Família

Pais e filhos e as crianças índigo

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Artigo publicado originalmente em 16/11/2012

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O estudo do Espiritismo demonstra que a Lei de causa e efeito promove a oportunidade de reajuste sempre que a harmonia entre espíritos é quebrada. Muitos pais e filhos estão ligados por fortes laços do passado.

Você compreende seus pais? Não sei se algum outro vínculo afetivo exige tanta compreensão como em relação a nosso pai e mãe. Cada relação precisa de uma determinada qualidade obrigatória para a sua manutenção. Na relação conjugal é a tolerância, na relação entre irmãos o respeito, e por aí vai. Tudo pautado pelo amor, claro.

Mas compreender os pais é algo que devemos fazer, mais cedo ou mais tarde. Ter filhos ou não quase sempre é uma escolha, mas pai e mãe é compulsório. Se os escolhemos, foi antes de reencarnar, e sabe-se lá porque voltamos pra cá como filhos deles…

Pais e filhos e as crianças índigo

Filhos não vêm com manual de instruções. Não se aprende na escola ou na faculdade como educar filhos. É tudo na prática. Para quem recebe como filho um espírito amigo, parceiro de muitas vidas, o entendimento, a simpatia, os laços de amor facilitam a vida de todos. Mas isso não ocorre como um privilégio de uns poucos escolhidos. Isso ocorre por merecimento, por amadurecimento espiritual e objetivos nobres unindo pais e filhos.

No nosso estágio evolutivo, ainda é muito mais comum que recebamos como filhos antigos desafetos, velhos conhecidos com quem temos ajustes a fazer, companheiros de outras jornadas com quem contraímos dívidas, originadas de crimes e erros de toda espécie. A sabedoria infinita da Natureza faz com que recebamos às vezes um adversário ferrenho sob o disfarce irreconhecível de um bebê frágil e delicado, inspirando cuidados e carinhos.

A Lei de causa e efeito promove a oportunidade de reajuste sempre que a harmonia entre espíritos é quebrada. Cada vez que a harmonia entre dois ou mais espíritos for interrompida, a Lei de causa e efeito reconduz os partícipes dessa desarmonia para uma nova chance, para uma nova tentativa de fraternidade. E a forma mais eficaz dessa fraternidade acontecer talvez seja a convivência no mesmo lar, os laços fortes que unem mãe, pai, filhos.

Não é fácil ser mãe. Não é fácil ser pai. Não é fácil ser filho. Mas não estamos neste planeta pra achar facilidades. Aqui aprendemos a ser fortes, aprendemos a ser disciplinados, aprendemos a controlar nossos pensamentos, aprendemos a amar. Muitas mães e pais se cobram pelos erros que cometeram na criação de seus filhos. Mas essa cobrança, essa percepção do erro só vem com a experiência. Quando os erros foram cometidos, pareciam acertos. A esmagadora maioria das mães e dos pais deu o melhor de si mesma para os filhos, fizeram o que estava ao seu alcance.

É muito fácil perceber um erro depois que somos experimentados no assunto. Mas quando ele acontece é só mais um fato, mais uma ocorrência, mais uma tentativa de acerto. É bom se cobrar. É sinal de maturidade, é demonstração de busca de aperfeiçoamento, de reforma íntima. Mas essa cobrança interna não precisa gerar sofrimento. A única utilidade do sofrimento é alertar que houve um desvio da rota, que o caminho precisa ser corrigido.

Hoje se fala muito em crianças índigo. Busquei alguma coisa na literatura anos atrás, quando me deparei com o assunto, mas confesso que não formei opinião a respeito. Todos os autores se referem às crianças índigo como crianças especiais, que precisam de cuidados especiais. Não sei se é assim ou se não é assim. Mas se todos cuidassem de seus filhos como se fossem crianças índigo, se toda mãe e todo pai seguisse a orientação que se dá para lidar com as crianças índigo, todos os filhos seriam especiais. Filhos não vêm com manual de instruções. Mas as recomendações de como lidar e educar as crianças índigo deveriam ser seguidas em relação a toda e qualquer criança, índigo ou não. Seriam cometidos menos erros, haveria menos cobranças internas e aumentaria a compreensão dos filhos em relação aos pais.

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86 Comentários

  1. Interessante. Pra mim, não faz sentido essa gente que fica se prendendo ao pensamento de uma criança ser um espírito especial. É só uma tentativa de compensação e projeção de querer ser/ter criado algo especial.

  2. Olá, Morel. Estou estudando a doutrina espírita por alguns meses, mesmo sempre tendo um entendimento e afinidade por isso, estou entendendo várias coisas mais esclarecidamente. O que mais me aflige é: tenho um medo incontrolável de perder minha mãe toda vez que não estamos juntas. Um aperto no coração e uma vontade de chorar me atormentam. Por favor, ficaria grata se pudesse me ajudar.

  3. Morel, tem-se falado muito em Moisés nos últimos tempos, até pela questão da novela transmitida pela rede Record. Você poderia falar da importância do mesmo para o espiritismo?! Abraço!

    Ps: Tem-se colocado em cheque a existência do mesmo principalmente pelos arqueólogos e historiadores. Se chegassem a comprovar a não existência de Moisés, como ficaria essa questão no meio espírita, até porque para os espíritas Moisés foi a 1º revelação!

  4. Bom Dia a todos! Sou espírita, acredito que Deus não cria seres carimbados, e de amor, compreensão e carinho carecemos todos nós! Fraternal Abraço!

  5. Aquele filho (a) que compreende a identidade espiritual, história de vida existencial dos pais em conexão com a sua, justificando as atitudes em geral, impensadas… Podemos considerar como um ser espiritual iluminado, com esforço galgando mais um degrau nessa escala de progresso do espírito encarnado. Embora num corpo infantil, possui um espírito em idade avançada, com capacidade de ser forte em várias situações turbulentas e reagir a elas. O perdão, a gratidão e a fé denotam a sua inteligência sensibilizada de outros contextos históricos existenciais, a sua compaixão e gratidão acima de tudo pelos responsáveis pelo seu corpo físico, razão de seu progresso de Vida espiritual. Mesmo se desenvolvendo em um meio ambiente de desamor, responde com humildade, amor e respeito aos seus responsáveis, auxiliando-os como pode. Não existirão culpas, pelo menos desta realidade existencial para essa alma. A culpa que pode lhe corroer o coração é o pensamento fortuito de ter amado imensos blocos de gelos, icebergs, que como tal com o tempo se desmancharam num imenso oceano de amor, como que aquecidos pelo calor e as carícias dos raios de Sol, expressão de eterna gratidão por sua Vida corporal, mesmo se indesejada! Por fim, clama ao Pai Celestial perdão, que lhes dê a recompensa por estar no caminho, embora a passos lentos que aproxima essa alma de Deus. Assim seja, segundo os desígnios do Pai, Celestial. Abençoada Doutrina Espírita como um farol que direciona os caminhos a serem percorridos pelas almas em sofrimento.

  6. Ana Flavia, você não precisa fazer regressão para perceber que uma relação conturbada como essa tem a sua origem em outras existências. Sendo assim, o simples fato de você estar se esforçando e desenvolvendo a consciência de que precisa ser melhor com ela, já é um grande avanço. Não force a barra, vá devagar. Demonstre o seu amor, compreenda que ela provavelmente ainda é menos esclarecida que você. No final, tudo dá certo.

