Comportamento, Mídia e sociedade

Você e as amizades virtuais

Você e as amizades virtuais

Você, amigo virtual, é na realidade como se apresenta por trás dessa tela? Você, leitor, trata as pessoas próximas de você com a mesma amabilidade com que trata suas amizades virtuais? Não vou me referir aqui aos que se sentem protegidos no mundo virtual para soltar seu lado podre e desaforado. O espaço é pequeno pra falar de pessoas pequenas. Falo dos amigos na melhor acepção da palavra.

Já escrevi sobre isso, e muitas pessoas vieram me falar que as amizades virtuais não podem ser comparadas às amizades próximas, tradicionais. Sim e não. Há diferenças importantes entre as duas modalidades de amizade. Mas o que fica mais evidenciado é que, virtualmente, podemos escolher, até certo ponto, que imagem queremos passar. E, se quisermos ver a coisa por seu lado positivo, a verdade é que escolhemos uma imagem boa. Isso quer dizer que sabemos como devemos nos portar.

Sabemos que devemos ser cordiais, atenciosos, solícitos, prestativos, educados. Somos assim em nossas relações virtuais. Aos que me perguntam se sou assim no dia-a-dia, se pratico as coisas que escrevo neste site e nas redes sociais, respondo que tento, todos os dias, realizar a reforma íntima. Tento fazer o que acredito que seja o mais correto.

Mas sou um aprendiz, como todos os que fazem parte das minhas relações. Todos procuramos, em nossas relações virtuais, ver e mostrar coisas boas, ensinamentos positivos, verdades nobres, ensinamentos sensíveis. Será que nos portaríamos da mesma maneira se todos nos relacionássemos no “mundo real”? Cara a cara os defeitos são mais visíveis. Em tempo real, “ao vivo e a cores”, não dá tempo de analisar muito antes de reagirmos a gestos e palavras.

Sou um entusiasta das amizades virtuais. Se soubermos aproveitar as lições que elas nos oferecem, esses relacionamentos se tornam fontes valiosas de amadurecimento espiritual. Pense a respeito das diferenças de tratamento que você dispensa às duas modalidades de amizade. Reflita sobre isso. Pondere sobre o quanto você seria melhor se trouxesse para fora do âmbito virtual as boas maneiras, os bons propósitos, as boas energias que você usa no mundo virtual.

Outra grande vantagem das amizades virtuais é a facilidade de escolha. Nos relacionamos e atraímos pessoas com ideias semelhantes, projetos parecidos, ideais muito próximos. E é a esses laços de união que nos prendemos. Eu falo basicamente de espiritismo. É claro que atraio espíritas. Ou espiritualistas, reencarnacionistas, os que acreditam na realidade do espírito imortal; mas sempre atraio pessoas que comungam com as ideias e conceitos que exponho. Se eu me propusesse a falar com essas mesmas pessoas sobre outros assuntos genéricos, como política ou futebol, certamente haveria divergências notáveis.

Você percebe o que ocorre? Nas amizades virtuais nós não nos interessamos pelas divergências. Nas amizades virtuais não há espaço para desgastes emocionais provocados por desentendimentos, nas amizades virtuais os pontos de discórdia não são valorizados.

Isso nós temos que tomar como lição a ser vivenciada nas relações pessoais do cotidiano. Valorizar os laços de união, desenvolver os pontos em que há identificação de pensamentos e atitudes entre as pessoas, resumindo; ver o lado positivo, que todos têm. Você concorda? Sua opinião é importante…

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16 Comentários

  1. Este artigo fez me lembrar algumas histórias que se teem passado comigo, não só a respeito das grandes amizades que tenho e começaram virtualmente, como também as pessoas que conheci e que se cruzaram comigo na rua, nos transportes públicos… Uma ultima aconteceu me há uns meses… Foi num dia de calor, mas eu nesse dia sentia me muito bem então resolvi sair e passei no café para beber um refresco. Nisto, sentei me cá fora na esplanada, admirando a paisagem. Quando uma senhora saiu do café e veio ter comigo. Nisto perguntou me ” posso sentar me aqui, perto de você.” Eu respondi que sim, ao que ela me disse ” eu gostei muito de si! Pois quando você entrou ali dentro, eu vi que você tem boas energias e parecia que tudo á sua volta se iluminava. Então quis conhecê-la e sentar me aqui para conversarmos” . Foi imprevisível e maravilhoso as experiências que trocámos… Uma mulher que toma conta da mãe, já velhota e que tem Alzheimer, no entanto, é uma mulher com uma grande energia positiva. Fiquei muito feliz de a conhecer, e ainda hoje, quando passo por lá, tomamos o nosso chazinho juntas! Por isso que agradeço sempre a Deus todas pessoas que aparecem na minha vida, com coisas boas ou más… Todas elas me ensinam sempre alguma lição que eu tenha a reter!

