Reencarnação

Tudo pode dar certo!

Casal da melhor idade
Tudo pode dar certo!

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Tudo na sua vida tem a possibilidade de dar certo. Mesmo as coisas aparentemente mais absurdas carregam consigo a possibilidade de êxito. Cada um de nós nasce com um roteiro básico. Nada é pré-determinado, não existe fatalidade. Mas há uma série de fatores sobre os quais você terá que trabalhar.

Quando você reencarnou, você nasceu numa família com determinadas condições financeiras, com um certo grau de cultura, com alguns valores. Esse foi o meio em que você foi primeiramente inserido e a partir do qual começou a organizar esta sua passagem pela matéria. Você trouxe a sua bagagem milenar. Milênios de conhecimentos e experiências estão embutidos em você, abafados pelas percepções da matéria.

Você não precisa lembrar do seu passado de espírito imortal. Não precisa e não deve, o choque seria muito grande. Se às vezes precisaríamos esquecer um erro qualquer que cometemos num deslize do passado, imagine uma carga de experiência civilizatória neste planeta de provas.

Você traz dentro de si o que realmente importa. O que você sente dentro de si mesmo, os seus anseios e pensamentos íntimos são o que você é. E com estes valores e este acúmulo de experiências individuais que você carrega consigo, você influencia e é influenciado pelo meio em que reencarnou. Você recebe as tradições dos seus pais, a cultura do lugar onde vive, a massificação do pensamento fácil da grande mídia, as opiniões velhas e os preconceitos de todas as idades que assolam a sociedade desprevenida.

Mas tudo isso só tem poder real sobre você se você permitir. A influência existe. Mas você só a aceita se quiser. Por mais difíceis que sejam as condições em que você reencarnou, você não nasceu para fracassar e sofrer. Pelo contrário! Você nasceu pra vencer e ser feliz! É pra isso que nascemos, todos nós. Todos, sem exceção.

Vencer e ser feliz é fácil pra uns, menos fácil pra outros. Pra alguns é difícil. Pra ninguém é impossível. As coisas mais fabulosas que você imaginar têm chances de dar certo. Há coisas que pensamos serem impossíveis, só porque ninguém fez antes. Mas existe a chance de que dê certo.

Um casamento pode dar certo e pode dar errado. Qualquer um. Não há um casamento que inevitavelmente dê errado ou que indubitavelmente dê certo. Há chances de dar certo e há chances de dar errado. A criação dos filhos pode dar certo ou não. Há possibilidades dos dois lados. A escolha da sua profissão, o modo como você constrói a sua carreira, os seus projetos e sonhos mais mirabolantes. Tudo, absolutamente tudo na sua vida tem chance de dar certo.

Alguém pode lembrar que isso parece uma loteria. Há uma chance de você ganhar na loteria. Um chance entre milhões. É verdade que isso não é muito animador. Mas se você jogar na loteria, você estará concorrendo em igualdade de condições com milhares de outras pessoas sem poder interferir no processo.

Com a sua vida é diferente. As chances de dar certo são infinitamente maiores. Você está no comando. Você pode modificar o curso das coisas. Você pode fazer dar certo.

Há muitas coisas que já aconteceram e você lamenta que não tenham dado certo como você desejava. Não desanime. Para dar tudo certo, muitos fatores são envolvidos. Talvez você não estivesse preparado. Aproveite a experiência disso e siga em frente. Não se pode ganhar todas.

Mas é preciso saber que você tinha, sim, a possibilidade de fazer de outro modo, de fazer dar certo. Sempre temos mais a oferecer. Sempre podemos melhorar. Temos o dever conosco mesmos de fazer sempre melhor, cada vez mais perto da perfeição. Sem sofrimento, sem cobrança pelo que já passou. Mas com confiança de que estamos progredindo, que estamos aproveitando os ensinamentos colhidos entre erros e acertos.

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23 Comentários

  1. Amigo, você tem ótimas palavras para tudo. Leio todos os posts, continue trabalhando, obrigado.
    Em outra dimensão talvez você encontre muitos que irão te agradecer.
    Fique em paz

  2. Márcio, é claro que em relação à morte e a grandes acidentes não podemos simplesmente nos opor pela vontade. Alguém que tenha perdido uma perna não poderá ser um jogador de futebol profissional, por mais que se determine a isso. De qualquer modo, percebendo a Vida como uma continuidade, prefiro atribuir acontecimentos tidos como fatais apenas como decorrência do livre-arbítrio e da Lei de causa e efeito. Se nos reportarmos ao tempo e espaço onde Allan Kardec desenvolveu a codificação, França do século XIX, constataremos que muito do seu pensamento se deve à influência do Positivismo de Augusto Comte, seu conterrâneo e contemporâneo, idealizador da teoria “ordem e progresso” que se tornou lema de nossa bandeira. Obrigado pela contribuição.

