Comportamento

Espiritismo e almas gêmeas

Espiritismo e almas gêmeas
Espiritismo e almas gêmeas

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O Espiritismo é claro no que diz respeito à teoria das almas gêmeas…

Você acha que existem almas gêmeas? Você acredita na teoria que afirma que precisamos encontrar nossa alma gêmea para nos completarmos?

Você é espírito imortal, único, individual e completo. Não precisa de ninguém específico para lhe completar. Todos precisamos uns dos outros, mas não dependemos de ninguém específico para nos completarmos.

Sabendo que devemos amar uns aos outros, de acordo com o ensinamento cósmico eterno que Jesus nos trouxe, seria um contrassenso achar que existe alguém especial que mereça o nosso amor acima dos demais.

É lindo o amor entre um homem e uma mulher. Não vou falar de amor entre duas pessoas do mesmo sexo porque a imagem que tenho de romantismo é entre um homem e uma mulher. Acho que a homoafetividade é pós-romântica. Mas o amor romântico é apenas uma forma de amor. E o amor é infinito em suas manifestações. Não somos capazes de compreendê-lo.

O ideal é amarmos todas as pessoas. Não vivemos no mundo ideal, eu sei disso. Também não vivemos num mundo de conto de fadas, e acreditar em almas gêmeas é acreditar em contos de fadas. Você pode acreditar, se quiser. Pode ser uma bela maneira de encarar a vida. Mas é uma ilusão, e as ilusões não duram para sempre.

Estou muito longe de saber o que é o amor de que nos fala o Cristo. Mas tenho momentos em que consigo sentir, por instantes, um amor profundo e incondicional. Pelo meu grau evolutivo incipiente, não consigo manter esse sentimento por mais que uns poucos minutos, talvez nem isso. Mas estes instantes são suficientes para que eu consiga vislumbrar o amor que tenho como objetivo. Amor puro, sem exigências e julgamentos.

Recentemente, ao término de um curso sobre o livro Os mensageiros, de André Luiz, tive a oportunidade de experimentar este sentimento. Na oração de encerramento, percebendo o objetivo maior que une as pessoas em momentos assim, senti um amor imaculado pelos colegas de curso, um por um. Percebi cada um deles como um irmão de evolução, parceiro de caminhada, aprendiz da escola cósmica. Uma oração bem sentida, em recolhimento, costuma surtir o mesmo efeito.

Somos acostumados a pensar com amor em nossos familiares, nossos entes queridos. Se estamos juntos é porque temos laços que nos ligam, e é natural que sintamos amor mais facilmente pelos mais próximos. Mas dificilmente nosso amor pelos membros familiares é incondicional.

Se o seu marido ou esposa ou namorado deixar de lhe tratar com carinho, você permanece amando do mesmo modo? Se o seu filho mente e é ingrato com você, o seu amor continua com a mesma intensidade? Se sua mãe, ou pai, ou irmão revela sentimentos menos nobres por você que até então você desconhecia, o seu amor por eles não se altera?

Estamos engatinhando em matéria de amor. E os casais apaixonados confundem sua paixão, que aliás é belíssima, com amor. E juram que esse amor é eterno, e pensam que ele é puro e sincero e inabalável. E concluem que são almas gêmeas. Ou, então, pessoas com dificuldades amorosas não acham o parceiro ideal e ficam ansiosas esperando encontrar a sua alma gêmea, a metade da laranja, o ser que as compreenderá e completará.

Um dia, num futuro muito distante, seremos todos almas gêmeas umas das outras em matéria de amor. Por enquanto, ainda ensaiamos os primeiros passos nessa dança chamada amor. E amamos a uns poucos. E esse amor não é incondicional. Mas, se mesmo considerando nossa condição de aprendizes, achamos o amor tão grande coisa, é porque precisamos dele para nos nutrirmos espiritualmente.

