Comportamento, Evangelho

Conversão ao Espiritismo

menina espírita

Morel Felipe Wilkon

Ouça este artigo na voz do autor

A conversão ao Espiritismo se dá através da razão. Quem se convence pela razão, porque compreendeu, porque passa a saber, esse tem a fé inabalável, nada é capaz de corrompê-la.

Já disse outro dia que o meu amparo nos dias difíceis foi a leitura. Seja a oração, a mensagem, a história, a explicação filosófica. Foi sempre por intermédio da leitura que encontrei novo ânimo. Há pessoas que preferem a presença física de alguém, o conselho, a orientação, a palestra, o culto, enfim.

Saúde e espiritualidade: biblioterapia

Não tenho a pretensão de converter nem convencer ninguém. Gosto de saber o que sei, gosto de sentir o que sinto. Se puder passar isso adiante, se conseguir comunicar isso a alguém, estarei contente. Sei que há modos de pensar muito diferentes, sei que “cada um tem o seu tempo”. Mas sei também que neste momento há espíritos encarnados caindo de maduros, prontos para compreenderem melhor a si mesmos, prontos para despertarem para a realidade espiritual.

converter ao espiritismo
Fé inabalável é fé raciocinada

Há pessoas com grande capacidade de serviço em benefício do próximo, seja na tarefa de esclarecimento, de consolação, de trabalho mediúnico. Neste exato momento há espíritos que reencarnaram comprometidos com tarefas espirituais e que ainda não despertaram, que se atrapalharam no caminho, que ainda estão se questionando, e pode ser que algumas palavras, exemplos e definições sejam o que um deles precisa para tomar a decisão de tomar posse do seu poder.

Por que reencarnamos

Há inúmeros exemplos de artistas e jogadores de futebol que foram “descobertos” por alguém. Tinham o seu talento, a sua capacidade, a sua vontade. Faltava a eles um incentivo, uma porta aberta. O mesmo acontece quando alguém está pronto para exercer o seu papel, para executar a sua tarefa em benefício do próximo, mas não está lembrado disso, tem receio de estar iludido, sofre as influências dos descrentes materialistas ou supersticiosos.

O Espiritismo não se dirige aos que já têm a sua crença, mas aos que não têm crença alguma e se questionam, e aos que não estão contentes com suas crenças atuais. Há muitos católicos e evangélicos a quem falta uma peça no encaixe de suas convicções; falta algo sem o qual as explicações a que estão acostumados não os convence; faltam argumentos que resistam à lógica e às inquirições isentas de partidarismos e ideologias. A razão é a pedra de toque de qualquer sistema filosófico. Se a razão precisar fechar os olhos e tapar os ouvidos, o sistema é falho.

O conhecimento é transmitido através dos milênios. Passa de geração a geração, de espírito a espírito, de uma reencarnação a outra. Cada vez se robustecendo mais, se consolidando, se fortalecendo. O conhecimento nos liberta. O Espiritismo atrai pessoas que se deslumbram pelas práticas mediúnicas, mas não é isso o que transforma. A transformação só ocorre por meio da razão. Por maiores e mais eloquentes que sejam os fenômenos mediúnicos, quem os viveu ou presenciou poderá, num momento de fraqueza, duvidar de si mesmo. Há médiuns assustados que se deixam convencer por lideranças maldosas de que “foram vítimas do demônio”. Quem se convence pela razão, porque compreendeu, porque passa a saber, esse tem a fé inabalável, nada é capaz de corrompê-la.

Jesus semeia até hoje. Todos os dias lança suas sementes em diferentes solos. Umas são comidas pelas aves; outras são queimadas pelo sol, por não terem raízes; outras são sufocadas pelos espinhos; outras caem em terra boa e frutificam.  Como um servo inútil, lanço algumas sementes em forma de palavras. Acredito na terra boa… 

