Pais e filhos e o Espiritismo | Espírito Imortal

Pais e filhos e o Espiritismo

Pais e filhos e as crianças índigo

Ouça este artigo na voz do autor

O estudo do Espiritismo demonstra que a Lei de causa e efeito promove a oportunidade de reajuste sempre que a harmonia entre espíritos é quebrada. Muitos pais e filhos estão ligados por fortes laços do passado.

Você compreende seus pais? Não sei se algum outro vínculo afetivo exige tanta compreensão como em relação a nosso pai e mãe. Cada relação precisa de uma determinada qualidade obrigatória para a sua manutenção. Na relação conjugal é a tolerância, na relação entre irmãos o respeito, e por aí vai. Tudo pautado pelo amor, claro.

Mas compreender os pais é algo que devemos fazer, mais cedo ou mais tarde. Ter filhos ou não quase sempre é uma escolha, mas pai e mãe é compulsório. Se os escolhemos, foi antes de reencarnarmos, e sabe-se lá porque voltamos pra cá como filhos deles…

Filhos não vêm com manual de instruções. Não se aprende na escola ou na faculdade como educar filhos. É tudo na prática. Para quem recebe como filho um espírito amigo, parceiro de muitas vidas, o entendimento, a simpatia, os laços de amor facilitam a vida de todos. Mas isso não ocorre como um privilégio de uns poucos escolhidos. Isso ocorre por merecimento, por amadurecimento espiritual e objetivos nobres unindo pais e filhos.

No nosso estágio evolutivo, ainda é muito mais comum que recebamos como filhos antigos desafetos, velhos conhecidos com quem temos ajustes a fazer, companheiros de outras jornadas com quem contraímos dívidas, originadas de crimes e erros de toda espécie. A sabedoria infinita da Natureza faz com que recebamos às vezes um adversário ferrenho sob o disfarce irreconhecível de um bebê frágil e delicado, inspirando cuidados e carinhos.

A Lei de causa e efeito promove a oportunidade de reajuste sempre que a harmonia entre espíritos é quebrada. Cada vez que a harmonia entre dois ou mais espíritos for interrompida, a Lei de causa e efeito reconduz os partícipes dessa desarmonia para uma nova chance, para uma nova tentativa de fraternidade. E a forma mais eficaz dessa fraternidade acontecer talvez seja a convivência no mesmo lar, os laços fortes que unem mãe, pai, filhos.

Não é fácil ser mãe. Não é fácil ser pai. Não é fácil ser filho. Mas não estamos neste planeta pra achar facilidades. Aqui aprendemos a ser fortes, aprendemos a ser disciplinados, aprendemos a controlar nossos pensamentos, aprendemos a amar. Muitas mães e pais se cobram pelos erros que cometeram na criação de seus filhos. Mas essa cobrança, essa percepção do erro só vem com a experiência. Quando os erros foram cometidos, pareciam acertos. A esmagadora maioria das mães e dos pais deu o melhor de si mesma para os filhos, fizeram o que estava ao seu alcance.

É muito fácil perceber um erro depois que somos experimentados no assunto. Mas quando ele acontece é só mais um fato, mais uma ocorrência, mais uma tentativa de acerto. É bom se cobrar. É sinal de maturidade, é demonstração de busca de aperfeiçoamento, de reforma íntima. Mas essa cobrança interna não precisa gerar sofrimento. A única utilidade do sofrimento é alertar que houve um desvio da rota, que o caminho precisa ser corrigido.

Hoje se fala muito em crianças índigo. Busquei alguma coisa na literatura anos atrás, quando me deparei com o assunto, mas confesso que não formei opinião a respeito. Todos os autores se referem às crianças índigo como crianças especiais, que precisam de cuidados especiais. Não sei se é assim ou se não é assim. Mas se todos cuidassem de seus filhos como se fossem crianças índigo, se toda mãe e todo pai seguisse a orientação que se dá para lidar com as crianças índigo, todos os filhos seriam especiais. Filhos não vêm com manual de instruções. Mas as recomendações de como lidar e educar as crianças índigo deveriam ser seguidas em relação a toda e qualquer criança, índigo ou não. Seriam cometidos menos erros, haveria menos cobranças internas e aumentaria a compreensão dos filhos em relação aos pais.