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35 Comentários

  1. Olá Morel, obrigada pelo ensinamento e quero dizer que concordo. Quero compartilhar a minha história. Um casal de amigos me apresentou um amigo de 42 anos e recem-separado, conversamos por um bom tempo e nos envolvemos, uns 10 dias q estavamos juntos a ex-mulher ligou e disse que estava grávida, eu me afastei e disse pra ele ir cuidar da família q estava se formando, ele se recusou dizendo já ter se decidido e continuou a insistir,eu me apaixonei por ele e prosseguimos com o relacionamento, tive que trabalhar em mim e em meu coração o fato da ex mulher e do filho q estava chegando, compreendi o fato dele me esconder dela para o divorcio sair amigavelmente, enfim. Após 5 meses de relacionamento peguei uma conversa dele com outra mulher e minha confiança quebrou, a partir daí nosso relacionamento q era feliz(os inícios são assim) foi degringolando, eu ja nao tinha a mesma confiança. Ele se acidentou e eu o socorro, fui amiga, mae e enfermeira, enquanto ele se recuperando na casa da irmã dele pude perceber a intimidade dele com a sobrinha de 19 anos, uma jovem desprendida de comportamentos morais e familiares, isso a cada dia foi me soando mais abusivo e anormal pois ela provocava e ele nao a corrigia e se colocou contra mim quando expus o meu incomodo como sua namorada, companheira, essa estadia foi motivo de discussão e me machucou tanto q criei involuntariamente nojo e raiva da sobrinha dele, passado essa estadia, outros problemas vieram, o BB nasceu e ele o visitava e mesmo o divorcio seguindo pro litigio ele continuou a esconder-me da ex e afirmava q nao tinha ninguém, isso magoando o meu coracao e gerando conflitos desgastantes. Ele bebe e fui percebendo que ele não sabe parar e fui sentindo uma baixa vibração perto dele, ignorei o fato. Achei mais conversas sacadas com mulheres no seu celular e isso foi tirando minha paz. Tempos depois adoeci, tive inicio de câncer no colo do útero e ele foi o culpado direto, ele nao me apoiou nem me ajudou financeiramente, custeei sozinha o meu tratamento, parei com anticoncepcional e 6 meses depois engravidei, ele chegou a desconfiar da minha fidelidade e Deus sabe o quanto fui honesta e fiel com ele, depois da gravidez nosso relacionameto piorou, brigavamos muito, por ele continuar a me esconder, pelas conversas estranhas com mulheres, pela bebida, pelo fato de me deixar sozinha e encontrar com amigos q pioram seu vicio, já nao conseguia acreditar nele, eu insistia para irmos a igreja, eu chamava a atenção dele com os erros q cometia comigo e que machucavam o meu amor por ele com toda doçura que eu podia, as vezes com raiva, mas procurava me revestir de carinho para falar com ele, ele sempre me culpa, sempre é a vitima, me acusa de coisas que eu vejo e sei que foi o meu modo de reagir as coisas ruins, ao comportamento de jovenzinho q ele tem. Nós só vivíamos bem dentro de casa, ele nao me apresentou aos amigos da época de casado, nunca passou comigo na rua da ex-mulher, nunca me assumiu, isso foi me magoando tanto, tanto q meu amor(acho sim q é um amor, por eu sempre ter cuidado dele, sempre o ajudei, o compreendi e perdoei ate onde dei conta). Ele terminou nosso relacionamento por telefone, estou grávida de 6 meses e ele não me ajudou com nada, nao me pergunta como estou nem como está nosso BB. Ele me fez sentir ira, raiva, tirou minha paz, me abandonou. Eu sempre procurei mostrar o que ele fazia e me magoava, mas ele nunca parou, consertou, nunca pediu desculpas, e ele me aponta como a maior culpada de tudo e da separação, fiquei e estou tao desequilibrada emocionalmente que cheguei a me culpar e perdi ate minha educação com ele, acabei sendo agressiva com as palavras. Meu filho está sentindo tudo o q estou sentindo, ele ouviu as brigas, ele sente minha tristeza e o pior q as lembranças dos momentos bons nao sai da minha memoria, eu ainda gosto dele, e me sinto de certa forma com o dever de formar uma familia com ele por causa do meu filho. Mas, eu nao tenho mais esperanças de que ele melhore e tenha responsabilidade de pai e marido(bem, pelas atitudes dele vejo q a ideia de pai q ele tem deixa a desejar, pois ele tem outros três filhos, cada um com uma mulher, é o 4° filho com o meu e ele foi casado duas vezes) e sei que para dar certo quem deverá ser omissa, submissa, e suportar tudo sou eu, eu já tentei e nao consegui, foi demais pra mim, já fiz campanha de oração, já Agi com doçura, carinho e compreensão, ate me cansar e ele provocar tanto a ira em mim e eu perder a minha meiguice costumeira. Um detalhe que nao entendo, quando ele chega na minha casa ou perto de mim sinto uma dor de cabeça muito forte,pode ser espiritual? minha gravidez está turbulenta, tive episódios de pressão alta de tanto nervoso. Morel, quero que Deus retire todo esse sentimento de mim, de magoa, de abandono, de amor ou apego, de tristeza, desprezo e a ira contra ele e a sobrinha. Mas me sinto obrigada a passar por cima de tudo, da dor e do “amor” q sinto para tentar viver amigavelmente pelo meu filho, me sinto tao impotente, tao machucada que nao consigo olhar pra ele, apesar da vontade de abraça-lo e querer que tudo melhore. Fico me perguntando pq ele entrou na minha vida? O que devo fazer? Qual o meu papel ou missão na vida desse homem? Sendo que minha vida era tranquila e foi ele quem trouxe a inquietação. Tenho a responsabilidade de formar uma familia com ele por causa do meu BB? Nao quero Morel pesar minha alma por nao saber decidir sobre isso. Obrigada por ter essa página de ensinamentos, esperança e amor ao próximo. Obrigada por compartilhar da sabedoria que a mediunidade e seu esforço contínuo em estudos. Luz e paz!

