uma certa “diferença” sem motivo aparente entre nós. No início achei que fosse por sermos bem diferentes, os assuntos dela não me agradavam, só falava em homens ou sempre estava falando mal da outra cunhada e tenho pra mim que se ela era capaz de falar mal da outra (que “tem boca e não fala”) seria capaz de falar mal de mim também! Até aí tudo ok, porém eu precisei ir morar no quintal do meu sogro, mais precisamente em cima da casa dela. Na época ela era separada e a filha única tinha 6 anos. Eu fui morar lá com meu esposo, nosso filhinho que na época tinha 2 anos e os outros 2 filhos do meu 1º casamento que tinham 10 e 13 anos e que se dão muito bem com o padrasto. A questão é que após eu me mudar para lá nossa vida virou um “inferno”, ela fazia escândalos (coisa que detesto) dizendo que eu não gostava da filha dela, exigia que o pai nos colocasse para fora do quintal, certa noite eu sonhei que todos os meus móveis estavam na casa dela! Ela dizia que nós nunca moraríamos lá, que o quintal era dela etc. Colocava trabalhos de magia na nossa casa, meu caçula foi internado às pressas e no hospital depois de 3 dias não conseguiram diagnosticar nada… até que pensei em suicídio e meu marido me levou ao médico que nos disse que eu havia desenvolvido uma forte depressão, isso já tem 4 anos e ainda hoje sofro de insônia e preciso de remédios para dormir… Fomos expulsos do quintal, pois ela exigiu isso do pai, ele acabou acatando, pois tiveram uma relação incestuosa.
    Isso por si já seria causa para mágoas, raiva etc. Mas não é assim… Não é só isso… Ela mesmo sem nos falarmos mantinha uma competição horrível comigo. Depois que saí de lá ela largou a filha na mão do ex marido (mas agora está tentando tê-la de volta) e foi morar com um homem rico em frente à praia de Copacabana, não morava mais no quintal e não precisava mais da casa. Meu marido e eu ficamos desempregados e precisamos pedir ao meu sogro para voltar, já que minha mãe é quem estava pagando nosso aluguel (o que infelizmente vem acontecendo até hoje), de início ele concordou, mas ela apareceu lá e disse ao pai que não nos queria lá! Pois bem, ela resolveu voltar para o quintal e ficar com o novo marido somente aos finais de semana, assim ela passou a ocupar a casa que reformei e mesmo morando lá sozinha, não sai, mesmo sabendo de nossa situação… Ao dormir já acordei com ela me chamando ao ouvido, tento não pensar mais nela, mas do nada ela me vem à mente. Ela faz magias pesadas, meu marido já está sem emprego há um ano e eu adoeci, fiz duas cirurgias no espaço de 10 dias e tive uma parada cardíaca no centro cirúrgico, onde o anestesista veio me dizer que não descobriu a causa…
    Tento perdoá-la, oro, mas choro muito… Faço terapia. Desde que a conheci minha vida nunca mais foi a mesma. Acho que vampirizamos uma a outra, pois ela sente sede de mostrar que é mais forte e que saiu vitoriosa de uma disputa que ela inventou na mente dela e eu por minha vez sinto vontade de mostrar que ela não pode fazer isso com uma família inteira e ficar impune.
    Sou umbandista (me tornei depois que saí do quintal, pois iniciei uma busca por ajuda e resposta que começou no Kardecismo, mas sou médium de umbanda, as entidades que trabalham comigo são trabalhadoras dessa seara… preto-velho, criança e caboclo) a casa que frequento é de luz, praticamos a umbanda séria, caritativa, sem matança de animais, sem trabalhos para o mal…
    Tenho aprendido muito… O preto-velho que trabalha comigo me ensina muito sobre perdão, humildade… olhar os dois lados da situação etc. Mas acho que estamos adoecidas! Ela continua nos magiando… Isso vamos trabalhando na casa para desfazer, mas o pior é o pensamento que me atinge em cheio! Os dela e os meus… Não é para tanto… Não gosto que seja assim… Tentei uma aproximação, mas ela se revolta, começa a falar alto etc. Às vezes gostaria de ver com meus próprios olhos o que fiz (se fiz) a ela em outra vida para que ela me odeie tanto, talvez isso me ajudasse a entendê-la…
    Meu sogro agora se encontra com câncer e ela falou tanto no ouvido dele que não queria nem eu nem minha família lá que o meu sogro passou a tratar meu marido com desdém e grosseria, o que faz meu marido sofrer por não poder estar perto do pai nesse momento.
    Desculpe o texto imenso, mas preciso muito de ajuda… De uma luz, pois não estou conseguindo, nem à luz do evangelho sentir perdão e compaixão…
    Fui evangélica por 22 anos de uma igreja séria, onde aprendi sobre o amor de Cristo, mas estou com sérias dificuldades…
    Grata pela atenção,

