O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca | Espírito Imortal

O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca

menino e o porco

Não é o que entra pela boca que contamina…

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“O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.” Mt 15:11

Nada do que vem de fora de você pode lhe atingir intimamente. Não temos controle total sobre a matéria. Se alguém atirar uma pedra em você, a pedra pode atingi-lo. Mas um mau pensamento, uma má palavra, uma má intenção qualquer só irá atingi-lo se você permitir. Essa permissão não precisa ser consciente. Basta que haja afinidade entre o seu padrão de pensamentos e o pensamento que é dirigido a você.

Do mesmo modo, bons sentimentos, pensamentos positivos e palavras de ânimo só encontrarão eco em seu íntimo se você estiver intimamente de acordo com eles.

Você não pode depender de nada externo para sentir-se bem. A felicidade não pode depender de fatores externos. Nem físicos, nem emocionais, nem mentais. A felicidade é um estado íntimo de ser, é uma maneira individual de ser, e esse estado único depende unicamente do seu Eu interior.

A felicidade não está nos prazeres físicos. Prazeres do paladar, do estômago, da pele, do toque, do sexo, dos sentidos físicos. A felicidade não está em determinados estados emocionais, não está na alegria, no riso, no contentamento com as coisas. A felicidade não está no saber, nas descobertas, na compreensão. Estes fatores proporcionam bem-estar, e este bem-estar pode dar a ideia de felicidade, mas não é a felicidade.

A felicidade vem de dentro pra fora, não de fora pra dentro. Qualquer sensação, emoção ou sentimento que dependa de fatores externos não é felicidade. Qualquer dependência de coisas ou pessoas está fadada à interrupção, pois estas coisas ou pessoas não ficarão eternamente à sua disposição.

A felicidade é um estado de ser, e não depende de nada que existe fora de você. É um estado íntimo de completude, de saber que se é e sentir que isso basta. Quem já experimentou a felicidade pode considerar-se feliz. Pode não estar feliz, pode não viver feliz, mas conhece a felicidade, sabe que ela existe, e tem convicção de que senti-la permanentemente é uma questão de tempo.

Não estamos prontos para vivermos felizes. O estágio evolutivo em que nos achamos, neste planeta de aprendizado, exige de nós ainda muito esforço e desenvolvimento até que tenhamos condições de experimentar a felicidade duradoura, constante. Isso pode levar muitas reencarnações, pode consumir um tempo incalculável. Não importa. Quem já sentiu a felicidade, quem sabe como ela é, por pouco que seja, por um vislumbre apenas, compreende a sua natureza e aceita de bom grado o esforço que ainda há de ser despendido para que haja o merecimento do estado de ser feliz.

Não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai da boca. Não é o que vem de fora que faz dele o que ele é, mas o que ele externaliza, o que ele joga para o universo. Não é o que atinge o homem que o faz feliz, mas o que sai do seu íntimo, o que ele tem dentro de si, o que ele é de verdade, a sua natureza de filho de Deus, substância divina, imagem e semelhança de Deus.

Não é o que entra no homem através dos sentidos físicos que o faz feliz. Não é a música, o perfume, o toque suave, o sabor agradável, a paisagem deslumbrante. Nada disso o faz feliz. Ele pode sentir-se bem com isso se estiver receptivo a isso. Mas o que o faz feliz independe do exterior. O que o faz feliz é o que ele exterioriza, o que ele oferece ao mundo, o que ele dá de si mesmo, o que ele acrescenta aos que convivem com ele, o que ele faz do seu universo particular.

15 comentários para O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca

  1. Morel Felipe Wilkon disse:

    Luiz, não há nenhuma passagem nos Evangelhos em que criticam ou condenam Jesus por beber ou comer carne. Não há nenhuma menção a carne; quanto a beber, a única indicação que nós temos é esta citada, em que ele diz que criticavam-no chamando-o de comilão e beberrão. É evidente que falavam isso para denegri-lo. Não podemos imaginar Jesus sob efeito de álcool.
    João Batista, diferente do que você afirmou, não bebia.
    Não acho que nada disso seja pecado. Aliás, não acredito em pecado como ensinado nas igrejas. Mas é melhor não beber.

  2. Luiz Ribeiro disse:

    Essa palavra dita por Jesus foi dita num contexto social e religioso de sua época, no seu convívio com os fariseus e doutores da Lei de sua época, dos teólogos de sua época, dos sacerdotes, dos escribas, que tentavam a todo tempo imputar a Jesus ofensas à sua integridade moral e espiritual por questões de usos e costumes, questões de caráter meramente ascético e sem nenhum valor para a espiritualidade ou sobre o domínio da sensualidade. Criticavam e condenavam Jesus, negavam sua autoridade, pela simples razão que comia carne e fazia uso de bebidas acoólicas, sendo amigo de publicanos e pecadores. Essa mesma doutrina farisaica é hoje pregada no seio das Igrejas Evangélicas Protestantes, Pentecostais, Neo-Pentecostais.