  7. Ana, é compreensível o seu sentimento. É muito fácil me colocar no seu lugar e sentir o vazio que ficaria em mim por não ter me preparado melhor para a despedida. Mas este sentimento, no fundo, é benéfico. Nós sofremos porque nos apegamos às pessoas, aos laços afetivos que formamos, mas esse sentimento é belo e engrandecedor. Assim que amainar a sua dor, você terá só o amor construído em seu coração, pois é pra isso que servem nossas relações: para construirmos o amor em nós. Dê tempo ao tempo, não ouse se culpar, lembre dela com leveza e carinho – não dificulte as coisas para ela com choro e sofrimento excessivo.
    Fique com Deus.

  8. Morel, estou com uma grande dor em meu coração… Minha relação com minha mãe sempre foi conturbada, acredito que tenha relação com outras vidas, pois é desde pequena. Agora estou com 35 anos e dois filhos e tento, realmente tento, ser uma filha melhor, mas as marcas desse tempo enraizaram e há quase 20 dias estamos brigadas… É muita mágoa que temos uma com a outra, agora parece que ela está alimentando esse sentimento todo. Sei que ela precisa de ajuda, pois há pouco mais de 2 anos meu pai faleceu e ela ficou sozinha, e ele mesmo me pediu antes de entrar em coma por 48 dias, que a gente não brigasse mais. Desde então tento fazer isso, mas não dá. Ela precisa muito de ajuda, mas tudo que eu falo é para ofendê-la… Já pensei até fazer regressão. Depois da morte de meu pai, tentei ficar mais perto dela, pedindo para cuidar dos menus filhos para trabalhar, mas ela vinha por obrigação… Ela dizia que tinha muita coisa para fazer, quando na verdade, a vida dela está vazia, sem direção… Ela já tentou suicídio quando adolescente e outra vez quando ainda meu pai era vivo. Não sei o que fazer, quero ajudar mas também tenho muita mágoa dela em muitas coisas ainda.

  9. Morel, minha màe se foi hà 20 dias. Eu nào pude ir ao hospital quando ela foi operada do coraçào, e apesar de ter uma irmà que estava com ela o tempo todo, pois moravam juntas lamento muito nào ter ido. Tampouco pude ir ao enterro, pois moro na Italia, e alèm de nào dispor de dinheiro para a viagem naquele momento, ainda estava muito em duvida de deixar sozinho meu marido, que està com cancer em estado avanzado. Eu e minha mae sempre tivemos um otimo relacionamento, sempre a ajudei no que pude, mas neste momento senti que falhei. Està dificil me livrar deste sentimento. Nòs nos comunicavamos todos os domingos por skype e no ultimos um mes e meio todos os dias por whats app. Sempre fomos amigas alem de màe e filha. A operaçào dela foi bem, e eu estava rezando muito e na confiança que ela iria sarar e assim ia dar para eu ir ve-la em breve e atè ajudà-la uns dias na recuperaçào em casa. Mas houveram complicaçòes e umas duas semanas depois, quando parecia que ela estava se recuperando, em vez disso ela veio a falecer. Fiquei muito triste, por nao ter estado com ela nestes momentos e nem ter ido no enterro. Sei que ela sabia de tudo, das minhas dificuldades naquele momento, mas mesmo assim, me sinto muito triste de nào ter ido. Rezo muito para ela. A amo muito. Diga-me, por favor, o que pensas… Porque tudo foi acontecer justo agora? Se fosse somente um mes depois eu teria estado là, ao seu lado.

  10. Fabiana, “inimigo” é uma palavra forte. Mas você sabe que é muito comum que espíritos que têm diferenças sérias uns com os outros reencarnem próximos. Agora é a oportunidade de vocês se reajustarem. É claro que não conseguimos morrer de amores por alguém com quem temos tantas diferenças. Quando Jesus disse para amarmos os nossos inimigos, ele nos orientou a aprendermos a ver os pontos positivos dessas pessoas, a orar por elas, a perdoar sempre. Isso já é um grande passo.
    Seja forte, não perca de vista que todos nós cometemos erros graves no passado. Suas ideias de suicídio indicam isso. Não torne a cometer erros que podem comprometer a sua felicidade. Espiritualize-se, faça o bem, dê o melhor de si mesma, seja útil ao próximo – você verá como isso nos preenche e como tudo se torna mais fácil e alegre.
    Sugiro a leitura de Sexo e Destino, de André Luiz.
    Deus te abençoe.

  11. Eu e minha mãe brigamos muito, ela é minha mãe adotiva, eu quando estou perto dela o meu estômago doi, e passo mal. Já tentei me matar várias vezes por causa dela, será que fomos inimigas na outra vida, também eu sou espírita há 8 meses.

  12. Meu nome é Elaine,
    Meu filho de 07 anos (Gustavo) está sofrendo de síndrome do pânico devido ao medo execução de me perder. O psicólogo me disse que o maior medo dele é que eu morra, ele sempre fica imaginando que algo de ruim pode acontecer comigo. Ele já não está conseguindo frequentar a escola, não tem amigos, só quer ficar o tempo todo grudado em mim. Estou apavorada, isso pode ter a ver com vidas passadas? Por favor me ajude!

  13. Morel, cheguei aqui por acaso, procurando saber sobre pessoas com gênio ruim. Lendo algumas respostas suas vi que fala que mães mais fracas abandonam os filhos. Por egoísmo etc. Te digo que quero muito entregar minha filha para o pai, eu não aguento a personalidade dela. Ela tem um lado bom que sempre estou elogiando, mas seu pior lado é quando é contrariada sendo capaz de fazer qualquer coisa. E nisso ela é idêntica ao pai. E os anos estão se passando e não vejo melhoras. Sinceramente sinto muito em pensar assim, mas acho que espíritos semelhantes como os deles devem ficar próximos, pois devem se entender melhor. Não quero ter que passar pelo que passei com o pai dela. Já sofri muito nesta vida, e às vezes acabo falando coisas ruins com ela. Mas sempre é ela que desperta o pior de mim. Tem vezes que tenho paciência, consigo amar mesmo recebendo pedras, mas tem momentos que não, ela consegue despertar a ira em mim e aí não tem amor que dê conta e isso faz mal para mim e para ela. Gosto da paz. Da harmonia. Quero sim pensar em mim em meus estudos e quem sabe um dia possamos ser amigas de verdade. Isso foi o que sempre desejei. Que minha filha me visse como uma grande amiga.

  14. Anita, abandone a ideia de culpa. Não somos culpados, somos responsáveis pelos nossos atos. Ao impedir a reencarnação de um espírito através de você, você prejudicou a ele e a si mesma, alterando o seu campo genésico. Não faltarão oportunidades para você reparar o erro cometido. A adoção pode ser uma boa saída. Fique bem.