Costumo responder a todas as questões que me são dirigidas. Peço, apenas, que antes de perguntar consulte os comentários anteriores e minhas respostas a eles. A resposta que você procura pode estar lá. Conheça o meu canal no Youtube

32 comentários para Pais e filhos e o Espiritismo

  1. Jéssica, você tem uma compreensão da vida que ela não tem. Embora ela seja mais velha que você, espiritualmente você é mais experiente. Então, assim como você não cobra do seu filho determinadas atitudes maduras porque sabe que ele ainda não está preparado para isso, do mesmo modo você não pode cobrar uma compreensão mais elevada por parte da sua mãe, pois ela ainda está num processo de aprendizado mais primário.
    Releve, compreenda. Em relação ao seu filho, é uma questão prática que você vai ter que resolver. Não sei se você depende dela ou não. Mas deve saber que a influência que ela exerce sobre o seu filho é irreversível. Se você achar que essa influência pode não ser benéfica, compete a você interferir.

  2. Andréia disse:

    Olá. Esta é uma questão que muito me incomoda, já que meu pai sempre foi uma pessoa de difícil convivência e muito materialista. Quando era bebê diziam que eu era a filha preferida, mesmo sabendo por comentários alheios que quando minha mãe estava grávida ele disse que não queria se apegar ao “neném” pois ele poderia morrer!! A partir dos meus 9 anos ele começou a me criticar, pois eu estava ficando gordinha, e ouvia absurdos dele. Aos 11 meus pais se separaram, nunca ganhei muito carinho de meus pais, pois eles diziam que não tinham recebido dos seus, mas dou muito amor e carinho para minhas filhas mesmo não tendo recebido. Minha mãe, já falecida, não dava carinho mas demonstrava seu amor em atitudes, e me ensinou valores, já meu pai só me criticava, nunca fui boa o suficiente, dizia que sou fraca, molenga, e critica até hoje meu corpo, me compara com meus irmãos, dizendo que são melhores do que eu, implica comigo se fico em casa, com o que como e faz comentários muito tristes referente a tudo ao que é meu e ao que eu faço. A história é longa, hoje não estamos nos falando, e eu estou superbem, não tomo mais antidepressivos, me sinto bem com meu corpo e não me sinto culpada por não ter contato com ele porque tentei de todas as maneiras fazer com que ele me respeitasse e me aceitasse e não tive êxito e a presença dele me fazia mal. Tive câncer de mama e ele com muito dinheiro, sequer se ofereceu pra me ajudar no tratamento que fiz pelo SUS, ou melhor, no dia da minha primeira cirurgia, por aconselhamento da ex-esposa dele, por medo de eu morrer e ele não ter feito nada, ele pediu se eu queria que ele pagasse a cirurgia e eu não aceitei porque já tinha criado um laço de confiança com a equipe médica, enfim, estou curada há 13 anos e estou superbem e com a consciência tranquila porque sei que quando ele precisou, eu, a filha errada estava perto, já ele, nunca esteve presente quando precisei. Às custas dos imóveis e do dinheiro dele ele manipula meus irmãos e não consegue o mesmo comigo. Minha irmã tenta me incutir um peso que eu não tenho, já que ele está com 75 anos etc e confesso que às vezes me sinto mal, mas minha vida está tão boa depois que me afastei dele e fiz tratamento psicológico onde minha terapeuta me ajudou a me livrar dessa culpa. Lógico que eu gostaria de ter um pai que me desse amor, incentivo, conselhos e me aceitasse como eu sou, mas sei que esse não é o pai que tenho. Grata por seu comentário. Paz e luz!!

  3. Jéssica de Fátima da Silva de Souza disse:

    Morel, boa tarde!

    Encontrei essa passagem em um momento de conflito entre eu e minha Mãe. Identifico-me muito com o espiritismo porque é a única religião que me trás respostas a vários setores da minha vida e no cotidiano em geral.
    Hoje vivo um grande conflito com minha Mãe por discordar das atitudes dela em modo geral.
    Somos 3 irmãos, avaliando como Mãe e mulher, vejo que ao longo desses anos ela admirou mais um filho do que ao outro, ela estimula “atritos”, concorda que um irmão não fale com o outro.
    Nossos Pais são separados há mais de 10 anos e ela ainda sim nos pune por ele ter errado no passado e hoje priorizarmos um convívio melhor.
    Quanto à minha pessoa sempre influencia em meus relacionamentos, me fez crescer acreditando que nenhum homem presta, que Pai é dispensável. Mas hoje sou Mãe e pelo amor ao meu filho vejo que os Pais são indispensáveis na vida de um filho. Meu Pai mudou muito e hoje através do meu filho procurei me aproximar mais dando a oportunidade a ele e ao meu filho de vivermos em harmonia. Ela é uma ótima avó, porém está amargurada, alimentando mágoas que só fazem adoecer com o pouco entendimento que tenho. Depois de muita luta, vou me unir ao Pai do meu filho, formaremos uma família, ela de tudo fez e faz para que isso não aconteça, alega que ele não presta, que não conhece ele como nada. Fico entre a cruz e a espada. Apesar de estar decidida em seguir em frente, buscar minha felicidade, proporcionar ao meu filho um lar em que todos estejam em harmonia.
    A última foi ela me deixar pra trás no dia das Mães, passou o dia com meu irmão mais velho e sequer me convidou (ainda moramos na mesma casa). Fico triste, mas sei que esse comportamento não é de hoje, às vezes pergunto se estou certa indo de encontro a ela, tentando mostrar algum caminho. Ela cuida do meu filho enquanto trabalho, por isso me sinto em dívida com ela. Sei que ela o ama muito, mas também o trata como propriedade dela… não sei que caminho seguir… dizem que ela vai terminar sozinha, mas enquanto puder farei minha parte de filha, acredito que a evolução precisa ser dela.
    Preciso de orientação.