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22 Comentários

  1. Bom dia Morel, já fui evangélico mais por vários fatores internos e externos não conseguia me convencer, meu senso de justiça não me permitiu continuar, sendo que meus questionamentos eram vistos como dúvidas, obra de influência maligna segundo os pastores, a questão da doutrina de céu, inferno, penas eternas, sempre me pareceu algo humano sendo uma coisa tão injusta como poderia ser atribuído a Deus, então saí da igreja, fiquei um tempo meio desacreditado, não perdi a fé em Deus mas sim no sistema religioso.
    O tempo passou e conheci o espiritismo através das obras codificadas, hoje leio muito e posso dizer que já possuo um conhecimento embora mediano e limitado, mas a questão é que namoro uma evangélica, começamos a namorar há duas semanas, e é um sentimento forte e recíproco, até então mesmo discordando estamos respeitando as convicções religiosas um do outro, o pai dela é pastor e ainda não conheci sua família, ela me pede para manter o fato de eu ser espírita em segredo.
    Sei que nada acontece por acaso, sempre peço a meu mentor e a toda espiritualidade que me assiste que me ajudem se assim Deus permitir, sei que há algo muito profundo entre nós pois não costumo me encantar me apaixonar rápido desse jeito, e com ela foi diferente é um estado de felicidade que em meus 40 anos ainda não tinha presenciado em nenhuma relação anterior nem no período que fui casado, enfim sei que teremos divergências, mas nada que não possa ser resolvido com amor, peço que todos os irmãos que puderem orem por meu relacionamento. Me chamo André e ela Cassia, acho que nada acontece por acaso, não quero de maneira alguma interferir na escolha religiosa dela, respeito muito esse lado, só quero ser feliz, poder viver em paz sem que nada disso interfira.
    Morel, obrigado pela atenção e agradeço também todos que leram meu comentário.

  2. Eu, sendo espírita, passista e doutrinadora de espíritos em trabalhos de desobsessão inclusive, renunciei à doutrina em nome de um namoro com um homem testemunha de jeová… por quê? não entendo até hoje… apenes tomei essa decisão…

  3. Assuires, agradeço por compartilhar a sua experiência. Só não acho que você deva considerar-se covarde, nem filosoficamente… Tudo tem o seu tempo, e talvez você esteja sendo mais útil assim, fazendo pensar, levando à reflexão e tendo a oportunidade de mostrar as suas convicções mais em atos do que em palavras.