  15. Morel, na minha adolescência tive 2 abortos, um foi provocado, fiquei totalmente apavorada com a possibilidade de meu pai saber, fiquei em pânico. O segundo foi uma gravidez ectópica. Sou católica e tudo isso me angustiava muito, me sentia muito mal, mas não enxergava outra saída, tinha muito medo do meu pai. Me confessei na igreja com um padre e o sentimento foi muito forte, me senti perdoada, chorava muito, foi uma experiência muito bonita. Os anos se passaram e conheci meu marido, sou muito feliz na companhia dele graças a Deus. Nunca fui louca para ter filhos, mas chegou um momento que parece que surgiu o desejo, só que tive outra vez 2 abortos, só que esses espontâneos, com 7 e 8 semanas… Me senti culpada, e com sentimentos contraditórios… até hoje tenho dúvidas se quero ou não ter filhos… isso me incomoda, queria às vezes ser como essas mulheres que são loucas pra ter filhos, que não têm dúvidas… estou buscando no espiritismo algumas explicações, algum consolo… penso em adotar, isso me traz uma sensação boa, mas mesmo assim minhas dúvidas sempre me assombram…

  16. Igor, isso é automático. Nosso corpo é a exteriorização física do espírito. Somos atraídos aos nossos futuros pais por afinidade e plasmamos o nosso corpo automaticamente, manifestando na matéria densa as nossas particulares disposições.

  17. Luana, se você conhece as obras de Kardec, não deveria buscar uma resposta diferente por se tratar de uma criança. Crianças são espíritos tão ou mais velhos do que nós, Luana. Não é porque um espírito está temporariamente revestido de um corpo pequeno e frágil que ele deixa de ser um espírito velho, teimoso e comprometido. É normal, em nosso estágio evolutivo, termos antipatia por algumas pessoas – é uma questão (entre outras coisas) energética. O fato de ser criança não muda isso em nada.
    É claro que temos que tentar vencer essa antipatia. Até porque, se ela é muito acentuada, pode ser indício de que já nos conhecíamos, e o reencontro pode ser uma oportunidade de reajuste.

  18. Olá, leio bastante seu site, cada dia aprendo mais, porém tenho um único problema que é não conseguir gostar da minha sobrinha de apenas 6 anos. Mas isso desde seu nascimento, nunca fui fã de criança, não tenho e não quero filhos, mas evito ir a lugares onde ela esteja e quando a encontro não me sinto bem com a presença. Ela é filha de pais separados, meu irmão (não de sangue, pois é adotado) não dá a devida atenção à filha. Não achei aqui na internet e nem nas obras de Kardec algo que respondesse essa questão quando se trata de criança. Desde já agradeço a atenção. Abraços.

  19. Camila, o lar é reunião de velhos conhecidos. Uns, unidos por laços de afeto; outros, unidos por laços de desafeto…
    Não se cobre. Dê o melhor de si, mas sem criar muitas expectativas. Agradeça a Deus pela oportunidade de reparar possíveis danos que você tenha causado a ela no passado, ou, se não isso, pela chance de crescer espiritualmente orientando, como mãe, um espírito com quem tem diferenças. É nos atritos que crescemos. Seria muito bom se em nosso lar tivéssemos apenas laços de afeto. Mas, em nosso estágio evolutivo, em que temos muito a aprender, certamente não cresceríamos muito. Crescemos espiritualmente através do esforço, da superação de nossas fraquezas.
    Seja forte e não se cobre. Amar é uma coisa; gostar e ter afinidade é outra coisa. Ame e não se culpe pelas diferenças.

  20. Morel, entrei no seu site buscando algumas respostas, pois minha cabeça está muito confusa e isso tem me causado muito sofrimento. Sou casada pela segunda vez, tenho dois filhos, uma do primeiro casamento e outro do segundo. Quando me casei pela primeira vez era muito jovem e a imaturidade prejudicou muito nosso relacionamento, que sempre foi muito conturbado, mas a gravidez da minha filha foi planejada e desejada e sua chegada naquele momento foi uma benção para minha vida. A separação não foi nada fácil e todos sofremos muito, minha filha na época não se revoltou, lutei com todas as forças e fiz tudo o que pude pra dar a ela um lar com amor, no entanto nós duas nunca tivemos muita afinidade. Depois de alguns anos me casei novamente e tive outro filho com o qual me identifico muito. Amo os dois incondicionalmente, mas é visível a proximidade que tenho com meu filho mais novo e agora na adolescência essa revolta aflorou em minha filha mais velha. Nossa vida tem sido um caos, brigamos o tempo todo e de forma ofensiva, busco me controlar de todas as formas, mas é incrível como que com 12 anos ela pode ser tão cruel me atacando nas minhas feridas mais profundas. Não vejo nenhum traço da minha personalidade nela e te confesso que às vezes me vejo como se fôssemos duas estranhas, é como se ela não tivesse nascido de mim, me cobro por isso, pois sei que minha obrigação é ama-la e protegê-la sobre meus braços, no entanto neste momento o que vivo são farpas e sei que isso está machucando a mim e a ela…

  21. Gêrda, quando você diz que não consegue ver laços entre vocês você está imaginando laços de afeto. Não há laços de afeto entre vocês, mas isso não quer dizer que não haja laços entre vocês. Nos ligamos justamente com as pessoas com quem temos laços. Esses laços podem ser de afeto ou desafeto. Se não houvesse laços anteriores entre vocês, vocês se dariam bem – a não ser que você seja uma péssima mãe; pois o normal é que pais e filhos se deem bem, independente de se gostarem muito ou não. O que parece haver é que vocês têm fortes diferenças que começaram em outras existências. Agora a Vida reuniu vocês novamente para que vocês se rearmonizem. Você só vai conseguir mudar um pouco essa situação com muito amor.
    Sugiro a leitura do livro Entre a terra e o céu, de André Luiz. Você o encontra neste site na aba LIVROS no menu.

  22. Angela, na verdade não planejamos quase nada. Só os espíritos um pouco mais evoluídos, comprometidos com o trabalho no Bem, é que têm condições de planejarem alguma coisa. As famílias são quase sempre formadas através da sintonia entre os seus membros. Quase sempre nos relacionamos mais intimamente com os espíritos com que já temos antigos laços de amor e ódio.

  23. Olá, tudo bem? Gostaria de saber por que não consigo ter uma boa relação com minha filha. Ela tem 16 anos e desde quando ela nasceu tem um contato enorme com a avó paterna, o que a deixa mais distante ainda de mim. Mas isso não é nada, quando se refere à relação com o pai essa é pior ainda, pois ela não fala com ele desde os 11 anos, vivemos sempre em conflitos e pra minha maior tristeza sinto que não fui sua mãe em outra vida, não consigo ver nenhum laço entre nós duas.

  24. Olá Morel. Tenho 34 anos, uma vida financeira estável, há três meses consegui o trabalho do meus sonhos e de lá pra cá comecei a ter muita vontade de ser mãe… sou solteira, e pela minha idade estou pensando em ter um filho sozinha. Confesso que sinto medo, receio. Gostaria de ser mãe com uma família, mas a vida às vezes não segue como planejamos. Vi que você colocou na matéria que os pais combinam antes mesmo de reencarnar também? Ou seria uma decisão só minha?

  25. Henrique, não ensinamos com palavras, mas com atitudes – e isso demora. Você só pode demonstrar que está certo através das suas atitudes. Se elas forem inequivocamente corretas, e se eles forem bons observadores, poderão considerar o se modo de pensar. Mas com palavras insistentes você só vai aborrecê-los.