  4. Diose, é compreensível que você se ressinta da falta de esclarecimento de sua mãe. Aliás, esta é uma situação comum, não é “privilégio” seu. Mas você sofre antecipadamente por coisas que fogem ao seu alcance. Viva a sua vida. A sua mãe tem a vida dela. Você está disposta a ajudá-la, e gostaria que ela aceitasse a sua ajuda. Mas querer impor essa ajuda, mesmo que com a melhor das intenções, é improdutivo. Há uma expressão de que não gosto muito, por ser sada, às vezes, para desculpar a preguiça, mas que neste caso é válida: “Cada um tem o seu tempo”. Ela é espírito imortal como você, em processo de aprendizado como você. Vai aprender, mais cedo ou mais tarde. Neste momento da sua evolução ela não está aberta para o esclarecimento, e não está ao seu alcance mudar isso.
    Em vez de gastar as suas energias inutilmente com ela, concentre-se na sua própria vida. Seja feliz, cuide de si mesma e dos que estiverem receptivos à sua ajuda e ao seu amor. Não podemos mudar as pessoas. Podemos, no máximo, auxiliá-las em sue processo de mudança, quando elas estiverem dispostas a isso.
    Passe por cima do sofrimento passado, não carregue isso com você. Você diz que admira o sofrimento da usa mãe. O sofrimento não é admirável. Ninguém se torna melhor por sofrer. A dor é um mecanismo de reajuste para com as Leis de Deus, só isso. Ninguém precisa sofrer.

  5. Olá, tenho 36 anos, somos 3 irmãos, filhos de pais separados. Quando criança, meu pai dava carinho, depois que crescemos e de tantos desentendimentos com minha mãe, se separaram, sempre pensei que ele fosse somente o errado da história, sempre defendi, fui o braço direito da minha mãe em tudo. Mas ela sempre deixou bem claro a diferença com que me tratava, sempre fria, nunca pude contar com ela. Hoje sou casada e a situação só piorou, está insuportável. Ela está cada vez mais difícil de conviver, briga com todos, é negativa, faz ruindade, julga todo mundo, ninguém consegue ficar perto dela mais, nem meus irmãos nem a família dela. Já tentei ajudar várias vezes, mas em vão, tentei levar ao médico, dialogar, mostrar seus erros, nada. E pra completar, agora fala que eu fico me metendo na vida dela, fazendo fofocas e confusões. Para por um ponto final, pedi desculpas a ela e disse que esse não era meu intuito, somente de ajudar. O problema é que quando ela quer uma coisa, bate o pé e ninguém tira da cabeça e agora quer fazer um empréstimo grande no banco sem condições de pagar. Fiquei desesperada, pois nesse ponto ainda não tinha chegado. Fui conversar, aconselhar e acabamos discutindo, foi quando ela disse que me meto na sua vida. Já faz 1 ano (+-) que a convivência é insuportável, me olha com raiva, olho de ódio. Não consigo abraçar, parece que criamos uma barreira entre nós. Pensei bem e decidi que sou espírita, conheço a verdade e devo respeitá-la pois ela não é e tem pouco conhecimento. Porém, está difícil, aí fico me culpando, tenho crises de ansiedade, dor no peito, tristeza, medo de não fazer o certo. Penso, por que isso está acontecendo. Tinha tudo pra ser bom, fomos muito pobres, hoje temos uma vida boa, poderíamos ser tão felizes. Do jeito que está, morro de medo de ter que sofrer tudo que já sofri e sofro com meu pai e ela novamente em uma próxima reencarnação. Eu a amo e admiro muito por todo seu sofrimento, mas ela só me pisa e não enxerga meu amor. Estou cansada. Dizem que filhos devem respeitar os pais, mas os pais também devem nos respeitar, sempre fomos trabalhadores, honestos, sem vícios, religiosos, e parece que nada disso faz diferença pra ela.