  2. Concordaria com suas palavras até ontem.
    Morel, levei uma amiga em um centro espírita, ela e seu namorado. Ambos receberam uma mensagem de um espírito que se identificou como Arthur. Ele primeiramente agradeceu a jesus Cristo e a Deus, por poder repassar a mensagem que vinha de nosso próprio Deus.
    Ele disse à minha amiga que ela e o atual namorado (ele mora no RS e ela em SP), são almas gêmeas, que estão sempre se encarnando no mesmo período, e que estão juntos na vida terrena há milênios. Disse que Deus preparou este encontro novamente, mas que eles juntos precisam resolver pendências para evoluírem… enfim, até então eu não dava valor a almas gêmeas, mas a partir do que presenciei, vi que existem.
    Abraço.

  3. Vera, a sua discordância não precisa começar com “infelizmente”.
    Não somos donos da verdade. Não é o Chico que apoia essa teoria, mas Emmanuel. Um espírito evoluído, mas em plena caminhada evolutiva. Essa é a opinião dele, com a qual você pode concordar, mas que não encontra base na doutrina. E o próprio Emmanuel alertou o Chico neste sentido: “Se algum dos ensinamentos que eu lhe passar deixar alguma dúvida, fique com Kardec”.

  4. Infelizmente discordo veementemente da sua teoria que almas gêmeas não existem. No livro Consolador, Chico faz menção à existência das mesmas. De fato, as almas gêmeas são um ensaio para amarmos a humanidade da mesma forma que amamos a princípio, nossa alma gêmea que é única, o que não infere em nenhum egoísmo por parte do Criador. Dentro de nossa pequenez não conseguiríamos amar todas as pessoas da forma como Jesus nos amou de pronto, sem antes conseguirmos sentir esse amor perfeito por ao menos uma pessoa. Os livros do Chico estão aí para qualquer um ler, cheios de histórias de almas gêmeas. Almas afins, temos várias, mas alma gêmea Deus criou 1 para cada um de nós.

