Reforma íntima

A obsessão no meio espírita

obsessão espiritismo

Morel Felipe Wilkon

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Há uma grande preocupação com a obsessão no meio espírita. No entanto, a influência dos espíritos uns sobre os outros é fato comum, atinge a quase totalidade da humanidade. Há que ser muito superior moralmente para estar livre de assédio espiritual.

Obsessão e cura

A obsessão só ocorre através da sintonia que há entre os espíritos envolvidos. A obsessão mais comum, de desencarnado sobre encarnado, só ocorre porque há afinidade entre os pensamentos, ideias ou desejos das duas partes. O espírito obsessor não torna o encarnado viciado, ou vingativo, ou rancoroso, ou deliberadamente mau. O espírito obsessor apenas se aproveita dessas fraquezas de caráter do encarnado, que ele também tem, e as potencializa.

obsessão
A obsessão se dá através da sintonia

A obsessão não causa os males do obsidiado, mas os multiplica. Por isso a importância do controle sobre si mesmo, sobre os seus pensamentos e sentimentos. Se a obsessão nos tornasse maus, seríamos inocentes, estaríamos sofrendo injustamente. Se a obsessão fosse apenas a companhia de espíritos afins, sem maiores sequelas, não haveria porque preocupar-se com ela. Mas a obsessão dilata os nossos males, fermenta as nossas falhas de caráter e aumenta o nosso sofrimento.

Há tratamento para a obsessão. Mas nenhum tratamento em centro espírita será plenamente eficaz se não houver o comprometimento do obsediado. Só com a sua autocolaboração a obsessão é resolvida definitivamente. É preciso promover uma ampla reforma moral, íntima, profunda. É preciso modificar hábitos e posturas, é preciso alterar atitudes e comportamentos.

Quando há o firme propósito de mudar, de melhorar-se, de evoluir, a cura acontece e o progresso reinicia. Quando há a mudança resoluta por parte do obsediado, os obsessores, muitas vezes antigos desafetos de muitas caminhadas, podem seguir o exemplo da sua vítima de há pouco e transformarem-se em poderosos aliados graças à afinidade que os mantém ligados.

Se houve obsessão é porque há afinidade. E se há afinidade, havendo a conversão de um lado, o outro lado ou o abandona ou converte-se também.

Na verdade, nunca mudamos sozinhos. Formamos um emaranhado de inteligências influenciando-se umas às outras, em constante movimento. Quando tomamos uma resolução e a colocamos em prática, há uma mudança energética, e isso interfere nos que nos circundam, encarnados e desencarnados. A chance de influenciarmos espíritos que normalmente nos acompanham é grande.

A simples troca de hábitos gera grandes mudanças nos espíritos que nos acompanham. Se não se tratar de obsessor renitente, o hábito da leitura edificante, a frequência ao centro espírita, o hábito da oração já afastam os espíritos que não se afinizam com estas atividades. Não suportam as energias geradas, perdem a sintonia, que é quebrada com a leitura séria ou com a oração sentida.

Nós somos os responsáveis pelas nossas companhias, encarnadas e desencarnadas. E podemos ser responsáveis pela mudança de rota em seus caminhos. Há grande chance de nosso exemplo ser seguido. Nenhuma lição é melhor do que o exemplo.

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36 Comentários

  1. Kamilla, pode haver, sim, alguma influência espiritual. Mas nenhum espírito conseguiria influenciá-la se você não tivesse essa característica. Essa é uma característica sua sobre a qual você deve trabalhar. O máximo que um espírito consegue fazer é potencializar uma característica já existente.

