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Espiritismo e umbanda

umbanda


Você acha que umbanda é espiritismo? Estou perguntando pra você; eu, particularmente, aprendi a evitar discussões estéreis. Perde-se tempo e se ganha desafetos. Discussão boa, mesmo, é discussão evitada. O fato é que a umbanda foi anunciada dentro dum centro espírita.

As pessoas com quem me relaciono sabem da minha condição de espírita, e muitas vezes fazem confusão com umbanda ou batuque. Batuque é como se chama aqui no Sul a religião de nação africana. O candomblé não é muito comum por aqui.

Espiritismo e umbanda
Espiritismo e umbanda

A confusão não me incomoda, embora não deixe de ser estranho o desconhecimento que a maioria das pessoas tem sobre as diferentes denominações. Muitos pensam que espírita larga despacho nas encruzilhadas, que acende vela, que toca tambor, que faz trabalho no cemitério. A confusão é grande.

Frequentei umbanda e batuque na infância e na adolescência. Conheci terreiros totalmente diferentes uns dos outros. Desde humildes cômodos de madeira caiada até grandes salões. Desde a chamada umbanda branca, com cânticos sem o uso de tambores, até sessão de exu, de uma energia pesada e de um barulho infernal.

Mencionei há pouco a umbanda branca. É um modo de distingui-la da umbanda misturada com nação, coisa muito comum por aqui. Acontece o mesmo com o espiritismo, que às vezes é denominado de espiritismo kardecista para diferenciá-lo da umbanda e de religiões africanas. E aqui chegamos num ponto sensível, pois nem os espíritas gostam de ser chamados de kardecistas, nem os umbandistas gostam que se diga umbanda branca. Os espíritas explicam que o termo espírita” foi criado por Allan Kardec. Os umbandistas dizem que só existe uma umbanda.

O fato é que o conteúdo filosófico legado por Allan Kardec é seguido pela umbanda. As diferenças entre espiritismo e umbanda estão na forma exterior, já que a umbanda adota o uso de imagens, símbolos, pontos cantados e riscados, práticas que são evitadas no espiritismo.

Há anos venho lendo e sendo informado de que a umbanda vem passando por um profundo processo de mudança. Conheci um terreiro no início deste ano que segue as novas orientações do plano espiritual e pude notar o esforço em adotar uma doutrina própria. Talvez você não saiba, mas a umbanda teve início no espiritismo. E passou a denominar seus templos de “centro espírita” no tempo em que as religiões africanas ainda eram perseguidas pela polícia. Para evitar problemas, adotaram o nome de “centro espírita” ou “centro espírita de umbanda”. Nem sempre houve liberdade religiosa no Brasil…

Espiritismo e umbanda são religiões distintas, não há dúvida. Eu, particularmente, ainda não me convenci de que o espiritismo seja uma religião, mas aí já é outro assunto. Acredito que são duas correntes espirituais que se complementam harmoniosamente. É interessante observar que assim como quem não conhece o espiritismo confunde conceitos que para nós são muito claros, também há espíritas que fazem julgamentos sobre a umbanda sem nunca ter pisado num terreiro.

A espiritualidade responsável pela nossa orientação aqui na Terra certamente não faz essas distinções. O sectarismo é típico de mentes primárias, que ainda precisam se apegar ferrenhamente a algum rótulo ou título que lhe empreste alguma distinção. Você acha que um espírito superior a nós, empenhado em esclarecer e fazer o bem, vai dar alguma importância pra denominação religiosa? Vai perguntar se você é espírita, umbandista, católico, protestante, budista, muçulmano? Claro que não!

O espiritismo não é o único meio de salvação humana, e não existe dono da verdade. Mas voltando a pergunta lá de cima: Você acha que umbanda é espiritismo? Uma das definições de Allan Kardec dizia que “espírita é aquele que crê nas manifestações dos espíritos”.

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152 Comentários

  1. Gandhi disse assim: “Acredito na verdade fundamental de todas as grandes religiões do mundo. Acredito que todas elas foram inspiradas por Deus e que eram necessárias para os povos a quem foram reveladas. Se pudéssemos ler as escrituras das diversas religiões com a cultura dos seguidores daquelas religiões, chegaríamos à conclusão de que todas elas estão de acordo nos seus princípios básicos e que são úteis para todos”.

    Se assim procurássemos entender essa iluminada mensagem, poderíamos, até, não eliminar os conflitos que existem entre os seguidores de quaisquer linha de pensamento e/ou práticas religiosas, mas, pelo menos,
    seriam eles (os conflitos) minimizados aos máximo, realidade que nos possibilitaria tornar muito mais forte e bem maior a nossa vontade na prática do amor ao próximo, levando-nos, entrementes, a cumprir um dos mais elevados atributos divino que Deus nos ensina através de toda e qualquer religião existente em nosso planeta, conforme fez Ele no-los transmitir por seus ministros cósmicos, Buda, Jesus, Confúcio e outros mestres de sua Corte Celestial.

    Não por ser umbandista que, assim, também, penso, mas, porque sempre procuro conduzí-lo embasado em um dos mais sublime instrumento, ou seja, o respeito.

    Finalizando, permitam-me ressaltar minha crença em que todo espírito evoluído, quando solicitado, sempre vai ouvir as suas preces e atender os pedidos que lhes são dirigidos, quer sejam feitos em qualquer ambiente religioso, no lar ou onde a pessoa estiver.

    Um abraço sempre amigo,

    Adalberto.

  2. Está escrito nos livros espíritas, que o espíritismo, não é uma religião, e sim uma doutrina. No espíritismo, nada é imposto, você age do jeito que lhe é conveniente, e para toda ação, há uma reação. É simples. Você faz sua escolha, e para cada escolha haverá uma reação. Só isso.

  3. o amor vence os preconceitos seja onde ele estiver até mesmo entre pss do mesmo sexo , a luta é quande de mais mais em tudo esxite a luta , a força para conquistar tudo que se deseja na vida.

  4. Muitos Espíritas, ainda hoje se denominam Kardecista, ou Centro de Mesa Branca. Quando se dispõe a trabalhar nessa Doutrina, temos a obrigação de evoluir e para isso estudar. Deixemos esses velhos modelos. Somos simplesmente Espíritas. Quem quiser, que nos entenda.

  5. Boa tarde.
    Morel, parabéns pelo texto e pelo site.
    Eu, desde criança frequentei o kardecismo, quando há 7 anos atrás, dentro do centro kardecista, fui informado que precisaria desenvolver minha mediunidade num terreiro.
    Como disse, estou há 7 anos na umbanda e nunca deixei de ler Kardec e Chico Xavier.
    Peço aos amigos para lerem TAMBORES DE ANGOLA, onde mostra a junção das duas religiões (espírita e umbandista).

    Em resposta à senhora que defendeu Buda, gostaria de dizer que: Buda não era budista, Cristo não era cristão e nem Maomé era muçulmano.
    Eram mestres que ensinavam o amor,
    o amor era a sua religião!!!

  6. Olá,

    amei o texto e a forma respeitosa com que os vistantes discutiram o tema.
    Eu compartilho o pensamento do Juliano.
    Estudei, frequentei e tive amigos de diversas religiões. Valorizo e sei da importancia de todas elas para o progresso da humanidade.
    Mas eu me AFINIZO com o Espiritismo. Pela objetividade no estudo do evangelho ,viés científico, estímulo ao trabalho social e simplicidade das práticas mediúnicas.
    Abraço!

    OBRIGADA Morel por essa site luminoso!

  7. Octavio, assim como Espiritismo e Umbanda são confundidos, também há confusão entre Umbanda e religiões de nação africana. A Umbanda não existia na África. A Umbanda é religião brasileira – cristã e brasileira – nascida dentro de um centro espírita, a partir do trabalho de Zélio Fernandino de Moraes orientado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas. A Umbanda tem elementos africanos, mas não é religião africana.

  8. TODAS AS RELIGIÕES SÃO RESPEITÁVEIS E AS OPINIÕES BEM RECEBIDAS.
    A UMBANDA JÁ EXISTIA NA ÁFRICA ANTES DA CODIFICAÇÃO DA DOUTRINA ESPÍRITA EM 1857 QUANDO FOI PUBLICADO O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
    A UMBANDA É UMA RELIGIÃO CUJA DOUTRINA É ESPIRITUALISTA, TAL QUAL O ESPIRITISMO, CATOLICISMO, EVANGELISMO ETC.
    PARA CONTINUAR SEU TRABALHO DE AJUDA À HUMANIDADE A UMBANDA NÃO PRECISA SE INTITULAR ESPÍRITA, POIS SEU APARECIMENTO NO BRASIL RESULTA DE UM ATO HEROICO DOS ESCRAVOS ORIUNDOS D’AQUELE CONTINENTE.
    PARA PRATICAR SUA RELIGIÃO LIVREMENTE OS ESCRAVOS INCLUÍRAM OS SANTOS CATÓLICOS NA NOMENCLATURA UMBANDISTA. ISTO NÃO MODIFICOU A DOUTRINA NEM A FÉ DOS UMBANDISTAS QUE ATÉ HOJE TRABALHAM PELO BEM COMUM.

  9. A Caridade é a Lei Universal, e os que trabalham nas searas umbandistas, devem ter nela um guia infalível para o desenvolvimento das atividades, assim como todos os Centros Espíritas que dizem adotar a codificação de Kardec não são, na realidade, espíritas, também muitas Tendas e Terreiros não representam os verdadeiros conceitos da Umbanda.

    Há de se lembrar que o mundo espiritual é habitado pelos espíritos, seres inteligentes da criação, imateriais, que mantêm sua individualidade e assim têm formas de pensar diferentes, formando então, grupos de afins. Não pensamos de maneiras iguais ou robotizados, guardamos sempre a opção íntima. Nisso está a verdadeira fraternidade, que nos amemos uns aos outros e respeitemos as convicções pessoais e diferenças, pois se os métodos de trabalhos se multiplicam ao infinito, o mestre da caminhada permanece um só, Jesus, ou como a cultura em questão o chamamos “Oxalá”.

  10. Olá irmãos, aqui gostaria de falar que concordo plenamente com nosso irmão Morel Felipe, a umbanda nada mais é que o verdadeiro espiritismo… só que cada um tem uma forma de pensar, agir, também praticar. O que eu tenho a dizer a todos é que a linha BRANCA como falam existe, por que tem dois lados, o bom e o ruim, como o próprio Jesus disse na oração do pai nosso… assim na terra como nos céus, como tem pessoas más e tem pessoas boas.. .espíritos bons e espíritos ruins… Ok, axé a todos e muita paz meus queridos. Vamos dialogar.

  11. A vida toda frequentei centros Kardecistas.
    Quando conheci a Umbanda me apaixonei. Aqui no nosso Terreiro só fazemos a caridade. Seguimos a Jesus e Kardec com a ajuda e a força dos Orixás.
    Nos consideramos Umbandistas-Espíritas-Cristãos.
    TUEJ – Terreira de Umbanda Estrela da Jurema.

  12. Bom Dia
    Vejo comentarem sobre Umbanda Branca e aí imagino: onde existem centros/terreiros aqui em São Paulo de Umbanda Branca? aquela que não tem atabaque (detalhe) e claro, desde 2008 quando resolvi conhecer a Umbanda e conheci vários terreiros (Umbanda!) nunca encontrei Umbanda Branca na definição de Rubens Sarraceni (Pai Rubens) aqui em São Paulo/Capital. E este site é interessante, mas meu tempo é escasso. Creio que todo umbandista sincero lê e estuda Kardec, eu além dele acho Budismo fundamental. Gostaria se alguém soubesse de um centro/tenda/terreiro de Umbanda Branca me avisa. Sinceros respeitos a todos rogando a Paz (vibrações) de Oxalá a todos nós.

  13. Robison, quando falamos em “incorporação” podemos ter a impressão de que o espírito manifestante “entre” no corpo do médium, o que não acontece. A influência é mental. Assim, sempre que há uma parceria no trabalho entre encarnado e desencarnado, há alguma influência por parte do espírito desencarnado sobre o encarnado, logo, há uso, mesmo que inconsciente, de algum grau de mediunidade. O que se chama de “passe incorporado” seria o passe dado através do médium numa atitude mais passiva, permitindo uma maior influenciação por parte do trabalhador desencarnado. A análise sobre o passe não pode ser feita observando-se sua “modalidade”, e sim a seriedade da casa, dos médiuns, da orientação da casa a respeito da necessidade de estudo e do Evangelho de Jesus.

  14. Olá Morel, gostaria de tirar uma dúvida sobre o espiritismo, não sei se posso, nem se é o objetivo do site, mas não custa tentar. Adoro o espiritismo, frequento regularmente, e na minha cidade tem vários centros, alguns usam de ‘passe incorporado’ que é aquele passe onde o médium usa a mediunidade para dar o passe, já outro não tem esse tipo de passe, só o passe com orações. Eu gostaria de saber, por que essa diferença entre os centros, algumas pessoas que vão ao centro que não tem passe incorporado dizem que os centros que aplicam passes incorporados não são confiáveis, que isso não é necessário… realmente existe essa diferença?
    Agradeço desde já!!

  15. Obrigado Morel, sua resposta foi justamente a que eu esperava, quero agradecer também ao Alexandre (26/06/2014) pelo seu comentário, enquanto eu lia eu sorria por dentro porque Alexandre eu também vivenciei momentos iguais aos seus, meu muito obrigado a vocês, estejam sempre assim com Deus no coração.

  16. Vi os comentários a respeito do Budismo e queria aqui defender, sou budista praticante, e também adoro a religião ESPÍRITA. Sempre visito este site que tem um valor espiritual grandioso e muito a agregar, porém, não acho o budismo além nem aquém do Espiritismo, acho que são dois grandes ensinamentos, assim como o Cristianismo Evangélico, a fim de elevar a humanidade! Grande abraço a todos que visitam este site! Fiquem com Deus!

  17. Olá, primeiramente gostaria de dar os parabéns pela matéria, achei muito boa!

    E, nossa… muito me espanta uma pessoa que se diz budista ser tão agressiva assim mesmo, com tantas pedras na mão, se o budismo prega a paz e a fraternidade… ainda que eu não conheça do budismo, mas esta característica é conhecida até por leigos sobre esta religião assim como eu. Eu particularmente duvido que ela seja realmente budista, creio sim que ela faça parte destes grupos do “politicamente correto” fãs do governo que aí está e pertence a estes “movimentos sociais” (que servem somente para criar o ódio entre pessoas “diferentes” umas das outras, pois na visão deles tem pessoas que são inferiores às outras e merecem mais benefícios…) Mas se for realmente budista, está precisando urgente de conselhos de um líder religioso da religião dela (o qual não sei a nomenclatura)…

  18. Lacy, não tenho vergonha nenhuma de defender meu ponto de vista. Considero, sim, o ensinamento de Jesus como o mais avançado. E a doutrina que melhor explica o ensinamento de Jesus, trazendo-o para os dias de hoje, em que temos acesso a muitas informações que eram desconhecidas do grande público no tempo de Jesus, é o Espiritismo. SOU cristão; ESTOU espírita. O ensinamento de Jesus é cósmico, eterno. O Espiritismo é provisório, é o meio mais adequado, atualmente, para difundir o conhecimento acerca da nossa verdadeira natureza espiritual.
    Você não parece muito pacífica, Lacy; talvez deva fazer um retiro no Tibete. Não é fanatismo nem ignorância defender aquilo em que acreditamos, Lacy. E não me considero mestre, jamais me propus a isso. Meu mestre é Jesus. É claro que considero a filosofia que adoto como a melhor. Não faria o menor sentido adotar uma filosofia que eu não considerasse a melhor. Não é mesmo?
    Estudei as maiores religiões do mundo, Lacy. Mas levaria algum tempo para entrarmos num acordo sobre o que são os “textos budistas” a que você se refere. Também daria algum trabalho para estabelecermos o que são estes “povos budistas”.
    Tenho muito respeito pelo budismo. Mas a maior parte dos budistas adota o budismo conjuntamente com outras religiões. Não sei quem são “os espíritas” orgulhosos e fanáticos”. Espíritas são pessoas como quaisquer outras, com suas falhas de caráter e imperfeições. Não se pode generalizar. Seria o mesmo que dizer que todas as meninas chamadas Lacy são nervosas – não que você seja, claro. Particularmente, não me julgo o melhor da Terra, nem conheço nenhum espírita assim. Quanto à doutrina, sim, considero a vanguarda do conhecimento espiritual. Isso, claro, como eu já disse, é provisório, pois conceitos defendidos pelo Espiritismo – como a reencarnação, defendida também pelo budismo e por dois terços da população mundial – tendem a se tornarem de domínio público, sem que as pessoas se tornem, necessariamente, seguidoras do Espiritismo. Como disse León Denis, o Espiritismo não é a religião do futuro, mas é o futuro da religião.
    Estou respondendo a você num domingo pela manhã, em que acordei às duas e meia da manhã para gravar um vídeo e responder aos comentários do site. Estou bem acordado e bem disposto.
    Fique com Deus, Lacy. Mesmo sabendo que o budismo prescinde da ideia de Deus.

  19. Senhor Morel: o senhor não tem vergonha de dizer que considera o ensinamento de Jesus superior ao do Buda? Dizendo isso, o senhor passa atestado de ignorância e de fanatismo. Ignorância porque o senhor nunca leu os textos budistas, então, como pode ter certeza de que os ensinamentos de Jesus são superiores aos do Buda? O senhor é um mestre? É claro que não, pois um mestre não diz que sua filosofia é melhor do que outra. Pois saiba que os povos mais pacíficos da Terra são budistas, não são cristãos. O senhor sabia que os espíritas são orgulhosos e fanáticos? Sim, eles se julgam os melhores da Terra. Eles se julgam com verdade. Para eles, o espiritismo é a religião do terceiro milênio. É o consolador prometido. Imagine! Ah, senhor Morel, acorda enquanto é tempo.

  20. Cristiane, o Espiritismo não é um manual de certo X errado. Todos precisamos trabalhar de alguma forma para nos sustentarmos. O que vai determinar se o seu ganha-pão compensa o aspecto negativo que você começa a notar nele é você mesma. É a sua experiência, o que você já viu, presenciou, percebeu que irá formar a base da sua decisão.

  21. Tenho um bar, e estive assistindo o vídeo sozinho e percebi que é um ambiente que tem um certo peso, apesar de ter feito tudo com muito carinho e sempre pedindo a benção de Deus. Nos últimos dias resolvi abrir mão do meu estabelecimento, gostaria de saber se isso é realmente o correto a ser feito. O que o Espiritismo diz/orienta nesse caso.

  22. Morel,

    Conheci o Espiritismo há mais ou menos 20 anos, quando um amigo me emprestou o livro “Violetas na Janela”. Li os três livros seguintes, da mesma autora, e depois o mesmo camarada me emprestou “Nosso Lar”.

    Li muitos romances e ouvia falar de Umbanda e passei a admirá-la a pesquisar sobre ela mesmo sem nunca ter ido a um terreiro, ou tenda como queira.

    Na casa onde fui levado a convite de um casal conhecido, encantei-me com a disciplina, simplicidade e elevado padrão vibratório.

    Questionei a mim mesmo: Onde estão os atabaques (tambores) e as oferendas? Ledo engano, ali não havia nada disso.

    Durante a consulta, recebi uma psicografia que na verdade se tratava de um convite da espiritualidade. Poucos meses depois estava lá, vestido de branco, como voluntário.

    Depois conheci uma Casa co-irmã, onde me tornei membro e me encontro em processo de educação mediúnica há três anos.

    Também sou aluno da Comunhão Espírita de Brasília, onde concluirei o estudo sistematizado no próximo mês e darei início ao estudo da mediunidade.

    Espiritismo e Umbanda são correntes filosófico-religiosas distintas, mas que a meu ver se complementam.

    A Umbanda lida com magia, desfaz energias deletérias, combate orgulho e vaidade por meio de guias humildes e caridosos, representados nas figuras dos pretos velhos e caboclos.

    Não que o Espiritismo não pregue a caridade, não é isso que quero dizer, mas por ter nascido na Europa e ter conteúdo altamente filosófico, não atende a camada mais simples da população.

    Contudo, a solidez da base espírita codificada por Allan Kardec é imprescindível a quem busca a renovação íntima e o intercâmbio com espíritos de luz.

    A Umbanda já trabalha para libertar seus adeptos do culto exterior, orientando-os a se focar nas energias e não no materialismo simbólico.

    Eu me considero espírita: participo do movimento de divulgação, estudo, faço a caridade na medida do meu alcance e comungo dos princípios dessa filosofia.

    Mas carrego comigo um lado espiritualista, que se afiniza com a Umbanda, não essa que é confundida com outros cultos, mas a ÚNICA BANDA, que prega o bem e a caridade de forma simples e amorosa.