  4. A minha história com o espiritismo é a seguinte: era católico no ano de 1986, quando estava iniciando namoro com uma moça, que à dois anos tentava enamorá-la, sem que ela assim o desejasse. Aconteceu o romance, muito mais de minha parte, porque sentia que ela não gostava de mim. Aceitou, por muita insistência de minha parte. Eu e ela erámos de um um grupo de jovens, católico ratifico e, naquele grupo eu era o líder, o coordenador. Ocorreu, que uma outra moça desse mesmo grupo que desejava namorar comigo, criou para a minha namorada um estória no sentido de que “havia me visto traindo em determinado lugar”. A pessoa com quem eu namorava, a menos de dois meses, acreditou e me disse estar rompida aa relação; assim o fez, sem me dar o motivo, afirmando “que eu deveria saber”… Quando tomei conhecimento de toda a verdade, entrei num estado depressivo avançado. Nunca havia tido depressão. Eu tinha, à época, 17 anos de idade. Estava concluindo o Ensino Médio e, começando a trabalhar, com carteira profissional assinada. Pensava em seguir na carreira acadêmica, sem ter aainda a definição sobre qual área. Sabia, no entanto, que queria fazer o strictu sensu, seguindo pelo Mestrado e Doutorado. Mas, a rota da minha trajetória mudou completamente ao me deparar com aquela moça. Como disse, eu entrei num estado depressivo avançado, como que estando num olho de furacão. Queria suicidar-me, pela desilução de tanto amar aquela pessoa, sendo por ela desprezado… sem justos motivos! Cabe ressaltar que estamos casados à mais de 21 anos, sendo que namoramos por sete anos, até o casamento e, nestes 28 anos graças à Deus e por desencargo de consciência eu nunca a trai. Pois bem, naquele ano de 1986 uma pessoa me ajudou na situação difícil em que me encontrva. O meu padrinho de crisma, que à época era pertenccente também à Igreja Católica, pelo segmento do Movimento dos Focolares; que também foi líder daquele grupo de jovens; que era uma referência na comunidade em que vivíamos, me sugeriu ir num Centro Espírita. Eu concordei. Nunca havia colocado os meus pés num lugar como aquele. Fomos no Pronto Socorro Espiritual Bezerra de Menezes – PROSEBEM, em Aracaju – Sergipe. Posso dizer aos senhores e às senhores de que foi a melhor coisa que jamais acontecceu na minha vida, ter conhecido a Doutrina Espírita: o Espiritismo, pelo viés do Codificador, Kardec. Eu recuperei-me daquele estado deletério, iniciei várias leituras, das “devorava como que de um fôlego”; também iniciei um tratamento à nivel espiritual, como os irmãos espíritas muito bem conhecem e; pelo este caminho, passei pelo Atendimento Fraterno. No primeiro dia em que estive ali, no atendimento, falei sobre a pessoa que eu namorava, que era católica e que tinha receio de que ela não aceitasse a minha estadia no Centro Espírita e muito mais que isso: eu era uma referência de alta enverrgadura na Igreja Católica. Possuia uma reputação, um nome, um caminho que parecia-me oposto e conflituoso, devido às diferenças entre as duas doutrinas, a saber: a doutrina espírita e a doutrina católica. Compreendo que religião, somente existe uma para estas duas egrégoras (o espiritismo e o catolicismo). São Igrejas, locais de culto, adoração e escolas de esclarecimento. Mas não são religiões. São por assim dizer: doutrinas e como tal, em rota de colisão. É evidente que a doutrina espírita mostra que “há pontos de contato”, sobretudo nos dois ou três primeiros pilares do espiritismo, a saber: DEUS – A IMORTALIDADE e… porque não dizer? – A COMUNICABILIDADE (hava visto a imensa história nos anais da Igreja que trata do assunto da comunicabilidade). Quando entramos no quarto e quinto elemento que são, A REENCARNAÇÃO E A PLURALIDADE DOS MUNDOS HABITADOS… “a briga é grande” rsrs Pois muito bem, senhores e senhoras, para não ser tão prolixo, quanto já estou sendo, o fato é que reatamos o namoro, uns dias depois e… quando a minha namorada soube que eu estava “frequentando o espiritismo”, me colocou uma condição que ressoa na minha mente até os dias de hoje… receando que assim possa me seguir por eras a fio… Ela me disse: “escolha: ou EU ou o espiritismo” Literalmente, me colocou na parede; haja visto que eu estava a dias atrás querendo suicidar-me pelo motivo do rompimento daquela relação e agora, aquela pessoa mais uma vez tentava “me despedir”. O que eu fiz? Tremi nas bases. Gelei. Não sabia o que fazer… não poderia escolher… nem ela, apenas; ficando sem o espiritismo; nem o espiritismo (assim pensava eu, como intuição), ficando sem ela. Felizmente, duas coisas me auxiliaram demais: PRIMEIRO, as conversas no atendimento fraterno que se seguiram: me diziam assim… “talvez, você tenha um período que vai do berço ao túmulo, para estar com ela e, quem sabe… não consiga convencê-la da excelência que é a Doutrina Espírita”. “talvez, você possa decidir ficar sem ela e, seguir pelo espiritismo… não podemos lhe dizer o que fazer… a desição é apenas sua!” Confesso que ainda não compreendi a nível de consciência enquanto encarnado, as razões que me prendem a esta pessoa, aquela moça, hoje minha esposa, com a qual temos 03 filhos, dois dos quais, adotivos, que chegaram para nós quando tinham 5 anos de idade: duas meninas lindas, sofridas, mas vitoriosas. Chegaram, para nós, no ano de 2004, nascidas em 1999, na cidade Lagarto – Sergipe. Eu, pensei que podia RENUNCIAR AO ESPIRITISMO e o meu impulso foi o de, coloccar todos os meus livros espíritas (que já eram muitos) na garupa da minha bicicleta, dentro de um saco e jogá-los dentro do Rio Sergipe, em minha cidade natal, Aracaju – SE. E disse a ela que continuariamos juntos. E, conforme estou estou digitando, ouço a uma pregação na TV Canção Nova, católica, a pregadora Salete Ferreira diz: “a minha casa estava e está edificada na rocha!” Pois muito bem. Uns três meses depois, converrsando com a namorada sobre o espiritismo; tentando convencê-la a estar comigo, na Doutrina Espírita, mas sem a necessidade de abandonar a Igreja Católica (esta é a minha decisão: ser católico, sim senhor; mas igualmente amar a Doutrina Espírita); ela sempre me dizia que nada queria com o espiritismo e que eu “deveria escolher: ou ela ou o Espiritismo”… Era uma lança em meu peito! Uma dor sem igual! E mais uma vez eu colocava os outros livros espíritas que novamente havia adquirido… dentro de uma caixa, para não mais os colocar dentro do Rio Sergipe e sim, entregá-los na casa de meu padrinho, dizendo para ele: “irmão, fica com estes livros, quem sabe um dia eu possa vir buscá-los” E chorava! E voltava para os braços da pessoa amada. Mas a minha casa