  154. Mirna, não acho, de modo algum, que você mereça qualquer punição por isso. Seria irracional você se envolver numa situação sobre a qual não exerce nenhum poder de mudança ou solução e a partir da qual também sairia prejudicada. A sua atitude de orar por elas e manter-se afastada é a mais sensata possível. Há relações de reajuste que envolvem pessoas próximas mas que não nos dizem respeito diretamente. Querer se envolver nisso em nome de um suposto sentimento de caridade, sem ter a elevação espiritual suficiente para poder influenciar, é perda de tempo e energia. Continue orando sempre, mantenha em sua mente bons pensamentos e boas imagens das duas. É o que você pode fazer. Fique com Deus.

  155. Minha mãe (Senhora) é claramente uma obsessora encarnada da minha irmã (escrava). Embora esta última já seja uma adulta de quase 40 anos de idade ela é manipulada em todas as suas ações e escolhas por uma mãe que vampiriza, chantageia, manipula e “joga” com seus sentimentos e mente fraca para obter da filha atenção integral . Minha mãe é carente demais, alimenta-se do papel de eterna vítima e minha irmã supre as necessidades doentias dela com sua submissão cega à dominação pela mãe exercida. Sinto pena de ambas, mas ultimamente me vi na situação de ter que me afastar desse convívio doentio que só me sugava as energias e não tinha nada a ver com meu “astral” e com os objetivos de crescimento pessoal e espiritual que quero para mim. Oro diariamente por elas pedindo a Deus que as liberte dessa relação doentia e para que enxerguem a possibilidade de se relacionar uma com a outra em bases mais saudáveis, mas confesso que um lado meu sente culpa por ter se afastado delas… mas outro lado meu não consegue tolerar a convivência… o que faço?? será que serei punida pelo Plano Espiritual por sentir essa inviabilidade de relacionamento com elas? Penso muito nisso…

  156. Joana, esse sentimento que você nutre é muito prejudicial, principalmente a você mesma. Acredito que lhe seria conveniente um tratamento psicoterápico, para ao menos compreender melhor a si mesma, já que isso foge totalmente à noção saudável de competição. Não sou favorável a orações específicas. A oração deve partir do nosso íntimo. Ore muito, formule a oração com as suas palavras e, principalmente, forme imagens positivas de si mesma. Em qualquer oração, mais importante que as palavras são as imagens que formamos e as emoções que sentimos. Um tratamento num centro espírita poderia lhe fazer muito bem. Você tem consciência de que o que sente e faz é prejudicial, e isso já é um bom começo. Você tem o domínio sobre o seu pensamento. Quando a ideia de pensar nas “ex” vier à sua mente, não ermita que essa ideia se instale; mude o pensamento, busque imediatamente outra atividade. Fique com Deus.

