Comportamento

Nos momentos de desânimo…

depressao

Morel Felipe Wilkon

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Artigo publicado originalmente em 29/05/2012

Nos momentos de desânimo devemos nos segurar ao barco com todas as forças e esperar; depois da tempestade vem a bonança…

Você tem momentos difíceis? Horas em que dá vontade de largar tudo? Você tem dias em que acorda do avesso?

Todos temos momentos em que nos sentimos fragilizados, momentos em que gostaríamos de ganhar colo, fechar os olhos e ter bons sonhos. Ah, você não tem? Claro que tem, todo mundo tem!

macaco triste
Você tem dias em que acorda do avesso?

E nos momentos de desânimo, como você reage? Coloca a culpa na vida, no destino, no marido, nos filhos, nos genes? Claro que isso não adianta nada, só complica ainda mais a situação. É bom que tenhamos consciência de nossas fraquezas, isso é inerente à condição humana, espíritos em evolução que somos. Ninguém é infalível, ninguém é super-homem (nem mulher maravilha).

Só não podemos deixar a peteca cair, nem podemos esperar que os outros façam o que deve ser feito por nós. Mesmo nos momentos de desânimo, quando parece que estamos no meio de uma tempestade em pleno alto-mar, devemos nos segurar ao barco com todas as forças e esperar; depois da tempestade vem a bonança…

Não podemos ser dependentes de ajuda alheia, ou de pena, ou de algo que se possa confundir com amor. Nosso equilíbrio e bem-estar não podem jamais estar nas mãos de alguém que não seja de nós mesmos. Há pessoas que procuram não esperar muito dos outros para não correrem o risco de se decepcionarem (eu achava isso certo até bem pouco tempo atrás); outras, pelo contrário, entusiasmam-se exageradamente por qualquer pessoa interessante que surja em seu caminho, e depois culpam essa mesma pessoa pelo entusiasmo que nutriram…

As pessoas são exatamente isso; pessoas, e tanto precaver-se delas como entusiasmar-se demais são erros, é dar a outra pessoa um poder que ela não tem, que ninguém tem, só você: o poder de ir à luta e traçar o seu caminho. Se o desânimo bate de vez em quando, tudo bem, segure-se e toque o barco. Mas quando ele se torna frequente, será que não é hora de tratar de planejar as coisas e fazê-las? Quem é o responsável pelos seus sonhos e pela sua realização? Você!  Então não espere que alguém realize o que você quer.

Os momentos de desânimo devem ser aproveitados para fortalecer a perseverança. Então não mude o rumo, se acha que ele está certo. Não se dê por vencido, não perca a confiança em você mesmo e no que você faz. Se a cada momento de desânimo você simplesmente abandonar tudo, aonde você vai chegar?

Se cair, levante; não fique se lamuriando ou esperando ajuda! E, acima de tudo, mantenha a vigilância sobre seus pensamentos! Toda e qualquer disciplina começa pelo pensamento. Controle seus pensamentos, mantenha-se vigilante sobre eles, não permita que o estado de desânimo tome conta de você. Esteja sempre consciente de que você, ninguém mais que você, é o responsável pelos seus pensamentos. Busque um bom pensamento e mantenha o foco sobre ele. As ferramentas que você precisa para esse trabalho estão dentro de você; confie na sua própria capacidade, assuma o controle da sua atitude e pare de esperar que as coisas simplesmente aconteçam. Vá à luta!

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16 Comentários

  1. Kelen, o período que vivemos tem influência sobre nós, sim. Mas o tamanho dessa influência depende de nós mesmos. Não há porque temer a morte. A morte é a continuação da vida. É uma nova etapa, só isso. Por mais que façamos, nunca teremos feito o suficiente. E esses questionamentos se devem justamente à conscientização. Percebemos a nossa responsabilidade, nos damos conta de que podemos fazer muito e não nos conformamos com o pouco que fizemos até agora. Calma. Temos que ter eme mente que faz pouco tempo que despertamos. Temos todo o tempo do mundo. Espírito de boa vontade têm trabalho do lado de cá e do lado de lá.
    Você não “perdeu” amigas. Elas continuam suas amigas. Vocês estão temporariamente em planos diferentes. Só isso. Sejamos gratos a Deus por tudo o que nos oferece. Aproveitemos a Vida e o Sol que nos proporciona a vida neste planeta.