  5. Vivi, reli meu artigo para analisar melhor seu comentário, e não altero em nada o que expus.
    Quando falo em “almas gêmeas” estou me referindo à teoria que apregoa que os seres foram creados aos pares; que se separam ao longo de sua evolução; mas que precisarão voltar a unirem-se para se completarem. Essa teoria não é embasada pelo Espiritismo e, independentemente de aspectos doutrinários, ela me soa absurda. Somos seres independentes, não podemos depender de ninguém para sermos completos – somos completos em Deus – e nosso objetivo é amar a todos.
    Quanto ao amor incondicional, respeito a possibilidade de que você possa sentir isso. Eu amo minha mulher, meus filhos, minha mãe, meus irmãos e, dependendo da conotação que se dê ao amor, amo também a muitas outras pessoas. Acredite, amo muito. Mas este amor não é incondicional. Amor incondicional, como se depreende do termo, é amor sem condições. Sem nenhuma condição. O ser amado pode fazer qualquer coisa, por mais terrível e absurda, pode magoar, decepcionar ou algo pior e o amor que sentimos deve permanecer o mesmo. Não conheço ninguém que ame assim. Não chegamos a esse estágio evolutivo. Para amarmos assim é necessário que tenhamos ascendido espiritualmente a ponto de não mais nos magoarmos, não mais nos ofendermos, não mais nos decepcionarmos. Vivo, como você diz com suas palavras, “um amor constante, dia após dia, ano após ano,” mas não lembro de outras existências para dizer que nutro esse amor vida após vida. Acredito que chegaremos lá. Aliás, SEI que chegaremos lá. Mas estamos longe, ainda. Amamos como um exercício para o verdadeiro amor, que é este amor incondicional a que você se refere. Mas o sentimento que exercitamos atualmente ainda é sujeito a abalos. Pode superar estes abalos, é evidente, mas não é incondicional.
    Você parece estranhar que um amor de mãe/pai para filho seja questionável. Talvez pelas peculiaridades da minha vida, conheço pessoalmente incontáveis casos de descaso, desleixo, desprezo e até ódio entre mães/pais e filhos.
    Quanto a Deus, é outra história. Não me referi em meu artigo ao amor que Deus tem por nós. O amor de Deus por nós, evidentemente, é incondicional. Isto indica que só nutriremos este amor incondicional quando nos aproximarmos mais de Deus.

  6. Gosto de alguns textos que li aqui, mas esse texto sinceramente deixa bastante a desejar.
    Apenas uma pessoa que sabe o que é sentir amor incondicional e inabalável por outro ser (ou seres), um amor constante, dia após dia, ano após ano, vida após vida, pode com propriedade compreender do que se trata almas gêmeas. Conviver com um amor dessa grandeza requer muitas vidas para compreendê-lo e perceber que todos temos essa capacidade de amor inabalável.
    Peço desculpas pelo meu comentário, mas no seu ponto de vista em que até um amor de mãe/pai para filho é questionável, então na minha opinião há algo de errado com o ser humano, pois amor de pai para filho deve ser incondicional, se você não ama nem ao seu próprio filho assim, que tipo de ser humano é? Se você não acredita que Deus te ama incondicionalmente, que tipo de filho é? Pra mim isso é falta de amor real… Pois o amor é acima disso tudo, se não é assim então não é amor… seria interesse, dependência, compaixão, paixão, ternura, enfim pode ser uma infinidade de sentimentos confundidos com amor.

  7. Deus pai fez sim para seus filhos e filhas os seus companheiros e companheiras para vida eterna! Não importa que os irmãos e irmãs não acreditem nesse negócio de almas gêmeas do amor puro e verdadeiro! Só aqueles que têm um coração puro sempre vão ser felizes junto com sua alma gêmea na vida eterna na casa de Deus pai junto com seus filhos e filhas e parentes!