  2. Celina, não podemos analisar objetivamente um caso que não conhecemos. Mas é bom que entendamos que geralmente o trabalhador espírita é um grande devedor, é um espírito que já aprontou muito, que já prejudicou muitas pessoas, que já esteve ligado a atividades espirituais baixas e que tem hoje a oportunidade de resgatar parte dos seus erros.
    Não é necessário recorrer a causas externas para compreender o que se passa no íntimo de muitos de nós. Somos levados pela vaidade, pela ilusão de autossuficiência, pelo apego às vezes doentio às nossas crenças, ao nosso modo de pensar. E também é relativamente comum que espíritos muito culpados, envolvidos nos mesmos crimes, reencarnem e trabalhem juntos. Fizeram o mal juntos, no passado, e agora têm a chance de fazer o bem juntos. Mas, assim como num casamento ou numa relação familiar qualquer, em que antigos desafetos se reúnem na tentativa de rearmonização e falham, do mesmo modo os trabalhadores e dirigentes espíritas estão sujeitos a falhas.
    O grupo não deve deixar-se abalar. Quando há um desentendimento familiar não precisamos tomar o partido de ninguém. Pai e mãe podem brigar mas os filhos devem permanecer ao lado dos dois. Dois irmãos podem se desentender seriamente mas os outros irmãos continuam sendo irmãos dos dois briguentos. É momento de unir forças, de arregaçar as mangas, de servir de exemplo, de fortalecer o grupo, de reanimar-se e seguir em frente.
    A espiritualidade superior não interfere nestas querelas. A direção espiritual da casa não interfere no livre-arbítrio dos trabalhadores. Se fizesse isso, estaria tirando deles a oportunidade de vencer as suas próprias fraquezas e ignorando que a responsabilidade sobre os seus atos cabe a eles mesmos. Os prejuízos causados por estas disputas e falta de flexibilidade serão colocados na conta deles mesmos.
    Que o grupo saia mais fortalecido e não se deixe contaminar. Muita força e amor a todos.

  3. Boa tarde, parabéns pelo texto edificante! Excelente!

    Cheguei até esta página pesquisando sobre um problema que tenho sentido na casa espírita que frequento. Recentemente um trabalhador de grande e séria participação se afastou repentinamente e além disso, entrou em conflito direto com o presidente da casa que reside em um casa nos fundos de sua propriedade. Ambos, estão neste centro há mais de 30 anos estudando e praticando a caridade.

    Este clima porém tomou conta das reuniões onde o assunto foi comentado diversas vezes inclusive por psicofonia dos mentores da instituição alertando sobre a gravidade da situação e solicitando nossas preces em favor do colaborador querido que abandonou suas atividades mediúnicas e de evangelização.

    O problema ainda está indefinido. Aguardamos o retorno deste irmão que nega estar sob influência obsessiva, afastou-se de todos os membros da casa espírita, semelhando um caso de fascinação. Continuamos em preces.

    Minha dúvida após a leitura deste e de outros textos é sobre a possibilidade do centro estar sofrendo algum tipo de ataque ou influência coletiva de entidades sofredoras.

    Abraços e muita paz a todos!

  4. Olá Morel. Tenho uma obsessão em vigiar por meio de redes sociais a vida da ex-mulher do meu marido. Não gosto dela e tenho até bons motivos. Não desejo o mal, mas também não desejo o bem. Isso tem me feito mal, atrapalhado o bom aproveitamento do meu tempo livre. Li o que você escreveu e vou tomar algumas providências para mudar essa situação. Obrigada.

  5. Sergio, você sabe que as crianças são espíritos tão ou mais velhos do que nós, não há diferença alguma, espiritualmente, entre nós e elas. São extremamente comuns casos de obsessão em crianças. A particularidade de esta obsessão ser feita por uma criança nada tem de especial. Pois o absessor (nem deveríamos chamá-lo assim) apresenta-se como criança por sua perturbação mental, por estar em ressonância com determinado momento de sua trajetória espiritual. Mas é um espírito como qualquer outro. Lembro que nossa mente consciente é a ponta do iceberg. Temos outros níveis de consciência aos quais não temos acesso perceptível, mas que fazem de nós o que somos. Muito pouco do que nos acontece e do que fazemos passa pela nossa consciência. Quase tudo está no nível subconsciente.
    O tratamento contínuo no centro espírita e a colaboração dos familiares com orações e bons pensamentos trará ótimos resultados. Este espírito que chamamos de obsessor pode ser uma vítima do grupo familiar. A compreensão e o amor de todos exerce um efeito irresistível no espírito.
    Fique com Deus.