  2. Kelen, somos seres de hábitos. Não se transforma hábitos emocionais antigos de um momento pro outro. É um exercício permanente. Grandes espíritos encarnados, como Chico Xavier e Gandhi também tinham os seus momentos “para baixo”. É preciso reformular os hábitos. Leituras edificantes, estudo do Evangelho, agradecimento permanente a Deus, o abandono de noticiários negativos e de programas televisivos de moral baixa, a prática de exercícios físicos, caminhadas ao ar livre, convívio com pessoas afins, tudo isso são práticas benéficas necessárias para a reformulação da nossa visão de vida. Se fizermos tudo isso não nos livraremos dos problemas, que são inerentes às condições de vida neste planeta e anida teremos momentos menos felizes. Mas esses momentos serão mais espaçados, durarão menos e não nos atingirão tanto.

  3. Georgiana, embora eu não seja astrólogo entendo que o período que antecede o aniversário é um final de ciclo, e, como tal, traz consequências naturais. Vivemos em ciclos. A Terra tem seus ciclos, as estações do ano; as árvores no outono/inverno perdem as folhas, os animais têm o seu cio, todos estamos submetidos a influências mais ou menos sutis.
    É normal atravessarmos momentos de recolhimento e reflexão. Apenas temos que ter plena consciência de que esses momentos são transitórios, têm sua razão de ser, são oportunidades de análise mais apurada, de preparo mais mais um ciclo e de autoaprendizado.

  4. Bom dia Morel. Você acha que estes sentimentos que eu e a Georgiana e percebo também em muitas outras pessoas se devem ao momento que vivemos no nosso planeta (transição planetária)?. Não sei a fonte, mas li uma vez que alguns sentimentos como medo, angústia e outros estarão mais evidentes neste período. Eu particularmente tento melhorar, faço o evangelho no lar sozinha, as outras pessoas são de outra religião. Sei que sou imperfeita, mas o que mais vem me incomodando é o medo da morte repentina, pois perdi duas amigas recentemente desta forma e isso me impressionou, talvez seja o receio de não ter feito tudo o que quero fazer. E meu tempo está acabando. Será que sou muito apegada à matéria? Obrigada por me ouvir.

  5. Assim como a Georgiana, também sinto uma tristeza sem explicação, medo, ansiedade, desânimo. Tento converter estes pensamentos para o bem. Não consigo. Preciso de orientação e de mais fé em mim e em Deus.

  6. Bom dia Morel!
    Incrível artigo!
    Talvez você não disponha de tempo o suficiente para responder às minhas questões pertinentes a este título, no entanto tentarei, embora pareça melindre ou ainda possa parecer uma consulta espiritual, mas na verdade seu ponto de vista sempre me inspira de alguma maneira e me norteia em diversos aspectos de minha vida atual.
    Nem eu mesma entendo o porquê de nos últimos anos, nas vésperas de meu aniversário (faço agora dia 21/06), eu ser acometida por uma tristeza sem causa aparente. Embora esteja vivendo em um momento ímpar em minha vida, por um lado feliz com a maternidade e tudo o que ela vem me proporcionando, por outro ainda na luta solidária ao meu pai que há um ano sofre consequências de um acidente com queimaduras. Há ainda a constatação recente de uma decepção em massa, obtida de pessoas de meu cotidiano, enfim… sem lamúrias! Tenho mil vezes mais a agradecer do que a reclamar ou questionar, mas mesmo ciente e concordando com o seu texto, não consigo me “agarrar ao barco” sempre, e sou fraca perante a tristeza que me invade e nem sei como buscar energias para eliminá-la.