  157. O meu caso é diferente de todos mas se aproxima em sentimento de proteção, embora só atinja a mim, pois é praticamente um segredo. Não é a primeira vez que isso acontece, eu desenvolvo uma certa obsessão pelas ex-namoradas dos meus atuais namorados. Tenho plena consciência de que eles não tem nenhum interesse nelas, as vezes ate as repudiam; mas o meu interesse cresce abundantemente, pois dou espaço à minha própria curiosidade, e ficar controlando a vida delas acaba sendo meu passatempo. Sei que isso pode ser apontado como uma insegurança, e por mais que muitas vezes eu tenha algum sentimento negativo ele passa logo. Sei que pro meu namorado elas já não importam mais, mas mesmo assim eu quero saber dos detalhes, quero ver fotos, estudar e observar comportamentos, mas não fico tranquila, parece até que preciso encontrar a resposta e o porquê. Em um dos casos de um relacionamento anterior, uma vidente espírita me
    confortou dizendo que a obsessão era, na verdade, um relacionamento com uma dessas ex numa vida passada. Por essa eu sentia empatia. Mas pela atual, eu sinto ódio, rejeição e a ridicularizo para mim, para meu namorado o tempo todo, ou toda vez que posso. Eu não gosto desse sentimento de ódio, odeio sentir esse ódio irracional por uma pessoa que nunca me fez NADA! Gostaria muito de me libertar e seguir a minha vida que está muito feliz. Vejo que a vida dessa mulher também seguiu, que ela já tem outra pessoa e também esta feliz, e por incrível que pareça, eu torço para que ela case, tenha filhos e realize estes sonhos que ela tem. Veja, eu não desejo o mal. Só tenho uma necessidade absurda de controle, de saber o que ela usa, o que ela faz etc. Eu sou uma pessoa muito competitiva e atribuo isso tudo a competição. Será que é o mais correto?
    p.s: existe alguma oração espírita que ajude a acalmar esse interesse irracional e essa curiosidade indevida? Obrigada.

  158. Agradeço imensamente suas palavras, sua atenção e suas orientações. Lerei os livros atentamente e seguirei meu caminho. Que deus te abençoe e te ilumine. Receba um forte abraço meu, com sinceros agradecimentos e muita energia positiva.

  159. Renata, esses vínculos não se iniciam aqui, isso vem de outras passagens pela Terra. Você se sujeitou porque quis, você não foi obrigada. É claro que confundiu os sentimentos, estava envolvida emocionalmente, mas ele não poderia obrigar você a aceitar o que você aceitou se você não quisesse. Aceite o fato de que você é tão responsável pelo que aconteceu quanto ele.
    Isto é típico de uma relação obsessiva. Você o prende com seus sentimentos negativos. A raiva que você sente, antes de sair de você e – talvez – atingi-lo, prejudica a você. É você que está se intoxicando com a sua própria raiva. É a atitude mais burra que alguém pode ter. Desculpe-me por me expressar assim, mas não estou julgando você, estou me referindo à sua atitude. Isso adoece. O mal que você deseja a ele está todo em você. Tudo o que você tem imaginado, querendo que aconteça com ele, você está produzindo para você mesma, lentamente.
    PERDOE! Perdoe a si mesma por ter errado e perdoe a ele. Liberte-se dele e liberte-o de você. Ore por ele. Vença a si mesma. Recomece a vida. A sua vida pode ser maravilhosa, quando você escolher isso. Mas você tem preferido sentir raiva e querer vingança.
    A decisão é sua.
    Fique com Deus.

  160. Acho que me identifico um pouco com isso. Há quase 3 anos atrás comecei um namoro com uma pessoa que me afastou de tudo, das minhas amigas, amigos, nem um jantar com a minha mãe não podia, shopping, em algum lugar diferente. Ciúmes da minha irmã, minha prima, tudo. E ele? Continuou a sua vida normalmente, com seus amigos, bebida até altas da madrugada e dizia que ele tudo bem, pois eu conhecia os amigos dele e sabia onde ele estava. Eu comecei a cobrar tudo que ele me cobrava. Mas ele começou a terminar comigo, dizia que a ciumenta e louca era eu, terminava para ir em festas, até pro carnaval ele foi depois pediu pra voltar. Minha auto-estima lá no chão, fiquei muito mal. Mesmo agora tentamos conversar e ele disse que eu não tenho moral alguma para cobrar nada dele, pois ele terminou e eu comecei a sair e fiz novas amizades para não ficar sofrendo sozinha mais uma vez, disse que se eu tivesse ficado em casa esse tempo todo poderia cobrar alguma coisa dele. Nossa, ele só pisou em mim o tempo todo, me humilhou, sente prazer em me humilhar até hoje. Já sofri mesmo muito e até agora tento me libertar do sentimento que sinto por ele, que na minha opinião ele virou uma obsessão na minha vida, pois sinto muita raiva o tempo todo e quero que ele pague por todo mal que ele me fez.