  6. Olá Morel. Mais uma vez, parabéns pelos ótimos textos, sempre tão esclarecedores.
    Gostaria de um comentário seu a respeito de um possível caso de obsessão. Tenho um casal de sobrinhos gêmeos nascidos após inseminação artificial. O menino que hoje tem 2 anos de idade, após alguns meses do nascimento, teve que ficar internado por problemas respiratórios e chegou a passar por uma cirurgia no coração. Graças a Deus, depois de um bom tempo na UTI, tudo ficou bem. Hoje ele se alimenta muito mal e dorme pouquíssimo durante a noite. Até então acreditávamos que seriam consequências do longo tempo que ele ficou intubado na UTI. Recentemente, minha irmã o levou a um centro espírita e descobriu que trata-se de um caso de obsessão, tornando o sono dele muito instável. Uma outra médium também confirmou essa obsessão e recebeu o espírito de uma pequena criança que pedia ajuda desesperadamente e dizia querer ter também nascido como irmão do meu sobrinho e ter minha irmã como mãe. Também informou que foi vítima de um aborto. Minha irmã ficou muito emocionada com essas revelações e a médium disse que essa obsessão atraía outros espíritos, causando grandes prejuízos. O centro espírita iniciará agora sessões para ajudar a todos. Fomos instruídos a rezar por esse espírito pedindo que ele permaneça no caminho da luz e aceite o tratamento do berçário. Minha dúvida é em relação ao tipo de obsessão Criança X Criança. Imaginava que isso só acontecia entre adultos devido à sintonia de pensamentos. Você tem conhecimento de algum caso assim?
    Muita paz!
    Obrigado.

  7. Geraldo as Leis de Deus agem através da nossa consciência. Nós temos Deus dentro de nós. Somos partículas divinas. Conforme vamos nos desapegando da matéria essa confusão vai naturalmente se desvanescendo. Esses quetionamentos vão perdendo a força até não serem mais importantes. É um processo gradual que depende exclusivamente de nós.

  8. Morel, bom dia! Seus esclarecimentos vêm do alto e são palavras amigas e nos dão segurança para a perseverança. Às vezes fico com certas dúvidas se estou indo com muita sede ao pote da minha mudança ou se o caminho é esse mesmo. Mas você conseguiu me orientar. Eu era muito de festas mundanas só que hoje não as acho certo e ainda tenho muitos amigos naquela vida que acham que meu caminho está errado, mas minha consciência fala que não, ela fala que estou no caminho certo. Ontem iniciou o carnaval na minha cidade, saí com meus filhos e antes, o que era motivo de uma sair e ver a irreverência, não senti muito prazer a não ser alguns amigos que revi e ponto final. Algumas coisas que hoje acho fúteis, antes me davam um prazer enorme. Sei que meus conceitos mudaram muito e essa mudança tem um custo e estou sentindo na carne, pois fica um turbilhão de informação cerebral, antes era assim: “via uma coisa, gostei? faço!”. Hoje é assim: “Vi uma coisa, gostei? Posso fazer? sim!, por quê?. Acho que não posso!, por que não posso?” E esses questionamentos vão me consumindo e me cansando. A única coisa que ainda está me dando força é a sabedoria espírita de que estou provando e expiando coisas de minhas vidas futuras e quero dar um passo a frente. Morel, se eu continuar nesse caminho, você acha que a justiça divina vai fazer com que eu me liberte desta confusão entre o posso e o não posso?

