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Família e homossexualidade

lesbicas

Recebo muitas sugestões de temas a serem abordados neste site. Algumas já renderam artigos razoáveis; outras não consegui desenvolver conforme a ideia de quem me sugeriu. Como vou falar de homossexualidade na família? Não posso discorrer sobre o que não conheço. Não tenho a pretensão de opinar sobre assuntos acerca dos quais não tenho a menor experiência direta.

Mas o assunto que mais me pedem para escrever é sobre o homossexualismo. Pedem a opinião do espiritismo acerca do homossexualismo. Não sou porta-voz do espiritismo. Tudo o que escrevo é minha opinião, com o cuidado de não contrariar em nenhum ponto o ensinamento espírita. Não acredito em verdades absolutas. E, como Raul Seixas, não tenho opinião formada sobre tudo.

O que me trouxe essa reflexão foi a constatação de que é cada vez mais raro ver uma família nos moldes tradicionais. O que isso tem a ver com homossexualismo? Chegaremos lá.

Os novos modelos familiares e o homossexualismo

Quando me refiro a família tradicional, quero dizer pai, mãe e filho ou filhos. A maioria das pessoas passa por duas ou mais experiências conjugais, com ou sem filhos. Pare um minuto e observe as pessoas próximas a você. Verá que há separados e divorciadas que casaram de novo, casais veteranos que abriram mão de ter filhos e se contentaram com cachorro, casais que desejam muito ter filhos e não têm, casais com enteados dos dois lados. E com isso, tem o irmão, o meio-irmão e o irmão do irmão.

Mas também já é comum a avó que cria os netos, a irmã mais velha que cria os irmãos mais novos, o pai que cria os filhos sozinho. Ainda existe o casal tradicional, é claro. Mas mesmo aí as mudanças em relação a tempos atrás já são acentuadas. Muitos pais dividem as responsabilidades na criação dos filhos com as mães. Muitas mães dividem as responsabilidades de sustento da casa com os pais. Os retrógrados dizem que é o fim dos tempos. Você acha que é o fim dos tempos? Eu acho que é só o começo.

E pergunto a você: Será que um dia existiu mesmo o modelo familiar tido como exemplar? Não estou questionando a existência de famílias exemplares. Claro que há muitas delas. Mas me refiro ao modelo tido como exemplar. Sabe aquele estilo anos sessenta? American way of life? As famílias americanas formadas por papai, mamãe e um casal de filhos, todos sorridentes em seu carro novo.

É esse o tipo ideal de família no imaginário popular. É o tipo oficial de família. Família que tira férias e viaja, feliz. Talvez você pertença a uma família dessas. Se não pertence conhece algumas assim. Mas estou inclinado a achar que esse modelo sempre foi exceção.

Eu, particularmente, não tive e não tenho uma família tradicional. Não tive como filho e não tenho como pai. Acho que por muito tempo, ainda, existirá o conceito de felicidade familiar ideal atrelado ao modelo tradicional de família. Família viajando, todos juntos, alegres. Esse ideal não existe em famílias remendadas e talvez não possa existir em famílias homossexuais.

Cada vez que se noticia a adoção de crianças por casais homossexuais, ouço comentários demonstrando grandes preocupações com as crianças. A falta de referência paterna ou materna, a inexperiência do casal masculino para ensinar coisas de mulher às meninas e vice-versa.

Concordo que o ideal é a tríade pai-mãe-filho. Mas seria hipocrisia demais fechar os olhos pra realidade. Não vivemos de modelos. Seguimos modelos, sempre que possível. Meu modelo de conduta, por exemplo, é Jesus Cristo. Mas não posso brincar de Jesus Cristo. Tenho que me esforçar todos os dias para me aproximar dele. Assim também em relação aos novos modelos familiares. Não são o ideal? Não. Que lástima. Mas e as crianças esperando por adoção; será que fazem questão de um “lar ideal”? Que referência é a mais acertada: Uma criança criada por um casal homossexual ou uma criança que deixou de ser adotada por falta de famílias tradicionais que a adotassem? Acho importante termos ideais. Imprescindível, até. Mas nosso mundo ainda está longe do ideal. E se estamos neste mundo é porque nós, como espíritos imortais, ainda estamos longe do ideal. E não podemos brincar de mundo de regeneração, fingindo que já evoluímos muito. A transformação está recém começando. Você está preparado?

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88 Comentários

  1. Romulo Franco, “A homossexualidade é um espírito que já tem embutido as caracteristicas masculinas e femininas.” Discordo, todos temos características masculinas e femininas, isto não tem a ver com sexualidade. Não me arrisco a dizer o que define a sexualidade de um espírito enquanto encarnado. Mas, não acredito que seja características masculinas e femininas. Todos temos ambas. E isso não reflete na expressão sexual ou manifestação corporal de muitos. Vejo a homossexualidade apenas como mais uma manifestação do espírito e não vejo nada de mais nela, nem pra mais nem pra menos. O que me oponho brutalmente é a pornografia e a promiscuidade, essas sim, são características danosas e geradoras de doenças para a nossa sociedade.

  2. Olha é seu ponto de vista mas explícita o espiritismo e isso influência pessoas no aprendizado sobre a doutrina. A homossexualidade é somente a característica de um espírito que tem ja embutido no seu espírito traços masculinos e femininos. No fundo o corpo é só uma capa mas estamos lidando as vezes com espírito que é mais feminino que muitas mulheres, não por ser afeminado mas por ter evoluido o espírito a sensibilidade feminina ja fora desenvolvida. Não creio que isso seja crivo para a educação correta de um espírito ter pai e mãe, é sua opinião mas o espírito não depende de modelos de família mas bons modelos de pessoas e se estamos falando de um mundo mais moral e intelectual, a vida sexual de cada um fica para escanteio e o ensinamento a criança em uma família diferente é mais uma experiência ao espírito que tanto precisa aprender. Sinceramente eu sinto um ar de preconceito um pouco forte nesse texto.