    Muita paz

  23. Gosto de pesquisar todos os assuntos com relação ao espiritismo, a Umbanda também, todas as religiões, doutrinas, é como eu li de um dos comentários, os espíritos estão presentes em todos os lugares, tanto nas casas espíritas como nos templos evangélicos, católicos, onde se está pregando o amor, fraternidade, caridade.
    É muito bom saber que tem muita gente esclarecida, muito bom.

  24. Caros companheiros,

    “O vento sopra onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito.”João 3:8.

    A espiritualidade trabalha incessantemente, em todos os recônditos, porém, a roupagem com que eles se apresentam são diversas. Ora como médico ali, ora como preto velho acolá, depende da necessidade ou da amplitude de conhecimento daquele que será atendido. André Luiz, espírito, morador de Nosso Lar, por várias vezes relatou suas excursões nas diversas colônias adjacentes à crosta terrestre, e por vezes teve que amoldar seu perispírito para poder adentrar e transitar por diversos locais. Nesse planeta, a espiritualidade, seja de Nosso Lar ou de Aruanda, trabalham em um único sentido a evolução espiritual, independente da nomenclatura.

    Muita Paz!!!!

  25. Irmãos, no que diz respeito às religiões, criação dos homens ainda num estágio de evolução mais ligado ao instinto do que à moral, deve ficar claro a mensagem de nosso mestre Jesus que afirmou, onde dois ou mais se reunirem em seu nome, ali estaria. Deus está em cada um de nós, nossa missão como cristãos é amar ao próximo, nossa felicidade passa indiscutivelmente pela felicidade do próximo. Quanto à formalização do conceito de Espírita, esclareço que são os seguidores da Doutrina elaborada por Kardec. As religiões que acreditam na continuidade da vida após a morte do corpo de carne, estas são chamadas de espiritualistas.
    Que Jesus abençoe a todos nós!!!
    Abraços fraternais, Marco.

  26. Caro Leonardo, gostaria de te parabenizar pelo comentário. Parece simples o que direi, mas há algum tempo eu procurava apenas uma palavra ou frase que arrematasse minha convicção sobre a importância de cada religião em determinados momentos de nossa vida. E você me fez concluir esse processo cognitivo quando disse: “Porque no fundo, ocidente e oriente, kardecismo e umbanda, meditação e ação, são elementos que se completam”. É o que vejo agora de forma mais abrangente. As diversas religiões e seus mestres, por mais que às vezes pareçam contraditórios, no fundo apenas se completam, como diferentes trechos de um caminho. Essa ideia se enquadra perfeitamente na parábola da jangada, de Buda, a qual sugiro que dê uma lida, caso não a conheça. Enfim, não vejo uma acima ou abaixo da outra, mas lado a lado. Basta encontrar onde se encaixam que as aparentes contradições tornam-se dispensáveis.

  27. Leonardo, não lembro de haver comparado o Espiritismo com o Budismo. Considero, sim, o ensinamento de Jesus superior ao do Buda. Concordo com você quanto à meditação, conheço seus benefícios, apenas não acredito que ela deva prescindir da ação (ou ação na matéria, se preferir), pois estamos encarnados e precisamos agir sobre a matéria.
    Excelente comentário, obrigado.

  28. Olá Morel, tudo bem? Peço licença pra dar meu singelo ponto de vista. Perdoe-me se estiver sendo repetitivo, pois não consegui ler todos os comentários ao seu texto.
    A realidade extrafisica é una, regida por leis imutáveis. O resto são divisões didáticas, permitidas pelo plano espiritual, a fim de facilitar a compreensão e mesmo a fé de determinados grupos, com certo passado cármico. Assim, dificilmente espíritos de linhagem racionalista aceitariam todas as verdades universais, incluindo as abstratas e arquetípicos, num mesmo pacote. Como abordá-los? Como sinalizar a eles um caminho de redenção? O jeito foi buscar o foco racional, instruído, usando a prosa das cátedras, o discurso dos vencedores da razão, utilizando da filosofia acadêmica. Eis o espiritismo – maravilhoso e lúcido – organizado por Kardec.
    Por outro lado, como revelar a verdade a quem se cansou do falatório dos sapientes? A quem tem o coração ferido e sofrido, em razão do subjugo dos homens, e que se dispõe a acreditar com o coração, mesmo que a mente ainda não entenda (ou já entendeu e agora só quer sentir) os caminhos de Deus? Alguns não precisam entender perfeitamente todos os mecanismos de manipulação da energia, mas acreditam em seu poder. Eis a maravilha arquetípica e carinhosa da Umbanda. Veja: a energia manipulada em um templo umbandista também é manipulada em um centro espírita, ou budista, ou pelos praticantes do reiki… A energia das plantas que purifica as auras dos necessitados é a mesma em ambos os lugares, os quatro elementos, os pontos cardeais, a malha magnética da Terra. Apenas os “recortes” da Grande verdade foram feitos de forma a acomodar a nossa fé! Enquanto nossa fé ainda for sectária, estaremos um tanto distantes da grande Verdade. Porque no fundo, ocidente e oriente, kardecismo e umbanda, meditação e ação, são elementos que se completam.
    Peço licença a você, inclusive, para falar sobre um comentário seu nesse ou em outro post, em que menciona que o espiritismo seria um passo adiante do Budismo (perdoe-me se entendi errado) pois foca na meditação e não na ação, é preciso agir já. Pois bem. A meditação é uma forma ativa, sim, de transmutação de energia. É caminho para limpar as próprias formas-pensamento, permitindo que sejamos imbuídos do éter universal e assim, já acalmados e equilibrados, com a mente limpa, possamos influenciar positivamente no nosso meio. É ação sim, pois movimenta a própria energia, e muda a vibração de todo o ambiente, apaziguando corações e alterando rotas cármicas. Pois o “não-pensar” buscado pela meditação não é calar a mente, no sentido de embotar a lógica, mas apenas aquietá-la, calar as neuroses e pensamentos recorrentes, para que o coração, o “sentir”, possa projetar a energia de Deus. Pois não basta sabermos a Lei, mas é preciso senti-la e vibrar em sua sintonia. E muitas vezes, quanto mais sabemos a Lei, mais queremos saber, entender, discutir, perscrutar, e quando nós apercebemos, seu conteúdo emocional se perdeu no caminho das sintaxes.
    Enfim, as religiões são apenas lentes mais ou menos míopes, mas que corrigem a própria miopia de quem por elas enxerga. Não há escalas de valor nenhuma entre elas.
    Grande abraço, obrigado e parabéns pelo site. Gostei muito.

  29. Na definição do que é o espiritismo eu penso que como terceira revelação este é muito mais a continuação das outras revelações e está intrinsecamente ligado a elas de forma que o pensamento, segmento ou religião que não se enquadre nas três revelações não pode chamar-se espiritismo.

  30. Stefany, dependendo do ponto de vista podemos considerar a Umbanda como Espiritismo. A Umbanda nasceu nu centro espírita e tem a mesma base doutrinária que o que você chama de Kardecismo. Mas a Quimbanda é religião de origem africana, não tem nada a ver com Espiritismo; e a Seicho-no-ie, que eu estudei na adolescência, tem base xintoísta e é uma filosofia de vida, não tem nada a ver com Espiritismo.

  31. Eu aprendi dessa forma, que existem 4 tipos de espiritismo: Kardecista, Umbanda, Quimbanda e Seicho-no-ie. Os quatro são diferentes, mas todos são tipos de espiritismo.

  32. A doutrina espírita está baseada no pentateuco kardecista, é um monumento e base de uma ciência. A Filosofia e a Religião tentam explicá-las. A Umbanda, criada pelo médium espírita Zelio de Moraes: 15-11-1908, é a única religião de origem brasileira. Foi criada para atender o povo mais humilde, pois em essa época o espiritismo brasileiro dava prioridade às elites da sociedade. A Umbanda aceita o espiritismo codificado por Kardec, ela está evoluindo muito quanto aos trabalhos de assistência espiritual, quanto às Casas Espiritas, estão (Herculano Pires) no igrejismo larvar.

  33. Sim, sou espírita, não “estou espírita”. Ser espírita é viver ou melhor, é saber que somos imortais. O nosso espírito é imortal. Somos criaturas filhas de Deus, portanto, somos perfectíveis. Eu não creio, eu sei que existe a lei da reencarnação. Eu sei que os espíritos podem se comunicar. Eu sei que há a pluralidade dos mundos habitados.
    Não é espírita quem frequenta centros espíritas. Quem lê livros de Emannuel, André Luiz, Allan Kardec e da plêiade dos espíritos superiores. O espírita é mais do que tudo isso. É completamente bobo imaginar um espírito superior, despojado da matéria dizendo: “Sou espírita Kardecista”, ou “Sou da verdadeira Umbanda” etc.
    A procura por denominações, por todas essas cercas criadas pelo mau uso da religião, fruto dos atavismos de outras vidas, só cria cercas, ao invés de pontes.
    Se reconhece um espírita pelo esforço que faz para sua transformação moral e para vencer suas más tendências.
    Amigo Morel, quando eu era um espírito livre da carne: eu pensava como um espírito imortal; eu agia como um ser sem fim; eu projetava minhas realizações no futuro com a certeza da possibilidade de quando encarnado superar todas as expectativas dos amigos conselheiros espirituais. Que eu seria capaz de suportar tudo isso com maestria. No entanto, quando me tornei homem, em carne, passei a pensar como um mortal, agir como um ser com um final. Trazendo comigo estados ainda não resolvidos: O medo, “pensamentos e ações impuras”, orgulho, ódio, mágoa, culpa entre outras dezenas de defeitos.
    Para onde foi o meu alvo? Para alguém que não consegue enxergar, não consegue ouvir, e não consegue sentir o que está à sua volta e o que há dentro de si, qualquer local que se atire um dardo é o correto.
    Eu olhava para o céu e pedia respostas para a minha vida. Anos e anos se passaram, envolto num mar de solidão, incerteza, repetição e fracasso. Anos dormindo, um vagabundo ignorante e sonhador que pensava atingir apenas nos sonhos e não nas ações a chave da caixa de pandora que não só me recompensaria com conhecimentos, como também com uma reviravolta na trama da vida. Como se alguém aparecesse pra mim e revelasse: O segredo. Insensato. Pena eu não ter ouvido aquele pensamento, que até então não conhecia e não acreditava: Alexandre, “o mundo não gira ao seu redor”, é claro, de uma maneira muito mais bonita e poética.
    Foi então que surgiu o Espiritismo, após o desencarne de um ente querido. Minha mãe. Infelizmente, só aí pude ver o mundo com outros olhos. Um puxão de orelha daqueles, que fazem até o homem mais sem chão, revitalizar a coragem e a chama que estava extinta no coração.
    O céu me trouxe e me traz respostas, através de missionários encarnados e desencarnados, no cotidiano, no mundo cibernético, nos livros, nas palestras e nos sonhos. Que trazem o consolo e o abraço para quem mais precisa. Então, me pergunto, qual será o desfecho desse “romance”?
    Agora busco não falar com meu Ego, tento falar através do meu Eu Superior, aquele velho sonhador, que já reencarnou tantas vezes e toda vez que desencarna diz: “Dessa vez eu faço diferente”. Esse “velho”, ainda não desistiu de si, dessa vez eu gostaria de surpreendê-lo. Sim, surpreender a mim mesmo. Na verdade, eu digo que não devo me preocupar, pelo menos nessa encarnação com frivolidades, denominações, não chega! Basta! Não quero mais…

    Fico com a ideia de que sou espírita, um ser criado por Deus, em constante mudança e sempre evoluindo. Se o Espiritismo é religião. Se a Umbanda se diz Espírita, deixo para os “Doutos”, com Pós Doutorado em Espiritismo resolver esse problema, sendo assim, que eles decretem o veredito final em suas infinitas cruzadas do ego. Até quando continuaremos criando barreiras e procurando pelo em ovo? Até quando nos importaremos se fulano ou ciclano se diz cristão, espírita ou qualquer outra coisa? Isso é realmente necessário? E realmente importa o que um ou outro acha ou deixa de achar? Sei que é necessário informar. Não estou dizendo que devemos ser acomodados. Ignorantes, não, só acho necessário informar sem se apegar, sem cair nos extremos. Em rótulos, criando cercas e mais cercas. Sabe… Rivail é como uma luz. Uma chama que preciso despertar no meu coração. A inspiração pela qual eu sempre busquei. Que os anjos possam cobrir todos aqueles que me ajudam, com amor e instrução para que possam continuar no seu trabalho de aconselhamento e consolação.

    Eu sou uma metamorfose ambulante. Sou um homem bem melhor do que eu era antes, e tão aquém do arcanjo celestial que serei um dia. Pensando assim, chego a conclusão que já possuo muito carma acumulado, para quê criar mais um? Através de debates intermináveis por questões tão banais? Trazendo problemas na vida de outros, na pré concepção de que estou fazendo um bem para eles e em mim. Que bem é esse que cria lide, conflitos, ódio, discussões intermináveis, injúrias e guerra?

    Não, não virei o Buddha, não me tornei um santo, mas sei qual é o caminho. Agora sei onde posso colocar meus pés e assim posso continuar na minha caminhada para o reino dos céus espiritual. O caminho são as pontes e não as cercas. Não é o que está escrito nos livros, mas o espírito do texto. É não me achando uma vítima do destino, da sociedade e do universo. Que posso ver através das situações que me machucam um novo olhar, uma nova chance de recomeçar: Que fulano me xingou e eu reagi com raiva, logo, não devo ter raiva do fulano e sim respeito por estarmos em condições (não em hierarquias) diferentes, que sou grato a ele, pois através do insulto pude ver meu orgulho, minha mágoa, minha raiva e meu ego dolorido e machucado, pelo qual preciso não ter mais esses defeitos… O segredo está na conscientização de que somos ignorantes e que podemos melhorar. Ontem eu queria ser um grande homem, hoje eu anseio ser um grande espírito. Não ser uma celebridade, mas ser o vento, a areia, a água, as estrelas e o ar. Não ser reconhecido pelas pessoas, mas ser reconhecido por Deus como uma criatura que almeja alcançar as maiores realizações universais. Como os campos elísios que que confortam o espírito dos espíritos mártires que alcançaram o ápice da vida espiritual.

    Sabemos que a Doutrina Espírita é INCOMPLETA! Sim, se ainda precisa ser completada, é um raciocínio óbvio. Pois os espíritos afirmaram que Kardec ainda iria reencarnar para completar sua obra, ou melhor, continuar o que ainda não terminou: As revelações dos espíritos superiores. (Informação tirada da biografia de Kardec, por Marcel souto maior e Obras Póstumas). De lá para cá, surgiu Leon Denis, Willian Crookes, Ian Stevenson, Chico Xavier e centenas de outros ligados diretamente ou indiretamente às ideias espíritas. Religiões surgiram, a ciência avançou e continua avançando e nesse ínterim H.L.D. Rivail pelo que parece ainda não reencarnou, todavia, ainda há pessoas preocupadas demais com rótulos para algo que nem ao menos foi concluído. Fica a reflexão: E se o Kardec reencarnado, adicionar ao “Novo Espiritismo”, ideias pelas quais não foram adicionadas ao antigo espiritismo, o que é bem óbvio, ou será que eles esperam que ele irá continuar limitado sem se adequar às novas “verdades relativas que foram apresentadas diante do tempo”? Não foi dito que Jesus falava por parábolas porque estava lidando com pessoas com determinado padrão evolutivo? E os espíritos pelos médiuns e codificado por Kardec estavam lidando com outro padrão evolutivo?
    E futuramente? Na complementação do Espiritismo o seu Ego está preparado para aceitar novas ideias? Cuidado para não transformar o Kardec que tanto admiras, em um novo Jesus Cristo, o qual foi crucificado por religiosos e rejeitado pelos Judeus que até hoje esperam pelo “verdadeiro Messias”.

    Obrigado Mestre Morel, mais uma vez pelo seus textos e vídeos. O sentimento é gratidão.

  34. Boa noite.

    É, existem mesmo muitos desinformados por aí.
    Também frequentei giras de umbanda na infância como ogan e cavalo, já fiquei em estado de letargia por minutos, projeções semiconscientes, mas só agora me veio o despertar para projeção consciente, estou caminhando devagar e chego lá logo logo, como já disse frequentei umbanda e outras diversas “RELIGIÕES”, mas verdadeiramente religião é a religiosidade que está dentro da pura consciência de cada um.

    Obrigado.

    Namastê
    M.F.S

  35. Para mim não há diferença alguma de Kardecismo X Umbanda, todos trabalham com a manifestação dos espíritos e todos somos iguais perante o criador. Assim sendo, todos precisam trabalhar para evoluir. É da lei.
    Assim diz a Vó Maria.

  36. Mutos pensam que Umbanda é só trabalhar com Pretos Velhos, Caboclos, Crianças e outros tantos Espíritos que se manifestam neste culto, mas não é bem assim. Existem trabalhando na Umbanda vários Espíritos de alta envergadura evolutiva e moral, que não passaram necessariamente por uma senzala ou coisa do tipo. Ainda falta muito estudo para desvendarmos a verdadeira identidade dos Espíritos que se manifestam na Umbanda, bem como no Kardecismo em geral.

  37. Depois de ler os comentários postados, só posso usar a citação de que realmente “a religião é o câncer da humanidade”. Impressionante como muitas pessoas ainda hoje defendam rótulos. É como a discussão do sexo dos anjos ou a antiga discussão de quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Importar-se com isso é como a história dos cinco cegos tocando um elefante e cada um descrevendo uma parte do animal julgando estar de posse da verdade de como era o dito elefante. Eu li tal história quando tinha uns dez anos de idade e ali entendi que existem verdades relativas. Tirando Kant e as verdades absolutas todo resto é relativo. Antes que alguém caia de pau sobre meu comentário, mesmo floriando tudo de repleto “amor fraternal” e respeito duvidoso, deixo claro que não sou atéia. Muitos hipócritas se escondem atrás de um teclado e cheios de orgulho ferido, soberba e raiva, escrevem respeitosas palavras de profundo amor fraterno, mas por dentro são corroídos por sentimentos nada nobres. Quando a humanidade vai acordar que Cristo está se lixando para quem perde tempo com coisas vãs? Cristo nunca fundou uma religião. Ele era judeu por nascimento mas não fundou uma religião. Me digam, saiu do que Cristo algo do tipo “a partir de hoje vocês serão chamados cristãos ou eis aqui meu dogmas?” A humanidade acha motivo para rivalizar em tudo. Nasci Católica, fiz comunhão, e convivi toda infância com Umbanda de mesa. Fui conhecer kardecismo, Quimbanda, Hare Krishna, Budismo, Wicca, Gnose, Ordem Martinista. Também fui Ministra de Louvor e Adoração (música) por 4 anos numa igreja Evangélica. Busquei e busco conhecer sempre. Encontrei pessoas incríveis, abençoadas e também cretinos e hipócritas. Conheci Deus na integridade de um dirigente umbandista, num beijo na face que ganhei de um cozinheiro hare krishna (o beijo mais puro e afetuoso que já recebi), no abraço de um pastor, no conselho de um padre, na refeição na casa de uma quimbandeira, numa palestra kardecista, no Buda, na natureza, num louvor que cantei. Encontramos Deus nas pessoas, em cada uma delas não na religião. Tenho 35 anos e só encontrei Cristo vivo assim. Amar a Deus e ao próximo é a única religião. Espero que um dia a humanidade acorde e pare de perder tempo.

  38. Boa noite, fiquei muito satisfeita por encontrar o seu blog, pois o mesmo me trouxe muitas informações e sanou muitas dúvidas. Sou espírita Kardecista e sempre busquei informações sobre qual a diferença entre umbanda e espiritismo, lendo os comentários e avaliando as diversas opiniões pude tirar varias dúvidas. Foi muito engrandecedor e útil o conteúdo. Aproveito para parabenizar o Morel pelo excelente trabalho e também pelo auto nível das discussões dos participantes, mesmo quando debatem opiniões opostas.

  39. Alberto, agradeço a sua colaboração. Sabemos que na espiritualidade não há divisões como aqui, pelo menos nos círculos mais adiantados. Mas você citou várias diferenças entre Espiritismo e Umbanda. Acho, hoje, que a Umbanda só tem a ganhar se reafirmando com seus próprios valores, que são cristãos, e com suas próprias práticas e métodos. O umbandista pode se considerar espírita, se considerarmos o espírita como aquele que crê nas manifestações dos espíritos.
    Mas conforme a Umbanda vai se desenvolvendo, vai também se emancipando da dependência de conceitos espíritas. Não vejo isso como divisão, mas como especialização.
    Já dei menos importância à nomenclatura. Desde que escrevi este artigo minhas relações com pessoas de outras correntes religiosas se intensificou, e o que percebo é que quase todos fazem grande confusão entre o que seja Espiritismo, Umbanda, Candomblé, magia, religiões africanas de nação ou batuque.
    Neste contexto acho que cabe a espíritas e umbandistas divulgarem suas teorias e práticas reafirmando seu caráter cristão e buscando espaço junto à sociedade.