  9. Geraldo, você acertou no diagnóstico ao se referir à substituição do homem velho pelo homem novo. No Evangelho vemos uma passagem em que Jesus afasta um espírito obsessor e o homem que estava obsediado caiu por terra. O choque causado pelo rompimento brusco dos laços energéticos que os ligavam foi tão violento que o homem caiu. Nos acostumamos aos pensamentos, ideias, gostos, emoções e sensações do obsessor – às vezes somos injustos tratando-os como obsessores, porque, na verdade, não é uma obsessão, mas uma parceria. Enquanto estamos vibrando na matéria nos sentimos bem com a presença deste espírito. Você terá que reaprender a viver liberto. Esse desconforto inicial é comum. Você não é mais o homem velho mas ainda não é o homem novo. Não sente nem os prazeres materiais do homem velho nem o bem-estar espiritual do homem novo. É um período de transição.
    Persevere. Aos poucos você vai se reacostumando com você mesmo, vais voltar a sentir prazer com pequenas coisas, como as crianças sentem, não vai mais sentir falta dos prazeres fortes da matéria e seu esforço não precisará ser tão grande.
    Por enquanto, não se permita errar. Toda mudança verdadeira passa por um estágio de radicalismo. É assim com a sociedade e é assim com o indivíduo. Mantenha um alto índice de atividade. Faça essa transformação ser útil e construtiva. Vale a pena.
    Força e paz!

  10. Morel, tenho dúvidas e dúvidas. Há menos de um ano comecei a frequentar uma casa espírita e fiz mudanças radicais em minha vida, todas voltadas para uma vida melhor. Assumi alguns compromissos na casa e já participo de reuniões administrativas e também reuniões mediúnicas como sustentador. Minha atividade sexual era intensa, principalmente a errada e quando comecei a mudar, passei a ter um desconforto, chegando a angústia e uma depressão leve. Eu não conseguia dormir e achei que ia ficar louco. Um dia na mesa houve a manifestação do obsessor falando da sintonia que ele tinha comigo. Tudo mudou da água pro vinho, melhorei e tive uma vida normal de novo. Mas sempre volta essa minha angústia e essa depressão leve, o que pode estar acontecendo comigo? Será um outro obsessor? (tenho evitado pensamentos errados na sexualidade, mesmo sendo muito difícil). Poderá ser reflexos da mudança que estou fazendo na minha vida (homem velho/homem novo)? Será que estou indo como muita intensidade na minha reforma íntima e isso não está sendo bom para mim? Se você tem uma luz, oriente-me. No mais, muito obrigado.

  11. Obrigada pelo esclarecimento Morel. Perguntei porque tenho notado que cada vez que aprofundo mais os meus conhecimentos da doutrina, veja aumentar a discórdia no meo sio familiar e os acidentes, as doenças teem aumentado principalmente com os meus filhos. Estou realmente muito cansada… Mas vou tentar não desanimar e continuar a orar e pedir força a Deus. Muita luz!

  12. Ana, não reencarnamos com mediunidade como um presente, mas como um modo de trabalharmos em nosso próprio benefício e em benefício do próximo, neutralizando, através da caridade, parte do mal que fizemos em existências passadas.
    Em nossas múltiplas existências, já nos envolvemos com inúmeros espíritos, e nem todos decidiram melhorarem-se ou regenerarem-se. Todos nós já fizemos muito mal. Ao nos decidirmos a trabalhar com a mediunidade, podemos atrair a contrariedade de espíritos com quem convivemos no passado, praticando o mal, e que não se conformam ou não acreditam na sinceridade de nossos bons propósitos. Também desagradamos espíritos que obsediam pessoas próximas de nós, que se sentem ameaçados e tentam nos constranger para que não atrapalhemos os seus planos.
    Por isso a importância de orar e vigiar, de estar sempre lúcido e buscando o controle dos pensamentos. É verdade que somos mais perseguidos, mas também é verdade que sommos muito mais protegidos, orientados, e que fazemos o bem, muitas vezes, sem nem mesmo suspeitarmos disso.