  3. Olá, Morel, tudo bom?
    Cheguei aqui ao acaso, por conta de outro assunto que você aborda, porém por ser lésbica, acabei atraída por este post e confesso que me incomodei um pouco com ele. Sou nova no Espiritismo. Frequento-o há cerca de um ano, mas apesar disso, meu coração se encontrou nele.
    Primeiramente, reforço algo que os comentários acima já questionaram. Por que você usa do termo homossexualismo e não homossexualidade? Entendo que o texto é antigo, mas não teria como editá-lo? Tal palavra só reforça a ideia de que somos doentes.
    Em segundo lugar, estou confusa. Aprendi no Espiritismo que este é uma religião não estática, que de acordo com a evolução humana, suas ideias mudam, e assim é com a homossexualidade. Que hoje ela não é mal vista, pelo contrário. Que é equivalente a uma relação de sexos diferentes. Você sublinhou em diversos comentários que o importante é o amor, e não o carnal. Concordo com você. Mas reforçar isso tantas vezes nesse tema passa a ideia de que uma relação gay ou lésbica não teria isso, o que é equivocado da sua parte. Namoro há quase um ano, amo minha namorada, a respeito e temos uma relação maravilhosa. Portanto, gostaria que você repensasse o que escreveu e levasse em consideração relações como a minha, que te informo que não são exceções.
    Muita luz em sua vida e fique com deus.

  4. Fico feliz em encontrar artigos como os teus.
    Esse assunto, que hoje está tendo uma grande polêmica, acredito eu, que todos que ainda tem esse pensamento contra os homossexuais deveriam ler e conhecer. Para pararem de pensar nas coisas da matéria e passarem a ver que nossa vida depende do amor.
    Obrigado.
    Que Deus pai, junto com nosso mestre amado Jesus, possa te iluminar e permita que continue propagando tantas coisas boas como as que já li aqui.
    Fique em paz, amado irmão.

  5. Sensacional!
    Suas interpretações sempre me ajudam a não cometer erros.
    Gosto de ver vídeos de evangélicos mas sigo 100% o espiritismo, porém gosto de algumas músicas. Em um vídeo quase me deixei levar… Sempre gostei de gays, eles são verdadeiros e alegres. Enfim, ia sugerir mesmo esse tema e percebi que já fizeste algo.
    Achei o texto e o vídeo sensacionais! abriu muitos leques porque eu não gosto da bíblia e religião católica também apesar de ser praticamente obrigada a seguir, entre aspas, né. Nunca me dei o trabalho de ler toda a bíblia… Bem colocadas tuas palavras sobre homossexualismo e as mulheres que para o contexto da época não eram importantes.
    Abraço fraterno!

  6. Oi Felipe, gostei muito do seu blog.
    Trata os assuntos de forma simples, sem afetação ou de forma “o dono da verdade”. Gostei de como levou: homossexualismo e família, concordo plenamente com que disse. Somos todos, sem exceção, seres evoluindo, que temos muito a aprender.
    Valeu!

  7. Lacy, é evidente que ideal e realidade, em nosso estágio evolutivo, são coisas diferentes. Há o princípio masculino e o princípio feminino. É de concluir-se que não existem dois princípios por acidente, logo, o ideal é que tenhamos balanceados em nós os dois princípios. Assim, uma educação/criação que ofereça estímulos e desenvolvimento satisfatório dos dois princípios, é, sim, o ideal. Eu fui criado sem pai. Sou, para usar as suas palavras, um adulto honrado e feliz. Mas que teria sido mais fácil ter tido um modelo masculino a seguir, seria. Descobrir tudo sozinho exige muita experimentação.

  8. “Concordo que o ideal é a tríade pai-mãe-filho.” Ideal? Ideal para quem? Então, quer dizer que uma criança que não teve a figura paterna dentro de casa em virtude, por exemplo, de uma separação ou de uma morte precoce e foi criada apenas pela mãe, essa criança não teve uma educação ideal? Ela não teve uma experiência exclusiva dela? Ela não mereceu uma família ideal? Ela foi prejudicada? Por quem ela foi prejudicada? Por Deus? Ela não pode ser um adulto honrado e feliz? Acho que a palavra ‘ideal’ não corresponde à realidade.

  9. Muito claro o texto, parabéns. ‘Mas e as crianças esperando por adoção; será que fazem questão de um “lar ideal”? Que referência é a mais acertada: Uma criança criada por um casal homossexual ou uma criança que deixou de ser adotada por falta de famílias tradicionais que a adotassem?’

  10. Bom Dia. O texto tem palavras muito bem colocadas. Sou homossexual e Espírita. E o meu sonho de ser mãe, ter uma família é bem maior que preceitos e preconceitos. Não somos homens e mulheres, somos Espíritos e ESTAMOS homens ou mulheres. O amor não é definido pelo sexo. A criação a uma criança adotiva ou “natural” também não é definida pela condição sexual. A educação que tive pelos meus pais, que por sinal foge do que intitula-se de família ideal (pai alcoólatra), será repassada ao meu filho. Porque levo comigo o caráter, a ética, o respeito que fui “ensinada” e é dessa forma que criarei o meu filho, mesmo tendo ao meu lado uma mulher como mãe também. E esse filho não nasceria de mim se não fosse escolha e planejamento do mundo espiritual. A família ideal é aquela onde prevalece o amor acima de todas as coisas… e independe dos olhos carnais.

  11. Parabéns Felipe pela sua coerência em seus textos, muitos deles estão me esclarecendo questões sobre a vida que antes me pareciam obscuras. Seus textos são bastantes racionais e não fogem do ensinamento espírita! Um abraço!

  12. Boa tarde. Até os 14 anos fui católico, aos 13 anos protestante, porém onde está escrito que Céu e inferno é inventado por homens?

  13. Sou homossexual. Convivo com meu companheiro há 20 anos, e há cerca de 3 anos adotamos uma menina. Pronto! Uma família: 2 adultos e uma criança. O que importa é a responsabilidade, a formação moral dessa criança. Deus ama seus filhos! E independente de sexo, raça ou credo, todos somos filhos de Deus, com nossos acertos e erros. Graças a Deus, o Espiritismo nos ensina e acerta bem mais em compreender melhor os nossos erros. Quem poderá afirmar qual tipo de família é a correta? Todas erram e acertam! Saibamos respeitar as individualidades, as famílias e como Jesus, praticar o maior mandamento.