  6. Carolina, compreendo a sua dor. Mas o fato é que nós não perdemos ninguém, pois não somos donos de ninguém, ninguém nos pertence. É compreensível que você tenha ficado triste pelo seu sonho ter sido frustrado, mas isso não é motivo para revolta. Essa vida é apenas uma fração de segundo, é uma experiência terrena dentro da eternidade. Você não sabe o porquê disso, mas certamente isso não aconteceu à-toa. Algum aprendizado você deve tirar disso. Você pode se revoltar contra Deus e passar a vida amargurada, e, consequentemente, amargurando os outros, ou pode conformar-se, agradecer a Deus pela dádiva de ter aprendido a amar um ser que você nem conheceu, orar para que ele esteja bem, esforçar-se para se tornar uma pessoa melhor e continuar a sua vida, que ainda tem muita coisa para lhe oferecer. Revolta é atraso. Enquanto não aceitamos o que a vida nos apresenta, ficamos com as energias represadas, trancando o fluxo da vida em nós. Se você não entende, espiritualize-se, estude, leia, se esforce para encontrar respostas. Se você não aceita, aprenda a aceitar para viver melhor e fazer com que as pessoas que convivem com você também vivam melhor. Não aceitação é revolta, e revolta é veneno.
    Sugiro que leia Entre a terra e o céu, de André Luiz: http://www.espiritoimortal.com.br/espirito_imortal/entre-a-terra-e-o-ceu.pdf

  7. carolina disse:

    Engravidei e foi o dia mais feliz da minha vida, resolvi assumir meu filho sozinha, já estava com 6 meses de gestação e perdi meu menino. O porquê não entendo e não aceito. Quis tanto esse anjo na minha vida e até hoje sinto a sua falta. Lembro do dia do parto com todos os detalhes como se fosse um sonho.

  8. Dayanna, ao não perdoar, a maior prejudicada é você. Perdoar é desligar-se. Enquanto você não se desligar do erro cometido por ele, você irá sofrer pelo inconformismo.
    É evidente que o seu filho não veio em vão. Ninguém nasce em vão. Mas seu filho veio viver a sua própria vida, veio desenvolver-se e aprender a partir da sua própria experiência. A lição ao pai pode ser uma decorrência da sua reencarnação, mas não o motivo da sua vinda ao plano físico.

  9. Dayanna disse:

    Não, Jamais faria isso de falar mal do pai do meu filho a ele!
    E amor realmente não falta ao meu filho!
    Mas não consigo perdoar a atitude dele perante ao meu filho!
    Dizendo que eu fui a errada!
    E desprezando meu filho!
    Só sinto ódio dele, mas tenho trabalhado em mim para que isso passe!
    Ele falava na época pra pessoas que era operado, ele nunca teve filho e eu sei que ele não gosta do meu filho!
    Mas enfim, foi só um desabafo mesmo!
    Ninguém sabe o dia de amanhã, mas de uma coisa tenho certeza que tudo que plantamos colhemos aqui mesmo!
    E sei que meu filho não veio em vão e sim veio ensinar ao pai dele que o erro do avô dele e de tanto ele julgar o pai pelo que fez Deus deu um filho a ele pra que ele aprendesse a amar e infelizmente ele não deu valor! E quem sabe um dia assim como o pai dele antes de morrer pediu perdão ele também faça o mesmo com o nosso filho!
    Obrigada.

  10. Dayanna, você começa dizendo que a sua vida é um pouco complicada. Não conheço ninguém que não tenha complicação na vida. Isso é típico da vida na Terra, todos estamos em aprendizado, todos erramos e acertamos. Temos a tendência de repetir os mesmos erros muitas vezes, e de repetirmos erros que vemos os outros cometendo. É o caso do pai do seu filho, que repete o mesmo erro cometido pelo pai dele. Essas pessoas ainda não se conscientizaram, não param pra pensar que a dor que eles sentem os outros também sentem. Você estranha que ele vá à igreja e tenha esse comportamento. Quem disse que a igreja é um lugar de pessoas boas?
    Aceite a sua vida como ela é e seja feliz dentro das condições que a vida lhe oferece. Seu filho não tem o amor e o convívio do pai, mas pode receber amor de outras pessoas, a começar por você, e aprender a amar, para que não faça como o seu pai.
    Não fale mal do pai dele para ele. Seja uma boa mãe, faça a sua parte, e deixe que Deus cuide do resto.