  13. Luisa, o passe é transmissão de energia, só isso. Não tem poder de afastar quem não quer ser afastado. O que normalment ocorre é que a renovação das energias proporcionada pelo passe cause mal-estar no espírito obsessor. A oração é pensamento e vontade que nos liga a outros seresm ams isso depende do poder de cada um, da assistência espiritual e dos reais sentimentos de quem ora. Mas a oração também não é infalível, de modo algum, para afastar um obsessor renitente. Essa ideia de que algumas palavras ou fórmulas pudesse afastar espíritos (ou demônios, em outras crenças) é utilizada há séculos pela Igreja Católica através do exorcismo.
    Há ligações espirituais muito fortes e antigas, que têm suas raízes em acontecimentos ocorridos há muito tempo, e que podem ter-se repetido, com a troca de papéis, em várias reencarnações.
    É importante notar que se a pessoa sente claramente a presença do obsessor ela é médium, e deve fazer parte do processo de cura o desenvolvimento, estudo e controle da mediunidade. Sem esclarecimento não conseguimos compreender a nós mesmos; sem compreendermos a nós mesmos não há como mantermos o controle. Além disso, nada é por acaso. Não somos vítimas. Quase sempre prejudicamos os espíritos que nos obsediam muito mais do que eles nos prejudicam com sua perseguição. Uma maneira de nos reajustarmos e rearmonizarmos, combinada muitas vezes com nossos os espíritos superiores a nós antes de reencarnarmos, é o trabalho com a mediunidade em benefício do próximo. Só ajudando ao próximo somos capazes de neutralizar o mal que praticamos no passado.

  14. Bom dia Morel. Bom dia irmãos! Volto a escrever neste tema, porque esta noite ( em uma de minhas insónias) , aproveitei para ler e ao ver o que passava na tv, vi que estava a passar um filme sobre Camille Claudel ( uma escultora francesa que eu desconhecia). O meu gosto por artes, despertou me o interesse em ver o filme ” Camille Claudel, 1915″ ( muito triste) que depois fez me pesquisar um pouco no google, mais sobre a existência dessa artista, pela qual senti empatia, e que realmente constatei que foi muito incompreendida. Acho que tem a ver com este tema, porque O filme relata os últimos anos dessa existência de Camille num asilo em Villeneuve, França e baseado em cartas escritas entre ela e o irmão e relatórios médicos, mostra como desde pequena, esta mulher viveu obsediada por encarnados ( sua mãe que desaprovava seu talento, Auguste Rodin, artista com quem teve relacionamento amoroso, o irmão que é vejo como um católico fundamentalista e não consegue compreender o estado da irmã), e também por desencarnados ( Camille com o seu temperamento forte e controlador desde criança, tinha crises constantes, preparava a sua própria comida pois tinha medo infundado de ser envenenada). O seu pai apoiava o seu talento para as artes, mas após ter falecido, esta ficou ” desprotegida” e a família colocou a num asilo onde ela se perturbava com os outros pacientes que possuíam menor capacidade de interação física. É uma existência triste, onde claramente se nota que Camille Claudel possuía capacidades mediunidade acima da média ( em pequena tinha premonições e certa vez disse á família que seu irmão mais novo, Paul Claudel seria um grande escritor e sua irmã, Louise seria musicista, e assim foi). Seu desejo era viver no seu ateliê, no campo, fazendo sua obras, o que após 20 anos de asilo, o médico dela recomendou ao irmão. Porém, este, fundamentalista, ignorou, tendo ela desencarnado alguns anos depois e sido colocada numa vala comum, sem paradeiro até hoje. Conclusões que tirei desta ” história” : noto que me identifiquei na sensibilidade e gênio por vezes difícil desta mulher, e muitas vezes incompreendida por ser do sexo feminino ( ainda para mais naquela época).vi uma mulher que para além de ser obsediada evidententemente, também era auto obsediada . A sua necessidade de viver isolada dos outros ( eu própria na minha adolescência vivi um período de agorafobia, do qual fiz muito esforço para sair e voltar a socializar normalmente com os outros, porém ainda hoje tenho momentos de vontade de isolamento para criar algo, e que ainda combato diariamente).a inspiração de suas obras que obviamente se confundem com as de Rodin que foi seu ” amantizado”, que por ser mulher naquela época evidencia que este abusou do seu corpo, fragilidade e também do seu gênio artístico. E um aspeto que me custou ver no filme, é uma realidade ainda nos dias de hoje, inúmeras pessoas em asilos com faculdades mediunicas ostentivas, incompreendidos e fechados pelos familiares que não conseguem compreender a ” loucura” dos seus semelhantes. Se o Morel me permitir, e aos interessados na existência desta mulher, deixo aqui um link, no qual poderão ver um pouco da sua história e das suas obras.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Camille_Claudel
    Bem haja a todos!