  26. Tenho 14 anos e sinto que já fui pai da minha mãe em uma vida passada e nesta vim como filho dela pra tentar ensiná-la algumas coisas, tenho um forte amor incondicional pela minha mãe, mas com meu pai sinto uma forte energia negativa desde pequeno (por alguns motivos pessoais aumentaram mais ainda). E sinto que tenho a missão de ensinar algumas coisas para eles (especialmente para minha mãe) mas eles não me ouvem e dizem que sou radical em muitas coisas (ser vegetariano por exemplo). Queria um conselho por favor, pois não sei mais o que fazer.

  27. Ca, esse é o jeito deles. Nenhum de nós reencarna à toa em determinado meio familiar. Esse lar era, sem dúvida, o melhor meio para o seu desenvolvimento. Compete a vocês, agora, colocar limites no modo de agir deles em relação a vocês. Todas as famílias apresentam os seus desafios. Este é o de vocês.

  28. Olá! Boa tarde!
    Eu tenho 22 anos e uma irmã de 28… e infelizmente eu tenho conflitos com meus pais, pois, por motivos não tão sérios, eles fazem uma confusão enorme! Eles acham que nunca somos adultas o suficiente e tratam a gente como uma verdadeira criança… quando não conta nada para eles, eles falam que a gente não fala porque somos sonsas, mentimos… questiona até um tipo de roupa e por aí vai… Minha mãe é dependente do meu pai e acha que só porque ela deu satisfação a ele a gente tem a mesma obrigação. Já tentei ser amiga dela, mas não tem jeito, porque tudo ela fica com medo do que meu pai vai pensar da gente. Eu sinceramente me sinto mal por isso porque eu vejo tantas pessoas dando trabalho de verdade aos pais e eu e minhã irmã não somos filhas de dar dor de cabeça!

  29. Suas respostas me foram de grande ajuda em momento difícil, e acredito que tenham sido de grande ajuda para tantas outras pessoas. Peço ao amigo que se cuide e trate bem de si mesmo para continuar ajudando nossos irmãos aqui na terra. Parabéns pela missão e obrigada pela ajuda.

  30. Lourdes, ainda não tive o privilégio de conhecer ninguém sem problemas. Problemas como os seus são comuns – quase todo o mundo os têm. É claro que nos momentos de maior gravidade não gostamos de ouvir isso, pois a impressão que temos é que o mundo é uma espécie de complô contra nós. Mas não é. Na verdade, o Universo é um complô a nosso favor; nós é que nem sempre (ou quase nunca) conseguimos perceber isso.
    O seu problema, por exemplo: É evidente que você e o seu filho são antigos desafetos que se reencontraram. Todos nós cometemos erros no passado, em outras existências. Quando a Vida nos proporciona condições de repararmos esses erros, recebendo como filhos espíritos que precisam de nossa ajuda (talvez os mesmos a quem tenhamos prejudicado no passado), nós reclamamos. Você não abortou, e fez muito bem. Deu o melhor de si educando-o. Isso não é o suficiente, ainda, para que o seu filho seja uma pessoa íntegra, responsável. Mas o que importa é fazermos a nossa parte – eles vão aprendendo conosco pouco a pouco. Se revoltar não adianta; isso é atitude de fracos. A revolta só complica as coisas. Você era católica: tanto católicos como espíritas seguem Jesus. Jesus não pediu facilidades. E o ensinamento que ele nos legou é para ser colocado em prática. Não precisamos sair pregando por aí e darmos a nossa vida pelo semelhante. Nossa parte é bem menor: darmos de nós mesmos ao nosso próximo mais próximo – no seu caso, atualmente, o seu filho. É fácil? Não; eu sei que não. Mas não existe nenhuma vitória importante que não exija esforço.

  31. Cheguei no site, buscando por filhos que fazem pais sofrerem.
    Tenho dois filhos, uma de 30 e um filho de 24 anos. Quando fiquei grávida dele, eu queria, mas não era o momento adequado, por estar passando por uma fase difícil financeiramente, pensei em abortar e me dirigi ao local para isso com meu marido, mas não deu, porque comecei a chorar e optamos por deixar nascer. Durante sua infância, tudo corria bem, no primeiro grau, começou a dar trabalho, não era muito de estudar, e eu sempre fazendo de tudo para que fosse um bom aluno. Aos 15, tomou jeito. Ficou adulto, e estamos sempre discutindo, ele é teimoso e prepotente. Fiz uma obra onde moramos e conversando sobre a responsabilidade dele ajudar na despesa de casa, que via que tinha gasto muito dinheiro, a resposta foi, você fez obra porque quis, resumindo, sempre faço de tudo para agradar, para ajudar, mas quando chega na vez dele, é egoísta e só pensa nele. Sempre dei liberdade com horários, com o tempo, vieram as namoradas, e sempre alertei para não ter filho antes da hora, já está formado, mas ainda não se sustenta, a não ser suas próprias despesas pessoais. Há cinco meses atrás arrumou uma namorada, ela com 26 anos, não achei necessário falar para se prevenirem, pois são dois adultos. No domingo, fui comunicada que serei avó, ela grávida de sete semanas, ou seja, engravidou com três meses de namoro. Gente, tanto que avisei, ou seja, não deu a mínima para o que sempre pedi. A impressão que tenho é que ele veio para me fazer sofrer, por tudo que faz. Eu era católica, com crenças no espiritismo, (kardec), mas devido a certos acontecimentos, tornei-me uma pessoa descrente de tudo desde fevereiro desse ano. Não consigo aceitar o que ele fez.

  32. Passo por uma situação delicada entre eu e minha mãe, ela quer me moldar ao gosto dela e sempre aparecem conflitos por conta desse jeito “perfeito” dela. É muito difícil e doloroso!

  33. Oi, Morel, obrigada por me responder. Não busquei essa notícia trágica, abri um site e estava estampado lá, e tudo que se refere a crianças me toca de uma forma muito forte, talvez por eu ter filhos, não sei… E talvez por nunca ter entendido todos esses males que acometem as crianças.

  34. Camila, mesmo não tendo resposta para tudo, eu poderia tentar explicar a você meu entendimento a esse respeito.
    Mas percebo que o seu foco está equivocado. O que leva você a se ocupar com coisas tão negativas? O mundo está cheio de coisas belíssimas, nunca houve tanta gente boa, querendo um mundo melhor e se movimentando para isso. Como católica, você sabe que nunca houve um papa de mente tão aberta, capaz de gerar transformações no pensamento de milhões de pessoas. É claro que existem coisas ruins: é só ligar a televisão que nos abastecemos de tragédias para a semana toda. Mas nossos foco não pode ser este. Se queremos um mundo melhor, temos que ocupar nossos pensamentos com coisas boas. O mundo exterior é reflexo do que somos por dentro. Há, ainda, muitos espíritos desequilibrados reencarnando na Terra, por isso essas coisas horríveis. Mas a luz que você diz que quer você não encontrará em notícias trágicas.
    Fique com Deus.

  35. Olá, cheguei até esse site pesquisando “como o espiritismo explica o sofrimento de bebês”, depois de ler uma reportagem de uma mãe e um pai que torturavam o filho de 9 meses, deixando-o desnutrido, desidratado e muito machucado. Não sou espírita, mas estou tentando encontrar respostas que na igreja católica não estou encontrando. Muitos princípios espíritas começam a fazer sentido pra mim, como a causa e o efeito, por exemplo, mas no caso de crianças nada entra na minha cabeça… Porque se partimos do pressuposto de que devemos evoluir em nossos erros passados, que tipo de entendimento pode ter um bebê sobre a vida, sobre o sofrimento que ele passa, muitas vezes até mesmo chegando a morrer muito novinho? O que isso significa no espiritismo? Preciso de uma luz… Obrigada.