  161. Katia, é normal que uma relação intensa deixe sequelas nos envolvidos. Tudo tem um lado positivo na vida, e com isso não é diferente. Os cuidados que as pessoas envolvidas com cônjuges ciumentos e obsessivos desenvolvem como uma maneira de amenizar os efeitos da possessividade de que é vítima, como um modo de não contrariar o parceiro para evitar atritos, são muitas vezes assimilados permanentemente, passam a fazer parte das características individuais, passam a integrar a personalidade.
    Apenas como ilustração: Pessoas que durante anos tiveram que evitar intimidades, olhares e malícias com o sexo oposto, por medo das reações do parceiro ciumento, tendem a se tornarem pessoas mais respeitadoras, corretas e com uma maior noção de distanciamento. É claro que esse aspecto positivo se torna mais visível depois de sanadas as sequelas negativas.
    Não me parece que seja o caso de enquadrar a situação que você experimenta como uma obsessão. Parece muito mais com um hábito mental entranhado no seu subconsciente. Você deve saber que tudo o que repetimos, em pensamento, é aceito sem contestação por nossa mente subconsciente. Hábitos repetidos mentalmente por um longo tempo, REALIZADOS COM FORTE EMOÇÃO, se tornam automáticos. Sua mente está “viciada” em dar explicações, em se desculpar. Aconselho você a reprogramar sua mente com afirmações positivas. Se feitas com emoção, o resultado é certo. A emoção é necessária porque esse comportamento adquirido o foi sob fortes doses de emoção diárias, dia após dia. Para substituí-las por pensamentos que gerem um novo comportamento, será necessário que você use a emoção para que o seu subconsciente “acredite” no seu novo posicionamento.
    Peço que leia dois livros. Se já leu um deles, veja-o com novos olhos.
    http://api.ning.com/files/sXNg16ibghaBM4CeJvv0jFtHFmEcUfG2YoyyP*olB10jYYzZAfqvAiPFkHIOx*bm9xGvKQdYrN*kV1CVBRnJpObbZgiyWhIZ/OPoderdoSubconsciente.pdf
    http://www.interacaovirtual.com.br/livrosnv/O%20Infnito%20Poder%20de%20Sua%20Mente.pdf
    Acima estão os dois links para o PDF.
    Após a sua leitura, formule pra si mesma uma afirmação apropriada; pela maneira como se expressa, certamente saberá fazer isso com facilidade.
    Você conhece HO’OPONOPONO? Também é de grande valia pra quem tem persistência e reais boas intenções. Se você não conhece, lhe passo esse link apenas como apresentação. A técnica é simples; são algumas afirmações que devem ser repetidas. Não é necessário nenhum curso ou conhecimento anterior.
    Não se preocupe, não se culpe. Você irá aprender a lidar com as conversas internas quando elas surgirem em sua mente. Ore muito, ore por ele, liberte-o e liberte-se totalmente.
    Apenas a título de esclarecimento: os livros e sua abordagem não têm a ver, ao menos diretamente, com Espiritismo.
    Fique com Deus!