  14. Ricardo, compreendo o seu ponto de vista, e, do seu ângulo, concordo com ele. Como eu disse no texto, considero, ainda, como modelo ideal a tríade pai-mãe-filho. Considerando que homens e mulheres têm características psico-comportamentais diferentes, a soma e o contra-balanço das influências paterna e materna tendem a oferecer uma educação mais equilibrada. Isso, claro, pensando-se em um homem exemplar e uma mulher exemplar. É minha opinião, que poderei mudar um dia, se constatar que ela não se sustenta. Obrigado pelo comentário; um abraço.

  15. Olá! Primeiramente gostaria de te parabenizar pelo texto. Ainda não vi o vídeo mas verei assim que possível. Gostaria somente de colocar um ponto que considero importante. Me entristeceu ler tua colocação a respeito da comparação entre ser melhor um casal gay adotando uma criança abandonada sem pais do que deixá-la sozinha na falta de uma família tradicional demonstrar esse interesse. Sinto como homossexual que nós socialmente temos sempre de compensar coisas como justificava para nossa condição. Acredito que o amor não tenha sexo e deva ser gratuito e que um casal gay ou hetero que ama uma criança x são os melhores pais que essa criança poderia ter. Não o melhor dentre as opções que surgiram, não o melhor, mas…! O MELHOR! Sem restrições ou condições. Seu texto é ótimo e não planejo criticá-lo, só achei importante fazer a colocação. Um abraço!

  16. Em um mundo onde religião e lucidez parecem opostos, é uma surpresa agradável para mim, homossexual assumido, encontrar uma opinião tão coerente, tão fortemente embasada em conhecimento histórico, filosófico e, ao mesmo tempo, plena de conteúdo fraterno e humano. Vou acompanhar o blog com toda atenção. Muito obrigado e parabéns.

  17. Olá! Sou filha da Sara, que comentou logo aí em cima, tem como conseguir o conteúdo desse vídeo em texto? Gostaríamos de mostrar ao meu pai, ele tem 83 anos e ficou muito interessado! Obrigada.

  18. Gostei muito do seu comentário sobre homossexualidade, pois tenho um filho homossexual e tenho sofrido muitos preconceitos por parentes que são Evangélicos. Gostei muito do vídeo, me esclareceu muitas coisas sobre a Bíblia, foi muito bom mesmo, lhe agradeço de todo meu coração.

  19. https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=UGgGSEWe4tA adoção por gays.
    Em 2013, segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e do Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Acolhidos (CNCA) existiam cerca de 5.500 crianças em condições de serem adotadas e quase 30 mil famílias na lista de espera do CNA. O Brasil teria cerca de 44 mil crianças e adolescentes vivendo em abrigos, segundo o CNCA.
    Com tantas famílias dentro do comum, porque sujeitar alguém que mais tarde nao aceite esta condiçao, ou entao condicionar uma idade mínima.

  20. Temos aí um tema prestes a deixar de ser polêmico… Porque a homossexualidade (e não homossexualismo, pois o radical “ismo” era denotativo de psicopatologia) tem se revelado mais um dos comportamentos afetivo-sexuais do ser humano (e dos animais em geral), saudável tanto quanto o heterossexual, desde que pautado no bom-senso, respeito mútuo e construção amorosa. Nesse sentido – de ser normal, saudável e expressão natural – é que tem se posicionado estudos de sociologia, antropologia, genética e hoje, pavimentando o caminho, o próprio Direito. Os tribunais superiores (Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça) já garantem direitos de previdência, de herança, de comunicação de bens às relações homo-afetivas estáveis. E a adoção, o direito maravilhoso e divino de ser pai ou mãe, já não se pauta mais no pensamento “tolerante” de que “melhor criança com pais ou mães gays que no abrigo do Estado”. Hoje, o próprio Direito permite e trata sem falso moralismo ou pudores tolos, a possibilidade de adoção por homossexuais. Para nós, espíritas, a questão sempre tem de ser resolvida com uma simples pergunta: há amor? Porque onde houver amor, entrega, renúncia, haverá comportamento Crístico. Assim, homossexualidade na família é tema repleto de amor. Passemos ao próximo tema… E que da próxima vez, sejamos todos mais amorosos na análise. Amém.

  21. Juliana, o que se vê no meio espírita como em qualquer outro meio são opiniões. Só isso. Se o seu sentimento é verdadeiro, se o que move você não é apenas o desejo, se você não prejudica a ninguém por ser como é, NINGUÉM pode julgá-la. Nem você mesma. Apenas viva, faça o bem e seja feliz.
    Nosso objetivo é aprender, fazer o bem ao próximo e nos tornarmos seres melhores. O resto são detalhes sem importância, e quem se preocupa demais com eles está desviado do que realmente importa na vida.

  22. Olá.
    Vejo que essa matéria é antiga mas o tema é cada vez mais atual. Tenho vivenciado isso em minha vida e confesso que não está fácil. Não compreendo se é certo ou não (na lei Divina) amar alguém do mesmo sexo. Me encontro no meio de vários pontos de interrogação. Não vejo maldade alguma em meu sentimento, muito pelo contrário. Ele é puro. Porém não sei se é correto. Minha humilde opinião de nada importa, mas observando a doutrina espírita, percebo que a homossexualidade não é condenada, porém não é tratada com normalidade. Fico confusa.
    Mas adorei seu texto.

  23. _Missionários da Luz- André Luiz, cap. 13. – “O sexo tem sido tão aviltado pela maioria dos homens reencarnados na Crosta que é muito difícil para nós outros, por enquanto, elucidar o raciocínio humano, com referência ao assunto. Basta dizer que a união sexual entre a maioria dos homens e mulheres terrestres se aproximam demasiadamente das manifestações dessa natureza entre os irracionais. No capítulo de relações dessa espécie, há muita inconsciência criminosa e indiferença
    sistemática às leis divinas.”

  24. Estou absolutamente grata à vida, a deus e a Morel também por este site e esses comentários tão bacanas. Convivo com pouca gente espírita, então quero deixar aqui, fiquei feliz.