  36. Ca, você diz que gosta de crianças. E, sente-se mal por nutrir esses sentimentos negativos em relação a essa criança. Parece claro, então, que não se trata de implicância ou ciúme de sua parte. É muito provável que você e essa criança sejam antigos desafetos, por isso a aversão mútua. O quadro não é animador, pois a tendência é que essa aversão permaneça. O que você pode (e deve) fazer é procurar compreender que a Vida nos une com nossos desafetos para que nós tenhamos a oportunidade de nos reajustarmos. Isso não quer dizer que de um momento para o outro vocês irão morrer de amores um pelo outro, mas poderão, pelo menos, amenizar a possível raiva ou mágoa que sentem como espíritos. A reencarnação é uma chance de nos redimirmos, nos rearmonizarmos. É importante lembrar que só nos habilitaremos a ser felizes, realmente, quando tivermos perdoado a quem nos prejudicou e reparado o mal que causamos ao próximo, nesta e em outras existências. Sugiro a leitura dos livros Entre a terra e o céu e Sexo e destino, ambos de André Luiz. Você pode lê-los em pdf neste site, na aba LIVROS no menu.

  37. Olá! Namoro há cerca de 3 anos um rapaz que tem um filho de uma relação que não deu certo. Ele ficou com a guarda da criança juntamente com os pais. Em virtude disso o menino sempre foi muito mimado e tratado até hoje, com 11 anos, como um bebê. Meu namorado é um ótimo pai. Eu e a criança nunca criamos um vínculo. Sinto que não há nenhuma semelhança entre nós! Não consigo admirá-lo em nada. E de uns tempos para cá tenho sentido vontade cada vez maior de me afastar, e a simples ideia de ter que encontrá-lo já me causa pavor e repulsa! Nunca houve nenhum tipo de briga entre nós, porém ele me ignora e eu tento fazer o mesmo! Amo crianças, essa não! Tenho pesquisado por que sinto assim, pois não me sinto bem com esses sentimentos! Meu namorado sabe que não temos bom vínculo e tenta forçar aproximação, mas ele não tem ideia dessa intensidade! Não sinto vontade de nada em relação ao garoto… apenas de me afastar e não ter que conviver.
    O que eu faço para trabalhar isso?

  38. Gostaria de ler sobre a adoção de crianças, ou que me indicasse uns livros. Estamos à espera na fila para adoção.
    Grata!

  39. Gostei muito do seu artigo. Li buscando ajuda de alguma maneira para minha irmã, que por mais que minha mãe tente, ela segue com buscar conflitos. A relação das duas não é boa, minha irmã maltrata psicologicamente minha mãe. Sabemos que é algo do passado, mas minha irmã não entende. Você poderia me indicar algum livro espírita que fale da relação entre filhos e mãe? Porque agora minha irmã teve uma filha e está usando isso para magoar nossa mãe. Quero ajudar de alguma maneira, mas conscientizando minha irmã, pois sei que brigar só irá piorar a situação. Obrigada e que Deus ilumine sempre teu coração.

  40. Veronika.

    Eu poderia repetir aqui as mesmas explicações básicas que costumo passar às pessoas que têm queixas como as suas. Isso pode acalentar na hora, mas não resolve. Não são explicações apressadas de um desconhecido que irão determinar soluções e caminhos para a sua vida. Instrua-se. Estude seriamente sobre o Espiritismo. Busque as suas próprias respostas, não se contente com generalidades. Acima de tudo, torne-se um ser melhor, coloque-se acima de contrariedades e incompreensões.

  41. Olá Morel! Li as publicações e comentários, me identifiquei em partes com alguns, mas gostaria de uma resposta para mim. O grande problema da minha vida é minha relação com minha mãe. Perdi meu pai criança ainda e ela criou a mim e meu irmão. Sempre tentou me proporcionar tudo materialmente, mas sempre com frieza. Sem carinho nenhum. Mas foi no meio da adolescência que as coisas começaram a ficar realmente ruins, e até hoje. Sempre fora de casa de um jeito, e dentro de casa de outro. Me elogiava muito fora sobre alguns motivos e sobre os mesmos me desfazia em casa. O oposto. Sempre fui muito estudiosa, esse era um dos motivos de elogios, principalmente quando o filho dos outros não era. Quando sem querer falei um comentário de insatisfação sobre mim mesma, ao invés de ela tentar melhorar minha autoestima, começou a usar isso contra mim. Chamando de baixinha sem graça gorda ou magra demais (nunca engordei muito). Fiz um corte de cabelo mais curto que adorei e todas as pessoas elogiaram e disseram que fica até melhor assim, e ela me diz diariamente que eu estou horrível, sem graça, que ninguém nem vai olhar para mim assim, baixinha não usa salto com esse olho marrom e esse cabelo horrível.
    Morei uns anos sozinha em certa cidade, quando eu ia para casa e estava descendo do ônibus ela já estava brigando comigo e me desfazendo.
    Estou agora em uma fase importante de estudo e escuto sempre que eu não vou conseguir, ela já me disse coisas horríveis em brigas que não tenho coragem de repetir aqui, parece que ela me odeia. E eu nunca fui má filha, nunca dei trabalho, sempre tentei conversar.
    Sem resultado, nossa família que tinha de tudo para ser unida por ela ter nos criado sozinha. Está se desfazendo e eu estou me conformando já.
    Penso que devemos ter problemas de vidas passadas e que eu devo ter feito algo muito ruim para ela.
    Não sei se desistir é o certo, mas não vejo outra alternativa.
    Eu frequento um centro espírita. Mas até isso ela está tentando controlar, diz que é macumba, coisa do ma, tirou carro para não ir, que meu pai se envergonharia de mim porque ele era católico e não pisava em outra igreja.
    Tudo o que eu faço de bom para mim e o que tenho de bom e prezo ela quer destruir.
    De onde vem isso?

  42. Ana, uma situação como essa provavelmente vai perdurar por bastante tempo. Não é de palavras que você precisa. Você precisa harmonizar-se espiritualmente. Os cuidados com o lado espiritual devem fazer parte da sua vida todos os dias. Só assim para você superar as suas próprias fraquezas e não sucumbir. Perceba que não há como alterar drasticamente uma situação assim. Se não podemos mudar uma situação, podemos mudar a nós mesmos. Mude a você mesma e perceberá as coisas com outros olhos, com o equilíbrio necessário para conviver com essa situação. Você não ganhará nada disputando ou apenas se defendendo.

