Família

A educação das crianças

crianças negras na escola

Morel Felipe Wilkon

Ouça este artigo na voz do autor

Artigo publicado originalmente em 27/05/2012

Você valoriza a educação das crianças? Quer o melhor para elas? Acredita que o futuro pode ser melhor graças a elas?

Só alguém muito insensível para não se emocionar ao ver um bebê sorrindo. Mas as crianças crescem rápido, deixam de ser bebês em pouco tempo, e exigem um bocado de esforço por parte dos pais ou responsáveis por sua educação.

Esse é o ponto, educação. O que você acha que é educar uma criança? Ensinar bons modos, noções de urbanidade? Pedir por favor, com licença e dizer obrigado é importante, mas isso qualquer bandido é capaz de fazer.

Quem é que não gosta?

Comparação ruim? Bandidos também foram bebês, provavelmente bonitos e frágeis, como são os bebês. Não é preciso compartilhar do pensamento espírita, nem ter noções de psicologia para saber que há casos excepcionais em que a educação, por melhor que tenha sido, e por mais eficiente que pudera ser com outras crianças, não consegue bons resultados sempre. Mas são exceções, não a regra.

A regra é que a educação exerce papel fundamental para o encaminhamento do espírito que retorna a Terra sob a aparência frágil de uma criança como meio de iniciar novo aprendizado, nova experiência, contando para isso com a boa vontade e o bom senso daqueles que as geraram ou que as tomaram sob sua responsabilidade.

Sob a fragilidade de uma criança está um espírito milenar, talvez mais experiente que você e eu, temporariamente esquecido de sua real condição. Não se lembra de suas vidas pretéritas, de seus amigos e adversários do passado, de sua ciência e experiência. Mas intimamente traz consigo sua bagagem cósmica, o adiantamento moral, intelectual e emocional que já tenha alcançado, que nunca é igual em duas pessoas, pois todos são diferentes, todos são únicos.

Em cima disso, dessa bagagem viva mas adormecida, é que devem os pais trabalhar para desenvolver, com o melhor proveito possível, as boas tendências, os aspectos positivos já desabrochados. E combater, com todas as forças, as más inclinações, as falhas de caráter.

Educação é fundamental. Somos espíritos lidando com espíritos

Não é tarefa das mais simples. São espíritos lidando com espíritos. Mas é tarefa necessária, obrigatória, e que pode ser encarada como uma missão das mais importantes.

É triste ver quantos pais subestimam essa missão. É deprimente observar o desleixo com que muitos deles exercem seu dever. É revoltante notar que é comum que a maternidade/paternidade ocupe papel secundário.

Pode parecer dramático, mas é fato inegável: Cada fase na vida de uma criança é um período único, que não volta mais; cada dia é uma oportunidade que não merece ser perdida; cada momento, se bem aproveitado e conduzido, pode representar um importante passo no crescimento espiritual do serzinho sob nossos cuidados. Claro que a responsabilidade maior é dos pais, mas todos podem e devem contribuir com o que tiver ao seu alcance para bem orientar o rumo dos pequenos.

Quantas vezes você ouve pais se queixando dos filhos? Não podemos julgar, de jeito nenhum. Não sabemos o que se passa na vida íntima de ninguém. Mas é evidente que muitos deles, talvez a maioria, não investem no acompanhamento, na orientação. Acham que amor é fazer vontades. Que horrível! Isso ou é ignorância pura ou, pior que isso, é preguiça, a mais podre e devastadora preguiça, pois explicar, corrigir, adequar, repreender quando necessário, é coisa que dá trabalho, exige esforço, paciência, dedicação, amor!

Amor algum se traduz em coisas ou objetos. Amor é dar sempre o melhor de nós, o que de mais importante temos para oferecer, o máximo que conquistamos em nossa jornada espiritual. Não nos descuidemos. Cada dia é importante.

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11 Comentários

  1. Olá Morel,
    Estava procurando um assunto em seu site e não encontrei.Quero perguntar, se puder/quiser responder!
    É sobre as consequências para o casal que decide não ter filhos.
    Obrigada!

  2. Entendo perfeitamente o que você fala. Tenho uma filha assim. O tema é amplo e complexo, e não me sinto preparado para tratá-lo com a isenção devida. Sugiro um livro – que não li: http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/

    Não se trata de livro espírita. Acredito que o Espiritismo não pode se propor a tratar pessoas conforme as classificações que as damos. Pessoas são espíritos; espíritos estão em fase de aprendizado; e isso requer tempo e esforço.

