Pais e filhos e o Espiritismo | Espírito Imortal

Pais e filhos e o Espiritismo

Pais e filhos e as crianças índigo

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O estudo do Espiritismo demonstra que a Lei de causa e efeito promove a oportunidade de reajuste sempre que a harmonia entre espíritos é quebrada. Muitos pais e filhos estão ligados por fortes laços do passado.

Você compreende seus pais? Não sei se algum outro vínculo afetivo exige tanta compreensão como em relação a nosso pai e mãe. Cada relação precisa de uma determinada qualidade obrigatória para a sua manutenção. Na relação conjugal é a tolerância, na relação entre irmãos o respeito, e por aí vai. Tudo pautado pelo amor, claro.

Mas compreender os pais é algo que devemos fazer, mais cedo ou mais tarde. Ter filhos ou não quase sempre é uma escolha, mas pai e mãe é compulsório. Se os escolhemos, foi antes de reencarnarmos, e sabe-se lá porque voltamos pra cá como filhos deles…

Filhos não vêm com manual de instruções. Não se aprende na escola ou na faculdade como educar filhos. É tudo na prática. Para quem recebe como filho um espírito amigo, parceiro de muitas vidas, o entendimento, a simpatia, os laços de amor facilitam a vida de todos. Mas isso não ocorre como um privilégio de uns poucos escolhidos. Isso ocorre por merecimento, por amadurecimento espiritual e objetivos nobres unindo pais e filhos.

No nosso estágio evolutivo, ainda é muito mais comum que recebamos como filhos antigos desafetos, velhos conhecidos com quem temos ajustes a fazer, companheiros de outras jornadas com quem contraímos dívidas, originadas de crimes e erros de toda espécie. A sabedoria infinita da Natureza faz com que recebamos às vezes um adversário ferrenho sob o disfarce irreconhecível de um bebê frágil e delicado, inspirando cuidados e carinhos.

A Lei de causa e efeito promove a oportunidade de reajuste sempre que a harmonia entre espíritos é quebrada. Cada vez que a harmonia entre dois ou mais espíritos for interrompida, a Lei de causa e efeito reconduz os partícipes dessa desarmonia para uma nova chance, para uma nova tentativa de fraternidade. E a forma mais eficaz dessa fraternidade acontecer talvez seja a convivência no mesmo lar, os laços fortes que unem mãe, pai, filhos.

Não é fácil ser mãe. Não é fácil ser pai. Não é fácil ser filho. Mas não estamos neste planeta pra achar facilidades. Aqui aprendemos a ser fortes, aprendemos a ser disciplinados, aprendemos a controlar nossos pensamentos, aprendemos a amar. Muitas mães e pais se cobram pelos erros que cometeram na criação de seus filhos. Mas essa cobrança, essa percepção do erro só vem com a experiência. Quando os erros foram cometidos, pareciam acertos. A esmagadora maioria das mães e dos pais deu o melhor de si mesma para os filhos, fizeram o que estava ao seu alcance.

É muito fácil perceber um erro depois que somos experimentados no assunto. Mas quando ele acontece é só mais um fato, mais uma ocorrência, mais uma tentativa de acerto. É bom se cobrar. É sinal de maturidade, é demonstração de busca de aperfeiçoamento, de reforma íntima. Mas essa cobrança interna não precisa gerar sofrimento. A única utilidade do sofrimento é alertar que houve um desvio da rota, que o caminho precisa ser corrigido.

Hoje se fala muito em crianças índigo. Busquei alguma coisa na literatura anos atrás, quando me deparei com o assunto, mas confesso que não formei opinião a respeito. Todos os autores se referem às crianças índigo como crianças especiais, que precisam de cuidados especiais. Não sei se é assim ou se não é assim. Mas se todos cuidassem de seus filhos como se fossem crianças índigo, se toda mãe e todo pai seguisse a orientação que se dá para lidar com as crianças índigo, todos os filhos seriam especiais. Filhos não vêm com manual de instruções. Mas as recomendações de como lidar e educar as crianças índigo deveriam ser seguidas em relação a toda e qualquer criança, índigo ou não. Seriam cometidos menos erros, haveria menos cobranças internas e aumentaria a compreensão dos filhos em relação aos pais.