  43. Maria, só os pacíficos são pacificadores. Não conseguimos promover/dar o que não temos. É possível que você esteja certa em relação a isso ser um resgate. Neste caso, analise as coisas pelo lado positivo: certamente, em outras existências, as diferenças entre vocês não se restringiam a mal-estar familiar… progredimos sempre, quando há disposição para tal. E você, pelo jeito, está fazendo a sua parte. Não há como transformar uma relação historicamente turbulenta em algo harmonioso em pouco tempo. Isso provavelmente ainda vai perdurar. Mas não desista, siga dando o melhor de si. E, principalmente, cuidando de si mesma, do seu próprio equilíbrio espiritual. Não há como mudar os outros, mas, mudando a nós mesmos, inevitavelmente os mais próximos também se modificam.
    Sugiro a leitura de E a vida continua, de André Luiz: http://www.espiritoimortal.com.br/espirito_imortal/e-a-vida-continua.pdf

  44. Olá Morel!!! Acho muito digno tudo que escreve nas respostas. Estou com dificuldade de conviver com minha sogra! Depois que minha filha que hoje tem 1 ano e meio nasceu, ela faz as coisas para me desafiar, critica minha atitudes, está sempre querendo me visitar para me supervisionar. Ela quer ser mãe da minha filha!! Minha filha tem uma ligação muito grande com ela, e eu às vezes tenho ciúme! Não quero ficar parada na raiva, na revolta, mas estou desesperada! Espero ouvir suas palavras de luz, gostaria também de um texto ou um livro! Obrigada!!

  45. Bom dia. Tentarei ser breve. Tive um filho por opção, sozinha. Quando ele estava com 7 anos me casei apaixonada, e esse homem parecia amar meu filho. Isso durou pouco. Hoje, meu filho já com 18 anos, resignado com a falta de amor de pai, vive uma relação triste, onde meu marido não lhe deixa faltar nada material mas o boicota, o trata com completa indiferença. Como mãe, tenho muitos atritos com ele (marido) já que não permito que o filho reaja e lhe falte o respeito, pois acho que é isso que ele quer. Nesse caso, o defendo das arbitrariedades. Como essa raiva só aumenta, estou desconfiada de algum resgate onde meu marido não consegue perdoar, só pode ser. No meio deles dois não compreendo mais o que posso fazer para ajudar nessa reparação, já que sou ou tento ser conciliadora. Mas meu marido abusa do direito de ser mau em determinados momentos. A de hoje para exemplificar, bobagem até. Bem, ele exalta a mãe dos filhos por ter sido muito presente e companheira estando disponível para eles sempre. Hoje disse que levarei meu filho a um lugar muito distante de nossa casa e ele achou um absurdo. Se fosse a mãe dos filhos seria louvável, como sou eu para meu filho é absurdo. Como promover a paz?

  46. Bete, não existe fórmula mágica para sanarmos nossas dores. O único método infalível para acabarmos paulatinamente com as nossas dores é o nosso próprio crescimento espiritual através do trabalho em benefício do próximo. Quando damos de nós mesmos nos sentimos úteis e preenchemos, pouco a pouco, o vazio existencial provocado por decisões egoístas.

  47. Gostaria de explicação: o que devo fazer espiritualmente para ficar mais aliviada porque nunca quis ter filhos e aos 36 fiz após muitas doenças histerotomia e após ela estou muito ruim fisicamente, dor cronica, emocionalmente e espiritualmente também! Há algo para estudar ou realizar? Pode ser não vontade de conceber, e aí foi um fim físico mas que me abalou muito e coincidiu 1 semana da morte minha avó que era minha mãe!

  48. Jéssica, você tem uma compreensão da vida que ela não tem. Embora ela seja mais velha que você, espiritualmente você é mais experiente. Então, assim como você não cobra do seu filho determinadas atitudes maduras porque sabe que ele ainda não está preparado para isso, do mesmo modo você não pode cobrar uma compreensão mais elevada por parte da sua mãe, pois ela ainda está num processo de aprendizado mais primário.
    Releve, compreenda. Em relação ao seu filho, é uma questão prática que você vai ter que resolver. Não sei se você depende dela ou não. Mas deve saber que a influência que ela exerce sobre o seu filho é irreversível. Se você achar que essa influência pode não ser benéfica, compete a você interferir.

  49. Olá. Esta é uma questão que muito me incomoda, já que meu pai sempre foi uma pessoa de difícil convivência e muito materialista. Quando era bebê diziam que eu era a filha preferida, mesmo sabendo por comentários alheios que quando minha mãe estava grávida ele disse que não queria se apegar ao “neném” pois ele poderia morrer!! A partir dos meus 9 anos ele começou a me criticar, pois eu estava ficando gordinha, e ouvia absurdos dele. Aos 11 meus pais se separaram, nunca ganhei muito carinho de meus pais, pois eles diziam que não tinham recebido dos seus, mas dou muito amor e carinho para minhas filhas mesmo não tendo recebido. Minha mãe, já falecida, não dava carinho mas demonstrava seu amor em atitudes, e me ensinou valores, já meu pai só me criticava, nunca fui boa o suficiente, dizia que sou fraca, molenga, e critica até hoje meu corpo, me compara com meus irmãos, dizendo que são melhores do que eu, implica comigo se fico em casa, com o que como e faz comentários muito tristes referente a tudo ao que é meu e ao que eu faço. A história é longa, hoje não estamos nos falando, e eu estou superbem, não tomo mais antidepressivos, me sinto bem com meu corpo e não me sinto culpada por não ter contato com ele porque tentei de todas as maneiras fazer com que ele me respeitasse e me aceitasse e não tive êxito e a presença dele me fazia mal. Tive câncer de mama e ele com muito dinheiro, sequer se ofereceu pra me ajudar no tratamento que fiz pelo SUS, ou melhor, no dia da minha primeira cirurgia, por aconselhamento da ex-esposa dele, por medo de eu morrer e ele não ter feito nada, ele pediu se eu queria que ele pagasse a cirurgia e eu não aceitei porque já tinha criado um laço de confiança com a equipe médica, enfim, estou curada há 13 anos e estou superbem e com a consciência tranquila porque sei que quando ele precisou, eu, a filha errada estava perto, já ele, nunca esteve presente quando precisei. Às custas dos imóveis e do dinheiro dele ele manipula meus irmãos e não consegue o mesmo comigo. Minha irmã tenta me incutir um peso que eu não tenho, já que ele está com 75 anos etc e confesso que às vezes me sinto mal, mas minha vida está tão boa depois que me afastei dele e fiz tratamento psicológico onde minha terapeuta me ajudou a me livrar dessa culpa. Lógico que eu gostaria de ter um pai que me desse amor, incentivo, conselhos e me aceitasse como eu sou, mas sei que esse não é o pai que tenho. Grata por seu comentário. Paz e luz!!