estava edificada sobre a rocha. Tanto que, os amigos e os colegas do grupo de jovens iam com frequência na minha casa, com as bíblias em punho, me mostrando passagens como as do Livro de Deuteronômio e de Apocalipse, que diziam respectivamente: “Deus abomina o espiritismo, os espíritas, etc” e “Deus não nos quer MORNOS, e sim quente ou frio. Porque morno, Deus vomita”. Se referiam à minha desição de querer ficar, ao mesmo tempo, na Igreja Católica, com a minha namorada e, no Espiritismo. Nós éramos também de Grupo de Oração, da Renovação Carismática Católica. Nosso grupo era ungido pelo Espírito Santo. Nós fazíamos adorações ao Santíssimo Sacramento, na Eucaristia, todas as semanas. Nós cantávamos nas Missas. Nós participávamos de Finais de Semana com os chamados Rebanhões, Encontros de Batismo no Espírito Santo, de Seminários de Vida no Espírito. E como eu poderia estar, ao mesmo tempo, com a Doutrina Espírita? Tentei me estabelecer no Espiritismo, mas no auge dos meus 17 anos de idade, aquilo que estava acontecendo comigo era até um crime, de racismo, de preconceito, de perseguição. No entanto, não poderia acusar a ninguém, não podia nem abrir a minha boca. Eu estava, literalmente, acuado e na parede. Assim foi que, ao longo de sete anos eu estive me preparando para o matrimônio: comprando o enxoval, construindo uma bela casa própria (que conseguimos construir), tentando estabilidade no emprego, querendo ser aprovado num concurso público, como de fato o fui, para admissão na Escola de Sargentos das Armas. Hoje, eu sou ou melhor, eu “estou” Subtenente do Exército e assim o digo, porque fui um dia Oficial do Exército, porque passei pelo NPOR e fui declarado Aspirante à Oficial R2. Senhores, senhoras, eu sofri e venho sofrendo muitíssimo por este amor que tenho pela Doutrina Espírita, sem o poder expressá-lo a NINGUÉM… E comprovo: das muitas vezes em que tentei dizer, abertamente a alguém, que além de ser católico, amo e admito a Doutrina Espírita, MAS QUE NÃO É O MEU DESEJO DEIXAR A IGREJA… eu fui literalmente expuldo da Igreja Católica. E mostro: em 2005, quando fiz o Encontro de Casais com Cristo – ECC em Recife – PE, levei ao conhecimento que estava indo em Centro Espírita… me mandaram embora, sem nenhuma reserva! Me disseram que eu não poderia nem ter frequentado o ECC… Neste mesmo ano, no Grupo da Comunidade Shalom, em Recife fiz o mesmo e eles me disseram: “você até pode ficar em meio à nós… mas não poderá jamais, sequer fazer uma leitura, no púlpito, porque a Doutrina Católica assim o recomenda e proíbe. Não poderá se aproximar da Comunhão Eucarística. Não poderá assumir a cargos, etc. Aconteceu em Resende – RJ, quando era ministro extraordinário da distribuição da sagrada Eucaristia, na AMAN, quando um padre me questionou assim: “mas você!!! acredita, na reencarnação???” E respondi: “não!!! Em absoluto!!! Quem falou para o Senhor (ele era o meu superior hierárquico, a nível militar e eclesiástico)??? Eu não acredito na reencarnação… rs EU SEI. O que eu acredito, é na ressurreição! Porque a Igreja Católica não pede a razão. Me pede a fé. Na reencarnação, eu uso o raciocínio… Tudo isto são cruzes em minha vida. Tudo isto, é a minha própria vida. Porque eu, continuo sendo Ministro Extraordinário da sagrada Eucaristia e, a minha esposa, antiga namorada, também. Todas as vezes que falo com ela sobre o espiritismo, ela me diz: “eu não acredito no espiritismo. Eu não quero ser espírita. Eu nunca vou querer isto. Eu sou católica!!!” Uma pessoa da família, meu cumpadre, cunhado da minha esposa, certa feita foi mais incisivo comigo. Ele me disse: “O seu espiritismo para mim e BOSTA são a mesma coisa…” E esta é a minha história com o espiritismo, senhores e senhoras. Compreendo que a Doutrina Espírita ainda é um jovem rebento e, de acordo com as normas da História, apenas quando contar com no mínimo 200 ANOS, poderá contar com um pouco de credibilidade a fimde que a Sociedade intelectiva possa se debruçar sobre ele. Muito embora, os fenômenos mediúncos sejam da idade do Mundo: desde que existem os homens… não é mesmo? rs Pois bem! Eu, entendi que para ser espírita com qualidade, sendo de origem católica, é necessário, infelizmente, RENUNCIAR À IGREJA, deixá-la, abandoná-la. Muitos o fazem dessa forma. Muitos foram chutados pela Igreja, da forma como eu fui e continuo sendo. Me sinto como um renegado. Me consideram um herege. Mas sei que não é verdade! A minha tarefa vai muito além desses pequenos problemas e afirmo: não há a necessidade de abandonar a Igreja Católica, para ser Espírita. Não foi isto que desejou o Codificador. Há muita sopa de letrinhas neste contexto. Mas… a combinação sempre, melhor… durante bastante tempo será assim: EXPLOSIVA!!! Depressiva. Ser católico e, espírita ao mesmo tempo, somente se a pessoa desejar sentar lá no último banco da Igreja… humildente adorar à Jesus e interceder à Deus, para façamos como FRANCISCO DE ASSIS, que aceitou o chamado de Deus para reformar a Igreja e ele pensou fosse a igreja de pedra… Mas é uma outra, subjetiva, feita de homens e mulheres que, assim como na alegoria da caverna, de A República, em Platão, não estão preparados para se “desconectar da Matrix…”. De pessoas assim como a minha esposa, que lutam para continuar conectadas em suas próprias consciências, que em hipótese alguma podem ser VIOLADAS, ao contrário, mereçem respeito neste Estado democrático de Direito. Pessoas que até a espiritualidade compreende e acolhe em suas convicções quando, depois de desencarnadas… querem continuar, assim na vida como na morte, “assim na terra, como no céu”, crendo no que crêem… querendo continuar dormindo, tocando harpa, na Eternidade, esperando a volta de Jesus: que sempre volta, todos os dias, nos nossos comportamentos, convidados à converrsão e à reformna íntima. O meu nome? É Assuires da Silva Filho. Pronto para morrer, se preciso for, renunciando a mim mesmo, tomando a minha cruz e, sem poder retornar à caverna, na Alegoria das Formas; porque uma vez liberto das coreentes do lugar onde nascemos… precisamos seguir adiante, … sem olhar para trás. Apenas uma categoria de pessoa consegue retornar à obscuridade da caverna: o Filósofo. E eu, sou acadêmico para bacharelado, em Filosofia. Graças à Deus. Foi o que me salvou do suicídio, lá em 1986 e todas as vezes em que penso nele: o Espiristismo e a Filosofia. A Igreja Católica? É o meu porto seguro. O meu primeiro amor; depois a minha esposa, antiga namorada: que me colocou a condição da qual eu fui e continuo sendo covarde: “Escolha: ou EU ou o espiritismo” Morno… eu vomito…