  8. Obrigado pelo seu conselho, Morel. Passou algum tempo desde essa situação e muita “água rolou debaixo da ponte”. Actualmente, estou em fase de grandes mudanças na minha vida. Após dois anos fechada em casa, coloquei os meus filhos num jardim de infância e rapidamente encontrei trabalho. Inicialmente fiquei contente, mas depois ao tentar conciliar o trabalho com o cuidar dos meus filhotes quebrei e fui me abaixo (curiosamente após ter feito uma leitura de aura com o meu “mestre”. Compreendi então, que tenho agora de aprender a dizer não, a muita coisa que desde criança tenho tolerado. Fiz trinta anos este ano e sinto que agora é o momento de fazer acontecer aquilo que sempre sonhei na minha vida… criar! Compreendi que a minha alma pede me criatividade e assim vou me alimentar através de um projeto de trabalho por conta própria. surpreendentemente, renasceu um sentimento de esperança no meu coração em relação ao meu marido, e acredito que existe ainda possibilidade de voltarmos a ser felizes com os nossos filhos. Graças a Deus, sempre tive a capacidade de perdoar os outros com facilidade e mais importante aprender a perdoar me a mim mesma. Por isso, Morel, lhe agradeço o seu conselho neutro, fez toda a diferença na tomada de decisão. A vida nem sempre é fácil e tenho noção de que por vezes é necessário fazer pequenos sacrifícios, não reagir imediatamente à dor e esperar o momento certo para agir! Acredito em Deus e na luz que ele pode trazer às minhas ideias, pois muitas vezes faço a meditação dentro do meu coração e está sempre lá o meu Cristo pessoal, que dentro do meu templo me abraça, enxuga as minhas lágrimas e leva me a ouvir os seus ensinamentos. Acredito em alma gêmea, mas acredito que só será possível um relacionamento físico perfeito quando nós já estamos integrados com a luz divina, e quando isso acontece, estaremos tão cheios da graça do cumprimento da nossa missão terrena, que a relação física com outro será secundária, pois a ligação espiritual é sempre mais forte! Encontrei a minha alma gêmea fisicamente já e só me apercebi dessa ligação anos depois sem contato com o outro, pois reapareceu a sua imagem e muitas vezes o encontrei no meu coração, mas como tal senti que era uma ligação espiritual muito forte, que me fez sair da escuridão em que a minha vida se encontrava. No fundo, ao lidar com a sua memória estava também a lidar com aspetos do meu interior que precisavam de ser revistos e foi para mim uma espécie de guia espiritual. Serve perfeitamente a expressão:” Eu sou a minha alma gêmea, pois somos unos com o universo.” Não existem meias laranjas para se completar, apenas o complemento um do outro. Obrigada por tudo!

  9. Sofia, agradeço pelo seu depoimento. Qualquer decisão que envolva outras pessoas, neste caso os filhos, requer cuidado. Mas nada justifica alguém se submeter à violência. Procure perdoá-lo. Seja qual for a sua decisão, não esqueça que vocês construíram uma história juntos, e ele será sempre o pai dos seus filhos. Fique com Deus.