  11. Dayanna disse:

    Boa tarde,
    Minha vida é um pouco complicada e busco ajuda e conselhos e gostaria de entender um pouco as coisas que acontecem!
    Tenho um filho de 2 anos e 7 meses.
    O pai desse meu filho assumiu apenas na justiça, ele é obreiro de uma igreja, e não vê meu filho e nem ele é nem a família dele tem contato e nem notícias do meu filho, ele não aceita meu filho, renega pra todos!
    O avô do meu filho que era pai do pai do meu filho faleceu o ano passado com câncer, ele fez a mesma coisa com o filho e hoje o filho faz com meu filho, mas um ano atrás o avô do meu filho correu atrás dele pra pedir perdão ao pai do meu filho e lógico o pai do meu filho não perdoou, ele morreu devido ao câncer sem o perdão do filho! E o pai do meu filho faz a mesma coisa com meu filho!
    Queria entender por que isso acontece, por que o pai do meu filho e a família dele não aceitam meu filho?
    Não entendo por que vive dentro da igreja e faz isso????
    Outra dúvida: meu bebê vai pra escola e tem um rapaz lá que deixa seu filho na escola também e quando meu filho vê esse rapaz ele corre abraça o rapaz e fica chamando ele de papai sempre!
    Meu filho tem a imagem de pai o meu próprio pai! Ele nem conhece o pai verdadeiro dele!
    Desculpe se não expliquei direito!
    Obrigada, aguardo sua explicação.

  12. Carol, você não precisa de leitura, você precisa conhecer melhor a si mesma e saber o que VOCÊ acha certo para a sua vida. Ser bom não é ser bobo. Ser tolerante não é ser complacente com o erro. Ninguém tem o direito de passar por cima de você. Jesus disse para sermos mansos como as pombas mas PRUDENTES COMO AS SERPENTES.
    A sua vida é sua. A oportunidade que você tem nessa reencarnação deve ser aproveitada.
    Procure participar de um grupo de estudos num centro espírita. A troca de opiniões e a observação das experiências alheias irá lhe fazer bem.

  13. Carol disse:

    Olá, tenho muitos problemas com a minha mãe desde pequena, sou a filha mais velha, mas sinto muito a cobrança dela e necessidade de controlar minha vida. Como sempre faço me rendo às chantagens emocionais dela e acabo sofrendo mais tarde. Nunca fui em uma reunião, mas sempre leio e tento aprender com a doutrina espírita e tento dar amor e carinho, mas quanto mais carinho mais ela me sufoca. Uma amiga falou que posso ter vindo com essa mãe para aprender a impor minhas vontades e ser mesmo submissa. Morel você poderia me indicar alguma leitura sobre isso? Paz e Bem.

  14. André, você está dando importância demais a isso. Cada filho, cada gravidez, desperta uma reação diferente; é assim mesmo. Saiba diferenciar emoção de sentimento. Você não está emocionado, e isso não tem problema nenhum. Mas sentimento você tem, tanto é que está se preocupando com isso. Aja normalmente, ore por ele, converse com ele na barriga da sua mãe, dê a ela as boas vindas normalmente, mesmo sem entusiasmo.

  15. andre disse:

    Wilkon,

    Bom dia.
    Estudo o Espiritismo há dois anos. Há um ano soube que seria pai e fiquei muitíssimo contente com isso. Eu e minha amada esposa com a qual vivo há 10 anos.
    Acontece que aos três meses nós soubemos que naquele bebê havia um problema crônico renal. Oramos muito, buscamos todos os possíveis tratamentos ainda como feto, mas perdemos nosso Bento.
    Fiquei muitíssimo triste, mas pela literatura e pelo estudo espírita, nos conformamos que aquilo era necessário para a evolução do nosso bebê e nossa também.
    Bem, 4 meses depois disso, engravidamos novamente. Era tudo que queríamos.
    Porém, desta vez eu não estou tão feliz, entusiasmado e ávido por nosso filho como da primeira vez, apesar de ter certeza absoluta de que o quero em minha vida. Não sei, parece que eu fiquei menos caloroso, mais seco, aguardando tudo de fato dar certo para então ter certeza que ele nasceu e não haverá mais risco de perder outro filho.
    Estou com o coração apertado, pois fico me achando mais insensível nesta nova gestação. E não sei se estou receoso por conta da perda do primeiro filho ou se seria uma antipatia minha a este espírito que mora ainda no ventre de minha amada.
    estou muito aflito com isso, pois minha esposa está muito sensível e não sei como conversar isto com ela, entende, dizer que não estou conseguindo amar como eu sempre quis nosso filho…
    Ah, perdi meu pai com um ano de idade, num assalto, e meus dois filhos (o primeiro é este) é do sexo masculino.
    Um abraco fraternal a todos e perdoem o grande texto.