  25. Recomendo você ler o livro espírita “ALÉM DO ROSA E DO AZUL – Recortes Terapêuticos sobre Homossexualidade à Luz da Doutrina Espírita” – Gilson Bastos – CELD (Centro espírita Leon Denis). O livro é muito esclarecedor do assunto. Eu até acho que é o livro espírita mais atualizado e contextualizado sobre o tema. Aprendi e revi muito dos meus preconceitos.

  26. Perfeito, Georgiana. Nada como a opinião baseada na experiência. Me lembrarei sempre do seu comentário quando me deparar com situações semelhantes. Obrigado!

  27. Muitas vezes entrei nesse artigo e tive vontade de opinar, no entanto me detive apenas a acompanhar as manifestações de pensamentos variados com poucas semelhanças entre si. Ao opinar muitas vezes tendemos a nos dedicar àquilo que temos mais afinidade ou conhecimentos específicos. Mesmo que eu tente não conseguirei ser tão imparcial como gostaria, pois somos mães adotivas e somos aceitas e respeitadas pelo berço de nossas famílias. Não há distinção entre nosso príncipe tão amado e querido e outros filhos de casais héteros de nossas famílias.
    Nossa maior intenção além se seguir no caminho do amor e do bem, é tornar nosso príncipe em um homem de Deus, educado sob os princípios de uma vida dedicada ao amor, respeito, caridade e aceitação. Apesar da pouca idade ele não nos distingue, nos ama e nos chama de mamãe. Somos cientes de que em um amanhã não muito distante ele iniciará o ciclo de perguntas, dentre elas sobre suas origens… Mas os anjos de luz nos guiarão e nos concederão as melhores respostas, sempre verdadeiras!
    Lembrando que toda criança adotada por um casal homoafetivo, foi “rejeitada”, “abandonada” por um casal hétero. No entanto, não cabe a mim julgar as razões, cabe a mim amar, educar e viver todos os momentos felizes com o nosso modelo de família!!!

  28. Assunto bastante polêmico. Contudo no fim prevalece o sentimento de amor ao próximo. A capacidade de amar outro ser humano (filhos) não está relacionada, de maneira alguma, a sexualidade.

    Obs. Lamentável que os colegas ainda se apeguem a palavras, se no fundo entenderam a mensagem do Morel, que ao meu ver não tinha nenhuma conotação preconceituosa quando empregou o sufixo “ismo”. Corrigir para instruir é válido. Para desmerecer o próximo é orgulho disfarçado. Forte abraço!

  29. Moro com uma mulher há 5 anos e vejo que é difícil colocar na cabeça de uma pessoa o que é certo ou errado, porque ela já definiu isso pra si, o modo como as outras pessoas veem os homossexuais é a visão deles, jamais eles irão entender o que é ser isso, a não ser aquele tipo de pessoa que também é e se esconde atacando o outro, enfim eu quero é ser feliz, não estou fazendo mal a ninguém, então pra mim isso é meio pessoal pra alguém ficar discutindo, entende? É apenas uma das milhões de características que uma pessoa tem…

  30. Um casal do mesmo sexo que adota é após muito raciocínio e planejamento. Meses e até anos de etapas e mais etapas. Não é acidental ou fruto de momentos românticos. É a consciência firme de querer se doar ao outro e juntos seguir pela vida!

  31. Acho que muitos de vocês deveriam se aprofundar no assunto, existem muitas literaturas a respeito da questão homossexual, é bom sair da ignorância, dá uma sensação de crescimento do espírito. Homossexualismo! Esta palavra já não se usa mais.

  32. É difícil opinar nesta questão, eu não tenho preconceito com os homoafetivos e quanto à adoção de crianças ouço por aqui coisas terríveis, sou contrário à prática sexual homoafetiva por entender que se trata de um ato contrário à lei do cosmos, mas a desordem sexual atinge a todos e também aos heteros, fica difícil analisar sem ser injusto, pois ainda não conhecemos o mecanismo pelo qual se dá a homoafetividade, certamente que é espiritual, a única certeza é que devemos não recriminar tais pessoas.

  33. Concordo com você quando disse que o sufixo ‘ISMO’ pode ser empregado para designar outras coisas além de doença. Porém no caso do homoxessualISMO ele é empregado para designar uma doença/distúrbio e desde de 17 de maio de 1990 a OMS retirou a homoafetividade da lista de doenças, então homossexualismo além de incorreto também caiu em desuso.
    Em relação ao seu artigo achei algo numa palestra do Dr Andrei Moreira e achei fantástico. Segue entre aspas as palavras dele:
    “Hoje nós já temos 20 anos de adoção por homossexuais na história da humanidade, adoção legal. E então a Academia Americana de Pediatria começou a fazer pesquisas para ver como são os filhos de homossexuais. E o que ela descobriu? Que os filhos de homossexuais são tão adaptados e equilibrados, se desenvolvem na inteligência, na escola e na sociedade de forma tão normal quanto os filhos de heterossexuais. E, digo mais: uma pesquisa mostrou que os filhos de lésbicas se desenvolvem mais!”
    Dr. Andrei Moreira

  34. Vejam no Youtube palestras do Dr. Andrei Moreira, Nazareno Feitosa, Alberto Almeida, sobre o tema tão atual e importante.

  35. Cesar, já respondi a esta questão num comentário deste mesmo artigo. De qualquer modo, obrigado pela atenção.

  36. Só um detalhe sobre a palavra “homossexualismo”, pois o sufixo ‘ismo’ está relacionado a patologias, como sendo uma doença. O Termo “homossexualidade” seria melhor empregado pois refere-se a uma forma de conduta.

  37. Concordo com o seu modo de ver, Rogerio. Mas defendo a livre manifestação de opinião. O mundo está se tornando politicamente correto antes de ser moralmente correto. O politicamente correto confunde preconceito com opinião. Há religiosos conservadores, como a maior parte dos evangélicos, que se posicionam contrários à homossexualidade. Isso não quer dizer preconceito. Eles se baseiam em crenças, em valores. Podemos questionar esses valores, mas reconhecendo o seu direito à opinião.