    Se beber moderadamente é pecado então João Batista foi pecador, e concomitantemente Jesus Cristo Nosso Senhor foi pecador e seu sacrifício na Cruz foi debalde.

    Mateus 11:16-19
    João Ferreira de Almeida Atualizada

    “16 Mas, a quem compararei esta geração? É semelhante aos meninos que, sentados nas praças, clamam aos seus companheiros:
    17 Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamos lamentações, e não pranteastes.
    18 Porquanto veio João, não comendo nem BEBENDO, e dizem: Tem demônio.
    19 Veio o Filho do homem, comendo e BEBENDO, e dizem: Eis aí um comilão e BEBEDOR DE VINHO, amigo de publicanos e pecadores. Entretanto a sabedoria é justificada pelas suas obras.”

    Até quando já passados 2000 anos e mais de 100 gerações ainda continuaremos a pregar o Evangelho das Flautas em solo brasileiro nas igrejas ditas evangélicas, pregando uma mentira que Jesus não bebeu bebida alcoólica e julgando um cristão por beber moderadamente e com decoro. ??????????????????????????????????????????

  3. Ana Lúcia G. Borges disse:

    Que um dia todos consigamos sentir a felicidade!!

  4. Morel Felipe Wilkon disse:

    Luciana, Não vejo nada de mal no comportamento do Beltrano. E suas atitudes demonstram que ele é um espírito mais adiantado, que tem controle sobre os próprios pensamentos, não se deixando afetar negativamente por influências externas como filmes violentos. Quanto ao Fulano, não sabemos o que se passa no coração de ninguém. É possível que ele faça um grande esforço para se tornar uma pessoa melhor, que esta seja a sua primeira reencarnação em que tem o firme propósito de regenerar-se, mas que ainda encontra muitas dificuldades na hora de colocar em prática. Mas está a caminho. Prefiro pensar assim do que ver nele simples hipocrisia. Os bons espíritos devem se aproximar dos dois. Do Fulano porque precisa mais; do Beltrano porque é mais útil. Mas o Beltrano está em vantagem, sem dúvida alguma. Boa questão; obrigado.

  5. Luciana disse:

    Esqueci de dizer:
    Conheço duas pessoas que se encaixam perfeitamente no perfil do Fulano e no do Beltrano, e o Fulano está sempre condenando o Beltrano por ele gostar de rock, ter tattoos, etc. Também já vi vários espíritas condenando pessoas que usam tattoos, ouvem rock, etc. E sempre que observo essas situações, me dá a impressão que “o mundo está ao contrário e ninguém reparou”, como dizia Nando Reis.

  6. Luciana disse:

    Olá Morel, bom dia!
    O que você acha dessas duas situações:
    Fulano gosta de música espírita, música suave e elevada, lê livros edificantes e fala coisas bonitas. Mas dentro do coração de fulano há muito ódio, mágoa e rancores por algumas pessoas, sem que ninguém saiba ele mente, calunia e difama seus desafetos. Mente para seus familiares, enquanto tenta manipulá-los.
    Já Beltrano adora rock pesado, usa tatuagens e piercings, adora filmes policiais e de ação, gosta de ler sobre a mente complexa dos psicopatas, é fã dos livros de Game oh Thrones e de Anne Rice, e gosta de dizer sempre a verdade, doa a quem doer. Beltrano no entanto é filho dedicado, trabalhador honesto, é vegano porque ama os animais e não suporta vê-los sofrer, é voluntário em um projeto que visita crianças com câncer, é amado e querido por todos os amigos e familiares, porque é sempre leal e prestativo. Não mente ou fala mal dos outros, tenta sempre resolver seus problemas com os desafetos.
    De quem você acha que os bons espíritos se aproximarão mais? Daquele que houve músicas elevadas, lê livros edificantes e fala coisas bonitas, ou daquele que ouve rock das trevas e consome arte de moral duvidosa?

  7. Morel Felipe Wilkon disse:

    Ótima atitude. É um peso a menos. Obrigado por compartilhar. Força e paz!

  8. Edson Pinto dos Santos disse:

    Esse seu tópico me lembra muito sobre reforma íntima.
    Só para resumir, esta semana tive uma atitude a qual deveria ter realizado há muitos anos.
    Me desfiz de algo que tinha desde rapaz.
    Guardada a “7 chaves” lá no guarda-roupas.
    Queria dar sumiço àquilo há muito tempo mas não me sentia confortável em entregar a qualquer órgão.
    Ela era legalizada com toda documentação.
    Então agi da melhor forma que achei.
    Desmontei-a toda, peça por peça, destruí mecanismos e joguei-a ao mar em lugares diferentes.
    Morel, você não sabe o bem-estar que isso me proporcionou!
    Agora no mar, cada pedacinho será corroído e ninguém jamais poderá usá-la para agredir um semelhante!
    Sinto-me muito bem e sentia muita vontade de compartilhar isso com vocês!
    Muita luz e felicidade a todos!!!