  16. Pedro, mesmo com tudo o que você citou, você continua com plena capacidade de amar e ser amado. A sua preocupação com este assunto prova isso. Mesmo com a maneira equivocada com que ela lhe trata, você não perdeu a noção de amor. Muitas outras pessoas não teriam desenvolvido essa percepção; teriam acreditado que o mundo é assim mesmo, sem amor.
    É bom que você consiga perceber que isso não é proposital da parte dela. Ela não aprendeu a amar. O que ela fez e faz por você é o máximo que ela consegue. Você precisa ter em mente que não há efeito sem causa. A Vida é sábia. Se você reencarnou nesse meio, com essas pessoas, são estas as melhores ferramentas para o seu aprendizado nesta existência. Não “viaje” imaginando doenças. Médicos gostam de nomenclaturas (não são só eles). Você não nem maníaco, nem depressivo, você é um espírito imortal encarnado em fase de importantes aprendizados. Você não vai conseguir gostar dela de um momento pro outro. Mas o amor de verdade se inicia com tentativas como compreensão, tolerância e gratidão. Seja grato pelo que ela conseguiu fazer por você até agora. Provavelmente este pouco custou muito para ela. Pessoas mais fracas abandonam os filhos ou os maltratam deliberadamente. Como você tem essa percepção real do amor, desenvolva isso querendo bem a ela. Isso não é gostar, mas é um exercício para o amor. Ore por ela, perdoando, pedindo perdão e desejando todo o bem do mundo. Não sabemos o que os une desde quando. É possível que vocês tenham laços afetivos mais antigos, e não seria espantoso se descobríssemos que no passado você a tenha prejudicado. Você não é um bosta. Bostas não se ocupam procurando leituras edificantes e não reconhecem o esforço alheio. Você tem todas – TODAS – as condições de ser muito feliz e de fazer outras pessoas muito felizes. Dedique-se a isso! Torne-se um ser melhor, seja útil ao próximo, doe-se. Fazendo aos outros o que você gostaria que fosse feito a você é que você crescerá de fato. Não leia isso como uma tentativa de reanimá-lo ou como uma prática de autoajuda. Se você ler as minhas respostas aos leitores, verá que raramente elas são muito animadoras. Não infeste a sua mente com ideias ridículas de doenças. Ser feliz depende de você, não da sua mãe ou de quem quer que seja. Tenha compaixão dela pela amargura que ela carrega consigo. É possível que por trás dessa mulher amarga esteja um coração doce e fraterno, que foi gravemente magoado e não conseguiu se recuperar ainda.

  17. pedro disse:

    Minha mãe me odeia, ela indiretamente só diz coisas que me deixam mal, me usa de bode expiatório, vê defeitos que só ela vê, diz que sou violento, diz que sou burro, me deixa muito mal. Sei que ela faz isso sem querer, ela nunca dissse que me ama e sou fruto de um engano, porque ela odeia ameu pai e jamais teria casado com ele se voltase atrás. Ela cuidou de mim por obrigação, me deu tudo, roupa, comida, escola, mas nunca me amou de verdade e sempre criou motivos e desculpas pra não me amar e me desprezar, sempre sentiu vergonha de mim. Hoje creio que sou um maníaco depressivo, por causa disso sinto que não consigo me aproximar de ninguém, virei um bosta, tudo que ela disse virou realidade. Gostaria de gostar dela, mas não consigo.

  18. Ana, todos viemos a este plano para aprender de acordo com as nossas possibilidades. Estamos exatamente no meio em que precisamos estar. A descoberta dos porquês faz parte da trajetória de aprendizado.

  19. ana disse:

    Meus pais e minha irmã estão juntos há muitas vidas, e retornaram nesta vida para resolver conflitos que ocorreram entre eles noutras vidas. Já tiveram muitos conflitos terríveis, e eu sempre presenciei isso ao longe, mas hoje estão bem. Essa é a primeira vez que estou com eles. Me sinto um tanto quanto “intrusa”, invisível, pois os três se dão bem entre si e sequer parecem me notar. Conversam, se dão, e eu apenas observo. Não notam minha presença. Vivo angustiada, me sinto excluída, sem utilidade, sem função aqui nesta família. Não sei o que vim fazer aqui, com eles, que já há tanto tempo se conhecem. Gostaria de entender por quê vim aqui.

  20. Morel Felipe Wilkon disse:

    Secundes, estamos todos interligados. Nada impede (apenas a título de exemplo) que você tenha alguma ligação anterior com o filho dele.

  21. Secundes disse:

    Li que renascemos naqueles grupos de ordem familiar a que nos vinculamos anteriormente para continuar com o processo evolutivo da reencarnação. Atualmente convivo com uma pessoa divorciada, e que tem um filho do relacionamento anterior. Apesar do relacionamento pouco amistoso entre os pais, o tratamento dispensado ao menor é excelente. Minha dúvida é a seguinte: Nesta situação, não estou prejudicando o processo evolutivo dele e de seu filho, como família? E como a doutrina se posiciona neste assunto?

  22. Lia disse:

    Morel, penso que sem o aprendizado espírita as coisas se tornariam sem sentido, as coisas nos mostram como ainda precisamos evoluir, obrigada pela resposta objetiva, consoladora!