    Abraços!

  7. Muito bom. Eu estava precisando de algo assim hoje. Ontem à noite chorei muito e pedi a Deus luz nos meus caminhos. Com essa leitura veio um clarão. Obrigada.

  8. Concordo com tudo, no entanto em muitas circunstâncias da vida dependemos de outras pessoas, talvez por esse fato que acabamos por colocar a culpa nos outros. Não falo de dependência financeira ou emocional, mas de situações cotidianas, algumas pessoas facilitam a nossa vida e outras parecem que dificultam, nestas horas não tem como não ter esses pensamentos…, mas devemos sempre nos vigiar e tentar evoluir sempre! Bom final de semana! Abraços.

  9. Excelente final de semana para você também, prezado amigo; que Jesus nos abençoe, um abraço.

  10. Amigo César, sou obrigado a concordar com você quanto ao fato de que nem sempre é viável distinguir causa de efeito. Nem produtivo. Em relação aos ensinamentos do Mestre, quanto mais refletimos sobre eles, mais admiramos sua simplicidade e a consequente possibilidade de aplicação no cotidiano. Bom fim de semana!

  11. Causa ou efeito, é sempre muito relativo no império das circunstâncias, agradeço sinceramente seu parecer à respeito de minhas citações, e, sua lembrança concernente ao evangelho do Cristo, soou como violino na harmonia da madrugada. Costumo dizer, por ocasiões tantas, monologando na meditação do silêncio, que, as palavras do Mestre sempre podem e devem ser lembradas nos variados exemplos do cotidiano, e você, fez isso com muita destreza, parabéns. Um abraço, amigo.

  12. Obrigado pela participação, César. Seu comentário é sempre elucidativo. Dessas duas vertentes que você observou, acredito que a primeira, a transferência de culpa, por mais grave que seja deve ser encarada como efeito e não como causa. Agora, a segunda vertente que você citou, me parece ser o problema fundamental. Você designou muito bem: Usina de energias. Cada vez mais me convenço de que o foco de nossas atenções deve ser justamente aí, no controle dos pensamentos. Fique à vontade para corrigir meu ponto de vista se discordar, mas o ensino prático do Cristo (quando digo ensino prático quero dizer ensino não necessariamente moral) se refere ao controle do pensamento: Pedi e obtereis; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Um abraço.

  13. Duas vertentes, meu caro Felipe, duas vertentes que você nos dá para a explicação de dois probleminhas básicos que margeiam nosso cotidiano. Primeiro, a transferência da culpa e a inobservância de nossas falhas capitais, predispondo-nos ao perdão do eu e ofuscamento de nossa visão à defesa alheia que ao menos, sequer, encontra a menor brecha no vasto campo do esclarecimento. Segundo, a invigilância de nossos pensamentos; aí reside a grande usina das boas, como das más energias. É nele que intentamos as fórmulas dos revides, das contendas…. ao sabor da estreita afinidade com a larga gama de obsessores dos níveis inferiores do plano espiritual. Parabéns mais uma vez, prezado escritor. Um abraço, Cesar

  14. É que nos viciamos nesse comportamento. Nosso orgulho não aceita admitir que somos falhos, que cometemos erros. Parece tão racional culpar alguém, há tantos fatores que podem servir de bode expiatório! O negócio é manter o controle do pensamento; quando nós não o controlamos, outros o controlam… e bola pra frente, que dá tempo de virar o jogo!
    Obrigado, Luís Fernando.

  15. É tão mais fácil culpar os outros, mas não adianta. Nós somos responsáveis pelo curso que nossa vida toma. E temos que arcar com as consequências de nossos atos ou de nossas omissões. Mas que dá vontade de sair correndo atrás de um “culpado”, às vezes dá mesmo.

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