  9. Morel Felipe Wilkon disse:

    Karla, já passei por situação semelhante e sei o quanto é incômodo. Procurem orar muito para manter a paciência. A raiva prejudica em primeiro lugar quem a sente. Mas isso não tem nada a ver com felicidade. É preciso diferenciar felicidade e bem-estar. Quando esta situação se resolver, vocês voltarão a sentir bem-estar. Felicidade está bem além disso. Felicidade é um estado íntimo. Tanto isso é verdade que hoje você vive incomodada com “algo externo”; ou seja, depende, ainda, – como quase todo mundo – de fatores externos para sentir-se bem.
    Desejo melhoras na situação que você vive. Muita força e paz.

  10. Karla disse:

    Gostei da mensagem, mas discordo do trecho: “Você não pode depender de nada externo para sentir-se bem. A felicidade não pode depender de fatores externos”. Por exemplo, o que fazer quando moramos em um apto onde os vizinhos de cima nos infernizam todas as noites com barulhos até 1 da manhã e o síndico se omite completamente sobre isso? Meu marido acorda às 5:30, e essa situação está nos perturbando muito. Não adianta conversar com os vizinhos, eles são ignorantes e tão cínicos que negam que sejam eles. Queremos mudar, mas não temos condições no momento. Como podemos ser felizes se não conseguimos nem sequer dormir direito? E o pior, estamos com muita raiva de todos os envolvidos. Como podemos ser felizes numa situação como essa? Tentamos ignorar, mas é difícil quando se está tentando dormir e alguém joga algo no chão com toda força, fazendo um estrondo tão alto que você sente seu coração disparar de susto e raiva.

  11. Morel Felipe Wilkon disse:

    Muito boa ponderação, Ari. Obrigado por contribuir com o tema.

  12. Ari disse:

    Desculpe-me quando falei que é uma frase, na verdade é uma passagem da bíblia. Como sou um leigo na bíblia, comecei a estudar apenas 3 meses, ainda cometo e cometerei erros como esse.

  13. Ari disse:

    Bom dia, Morel. Achei muito interessante o título do artigo. É uma frase antiga e um tanto quanto atual. Enquanto espíritos em evolução, não devemos nunca nos esquecermos dela. Não adianta fazermos penitência (de alimentos e bebidas) se não fazemos penitência dos maldizeres, se não caminharmos de acordo com a boa conduta, se não corrigimos tantas outras imperfeições. Aceitar que a felicidade é um estado de espírito é o mesmo que acreditar em Deus. É intangível mas é real. É muito difícil entender que a solução de todos os problemas está dentro de nós. Às vezes projetamos uma imagem de uma pessoa e ficamos decepcionados quando descobrimos que não é nada daquilo que esperávamos. Mas fomos nós quem projetamos, não podemos culpar ninguém por algo que criamos. Isso nos prova o que você nos disse: “a felicidade não está nas coisas e nem nos outros”. Felicidade é um estado de espírito. Não é um dom, mas uma prática de boas ações sem esperar nada em troca. Fácil? Depende do estado evolutivo de cada um. Para mim é muito difícil, pois ainda sou melhor nas palavras do que na prática. Mas como você disse, todos chegaremos lá, uns mais rápidos outros mais lentos. Abraço e muita luz para todos.

  14. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado pela colaboração, Dinho.

  15. Dinho disse:

    Excelente postagem.
    Humberto de Campos, por intermédio do nosso querido Chico, narrou na obra Mensagens de Saúde Espiritual:

    “Certa vez, um homem esbaforido achegou-se ao grande filósofo e sussurrou-lhe aos ouvidos:
    - Escuta, Sócrates… Na condição de teu amigo, tenho alguma coisa muito grave para dizer-te, em particular…
    - Espera!… – ajuntou o sábio prudente. Já passaste o que vais me dizer pelos três crivos?
    - Três crivos? – perguntou o visitante espantado.
    - Sim, meu caro amigo, três crivos. Observemos se tua confidência passou por eles. O primeiro é o crivo da verdade. Guardas absoluta certeza, quanto àquilo que pretendes comunicar?
    - Bem – ponderou o interlocutor -, assegurar mesmo, não posso… Mas ouvi dizer e… então…
    - Exato. Decerto peneiraste o assunto pelo segundo crivo, o da bondade. Ainda que não seja real o que julga saber, será pelo menos bom o que me queres contar?
    Hesitando, o homem replicou:
    - Isso não… Muito pelo contrário…
    - Ah! – tornou o sábio – então recorramos ao terceiro crivo, o da utilidade, e notemos o proveito do que tanto te aflige.
    - Útil?!… aduziu o visitante ainda agitado. – Útil não é.
    - Bem – rematou o filósofo num sorriso, – se o que tens a confiar não é verdadeiro, nem bom e nem útil, esqueçamos o problema e não te preocupes com ele, já que de nada valem casos sem edificação para nós!…
    Aí está, meu amigo, a lição de Sócrates, em questão de maledicência…”

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