  162. Vivo uma situação que não se enquadra totalmente nas descrições feitas acima. Vivi, sim, durante muitos anos com meu ex-marido uma situação de obsessão. Ambos alternando as posições de senhor(a) e escravo(a). Nos fazíamos mal, mas como vivíamos uma complementaridade, tudo parecia relativamente bem até que adoeci, entrei em depressão, fiz terapia e busquei ajuda espiritual. Isso desequilibrou nossa relação e os problemas vieram à tona. Ambos ficamos insatisfeitos: eu por perceber o quanto éramos doentes e ele por notar que não estávamos mais na mesma sintonia, não éramos mais complementos um do outro. Estamos separados há quase um ano. Estou bem melhor, mais leve, até mais produtiva profissional e intelectualmente. Me envolvi em projetos sociais e estou feliz com os resultados das novas ações. Ele, por sua vez, continua trabalhando muito (como sempre) e está namorando outra pessoa (quase casando, segundo ele próprio). Mas, uma coisa me incomoda profundamente: depois de anos dando satisfações de cada passo que dava, continuo ainda hoje, mentalmente, conversando com ele quase o tempo todo. É como se eu precisasse, constantemente, explicar a ele que não o deixei por maldade, que não tinha intenção de fazê-lo sofrer (embora ele faça questão de deixar claro que não está sofrendo) e que não foi culpa minha. O tempo todo argumento, mentalmente, sobre as causas do rompimento, sobre as minhas intenções e motivos… Isso não ocorre o tempo todo, mas é uma coisa que vai e vem. Por vezes, fico dias e até semanas sem pensar nele. Em outras ocasiões, passo praticamente todo meu tempo nessas longas e cansativas conversas mentais. É como se ele de alguma forma me cobrasse essas explicações, como se fosse um dever meu. Alguém certa vez me disse que eu o estaria obsediando. Procuro ocupar minha mente para evitar essas “conversas”, mas confesso que nem sempre consigo. Não quero, de forma alguma, obsediá-lo. Quero me livrar disso tudo. Quero deixá-lo livre também. Mas não sei como fazer isso. Me parece que já tenho feito todo o possível, buscando dar novo sentido à minha vida (com os projetos sociais e o voluntariado), procurando ocupar minha mente com estudos e trabalho, além de desenvolver novos e fortalecer antigos relacionamentos com família e amigos. O quadro descrito se encaixa numa situação de obsessão? Estou eu o obsediando ou é o contrário, ou somos ambos? Como posso lidar com isso tudo? Conto com sua orientação e desde já agradeço e parabenizo pela iniciativa e pela presteza nas respostas.

  163. Aline, se você está há esse tempo todo com ele, não será de um momento pro outro que essa situação irá se resolver. Situações assim têm sua origem no passado remoto, em outras vidas. Mas isso não quer dizer que o tratamento terreno não deva ser procurado. Você deveria buscar socorro em algum centro espírita onde se sinta bem. E não esqueça que nada justifica a manutenção de uma situação assim. Se ele é doente, deve se tratar. Se não procura tratamento, é porque não quer mudar. Será que não é você que tem que mudar? Sou muito favorável à oração, mas este caso parece ser mais de atitude do que de oração. Se você se deixar dominar pelas ameaças, permanecerá na mesma situação.

  164. Nossa, meu marido tem obsessão por mim há 16 anos, desde quando começamos a namorar ele me persegue, nunca permitiu que eu cumprimentasse alguém do sexo oposto, nunca deixou eu sair sozinha, sempre deu um jeito de ir atrás de mim, para saber onde eu estava indo; e agora, não permite nem que eu participe de um fã clube de um cantor famoso, me obrigou a dar todas as minhas senhas, me obrigou a excluir mensagens de Twitter e grupos do Facebook… Já não estou aguentando mais, já estou me sentindo presa, com o coração angustiado, chego a pensar em suicídio, só ainda não o fiz, porque penso nos meus filhos. Mas está muito difícil, não estou conseguindo viver a minha vida. Estou muito triste. Ele( marido) ainda diz que se eu separar dele, ele não vai me deixar em paz.
    Por favor, alguém me ajude dizendo alguma oração que posso fazer para tirar esta obsessão dele por mim? Ele é doente… estou desesperada. Tenho 32 anos e a metade da minha estou sendo obsidiada por ele.

  165. Maria, ninguém é dominado por nenhum espírito a ponto de perder o livre-arbítrio. Isso não existe. Ele até pode estar sendo influenciado espiritualmente, mas a influência só existe porque ele dá abrigo a esta influência. Ninguém pode saber se outra pessoa está “sem controle mental”. O que você pode fazer? Orar. Ore pelo bem dos dois. Você não pode interferir no livre-arbítrio dele.

  166. Meu companheiro está sob os poderes de um espírito maligno mandado pela sua ex-mulher, hoje se encontra totalmente dominado por ela, saiu de casa e foi para casa dela, fazendo tudo que ela quer, totalmente sem controle mental, totalmente dominado por uma pessoa que ele sempre odiou, o que posso fazer para tirá-lo dessa?