  15. Morel. Será verdade que uma pessoa que possui sensibilidade mediúnica atrai mais obsessores que os outros que não possuem uma mediunidade tão aflorada, mesmo em caso de essa pessoa ter boa índole e ter moral? Quando a pessoa resolve aprender a lidar e a trabalhar sua sensibilidade mediúnica, é normal atrair obsessores e espíritos menos evoluídos, que tentam demover a pessoa atraves de doenças, acidentes, discórdias? Isso é possivel? Pode elucidar-me? Abraço!

  16. Na verdade a intenção não era comentar, mas sim perguntar…
    Como a pessoa em oração, ou recebendo o passe pode sentir o obsessor?
    Sei que o processo de desobsessão pode ser longo, mas sempre pensei que em momentos como esse, de passe, de oração, pudessem afastá-los mesmo que temporariamente…

  17. Morel, existem momentos em que mesmo a oração, mesmo a leitura edificante não afasta o obsessor.
    Às vezes a pessoa tomando o passe, sente a presença ou o toque do obsessor… O passe não é respeitado pelo obsessor…
    Não sei se consegui me fazer clara…

  18. Rodrigo, você é inovador no que escreve. É natural que incomode. Mas pode ser que isso seja decorrente de uma mediunidade que não é desenvolvida corretamente… É difícil distinguir o que é nosso e o que é inspiração, e isso pode gerar conflitos internos e em relação às influências que sofremos.

  19. Eu luto todo dia para continuar escrevendo, pois sei que há desafetos meus que tentam me parar e muitas vezes me prejudicam, tentam colocar depressão em minha vida, já sofri muito por causa do que escrevo. Será que sempre será assim?

  20. Obrigada, Morel.
    Vou orar mais pela pessoa e continuar buscando aqui no site me informar mais e melhor sobre esses assuntos.
    É assim que se faz o bem ao próximo: ensinando e partilhando o conhecimento, com a intenção de que todos sejam pessoas melhores ainda em vida.
    Parabéns pelo belo trabalho.

  21. Claudiana, isso que você aborda é bastante comum. O espírito recém-desencarnado pode não perceber sua condição ou não se conformar com ela. Então permanece ligado à sua casa e/ou a algum familiar com quem tenha maior intimidade, mesmo que essa intimidade seja uma relação conflituosa de dependência por qualquer das partes. Ele sente-se mais reconfortado, mais “vivo” na proximidade dessa pessoa, e pode acostumar-se a essa situação, permanecer junto a ela, numa situação de simbiose ou parasitismo.
    Quanto ao seu sonho, é bom lembrar que muitos de nossos sonhos são atividades reais do espírito durante o período de sono. Muitos de nós temos uma vida relativamente ativa no astral, quando desdobrados do corpo físico na hora do repouso. É bem possível que você o tenha ajudado desdobrada. Trabalhadores desencarnados servem-se de nós em casos específicos, como pode ter sido o seu caso. Às vezes, para encaminhar um desencarnado a uma instituição socorrista do plano astral, é preciso que alguém das suas relações o acompanhe, o encaminhe, para que o “choque” com a sua nova situação não o perturbe tanto. No estado de perturbação em que muitos ficam, por algum tempo, após o desencarne, são conduzidos, em seus primeiros passos no outro plano, como crianças que precisam ser levadas pela mão, até que se ambientem e se vejam capazes de compreender e aceitar e seguir adiante a sua vida no novo estágio. Para entendermos essa perturbação que se segue à morte física, basta lembrarmos o nascimento de uma criança, que é espírito tão ou mais experiente que nós, mas que precisa de um tempo para “se ambientar” no plano material.