  38. Olá, Morel e a todos que participam, que a paz do nosso meigo Rabi, esteja sempre conosco.
    Muito bem exposto seu comentário e não podemos nos esquecer que este é um assunto muito polêmico pelo fato das grandes transformações que estamos passando. Temos que ter o cuidado de não julgar ninguém e lembrar que se temos Jesus como MODELO E GUIA, não poderemos criticar o comportamento de ninguém.
    Quantos casais hetero vivem um verdadeiro inferno e outros homo dão exemplos de respeito e tranquilidade.
    No youtube o Divaldo, Chico e Raul falam com muita clareza qual deve ser o comportamento do espírita.
    Muita luz para todos nós.

  39. Eduardo, você tem razão quando lembra que o sexo em desequilíbrio atinge a todos. A Lei divina a que se refere André Luiz é harmonia total, plena. Nenhum de nós alcançou essa harmonia, independente de orientação sexual. Qualquer pessoa que tenha no sexo o objetivo primordial de sua vida está contrariando a Lei divina. Você também está certo sobre o controle do pensamento. Tudo passa por isso.

  40. Eu sempre pesquisei e li muitos livros espíritas sobre sexo, e num deles André Luiz fala que não é contra a lei divina ser gay, mas é contra a lei divina praticar o sexo gay.
    Coloquei isso num vídeo do youtube e deu muita polêmica, mas outras informações que tive, em que ser gay é fruto de desiquilíbrios na área sexual, acredito sim nessa informação, mas tem outras variantes, mas na verdade isso é problema íntimo deles, mas sexo em desequilíbrio se encontra nos héteros também, eu participava de orgias em vidas passadas, agora estou no equilíbrio, mas foi difícil entrar no controle das forças genésicas, mas é só controlar o pensamento que se consegue. E o espiritismo ajudou muito.

  41. Kiko, eu agradeço a sua valiosa contribuição com este debate. Conconrdo com o seu modo de pensar.

  42. Tudo bem com você?
    Respeito os comentários de todos.
    Sou gay, moro em Amsterdam. Tenho quase 20 anos morando aqui. Tenho visto crianças brasileiras sendo adotadas por europeus.
    Eu fui adotado também, mas no Brasil.
    Minha felicidade de ver mais uma criança sendo adotada é enorme. Não importa se são heteros ou gays. Fico feliz de ver essas crianças ganhando lar, educação, saúde e muito amor.
    Acabei de ver fotos de uma amiga gay brasileira que adotou uma menina de cor. Que oportunidade maravilhosa essa menina está tendo! E que oportunidade maravilhosa minha amiga e a sua namorada estão ganhando.
    Aqui na Holanda as leis são bem avançadas e já faz tempo. Aprendi, vivendo aqui, que a maioria dos brasileiros são preconceituosos ainda. As pessoas só prestam se elas têm um poder financeiro, se têm o carro do ano e assim vai…
    Mais importante é que as pessoas, mantendo as cabeças abertas ou não, é que mundo está mudando e muito rápido.
    O gay quer casar e ter as leis (que existem aqui na Holanda). E isso não termina com nada, só vai somar.
    A partir do momento que os gays puderem adotar, eu acredito que vamos encontrar menos crianças nas ruas matando, roubando ou se drogando.
    Não se esqueça, estamos todos aqui experimentando, exercitando para o nosso crescimento.

  43. Parabéns pelo tema e muito bem colocado, pouco importa se a família é tradicional ou não, o que importa é o amor. Vim de uma família tradicional mas hoje a minha família há 22 anos eu minha esposa e 2 gatas.

  44. Tema difícil hein… acho a sociedade um pouco hipócrita, muita gente se escandaliza quando um casal homossexual adota uma crianca, mas elas mesmas não fazem o mesmo, a maioria entra na fila de adoção querendo uma criança de pouca idade e pele clara. Será que o amor tem ”cor”? Acho o homossexualismo, família homossexual um tema difícil de ser debatido, afinal de contas o que é ideal? Quem somos nós pra julgar? Mas eu acredito com toda certeza do mundo que uma crianca será muito mais feliz sendo criada com uma família ‘diferente’ da tradicional, com amor, valores e até mesmo com menos preconceito, do que em um orfanato, sozinho e sem destino.

  45. Dona Márcia ,Dona Márcia, mais uma vez me deixou mudo!!! rsrsrsr
    Bom dia Morel, Bom dia Márcia, perdoem-me a brincadeira!
    Resumo a dissertação da Márcia com quatro letras: AMOR
    Que importa se hetero, homo, só o que importa é que se doe amor, pois é através dele e por ele que somos partículas do Criador, evoluindo para transformarmo-nos em doadores do mesmo e colaborarmos com o Pai na administração do Universo Infinito,seja como construtores de mundos ou como orientadores de “ovelhas”, sendo o Mestre Jesus o exemplo que conhecemos.
    Bom dia a todos

  46. Conheci o site agora e não vou deixar de acessar porque amei, sobre o tema acima o único comentário que vou deixar é que achei ótimo muito bom e de muito valor tudo que foi colocado, simplesmente adorei. Parabéns!!

  47. Obrigado pela contribuição, Marco Aurélio. Realmente, os conceitos que pra nós são tão importantes podem não fazer sentido algum em planetas mais elevados.