  40. Boa noite a todos! Caro amigo Morel, por mais uma vez, entro aqui e desejo expressar minha opinião a respeito do assunto em questão! Sabemos todos que Kardec assim como Moisés, nada mais foi do que um grande codificador mais uma vez, da boa nova de nosso senhor!!! Se voltarmos no tempo, e retrocedermos à época de Moisés, que foi o ponto de partida para se alavancar o cristianismo em nosso mundo, deveríamos então considerar como por exemplo os dez mandamentos como uma codificação única e exclusiva? Teria então que se ter criada uma doutrina fundada e dirigida unicamente a Moisés? Pois caros amigos, esquecemo-nos que quando se trata de espiritismo, fazemos uma intepretação muito errada da verdadeira essência do que seria o espiritismo, ele nada mais é do que a boa nova do cristianismo em nosso tempo, da mesma forma que obtivemos o Novo Testamento reafirmado na fé e ensinamento de Jesus, através de Kardec, temos a oportunidade de uma nova reafirmação dos desígnios de nosso pai! Portanto não tratemos o espiritismo como algo único e exclusivo. Assim como a vontade do pai, ele se manifesta de várias formas, portando espiritismo provém de espiritualista ou de espiritualidade, é um caminho único que Deus abriu para que nós tivéssemos a oportunidade de manter um contato com algo maior, acima dos entendimentos terrenos! A umbanda é sim, uma manifestação do espiritismo, ela apenas foi reafirmada no Brasil, sendo ela tão antiga quanto o próprio ar rarefeito do nosso planeta, onde a mesma ao longo dos milênios se perdeu, estagnou-se vindo a se reafirmar no Brasil. Ela é dada à caridade e ao amor, em Searas sérias e compromissadas com o bem maior, onde irmãos em busca de progresso e compensação moral trabalham em prol da caridade, através de seus aparelhos, durante décadas como minha Mãe, sem receber nada em troca!!! Despachos, defumacões e fumaças em geral são usados única e exclusivamente em prol dos que ali procuram! Paremos e pensemos, então como curar muitas vezes o espírito, sem antes tratar a matéria? Matéria se trata com matéria, pois o remédio do fogo é a água! Despachos não são nada mais que a forma de se criar possibilidade para espíritos que são designados a um determinado trabalho, de ele poder assim realizá-lo, funciona como uma autorização e dependendo do tipo realizado e do grau do espírito, como um combustível, uma energia para a realização da obrigação determinada, dada como fora dito antes, o padrão de evolução do referido designado, parem e pensem, que para demandar com vibrações energéticas baixas, é necessário ter do lado alguém que se encarregue de dispensá-las, alguém que mesmo sendo desencarnado convive na mesma faixa vibratória do ser humano, portanto o mesmo tem em si os mesmos vícios presentes em nós. Tudo na vida tem um porquê e um porém, nunca se perguntaram quem leva isso embora?? Para onde vão as mazelas energéticas dissipadas durante os passes kardecistas ou trabalhos em terreiros?? Se perguntem então, qual a finalidade do mar morto?? Por que não tem vida nele??! A umbanda consegue com uma sutileza indescritível transitar em mundo onde infelizmente os praticantes do Kardecismo não podem, não desmerecendo meus caros colegas, mas sim, porque a carga vibratória que a umbanda precisa muitas vezes lidar, muito raramente se manifesta em centros espíritas Kardecistas! Porque na umbanda, os médiuns são diferentes dos de kardecismo, lá se existe a incorporação plena, de forma totalmente inconsciente, devido à manipulação de forças invisíveis que vão além de nossa compreensão, portanto não é dado ao médium autorização de consciência dos fatos, médium de raiz, de umbanda, que antes de seu regresso à terra teve sua matéria preparada única e exclusivamente para este fim, não podemos considerá-lo como um chapéu caros amigos, que vai de cabeça em cabeca, médium firme e de verdade, sempre ficará preso em suas raízes devido aos seus compromissos!!! Isso não ocorre no kardecismo, porque lá, não é o lugar de se realizar isso, onde o intuito maior é evangelizar! Ensinar, transmitir conhecimento com fraterno amor que sempre lhes compete!! Mas Deus em sua infinita sabedoria, sempre soube separar o Joio do trigo! Já me fiz presente em seções de desobsessão que os caros irmãos não tem a mínima idéia, nem em pensamento das coisas que aconteceram lá,como materializações expurgadas do corpo do obssediado derivado de serviços realizados por irmãos de mentes doentes e confusas, eu costumo definir o Kardecismo, como a assistência social, e a umbanda como a tropa de choque! E muito vocês se enganam caros colegas, de acharem que não existe espíritos evoluídos em terreiros, pasmem, existem mentores que trabalham em centro kardecista, que possuem aparelho na umbanda, muitas vezes possuem eles essa ligação com a umbanda devido apenas o compromisso que ainda existe afirmado com o aparelho até seu desencarne, diversas são as roupagens que nossos amigos do astral usam, porém, nós, insignificantes que somos, achamos que essa divisão meramente política de religiões terrenas, sim, terrenas, pois somos nós que damos nome aos bois, existe também no astral!! Pobres de nós, Deus tenha compaixão de nossa ignorância, saibam vocês que em terreiros sérios de umbanda se pratica mesa branca realizada no “kardecismo”, com procedimentos psicográficos, realizados por mentores que não são aos nossos olhos, da umbanda, que são aos nossos olhos do Kardec, cirurgias espirituais realizadas apenas com azeite, com mentores que realizam trabalhos em mesas kardecistas! Em algumas conversas com a mentora espiritual da minha mãe, ela me revelara que milhares de espíritos militantes na umbanda, buscam como nós, o progresso, lutam diariamente consigo mesmos, na intencão de um amanhã melhor, e muitos ao passo que evoluem, deixam de atuar na umbanda para partirem às mesas kardecistas! A umbanda é apenas a primeira lapidação de muitas de um diamante bruto! Algo que eu garanto, que vos deixa curiosos, seria qual o sentido da umbanda, além desses todos discorridos aqui? Qual o sentido do espírito pagar como espírito e não na matéria? Adianto-vos de antemão, pagar como espírito, como se paga na umbanda, é mais sacrificante do que na matéria, porque como espírito, vê-se o erro dos outros, e não se tem livre arbítrio, já na matéria, não se vê o erro dos outros, o veu do esquecimento que recai sobre nós nos apaga não só os acertos mas também os erros não tendo do que nos envergonhar de algo que não enxergamos! Outra pergunta em questão é porque pagar na umbanda e não na matéria, em algumas conversas já foi-me revelado isso, é algo tão profundo, tão sério, que faz uma alteração brusca no ciclo reencarnatório, onde velhos conceitos caem, portanto, infelizmente não posso revelar aqui!! A respeito das últimas revelações feitas, entendam, o espiritismo é a boa nova do nosso milênio, ele é único, imutável, imaterial e indivisível, assim como quem o criou, Deus o senhor de todos! Refletiremos caros irmãos, que sentido teria Deus, de realizar divisões quando na verdade ele nos quer todos de mãos dadas? É nessas horas que a matéria impregnada em nosso ser não nos deixa enxergar o que realmente é o caminho certo a trilhar! No astral, não existe divisão, existe a cooperação mútua onde uma única bandeira é hasteada, a da paz, do amor, da fraternidade e o trabalho de mãos dadas! Espero que tenha ajudado a todos !!!!!

  41. Morel, tem menos de uma semana que encontrei seu site em minhas buscas, e precisei passar isso via mensagem, pois ficar só para mim não foi possivel. Sou grata por existirem pessoas com uma caeça tão boa como a sua, que está em processo de aprendizagem como todos nós, mas que passa o pouco que tem com tamanha dedicação, clareza, educação e etc. Mais uma vez, SOU GRATA! Deus te abençoe!

  42. Olá. Eu acho que a Doutrina dos Espíritos engloba também a Umbanda, mesmo que esta última adote muitos preceitos evitados – ou melhor – não evidenciados no Espiritismo. Contudo, o objetivo é o mesmo e a seara a mesma. Lembro-me da Parábola “dos Servos da Última Hora” (Mateus 20:1-16), na qual o Mestre nos ensina que os trabalhadores verdadeiros são tratados de igual, não importando os padrões impostos pelos que desconhecem.

    Também acredito que a ‘classificação’ de ‘tipos’ de Espiritismo ou de Umbanda não deve ocorrer. Para compreender esse fato, é preciso retornar à História do nosso país – na qual a cultura africana e indígena foram desprezadas – quando não, perseguidas.

  43. Concordo plenamente com você, Paty. Todas as denominações religiosas têm sua razão de ser e são úteis para muitas pessoas. Fique com Deus.

  44. Boa tarde, Morel.
    Concordo exatamente com o que disse, principalmente os últimos parágrafos. Espíritos bons não veem sua religião. Já frequentei muitas casas espíritas e de umbanda, dentre outras religiões e vou dizer que sempre foram todas muito diferentes mesmo dentro de, vamos dizer assim, uma mesma religião, as casas se diferenciam muito, tanto em práticas quanto em ensinamentos. Eu acredito que se for para fazer o bem qualquer coisa é válida, até não ter religião, pois conheço muitos ateus que estudam filosofia e conceitos de moralidade e que possuem tanta caridade com o próximo que sinceramente acho que o que chamamos de religião e que estamos a cada dia aprendendo para tentar melhorar, já está como se que encrustado no espírito desses ateus, que me digo assim… “nos sentimos bons e dizemos que temos alguma religião enquanto essa pessoa que se diz ser sem religião foi capaz de realizar atos tão humanitários que eu nunca pensei em fazer”. O que quero dizer é que temos bons exemplos todos os dias independente de crenças, recebemos boas idéias das outras pessoas o tempo todo… O que é bom analisamos e guardamos, o que é ruim, ou não simpatizamos deixamos de lado, mas lutando para fazer o que é certo e receber essas idéias. Gosto de ler seu blog. É uma benção pois está recheado de boas idéias, sobre assuntos que nunca refleti, que vale a pena pensar, ou sobre aqueles que já refleti e nunca coloquei em prática, que precisam ser “relembrados”…
    Se formos pensar é excelente que existam vários segmentos, várias religiões, pois é a diferença que nos traz novas idéias e a maneira que uma pessoa aprende as coisas não é igual a de outra. Há algum tempo eu meio que não gostava muito de alguns, vamos dizer assim “exageros protestantes”, me incomodava um pouco, mas hoje acho que são necessários, para usuários de drogas às vezes, forçar um pouco e falar Deus não quer assim e pronto. Funciona melhor do que tentar debater e convencer com milhares de argumento que não é bom, algumas pessoas aprendem melhor assim.
    Isso é o que penso hoje, muita gente pode não concordar, desenvolvo minhas próprias teorias dentro de tudo aquilo que escuto e de que simpatizo.
    Acho que me estendi demais, queria dar só uma opinião. Obrigada pela oportunidade.

  45. É sempre bom estudarmos e refletirmos sobre o significado de cada crença, para evitarmos pré-julgamentos. Frequentei a umbanda por 26 anos e há 10 sou adepto do kardecismo, atuando com médium. A umbanda é maravilhosa, é uma religião poderosa e foi minha entrada nos conhecimentos espirituais, mas acredito que o kardecismo seria um passo a mais no caminho da espiritualidade maior. A umbanda ainda é filha de uma cultura que valoriza muitas práticas exteriores, com seus vários rituais, vestimentas e expressões corporais próprias. Kardec nos ensina que à medida que o ser humano se espiritualiza os rituais desaparecem em prol da simplicidade, da disciplina, do estudo e da prática da caridade. Parabéns pelo texto.

  46. Amigas e Amigos,
    Fui médium na Umbanda por algum tempo. Depois de um alguns anos comecei a frequentar centros que seguiam a doutrina dos espíritos codificada por Kardec. Atualmente faço parte da equipe de médiuns de uma casa kardecista. Nesta mesma casa, em uma das primeiras reuniões mediúnicas que participei, senti a presença de um caboclo com quem trabalhava na Umbanda. Ele não pode falar como os outros espíritos que se manifestaram naquela noite. No final da reunião, perguntei ao dirigente o motivo de não permitirem o caboclo deixar sua mensagem. Tive a seguinte resposta: “ele poderia ter falado, mas não da maneira que ele queria.” Esta era uma referência à maneira característica da fala destes espíritos. Não questionei nada na época. Mas hoje me pergunto: o espírito foi impedido de transmitir a mensagem devido à sua maneira de falar, que segundo alguns kardecistas, é “enfadonha”, cheia de erros gramaticais, etc, etc… Mas os outros espíritos que se manifestaram naquela noite, também tinham suas peculiaridades no falar, se apresentavam com suas roupas características, seus trejeitos, suas qualidades e defeitos. Enfim, gostaria de saber por que só o caboclo não pode falar?
    Sempre ouvi, nas palestras kardecistas, que a casa espírita não abriga preconceitos e que a individualidade de todos os seres deve ser respeitada; que toda a religião existe na Terra com a permissão de Deus…
    Será que o plano espiritual distribui consolação e amor segundo a crença religiosa de cada um? Será que serei banido ou impedido de entrar em algum ambiente do plano espiritual por ter pertencido a determinada religião ou seita?… Hoje em dia tenho este receio…
    Jesus abençoe a todos. Que o Divino Mestre perdoe as nossas limitações.

  47. Jorge, algumas pessoas talvez considerem as palavras duras, e realmente temos essa impressão. Mas estamos tratando de ideias, e precisamos defender as ideias, os ideais, os princípios em que acreditamos. Se não o fizermos, grande parte de nossa atividade perde o sentido. Para que divulgar algo em que não acreditamos a ponto de defender?
    Todos somos falíveis, por mais elevados e desprendidos, continuamos sendo espíritos terrenos em evolução. E o que algumas pessoas não compreendem é que figuras famosas e com uma imensa folha de serviços prestados à causa de Jesus, como Divaldo Franco, são também homens como nós, sujeitos a equívocos e precipitações. Isso não diminui a importância do seu trabalho, apenas nos lembra que o nosso modelo é Jesus, os outros são apenas companheiros de jornada ou mestres temporários para assuntos específicos.

  48. Caro Morel,

    Expresso minha alegria pela recepção simpática do texto enviado por nosso irmão Walteno. Embora ele já tenha feito esse esclarecimento, quero também de minha parte deixar claro que esse texto, quando escrito, não tinha qualquer intenção de agredir a comunidade espírita em geral, mas, tão somente, a de defender alguns princípios que nos são caros e que vimos estudando já há muito tempo. Infelizmente, algumas vezes somos obrigados a assumir um tom mais severo, para nos defendermos de ataques inoportunos, vindos de uma minoria, quando poderíamos – e sinceramente assim desejamos – somar forças com os espíritas, que temos na conta de companheiros de jornada, na construção de um mundo mais humano.
    Receba o abraço carinhoso do Núcleo de Estudos Umbandistas e, novamente, parabéns pelo site.

    Saudações em Cristo.

    Jorge Caetano Júnior

  49. Uma das coisas que me chamam a atenção é o fato de alguns irmãos Kardecistas (que arvoram o título do Kardecismo como a “única religião de cunho científico/filosófico”) absolutamente se negarem (ou não comodamente não quererem) praticar tal cientificidade.

    Questiono esta atitude principalmente dos expoentes, já que, sem preconceito, não se pode esperar de algumas “mentes simples” compreensões mais elaboradas, como divagações sobre contradições das entrelinhas.

    Estes camaradas sequer se deram ao luxo de adentrar uma Casa de Umbanda.
    Quando o fazem, no máximo, ficam à porta, alarmados com os eventuais batuques (nem toda casa de Umbanda tem atabaque, mas muito templo Evangélico faz uso), ficam inquietos com as velas acesas (lembrando que o fogo, assim como a água que é amplamente usada no Kardecismo, é apenas mais um dos quatro elementos, apenas com utilidades diferentes), chamam os cânticos de primitivos, e forjam até alergia ao cheiro do defumadores – lembro que o incenso foi nada mais nada menos que um dos três presentes dados ao Menino Jesus pelos TRÊS REIS QUE ALÉM DE TUDO ERAM MAGOS (depois, por preconceito, foram renomeados de Santos Reis). Banho de ervas? Isso é coisa de pobre! (mas gastam fortunas com fitoterapêutas e homeopatas renomados que foram (ou deviam ir) buscar conhecimento na sabedoria popular sobre a vibração energética e as propriedades médicas de cada planta – com todo respeito à ciência de cada um.
    Dizem que a religiosidade Espírita deve ser puramente mental, criticando as “imagens anacrônicas” e as cores dos Terreiros de Umbanda, mas, ao mesmo tempo, mantém quadros de seus expoentes nas paredes de suas Casas de Socorro e somente usam o Branco.
    Ué, se tudo é mental, por que motivo não vão trabalhar vestidos com roupas pretas?
    Se tudo é só energia, por que usar a água para carrear os fluídos astrais benéficos?
    Nunca se sentaram para conversar com um Preto-Velho, com um Caboclo, com Exu (Não! Não! Não! Aqui já é pedir demais pra eles).
    Não sabem como estes irmãos queridos agem, qual a missão que cumprem.
    Apenas CIENTIFICAMENTE dizem que isso tudo é primitivo a atávico.
    Como podem?
    E, o pior, como podem multiplicar estas idéias?
    De onde venho, chamamos isso de leviandade, já que a inocência e a ignorância estas pessoas mesmas dizem já não terem mais, pois já estariam num patamar superior.
    Cada um escolhe seu caminho.
    Mas creio que já não podemos viver mais assim.
    Luz, Paz e Sabedoria.

  50. Aos irmãos Morel e Ari (e a outros que se disponham a ler nosso texto),

    Gostaria de enfatizar que, muito embora a linguagem do texto pareça um pouco bélica, quase raivosa, em momento algum o intuito foi este.
    É que em nosso atraso espiritual, ainda consideramos que alguns níveis de conversa carecem de um mesmo nível de resposta, principalmente para aqueles argumentos travestidos de bondade.

    Além de Umbandistas, ambos os autores do texto tem boa base de “militância/vivência” e estudos Kardecistas (entre 10 e 20 anos cada um).

    Sempre que posso, tento agregar aos trabalhos de auxílio de duas casas kardecistas que amo e com irmãos com quem afinizo a minha “mão-de-obra altamente desqualificada”, pois enxergo que trabalho é trabalho, principalmente no bem.
    Nunca deixo de ler o Evangelho Segundo o Espiritismo e vejo no Pentateuco Kardecista o fundamento para quaisquer espíritas, independente do matiz.

    Além de sempre termos muitas conversas cristãs de altíssimo nível sobre diversos autores e temas cristãos polêmicos, como Roustaing, Ramatís (irmão querido), Emmanuel, etc e tal.

    Daí que encerro apenas reiterando que o que menos queremos é discussão estéril ou guerras fratricidas, já que controvérsias e incoerências cada um já tem demais consigo mesmo.
    Todavia, ainda achamos que alguns tem de ouvir algumas coisas. Se refletirão, isso já não é problema nosso.

    Estamos abertos a quaisquer questionamentos, para inclusive corrigirmos nossos erros e visões equivocadas.
    Luz, Paz e Sabedoria.
    Salve Deus.
    Louvado seja o Mestre Jesus.

  51. Obrigado pela contribuição sempre oportuna, Ari. Devo publicar este texto como artigo nos próximos dias. Estou contatando o Jorge Hessen, que é o “alvo da crítica”, para avisá-lo da publicação. Seria ótimo se ele respondesse ao texto em questão; o debate em alto nível induz à reflexão e, consequentemente, à opinião madura.

  52. Morel, bom dia.
    Que belo texto do irmão Walteno. É interessante que na última quinta feira, 09/01/14, minha esposa comentou sobre “isso” após voltarmos do centro do qual frequentamos. Ela falava justamente do preconceito dos espíritas em relação aos umbandistas. É fácil encaixar a “segunda” indignação do irmão em cima da palestra que vimos no centro.
    Não sei se é porque estamos nos “cristianizando” agora, mesmo já tendo frequentado a igreja católica anteriormente, estamos deslumbrados com várias óticas de várias religiões e doutrinas. Quando começamos a entender um pouco o evangelho, é perceptível que a maioria das religiões falam da mesma coisa, mas de uma ótica diferente da qual cada uma uma está inserida. O fato de estarmos aprendendo agora talvez facilite não fazermos prejulgamentos.
    Mas fato é que os levantamentos do Walteno são totalmente relevantes. É claro que seria injusto da minha parte generalizar todos os frequentadores ou centros que participamos, mas quando tiramos o véu do deslumbramento, começamos a enxergar as falhas.
    Agradeço ao Walteno, e aos outros assinantes do texto, pela bela explanação e ao Morel pelo espaço cedido.
    Foi difícil entender que cristianizar não é frequentar missas, cultos… mas colocar em prática os ensinamentos de Cristo.
    Um ótimo dia para todos e fiquem com Deus.