  50. Morel, boa tarde!

    Encontrei essa passagem em um momento de conflito entre eu e minha Mãe. Identifico-me muito com o espiritismo porque é a única religião que me trás respostas a vários setores da minha vida e no cotidiano em geral.
    Hoje vivo um grande conflito com minha Mãe por discordar das atitudes dela em modo geral.
    Somos 3 irmãos, avaliando como Mãe e mulher, vejo que ao longo desses anos ela admirou mais um filho do que ao outro, ela estimula “atritos”, concorda que um irmão não fale com o outro.
    Nossos Pais são separados há mais de 10 anos e ela ainda sim nos pune por ele ter errado no passado e hoje priorizarmos um convívio melhor.
    Quanto à minha pessoa sempre influencia em meus relacionamentos, me fez crescer acreditando que nenhum homem presta, que Pai é dispensável. Mas hoje sou Mãe e pelo amor ao meu filho vejo que os Pais são indispensáveis na vida de um filho. Meu Pai mudou muito e hoje através do meu filho procurei me aproximar mais dando a oportunidade a ele e ao meu filho de vivermos em harmonia. Ela é uma ótima avó, porém está amargurada, alimentando mágoas que só fazem adoecer com o pouco entendimento que tenho. Depois de muita luta, vou me unir ao Pai do meu filho, formaremos uma família, ela de tudo fez e faz para que isso não aconteça, alega que ele não presta, que não conhece ele como nada. Fico entre a cruz e a espada. Apesar de estar decidida em seguir em frente, buscar minha felicidade, proporcionar ao meu filho um lar em que todos estejam em harmonia.
    A última foi ela me deixar pra trás no dia das Mães, passou o dia com meu irmão mais velho e sequer me convidou (ainda moramos na mesma casa). Fico triste, mas sei que esse comportamento não é de hoje, às vezes pergunto se estou certa indo de encontro a ela, tentando mostrar algum caminho. Ela cuida do meu filho enquanto trabalho, por isso me sinto em dívida com ela. Sei que ela o ama muito, mas também o trata como propriedade dela… não sei que caminho seguir… dizem que ela vai terminar sozinha, mas enquanto puder farei minha parte de filha, acredito que a evolução precisa ser dela.
    Preciso de orientação.

  51. Diose, é compreensível que você se ressinta da falta de esclarecimento de sua mãe. Aliás, esta é uma situação comum, não é “privilégio” seu. Mas você sofre antecipadamente por coisas que fogem ao seu alcance. Viva a sua vida. A sua mãe tem a vida dela. Você está disposta a ajudá-la, e gostaria que ela aceitasse a sua ajuda. Mas querer impor essa ajuda, mesmo que com a melhor das intenções, é improdutivo. Há uma expressão de que não gosto muito, por ser sada, às vezes, para desculpar a preguiça, mas que neste caso é válida: “Cada um tem o seu tempo”. Ela é espírito imortal como você, em processo de aprendizado como você. Vai aprender, mais cedo ou mais tarde. Neste momento da sua evolução ela não está aberta para o esclarecimento, e não está ao seu alcance mudar isso.
    Em vez de gastar as suas energias inutilmente com ela, concentre-se na sua própria vida. Seja feliz, cuide de si mesma e dos que estiverem receptivos à sua ajuda e ao seu amor. Não podemos mudar as pessoas. Podemos, no máximo, auxiliá-las em sue processo de mudança, quando elas estiverem dispostas a isso.
    Passe por cima do sofrimento passado, não carregue isso com você. Você diz que admira o sofrimento da usa mãe. O sofrimento não é admirável. Ninguém se torna melhor por sofrer. A dor é um mecanismo de reajuste para com as Leis de Deus, só isso. Ninguém precisa sofrer.

  52. Olá, tenho 36 anos, somos 3 irmãos, filhos de pais separados. Quando criança, meu pai dava carinho, depois que crescemos e de tantos desentendimentos com minha mãe, se separaram, sempre pensei que ele fosse somente o errado da história, sempre defendi, fui o braço direito da minha mãe em tudo. Mas ela sempre deixou bem claro a diferença com que me tratava, sempre fria, nunca pude contar com ela. Hoje sou casada e a situação só piorou, está insuportável. Ela está cada vez mais difícil de conviver, briga com todos, é negativa, faz ruindade, julga todo mundo, ninguém consegue ficar perto dela mais, nem meus irmãos nem a família dela. Já tentei ajudar várias vezes, mas em vão, tentei levar ao médico, dialogar, mostrar seus erros, nada. E pra completar, agora fala que eu fico me metendo na vida dela, fazendo fofocas e confusões. Para por um ponto final, pedi desculpas a ela e disse que esse não era meu intuito, somente de ajudar. O problema é que quando ela quer uma coisa, bate o pé e ninguém tira da cabeça e agora quer fazer um empréstimo grande no banco sem condições de pagar. Fiquei desesperada, pois nesse ponto ainda não tinha chegado. Fui conversar, aconselhar e acabamos discutindo, foi quando ela disse que me meto na sua vida. Já faz 1 ano (+-) que a convivência é insuportável, me olha com raiva, olho de ódio. Não consigo abraçar, parece que criamos uma barreira entre nós. Pensei bem e decidi que sou espírita, conheço a verdade e devo respeitá-la pois ela não é e tem pouco conhecimento. Porém, está difícil, aí fico me culpando, tenho crises de ansiedade, dor no peito, tristeza, medo de não fazer o certo. Penso, por que isso está acontecendo. Tinha tudo pra ser bom, fomos muito pobres, hoje temos uma vida boa, poderíamos ser tão felizes. Do jeito que está, morro de medo de ter que sofrer tudo que já sofri e sofro com meu pai e ela novamente em uma próxima reencarnação. Eu a amo e admiro muito por todo seu sofrimento, mas ela só me pisa e não enxerga meu amor. Estou cansada. Dizem que filhos devem respeitar os pais, mas os pais também devem nos respeitar, sempre fomos trabalhadores, honestos, sem vícios, religiosos, e parece que nada disso faz diferença pra ela.

  53. Carolina, compreendo a sua dor. Mas o fato é que nós não perdemos ninguém, pois não somos donos de ninguém, ninguém nos pertence. É compreensível que você tenha ficado triste pelo seu sonho ter sido frustrado, mas isso não é motivo para revolta. Essa vida é apenas uma fração de segundo, é uma experiência terrena dentro da eternidade. Você não sabe o porquê disso, mas certamente isso não aconteceu à-toa. Algum aprendizado você deve tirar disso. Você pode se revoltar contra Deus e passar a vida amargurada, e, consequentemente, amargurando os outros, ou pode conformar-se, agradecer a Deus pela dádiva de ter aprendido a amar um ser que você nem conheceu, orar para que ele esteja bem, esforçar-se para se tornar uma pessoa melhor e continuar a sua vida, que ainda tem muita coisa para lhe oferecer. Revolta é atraso. Enquanto não aceitamos o que a vida nos apresenta, ficamos com as energias represadas, trancando o fluxo da vida em nós. Se você não entende, espiritualize-se, estude, leia, se esforce para encontrar respostas. Se você não aceita, aprenda a aceitar para viver melhor e fazer com que as pessoas que convivem com você também vivam melhor. Não aceitação é revolta, e revolta é veneno.
    Sugiro que leia Entre a terra e o céu, de André Luiz: http://www.espiritoimortal.com.br/espirito_imortal/entre-a-terra-e-o-ceu.pdf

  54. Engravidei e foi o dia mais feliz da minha vida, resolvi assumir meu filho sozinha, já estava com 6 meses de gestação e perdi meu menino. O porquê não entendo e não aceito. Quis tanto esse anjo na minha vida e até hoje sinto a sua falta. Lembro do dia do parto com todos os detalhes como se fosse um sonho.

  55. Dayanna, ao não perdoar, a maior prejudicada é você. Perdoar é desligar-se. Enquanto você não se desligar do erro cometido por ele, você irá sofrer pelo inconformismo.
    É evidente que o seu filho não veio em vão. Ninguém nasce em vão. Mas seu filho veio viver a sua própria vida, veio desenvolver-se e aprender a partir da sua própria experiência. A lição ao pai pode ser uma decorrência da sua reencarnação, mas não o motivo da sua vinda ao plano físico.