  5. Querido irmão Morel,
    Antes de abordar o tema em questão, devo lhe dizer que sua atitude no trabalho que você vem realizando é de uma nobreza de se admirar, são atitudes como a sua que podemos ter a certeza de que o mundo está mudando, vemos isso no fato da ajuda que você dá ao próximo, na claridade e sobriedade das idéias, na firmeza da fé inabalável, dentre outros fatores que eu poderia citar. Devemos todos agradecer pelo trabalho, e usá-lo como exemplo em nossas vidas, e passar também ajudar o próximo, pois como você disse: “estamos caindo de maduros”. Então, chega de perder tempo e vamos trabalhar!
    Bom, também compartilho da leitura como balsamo de amparo nos momentos difíceis, na verdade foi através dos livros que tive meu 1º contato com a doutrina espírita (pelo menos nessa vida, nas outras eu ainda não posso dizer, rsrsrsrs). O interessante é perceber o quanto fui ganho com uma facilidade tamanha pela doutrina/filosofia em questão, era como se eu já soubesse daquilo, e ao decorrer das leituras, seria como eu me reencontra-se com algo que já sabia. Perdi muito tempo longe da missão que me foi dada aqui nessa vida, dando voltas, me perdendo, procurando entender o que era aquele sentimento de “algo está faltando, mais o que é?”.
    Hoje freqüento um centro, onde a cada dia dou um passo de cada vez procurando vencer meus limites, tenho certeza que estou no caminho certo, ainda mais quando olho pra trás e vejo o que já foi transformado. Aprendi que é na caridade que conseguimos a força para continuarmos caminhando, o amor, como já tinha lido, mas não entendido, nos liberta!!!.
    Aprendi também que vivemos como espíritos uma experiência terrena, e não o contrário, e quando essa lógica começa a funcionar na sua cabeça as coisas começam a ser vistas de outra forma.
    Hoje sei qual a missão que devo fazer aqui nesse mundo, e já não tenho dúvidas como antigamente, me sinto acalantado pelos irmãos que me acompanham e que estão sempre a me guiar. Busco ao Divino Mestre Jesus, força, discernimento e luz para guiar o meu caminho e o dos meus irmãos.
    Bom, já começo a perceber um novo homem em mim.
    Esse é o testemunho que gostaria de dar quanto a minha conversão.
    Abraços, e que Deus continue a lhe iluminar.