  23. Morel Felipe Wilkon disse:

    Lia, Nós reencarnamos para aprender a amar. Mas não podemos ignorar que muitas de nossas ligações, principalmente no seio familiar, são oportunidades que a Vida nos oferece para um reajuste às vezes bastante complexo. Se não amarmos, mas apenas cumprirmos com o nosso dever moral, não estaremos solucionando a situação, mas certamente estaremos dando passos importantes. Esse é um estágio importante do aprendizado do amor. Quando Jesus nos recomendou que amemos o nosso inimigo não estava exigindo que nós nutríssemos pelo nosso inimigo o mesmo sentimento puro e agradável que dirigimos a alguém que amamos, alguém com quem tenhamos grandes afinidades e simpatias. Mas justamente que façamos por ele o que estiver ao nosso alcance, que só desejemos o bem para ele, que oremos por ele pedindo as mesmas coisas que pediríamos por alguém muito amado.
    Numa outra oportunidade, se for o caso, voltaremos a reencarnar com este espírito, aí sim, com melhores condições de começar um envolvimento afetivo mais sólido. Pai e mãe sempre tem deveres, e não é possível fugir disso. Em outras relações, como entre o casal, o convívio pode ser desastroso, e, se não houver filhos, às vezes pode ser melhor a descontinuidade da relação do que a insistência apenas por cumprimento do dever. Mas em relação a filhos não há como fugir; nossa consciência exige que façamos a nossa parte.
    Va

  24. lia disse:

    Morel, a convivência existente com muito esforço de uma das partes, no caso a mãe ou o pai, e mesmo com a antipatia enorme entre pai e filho ou mãe e filho, faz-se de tudo para a evolução do filho em todos os sentidos; a pergunta é: Há mérito em uma relação assim onde não há simpatia, apenas o grande esforço da parte dos pais, ou necessariamente tem que se amar? Morel, gostei muito da exposição desse tema nesse texto, obrigada!

  25. Morel Felipe Wilkon disse:

    Joana, quanto à mãe desta criança, vemos todos os dias pessoas que não despertaram para a realidade espiritual, são espíritos que não têm valores, pensam apenas em si e no seu próprio bem-estar. Provavelmente nós já tenhamos passado por este estágio, e para o superarmos quase sempre precisamos do estímulo da dor. É a dor que nos aponta que estamos no caminho errado. Por isso a dor é tão importante no nosso estágio evolutivo. Você age como qualquer pessoa esclarecida e sensível deve agir. É possível que você e estes espíritos encarnados tenham alguma ligação passada, mas isso é só uma hipótese e não é importante. O importante é aproveitarmos as oportunidade de sermos úteis que a Vida nos oferece.
    Fique com Deus.

  26. Joana disse:

    Não sei se meu comentário é pertinente, mas tenho uma situação na minha vida que me intriga e preocupa muito. Tenho um marido que é um homem muito bom pra mim e pra toda família (dele e minha). Ele é divorciado, se casou quando tinha 23 anos com a namorada de 18 que engravidou. Ele achou correto se casar. Porém, depois de cerca de um ano ou dois de casamento (e mais de 4 de namoro), ele descobriu que ela o estava traindo com um colega de trabalho 30 anos mais velho que ela, com uma situação financeira muito boa. Eles se separaram e minha sogra disse que ele ficou arrasado. Ficou 5 anos sem namorar ninguém, até nos conhecermos. Mas o ponto em que quero chegar é que eles nunca criaram o filho, ela delegou a criação à avó desde que a criança nasceu. Não o pegavam Às vezes nem fim de semana. Com a separação, meu marido teve que recorrer à justiça para vê-lo e desde então não deixa de pegá-lo nos seus fins de semana. Ela, por sua vez, não cria o filho e não o pega nem nos fins de semana. Hoje, a criança com 9 anos, diz não gostar da mãe e não entende porque o pai o pega e a mãe não.Ela teve outro filho que é criado com ela e com o senhor com quem ela se casou. A criança tem um bom relacionamento comigo e meu marido, muito carinho com o pai e diz que queria que eu fosse sua mãe. Eu o trato com cuidado e carinho, como faria com qualquer criança, como faço com meus alunos, pois sou professora. Não que eu esteja julgando-a por sua atitude, não sou ninguém para julgar e condenar os outros, mas venho buscando entender o porquê de uma mãe fazer isso e qual o meu papel nisso tudo. Ele é uma criança muito nervosa e carente, mas carinhosa. Quando pequeno, batia com a cabeça no chão. Sigo a doutrina espírita e venho buscando, não uma explicação, mas um apontamento sobre essa situação com a qual me deparei. Ficava com muita raiva, revoltada, mas graças a Deus isso passou. Preciso apenas transmitir amor para essa criança.