  10. Boa tarde Morel.
    Citando a sua resposta ao comentário anterior, talvez me possa elucidar sobre esta questão.
    Visto que realmente, uma criança será mais equilibrada emocionalmente ao crescer com o pai e a mãe na mesma casa, isto quando existe respeito mútuo, claro.
    também será correto para o bem-estar emocional da criança a mãe, por exemplo, viver com o pai e mesmo o respeitando não o amar e, até mesmo esporadicamente, a mulher ser vítima de agressão física e verbal, obrigando de certa forma, os filhos a assistirem a cenas de violência, ainda que pequenos, ficam visivelmente transtornados e até, por vezes, serem apanhados no calor da discussão? exemplo: a mãe ser agredida pelo pai, tendo a filha no colo, e o homem furioso, nem se apercebe que poderá magoar o ser mais inocente no meio desta situação toda. Pois, essa é a minha história! E essa é a minha dúvida. Continuar pelo suposto bem dos meus filhos? Ou sair deste relacionamento mantendo o respeito e a cordialidade da minha parte, mesmo vivendo com pai e mãe separados? Temos esta relação há 11 anos e ao longo deste tempo tenho sido alvo de traições e entre elas agressoes físicas e verbais, tendo estas se tornado felizmente esporádicas até à data de hoje, e tudo isso perdoei e acreditei sempre na evolução espiritual deste homem. Aceitei ter filhos em conjunto com ele quando estávamos numa fase de estabilidade mútua e acreditei piamente que a partir desse momento seríamos felizes sem grandes dramas. Mas após os filhos nascerem tudo despoletou em violência novamente, devido ao stress e à sobrecarga emocional e financeira. A última vez que houve agressão, aconteceu exatamente como mencionei no início. A minha filha acabou envolvida, e entre empurrões e apertos no meu pescoço, eu só tentava colocar a minha filha a salvo no seu berço, o que eu consegui fazer tendo sido imediatamente projetada contra a sua cama e meus filhos de apenas dois anos não paravam de chorar. No fim, consegui afastar-me dele e o pensamento que surgiu na minha cabeça foi: “eu não o devia ter provocado, por isso mereci apanhar”. Ao ter este raciocínio percebi que realmente a minha cabeça não está sã, e foi a partir daí que fiz uma retrospetiva destes 11 anos e realmente verifiquei que no início houve muita paixão e verifiquei também que ele sempre me controlou e é consciente ou inconsciente uma pessoa que me manipulava e controlava os meus atos, pensamentos e só agora percebi que ele, aos poucos, foi me afastando de amigos e familiares, tendo ultimamente eu ficado em casa isolada do resto do mundo (como ele queria). A discussao acima mencionada aconteceu quando eu referi que queria colocar os meus filhos num jardim escola e queria voltar a trabalhar, e por ele, referiu que não se importava que eu ficasse em casa mais um ano. Agora vivemos na mesma casa, eu faço de conta que está tudo bem, mas agora quero me libertar e comecei a jogar com a inteligência (para não fazer sofrer os meus filhos principalmente). Convenci-o a colocar os filhos no jardim escola (partilhando a despesa) e resolvi ir trabalhar para assegurar a minha independência financeira para poder sair desta relação, e ao mesmo tempo, rezando para não voltar a apanhar tão cedo. Sempre lhe fui fiel, embora tendo as minhas atrações nunca cedi à luxúria. Amei-o muito e ao mesmo tempo, sinto um misto de alívio com tristeza, pois acreditei muito na mudança! Com o fim da paixão e o amor que sentia por ele caiu o véu e pude ver realmente como ele é e sempre foi. Outra questão importante que me fez repensar na nossa relação foi também o fato de eu sempre ter me sentido atraída para o lado espiritual, mas bloqueava porque sabia que ele não aceitava (ele é da igreja invangélica) e inclusive chegou a dizer-me para eu não postar no meu facebook artigos sobre espiritualidade, porque aquilo o envergonhava (temos muitos amigos em comum no facebook). E hoje tenho noção que a minha missão nesta vida é ajudar os outros e sem essa vertente não conseguirei alcançar os meus objetivos. Peço desculpa pelo alongamento da conversa. Mas espero servir de exemplo para outras pessoas não cometerem os mesmos erros e conseguirem identificar os sinais de alarme a tempo, embora quando se está apaixonado a gente fica cego, não é?! Um bem haja pelo seu trabalho aqui no plano terreno!