  53. Salve, salve meu amigo Morel.
    Em primeiro lugar, obrigado pela leitura do texto, para o qual apresento a “versão final”, que eu não tinha encontrado em meu computador.
    Sobre a publicação, estejas à vontade, inclusive para a troca de idéias com todos os que desejarem, principalmente com os citados no texto.
    Outrossim, informo que para estes, quando da primeira publicação do texto, tivemos o cuidado de enviar a eles e aguardamos alguma manifestação, coisa que jamais ocorreu, infelizmente. Aqui já se vão mais de 05 anos.
    Espero que tenhas sucesso na empreitada para que haja alguma palavra.
    Luz, Paz e Sabedoria.

    MIOPIA, FUNDAMENTALISMO E ETNICISMO

    Indignação. É o que melhor define o sentimento experimentado após a leitura dos artigos intitulados “Manifestações de Fundo Umbandista no Meio Espírita”(art. nº 38/2008) e “Misticismos que Despencam a Credibilidade do Projeto Espírita no Brasil” (art. nº 62/2008), ambos publicados no site JORGEHESSEN.NET – Artigos Espíritas.
    O primeiro componente dessa indignação é o sentimento de desrespeito experimentado com o que dizem aqueles que pretendem emitir juízos de valor sobre coisas que desconhecem, ou que, pelo menos, não conhecem em profundidade suficiente para lastrear uma análise crítica. Tal atitude, conhecida popularmente por leviandade, tem sido por muito tempo a fonte de aplauso e reconhecimento público a tantos e quantos aliciadores das consciências ingênuas dos incautos, por via de um discurso tão fluido, quanto vazio.
    É sob esse prisma que, em princípio, interpretam-se as considerações desairosas tecidas sobre os espíritos de Pretos Velhos, no segundo artigo sob comento.
    Ali, com o apoio de uma citação de Divaldo Franco (http://www.youtube.com/watch?v=jiSlMMCtSlE), a figura do Preto Velho é tratada como um espírito ignorante de um ex-escravo desencarnado que preserva uma atitude atávica, disposto a executar qualquer tipo de tarefa, no afã de servir ao “senhor” branco.
    Uma tal visão demonstra, de pronto, um total desconhecimento do que sejam os Pretos Velhos, de sua missão e função nos cânones da Corrente Astral de Umbanda. Na verdade, demonstra uma visão parcial e estereotipada do fenômeno; a visão de quem ouviu falar e tirou conclusões apressadas, com base somente na forma, sem adentrar o conteúdo. De resto, aponta, aí sim, para uma profunda ignorância sobre o que realmente seja a Umbanda.
    Vale, então, prestar alguns esclarecimentos, menos por desagravo aos Pretos Velhos – que são bem maiores que isso – que para ilustrar de forma consequente e honesta a cultura religiosa desses senhores que se auto atribuem a tarefa de “retirar a ignorância”.
    O homem possui uma dimensão simbólica inquestionável que se encontra na base de seu mecanismo de compreensão da estrutura do mundo e de seu papel dentro dessa estrutura.
    O simbolismo permite que se condense em uma simples imagem toda uma carga de conteúdo que, por vezes, precisaria de tratados inteiros para serem devidamente verbalizados. A Espiritualidade Superior, conhecedora dessa perspectiva semiótica, sempre se serviu e ainda faz uso disso para trazer ensinamentos úteis. É por isso que o universo onírico é permeado de imagens aparentemente absurdas, mas que, devidamente interpretadas e contextualizadas, revelam verdades inconscientes. Foi também por isso que Jesus se serviu tanto das parábolas, algumas das quais soam ingênuas e até mesmo absurdas, se tomadas ao pé da letra, mas revelam sua grandiosidade, quando analisadas à luz do simbolismo.
    Também é graças a esse universo simbólico que é possível ao homem guardar nas camadas mais profundas do inconsciente imagens virtuais das aquisições da humanidade; aquilo que Carl Jung denominou de inconsciente coletivo, comum a toda a espécie e que iguala e, por assim dizer, irmana todos os homens pelas aquisições culturais ancestrais.
    Assim, para ficar na terminologia jungiana, o Preto Velho é um arquétipo do “velho sábio” presente em todas as civilizações, em todas as épocas.
    Sucede que a Umbanda – para desagrado das mentes iluminadas dos “doutores do Espiritismo”, não é um culto afro, como se costuma acreditar – o que também não teria problema algum, se africana fosse (ou de qualquer outro lugar) desde que mantidos os preceitos crísticos.
    A Umbanda tem sua base doutrinária assentada sobre o tripé humildade/simplicidade/pureza, com representação arquetípica respectivamente nas figuras do Preto Velho, do Caboclo e da Criança. Que também ilustram os três estágios da vida: infância, idade adulta e velhice. Nesse contexto, o arquétipo Preto Velho – símbolo de humildade – transcende o “velho sábio”, na medida em que, além de representar a sabedoria oriunda da vivência, representa a resignação ante as provas e a redenção pela dor, princípios pregados pelo Mestre Jesus, por palavras e pelo exemplo.
    Essa abnegada, humilde e anônima sob nomes genéricos de Pai João, Pai Antônio, Vovó Cabinda, Vó Benta, etc, e iluminada legião agrega centenas de milhares de espíritos das mais diferentes origens (inclusive muitos que sequer tiveram encarnação como tal), irmanados pela vontade única de servir na seara do Mestre, de forma anônima e impessoal, praticando a caridade como preconizou Jesus.
    Provavelmente alguns kardexiítas defensores da “pulcritude” da doutrina sentir-se-ão desolados, quando descobrirem que muitos dos espíritos que eles rotulam de “venerandos”, ao deixarem as casas kardecistas, dirigem-se serenos às tendas e aos terreiros de Umbanda, para ali envergarem por algumas horas a pulcra e digna vestimenta de Preto Velho. É que, a despeito do que pensam e desejam os puristas, Deus não criou a luz apenas para suas ribaltas pessoais.
    Mais um fato:
    Que os espíritos não tem cor pode ser um fato, mas tem menos ainda uma profissão.
    Relembremos que todos possuem sim suas identidades relacionadas aos seus adiantamentos, às vidas que os tornaram o que são na ascensão evolutiva. Afinal de contas, o Pai Eterno garantiu-lhes as encarnações para o progresso – cada uma com seus desafios e roupagens – e lhes permite que façam uso desta bagagem adquirida, de forma inteligente, responsável e amorosa. Não fosse isso, atavismos também seriam as referências ao Rabi da Galiléia, ao querido doutor Bezerra de Meneses, doutor Michel, doutor Fritz e tantos outros ilustres Doutores que assistem em diversas Casas de trabalho evangélico.
    Fica patente que o incômodo destes pseudo-sábios não é o fato dos bons espíritos darem referências de si. O que mexe com os corações enodoados pela empáfia, tampouco é se o trabalho é caritativo, Evangélico e Cristão – mesmo por que eles não se dão o trabalho de investigar com a cientificidade própria que o Kardecismo propõe.
    O que lhes tira o sono é a possibilidade de que alguém que se apresente como de origem social inferior possa externar elevados padrões morais.
    Aliado a isso, “caritativamente” cabe chamar atenção de alguns irmãos Kardecistas para que repensem seus procedimentos e conceitos, ou apenas releiam com atenção tudo o que Kardec e o Mestre Jesus disseram. Pois, a propósito de manter imaculado o que os espíritos amigos ditaram a Kardec, propalam opiniões personalistas e “interpretações xiíticas” eivadas de ignorância e de vaidade. Longe da cientificidade do empirismo espiritualista, do qual o querido Kardec foi pioneiro. São a ressonância do discurso oco embasado no “ouvi falar” ou no “não vi, não entendo, não conheço, não fui, não pesquisei, mas, de antemão, sou contra”. Todavia, travestem-se de seus sofismas, qual tivessem a autoridade moral de um Chico Xavier, de um Buda ou de um Francisco de Assis.
    Dizem-se caridosos, mas num discurso de um certo senhor, que muitos o tem como o “sucessor” do amantíssimo Chico Xavier, sobreveio o termo “choraminguentos”, em referência aos irmãos que, nos seus tormentos, buscam nas diversas Casas Espirituais socorro e alento.
    Deixamos então o desafio a encontrarem qualquer termo pejorativo utilizado por Jesus, por Kardec, ou por Chico Xavier em referência a quem quer que lhes buscasse auxílio, por menos esclarecidos que se encontrassem ou por mais mundanas que fossem suas demandas.
    Imaginam um mundo espiritual pasteurizado, quando repreendem ou tentam doutrinar os espíritos pela roupagem em que se apresentam, independente de quem seja e do socorro que venha executar. Estes maiorais desconsideram e querem apagar milhões de anos de experiência e vivências, em alguns poucos segundos de retórica hipnótica: “A partir de agora, você é ‘só um espírito’, não sabe nada, nunca teve ofício, nunca viveu em lugar nenhum, suas referências e sua terapêutica só podem ser a que EU referendar. Tens a permissão de ser apenas o que EU autorizo que sejas” – esquecem-se de dizer que o que determinam vem de seus “supremos poderes” outogardos pela vaidade e pelo orgulho.
    Em contrapartida, milhões de brasileiros e estrangeiros, independente dos níveis de formação, inclusive os de mentes simples, compreendem de forma intuitiva e natural a missão e a mensagem dos Pretos Velhos. Por isso, enxergar nessas entidades espíritos ignorantes e atávicos só pode decorrer – ressalvada a hipótese de má-fé – de uma profunda miopia intelectual.
    O segundo componente desta indignação é a constatação da existência de uma ortodoxia que, além de não estéril, produz frutos impregnados de um veneno letal que já vitimou milhões ao longo da história: a intolerância.
    Causa repulsa ainda maior o fato de que essa intolerância traveste-se da falsa magnanimidade dos que simulam o respeito a todas as correntes religiosas. Pois tacham impiedosamente de ignorantes aqueles que não exercitam seu purismo doutrinário e suavizam a agressão, aconselhando a interpretação de “ignorância” por sua acepção mais “agradável”. Curiosamente não conseguem perceber, entre as acepções que eles mesmos sugerem, algumas que se lhes aplicariam com absoluta propriedade, como soberba, presunção e pretensão.
    Estas características, filhas gêmeas do orgulho e da vaidade, encontram-se entre os mais encarniçados inimigos das verdades evangélicas que os “puristas” afirmam defender, e estão certamente muito mais identificadas com o joio que o Cristo anteviu em sua seara, do que a simplicidade de formas, que eles tanto condenam, mas que o Mestre pregou e praticou como ninguém mais.
    Sempre consideramos que todo discurso muito eloquente na defesa de princípios formais esconde uma absoluta falta de capacidade de reflexão. Se assim não fosse, aqueles que criticam o linguajar simbólico dos Pretos Velhos, por julgarem-no extemporâneo, voltariam primeiramente os olhos sobre o vocabulário típico de alguns consagrados oradores espíritas. Nestes enxergariam muito mais extemporaneidade no rococó dos termos rebuscados e inúteis, muitas vezes para disfarçar, sob o excesso de forma, uma lamentável escassez de conteúdo, ou, na pior das hipóteses, adornando o argumento sofismático daqueles que alardeiam caridade e humildade, mas exsudam orgulho, arrogância e vaidade.
    O que alegra é perceber que milhões de almas necessitadas vem recebendo alento e motivação nos terreiros espalhados pelo país, enquanto os doutores do templo, fundamentalistas kardexiitas, se esforçam em elitizar o Espiritismo e academizar o Evangelho. Que continuem com sua profissão de fé: enquanto eles verborragem, a caravana da Umbanda passa.
    Finalmente, o terceiro elemento desta indignação vem de uma passagem do segundo artigo em comento, onde o articulista sugere que, ante a manifestação de um Preto Velho em uma casa espírita, o doutrinador deve se dirigir à entidade – tratando-a como ignorante e necessitada – e dizer-lhe que ele “pode até ser bom”, mas que não pode apresentar-se como Preto Velho, já que ele pode reassumir a forma de outras encarnações.
    A sugestão de tal performance está justificada pela necessidade de o espírito abandonar sua condição de escravo, mas essa justificativa maquia a verdadeira intenção: a de o espírito abandonar sua condição de negro que é a que de fato incomoda.
    Hipócritas! Se tivessem um mínimo de capacidade de reflexão, aliada a um mínimo de conhecimento histórico, lembrariam que Jesus nasceu no seio de uma nação subjugada e sua condição social ante o Império Romano era pouco diferente da de um escravo. Observa-se que eles não tem qualquer problema quanto a isso, pois os registros históricos dão conta de um Jesus branco, ou, quando muito, moreno.
    Na senda do que afirmamos, e para que não pairem dúvidas, vale transcrever parte do segundo artigo onde esses “arautos da divina luz” deixam transparecer em suas próprias palavras o teor do “cristianismo” que disseminam:

    “É urgente romper a malha dessa teia do misticismo inoportuno que arranha a imagem do Projeto Espírita no Brasil. O Centro Espírita não é reduto de escravos (senzala) em que espíritos ataviados utilizam os “cavalos” e indicam, aos choraminguentos e eternos pedintes, o caminho das facilidades materiais na volúpia de suas próprias conveniências pessoais.” (grifo deste autor)

    Só não conseguimos precisar se o caráter filosófico (se é que existe) de tal visão remonta a Kardec ou a Nietzche.
    Curiosa a preocupação demonstrada por eles quanto a arranhões à imagem do projeto espírita no Brasil. A nosso ver essa preocupação pode ser mais bem demonstrada sob as indagações de quanta dor o projeto espírita tem sido capaz de mitigar, quanto alento o projeto espírita tem sido capaz de distribuir, quanta fraternidade o projeto espírita tem sido capaz de inspirar, quanto amor o projeto espírita tem sido capaz de despertar, quanta paz o projeto espírita tem sido capaz de promover, o quanto convergente com o que o Mestre Jesus disse: “Reconhercer-se-ão os verdadeiros Cristãos pelas suas obras”.

    De resto e de nossa parte – umbandista que somos, mas acima de tudo buscando seguir o Querido Mestre Jesus – reconhecemos em todos os espíritas sinceros, companheiros de jornada na construção de um mundo mais humano e, por isso, tanto quanto nos esforçamos na construção do trabalho umbandista, torcemos sinceramente pelo sucesso do Verdadeiro Projeto Kardecista no Brasil e no mundo; pelo sucesso de um Espiritismo plural, multiétnico, multicultural, e singularmente Cristão e que assim também sejam os projetos Católico, Protestante, Budista e outros mais.
    Quanto à preocupação dos kardexiitas com o fracasso no Brasil de seu projeto purista, eugênico e asséptico, tememos tratar-se, essa sim, de uma preocupação absolutamente extemporânea: o tipo de projeto que eles defendem já fracassou totalmente no fim do século XVIII com a Inquisição e em 1945, na Alemanha.
    Que o referencial do Mestre Jesus possa final e verdadeiramente servir de Norte a esses irmãos e que eles possam amadurecer em suas responsabilidades fraternas.
    Salve Deus!

    Assinam a presente:

    Jorge Caetano Júnior
    Walteno Batista Santos.

  54. Walteno, peço a sua autorização para publicar seu artigo neste site. Se você autorizar, tentarei contato com o Jorge Hessen para notificá-lo desta publicação, para a eventualidade de uma resposta de sua parte.

  55. Prezado irmão,
    Deixo um texto publicado a quatro mãos relativo a um comentário de um “expoente” kardecista, para o qual não buscávamos confronto, apenas rebater a ignorância de quem fala sem conhecer.
    Por favor, desconsidere o texto se absolutamente não concordar com nosso posicionamento.

    MIOPIA, PRECONCEITO E FUNDAMENTALISMO

    Indignação. É o que melhor define o sentimento experimentado por nós, ao lermos os artigos intitulados “Manifestações de Fundo Umbandista no Meio Espírita” (art. nº 38/2008) e “Misticismos que Despencam a Credibilidade do Projeto Espírita no Brasil” (art. nº 62/2008), ambos publicados no site JORGEHESSEN.NET – Artigos Espíritas.

    O primeiro componente dessa indignação é a náusea que sempre experimentamos ao nos depararmos com aqueles que pretendem emitir juízos de valor sobre coisas que desconhecem, ou que, pelo menos, não conhecem em profundidade suficiente para lastrear uma análise crítica. Tal atitude, conhecida popularmente por leviandade, tem sido por muito tempo a fonte de aplauso e reconhecimento público a tantos e quantos falastrões de plantão, aliciadores das consciências ingênuas dos incautos, por via de um discurso tão fluido, quanto vazio.

    É sob esse prisma que, em princípio, interpretamos as considerações desairosas tecidas sobre os espíritos de Pretos Velhos, no segundo artigo sob comento.

    Ali, com o apoio de uma citação de Divaldo Franco, a figura do Preto Velho é tratada como um espírito ignorante de um ex-escravo desencarnado que preserva uma atitude atávica, disposto a executar qualquer tipo de tarefa, no afã de servir ao “senhor” branco.

    Uma tal visão demonstra, de pronto, um total desconhecimento do que sejam os Pretos Velhos, de sua missão e função nos cânones da Corrente Astral de Umbanda. Na verdade, demonstra uma visão parcial e estereotipada do fenômeno; a visão de quem ouviu falar e tirou conclusões apressadas, com base somente na forma, sem adentrar o conteúdo. De resto, aponta, aí sim, para uma profunda ignorância sobre o que realmente seja a Umbanda.

    Vale, então, prestar alguns esclarecimentos, menos por desagravo aos Pretos Velhos – que são bem maiores que isso –, que para ilustrar de forma consequente e honesta a cultura religiosa desses senhores que se autoatribuem a tarefa de “retirar a ignorância”.

    O homem possui uma dimensão simbólica inquestionável que se encontra na base de seu mecanismo de compreensão da estrutura do mundo e de seu papel dentro dessa estrutura. O simbolismo permite que se condense em uma simples imagem toda uma carga de conteúdo que, por vezes, precisaria de tratados inteiros para serem devidamente verbalizados. A Espiritualidade Superior, conhecedora dessa perspectiva semiótica, sempre se serviu e ainda faz uso disso para trazer ensinamentos úteis.

    É por isso que o universo onírico é permeado de imagens aparentemente absurdas, mas que, devidamente interpretadas e contextualizadas, revelam verdades inconscientes. Foi também por isso que Jesus se serviu tanto das parábolas, algumas das quais soam ingênuas e até mesmo absurdas, se tomadas ao pé da letra, mas revelam sua grandiosidade, quando analisadas à luz do simbolismo.

    Também é graças a esse universo simbólico que é possível ao homem guardar nas camadas mais profundas do inconsciente imagens virtuais das aquisições da humanidade; aquilo que Carl Jung denominou de inconsciente coletivo, comum a toda a espécie e que iguala e, por assim dizer, irmana todos os homens pelas aquisições culturais ancestrais.

    Assim, para ficar na terminologia jungiana, o Preto Velho é, na verdade, um arquétipo correspondente ao “velho sábio” presente em todas as civilizações, em todas as épocas.

    Sucede que a Umbanda – que, para desagrado das mentes iluminadas dos “doutores do Espiritismo”, não é um culto afro, como se costuma acreditar – tem sua base doutrinária assentada sobre o tripé humildade-simplicidade-pureza, com representação arquetípica respectivamente nas figuras do Preto Velho, do Caboclo e da Criança. Nesse contexto, o arquétipo Preto Velho – símbolo de humildade – transcende o “velho sábio”, na medida em que, além de representar a sabedoria oriunda da vivência, representa a resignação ante as provas e a redenção pela dor, princípios pregados pelo Mestre Jesus, por palavras e pelo exemplo.

    Essa abnegada e iluminada legião agrega centenas de milhares de espíritos das mais diferentes origens (inclusive muitos que não tiveram encarnação como tal), irmanados pela vontade única de servir na seara do Mestre, de forma anônima e impessoal, praticando a caridade como a preconizou Jesus e não como “os hipócritas nas sinagogas”.

    Provavelmente alguns espíritas defensores da “pulcritude” da doutrina se sentiriam desolados, se pudessem perceber que muitos dos espíritos que eles rotulam de “venerandos”, ao deixarem as casas kardecistas, dirigem-se serenos às tendas e aos terreiros de Umbanda, para ali envergarem por algumas horas a pulcra e digna vestimenta de Preto Velho. É que, a despeito do que pensam e desejam os puristas, Deus não criou a luz apenas para suas ribaltas pessoais.