Os artigos escritos por mim expressam a minha opinião. Baseiam-se nos conhecimentos do Espiritismo, no Evangelho de Jesus e em meus próprios conhecimentos e experiências. Não aceite minha opinião sem se questionar. Reflita. Comente. Compartilhe.

15 comentários para Pais e filhos e o Espiritismo

  1. Ana, todos viemos a este plano para aprender de acordo com as nossas possibilidades. Estamos exatamente no meio em que precisamos estar. A descoberta dos porquês faz parte da trajetória de aprendizado.

  2. ana disse:

    Meus pais e minha irmã estão juntos há muitas vidas, e retornaram nesta vida para resolver conflitos que ocorreram entre eles noutras vidas. Já tiveram muitos conflitos terríveis, e eu sempre presenciei isso ao longe, mas hoje estão bem. Essa é a primeira vez que estou com eles. Me sinto um tanto quanto “intrusa”, invisível, pois os três se dão bem entre si e sequer parecem me notar. Conversam, se dão, e eu apenas observo. Não notam minha presença. Vivo angustiada, me sinto excluída, sem utilidade, sem função aqui nesta família. Não sei o que vim fazer aqui, com eles, que já há tanto tempo se conhecem. Gostaria de entender por quê vim aqui.

  3. Morel Felipe Wilkon disse:

    Secundes, estamos todos interligados. Nada impede (apenas a título de exemplo) que você tenha alguma ligação anterior com o filho dele.

  4. Secundes disse:

    Li que renascemos naqueles grupos de ordem familiar a que nos vinculamos anteriormente para continuar com o processo evolutivo da reencarnação. Atualmente convivo com uma pessoa divorciada, e que tem um filho do relacionamento anterior. Apesar do relacionamento pouco amistoso entre os pais, o tratamento dispensado ao menor é excelente. Minha dúvida é a seguinte: Nesta situação, não estou prejudicando o processo evolutivo dele e de seu filho, como família? E como a doutrina se posiciona neste assunto?

  5. Lia disse:

    Morel, penso que sem o aprendizado espírita as coisas se tornariam sem sentido, as coisas nos mostram como ainda precisamos evoluir, obrigada pela resposta objetiva, consoladora!

  6. Morel Felipe Wilkon disse:

    Lia, Nós reencarnamos para aprender a amar. Mas não podemos ignorar que muitas de nossas ligações, principalmente no seio familiar, são oportunidades que a Vida nos oferece para um reajuste às vezes bastante complexo. Se não amarmos, mas apenas cumprirmos com o nosso dever moral, não estaremos solucionando a situação, mas certamente estaremos dando passos importantes. Esse é um estágio importante do aprendizado do amor. Quando Jesus nos recomendou que amemos o nosso inimigo não estava exigindo que nós nutríssemos pelo nosso inimigo o mesmo sentimento puro e agradável que dirigimos a alguém que amamos, alguém com quem tenhamos grandes afinidades e simpatias. Mas justamente que façamos por ele o que estiver ao nosso alcance, que só desejemos o bem para ele, que oremos por ele pedindo as mesmas coisas que pediríamos por alguém muito amado.
    Numa outra oportunidade, se for o caso, voltaremos a reencarnar com este espírito, aí sim, com melhores condições de começar um envolvimento afetivo mais sólido. Pai e mãe sempre tem deveres, e não é possível fugir disso. Em outras relações, como entre o casal, o convívio pode ser desastroso, e, se não houver filhos, às vezes pode ser melhor a descontinuidade da relação do que a insistência apenas por cumprimento do dever. Mas em relação a filhos não há como fugir; nossa consciência exige que façamos a nossa parte.
    Va

  7. lia disse:

    Morel, a convivência existente com muito esforço de uma das partes, no caso a mãe ou o pai, e mesmo com a antipatia enorme entre pai e filho ou mãe e filho, faz-se de tudo para a evolução do filho em todos os sentidos; a pergunta é: Há mérito em uma relação assim onde não há simpatia, apenas o grande esforço da parte dos pais, ou necessariamente tem que se amar? Morel, gostei muito da exposição desse tema nesse texto, obrigada!