  11. Aline, é claro que existem pessoas com quem nos afinizamos mais e outras menos. Muitas pessoas seriam capazes de nos fazer felizes.
    Não acho que você seja covarde. E talvez a expressão “sacrificar a vida amorosa” não seja o termo mais adequado, mas há casos em que devemos, sim, passar por cima de nossos sentimentos em benefício de alguém. A não ser que haja grandes desentendimentos no lar, é melhor para a criança ser criada por pai e mãe. Ela será mais equilibrada emocionalmente. Dedicação aos filhos às vezes requer sacrifícios…
    Quem sabe se o seu companheiro não é a pessoa mais indicada para o seu aprendizado espiritual neste momento, nesta etapa da sua vida? Geralmente aprendemos mais com as pessoas diferentes de nós.

  12. Olá… Eu ainda acredito que existe uma pessoa certa pra mim que vai me completar, meu amor verdadeiro! Não acredito que seja perfeito igual a contos de fada, mas sim em uma grande afinidade, algo especial e espiritual mesmo… Vivo em uma união estável, meu companheiro não é a pessoa que me completa, nos damos bem sexualmente, as não totalmente, e também não temos os mesmos ideais. Perguntam: por que você está ainda com ele? Respondo: pelo meu filho (Sei que não devo sacrificar minha vida amorosa.) Mas sou covarde em relação a isso.

  13. Li seu artigo, Morel Felipe. Belas palavras… está no caminho correto…
    Gostaria de colocar a existência de amor puro e imaculado entre pessoas do mesmo sexo como romântico, e não pós-romântico.

  14. Olha eu não sou preconceituoso mais acho que não existe romantismo entre casais homoafetivos, pode me chamar de atrasado, espirito sem evolução mais não vejo como pode haver romantismo entre eles penso que o que existe é só desejo sexual e acho também que essas pessoas infelismente estão presas em laços cármicos assim como aqueles que não conseguem vencer suas taras e fantasias sexuais acho que o sexo descontrolado pode ser um vicio do espírito e que o mesmo prescisa se reformar também nessa area acho que os homoafetivos estão incluidos nisso, assim como todos nós prescisamos de reforma em varias areas da nossa vida.

  15. Não entendi por que falou que você só acredita em romantismo no amor entre um homem e uma mulher, todos nós sabemos que espíritos não tem sexo,
    fiquei admirada com esse sua colocação!

  16. Até nas ilusões somos infantis e egoístas, não é mesmo? Alma gêmea seria aquela que é igual a mim. Mas será que já sabemos amar a nós mesmos? O aprendizado é longo…

  17. Você está certo, Marcus. Temos que viver de acordo com o nosso estágio evolutivo. Obrigado pelo ponto de vista; um abraço.

  18. Só discordo do amor entre seres do mesmo sexo… amor é amor. Entendi que tu vê de uma outra forma, mas eu não questiono isso. Se uma pessoa diz que ama a outra, mesmo esse amor não sendo puro ou incondicional eu acredito na forma de amar. E pra mim por enquanto basta. Sou imperfeito, claro. Mas até que eu mude de conceito é assim que vejo. Um abraço.

  19. Fala-se muito em amor, nos dias atuais a palavra amor é tão banalizada, todos amam, amamos tanto e nem sabemos o que realmente é amar. Nosso “amor” na verdade é mais paixão, mais posse e isso até no mais sublime deles, o de mãe. Não amamos, no mínimo gostamos e isso quando há o retorno. Dificil esse amor incondicional, esse amor que Cristo nos ensinou, contudo, estamos caminhando para ele, é destino de todos nós. Por enquanto vamos seguindo trocando afetos, se você me ama eu o amo em troca. Quanto a “almas gemeas” acredito que existam sim, independente de ser homem x mulher, necessariamente os espíritos afins por vezes são nossos melhores amigos, filhos, etc…
    Gostando demais dos seus artigos, gratidão pela partilha.

  20. Ato falho Felipe, querendo usar uma das duas palavras (purista ou fundamentalista, sem querer usei as duas cometendo um erro hiperbólico…kkkk
    Se serviu pra sua diversão já valeu! He he he
    Bjs.