    Que os espíritos não tem cor pode ser um fato, mas teriam ainda menos uma profissão. Todavia, tem sim suas identidades relacionadas aos seus adiantamentos, às vidas que os tornaram o que são na ascensão evolutiva.

    Afinal de contas, o Pai Eterno garantiu-lhes as encarnações para seu progresso e lhes permite que façam uso desta bagagem adquirida, de forma inteligente, responsável e amorosa. Não fosse isso, atavismos também seriam as referências ao Rabi da Galiléia, ao querido doutor Bezerra de Meneses, doutor Michel e tantos outros ilustres Doutores que assistem em diversas Casas de trabalho evangélico.

    Fica patente que o incômodo destes pseudo-sábios não é os bons espíritos darem referências de si.

    O que mexe com os corações enodoados pela empáfia, tampouco é se o trabalho é caritativo, Evangélico e Cristão – mesmo por que eles não se dão o trabalho de investigar com a cientificidade própria que o Kardecismo propõe.

    O que lhes tira o sono é a possibilidade de que alguém que se apresente como de origem social inferior possa externar elevados padrões morais.

    Indubitavelmente, milhões de brasileiros com diferentes níveis de formação, inclusive os de mentes simples, compreendem de forma intuitiva e natural a missão e a mensagem dos Pretos Velhos, por isso, enxergar nessas entidades espíritos ignorantes e atávicos só pode decorrer – ressalvada a hipótese de má-fé – de uma profunda miopia intelectual

    O segundo componente de minha indignação é a constatação da existência de uma ortodoxia que, embora não estéril, produz frutos impregnados de um veneno letal que já vitimou milhões ao longo da história: a intolerância.

    Causa-me repulsa ainda maior o fato de que essa intolerância traveste-se da falsa magnanimidade dos que simulam o respeito a todas as correntes religiosas, mas tacham impiedosamente de ignorantes aqueles que não exercitam seu purismo doutrinário e suavizam a agressão, aconselhando a interpretação de “ignorância” por sua acepção mais “agradável”. Curiosamente não conseguem perceber, entre as acepções que eles mesmos sugerem, algumas que se lhes aplicariam com absoluta propriedade, como soberba, presunção e pretensão.

    Estas características, filhas gêmeas do orgulho e da vaidade, encontram-se entre os mais encarniçados inimigos das verdades evangélicas que os “puristas” afirmam defender, e estão certamente muito mais identificadas com o joio que o Cristo anteviu em sua seara, do que a simplicidade de formas, que eles tanto condenam, mas que o Mestre pregou e praticou como ninguém mais.

    Sempre consideramos que todo discurso muito eloquente na defesa de princípios formais esconde uma absoluta falta de capacidade de reflexão. Se assim não fosse, aqueles que criticam o linguajar simbólico dos Pretos Velhos, por julgarem-no extemporâneo, voltariam primeiramente os olhos sobre o vocabulário típico dos consagrados oradores espíritas e enxergariam muito mais extemporaneidade no rococó dos termos rebuscados e inúteis, camuflando, muitas vezes, sob o excesso de forma uma lamentável escassez de conteúdo, ou, na pior das hipóteses, adornando o argumento sofismático daqueles que alardeiam caridade e humildade, mas exsudam orgulho, arrogância e vaidade.

    O que me alegra é perceber que milhões de almas necessitadas vem recebendo alento e motivação nos terreiros espalhados pelo país, enquanto os doutores do templo, fundamentalistas kardexiitas, se esforçam em elitizar o Espiritismo e academizar o Evangelho. Que continuem com sua profissão de fé: enquanto eles verborragem, a caravana da Umbanda passa.

    Finalmente, o terceiro elemento de minha indignação vem de uma passagem do segundo artigo em comento, onde o articulista sugere que, ante a manifestação de um Preto Velho em uma casa espírita, o doutrinador deve se dirigir à entidade – tratando-a como ignorante e necessitada – e dizer-lhe que ele não deve apresentar-se como Preto Velho, que ele pode reassumir a forma de outras encarnações.

    A sugestão de tal performance está justificada pela necessidade de o espírito abandonar sua condição de escravo, mas essa justificativa maquia a verdadeira intenção: a de o espírito abandonar sua condição de negro que é a que de fato incomoda.

    Tivessem um mínimo de capacidade de reflexão, aliada a um mínimo de conhecimento histórico e se lembrariam de que Jesus nasceu no seio de uma nação subjugada e sua condição social ante o Império Romano era pouco diferente da de um escravo, mas eles não tem qualquer problema quanto a isso, porque os registros históricos dão conta de um Jesus branco, ou quando muito moreno.

    Na senda do que afirmamos, e para que não pairem dúvidas, vale transcrever parte do segundo artigo onde esses “arautos da divina luz” deixam transparecer em suas próprias palavras o teor do “cristianismo” que disseminam:

    “É urgente romper a malha dessa teia do misticismo inoportuno que arranha a imagem do Projeto Espírita no Brasil. O Centro Espírita não é reduto de escravos (senzala) em que espíritos ataviados utilizam os “cavalos” e indicam, aos choraminguentos e eternos pedintes, o caminho das facilidades materiais na volúpia de suas próprias conveniências pessoais.” (grifo deste autor)

    Só não consigo precisar se o caráter filosófico (se é que existe) de uma tal visão remonta a Kardec ou a Nietzche.

    Curiosa a preocupação demonstrada por eles quanto a arranhões à imagem do projeto espírita no Brasil. A meu ver essa preocupação poderia ser mais bem demonstrada sob as indagações de quanta dor o projeto espírita tem sido capaz de mitigar, quanto alento o projeto espírita tem sido capaz de distribuir, quanta fraternidade o projeto espírita tem sido capaz de inspirar, quanto amor o projeto espírita tem sido capaz de despertar, quanta paz o projeto espírita tem sido capaz de promover.

    De resto e de nossa parte – umbandista que somos – reconhecemos em todos os Kardecistas e Espíritas de outros matizes sinceros, companheiros de jornada na construção de um mundo mais humano e, por isso, tanto quanto me esforço na construção do projeto umbandista, torcemos sinceramente pelo sucesso do verdadeiro Projeto Espírita no Brasil e no mundo; pelo sucesso de um Espiritismo plural, multiétnico, multirracial, multicultural, e singularmente Cristão.

    Quanto à preocupação dos kardexiitas com o fracasso no Brasil de seu projeto purista, eugênico e asséptico, tememos tratar-se, essa sim, de uma preocupação absolutamente extemporânea: o tipo de projeto que eles defendem já fracassou como um todo no fim do século XVIII juntamente com a Inquisição e em 1945 na Alemanha.

    Que o referencial do Mestre Jesus possa finalmente servir de Norte a esses irmãos e que eles possam amadurecer em suas responsabilidades fraternas.

    Assinam a presente:

    Jorge Caetano Júnior

    Walteno Batista Santos.

  56. Muito obrigado, Morel…

    Pelo que percebo, toda a generalização é maléfica. No passado, algumas crianças com deficiência eram “eutanasiadas” em nossa sociedade também. Há tribos extremamente solidárias e que fazem da caridade uma maneira de subsistir. Outras, cobram pedágio em estradas, exploram as madeiras de suas florestas e por aí vai…..

    Abraços fraternos…

  57. Marcelo, não sei se algum destes espíritos citados tenha reencarnado alguma vez na Índia, na China ou em países africanos. Ramatis, que não é muito bem visto por alguns espíritas, viveu na Indochina, mais ou menos onde hoje é a Tailândia ou o Vietnã. Talvez justamente essa origem de Ramatis seja um dos motivos por que há uma certa prevenção contra Ramatis: Seu modo de pensar é diferente.
    Todos nos aproximamos daqueles com quem temos mais afinidade e por quem somos compreendidos. O Espiritismo como o conhecemos não seria compreendido, de maneira alguma, na Índia, onde acreditam em reencarnação mas há o sistema de castas e uma forte e atuante mitologia; na China, onde há milênios de civilização fechada e hoje uma crise de valores; em países africanos, recém libertos do colonialismo europeu e onde as crenças são muito diferentes, quase todas politeístas.
    Não há nada de estranho. O Ocidente é cristão, não é budista. Além disso, o ensino de Jesus é superior ao de Buda. Claro que é a opinião de um cristão.
    Quanto à evolução dos selvagens, é evidente que há grande disparidade evolutiva entre os bilhões de espíritos que habitam a Terra. E nos tempos de Kardec a América e a África ainda eram povoadas por povos primitivos em regimes tribais. Hoje, ainda, na Amazônia, há tribos indígenas que enterram vivas as crianças deficientes ou com alguma anomalia. Negar que estes grupos de espíritos são primitivos em relação a nós é abrir mão do bom senso…

  58. Prezado Morel

    Grato pelos ensinamentos que frequentemente vejo em suas publicações.

    Estou iniciando meus estudos no Espiritismo. Tenho lido aqui e lá sobre a Doutrina, mas recentemente despertei para um questionamento. Tudo o que tenho lido é ligado a Jesus Cristo e a uma certa ascendência caucasiana sobre o Espiritismo, inclusos os livros de Kardec, onde se menciona que os “selvagens” não eram tão evoluídos quanto…
    Vendo as reencarnações de Emmanuel, de Chico, Bezerra de Menezes, Joana de Angelis, me chama a atenção que nenhum reencarnou na Índia, China, ou em países africanos. Não seria o próprio Buda um espírito muito elevado? No entanto, nada é comentado. Estranho, não?
    Desculpe se de alguma forma meu questinomento é fruto do meu pouco conhecimento, ou se a minha ignorância de alguma forma não me deixa ver claramente as coisas…

    Grato

    Marcelo

  59. Um fato ocorrido comigo me fez perceber como o mundo espiritual é complexo. Frequentando um centro espírita em uma ocasião em que estava havendo o dia de vibrações, estava sentada à mesa juntamente com trabalhadores da casa, eu não era, e tinha começado a frequentar há pouco tempo, fizemos a leitura de uma mensagem, depois começaram as vibrações. Na hora em que eu estava mentalizando, tentando entrar em maior sintonia com Deus, eu me vi de trás da mesa próxima à porta que entrava para sala de passes, e ao meu lado vi descer um homem negro claro, ainda jovem, que usava roupa muito branca e cartola e sapato branco, vi de pertinho seu rosto, e logo em seguida do meu outro lado desceu um homem branco de terno preto e chapeu arredondado preto e ali ficamos os três, eles olhavam para a mesa com um olhar de entendimento, pareciam tão iluminados, tão bem, estavam ali com tanta segurança e determinação, e eu nem sei o que fazia entre eles. No dia seguinte, conversando com uma colega de serviço, ela me disse o nome de quem ele poderia ser e que era da umbanda, achei estranho, pois o centro era kardecista, mas quando vi o desenho dele no computador eu sabia que era aquele, mas era mais claro um pouco, o homem branco eu não consegui saber quem era, eu não sei o que faziam ali, mas sei que tinham algo muito bom, apesar de ler sobre ele e sua história ser meio complicada, acho que ele deve ter evoluído muito, por isso respeito, principalmente porque vi e senti algo da umbanda!

  60. Caro Morel,

    Quero cumprimentá-lo pela clareza e lucidez das ideias apresentadas no artigo. Sou diretor doutrinário de uma casa de Umbanda em Brasília e já há muito venho lutando para disseminar as mesmas ideias que você apresenta. Tenho certeza de que, embora com práticas diferentes, Espiritismo e Umbanda possuem finalidades semelhantes e, além disso, o mundo espiritual é regido pelas mesmas leis eternas e imutáveis emanadas do próprio criador.
    Parabéns pelo artigo. Se tiver um tempinho, dê uma olhada em nosso site, onde você encontrará ideias parecidas.

    Saudações fraternas.

  61. Diego, concordo com o seu modo de pensar, mas dizer que só existe uma Umbanda é meia verdade. A Umbanda pode ser una em sua essência e intenção, mas na prática não é assim. Diferentemente do Espiritismo, a Umbanda se ressente da falta de uma doutrina própria, o que faz com que cada tenda, templo ou terreiro tenha o seu direcionamento, o seu modo de ver e praticar a Umbanda. O sacrifício de animais, por exemplo, é praticado por muitos, não há o menor consenso sobre isso. Há, também, muita influência de religiões de origem africana na Umbanda.
    Obrigado pela colaboração.

  62. Ana, todos nós influenciamos e somos influenciados pelos outros, o tempo inteiro. Somos 7 bilhões de espíritos encarnados e mais de 20 bilhões de espíritos desencarnados. Nós sintonizamos uns com os outros através do pensamento. Pelos nossos sentimentos e pensamentos atraímos os espíritos que estajam na mesma sintonia, ou seja, que sentem ou pensam as mesmas coisas. Em relação aos “trabalhos” acontece a mesma coisa. Só pode ser vitimado por um trabalho quem estiver receptivo ao mal através dos seus sentimentos e pensamentos. Há casos, muito raros, de pessoas que se destacam por sua bondade e que eventualmente são vítimas de espíritos atrasados. Nestes casos, devemos buscar a causa disso no passado, em outras existências, em que a vítima tenha prejudicado alguém, provavelmente os mesmos que agora a prejudicam.
    O meio mais eficaz para proteger-se de quaisquer interferências negativas é seguir o que Jesus nos recomendou: orar e vigiar. Orar para elevar os sentimentos e vigiar os seus pensamentos. A ajuda espiritual num centro espírita pode ser de grande valia.

  63. Olá a todos, peço desculpas antes de tudo por ser ignorante perante muitos e um buscador perante outros.
    Precisamos compreender que ser espírita é vivenciar e saber de verdade que existem a todos os momentos as manifestações físicas e espirituais.
    Outro detalhe, existe apenas uma umbanda, é isso que se deveria discutir aqui. Para um pouco de orientação é necessário saber que com a marginalização e deturpação existem em todos os seguimentos da vida e não é diferente na religião.
    Atualmente se pratica o Umbandismo, Quimbandismo, Kiumbandismo, Candomblé e muito distante disso mas que juntam na salada o Santanismo.
    Umbanda faz o bem, prega a caridade, e preocupa com a moral. Sentimento primordial o AMOR segundo o pai Oxalá nosso Jesus Cristo o mesmo de todos os das outras religiões, ou melhor, o filho do Deus pai todo poderoso. Umbanda não sacrifica, Umbanda não mata, Umbanda não faz o mal. A umbanda orienta, mostra o caminho do Amor a Deus, os orixás são a manifestação de Deus porém nunca superior a Deus ou ZAMBI.
    Se querem saber mais, o mentor ou espírito que faz a caridade na Umbanda faz no Centro Espírita na Doutrina dos espíritos. O evangelho não é da ideia Kardecista meus irmãos, é de quem é espírita, é a manisfestação material de Deus, serve para instruir os homens e conduzi-los ao caminho até seu aprimoramento. O homem precisa melhorar a si mesmo mais do que se imagina, pisar em terreiros, tendas, igrejas etc. Não se faz entendedor, a busca pelo saber e vivenciamento do saber se faz entendedor. Busque a sabedoria pois não há religião superior à verdade.

    Abraço a todos meus queridos irmãos de fé.

  64. Bom dia! Tenho grande dúvida quanto aos chamados “trabalhos” feitos por pessoas que desejam o mal ao próximo. Uma pessoa que faz um trabalho para controlar, matar o próximo consegue interferir no comportamento da pessoa alvo do trabalho? E se isso realmente é possível como podemos nos proteger ou após ocorrido “desfazer” esse mal?

    Obrigada.

  65. Jessica, não sou favorável ao sacrifício de animais. Mas muitos espíritos ainda próximos da materialidade densa têm as mesmas sensações que tinham quando estavam encarnados. Então, embora eles não tenham boca ou barriga físicas, têm desejos como nós temos. Mesmo assim, não sou favorável ao sacrifício de animais, pois acho que devemos, encarnados e desencarnados, nos esforçar para nos distanciarmos o máximo possível das necessidades materiais. Mas, segundo o seu critério, todas as pessoas que se alimentam de carne (eu não como carne) também deveriam ser rigidamente punidos, pois não há nada que comprove que precisamos da alimentação carnívora para vivermos.
    Entendo o seu ponto de vista, mas costumamos ser mais rígidos com os outros do que com nós mesmos. Quem é contra o sacrifício de animais que não sirva pedaços de animais em seu prato.

  66. Bom, não sou espírita, nem umbandista, mas deveria ter uma punição rígida e sem piedade pra todos que cometem essa selvageria com os animais, eu mesma se pudesse arrancava os dedos de um covarde desses de um em um bem devagarinho, pois uns idiotas ignorantes desses devia saber que espírito não tem boca nem barriga, ou devia arrumar outra coisa pra fazer esse tal sacrifício.

  67. Muito apropriado, Sergio. Obrigado. Por defender, de algum modo, a Umbanda, já me pergutaram se sou umbandista. Não, não sou. Mas há uma proximidade finalística entre o Espiritismo e a Umbanda. Vejo a Umbanda retomando sua orientação original, desvencilhando-se das influências de religiões de nação africana. Com isso, muitos terreiros – talvez a maioria – não fazem sacrifícios de animais. De qualquer maneira, mesmo sendo desfavorável ao sacrifício de animais, que sabemos serem oferecidos a espíritos ainda muito ligados à matéria, antes de criticar quem faz esses sacrifícios temos que fazer uma autocrítica em relação aos sacrifícios diários de animais oferecidos ao próprio estômago. Quem trata esses espíritos tão veementemente de inferiores deve ser superior a ponto de subjugar o deus paladar e “condenar” sacrifícios ao prato. O mesmo vale em relação ao fumo, álcool e às inúmeras quinquilharias que fazem parte dos rituais cotidianos de dependência disfarçada à matéria.

  68. Sem a intenção de retomar discussões, mas entendo que quaisquer que sejam as dúvidas O Livro dos Espíritos poderá ajudar a saná-las, como qualquer religião calcada nas Leis de Deus.

    SACRIFÍCIOS
    ==>669. Remonta à mais alta antiguidade o uso dos sacrifícios humanos. Como se explica que o homem tenha sido levado a crer que tais coisas pudessem agradar a Deus?
    “Primeiramente, porque não compreendia Deus como
    sendo a fonte da bondade. Nos povos primitivos a matéria sobrepuja o espírito; eles se entregam aos instintos do animal selvagem. Por isso é que, em geral, são cruéis; é que neles o senso moral ainda não se acha desenvolvido. Em segundo lugar, é natural que os homens primitivos acreditassem ter uma criatura animada muito mais valor, aos olhos de Deus, do que um corpo material. Foi isto que os levou a imolarem, primeiro, animais e, mais tarde, homens.
    De conformidade com a falsa crença que possuíam, pensavam que o valor do sacrifício era proporcional à importância da vítima. Na vida material, como geralmente a praticais,se houverdes de oferecer a alguém um presente, escolhê-lo-eis sempre de tanto maior valor quanto mais afeto e consideração quiserdes testemunhar a esse alguém. Assim tinha que ser, com relação a Deus, entre homens ignorantes.”
    a) — De modo que os sacrifícios de animais precederam
    os sacrifícios humanos?
    “Sobre isso não pode haver a menor dúvida.”

    ==>654. Tem Deus preferência pelos que o adoram desta ou daquela maneira?
    “Deus prefere os que o adoram do fundo do coração,
    com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, aos que julgam honrá-lo com cerimônias que os não tornam
    melhores para com os seus semelhantes.
    “Todos os homens são irmãos e filhos de Deus. Ele
    atrai a si todos os que lhe obedecem às leis, qualquer que seja a forma sob que as exprimam.
    “É hipócrita aquele cuja piedade se cifra nos atos exteriores. Mau exemplo dá todo aquele cuja adoração é afetada e contradiz o seu procedimento.
    “Declaro-vos que somente nos lábios e não na alma
    tem religião aquele que professa adorar o Cristo, mas que é orgulhoso, invejoso e cioso, duro e implacável para com outrem, ou ambicioso dos bens deste mundo. Deus, que tudo vê, dirá: o que conhece a verdade é cem vezes mais culpado do mal que faz, do que o selvagem ignorante que vive no deserto. E como tal será tratado no dia da justiça.
    Se um cego, ao passar, vos derriba, perdoá-lo-eis; se for um homem que enxerga perfeitamente bem, queixar-vos-eis e com razão.
    “Não pergunteis, pois, se alguma forma de adoração
    há que mais convenha, porque equivaleria a perguntardes se mais agrada a Deus ser adorado num idioma do que noutro. Ainda uma vez vos digo: até ele não chegam os cânticos, senão quando passam pela porta do coração.”