  48. Talvez os comentários sobre esse artigo estejam encerrados, mas eu vou ousar escrever aqui, porque também há pouco tempo conheço o site.
    Por muito tempo, vinha sofrendo em assuntos ligados à homoafetividade (ou qualquer designação, afinal, somos espíritos que gostamos de complicar as coisas, principalmente em dar nomes às coisas), o espiritismo então chegou me trazendo o bálsamo da compreensão e ao mesmo tempo trazendo outros tantos transtornos. De fato, os transtornos foram interpretações feitas por pesquisadores espíritas desacerbados, outras vezes por minhas próprias conclusões enlouquecedoras.
    Me afastei da doutrina por um tempo, porque comecei a achar que ela tinha algum certo conceito estranho ou preconceito em relação a isso, mas a doutrina é bem simples quanto a matéria de sexo, embora gostemos muito de complicar as coisas. Cada espírito é um mundo em particular, é no meio dessa grande transição que passamos a ver vários conceitos acerca da homoafetividade, iremos ver os preconceituosos, outros que possuem um conceito mas não discriminam, outros que diriam ser normal, justamente porque estamos nessa transição, dispostos a mudar conceitos vários.
    Hoje vemos que o modelo de família (ou tríade pai-mãe-filho), está dilacerado, caído e velho, vemos outros paradigmas, outros padrões, outras condutas, que não cabe a nós julgar, mas analisarmos e vermos segundo as bases do evangelho e mais do que isso, nas bases do AMOR. Eu particularmente vejo a questão da família naquilo que Jesus disse: “…quem é minha mãe e quem são meus irmãos, senão aqueles que fazem a vontade do meu Pai…”. Podemos colocar essa lição, numa família onde os pais são homoafetivos, se eles possuem uma conduta baseada no amor, no respeito, na harmonia, tenho certeza que eles fazem a vontade do Nosso Pai. Não devemos também esquecer que essa tríade ou conceito de família de hoje, ela é exclusiva no nosso planeta, digo, e em outros planetas? Planetas mais elevados, planetas na mesma faixa vibratória? Como será o modelo de família para eles? Será que lá os acentuadamente masculinos não seriam mais ligados sexualmente aos mesmos? Nossa visão ainda é apenas nesse mundo, não esqueçamos que onde plantarmos ideais, conceitos, é onde iremos colhê–los. Muita Paz

  49. Por mais que saibamos disso racionalmente, é preciso estar sempre lembrando para que consigamos interiorizar essa verdade. Todos os nossos atos geram algum efeito. Um forte abraço, Mário!

  50. Aqui, me preparando para logo mais proferir uma palestra a respeito de “Ação e Reação”.

    Ainda, em relação ao tema acima, encontrei aqui o que condiz com todas as nossas existências: – Para todo efeito existe uma causa e não há causa sem efeito…

  51. Em relação ao tema abordado acima, ponho abaixo este comentário do Dalai Lama!

    “Aquele que não crê na lei do “carma”, mas que leva sua vida praticando o bem, recolherá seus frutos. Isso o ajudará na vida ‘futura’. Mas aquele que passa sua vida fazendo orações como prova de suas crenças e de seu estudo do “darma” e exibindo ainda uma atitude egoísta e de falta de compaixão, terá esbanjado sua “preciosa vida humana”.” (Dalai Lama)

    Abraços a Morel e a Márcia.

  52. Márcia, mais uma vez agradeço suas ponderações; sempre muito lúcidas e sinceras. Não acho que o seu modo de pensar seja “moderno demais”. A realidade é cada vez mais dinâmica, não há como fechar os olhos e fingir que não se vê as mudanças que ocorrem dia após dia. Obrigado, Márcia; esteja com Deus!

  53. Olá Morel mais uma vez entrando na roda das opiniões, e movida pela vontade de opinar. Sabe, essa questão não me cai da forma complicada como tem sido a muitos irmãos. Você bem disse do modelo familiar e não se ignora uma realidade, e é fato que existe um modelo de família, e devo confessar que também fujo a ele, e convivo bem com isso. A realidade atual nos remete a novas posturas ante o que conhecemos de família. Há tantos desamparados e necessitados de amparo, e me pergunto: em qual base se nega a uma pessoa nascida nessas condições, um lar, porque os que se dispõem a se doar em amor e carinho são do mesmo sexo? Sinceramente, não sei se sou moderna demais ou se estou olhando a situação sob o prisma do bom senso, preocupada com tantas crianças necessitadas de amparo familiar. Podem pensar o que quiserem sobre minha forma de pensar, mas penso assim de verdade. Mas devemos compreender a forma de pensar daqueles que ainda não entendem dessa forma. O que conta acredito eu são as bases de amor, educação voltada pra formar cidadãos dignos e pessoas de bem. Isso independe de homessexuais ou heterossexuais, depende de pessoas com o mínimo de sensibilidade, de valores e de atitudes pautadas no sentimento de justiça e amor ao próximo. Penso assim e gosto da forma que penso, primo pelo não preconceito e principalmente pela aceitação das pessoas tal qual são, a condição sexual não incapacita ninguém de dar amor e vivenciar os preceitos de Jesus…abraços amigo…muita paz…

  54. Obrigado pelo elogio, Sueli. É sempre bom quando alguém compartilha do nosso ponto de vista. Mas faço a defesa da Maria Clara; sei que se trata de assunto delicado, ao menos por enquanto. Isso gera interpretações diversas, cada um avaliando conforme seus conhecimentos e experiências. Continue acompanhando os artigos, Sueli. E se um dia discordar de meu modo de ver, fique à vontade para expor seu pensamento. Com civilidade e respeito (e, de preferência, bons argumentos) tudo é permitido. Um abraço!

  55. Parabéns pelo texto Morel! Tenho gostado muito dos teus artigos.
    Peço a Maria Clara que pense sobre o mundo, e a realidade da vida, e pare procurar chifre em cabeça de cavalo.
    Sueli

  56. ´por acaso´ vi hoje esse texto no facebook, já sabia da história, mas pode haver quem não sabe:

    “A atriz mirim Ana Karolina de “Avenida Brasil” é criada por seus dois pais (o tio e seu parceiro). Quando lhe perguntam sobre como é ser criada por dois homens a menina responde tranquila: “Eles têm atitudes normais de pais: educam, repreendem, dão amor, carinho, ajudam quando preciso me arrumar.” Sou a favor da paz e do amor; não importa sua orientação sexual, se você é negro ou branco ou sua classe social; vamos viver em paz, se não gosta, tudo bem, existe uma coisa chamada respeito. Viva sem preconceito.

    Publicado por Ezelio Soares”

    fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10150976472401537&set=a.405013966536.174277.270056796536&type=1&theater

  57. Concordo contigo, Andréa, quando dizes que os modelos ideais são ilusões criadas para padronizar a sociedade. Por isso citei o modelo familiar vigente na década de sessenta, no auge da propaganda norteamericana, do “american way of life”. É um modelo que, na prática, durou muito pouco e foi restrito a uma determinada classe social. Obrigado, Andréa!