  8. Morel Felipe Wilkon disse:

    Joana, quanto à mãe desta criança, vemos todos os dias pessoas que não despertaram para a realidade espiritual, são espíritos que não têm valores, pensam apenas em si e no seu próprio bem-estar. Provavelmente nós já tenhamos passado por este estágio, e para o superarmos quase sempre precisamos do estímulo da dor. É a dor que nos aponta que estamos no caminho errado. Por isso a dor é tão importante no nosso estágio evolutivo. Você age como qualquer pessoa esclarecida e sensível deve agir. É possível que você e estes espíritos encarnados tenham alguma ligação passada, mas isso é só uma hipótese e não é importante. O importante é aproveitarmos as oportunidade de sermos úteis que a Vida nos oferece.
    Fique com Deus.

  9. Joana disse:

    Não sei se meu comentário é pertinente, mas tenho uma situação na minha vida que me intriga e preocupa muito. Tenho um marido que é um homem muito bom pra mim e pra toda família (dele e minha). Ele é divorciado, se casou quando tinha 23 anos com a namorada de 18 que engravidou. Ele achou correto se casar. Porém, depois de cerca de um ano ou dois de casamento (e mais de 4 de namoro), ele descobriu que ela o estava traindo com um colega de trabalho 30 anos mais velho que ela, com uma situação financeira muito boa. Eles se separaram e minha sogra disse que ele ficou arrasado. Ficou 5 anos sem namorar ninguém, até nos conhecermos. Mas o ponto em que quero chegar é que eles nunca criaram o filho, ela delegou a criação à avó desde que a criança nasceu. Não o pegavam Às vezes nem fim de semana. Com a separação, meu marido teve que recorrer à justiça para vê-lo e desde então não deixa de pegá-lo nos seus fins de semana. Ela, por sua vez, não cria o filho e não o pega nem nos fins de semana. Hoje, a criança com 9 anos, diz não gostar da mãe e não entende porque o pai o pega e a mãe não.Ela teve outro filho que é criado com ela e com o senhor com quem ela se casou. A criança tem um bom relacionamento comigo e meu marido, muito carinho com o pai e diz que queria que eu fosse sua mãe. Eu o trato com cuidado e carinho, como faria com qualquer criança, como faço com meus alunos, pois sou professora. Não que eu esteja julgando-a por sua atitude, não sou ninguém para julgar e condenar os outros, mas venho buscando entender o porquê de uma mãe fazer isso e qual o meu papel nisso tudo. Ele é uma criança muito nervosa e carente, mas carinhosa. Quando pequeno, batia com a cabeça no chão. Sigo a doutrina espírita e venho buscando, não uma explicação, mas um apontamento sobre essa situação com a qual me deparei. Ficava com muita raiva, revoltada, mas graças a Deus isso passou. Preciso apenas transmitir amor para essa criança.

  10. Morel Felipe Wilkon disse:

    Maria, não temos como saber o porquê destes fatos acontecerem. Sabemos apenas que não há efeito sem causa, logo, se o seu irmão passa por isso hoje, muito provavelmente, numa existência passada, ele fez alguém passar por situação semelhante ou não valorizou quem estava ao seu lado. Mas isso são apenas especulações. A causa, real, só saberemos depois do desencarne, se tivermos condições psíquicas e morais de suportarmos a verdade.

  11. Maria de Jesus disse:

    Meu irmão teve um filho e logo depois que a criança nasceu a mãe da criança foi embora com a mesma para fora do Brasil, lá ela teve outra família e outros filhos. Sendo assim meu irmão perdeu completamente o contato com o filho dele. Porque esse espírito veio para ficar longe de nossa família? principalmente longe do pai? seria um carma passado?