    Acredito que a consciência de cada um mostrará o caminho, entre o bem e o mal. Me parece também que existe um certo erro ao se misturar certas doutrinas, certo de que esses erros são impostos por nós mesmos, afinal espíritos em evolução sujeitos a vícios e chagas como o ódio e o egoísmo em todas as religiões há de existir excessos e distorções. A isso estamos sujeitos de identificar e buscarmos nosso crescimento moral e aperfeiçoamento. Não perguntes aos outros esperando as verdadeiras respostas, as respostas estão dentro de ti se estiver em alinhamento com as Leis de Deus. Nós que pouco sabemos jamais iremos dar-te respostas e insistir para que sejam absolutas, a verdade absoluta a Deus pertence, buscai-la em teu coração no seu íntimo.

    Fiquem todos na luz de Deus.
    Me perdoem pelo extenso texto, mas por todos os comentários que li me pareceu razoável.

  69. Deiser, A Umbanda é uma religião como qualquer outra, não há nada de errado em deixar uma religião para seguir outra em que nos sintamos melhor. Como pode ser pecado seguir uma religião que se propõe a fazer o bem? A verdadeira religião é aquele que pode nos tornar melhores, apenas isso. Não se questione; siga o seu coração.

  70. Gostei demais da Umbanda e por mais que eu seja católica meu ser pede para frequentar a Umbanda, me chama, sabe. Mas tenho medo de estar pecando e não estar fazendo a escolha certa. Me dê uma palavra, me ajuda, pois não entendo por que adoro tanto o misticismo e os guias.

  71. Olá!!
    Tenho algo comigo que não sei explicar, os espíritas kardecistas dizem que sou médium, já os espíritas de “terreiros”, dizem que sou uma porta aberta… ouço, sonho e vejo coisas, sinto… não é frequente mas acontece… vejo entidades, sonho com elas… o que você pode me dizer sobre a minha pessoa?

  72. Como vai, Morel? Gostei muito de ter encontrado este site, muito orientador. Gostaria de uma opinião a respeito da Glândula Pineal (Olho de Horus ou terceiro olho), estive em um seminário de ativação desta glândula. Fisicamente senti diferença, por exemplo, diminuiu minha inquietude e angústias, caso possa nos dizer algo a respeito ficaria muito grata. Obs. O método é feito por Fresia Castro, chilena.

  73. Morel, confesso que não sabia quem era até começar a entrar em desespero e não parar de dizer “espírito fale comigo”, seja em sonhos, pensamentos, ou através de alguém, mas fale comigo, preciso sentir sua presença. Pra falar a verdade nem sabia que seu site existia, até sentir que deveria pesquisar sobre o assunto. Vivi e estou vivendo dias difíceis, mas suas palavras, seus conselhos e tudo que escrevi tem me dado forças e confortado minha alma. Sei que tem consciência do bem que faz às pessoas… Obrigado, que os bons espíritos te protejam e que Deus te abençoe para que você possa continuar dando direcionamento a todos que confiam nas suas palavras.

  74. Excelente matéria! Nem sei como cheguei em seu site, talvez movido pela sincronicidade dos fatos. A partir de agora vou seguir seus passos rsrs. Você escreve, responde aos leitores com uma simplicidade genuína. Que os espíritos continuem iluminando sua vida, nos proporcionando boa leitura e conhecimento. Forte Abraço!

  75. Wilson, não sei a quem você se refere quando diz “muitos espíritas”. Pelo que noto, você é espírita, ou não? Sendo ou não espírita, você talvez não tenha compreendido que o Espiritismo não é dogmático. Não temos uma autoridade máxima nem concílios para ditar o que é certo e o que é errado.
    Mas vá lá, se você faz tanta questão de uma resposta…
    a) Entre defender os sacrifícios de animais e se abster de criticá-los vai uma grande diferença. Não sou favorável ao sacrifício de animais nem para comê-los; não como carne. Mas não fui imbuído do poder de “condenar” quem se utiliza dessas práticas.
    b) Herculano tem a opinião dele. Respeitável, mas apenas a opinião dele, assim como eu tenho a minha e você, talvez, tenha a sua.
    c) Não, não acho certo. Também não acho certo a criação de animais para a alimentação humana, mas a maior parte da humanidade ainda se alimenta de carne. E não sou, pelo que penso, melhor que eles por não comer carne.
    d) O conceito de “bom espírito” é amplo. Há espíritos que, mesmo ser grande elevação, fazem o bem.
    e) Nossa melhoria moral começa por cuidar do próprio umbigo.

  76. Existe 5 perguntas que muitos espíritas não gostam de responder, ficam calados na omissão.
    a) Os animais são nossos irmãos menores na escala evolutiva, devemos respeitar e amar os animais, portanto, devemos defender os animais ou devemos defender essas praticas de sacrificar pobres animais nesses centros de macumbas, candomblé, quimbanda e centros de magia???
    Essa é a primeira pergunta que os espíritas não gostam de responder.
    Defender os animais ou defender essas praticas??

    b) J Herculano Pires no seu Livro Mediunidade fala que o movimento espírita deveria se LEVANTAR contra a matança de animais nesses centros.
    Perguntamos, Herculano Pires esta certo ou errado nessa questão???
    Outra pergunta que vai ficar sem resposta.

    c) Em muitos rituais de sacrifícios de pobres animais, muitos animais são TORTURADOS, MUTILADOS VIVOS, antes de serem sacrificados para os orixás, perguntamos, vocês acham isso certo???
    Os animais devem ser torturados, mutilados vivos, perfurados vivos, para agradar esses espíritos inferiores, maldosos e ignorantes do plano astral???
    Gostaria de uma resposta.

    d) Os Espíritos Elevados e os Bons Espíritos precisam de velas, despachos, charutos, cachaça e sacrifícios de animais???
    Outra pergunta que vai ficar no vazio.

    e) O Mestre Allan Kardec fala em seus Livros que o objetivo principal do Espiritismo é a melhoria Moral das pessoas.
    Perguntamos, qual melhoria moral uma pessoa vai ter usando velas, cigarros, charutos, cachaça, despachos e sacrificando pobres animais????
    Outra pergunta perdida.

    Se os animais pudessem falar eles iriam dizer o que sobre esses sacrifícios nesses centros de macumbas e magia???

  77. Wilson, qual é a diferença entre sacrificar animais e comer carne?
    Eu não faço nenhum dos dois e não critico que faz. A questão não é se um erro justifica o outro ou não. Preciso cuidar dos meus erros e falhas, não me intrometer em possíveis erros e falhas dos outros. Você gosta de citar Jesus, mas parece ter lido apenas a parte da expulsão dos vendilhões do templo e quando Jesus chama alguém de hipócrita. Jesus respeitava as tradições religiosas de seu tempo. Em Marcos 1:44 Jesus manda o leproso curado por ele fazer o sacrifício ordenado por Moisés. Quem você acha que Jesus chamava de hipócrita? Os fariseus? Mas o ensino de Jesus é atual, se não fosse, você não o citaria.
    Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.
    Lucas 6:42

  78. Os sacrifícios de animais

    1)O sacrifício de animais em centros de macumbas, candomblé, quimbanda e centros de magia, alguns centros de umbanda praticam também esses sacrifícios.
    Gostaria de saber, por que, quando uma pessoa vai condenar e criticar essas praticas, algumas pessoas falam que isso é intolerância religiosa, é faltar com o respeito pela Religião dos outros.
    Vejamos, por que, essas pessoas tem o Direito de sacrificar animais inocentes nesse rituais primitivos, e nós não temos o Direito de condenar isso???
    Por que, elas tem o Direito de matar(sacrificar) animais inocentes, e por que , eu não tenho o Direito de condenar essas praticas e defender os animais???
    Vejamos uma contradição no raciocínio.
    Eles podem matar e eu não posso tentar defender os animais??
    Se ele tem o Direito de sacrificar (matar) eu também tenho o direito de defender os pobres animais que são mortos nesses rituais sangrentos, por que, eles tem esse direito e eu não tenho o meu direito???
    Uma outra questão.
    Devemos defender os animais que são nossos irmão menores na escala evolutiva ou devemos defender o sacrifício desses pobres animais??
    Defendemos os animais ou defendemos esses sacrifícios???
    Eles falam que isso é intolerância religiosa, é faltar com o respeito com a Religião dos outros, é faltar com a caridade.
    Vejamos, por que, vocês são intolerantes com os animais, matar pobres animais nesse rituais não é faltar com o respeito com os animais isso não é faltar com a Caridade????

    Uma outra questão.
    Os Espíritos Superiores e os Bons Espíritos, não precisam de velas, charutos, cachaça, despachos e sacrifícios de animais, quem pede ou precisa disso são espíritos desencarnados ainda apegados a matéria e aos vícios e desejos terrenos, ou seja, espíritos atrasados, espíritos sem Luz moral.
    O que vai atrair os Espíritos Superiores?
    Velas, charutos, cachaça, amuletos, talismã, despachos, roupas brancas, imagens, sacrifícios de animais, ou são os pensamentos elevados e puros, os sentimentos nobres, a pratica da Caridade e das Virtudes, o amor e o respeito pelos animais????
    Devemos refletir nessas questões.

    Algumas pessoas falam que é intolerância condenar essa pratica religiosa, eu respondo, matar (sacrificar) animais indefesos nesses rituais é ser INTOLERANTE com os nossos irmãos menores, isso que é intolerância.
    O verdadeiro sacrifício é de ordem Moral e Espiritual, temos que sacrificar nossas imperfeições morais, ou seja, sacrificar nossos maus pensamentos, sacrificar os maus desejos, sacrificar os vícios, sacrificar os maus hábitos, sacrificar a inveja, o ódio, a falsidade, a desonestidade, o rancor, o medo, o egoísmo, o racismo, a corrupção, a imoralidade etc..
    Esse é o verdadeiro sacrifício que devemos praticar, sacrificar as nossas imperfeições morais para podermos crescer espiritualmente.
    Ficar matando animais nesses rituais para agradar entidades viciosas, ociosas do plano astral é um absurdo. Os espíritos desencarnados que pedem tais coisas, são espíritos vampiros, que querem sugar(vampirizar) os fluidos vitais do sangue derramado, somente espíritos muito materializados e maldosos é que pedem essas coisas.

    2) J Herculano Pires no seu livro Mediunidade, fala que o movimento espírita deveria se LEVANTAR contra a matança de animais inocentes nesses centros.
    Perguntamos, Herculano Pires esta certo ou errado nessa afirmação???
    Gostaria de uma resposta.

    O Mestre Allan Kardec fala em seus luminosos livros, que o objetivo principal do Espiritismo é a melhoria Moral do ser humano, perguntamos, qual melhoria Moral e espiritual uma pessoa vai ter usando charutos, cachaça, despachos e matando ( sacrificando) inocentes animais??
    Gostaria de uma resposta

    Divaldo P Franco disse que esses espíritos que se apresentam como pretas velha, pretos velhos e caboclos, podem ser espíritos bons mais são IGNORANTES.
    Espíritos Ignorantes.
    Por que, somente espíritos ignorantes poderiam estar apegados a essas praticas, os Espíritos de Luz jamais vão pedir velas, despachos, charutos, cachaça e sacrifícios de animais.
    Perguntamos Divaldo P Franco esta errado nessa observação???
    Gostaria de uma resposta.

    Deveríamos respeitar os animais que são nossos irmãos menores na escala evolutiva ou deveríamos respeitar essas praticas sangrentas de sacrificar pobres animais???
    Gostaria de uma resposta

    3) Vejamos outro argumento das pessoas que defendem essas praticas.
    Essas pessoas falam que nós somos espíritos imperfeitos em evolução, nós temos os nossos erros, vícios, imperfeições morais, defeitos, por isso, não devemos condenar essas praticas, por que, nós ainda comemos carne, bebemos, fumamos, como que eu posso criticar ou condenar os espíritos que fazem isso se eu mesmo faço isso, a tire a primeira pedra quem estiver sem pecados, criticar é faltar com a caridade, isso é intolerância religiosa etc…
    Perguntamos, um erro justifica outro erro??
    Um vicio justifica outro vicio??
    Um crime justifica outro crime??
    Uma maldade justifica outra maldade??
    Se eu sou um Espirito imperfeito cheio de erros e vicios, eu não posso condenar ninguém.
    Perguntamos, o que os animais tem a ver com os nossos defeitos morais??
    É eles que vão pagar o pato pelos nossos erros??
    Se eu sou um espírito imperfeito que tenho o vicio da bebida e do fumo, eu não posso condenar o vicio da bebida e nem do cigarro, eu devo aceitar esses vícios como algo normal.
    Se eu tenho meus defeitos morais, o meu DEVER é lutar contra essas imperfeições morais, e não procurar desculpas ou justificativas para minhas imperfeições morais.
    O Espírito se reencarna no plano terreno é para Evoluir pelo aprimoramento Moral e Intelectual de si mesmo, o nosso dever é VENCER as nossas imperfeições morais, para podermos crescer espiritualmente, não podemos ficar procurando DESCULPAS em nossos erros e defeitos para JUSTIFICAR maldades que são praticadas contra os animais.
    Um erro e uma falta não justifica outros erros e faltas.
    Intolerância é ser intolerantes com os animais e seu sofrimento.
    Preconceito é ser preconceituoso com os animais.

    4) Por que, quem pratica sacrifícios de animais nesses centros, nunca é tachado de intolerante e preconceituoso, por que, ele tem o Direito de matar e eu não tenho o Direito de proteger os pobres animais indefesos????
    Quem pratica sacrifícios de animais nunca é criticado ou censurado e quem procura defender os animais desses rituais é sempre criticado e condenado como preconceituoso e intolerante, isso mostra as contradições de raciocínio que eles mostram em seus argumentos. Eles podem matar e eu não posso defender.

  79. Wilson, na Umbanda não há sacrifícios de animais. Quem sacrifica animais são as religiões de nação africana.

  80. Caroline, você fala na Caridade e no Amor, portanto, vamos exercer esse sentimento divino que é a Caridade em relação aos animais que são nossos irmãos menores na escala evolutiva.
    Caridade é o Amor em movimento, é movimentar pensamentos elevados, sentimentos nobres e principalmente praticar boas ações.
    Os animais também merecem nosso amor e respeito, maltratar e sacrificar animais em rituais, é faltar com a caridade, a Virtude mais sublime que o ser humano pode adquirir na sua Evolução no plano terreno, por que os animais podem ser sacrificados nesses rituais, isso não é faltar com a Caridade???

  81. Tantas perguntas, tantas nomenclaturas, tantos conceitos e pré-conceitos, o mesmo tempo que se perde procurando respostas é o tempo que poderia se estar praticando a CARIDADE, premissa tanto para se ser um Espírita Kardecista ou Umbandista. A resposta já foi dada há muitos séculos “Amar ao próximo”, isso é o essencial.
    Fiquem em PAZ!

  82. O Espírito para poder Evoluir ele têm que Combater as suas imperfeições Morais, vícios, maus desejos, maus hábitos, maus pensamentos, temos que Dominar as influências negativas da Matéria, os vícios da bebida, do cigarro, da gula, do jogo, das drogas, são nocivos ao corpo físico e ao perispirito, os vícios provocam desequilíbrios no Espírito. Sem aprimoramento moral e intelectual ficaremos travados em nossa Evolução espiritual.
    Os centros de macumbas visam na maioria das vezes interesses matérias, terra a terra, sem elevação moral, tratam de assuntos matérias vulgares, como, volta da pessoa amada, melhoria nas finanças, sorte com as mulheres etc.
    O Mestre Allan Kardec fala em seus luminosos livros, que o objetivo principal do Espiritismo é a melhoria Moral do ser humano, perguntamos, qual melhoria moral uma pessoa vai ter usando charutos, cachaça e sacrificando inocentes animais???
    Essa é a questão chave.
    A melhoria moral e espiritual de uma pessoa está na pratica do bem e das virtudes, ser bom, ser correto, ser honesto, ser cordial, ser educado, cultivar pensamentos elevados e sentimentos nobres, combater os maus desejos, combater os maus hábitos, combater os vícios, respeitar os animais, isso é ser Cristão.
    Os Espíritos Elevados e Superiores e os bons espíritos, só tratam de princípios morais elevados, que visam a melhoria moral e espiritual do ser humano, eles nunca vão tratar de assuntos matérias terra a terra,o ser humano precisa se espiritualizar se elevando acima das coisas matérias, devemos buscar e as Virtudes.
    Esses espíritos que se apresentam nesses centros pedindo cigarros, bebida, charutos, velas, despachos, cachaça, só podem ser espíritos apegados a matéria, e muitos deles são maldosos, gozadores, embusteiros e obsessores, usam nomes falsos e pomposos e uma Linguagem melosa para enganar as pessoas, eles falam macio, cuidado.
    São lobos em pele de ovelhas.
    O Mestre Allan Kardec fala em seus Livros, que devemos passar pelo Crivo severo da Razão e da Lógica todos os ensinamentos e mensagens que venha do plano espiritual, só devemos aceitar o que tiver uma base Moral e Racional elevada.
    Meu amigo eu respeito a sua forma de pensar, você é inteligente e educado em seus comentários, isso mostra elevação moral e espiritual da sua parte, obrigado pela atenção, um forte abraço.

  83. Wilson, concordo em parte. Em linhas gerais você tem razão, mas generaliza demais. Não somos, ainda (eu não sou; talvez você seja), tão superiores a ponto de apontar certo e errado com tanta precisão. Também não acho que alguém seja covarde por não sair por aí espalhando seus posicionamentos. Você está certo em afirmar que espíritos elevados não necessitam coisas ligadas à materialidade, como charuto e cachaça. Mas há pessoas que encontram o seu socorro – nem sempre ligados às superficialidades que você citou – em centros ligados a essas práticas. Há muito trigo no meio do joio. Não é criticando ou condenando que acabaremos com o que não aprovamos. Você citou J. Herculano Pires, que “fala que o Movimento Espírita deveria se LEVANTAR contra a matança de animais nesses centros”. O mesmo Herculano, na sua obra O Homem Novo, acha que de nada valem “os extremos de pureza formal, — não comer carne, não fumar, não tomar bebidas alcoólicas, não freqüentar festas mundanas, não contar nem ouvir anedotas picantes, — se o coração não estiver limpo. A pureza que o Espiritismo nos ensina é interior. Deve, por isso mesmo, reger a nossa conduta, em vez de esperarmos que uma conduta artificial nos purifique.
    Podemos comer carne mas temos que nos levantar contra a matança de animais? Podemos beber e fumar e condenar os espíritos que o fazem? Não, Wilson. Tenho muito o que cuidar em mim mesmo, nos que me são próximos e nos que comungam a minha crença. Deixa os outros.
    Obrigado por expressar a sua opinião.

  84. 1) Vamos analisar com calma o problema das macumbas, centros de umbanda, candomblé, quimbanda e os centros de magia, primeiramente temos que colocar o seguinte, não estamos criticando pessoas, estamos analisando princípios e certas praticas. Os Espíritos Elevados e Superiores, não precisão de velas, charutos, cachaça, despachos, sacrifícios de animais, quem precisa e pede essas coisas são espíritos desencarnados ainda apegados a matéria e aos vícios terrenos, os bons Espíritos já estão depurados moralmente dessas coisas.
    Os espíritos ainda apegados a matéria, querem manter as sensações da vida terrena, é por isso que eles procuram certas praticas viciosas, como, beber, fumar e outras sensações matérias . Os Espíritos Elevados já se libertaram dessas praticas negativas e nocivas, muitos desses espíritos atrasados são maldosos, vingativos e obsessores, temos que tomar muito cuidado nesses assuntos. Perguntamos, os Espíritos Elevados precisam de velas, cachaça, charutos e pede sacrifícios de pobres animais???

    Vamos analisar a questão dos Animais, pelo estudo do Espiritualismo e do Espiritismo, sabemos que os animais são nossos irmãos menores na escala evolutiva, devemos respeitar e amar os animais, eles também estão evoluindo, existe nos animais um principio inteligente ou principio espiritual que está num processo evolutivo, como o ser humano. O nosso dever é respeitar e tratar bem dos animais, os Espíritos de Luz jamais vão pedir essas coisas ou praticas, quem pede sacrifícios de animais são espíritos maldosos e ignorantes ainda apegados a matéria e aos vícios terrenos.
    O ser humano é um Espírito encarnado no mundo terra ou plano material para processar a sua Evolução Moral e Intelectual, no qual ele tem que se libertar das suas imperfeições morais, vícios, maus desejos e maus hábitos, para poder evoluir e crescer espiritualmente, portanto, qual o beneficio que essas praticas podem trazer para nossa evolução??
    As pessoas que se entregam a essas praticas, só podem atrair pela Sintonia vibratória espíritos ainda apegados a matéria e aos vícios terrenos, os semelhantes atraindo os semelhantes, essa é a Lei das atrações. O Espiritualismo e o Espiritismo não mandam ninguém usar velas, roupas brancas, amuletos, talismã, imagens de santos, despachos, cachaça, charutos e sacrificar animais inocentes, nada disso existe no Espiritismo verdadeiro. Para se atrair os Espíritos Superiores e os bons espíritos, temos que cultivar pensamentos elevados, sentimentos nobres e ter atitudes positivas no bem e nas virtudes, pela lei das atrações psíquicas, o bem atraia o bem e o mal atraia o mal.
    Existem centros de umbanda que não praticam essas coisas, devemos sempre analisar essas questões pelo crivo severo e sereno da Fé Racional, não podemos aceitar nada sem exame rigoroso, devemos sempre analisar e raciocinar.