  22. Caro Morel, Boa noite.
    Conheci o site ontem de noite e desde então venho lendo todos os artigos que posso, pois seus textos são muito ricos e esclarecedores.
    Sobre esse tema obsessão, é certo dizer que o obsessor sempre será aquele espírito que traz energias ruins ou causa prejuízo ao obsediado? Já ouvi pessoas dizerem de a pessoa que desencarnou não aceitar a morte e o espírito ficar “vagando” e de alguma forma influenciando algum parente ou companheiro que deixou… Isso é obsessão? E se não for, é verdade que existe? Perdi um parente muito próximo há pouco tempo e tive um sonho com a pessoa, de que acompanhava numa subida íngreme, eu o segurando de um lado e meu irmão de outro; uma certa hora ele chegou a tropeçar, mas eu o segurava pela mão e ele não caiu. E foi aí que vi meu nome tatuado na mão dessa pessoa, e fiquei beijando a sua mão tatuada. Ele ainda vestia as roupas do hospital e estava meio desorientado, mas vinha comigo. E quando seguíamos percebi que à frente tinha uma luz forte, até peguei meus óculos de sol para protegê-lo, pensando “é uma luz muito forte, vai incomodar ele”. Será que esse sonho significa que essa pessoa ainda não se desligou e eu preciso fazer algo por ela? Foi muito sugestivo para mim a tatuagem com meu nome e a luz forte. Desculpe minha ignorância, não leio profundamente sobre espiritismo, mas respeito muito a doutrina e admiro o trabalho de vocês. Obrigada se puder me orientar, e se não puder, agradeço igualmente.

  23. Boa noite Morel,
    Sabemos que 70% de assistidos que procuram a casa espírita são dominados pela auto-obsessão.
    Portanto, acredito que bater sempre na tecla da reforma íntima, cura ou pelo menos abranda o sofrimento de muitos.
    Orai e vigiai… vigiai e orai…
    Nós ditamos a nossa freqüência, fiquemos em alerta.
    Ótimo texto.
    Morel, você tem algum artigo falando sobre doenças cármicas? Preciso estudar mais sobre o assunto, desde já agradeço.
    Abraços.

  24. Ótimo texto, edificante, fortifica a minha vontade de querer pensar sempre no melhor, em coisas boas, desenvolver sentimentos bons para com os outros, adorei!
    Abs
    Andrea

  25. Josiane, tendo o cuidado para tratar de um assunto que não domino, posso dizer que todos vivem sob a influência de suas próprias criações mentais, independentemente do uso de qualquer substância. Cada espírito, encarnado ou desencarnado, vive imerso nas criações mentais que lhe são próprias. É claro que o uso de medicamentos altera a Vontade e o domínio sobre os pensamentos. Conheço pessoas, ligadas ao meio espírita, que por conta disso tentaram abandonar o uso de medicamentos, mas sem sucesso. De qualquer modo, sempre é possível o esforço para manter o pensamento o mais elevado possível, principalmente com o hábito da oração e da leitura. A leitura edificante, mesmo para quem usa medicamentos que diminuem o poder de concentração, favorece a elevação das ideias e afasta os espíritos perturbados que normalmente se ligariam às emanações mentais prejudicadas de quem faz uso contínuo de certos medicamentos.

  26. Olá Morel, o que você pensa sobre as pessoas que geralmente não conseguem mudar o padrão do pensamento porque fazem uso de remédios (calmantes e antidepressivos) que influenciam diretamente no humor? Pergunto isso, porque tenho um pé atrás com esse tipo de medicamento. Obrigada.

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