  3. Sem dúvida, Morel. O que não podemos é lidar com os extremos e afirmarmos que tudo pode ser mudado. Nossa existência gravita entre duas coisas: fatalidade e livre-arbítrio.
    A morte sem dúvida é uma fatalidade. Mas, além dela, também existem outras. Por exemplo, quando alguém perde uma perna em um acidente, será que isso não foi escolha feito pelo próprio espírito? Não existe como mudar essa situação. Não acredito que podemos mudar o rumo de nossas vidas a qualquer momento. Não é tão simples assim. O que podemos mudar é nossa disposição mental frente aos acontecimentos, mas, nem sempre podemos mudar os acontecimentos.

    “859-a. Há fatos que devem ocorrer forçosamente e que a vontade dos Espíritos não pode
    conjurar?
    — Sim, mas que tu, quando no estado de Espírito, viste e pressentiste, ao fazer a tua escolha.
    Não acredites, porém, que tudo o que acontece esteja escrito, como se diz. Um acontecimento
    é quase sempre a conseqüência de uma coisa que fizeste por um ato de tua livre vontade, de
    tal maneira que, se não tivesses praticado aquele ato, o acontecimento não se verificaria. Se
    queimas o dedo, isso é apenas a conseqüência de tua imprudência e da condição da matéria.
    Somente as grandes dores, os acontecimentos importantes e capazes de influir na tua
    evolução moral são previstos por Deus, porque são úteis à tua purificação e à tua instrução.
    860. Pode o homem, por sua vontade e pelos seus atos, evitar acontecimentos que deviam
    realizar-se e vice-versa?
    — Pode, DESDE QUE ESSE DESVIO APARENTE POSSA CABER NA ORDEM GERAL DA VIDA QUE ELE ESCOLHEU. Além disso, para fazer o bem, como é do seu dever e único objetivo da vida, ele pode impedir o mal, sobretudo aquele que possa contribuir para um mal ainda maior.”

    Por fim, é sempre bom nos exercitamos no raciocínio, coisa pouco comum nos tempos atuais…
    Obrigado pela oportunidade. Simpatizei com seu trabalho !

  4. Márcio, fatalidade vem do latim fatum, sentença divina. Não existe fatalidade. Na questão 851 do Livro em que você se baseia, Allan Kardec pergunta: “Há uma fatalidade nos acontecimentos da vida, segundo o sentimento ligado a essa palavra; quer dizer, todos os acontecimentos são predeterminados, e nesse caso em que se torna o livre-arbítrio?”
    Resposta: “A fatalidade só existe no tocante à escolha feita pelo Espírito, ao se encarnar, de sofrer esta ou aquela prova; ao escolhê-la ele traça para si mesmo uma espécie de destino, que é a própria conseqüência da posição em que se encontra. Falo das provas de natureza física, porque, no tocante às provas morais e às tentações, o Espírito, conservando o seu livre-arbítrio sobre o bem e o mal, é sempre senhor de ceder ou resistir.”
    Se você considerar as “provas de natureza física” uma fatalidade, encerramos a conversa. O resto da resposta reafirma o que eu já disse antes. A palavra fatalidade só é utilizada no contexto kardekiano por falta de outra melhor. Tanto é que na questão 853 é dito que “Fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte.”
    Jesus também disse “Meu jugo é leve e meu fardo é suave”.
    Quanto a esta sua afirmação: “O espírito exerceu seu livre arbítrio na erratividade, ou seja, no mundo espiritual. No mundo material, ele apenas vê suas escolhas (livre-arbítrio) concretizando-se, visando seu progresso espiritual” – você acredita mesmo nisso? Escolhemos o filme que vamos assistir, nos sentamos na poltrona e o assistimos, placidamente?
    Mudamos o rumo de nossas vidas a qualquer momento, como e quando quisermos.

  5. Morel, sinto discordar de suas colocações. Veja que no início de seu texto, você afirma que não existem fatalidades. Leia o capítulo que citei e você verá que existem, sim, fatalidades em nossa vida.
    Você diz “Se a escolha de uma dificuldade significar a impossibilidade de êxito frente a essa dificuldade, adeus livre-arbítrio.”.
    Por esse ângulo, qual seria o fracasso na prova da pobreza? Ficar rico? E qual seria o fracassso na prova da riqueza? Ficar pobre? O espiritismo, como afirma Kardec, é uma doutrina filosófica, de consequências morais. E os espíritos explicam que as provas escolhidas tendem para essa finalidade. Sendo assim, essas “fatalidades” nos testam moralmente. E, segundo os espíritos que ditaram a codificação, o livre arbítrio, mesmo nas provas escolhidas (fatalidades) está em plena atividade. Aqui está a questão que as propostas de auto-ajuda não abordam, já que não são espíritas. O espírito exerceu seu livre arbítrio na erratividade, ou seja, no mundo espiritual. No mundo material, ele apenas vê suas escolhas (livre-arbítrio) concretizando-se, visando seu progresso espiritual. É preciso distinguir claramente que somos espíritos e nosso livre-arbítrio é exercido, tanto quando encarnados, quanto quando desencarnados.
    O que me parece, nos tempos atuais de tantas facilidades, já previstos nas escrituras como “tempos finais”, é que os homens, diante de uma infinidade de propostas artificiais, esqueceram-se de que Jesus afirmava que “aquele que quiser vir após mim, TOME SUA CRUZ e siga-me”. Sofrimento não significa infelicidade, assim como gozo não é sinônimo de felicidade.
    Grande abraço!