  167. Mariana, obrigado pela confiança. Mas antes de responder, é preciso esclarecer que o meu “achômetro” não tem muito valor, já que se trata de algo tão íntimo e pessoal como o sonho.
    De acordo com a classificação de Allan Kardec, os sonhos podem ser comuns, reflexivos ou espíritas. Sonhos comuns são a continuação de nossas disposições físicas ou psicológicas. Por exemplo, quando você vai dormir com fome e sonha com comida, ou quando você tem uma entrevista de emprego no dia seguinte e sonha com a entrevista. Sonhos reflexivos são fragmentos de lembranças, desta ou de outras vidas. E os sonhos espíritas são a sua atividade durante o sono.

    Seguindo essa classificação, os seus sonhos podem ser a continuação do estado de ânimo que você teve durante o dia, pode ser a lembrança de atos praticados nesta vida ou em reencarnações passadas ou pode ser atividade real durante o sono. Enquanto seu corpo físico repousa, você pode estar externando algo que sente lá no fundo. Muitas pessoas são surpreendidas com a diferença de personalidade que apresentam em sonho. Nos sonhos não nos comportamos da mesma forma que no estado de vigília. Nos sonhos não temos o chamado da matéria a nos lembrar compromissos, obrigações, deveres e valores morais impostos pela sociedade. Nos sonhos “cai a máscara”. Mais que isso eu não sei…

  168. Olá, constantemente sonho que eu e meu noivo estamos brigando. E o pior, que ele sempre me faz muita raiva. Estamos para casar, e isto está me assustando muito. O que você acha que poderia ser este tipo de sonho?

  169. Andreia, o pensamento dirigido a alguém sempre exerce uma influência, por menor que seja. Sintonizar é vibrar na mesma frequencia; você só sintoniza com alguém se seus gostos, sentimentos, intenções forem semelhantes. A maior característica de uma obsessão entre encarnados é a liberdade de ação. Enquanto o desencarnado usa só o pensamento, o encarnado pode “infernizar” a vida do seu obsediado. Se isso é amor, é um amor doente. Geralmente pessoas assim são despóticas, egoístas, querem a pessoa só pra si. A pessoa visada por este obsessor sente-se “sugada”, como se o objetivo de vida do obsessor fosse acabar com a sua felicidade. Isso tem origem no passado remoto, em outras vidas. São desajustes antigos exigindo uma urgente reparação. E isso só ocorre com o perdão total…

  170. Quais as consequências para quem está sendo obsediado (encarnado para encarnado) por amor? É possível haver uma sintonia de pensamentos nestes casos? É possível sermos influenciados? É possível percebermos esta obsessão? Poderia me esclarecer por favor segundo o espiritismo e a psicologia ou parapsicologia? Grata!

  171. Luiza, gostaria de ter resposta pra tudo, mas não tenho. Apenas acho que você deve analisar bem a si mesma pra ver se no fundo você não dá alguma esperança a ele, mesmo que essa não seja a sua intenção. Se você demonstrar pena dele, ele pode confundir com outro sentimento. Não vejo outra solução que não seja uma conversa franca e definitiva. Sei que isso nem sempre funciona. Ore por ele, perdoe a ele, ore para que ele encontre outra pessoa que o faça feliz. A oração é pensamento canalizado para um fim, e o pensamento é criador. Se você orar com sentimento, deve funcionar. Desejo boa sorte e muita paz.

  172. Creio que estou passando por este processo. Meu ex namorado vive se comunicando por pensamento comigo dizendo que por estar longe é a única forma de me proteger. Se eu saio ele vem e diz para não fazer isso ou aquilo, fica me pressionando como se ainda estivesse com ele. Eu falo para ele ir embora mas não adianta. Como fazer para ficar livre disso?

  173. Esse relato confirma a forte impressão que tive. As duas têm um ligação antiga a ser reajustada. E você está indo muito bem. Olhei as fotos e tive ótimas impressões. Obrigado, Fátima!