    Uma outra questão, os assuntos tratados nesses ambientes, são sempre assuntos relacionados a questões matérias sem elevação moral, assuntos como, volta da pessoa amada, sorte no jogo, melhoria nos negócios, prejudicar desafetos etc.
    Os Espíritos Superiores e os bons espíritos só tratam de assuntos moralmente elevados, eles pregam a pratica sincera do Bem e das Virtudes, os Espíritos de Luz procuram moralizar, educar, disciplinar e espiritualizar as pessoas, incentivando elas a praticarem o amor e as virtudes. É pelo pensamento e sentimentos que entramos em sintonia vibratória com o plano astral ou mundo espiritual, e vamos atrair bons ou maus espíritos, conforme o padrão Moral desses pensamentos e sentimentos.
    Não adianta usar objetos matérias, como amuletos, talismã, velas, roupas brancas e imagens de santos ou anjos, o que vale são nossos Pensamentos, sentimentos e atitudes. Uma pessoa falsa, maldosa, com vícios e maus hábitos, podem usar roupas brancas, velas, amuletos, talismã, falar em Jesus e em Deus, que não tem nenhum valor espiritual, o valor está em nossos Pensamentos e sentimentos. Ela tem que procurar combater as suas imperfeições morais, modificar seus pensamentos e sentimentos para melhor. Repetimos, não estamos criticando pessoas, estamos analisando princípios e praticas, os Espíritos de Luz jamais vão pedir essas coisas, que se encontram nesses centros de macumbas, candomblé e umbanda.

    2)O ser humano é um Espírito encarnado no mundo terra ou plano material para Evoluir mediante seu Aprimoramento Moral e Intelectual, temos que ter uma Conduta Moral reta, praticar o bem e as virtudes, temos que combater os maus hábitos, os maus desejos, os maus pensamentos e os vícios, o Espírito precisa Vencer as influências negativas da Matéria para poder evoluir espiritualmente.
    Temos que nos libertar das superstições e das crendices, temos que ter uma fé racional ligada a Ciência e a Moralidade, as superstições e o misticismo levam as pessoas para a completa ignorância das Leis espirituais, um exemplo, a pessoa para afastar os maus espíritos não precisa de velas, roupas brancas, amuletos, palavras sacramentais, sinais cabalísticos, talismã, terços, nada disso funciona, somente nossos pensamentos e sentimentos podem exercer ação Vibratória para atrair ou repelir os espíritos.
    Nós somos o que pensamos e atraímos pelo pensamento o bem ou o mal, pelos pensamentos elevados e firmes no Bem e pela Conduta Moral reta, vamos afastar os espíritos inferiores e obsessores e atrair os Espíritos de Luz. A proteção espiritual quem faz é a própria pessoa, conforme, seus pensamentos e conduta moral. O Bem repele sempre o mal, assim como o Calor repele o frio.

    3)O Deus bíblico que realiza milagres e fatos sobrenaturais não existe, o Deus bíblico é uma criação humana.Deus é Espírito, Ele não têm forma material e nem corporal, Deus é Luz ou Grande Foco de Luz, Ele estabeleceu Leis perfeitas, naturais, eternas e imutáveis, e essas Leis regulam tudo no Universo material e espiritual, tudo é Perfeição e Sabedoria na Obra do Grande Foco o Criador incriado. Não existem milagres e nem o sobrenatural, tudo é explicado de forma Racional e Científica pelas Leis do Criador, temos que ter uma fé racional sem superstições e crendices. O Deus bíblico tem as paixões humanas, como, a ira, a cólera, manda exterminar povos estrangeiros, pede sacrifícios de animais,como pode o Criador do Universo sentir cólera e ira, manda exterminar povos estrangeiros, mulheres e crianças, isso mostra que foi o homem que criou o Deus bíblico dentro da sua forma de pensar e sentir.Qualquer sentimento negativo não pode representar o Criador incriado. Basta analisar o velho testamento, no qual vamos encontrar um Deus que sente ódio e ira, o senhor dos exércitos que gosta de guerras. Temos que ter uma visão mais Racional e espiritualista sobre o Criador, como disse o Mestre Allan Kardec, a fé têm que ser Raciocinada e não cega.

    4) Não podemos ser omissos e nem passivos diante das coisas erradas e falsas, o sacrifício de animais nesses centros de macumbas, é algo errado, vejamos, os Espíritos de Luz não pedem essas coisas que vemos nesses ambientes, somente espíritos inferiores apegados a matéria é que pedem esses absurdos.
    J Herculano Pires no seu livro Mediunidade, fala que o Movimento Espírita deveria se LEVANTAR contra a matança de animais nesses centros, porem, muitos espíritas são omissos e passivos (covardes) diante desses assuntos, ficam calados.
    Quem cala consente.
    Allan Kardec fala em seus livros, que o objetivo principal e básico do Espiritismo é a melhoria MORAL do ser humano, perguntamos, qual a melhoria Moral que uma pessoa vai ter, usando, charutos, cachaça, velas, despachos, sacrificando animais inocentes???
    Os animais merecem nosso respeito, chega de omissão.

  85. Samuel, a minha observação mostra que essa maioria é pequena, talvez seis para quatro. Acho apenas que a mulher, por ter naturalmente menos preconceitos que o homem, é mais aberta às possibilidades espirituais. Sem falar que a maior parte das mulheres ainda é mais sensível que os homens. Não acho que estes poucos argumentos rendesses um artigo decente. Vou ficar devendo, ao menos por enquanto…
    Obrigado, Samuel.

  86. Morel, seria interessante você fazer um artigo sobre o porquê de a maioria dos médiuns e colaboradores das casas espíritas serem mulheres.
    Abraço e parabéns pelo trabalho esclarecedor.

  87. Olá Morel,
    Adorei seu texto, e fiquei surpresa com alguns comentários.
    Estou começando agora nos conhecimentos espíritas (em centro espírita) e não tenho experiências em centros de umbanda. (Talvez por medo, preconceito, falta de conhecimento, ou mesmo, todos eles juntos.)
    Adorei as sugestões de livros citadas… são muito valiosas!!( Amai-vos e instruí-vos!).
    Em uma doutrinária no centro que frequento, tivemos a adorável palestra de Wanderley Oliveira, que estava divulgando o livro “Fala preto Velho” do pai João de Angola, pelo médium Wanderley Oliveira. Quem quiser ler, é bem interessante.
    No livro, o médium questiona ao preto velho por que o mesmo se apresenta como preto velho, visto que em outras encarnações o então preto velho havia sido um espanhol. Pai João de Angola explica que se apresenta como preto velho por assim se sentir melhor, e que assim continuará, até que acabe o preconceito das pessoas… Achei muito interessante essa colocação do Pai João de Angola, e a partir daí passei a ver a umbanda de outra maneira!
    Como alguém aqui já comentou, acho que o rótulo que damos à umbanda ou qualquer outra religião é irrelevante… Jesus veio à Terra e não pregou em nome de qualquer religião! O rótulo só interessa a nós… o importante é seguir Seus ensinamentos, dentro da doutrina que mais nos fizer feliz!
    Grandes abraços!

  88. Concordo com você. A única ressalva é em relação à liberdade de escolha. Há ocasiões em que devemos interferir na liberdade de escolha do próximo. Em caso de violência, abuso, incapacidade de julgar a gravidade dos próprios atos etc.

  89. Porém acrescento…
    Dai de graça o que de graça recebeis.
    Se isso não for respeitado, o lugar frequentado não pode ser bom.
    Salvo em contribuições espontâneas, e sem valor pré-definido de colaboradores para o sustento da mesma casa.
    Quem frequenta casas espíritas Kardecistas há algum tempo vai notar que normalmente as pessoas que trabalham no local são os que mais contribuem para o sustento do local. E aos mais pobres é distribuído mantimentos, aos mais necessitados.
    E há livre-arbítrio, ou seja, tudo que possa interferir na liberdade de escolha do outro é negativo.
    Por este motivo nada que possa interferir na liberdade de escolha é correto.
    Assim como a escolha pelo bem e pelo mal é livre.
    Com todo respeito ao amigo dono do mesmo Blog
    E ainda se eu estiver errado me corrija com sua sabedoria.

  90. Amigo, a espiritualidade superior não tem religião. Quem faz questão de rótulos somos nós. Se a casa é bem organizada e protegida espiritualmente, não vejo mal algum.

  91. Olá, frequentei centros espíritas quase toda a minha vida, frequentei um por um tempo onde a casa era dividida um dia da semana era Kardecista, às segundas, e restante dos dias era um centro de Umbanda branca como se fala normalmente. Casa de Pai Jacó era o nome.
    Isso é comum?
    Não vejo nada de mais nisso, Jesus era visto como mau elemento no tempo dele, acredito que possa acontecer transições de espíritos assim como dos vivos para outras religiões que lhes passam a ser mais cômodas com o passar dos tempos.
    Estou errado?

  92. Olá, boa tarde, li alguns comentários e o seu primeiramente… gostaria de uma informação, se alguém sabe onde acho um centro como dizem de Umbanda em São Paulo sem os batuques… somente preces, charutos, essas coisas, frequentava um na cidade que morava, e estou à procura de um até mesmo para desenvolver a mediunidade… grata desde já pela atenção. Se alguém puder me encaminhar um e-mail ficaria imensamente feliz!! bia_bibokinha@hotmail.com
    Obrigada Bia.

  93. Os caboclos e Pretos Velhos são espíritos simples evoluídos e caridosos. Eu adoro os pretos velhos e os caboclos. Sou espírita há 55 anos e graças a Deus não tenho preconceito por nenhuma raça e nem cor. Todos são filhos do Arquiteto do Universo.

  94. Paz para todos.
    Se me permitem, gostaria de expressar meus sentimentos quanto aos rótulos que muitos colocam na questão espírita ou espiritualista. Kardec provavelmente sabia de longe a respeito do Brasil, e todos os conhecimentos e teses escritas num tempo e lugar muito específico da Europa foram importados para uma realidade bem distinta por alguns intelectuais ligados à Maçonaria e outras entidades anti-católicas. Nos dias de hoje tantos conhecimentos, informações, teses, pontos de vista ficaram misturados e incorporados nos inúmeros centros espíritas muitas vezes de forma estranha, mistificada de tal maneira que nem sabemos qual caminho estamos seguindo. Há milhares de livros, publicações sobre tantos assuntos que tudo virou um grande mercado de indulgências. O que se diz espiritismo ou kardecismo acaba por mergulhar na mesmice de outras religiões. Assim, voltemos o pensamento para nossas convicções e sentimentos, procurando entender humildemente que acima de tudo prevalecem os ensinos de Jesus: “Amar Deus; ao teu próximo; praticar o bem e ter vida simples e amistosa, guardando o coração das desavenças e disputas, e finalmente trabalhar para construir uma vida digna, sem sectarismo ou convicções que não levam a nenhum objetivo proveitoso”. Esqueçam Espiritismo, Umbandismo, Batistas e Católicos, Judeus ou muçulmanos. Vivam em paz simplesmente. Com a paz que o Cristo recomendou. Abraços a todos.

  95. Olá!
    Sou espírita kardecista, se assim preferirem, e também sou umbandista.
    As duas são muito diferentes, porém trabalham no amor e caridade.
    A umbanda desenvolve a mediunidade e auxilia a espiritualidade mais densa, vejo essa como principal diferença, fora as vestes e rituais, claro.
    Amo as duas.
    Mas umbanda é espiritualista, espiritismo é espiritismo.

  96. Obrigado pela contribuição, Marlos. Muito bom. Parabéns pelas explicações claras e sem preconceitos.

  97. A Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade. Quem é Oxalá na Umbanda? É o Cristo Jesus; e quem são servidos na Umbanda? São os mais humildes que precisam do amor de Deus e todos aqueles em busca de se encontrar com Deus. Quem organizou a Umbanda devido à grande preocupação com os negros e índios que sofriam no Brasil? Foi o Anjo Ismael com sua falange de espíritos em prol do Cristo que passariam a se designarem de Caboclos, Pretos Velhos etc ( leia Livro – Brasil Coração do Mundo Pátria do Evangelho – Chico Xavier sobre o apelo do Anjo Ismael para auxiliar os irmãos negros e índios que sofriam) e quem abençoou a obra de Ismael? Foi Cristo, aquele que não julga ninguém e sim serve a todos pelo seu infinito amor. A Umbanda é filha de Cristo que a deu como mãe o Kardecismo. A Umbanda é o filho abandonado já provando a imperfeição humana de julgar o desconhecido. E Oxalá brilha, ele, o Cristo Divino que dentro da lei Divina trouxe a Umbanda que desceu à Terra para a prática do amor incondicional, a humildade e a Caridade através do espírito. Grande presente das hierarquias espirituais das esferas mais altas do Reino de Deus para ensinarem mais do amor e da humildade com muita caridade sem julgar cor, raça, cultura, índio, branco, negro, direita, esquerda, gay, lésbica, pobre etc, pois tudo e todos somos manifestações do Amor de Deus.
    A Umbanda é magística usando as forças de Deus através da nossa bela mãe natureza. A Umbanda é um hospital espiritual de caridade que recebe todas as religiões de braços abertos sem julgar a nenhuma delas, pois ninguém possui a verdade completa dos mistérios de Deus que é um só e cada uma das religiões completam uma com outra desses mistérios aqui na Terra e, cada agrupamento espiritual na Terra se estabelecerá onde seu interior mais íntimo pedir, pois assim antes foi, o que do outro lado combinamos com Deus antes de vir. A Umbanda é formada de vários elementos dentro de seu conceito espiritual com as bases na codificação espírita também, porém a Umbanda tem Kardec dentro de suas bases (por isso que Deus concedeu à Umbanda nascer numa mesa Kardecista!) mas em Kardec nem tudo tem para se explicar a Umbanda (que é um campo ainda a estudar cientificamente no devido tempo após o Kardecismo ser aceito também no mundo e pela Ciência da Terra, aí sim a espiritualidade da Umbanda também será mais esclarecida quando o véu do preconceito humano descer e pesquisas sérias científicas ocorrerem mais, assim como Kardec fez dando continuidade de onde ele não pode prosseguir trazendo mais da verdade. O Kardecismo ganhou uma filha de nome Umbanda e deve-se conhecê-la sabendo sua missão e jamais abandoná-la ou julgá-la, pois Jesus disse um dia – “Batas e as portas se abrirão para vocês…” assim foi com os espíritas que bateram e a porta lhes foram abertas… A Umbanda na espiritualidade traz novos elementos a serem estudados, pois é acima de tudo Magística devido à infinita Alquimia milenar dos elementos terrenos praticada por nossos antepassados (dentro da lei da ação e reação) em nosso planeta o qual não foi designado a Kardec entrar neste campo e, para a ciência levaria mais tempo para se estudar tais assuntos em conexão com a espiritualidade, mas o mundo espiritual designou a quem traria tais conhecimentos para expô-los para nossa evolução, nascendo assim na mesa Kardecista a já abençoada Umbanda, o hospital de todos os humildes para a caridade do espírito. Se um dia alguém praticar um ato de magia negra, ato comum entre humanos contra um indivíduo usando elementos pesados telúricos (saibam que a magia tem dois lados como a luz e a escuridão também possui), deve-se entender que somente a Umbanda poderá ter acesso ao mais profundo conhecimento magístico para neutralizar a maldade humana eliminando os espíritos menos evoluídos que tentarão afetar e destruir a vida de outra alma na Terra. Cristo é justo com todos e por isso nos trouxe a Umbanda de Oxalá (Cristo) para atuar onde muitos precisarão do socorro dela. A Umbanda, meus amigos Terrenos, é formada pelo cristianismo, kardecismo, africanismo, a pajelança (Pajés, Shamans) das Tribos e esses por terem sido espíritos encarnados em nosso planeta altamente espiritualizados com grande respeito a Deus e ao espírito do homem na Terra onde cuidaram como ninguém da nossa amada mãe natureza sem a destruição dela, o que hoje nós que nos achamos mais evoluídos somos quem a destrói) e por último a Umbanda também é formada pelo orientalismo para poder receber todos os agrupamentos espiritualizados que estiveram na Terra e evoluíram seguindo o amor e Cristo na Terra e dentro da Umbanda descer com seus conhecimentos para a prática da Caridade e a evolução dos irmãos. Assim é a Umbanda, um dos grandes mistérios de Deus praticada desde tempos remotos. A África manteve grandes mistérios de magística humana e por isso por designação Divina vieram para no continente brasileiro assim como também a codificação Kardeciana veio parar no continente brasileiro. Tudo acontece por uma razão e esta razão é sempre controlada pela vontade de Deus. Espíritos atuantes dentro do Kardecismo trabalham nas casas de Umbanda como Dr. Bezerra de Menezes, Joana de Angelis etc (Todos na vestimenta de uma Preta Velha, Preto Velho, de índios Caboclos) e outros mais de acordo com a mensagem que vieram pregar de Cristo do amar uns aos outros independente de cor, raça, religião, etc e sempre praticando a Caridade, pois sem ela não há salvação e isso é o que mais importa.

  98. Neusa, obrigado por contribuir com o seu ponto de vista. Não sei de nenhum espírita que “cultue mortos”.

  99. Boa Tarde! Tudo bem?
    Muito bom o seu Blog!
    Parabéns pela sua estrutura. Não é fácil falar sobre aspectos espirituais. Ao meu ver, sim, a Umbanda é espírita. A Umbanda Brasileira nasceu no Kardec por nosso caboclo 7 encruzilhadas. Como ele não quis mudar de nome ele não pode ficar no Kardec. Mas com certeza Umbanda é espiritismo, nos setores que dizem de Kardec praticantes do Evangelho descem também pretos velhos, caboclos, índios e indus, aqui em São Paulo, só que no rigor eles abafam o caso.
    Muitos setores passam banhos, defumação,e temos que aceitar que são espíritas. Ao meu ver são duas vertentes distintas,não são harmônicas porque não aceiam o culto a exu. Esta é a verdade, mas em contra tempo eles cultuam mortos. Eu parto do seguinte princípio, Jesus não deixou a verdade nas mãos de um só, ele disse: na casa de meu pai existem outras moradas, e Kardec não disse que não haveria outras filosofias ou religiões. Existem outras filosofias muito mas muito mais antigas que Kardec, e assim lhe foi dada a missão da codificação. Como foi dada a missão para outros espíritos virem ao mundo, trazer outros tipos de auxílio. Assim foi dada a missão para o 7 encruzilhadas explanar novos caminhos para encarnados e desencarnados. E construir Deus dentro destas criaturas, lógico são missões diferente…
    Um forte abraço…

  100. Olá! Gostei de tuas palavras e de tua decisão de evitar discutir inocuidades. O importante é crer e pensar o bem. Definições de ser espírita ou espiritualista não nos farão melhores ou piores. Se eu, ou qualquer outra pessoa conseguir ajudar uma alma aflita, que diferença faz como me chamo? Se sou rico ou pobre? Se sou doutor ou pedreiro? Espiritualista ou espírita? Abraços a todos!

  101. Não consegui ler todos os comentários, mas fiquei abismada com alguns. Não tenho qualquer tipo de preconceito, aprendemos a não ter no Espiritismo. Bem pelo contrário, aceitamos e compreendemos a necessidade de todas as religiões etc. Não somos melhores que ninguém. Gostei do comentário do Diogo Souza. Os espíritas são os que seguem a doutrina espírita codificada pelo Allan Kardec e escrita pelos espíritos. O Espiritismo é sim, religião, filosofia e ciência. O Termo Espírita nasceu com o Espiritismo. São espiritualistas os que acreditam no intercâmbio com o mundo espiritual, mas que não seguem a Doutrina Espírita codificada pelo Allan Kardec. Adorei a resposta que Divaldo Pereira Franco deu referente ao assunto, muito clara e de acordo com a Doutrina Espírita, com fundamentação na história e na ciência, transcrevo o mesmo:
    “P. – No contexto do espiritualismo, algumas pessoas adeptas ao candomblé, à umbanda, e outras seitas, também, se intitulam espíritas. Existe diferenciação, e qual seria ela?
    Divaldo – Ficamos lisonjeados que nossos irmãos de outras doutrinas se intitulem espíritas, mas lamentamos informar que não é uma definição autêntica. Se ele é do candomblé, da umbanda, da quimbanda, já está definido. Qualquer semelhança com o Espiritismo, é mera semelhança. Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, enfatizou: toda idéia nova exige uma palavra nova. E propõe a palavra espiritismo, que é a ciência que estuda a origem, a natureza e o destino dos espíritos e as relações que existem entre o mundo corporal e o espiritual. Quando Kardec propôs essa doutrina, em 18 de abril de 1857, o candomblé e as expressões afro-brasileiras, já estavam vigentes, não somente no Brasil, mas também nas ilhas do Caribe – o vudu – e outras expressões mediúnicas. O Espiritismo tem seus próprios postulados. Seria o mesmo que dizer que a astrologia – que lida com premissas – e a astronomia – que lida com dados – são as mesmas coisas. O Espiritismo tem uma área científica de pesquisa e as outras doutrinas pertencem mais à tradição antropológica, à miscigenação racial e ao mecanismo da mediunidade, que é autêntico, mas não são Espiritismo.”