  58. Admiro quem compartilha suas idéias, pois se permite repensar e praticar o exercício da troca, aceitação, flexibilidade, humildade e crescimento em conjunto, que é um de nossos maiores desafios. É muito tranquilo gostar de quem gosta e concorda conosco, porém o mais difícil é lidar com as diferenças, pois é exatamente aí que saímos da zona de conforto e nos permitimos evoluir. Te parabenizo por se permitir errar e acertar compartilhando idéias! Relacionado ao texto, é necessário sentir o que é verdadeiro, não existem modelos ideais, isso são somente ilusões criadas para padronizar a sociedade, é preciso libertar-se, conhecer-se e encontrar os valores cristãos, que são eternos. Estamos há dois mil anos tentando aprender sobre aquilo que somos, os grilhões sociais variam conforme cada época, mas o que realmente importa? Nos desvencilharmos de tudo que nos afasta do amor! Abraços, Andréa.

  59. Certo!vou aguardar…
    acho que você é um dos poucos que sente o mesmo que eu referente a isso, mas vamos ver as opiniões aqui, acho que vai ser muito bom…
    Vou te enviar energias boas daqui, quem sabe a inspiração aparece devagar.

  60. Jessica, estou com essa ideia em mente há uns cinco dias. Sexta-feira quase me decidi a escrever, mas faltou inspiração. Falei sobre isso no meu grupo de estudos, na sexta. Tenho tendência a sentir mais pelo criminoso do que pela vítima. Fico imaginando a dor terrível quando o remorso apertar… Atá acho que escrevi alguma coisa para os próximos dias, mas superficialmente. Fica o pedido, vou procurar atendê-lo.

  61. Sim, tem toda razão, afinal o que seria de nós se todos fossem iguais…rsrs…
    Mais preciso te fazer um pedido 🙂
    Gostaria muito de ver um tema referente ao mundo das pessoas que vivem no mundo do crime e da maldade, ultimamente tenho visto muitas pessoas desejando a morte desses seres menos elevados, mas gostaria de ver as opniões aqui, e a sua quanto a esse tipo de assunto…

  62. Obrigado, Jessica. É sempre bom analisar sua opinião. Quanto à interpretação, cada um de nós é um universo. Cada qual com suas inúmeras experiências e referências. Isso interfere e muito na recepção da informação.

  63. Adorei o tema,que por sinal é muito falado hoje em dia!
    Acho que ao invés das pessoas se preocuparem se uma criança vai ter má influencia no convívio com homossessuais,deveriam se preocupar se estão recebendo o amor e aprendizado devido,pra viver uma vida melhor…
    As pessoas acabam pensando muito no que os outros vão dizer…e acabam esquecendo de pensar no amor que uma criança pode ter.
    Mas enfim…
    Adorei o texto e vi novamente o quanto um texto é interpretado de varias formas, assim como as palavras ditas…
    Mas, o que importa mesmo é expressar o que pensamos pra que algumas pessoas possam repensar as proprias ideias…

  64. Maria Clara, acho que lá pelo oitavo parágrafo deixo claro o que é tradicionalmente considerado como família ideal. Inclusive ressalto que eu não tive e não tenho uma família destas.
    Usar o casal Nardoni como exemplo? Ô Maria Clara! Aliás, esse é outro assunto que abordei num artigo que será publicado um dia desses. Quanto ao discurso estar velho, depende do círculo de convivência. Pra maioria ele é de vanguarda.

  65. quando vc chama um casal heterossexual de ´ideal´, vc está menosprezando as outras formas de união, morel.

    e acho que isso é lugar comum.

    e esperava mais de vc. rs

    o ideal é Amor. o ideal é caráter. o ideal é dignidade. o ideal é responsabilidade.

    casais heterossexuais que jogam a filha pela janela não tem nada de ideal pra mim. e, creio, pra ninguém.

    eu entendo que você queira escrever para fazer as pessoas pensarem… mas é que esse discurso já está um pouco velho, eu acho.

  66. Eu gostei muito do texto e acho que a sociedade critica muito os novos modelos de familia. Acho muito melhor uma criança ter um teto pra morar do que ficar jogada sem familia porque seria criada por 2 mães ou 2 pais. A verdade é que a maioria das pessoas que reclamam ou acham um absurdo certas situações são incapazes de fazer alguma coisa pra ajudar quem realmente precisa. Muitas das vezes são incapazes de fazer uma visita numa asilo, num orfanato são incapazes de pagar um prato de comida pra que precisa. Estamos nesse mundo porque temos que aprender muitas coisas e principalmente para corrigir os nossos erros….

    E antes de julgar o modo de andar do nosso irmão vamos pedir ao senhor para que nós deixe andar pelo menos 3 dias com os mesmos sapatos que ele e andar pelos mesmo caminhos ai sim poderemos tirar nossas proprias conclusões e de preferencia vamos poder tbm tirar o preconceito porque só sentindo na pele o que o outro passa é que podemos ter ideia do que realmente acontece.

  67. Rafaela, embora eu tome cuidado para não ferir sentimentos, sempre recebo críticas; e preciso delas. Mas tomo cuidado por respeito, não por ser políticamente correto. Há muito tempo ouvi esse argumento sobre o sufixo. Mas ele designa uma série de outras coisas; é o caso de cristianismo, romantismo, comunismo, raulseixismo, alpinismo, e por aí vai. A tendência atual é falar em “homoafetividade”, para desvencilhar a ideia do sexo. Respeito a sua opinião, e concordo com você. Só faço questão de lembrar que não sou porta-voz do espiritismo. Que eventuais críticas se dirijam a mim; não ao espiritismo. Obrigado pelo comentário; muito enriquecedor.

  68. Primeiro quero dizer que não se diz mais homossexualismo ate porque sempre deu ideia de doença e a ciência ja comprovou que homossexualismo não é doença, então se diz homossexualidade. E quer saber de uma coisa o mundo é muito hipocrita brigam porque os homossexuais adotam crianças mas não tem coragem de fazer o mesmo. E quer saber quem disse que dois homens não vão saber criar uma menina, como tambem duas mulheres não vão saber criar um menino. Eles tem total condição de criar seus filhos mesmo sendo homossexuais. E pra mim que sou espirita e homossexual vai ser o fim se a Doutrina começar a fazer como as outras religiões como o Protestantismo tem feito. A Doutrina Espirita tem que estar acima disso e mostrar que tudo é evolução, não importa com viemos temos que ser respeitados.