  21. Purista fundamentalista é bom! Elza querida, eu teimei durante bastante tempo em estudar sozinho. Hoje percebo que o estudo em grupo, por oferecer campo a várias interpretações e pontos de vista sobre um mesmo tema, acaba nos obrigando ou incentivando a estudar a nós mesmos e firmarmos opinião própria, sem dependermos de “gurus”. Claro que pra isso o grupo tem que ser pelo menos razoável; grupo purista fundamentalista não dá…
    Um abraço carinhoso, Elza.

  22. Tema interessante. Há alguns anos quando descobri a verdade, asseguro que fiquei absolutamente decepcionada…(Imagine por quê!kk)
    Muitos escritores espíritas ainda defendem essa ideia, no que estão embasados? Tenho tropeçado muito por aí, uma vez que os meus estudos são muito solitários, e não tendo uma orientação pedagógica adequada, quase corro o risco de me tornar uma purista fundamentalista só para não cair em outras bobagens por aí. Leio tudo o que estiver ao meu alcance, e já estou começando a aprender a usar os filtros necessários para não ficar mentalmente perdida.
    Obrigada pelo ótimo artigo, estou sempre te lendo.
    Abraço fraterno.

  23. Morel, paz e luz pra você.
    Falar de amor é até difícil para a maioria de nós.
    Penso que no máximo temos noção pálida e distante do que venha a ser esse sentimento grandioso por excelência. Como mãe, acalento um sentimento que acredito e denomino amor, porém, talvez seja apenas fagulha desse sentimento, pois como disse, amar é algo incondicional e fica a pergunta: Será que amamos dentro desse paradigma os nossos filhos, mesmo os que dão dor de cabeça fazem e agem contrários a tudo que passamos? De qualquer forma as mães são as mais próximas ( salvo algumas exceções) da compreensão do que representa esse sentimento. Descobri que amo incondicionalmente, Morel, os animais. Digo sempre que o dia que alcançar pelo próximo o mesmo sentimento que tenho pelos nossos irmãos menores, como diz o meu filho, estarei bem na fita. Até lá o percurso é grande, e como bem disse, estamos dando os primeiros passos para essa conquista. Que Jesus nos ajude!

  24. Acho muito fácil dizer que se ama alguém da família. Ao meu ver, acho que isso que sentimos possa ser o início do amor, o beta. Nos considero primitivos em relação a amar alguém, se partirmos do preceito que amar é doar. Amamos um mendigo mal cheiroso na rua? Amamos a quem nos trai? Acho que quando chegarmos nesse nível de sentimento, a esse nível de evolução, poderemos encher a boca e dizer que amamos de fato alguém. Bom, esse é meu ponto de vista. Parabéns pelo seu trabalho altruísta.

  25. Obrigado pela contribuição, Yasmin. Em alguns raros momentos percebemos como deve ser “chegar lá”.

  26. Felipe,

    Acompanho seu site e sou fã de suas postagens, sempre sinceras e calçadas em argumentos sólidos. Essa está excelente.

    Eu não acredito que o amor só pode existir entre duas pessoas. Um sentimento tão imensurável não se limitaria tanto. Amo cada um dos meus irmãos do centro que frequento (mesmo os que não tenho muita proximidade), amo meus pais mesmo sabendo que não somos aquele tipo de família tradicional, onde deveria reinar a compreensão, empatia, muito pelo contrário, sem distinções…

    A maior alegria de um espírito é poder encontrar outros corações que simpatizem com o seu… acredito que nós ainda não estamos preparados para esse amor universal, estamos engatinhando, tenho convicção de que ainda chegaremos lá.

    Muito êxito e continue escrevendo textos tão contundentes. 🙂

  27. Olá, Felipe!
    Como sempre, um tema exemplarmente explanado. O curioso é que, vinte anos atrás, tentaria achar argumentos para refutar cada uma das suas palavras. Hoje, mais experiente, sou obrigada a concordar com cada uma delas…
    Tenha um excelente dia!

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