  27. Morel Felipe Wilkon disse:

    Maria, não temos como saber o porquê destes fatos acontecerem. Sabemos apenas que não há efeito sem causa, logo, se o seu irmão passa por isso hoje, muito provavelmente, numa existência passada, ele fez alguém passar por situação semelhante ou não valorizou quem estava ao seu lado. Mas isso são apenas especulações. A causa, real, só saberemos depois do desencarne, se tivermos condições psíquicas e morais de suportarmos a verdade.

  28. Maria de Jesus disse:

    Meu irmão teve um filho e logo depois que a criança nasceu a mãe da criança foi embora com a mesma para fora do Brasil, lá ela teve outra família e outros filhos. Sendo assim meu irmão perdeu completamente o contato com o filho dele. Porque esse espírito veio para ficar longe de nossa família? principalmente longe do pai? seria um carma passado?

  29. Morel Felipe Wilkon disse:

    Georgiana, reencarnamos sempre em nosso próprio meio, então é possível que ele seja qualquer um dos dois mencionados. A Vida nos oferece condições ideais de nos rearmonizarmos com o que desarmonizamos no passado. Passamos na vida por situações criadas por nós mesmos, nesta ou em outras existências. O livro E a Vida Continua, de André Luiz, traz um exemplo – embora rápido – de “encaixe” de um filho adotivo em seu lar programado. É uma ótima leitura.
    Georgiana, não trate sua condição sexual como “desvio de conduta”. Se você vive em harmonia com a sua companheira e seu filho, por que isso seria um desvio?
    Fique com Deus.

  30. georgiana disse:

    Nossa, fiquei arrepiada e emocionada novamente com tamanha prudência e explanações claras. Morel, como já lhe disse sou mãe adotiva, mas há algo relevante que gostaria de lhe dizer antes de lhe fazer duas importantes perguntas. Sofri um aborto espontâneo, mesmo sendo uma gravidez não planejada, sofri muito com a perda e passei anos, isso mesmo, anos!!! brigada com Deus por não me conformar com aquela situação. Até que uma amiga que é espírita, sempre honrou a doutrina e pratica o bem ajudando pessoas confusas como fui um dia, me equivoquei mas tive coração para entender e reencontrei meu caminho, minha harmonia com a vida, com Deus. Porém, possuo este desvio de conduta, sou homossexual, embora minha conduta perante a família e sociedade não denigrem minha imagem, não cometo abusos e assim sigo buscando ser uma pessoa melhor a cada dia, lutando contra as más inclinações. Porém esta luta não me levou a querer construir um laço familiar com um homem, e embora eu sempre tenha mantido meu sonho materno, este foi realizado recentemente ao lado de minha companheira e sendo nós mães adotivas. As perguntas caro Morel são contundentes, mesmo ciente que você não é nenhum guru ou senhor de todas as respostas, mas diga-me se há possibilidades de nosso bebê ser o mesmo que perdi (através de aborto espontâneo há 10 anos atrás)?
    Ou se ainda este filho tão amado e querido por nós, poderia ser o pai de minha companheira, que desencarnou há uns 15 anos atrás? A semelhança física, a forma cativante, enfim… são características tão peculiares que nos confunde.
    E outro detalhe seguido de outra pergunta, nosso filho nasceu em outro estado, passou 3 meses sofrendo abandono, passando fome, esquecido… Por que ele teve que passar 3 meses assim até chegar a nós e mudar completamente seu “destino”, hoje embora com apenas 1 ano e meio, é repleto de atenções, cuidados, além do mais importante: É AMADO POR NÓS, POR NOSSA FAMÍLIA E CATIVA A TODOS QUE O CONHECE!!!
    Abraços,
    Bom feriado!
    Até próxima semana!

  31. Morel Felipe Wilkon disse:

    Miriam, eu me interessei pelo assunto algum tempo atrás mas achei um certo exagero nas observações dos autores. São tantas as características de uma criança índigo que chega a ser difícil diferenciá-la de uma criança não índigo. Na verdade, todas as crianças que vêm reencarnando agora são diferentes, por estarem mais bem preparadas para lidar com as mudanças no planeta. Mas isso não faz delas seres especiais. São muitas as fontes de pesquisa, por isso não vou lhe indicar nada. Mas há muita informação no Google; você provavelmente irá encontrar o que procura.

  32. Não sei exatamente o que é ser criança índigo, nasce com ela alguma coisa que podemos identificá-la, o assunto me interessa, pois tenho uma neta de 10 meses que me parece especial dado o alto grau de percepção e concentração que ela tem, entre outras coisas. Ficarei muito grata se obtiver resposta, obrigado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>