    Túlio

  6. No meu caso o caro irmão Morel Felipe Wilkon não só está semeando novos pensamentos como está regando valores espirituais e filosóficos. Sei que algumas vezes expõe opiniões pessoais, algumas as quais eu questiono ou tenho discordâncias. Mas seu intento é legítimo e muito válido! Obrigado irmão.

  7. Sr. Morel
    boa noite
    Ser espírita é antes de tudo ter a fé raciocinada, e fazer a reforma íntima; acreditando e colocando em prática:
    -Fazer ao outros aquilo que desejamos que a nós seja feito
    -Amar ao próximo como a si mesmo
    Por isso a doutrina espírita é tão esclarecedora e nos conforta.
    Também procuro na leitura das obras espíritas e em mensagens os esclarecimentos dos quais tanto necessito; e neste seu site, tenho encontrado muito deles.
    Aquela frase bem conhecida “quem acende uma luz, é o primeiro a iluminar-se”, aplica-se às pessoas que procuram ajudar seu próximo com esclarecimentos, onde quem tem ouvidos para ouvir, olhos para ver, coração para sentir, poderá ser ajudado e ajudar sempre; assim como o Senhor está fazendo nesse seu trabalho.
    Obrigada!

  8. Ângelo, obrigado pelo carinho. Aqui no Brasil também somos chamados de feiticeiros ou bruxos por algumas pessoas de outras correntes religiosas. Mas são relativamente poucos que se manifestam assim. Mas você tem razão; temos que relevar.
    Um abraço; fique com Deus!

  9. Companheiro de Jornada, Morel Felipe Wilkon, estou do outro lado do Atlântico, por aqui, falar-se de espiritismo é quase crime de lesa pátria, somos apelidados por alguns de feiticeiros mas, deixemos para trás isto e, como disse o Mestre Divino Jesus quando estava na cruz “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).
    Ler os seus textos, ou ouvir os mesmos em audio, vem suprir a grande necessidade que tenho de adquirir conhecimento da nossa doutrina, pois a maioria da minha família é católica e alguns do 7.º dia.
    Companheiro, os seus textos além de serem altamente reflexivos e críticos, são absolutamente instrutivos, pois até agora, me têm tirado muitas dúvidas!
    Que Deus, o ilumine. Muita Paz, muita Luz e Muito Amor!…
    Receba um abraço fraterno.