  12. Morel Felipe Wilkon disse:

    Georgiana, reencarnamos sempre em nosso próprio meio, então é possível que ele seja qualquer um dos dois mencionados. A Vida nos oferece condições ideais de nos rearmonizarmos com o que desarmonizamos no passado. Passamos na vida por situações criadas por nós mesmos, nesta ou em outras existências. O livro E a Vida Continua, de André Luiz, traz um exemplo – embora rápido – de “encaixe” de um filho adotivo em seu lar programado. É uma ótima leitura.
    Georgiana, não trate sua condição sexual como “desvio de conduta”. Se você vive em harmonia com a sua companheira e seu filho, por que isso seria um desvio?
    Fique com Deus.

  13. georgiana disse:

    Nossa, fiquei arrepiada e emocionada novamente com tamanha prudência e explanações claras. Morel, como já lhe disse sou mãe adotiva, mas há algo relevante que gostaria de lhe dizer antes de lhe fazer duas importantes perguntas. Sofri um aborto espontâneo, mesmo sendo uma gravidez não planejada, sofri muito com a perda e passei anos, isso mesmo, anos!!! brigada com Deus por não me conformar com aquela situação. Até que uma amiga que é espírita, sempre honrou a doutrina e pratica o bem ajudando pessoas confusas como fui um dia, me equivoquei mas tive coração para entender e reencontrei meu caminho, minha harmonia com a vida, com Deus. Porém, possuo este desvio de conduta, sou homossexual, embora minha conduta perante a família e sociedade não denigrem minha imagem, não cometo abusos e assim sigo buscando ser uma pessoa melhor a cada dia, lutando contra as más inclinações. Porém esta luta não me levou a querer construir um laço familiar com um homem, e embora eu sempre tenha mantido meu sonho materno, este foi realizado recentemente ao lado de minha companheira e sendo nós mães adotivas. As perguntas caro Morel são contundentes, mesmo ciente que você não é nenhum guru ou senhor de todas as respostas, mas diga-me se há possibilidades de nosso bebê ser o mesmo que perdi (através de aborto espontâneo há 10 anos atrás)?
    Ou se ainda este filho tão amado e querido por nós, poderia ser o pai de minha companheira, que desencarnou há uns 15 anos atrás? A semelhança física, a forma cativante, enfim… são características tão peculiares que nos confunde.
    E outro detalhe seguido de outra pergunta, nosso filho nasceu em outro estado, passou 3 meses sofrendo abandono, passando fome, esquecido… Por que ele teve que passar 3 meses assim até chegar a nós e mudar completamente seu “destino”, hoje embora com apenas 1 ano e meio, é repleto de atenções, cuidados, além do mais importante: É AMADO POR NÓS, POR NOSSA FAMÍLIA E CATIVA A TODOS QUE O CONHECE!!!
    Abraços,
    Bom feriado!
    Até próxima semana!

  14. Morel Felipe Wilkon disse:

    Miriam, eu me interessei pelo assunto algum tempo atrás mas achei um certo exagero nas observações dos autores. São tantas as características de uma criança índigo que chega a ser difícil diferenciá-la de uma criança não índigo. Na verdade, todas as crianças que vêm reencarnando agora são diferentes, por estarem mais bem preparadas para lidar com as mudanças no planeta. Mas isso não faz delas seres especiais. São muitas as fontes de pesquisa, por isso não vou lhe indicar nada. Mas há muita informação no Google; você provavelmente irá encontrar o que procura.

  15. Não sei exatamente o que é ser criança índigo, nasce com ela alguma coisa que podemos identificá-la, o assunto me interessa, pois tenho uma neta de 10 meses que me parece especial dado o alto grau de percepção e concentração que ela tem, entre outras coisas. Ficarei muito grata se obtiver resposta, obrigado.

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