  174. Oh, amigo, se tem uma qualidade que eu gosto nas pessoas é a atenção e a gratidão, até porque essas qualidades são de gente solidária e amiga. Foi isso mesmo Morel, perguntaram-me se eu a queria, porque ela já havia sido rejeitada pela mãe biológica e uma outra que tinha comprometido-se, só que os filhos da senhora não concordaram, daí eu tinha que tirá-la da maternidade dentro de duas horas, porque o parto foi normal e a mãe não tinha como ficar com ela. Fui sem saber o sexo ou as condições da criança, pra mim no momento o importante era tê-la. Se quiseres conhecê-la ela está em meu facebook. Treze anos e ontem participou da Mostra espírita como recepcionista. Está na evangelização desde os dois anos acompanhada por mim. Ela foi um presente de Deus. Realmente tenho fixação em acertar com ela. Pela primeira vez falo dela pra alguém. Agradeço amigo por sua reflexões, de muita sabedoria. Jesus continue abençoando sua alma sensível. Boa noite.

  175. Obrigado por participar, Fátima. Não acho que seu desvelo com sua filha se enquadre no assunto abordado. Seu cuidado com ela parece ser plenamente justificado. E o fato dela ser adotada indica claramente que você veio nesta reencarnação com este comprometimento. É provável que você já tenha falhado com ela em vidas anteriores; por isso o seu cuidado redobrado, por isso esse senso de dever que vem do íntimo, por isso esse desvelo especial. Não deixe de cuidar dela, apenas analise a si mesma para evitar exageros. Isso certamente foi escolha sua; vá até o fim com amor e tranquilidade. Não há com que se preocupar quando cumprimos o dever que nos impomos. Um abraço carinhoso.

  176. Eu fico com o segundo caso, não digo em todos os detalhes. Mas, eu tenho muito cuidado com minha filha, com suas tarefas escolares, com as influências de amigas, quem são suas amigas do facebook, quem ela tem que adicionar, por ela eu fiz meu facebook, o dela tem cadeado. Minha intuição diz que ela gosta de brincar muito, e a responsabilidade, os compromissos ficam pra depois. Tenho um filho de 24 e ela tem 13 anos. Não é pelo fato dela ser filha única, não sou assim com meu filho. E sinto que serei assim com ela por muito tempo, até ela ficar consciente de seus compromissos. Também entra a questão dela ser adotada daí eu quero vê-la um dia sem precisar de ninguém pra viver, independente. Isso também às vezes deixa-me mal. Gosto de seus textos Morel, nos leva as reflexões. Bjs!!!!

  177. Claudia, obrigado pela participação. Mas procure analisar sob outra ótica: Quando você diz que vai levar esse trauma por muitas reencarnações, você está se condicionando a isso. Não será o oposto? Será que essa relação doentia não teve origem em encarnações passadas? Eu apostaria que sim. Uma relação assim desajustada normalmente é coisa que vem se repetindo há séculos. Devemos reconhecer que, se hoje somos perseguidos, muito provavelmente no passado fomos nós os perseguidores. Nada acontece por acaso; não há efeito sem causa. Pense nisso. E tire lições dessa experiência. “Não desejo isso nem ao meu pior inimigo!” Isso já é uma lição. Não desejar algo de mau para alguém que não gostamos já é sinal de aprendizado. Temos que superar essas situações e aprender com elas. Um abraço, Claudia.

  178. Excelente conteúdo! Me identifiquei muito com esse assunto, porque eu já passei por isso! Meu ex namorado me fez de escrava durante 3 anos. Eu não podia trabalhar, nem ter amizades. Quando eu saía na rua eu era sempre vigiada por ele. E pior, ainda me agredia e me ameaçava de morte! Até o dia que eu não aguentei mais e o denunciei ao ministério público. Hoje eu estou livre dele graças à um mandado de afastamento na lei maria da penha, assinado pelo juiz. Mas eu sofri muito nas mãos de um obsessor! Não desejo isso nem ao meu pior inimigo! O trauma foi tanto, que de vez em quando eu tenho pesadelos horríveis com ele me perseguindo! Esse trauma eu vou levar comigo por muitas encarnações…

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