  10. O seu artigo veio mesmo no momento em que tenho refletido justamente nesse tema. Estou num momento de transformação pessoal e aceitando o espiritismo. Vim chegando até aqui aos poucos, passo a passo, alguns passos a medo. E agora sinto me impelida a cumprir o propósito desta minha existência, evoluir e ajudar os outros. Mas vejo obstáculos no meu caminho que sei que vou ter de ultrapassar. Iniciei o meu Estudo recentemente e tenho plena consciência que ainda vou ter de proceder á minha reforma intima de forma mais rigorosa e que ainda vou ter de me instruir corretamente até conseguir ajudar de forma útil. O meu marido é evangélico e não olha o Espiritismo com bons olhos. Eu o compreendo, pois também já senti o mesmo sentimento. Nós tememos sempre o desconhecido e pensamos que existe um lado onde reina o medo de contato com outros espíritos leva nos também a adquirir um certo respeito pelos “mortos”, não querendo ir por aí, não nos lembrando que nós também somos espíritos embora encarnados. Eu sei que na hora em que me sentir preparada e ter de lhe revelar “os meus segredos”, os fenômenos que presenciei durante anos e que por isso a Doutrina Espírita “me escolheu”, o meu marido vai zangar se, vai protestar e vai se opor… E aí, Deus queira que ele aceite, pois embora muito o ame incondicionalmente, vou ter de escolher o lado espiritual. Pois só eu sei, mesmo antes de o ter conhecido, o quanto sofri com estes eventos que para mim não tinham explicação e criavam me medos infundados. E só agora, aceitando essa sensibilidade e a estudando estou conseguindo viver em equilíbrio. Muita luz!

  11. Marcelo, se procurarmos nas obras de Emmanuel (para ficar no seu exemplo) verdades históricas que não estavam ao nosso alcance quando da publicação dos livros, também as encontraremos. A ausência de tempo me impede de procurar agora, mas já vi, em algum lugar, estudo bem fundamentado (estudei História) que encontrou em obras de Emmanuel alguns dados, se não me engano referentes à cidade de Pompéia, que eram desconhecidos na época em que foram publicados, sendo constatados mais recentemente.
    Há falhas em quaisquer obras, pois todas são produzidas por seres como nós, falíveis embora perfectíveis. Se buscarmos a Verdade absoluta com muita ânsia jamais a encontraremos, pois nosso estágio evolutivo não permite avançarmos muito. Mas depende de cada um de nós a valorização dos erros ou dos acertos. A Bíblia, buscando outro exemplo, se interpretada em seus simbolismos à luz dos conhecimentos científicos e espirituais de que dispomos hoje, é um compêndio de verdades cósmicas; se nos prendermos à letra morta e à busca por erros e inconsistências, parecerá um amontoado de fábulas ingênuas.
    Um abraço.

  12. Morel, minha conversão ao Espiritismo se deu através de uma linda história de amor, amor este que transformou minha vida, me despertou a razão. Me tornei espírita não somente pela dor de ver um grande amor partir, mas por ele ter deixado a luz no meu caminho. Na época foram terríveis minhas vivências, porém mescladas de um apoio espiritual tão intenso que cravou em minha alma e hoje eu sou testemunha de minha própria crença. Sigo falando dela com grande carinho, as pessoas que ouvem minha história se comovem e os que não têm noção se interessam e querem conhecer mais sobre o assunto. Já se passaram 32 anos e aqui estou eu, espírita pela razão refeita e feliz! Eu estou em paz e esta paz, este conhecimento tento dividir com meus irmãos de caminhada. Tenho uma família maravilhosa que por incrível que pareça interage com este meu passado, meu amado marido e filhos, parece mágica, a mágica da reencarnação e do amor!!!