  3. Boa tarde Morel,
    Gostaria que desse sua opinião sobre as crianças que estão sendo classificadas como hiperatividade. Procurei o tema no seu site mais não encontrei. Tem alguma sugestão de livros ou vídeos?
    Tenho filho muito difícil às regras, e estou tendo muita dificuldade, principalmente agora no colégio, ele tem 04 anos, e já frequentou psicóloga, neuro. Mas assim sei que muito pouco espaço para explanar toda o cotidiano, porém tenho tido muitos problemas conjugais e na escola por conta do seu comportamento extremamente inquieto.

  4. Ligia, um dos dois terá que ceder. Se você acha que deve estudar, estude. Quanto aos filhos, procure fazer um acordo com o seu marido. Coloque-os na catequese com a condição de que ele não interfira em pequenas orientações espíritas que você passar a eles no dia-a-dia.

  5. Olá Morel. Procurei em sua página algum texto relacionado ao ensino religioso para nossos filhos. Sou espírita e meu marido católico. Quero colocar meus filhos (4 e 13 anos) para fazer Evangelização na Doutrina Espírita e meu marido disse que devo esperar eles definirem qual religião seguirão, só que me preocupo de eles não terem essa base religiosa e gostaria que fosse no espiritismo pois ele é livre de rituais e dogmas. Já meu marido disse que se for pra dar um ensino religioso que seja o católico. Como agir nesse momento, pois até eu gostaria de fazer o ESDE, pois meu conhecimento da doutrina é muito superficial. Obrigada.

  6. Gil, essa é a tarefa mais básica e quase sempre a mais complexa, pois lidamos, na maioria das vezes, com espíritos conhecidos de há muito tempo e com os quais temos algumas diferenças. Esta situação atinge a maior parte das famílias, acredite. O diferencial está no esforço e conscientização dos pais. Muitos acham difícil e deixam por isso mesmo. Não estou livre destes problemas. Tenho cinco filhos, sei o que representam.
    Não podemos perder de vista a oportunidade que temos de nos redimirmos de erros que podemos ter cometido em relação a esses espíritos que reencarnam como nossos filhos ou simplesmente a chance de auxiliarmos decisivamente esses espíritos que estão temporariamente sob nossa custódia. Tudo passa, não esqueça disso. A adolescência é intensa mas passa rápido. Suas forças não estão se esgotando, não. Deus lhe confiou essa tarefa sabendo que você tem condições de cumpri-la. Temos conhecimentos que outros pais e mães não têm, logo, nossa responsabilidade é maior.
    É claro que pode haver alguma influência espiritual, mas é nesta fase que o espírito se confronta com suas próprias falhas de caráter. Mantenha-se alerta; é o seu papel.

  7. Morel, tenho duas filhas, a mais velha já tem 20 anos e é uma pessoa muito responsável e ética, já cursa faculdade e quando adolescente me deu um pouco de trabalho próprio da idade.
    A mais nova hoje está com 12 anos e este ano começou a me dar muito trabalho, tanto com os estudos que nunca havia tido problemas antes como em seu comportamento com professores e aqui em casa também.
    somos uma família espírita, fazemos o evangelho no lar, estudamos o ESDE e frequentamos as palestras do centro e alguns trabalhos. ela também participa do evangelho e faz evangelização no centro que frequentamos.
    Ela sempre foi uma criança dócil e bem educada, mas há um ano mais ou menos vem apresentando um comportamento horrível de total desleixo com seus estudos e inclusive com sua higiene pessoal, diz que sente muita preguiça e não quer nem fazer as tarefas da escola. É uma menina muito inteligente, mas está totalmente desligada de tudo e corre o risco de perder o ano escolar por estar com notas baixíssimas, tenho brigado muito com ela pois não quer obedecer ordens de espécie alguma. Estou desanimada e cansada de tanto falar, conversar, brigar, enfim minhas forcas estão se esgotando. Sei que farei tudo pra tirá-la deste caminho. Me ajude, isso pode ser um processo obsessivo? O que devo fazer além de não desistir e orar muito pra que Deus me dê sabedoria e paciência?

  8. Olá Morel,
    Tenho um filho de aproximadamente 2 anos e me emocionei com sua reflexão. Todos os dias me pergunto o que fazer para colocar meu filho no rumo certo, para que ele respeite seus semelhantes e ajude na construção de um mundo melhor. E parece que tudo me leva a crer no que você salientou, seja um pai presente, dedique seu tempo a ele, não deixe o tempo passar sem estar próximo dele e poder corrigir e ensinar, afinal o tempo passa muito rápido.
    Que Deus continue te iluminando e que você nos presenteie sempre com reflexões que nos façam acordar para o verdadeiro sentido da vida!
    Obrigado Morel por dedicar seu tempo a todos nós!

  9. Muito bom texto, Morel.
    Criança vive é de exemplo, não só de teorias. Querer que a criança faça algo que nem nós fazemos é esperar demais.
    Bom dia a todos, com muita paz.

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