Evangelho, Reforma íntima

Amar ao próximo como a nós mesmos – O amor possível

 

crianças se abraçando
Viva o amor possível!

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O amor é o sentimento por excelência. Jesus promoveu o amor a Lei maior. Antes dele, o amor era apenas mais um sentimento. Quando perguntado sobre qual era o maior mandamento, Jesus não hesitou em responder: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Nosso amor pode ser pouco, mas é o amor possível.

Você é uma partícula de Deus. Amar a Deus é deixar que Ele se manifeste através de você. Quando você sente amor pela vida, pelas pessoas, pela natureza, pelas coisas, você está amando a Deus. Acima de tudo, é preciso que você ame muito a você mesmo para amar a Deus.

Para amar o próximo como a nós mesmos, e para que esse amor seja considerável, é preciso que nos amemos. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos: Esse é o resumo de todo o ensinamento cristão. E o que ele diz? Ele manda que você ame a você mesmo. Que você ame muito a você mesmo. Você não está acostumado a ver as coisas por esse ângulo?

Eu entendo que geralmente se ensine que devemos primeiro amar os outros e depois a nós mesmos. Ensinam assim para combater o orgulho e o egoísmo. Mas quando é que você sente que ama a Deus? Não é quando você dá o melhor de si em benefício de alguém ou de uma causa digna? Não é quando valoriza as pequenas e grandes coisas da obra do Criador que na maioria das vezes passam despercebidas? Não é quando você ama, quando você simplesmente ama? E amar só é possível quando se ama a si próprio. O tamanho do amor que você tem pra oferecer é o tamanho do amor que você tem. Você não pode dar aquilo que você não tem.

Deus habita dentro de você, e deu a você o livre arbítrio pra que você tenha o poder de decisão. Você decide se deixa que Deus se manifeste ou não através de você. Na maioria das vezes preferimos manifestar o personagem que criamos, este corpo a que atribuímos personalidade, caráter, mente, como se fosse tudo uma coisa só.

Mas quando nos permitimos dar vazão à luz que jaz em nosso íntimo, quando permitimos que se expanda essa centelha divina permanentemente pronta a nos guiar, então é Deus que se manifesta, e nós sentimos amor, e amamos a Deus, e amamos a nós mesmos. E amando a nós mesmos podemos amar o nosso semelhante.

Você consegue amar o seu semelhante? Acho que sim. Você não vai sentir por todas as pessoas o mesmo amor, não vai sentir o amor com a mesma intensidade. Amar é desejar o bem, todo o bem possível, sem restrição. É perdoar de todo o coração, é querer a felicidade do próximo. Isso você consegue. Talvez não consiga o tempo inteiro, talvez consiga apenas umas poucas vezes. Mas é importante que você saiba que consegue.

Perdoar, ser mais tolerante, não permitir que maus pensamentos se instalem em nossa mente e sejam dirigidos a alguém, tudo isso é amor. Pode ser pouco, mas é o amor possível. Alguns conseguem bem mais que isso. Mas são uns poucos. A maioria está começando a compreender o amor como Lei universal apenas agora.

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4 Comentários

  1. Mônica, o amor que sentimos por nós mesmos é proporcional ao grau de felicidade que sentimos. Somos felizes quando seguimos o caminho reto das Leis de Deus. As Leis de Deus estão escritas em nossa consciência. Quando atendemos o que dita a nossa consciência, somos felizes. Ao longo de várias existências acumulamos experiências de obedecer ou desobedecer a nossa consciência. Não podemos mudar o passado, então temos que nos concentrar em fazer, sempre, o que manda a nossa consciência. Fazendo o que sabemos ser o certo, vamos nos tornando gradativamente mais felizes, e, consequentemente, amando a nós mesmos.

  2. Olá Morel, achei suas explicações ótimas e como sempre, didáticas para o nosso dia-a-dia. Mas fica uma pergunta importante: como uma pessoa faz para amar a si mesma? E se ela se olha e não gosta do que vê, tanto fisicamente, quanto emocionalmente? Não estou falando de se achar uma pessoa ruim ou fazer coisas erradas, mas simplesmente se achar incapaz, insuficiente? O que ela pode fazer para resgatar o amor-próprio? O que o Espiritismo fala sobre isso e o que você acha? Abraços e obrigada, Mônica.

  3. Antigamente martelava na minha cabeça o que poderia ser caridade, como eu poderia exercitá-la. Achava que deveria suprir a vontade das pessoas, então eu descobri que a caridade é suprir a necessidade da pessoa. Depois com o tempo descobri mais ainda sobre a caridade, que ela é a manifestação do amor em nós mesmos, descobri que necessitava me amar, que me dando respeito, cuidando de mim em todos os aspectos físicos, mentais e espirituais, já está ali a manifestação da caridade, mas ainda descobri que a caridade é o amor que manifesta em todas as coisas, precisava então amar o hoje, estar presente, sem julgar o que está acontecendo com as coisas e com as pessoas, é aceitar tudo o que está em volta, aceitar os benefícios e vê-los como empréstimos divinos, mas a caridade era também doar o amor para com tudo e todos, ver o outro como igual, para isso precisava da humildade, não sendo superior a ninguém e nem mesmo inferior, sabendo nos colocar como servos humildes para com o próximo; seja um abraço, uma palavra, um ensinamento, um sorriso, tudo isso é caridade, tudo isso é amor, tudo é amor. O amor se apresenta na benevolência para com os outros, indulgencia com a imperfeição alheia e perdão das ofensas (com os outros e com nós mesmos).

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