  13. Prezado Morel

    É engraçado como a providência divina age. Minha profissão é de pesquisador e sou muito curioso a gosto de ler e procurar esclarecer minhas dúvidas. Nessas andanças eletrônicas, entrei em vários sites e em um desses vi uma defesa de Tese de Doutorado (em vídeo), onde um pesquisador em História provou, dentro de um contexto histórico fundamentado em pesquisas sérias que os livros Há Dois Mil Anos e Paulo e Estêvão (psicografias de Chico Xavier e autoria de Emmanuel) mostram inconsistências históricas grandes e que um espírito que esteve lá e é considerado como “superior” não poderia ter cometido gafes tão sérias. No fringir dos ovos, deixou claro que à luz das pesquisas dele, esses livros não passam de simples romances.
    Confesso que fiquei abalado, visto que estou indo para o segundo semestre da ESDE e no primeiro justamente lemos Paulo e Estêvão e por ter a experimentação como minha atividade diária. Soma-se a isso que não tenho mediunidade, visto que, em conformidade a Kardec, não sinto a presença de forma ostensiva dos espíritos.
    Hoje pela manhã, entro no seu site, o que costumo fazer de forma rotineira e bumba!!!! Me deparo com seu excelente texto que me fez refletir e lembrar que é mais importante nos atermos aos 90% que nos aproxima do que dar vazão aos 10% que nos separa. Que Emmanuel, mesmo desencarnado, é falível, assim como nosso querido Chico.
    Muito obrigado, pois vou continuar estudando.
    Abraços fraternos.

    Marcelo

  14. Ótimo artigo, venho sempre aqui quando me sinto “enfraquecido” na Fé e Crença da Doutrina Espírita para me reabastecer com os seus ensinamentos.

  15. Não parece bobo não, Josiane. Este é um dos meios que a espiritualidade dispõe para nos influenciar. Isso é mais comum do que se imagina.
    Um abraço carinhoso.

  16. Luziane, todos temos momentos de invigilância. Mas com a busca incessante de esclarecimento e determinação se seguir o caminho reto, esses momentos são cada vez mais raros e facilmente transponíveis.
    O seu depoimento é importante, retrata uma situação experimentada por muitas pessoas. A imagem que a maior parte das pessoas ainda faz do Espiritismo é totalmente equivocada, fruto de difamações e falta de conhecimento.
    Desejo a você muito trabalho, muita determinação e confiança em si mesma através da confiança em Deus.

  17. Morel, fui conduzida à Doutrina Espírita instantaneamente. Dentro de um mês, deixei de ser católica para ser espírita. Sendo conduzida pela espiritualidade através de programas, mensagens, sonhos. Neste período havia passado por problemas, gerando depressão e tentativa de suicídio. Fui impulsionada a frequentar uma casa espírita sem ter conhecimento algum da Doutrina. Antes de ir, pesquisei na internet o que era espiritismo, porque eu tinha uma imagem negativa a respeito do mesmo. Pesquisando não encontrei nada de mal. Eu não sabia nem o que era reencarnação. Estudei um pouco a Doutrina e em poucos dias minha mente foi se esclarecendo. Vai fazer 3 anos em abril que estou na Doutrina maravilhosa dos Espíritos que me esclareceu muitas coisas. Se não estivesse numa casa espírita hoje, eu teria me suicidado ou estaria em um hospital psiquiátrico, com certeza. Há um ano descobri que sou médium. Não me sinto melhor que ninguém, mas me sinto com muito mais compromisso e responsabilidade comigo mesma, pelos esclarecimentos que tenho hoje. Confesso que vez ou outra caio em invigilância e me sinto bastante depressiva, com pensamentos que me põem pra baixo. Mas acabo me levantando e pensando naqueles que não tiveram a chance que tive e que terminaram com fim trágico. Agradeço a Deus por ter me presenteado com tantos ensinamentos dessa Doutrina e a você por estes artigos maravilhosos que me fazem sentir fortalecida no dia a dia da vida. Obrigada. Que Deus te abençoe e te dê muitos anos nesta vida. Parabéns.

  18. Olá Morel, me emocionei com suas palavras, porque o meu amparo nos momentos difíceis ou de questionamentos mesmo, também é a leitura. Ultimamente tenho lido muito, só na semana passada li três livros, sendo um deles em 2 dias. Sei que parece bobo mas acredito que a resposta que eu peço para a espiritualidade chega através dos livros que intuitivamente peguei para ler. Nem sempre as minhas dúvidas são em prol dos meus problemas, na maioria das vezes sinto muita necessidade de conhecimento e esse só encontro através dessa doutrina maravilhosa que é o espiritismo. Abraços!

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