  69. Se estivéssemos tratando de brasileiros de origem alemã; e se estes sofressem preconceiro como sofrem os homossexuais, acho que a frase estaria bem contextualizada.

  70. ok.

    vamos mudar a frase… e pegar uma característica genética sua, qualquer.

    e se ela ficasse assim, por exemplo:

    “Que referência é a mais acertada: Uma criança criada por um homem brasileiro de origem alemã ou uma criança que deixou de ser adotada por falta de famílias tradicionais que a adotassem?”

    daria margem a qual interpretação?

  71. Sou Catolica Apostolica Romana e o Sr. esta de Parabéns pelo texto. Hoje os pais entregam os filhos para o namoro aberto, não preocupam em criar Famílias pois não querem ter trabalho em educar. Se existem crianças nos orfanatos para serem adotadas não são lixos que podem ser adotadas por pessoas do mesmo sexo pois estão lá mesmo?? Ridiculo esta decisão. Desculpem penso assim e obrigada

  72. Maria Clara, peço desculpas se o modo como me expressei deu margem a essa interpretação. Talvez fosse o caso de você reler o artigo. Não sugiro em parte alguma que alguém seja “menos nobre”: são palavras suas. Quanto à opção de família, se você prestar atenção verá que se trata de uma resposta que dou aos que questionam a adoção de crianças por homossexuais. Obrigado pela participação.

  73. Não gosto a sua ´sugestão´ de que pessoas homossexuais seriam ´menos nobres´ (ideais?) para se tornarem mães ou pais…

    E que elas (as pessoas de segunda categoria?) seriam uma opção de família para uma criança melhor APENAS do que crescer sem pais em um orfanato…

    Pense a respeito.

  74. A quem interessar possa:

    “Pergunta: – Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um
    homem, ou no de uma mulher?

    Resposta: – Isso pouco lhe importa. O que o guia na
    escolha são as provas por que haja de passar. Item n° 202, de “O Livro dos Espíritos”.
    A homossexualidade, também hoje chamada transexualidade, em alguns
    círculos de ciência, definindo-se, no conjunto de suas características, por tendência da
    criatura para a comunhão afetiva com uma outra criatura do mesmo sexo, não encontra
    explicação fundamental nos estudos psicológicos que tratam do assunto em bases
    materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação. Observada a
    ocorrência, mais com os preconceitos da sociedade, constituída na Terra pela maioria
    heterossexual, do que com as verdades simples da vida, essa mesma ocorrência vai
    crescendo de intensidade e de extensão, com o próprio desenvolvimento da
    Humanidade, e o mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de
    irmãos em experiência dessa espécie, somando milhões de homens e mulheres,
    solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade ao respeito e à atenção devidos às
    criaturas heterossexuais. A coletividade humana aprenderá, gradativamente, a
    compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade deixam a desejar
    quando se trate simplesmente de sinais morfológicos, para se erguerem como agentes
    mais elevados de definição da dignidade humana, de vez que a individualidade, em si,
    exalta a vida comunitária pelo próprio comportamento na sustentação do bem de todos
    ou a deprime pelo mal que causa com a parte que assume no jogo da delinqüência. A
    vida espiritual pura e simples se rege por afinidades eletivas essenciais; no entanto,
    através de milênios e milênios, o Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora
    em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o
    fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas.
    O homem e a mulher serão, desse modo, de maneira respectiva, acentuadamente
    masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica absoluta. A face
    disso, a individualidade em trânsito, da experiência feminina para a masculina ou vice
    versa, ao envergar o casulo físico, demonstrará fatalmente os traços da feminilidade em
    que terá estagiado por muitos séculos, em que pese ao corpo de formação masculina que
    o segregue, verificando-se análogo processo com referência à mulher nas mesmas
    circunstâncias. Obviamente compreensível, em vista do exposto, que o Espírito no
    renascimento, entre os homens, pode tomar um corpo feminino ou masculino, não
    apenas atendendo-se ao imperativo de encargos particulares em determinado setor de
    ação, como também no que concerne a obrigações regenerativas. O homem que abusou
    das faculdades genésicas, arruinando a existência de outras pessoas com a destruição de
    uniões construtivas e lares diversos, em muitos casos é induzido a buscar nova posição,
    no renascimento físico, em corpo morfologicamente feminino, aprendendo, em regime
    de prisão, a reajustar os próprios sentimentos, e a mulher que agiu de igual modo é
    impulsionada à reencarnação em corpo morfologicamente masculino, com idênticos
    fins. E, ainda, em muitos outros casos, Espíritos cultos e sensíveis, aspirando a realizar
    tarefas específicas na elevação de agrupamentos humanos e, conseqüentemente, na
    elevação de si próprios, rogam dos Instrutores da Vida Maior que os assistem a própria
    internação no campo físico, em vestimenta carnal oposta à estrutura psicológica pela
    qual transitoriamente se definem. Escolhem com isso viver temporariamente ocultos na
    armadura carnal, com o que se garantem contra arrastamentos irreversíveis, no mundo
    afetivo, de maneira a perseverarem, sem maiores dificuldades, nos objetivos que
    abraçam. Observadas as tendências homossexuais dos companheiros reencarnados nessa
    faixa de prova ou de experiência, é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequado,
    tanto quanto se administra instrução à maioria heterossexual. E para que isso se
    verifique em linhas de justiça e compreensão, caminha o mundo de hoje para mais alto
    entendimento dos problemas do amor e do sexo, porquanto, à frente da vida eterna, os
    erros e acertos dos irmãos de qualquer procedência, nos domínios do sexo e do amor,
    são analisados pelo mesmo elevado gabarito de Justiça e Misericórdia. Isso porque
    todos os assuntos nessa área da evolução e da vida se especificam na intimidade da
    consciência de cada um.”

    in ´Vida e Sexo´, Emmanuel.

    (* O livro completo pode ser adquirido gratuitamente aqui: http://www.alemdoarcoiris.com/DOWNLOADS/Livros.htm )

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