  102. Se espírita é todo aquele que acredita na manifestação dos espíritos, então eu que sou evangélico também sou espírita, pois não só acredito como tenho mediunidade da segunda visão o que nós chamamos de dom de visão em nosso meio, e por essa mediunidade vejo os espíritos que estão trabalhando dentro da igreja.

  103. Bom dia Morel.
    Tenho todos os livros de Ramatis, psicografados pelo médium Hercílio Maes. De um tempo para cá, com a aquisição de um notebook, deixei de ser rato de bibliotecas e livrarias. rsrsrsr
    Não tinha conhecimento destes livros citados por você. Vou adquiri-los. Obrigado pela indicação.
    Um abraço.

  104. Obrigado pela contribuição, Claudio. Os conhecimentos sobre a Umbanda nos são transmitidos com muitos detalhes através dos livros mais recentes de Ramatis, psicografados pelo médium e umbandista Norberto Peixoto.

  105. Boa Noite,Morel.
    Encontrei seu blog, casualmente, e achei interessante.
    Ao ler os comentários bateu-me um desejo de compartilhar com os demais comentaristas algum conhecimento sobre este tema.
    Sou um Espiritualista, sem preconceitos e sem dogmas de fé. Frequentei Umbanda, centros Kardecistas, tenho uma vasta biblioteca sobre os diversos temas de Espiritualidade, enfim, interesso-me pelo tema.
    Aprendi que a Umbanda foi fundada no Brasil, por uma entidade que se denominou Caboclo das Sete Encruzilhadas, através do médium Zélio F. Morais, espírito este que foi “doutrinado” numa mesa espírita, por trazer a mensagem do Astral, que diversos espíritos de caboclos, pretos-velhos e exus precisavam trabalhar em prol dos necessitados, advindo daí sua própria evolução espiritual. Como foi tratado como um obsessor, uma vez que alguns espíritas Kardecistas têm a presunção de ser imutável o que Kardec escreveu no final do século XIX, como se tudo no Universo não evoluísse, este espírito ordenou a seu médium que fizesse reuniões em que aquelas falanges citadas pudessem ajudar aos irmãos necessitados. Esta é a origem da Umbanda física no Brasil, uma vez que a egrégora da Umbanda remonta ao início das Eras. Mas não iremos estendermo-nos, por ser vasto o assunto.
    Os espíritos que trabalham nas faixas vibratórias em que a Umbanda se encontra têm o perispírito com maior densidade, podendo assim, manifestar-se mais facilmente a irmãos ainda jungidos à mais baixa condição espiritual, os quais são monitorados por irmãos mais diáfanos (perispírito) e que encontram grande dificuldade de se auto-reduzirem vibratoriamente, para prestarem assistência aos mesmos,
    tendo, aí, o concurso dos espíritos sob a égide da Umbanda, que fazem o “serviço mais pesado”, de auxiliar a esses infelizes recalcitrantes no mal, encontrarem meios de poderem receber ajuda dos espíritos mais evoluídos.
    Atuam, também, como guardas avançadas na proteção de casas espíritas, mormente nas reuniões de desobsessão e de materializações, em que o ambiente precise de uma higienização vibratória, para que a tarefa dos espíritos superiores seja menos difícil de realizar-se.
    Enfim, são a “polícia” astral, aquela que vai aos mais obscuros rincões da astralidade inferior, que por sua densidade fluídica demandaria sacrifícios imensos aos espíritos responsáveis por elevar os irmãos aí estacionados, por vontade própria, ao caminho da regeneração espiritual.
    Nas “giras” nos terreiros de Umbanda, estes amigos manifestam-se em diferentes falanges (caboclos, pretos-velhos, exus, crianças, marinheiros etc), de acordo com sua faixa evolucional e vibratória. Usam o fumo, a bebida, ervas, defumadores etc., para através da volatização etérica de cada uma delas, limparem o campo áurico dos irmãos que os procuram, assim como os ambientes em que se manifestam. Aí perguntamo-nos:
    “Não haveria outros meios, uma vez que nas mesas Kardecistas estas práticas não encontram respaldo”?
    Respondo com a seguinte alusão: “Limpamos uma vidraça impregnada de fuligem, gorduras e outras impurezas,com água fluidificada ou com um corrosivo que teria ação nesta empresa”?
    Semelhantes curam semelhantes, não é mesmo?
    Espero ter contribuído para que este tema seja mais e mais debatido, dando à Umbanda os créditos que lhe são devidos.

  106. Eu fui criado no meio espirita desde pequeno; minha mãe é dirigente de duas casas espíritas.
    Nunca tive contato com meios espiritualistas, desenvolvi meus guias no espiritismo, mas quando completei 16 anos eu e um amigo resolvemos nos adentrar em um centro de umbanda que ficava perto da casa dele!
    Então começaram os os preparativos, eu tremia que nem vara verde de bambu! Foram as horas mais longas de minha vida.
    Então começaram os atendimentos, fui meio apreensivo mas depois senti uma paz inigualável!
    Hoje sou umbandista com muito orgulho mas nunca vou renegar onde fui criado, no espiritismo.

  107. Antonio, seu comentário está claro e eu estou de acordo com o seu modo de ver. Obrigado por compartilhar a entrevista com o Chico. Obrigado!

  108. O texto e os comentários me esclareceram muitas questões. Preconceito existe em toda parte (infelizmente), dentro do espiritismo kardecista não é diferente, assim como nas demais religiões não o deve ser. Sou adepto da doutrina espírita kardecista e conheço várias pessoas ligadas ao movimento espírita que não fazem questão de mudar, de fazer uma reforma íntima, mesmo sabendo o quão necessário isto é, e também vejo pessoas com uma boa instrução sobre as diretrizes espíritas cometendo erros. Erros são normais, acontecem com todos, o que não pode acontecer é repeti-los, e sim sempre buscar corrigi-los, e sabemos que isso, às vezes, pode levar mais de uma encarnação. Ficar julgando não ajuda em nada. Baseie-se no amor ao próximo, caridade, perdão, aniquile o egoísmo e as demais chagas morais…

    Espero que meu comentário não tenha ficado muito confuso.

    Achei um site interessante, que mostra uma reportagem feita pela revista Seleções de Umbanda, com Chico Xavier a respeito da Umbanda. Achei interessante compartilhar.

    http://diariodeumafilhadepemba.blogspot.com.br/2012/02/chico-xavier-e-umbanda-registro.html

    Obrigado.

  109. De todos os artigos espíritas que discutiam essa questão esse foi o melhor que eu já li. Adorei a sua opinião. Que Jesus possa te iluminar sempre!

  110. Agradeço a sua contribuição para com o tema, Henrique. O preconceito é fruto do desconhecimento. Aqueles que generalizam a Umbanda por baixo, como você diz, é porque provavelmente tiveram contato com alguma casa menos digna que usa o nome da Umbanda indevidamente. Sabemos que há muito disso.

  111. Recomendo a todos os livros de Robson Pinheiro.
    Casa dos Espíritos Editora.

    * TAMBORES DE ANGOLA, Robson Pinheiro, pelo Espírito Ângelo Inácio.

    Para bem conhecer uma coisa é preciso tudo ver, tudo aprofundar, comparar todas as opiniões, ouvir os prós e contras – Allan Kardec (Revista Espírita, 09/1986).*** do livro Tambores de Angola.

  112. Todos os Umbandistas são Espíritas e todos os Kardecistas são Espíritas, E todos queles que acreditam nos espíritos mas não são praticantes são espiritualistas. Os Centros Umbandistas levam nomes de Orixás e Santos, e os Centros Kardecistas levam Nomes de Santos e irmãos Operários Espirituais. A diferença está na forma de trabalho junto às entidades, no Kardecismo não existe a incorporação como de fato existe na Umbanda, pois a Umbanda trabalha com muitas Entidades Espirituais, Pretos-Velhos, Caboclos, Boiadeiros, Marinheiros, Ciganos, Crianças, Exus e …, acho eu que a Umbanda é mais ecumênica nesta questão. “Com quem sabe mais aprenderemos, e a quem sabe menos ensinaremos”. Sou Umbandista com muita honra, não sou macumbeiro, sou Espírita!
    Só para lembrar a todos, não generalizem a Umbanda como um antro de espertos que se aproveitam dos Espíritos, espertalhões e enganadores da fé podemos enxergar em todas as religiões, deixem que Jesus Cristo separe o Joio do Trigo, a ele cabe este julgamento.
    Um irmão comentou que uma entidade disse que ele pode frequentar as duas doutrinas, porém se ele observar o conselho, a entidade simplesmente respeitou o livre-arbítrio dele diante da dúvida, deixou que ele tomasse o caminho com o qual a sintonia dele desenvolvesse; isto é Umbanda, respeito ao livre-arbítrio de todos que entram nos Centros ou Terreiros à procura de um conselho ou um consolo espiritual.
    Que viva jesus o Cristo de Deus em nossos corações para sempre!!! Feliz 2013 para todos com Jesus!

  113. Acho que é possível conciliar, sim, pelo menos durante algum tempo. Conforme a pessoa vai se desenvolvendo espiritualmente, a tendência é optar por uma ou outra, já que as energias são bastante diferentes. Eu, particularmente, optei pelo espiritismo, embora goste da Umbanda. Tenho amigos umbandistas e visito um templo umbandista de vez em quando. Obrigado pelo comentário, Edson.

  114. Gostei muito do texto, me identifiquei bastante, sou espírita e conheci a umbanda, e através desse conhecimento acabei com vários preconceitos sobre a mesma, mas me veio uma dúvida: ser espírita ou umbandista? Conversando com uma entidade, ela me disse que eu poderia frequentar os dois e depois que li o seu texto tenho certeza que eu sou com muito orgulho espírita e umbandista.

    “Espírita é aquele que crê nas manifestações dos espíritos”.

  115. Por nada! Descobri o site hoje pelo facebook e gostei muito das publicações, será um prazer participar sempre que tiver algo a comentar.

  116. Há pessoas que preferem trabalhar na umbanda, independente de terem acesso ao espiritismo ou não. Por isso acho que espiritismo e umbanda se complementam. São mediunidades que se manifestam de maneiras distintas e o público assistente/frequentador também é diferente. Obrigado pela participação.

  117. Boa tarde! Primeiro meus parabéns pela publicação Morel, por abordar um assunto polêmico de forma tão esclarecedora. Agora respondendo à pergunta: espiritismo não é umbanda, mas um espírita e um praticante de umbanda branca têm muito em comum, formei essa opinião após contato com a umbanda. Não sou uma estudiosa da doutrina espírita, mas desde criança por influência familiar, frequento centros espíritas e atualmente tenho lido bastante a respeito, por concordar com seus propósitos de fazer o bem, amar ao próximo, etc. Já minha experiência com a umbanda branca é bem recente e se deu através do contato com uma senhora que tem mediunidade muito forte e que apenas por falta de orientação não desenvolveu essa mediunidade na doutrina espírita, pois na época (mais ou menos 40 anos atrás) a doutrina não era muito conhecida na região em que mora e a primeira orientação recebida foi procurar um terreiro. Mas embora siga os ensinamentos da macumba seus trabalhos são sempre direcionados a fazer o bem ao próximo. Enfim, ela possui mediunidade aflorada tanto quanto um espírita e o que os diferencia são os meios e ensinamentos que utilizam para realizarem seus trabalhos em função de promover o bem ao próximo. Daí afirmar que umbanda não é espiritismo mas estão sim interligados.

  118. peço desculpas pelo erros de ortografia, não sou muito familiarizada ,ainda ,com teclado e na pressa publico sem revisar antes ,terei mais cuidado.

  119. deaculpe .quiz dizer o espiritismo é o futuro das religiões , ora as verdades universais contidas no livro dos espiritos já está fazendo reformas importantes em outras religiões espiritualistas por aconselhamento dos propios espiritos trabalhadores da casa que não querem mais perder tempo com práticas materiais desnecessárias , priorizam a medionidade com JESUS.

  120. Amei !!! Sabe ajudo nos estudo de o livro dos espíritos a uma casa com nome de umbanda mas que funciona só :culto ao Evangelho e Atendimento fraterno, também tem cirurgia espiritual. Me sinto muito bem lá e espero poder auxiliar mais no futuro. bjs Deus te protejam

  121. Eva, obrigado por manifestar sua opinião. Concordo inteiramente com o segundo parágrafo. Quanto ao primeiro, concordo em parte. Você está certa na conceitualização do que seja “espiritualista”. Só lembro que o próprio Allan Kardec, numa de suas definições do que seja “espírita” escreveu que “espírita é aquele que crê na manifestação dos espíritos”. Esta definição amplia a ideia que geralmente formamos a respeito de quem seja espírita. De acordo com este conceito, umbandistas seriam espíritas… Não sou umbandista e conheço umbandistas que não querem ser chamados de espíritas. Mas há outros que se consideram espíritas ou espíritas umbandistas.

  122. Apenas em resposta ao comentário de Marcia Rosa que foi categórica em afirmar “Toda pessoa que crê em espíritos, sejam anjos, guias ou entidades é um espírita. Devo esclarecer que essas pessoas são “ESPIRITUALISTAS” e não espiritas. “ESPIRITAS” esses são os seguidores da DOUTRINA ESPIRITA codificada por Allan Kardec.

    Quanto a referida discussão é bom lembrarmos que os maiores inimigos do espiritismo, são aqueles que se dizendo espiritas demonstram a falta de conhecimento adquirido através do estudo das obras básicas de Kardec e de atitudes contrarias a elas, portanto se alguma casa espirita não pode atender espíritos de qualquer condição que seja não é uma casa espirita.

  123. Querido Dalmo, é uma honra receber a tua contribuição. Nem todos pensam assim, embora teus argumentos sejam sólidos. Recebi alguns comentários impublicáveis, por ofensivos. Mas mesmo nos que foram publicados tu podes perceber a controvérsia. Eu acho que há espaço pra todos, e todos são necessários. Assim como cada um de nós pensa, sente e se manifesta de maneira distinta uns dos outros, também os núcleos de atendimento e intercâmbio espiritual devem ser diversificados. O que não pode haver é preconceito e desinformação. Obrigado, Dalmo!

  124. A Umbanda foi criada pelo Plano Superior porque os Pretos, Caboclos e demais Entidades, que através dela passaram a se manifestar, não eram permitidas nas mesas Espíritas. Esse não era um princípio do Espiritismo, mas, dos Espíritas, atitude muito comum ainda nos nossos dias. A Umbanda segue os preceitos do Cristo, foi criada numa mesa Espirita, como já mencionado. A Umbanda é um Pronto Socorro, que tem a possibilidade de acudir Espíritos de vibração muito densa, que não podem ser atendidos em Casas Espíritas Kardecistas. Não que o Espiritismo não os possa tratar, pois, em verdade, geralmente, os Espíritas encarnados ainda não alcançaram essa condição e se desarmonizariam com tais energias. Quando deixarmos de ser preconceituosos, talvez venhamos a adquirir essa capacidade. Esses Espíritos mais densos recebem os primeiros socorros, são tratados e harmonizados, então, mais amenos, adquirem a possibilidade de serem recebidos pelos Médiuns Espíritas nas Casas Espíritas. Tanto uma quanto a outra, trabalha no Amor e na Caridade ou nem é Espiritismo e também não é Umbanda.

  125. Não, umbanda não é espiritismo para nós espíritas, porque o espiritismo se baseia no bem onde matéria e espírito se interligam. Para a umbanda, existe um certo proveito da manifestação espiritual para com as pessoas. E à propósito, não li esta gigantesca matéria, porque resolvi expor minha opinião sem me sentir influenciada.
    ;D

  126. Sim, umbanda é espiritismo. Toda pessoa que crê em espíritos, sejam anjos, guias ou entidades é um espírita.
    PELO AMOR OU PELA DOR se chega a verdade.
    VIVA E DEIXE VIVER ESSA É A VERDADEIRA VIDA.

  127. Parabéns pela participação, Luiz; bem ponderado. Seguimos caminhos semelhantes; eu também busquei no espiritismo um maior esclarecimento, e encontrei. A umbanda vem desenvolvendo esforços no sentido de formar doutrina própria. Concordo com tudo o que você expôs, apenas não acho que espiritismo e umbanda estejam em dimensões assim tão diferentes. Em todo caso, é bom refletir. Obrigado pelo comentário.

  128. Meus primeiros passos no espiritismo se deram através da chamada Umbanda Branca. Após frequentar por um bom tempo, próximo de 3 anos, percebi uma certa mesmice, sem acréscimos no processo de conhecimento. Sem respostas, já que ocorria o mesmo enquanto católico, procurei uma casa ligada a Federação Espírita. Ali, através dos estudos sequenciais oferecidos pela instituição pude definitivamente encontrar às respostas que desejava. Através do esclarecimento da Lei de Causa e Efeito, das relações do nosso com o mundo invisível, suas influênciãções sobre nós, possibilitou-me entender a grandeza do Evangelho de nosso mestre Jesus. A obra de Kardec nos revela a cura desenvolvida por nós, de dentro p’ra fora, através da transformação de nossos pensamentos, que nos levam a mudança de conduta, uma conduta mais sadia enquanto que das lembranças que tenho da umbanda havia muita dependência das pessoas em que os espíritos fizessem por eles e não os necessitados fazerem por si mesmos ensinando-lhes a mudançaa de atitude. Não sou anti-umbanda, pelo contrário, sei do bem que fazem, do quanto socorrem espíritos encarnados e desencarnados desorientados. Saliento, p’ra finalizar, que o Espíritismo Cristão, veio para o mundo com o objetivo de resgatar o Cristianismo na sua origem, sem as distorções milenares promovidas pela igreja que ocultou da humanidade os pontos claros da lei de reencarnação explícitas na Bíblia.
    O Espíritismo Cristão e a chamada Umbanda Branca tem bons propósitos mas em dimensões muito diferentes, tal como os homens.

  129. Diogo, respeito seu ponto de vista e o acato parcialmente. É claro que a informação é vaga e incompleta. Não escrevo tratados, apenas artigos onde externo minha opinião. Não acredito que a maneira como expuz o tema estabeleça mais confusão. Não disse que somos espíritas por acreditarmos em espíritos. Citei Allan Kardec, que diz que espírita é o que crê nas manifestações dos espíritos. E não estou associando nada. Apenas deixo claro que não há tantas diferenças quanto se poderia supor. Peço desculpas se fui desagradável ou se o feri de alguma forma; não é minha intenção.

  130. “As diferenças entre espiritismo e umbanda estão na forma exterior, já que a umbanda adota o uso de imagens, símbolos, pontos cantados e riscados, práticas que são evitadas no espiritismo.”
    Desculpe Morel ,mas esta sua afirmação além de estar vaga e incompleta, ajuda a estabelecer a confusão nas pessoas leigas das duas religiões!
    As diferenças entre o espiritismo e a umbanda são mais do que isso! Começando pela simples ideia de religião!
    O espiritismo é Cristão, e sua forma de se religar a Deus é através de Jesus, ou seja, de seus ensinamentos, o que já estabelece grande diferença!
    E outra, não é o fato de acreditar em espíritos que somos espíritas! Neste caso todos religiosos são espíritas, pois todos acreditam que há uma alma e na sua sobrevivência após a vida física!
    Não quero estabelecer uma discussão filosófica sobre os fundamentos da Doutrina Espírita, mas associar o espiritismo à umbanda apenas por algumas questões que a umbanda aderiu do espiritismo, no meu ponto de vista, é falta de caridade com a Doutrina Espírita, pois como disse Emmanuel: A maior caridade com a Doutrina Espírita é sua divulgação! E divulgá-la desta forma se torna difícil para uma melhor compreensão da duas religiões!

  131. Parabéns por suas colocações, agradeço por haverem espíritos como você, que entendem e divulgam a verdade sem conceitos ou preconceitos. A espiritualidade está aqui para ajudar a encaminhar quem busca seu caminho.
    Obrigada
    com carinho
    Marcia Rosa

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