  2. Tenho um comportamento igual com os amigos reais e com os amigos ” ao vivo e a cores” . Na verdade, muitos amigos virtuais são também meus amigos que não veja há algum tempo, devido a distância, á rotina do dia a dia e acabamos por conviver mais virtualmente do que fisicamente, pois nossas vidas assim o pedem. Confesso ás vezes tenho saudades e vontade de abraçá-los todos! Amo as pessoas no geral, até conhecidos! Tenho trocado experiências aqui neste espaço que embora não sendo meu, e respeito, faz me sentir ” em casa” , conhecer outras pessoas que não conheço fisicamente mas que sinto uma grande empatia e amizade! Eu sou assim, gosto de fazer amizades, pois quando conheço alguém, homem ou mulher, tento ver além do físico, gosto de tentar conhecer a alma da pessoa. Obrigada a todos pelo contributo que dão a minha aprendizagem enquanto ser humano e espirito imortal!

  3. Agradeço pelas minhas lindíssimas amizades virtuais. Foram de grande importância para meu entendimento e resignação quando meu filho desencarnou. Sinto-me feliz!
    Abraços fraternos.

  4. As amizades virtuais são sinal do progresso espiritual que estamos prestes a alcançar, Elenice. É um novo estágio na nossa humanidade terrena.

  5. Morel, quando meu filho caçula foi morar em outro estado, eu tive a síndrome do ninho vazio…
    Ficava horas deitada, chorando, cheguei a ter depressão, então resolvi criar um orkut para mim e foi lá nas comunidades que encontrei amigas virtuais que se tornaram amigas verdadeiras e como você mesmo disse, tinham os mesmos interesses, a mesma idade.
    Hoje eu as conheço pessoalmente e tenho laços muito fortes com elas e nos encontramos uma vez ao ano!
    Posso sim dizer que são minhas amigas irmãs, abraços!

  6. É verdade, isso mesmo, eu sou assim também no mundo real, também não tenho paciência, por isso que digo que é difícil controlar…
    se na internet é difícil, imagina no dia-a-dia!
    Mas o que importa é continuar no caminho certo, quando surge uma pedra, o melhor a fazer é tirar o mais rápido possível.

  7. Obrigado por dividir isso conosco, Maria Elena. Esse é o grande mérito das amizades virtuais: o encontro com pessoas que compartilham nossos pensamentos, nossos anseios, nossas verdades. E, como você salientou, a possibilidade de estudar, de aprender sempre mais aquilo que julgamos realmente importante. Obrigado, amiga!

  8. Márcia, obrigado. Temos sempre que perceber o lado positivo das coisas. Com as amizades virtuais não pode ser diferente. Se nos mostramos melhores do que somos na realidade, é porque esse é o nosso ideal, esse é o estágio que queremos atingir em nossa realidade cotidiana. Tendo isso em mente, aos poucos vamos colocando em prática o que acreditamos ser o mais correto. Aos poucos vamos trazendo para fora da tela do computador o comportamento otimizado que adotamos virtualmente. Muita paz pra você também, Márcia!

  9. Eu tinha poucos amigos. O meu melhor amigo, meu esteio, meu querido filho, que voltou para nossa verdadeira morada, há dois anos, percebi que se não agarrasse em alguma coisa, enlouqueceria. Comprei um computador e com a ajuda da minha filha comecei, através do email receber lindas e emocionantes mensagens e algum tempo depois nosso Pai, que nunca nos abandona, me premiou com seus estudos. Tenho 74 anos. Concordo plenamente com tudo o que você escreveu. Muito obrigada meu grande amigo virtual. Agradeço a todos meus amigos virtuais, através de você.

  10. Esse assunto me atinge diretamente Felipe, pois, na internet enconrei pessoas que partilham comigo dos mesmos ideais, aqui por exemplo posso falar de assuntos que no meu convívio fica complicado. Agora você toca no ponto fundamental a nós adeptos dessa modalidade de amizade, nem sempre somos totalmente o que demonstramos atrás da tela do computador, e isso me fez pensar como tenho agido com os amigos do meu mundo real, a postura diante dos amigos virtuais é das melhores, somos pacientes, educados sempre e prontos a ouvir, mas e no mundo real? Essa reflexão bateu fundo, e claro digna se ser bem pensada e analizada. Obrigado Felipe por abordar esse assunto, devo ainda dizer que fiz amizades valiosas através dessa maravilhosa tecnologia. Esse espaço por exemplo caiu como um presente do céu, afinal posso expor meu pensamento e idéias e aprender com os amigos que frequentam esse espaço. Muita paz Felipe…

  11. Jéssica (desculpa se não tem acento…), é verdade o que você diz sobre ser oito ou oitenta na internet. Mas me parece que o ideal é sermos os mesmos sempre, tanto no mundo virtual como no mundo real. Eu confesso que no mundo real não sou tão paciente e tolerante quanto pareço atrás da tela do computador. Mas venho tentando, todos os dias, desenvolver essas características. Obrigado pela participação!

  12. Isso serviu muito pra mim, eu também estou tentando aprender com a internet, não vou ser hipócrita, também tenho atitudes erradas na internet, mas às vezes penso que é aqui também que testamos nossa índole, paciência, muitas vezes fico chateada e chego a sentir aquela raiva de momento, quando vejo que estão postando algo que humilha, rebaixa, machuca e emana energias ruins, logo percebo que me envolvi muito e estou errada… Afinal aqui as pessoas são 8 ou 80, ou são exatamente aquilo que são (mostrando muitos defeitos), ou colocam uma máscara pra cobrir aquilo que realmente são.
    Por isso estou tentando mudar meu “eu” nas redes sociais,o problema é que como no dia-a-dia também é difícil de mudar!

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