  6. Sim, Daniela. Devemos estar atentos para as lições da Vida. Se tivermos forças para isso, aprendemos e crescemos muito.

  7. Muitas vezes passamos por momentos que parecem ser os ideais, mas de repente tudo desanda. Aí é que neste momento devemos vigiar o que a vida quer nos ensinar.

  8. Márcio, o artigo não contraria em nada a instrução kardekiana que você citou. Pelo contrário; está de pleno acordo com ela. As escolhas que o espírito faz são para o seu crescimento e do seu próximo. Se a escolha de uma dificuldade significar a impossibilidade de êxito frente a essa dificuldade, adeus livre-arbítrio. De que valeria o esforço e a superação e regeneração se tudo ficasse circunscrito à escolha anteriormente feita? Há a escolha. E sobre ela se trabalha.
    E o Espiritismo – filosofia, ciência, religião – é autoajuda, embora essa expressão provoque arrepios em alguns conservadores. A reforma íntima é individual, e nada acontece se o espírito não ajudar a si mesmo.
    Obrigado pela colaboração, Márcio.

  9. Gostei do artigo. Otimista. Mas, segundo Allan Kardec, nossa vida possui, sim, um certo “destino” que deve ser considerado em suas reflexões. Com esse ensinamento, aparentes fracassos seriam apenas provas escolhidas e não incapacidade do indivíduo em atingir um objetivo. Nesse ponto é que falham, e muito, as filosofias de auto-ajuda, já que não contemplam as escolhas que o espírito faz na erraticidade.

    “A fatalidade não é, entretanto, uma palavra vã; ela existe no tocante à posição do homem na
    Terra e às funções que nela desempenha, como conseqüência do gênero de existência que
    o seu Espírito escolheu, como prova, expiação ou missão. Sofre ele, de maneira fatal,
    todas as vicissitudes dessa existência e todas as tendências boas ou más que lhes são
    inerentes. Mas a isso se reduz a fatalidade, porque depende da sua vontade ceder ou não a
    essas tendências. Os detalhes dos acontecimentos estão na dependência das
    circunstâncias que ele mesmo provoque, com os seus atos, e sobre os quais podem
    influir os Espíritos, através dos pensamentos que lhe sugerem. (Ver item 459).
    A fatalidade está, portanto, nos acontecimentos que se apresentam ao homem como
    conseqüência da escolha de existência feita pelo Espírito; mas pode não estar no resultado
    desses acontecimentos, pois pode depender do homem a modificação do curso das coisas,
    pela sua prudência; e jamais se encontra nos atos da vida moral.”

    Livros dos Espíritos : VIII RESUMO TEÓRICO DO MÓVEL DAS AÇÕES HUMANAS

  10. Simplesmente M A R A V I L H O S O!!!!
    Disseste tudo que eu precisava para concluir minha reflexão e tema de casa que minha psicóloga deu ontem! Muito obrigada por compartilhar seu conhecimento e luz!!!
    Abraço,
    Iara

  11. Bom dia, Rodrigo. Temos que aproveitar os meios que foram colocados ao nosso alcance para o nosso desenvolvimento. A reencarnação é um segundo na etrnidade, mas é uma oportunidade única. Temos que aproveitá-la da maneira mais útil e construtiva possível.

  12. Bom dia Morel, como sempre você traz os assuntos certos para os momentos certos. Era justamente isso que vinha pensando no ônibus hoje, ao me dirigir pro trabalho. Estava recordando um pouco sobre a minha existência nessa encarnação, o meio onde nasci, minha infância e adolecência, e vejo que tudo deveria ser do jeito que foi, consigo enxergar o lucro que tive espiritualmente e moralmente renascendo assim. Agora é bola pra frente, né? Me sinto feliz por ser quem sou, muita paz.

  13. Ótimo texto! A felicidade é uma coisa bem complexa, né? Depende do contexto de cada pessoa. O problema é que a maioria das pesssoas acabam atribuindo a felicidade a coisas materiais e na maioria das vezes ela está presente na simplicidade de cada momento!

  14. Muito obrigado, Morel. Era mesmo isso que eu precisava ouvir! Há momentos na vida em que tudo dá errado e nos questionamos por quê! O poder esta em nós de lutar para conseguir vencer! Nada é impossível, tenho só que mudar os meus pensamentos para positivos, lutar e ter esperança. Muito obrigado.

  15. Bom dia Morel, sábias palavras. Às vezes nos esquecemos que estamos no comando da nossa vida.

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