  56. Não, Jamais faria isso de falar mal do pai do meu filho a ele!
    E amor realmente não falta ao meu filho!
    Mas não consigo perdoar a atitude dele perante ao meu filho!
    Dizendo que eu fui a errada!
    E desprezando meu filho!
    Só sinto ódio dele, mas tenho trabalhado em mim para que isso passe!
    Ele falava na época pra pessoas que era operado, ele nunca teve filho e eu sei que ele não gosta do meu filho!
    Mas enfim, foi só um desabafo mesmo!
    Ninguém sabe o dia de amanhã, mas de uma coisa tenho certeza que tudo que plantamos colhemos aqui mesmo!
    E sei que meu filho não veio em vão e sim veio ensinar ao pai dele que o erro do avô dele e de tanto ele julgar o pai pelo que fez Deus deu um filho a ele pra que ele aprendesse a amar e infelizmente ele não deu valor! E quem sabe um dia assim como o pai dele antes de morrer pediu perdão ele também faça o mesmo com o nosso filho!
    Obrigada.

  57. Dayanna, você começa dizendo que a sua vida é um pouco complicada. Não conheço ninguém que não tenha complicação na vida. Isso é típico da vida na Terra, todos estamos em aprendizado, todos erramos e acertamos. Temos a tendência de repetir os mesmos erros muitas vezes, e de repetirmos erros que vemos os outros cometendo. É o caso do pai do seu filho, que repete o mesmo erro cometido pelo pai dele. Essas pessoas ainda não se conscientizaram, não param pra pensar que a dor que eles sentem os outros também sentem. Você estranha que ele vá à igreja e tenha esse comportamento. Quem disse que a igreja é um lugar de pessoas boas?
    Aceite a sua vida como ela é e seja feliz dentro das condições que a vida lhe oferece. Seu filho não tem o amor e o convívio do pai, mas pode receber amor de outras pessoas, a começar por você, e aprender a amar, para que não faça como o seu pai.
    Não fale mal do pai dele para ele. Seja uma boa mãe, faça a sua parte, e deixe que Deus cuide do resto.

  58. Boa tarde,
    Minha vida é um pouco complicada e busco ajuda e conselhos e gostaria de entender um pouco as coisas que acontecem!
    Tenho um filho de 2 anos e 7 meses.
    O pai desse meu filho assumiu apenas na justiça, ele é obreiro de uma igreja, e não vê meu filho e nem ele é nem a família dele tem contato e nem notícias do meu filho, ele não aceita meu filho, renega pra todos!
    O avô do meu filho que era pai do pai do meu filho faleceu o ano passado com câncer, ele fez a mesma coisa com o filho e hoje o filho faz com meu filho, mas um ano atrás o avô do meu filho correu atrás dele pra pedir perdão ao pai do meu filho e lógico o pai do meu filho não perdoou, ele morreu devido ao câncer sem o perdão do filho! E o pai do meu filho faz a mesma coisa com meu filho!
    Queria entender por que isso acontece, por que o pai do meu filho e a família dele não aceitam meu filho?
    Não entendo por que vive dentro da igreja e faz isso????
    Outra dúvida: meu bebê vai pra escola e tem um rapaz lá que deixa seu filho na escola também e quando meu filho vê esse rapaz ele corre abraça o rapaz e fica chamando ele de papai sempre!
    Meu filho tem a imagem de pai o meu próprio pai! Ele nem conhece o pai verdadeiro dele!
    Desculpe se não expliquei direito!
    Obrigada, aguardo sua explicação.

  59. Carol, você não precisa de leitura, você precisa conhecer melhor a si mesma e saber o que VOCÊ acha certo para a sua vida. Ser bom não é ser bobo. Ser tolerante não é ser complacente com o erro. Ninguém tem o direito de passar por cima de você. Jesus disse para sermos mansos como as pombas mas PRUDENTES COMO AS SERPENTES.
    A sua vida é sua. A oportunidade que você tem nessa reencarnação deve ser aproveitada.
    Procure participar de um grupo de estudos num centro espírita. A troca de opiniões e a observação das experiências alheias irá lhe fazer bem.

  60. Olá, tenho muitos problemas com a minha mãe desde pequena, sou a filha mais velha, mas sinto muito a cobrança dela e necessidade de controlar minha vida. Como sempre faço me rendo às chantagens emocionais dela e acabo sofrendo mais tarde. Nunca fui em uma reunião, mas sempre leio e tento aprender com a doutrina espírita e tento dar amor e carinho, mas quanto mais carinho mais ela me sufoca. Uma amiga falou que posso ter vindo com essa mãe para aprender a impor minhas vontades e ser mesmo submissa. Morel você poderia me indicar alguma leitura sobre isso? Paz e Bem.

  61. André, você está dando importância demais a isso. Cada filho, cada gravidez, desperta uma reação diferente; é assim mesmo. Saiba diferenciar emoção de sentimento. Você não está emocionado, e isso não tem problema nenhum. Mas sentimento você tem, tanto é que está se preocupando com isso. Aja normalmente, ore por ele, converse com ele na barriga da sua mãe, dê a ela as boas vindas normalmente, mesmo sem entusiasmo.

  62. Wilkon,

    Bom dia.
    Estudo o Espiritismo há dois anos. Há um ano soube que seria pai e fiquei muitíssimo contente com isso. Eu e minha amada esposa com a qual vivo há 10 anos.
    Acontece que aos três meses nós soubemos que naquele bebê havia um problema crônico renal. Oramos muito, buscamos todos os possíveis tratamentos ainda como feto, mas perdemos nosso Bento.
    Fiquei muitíssimo triste, mas pela literatura e pelo estudo espírita, nos conformamos que aquilo era necessário para a evolução do nosso bebê e nossa também.
    Bem, 4 meses depois disso, engravidamos novamente. Era tudo que queríamos.
    Porém, desta vez eu não estou tão feliz, entusiasmado e ávido por nosso filho como da primeira vez, apesar de ter certeza absoluta de que o quero em minha vida. Não sei, parece que eu fiquei menos caloroso, mais seco, aguardando tudo de fato dar certo para então ter certeza que ele nasceu e não haverá mais risco de perder outro filho.
    Estou com o coração apertado, pois fico me achando mais insensível nesta nova gestação. E não sei se estou receoso por conta da perda do primeiro filho ou se seria uma antipatia minha a este espírito que mora ainda no ventre de minha amada.
    estou muito aflito com isso, pois minha esposa está muito sensível e não sei como conversar isto com ela, entende, dizer que não estou conseguindo amar como eu sempre quis nosso filho…
    Ah, perdi meu pai com um ano de idade, num assalto, e meus dois filhos (o primeiro é este) é do sexo masculino.
    Um abraco fraternal a todos e perdoem o grande texto.

  63. Pedro, mesmo com tudo o que você citou, você continua com plena capacidade de amar e ser amado. A sua preocupação com este assunto prova isso. Mesmo com a maneira equivocada com que ela lhe trata, você não perdeu a noção de amor. Muitas outras pessoas não teriam desenvolvido essa percepção; teriam acreditado que o mundo é assim mesmo, sem amor.
    É bom que você consiga perceber que isso não é proposital da parte dela. Ela não aprendeu a amar. O que ela fez e faz por você é o máximo que ela consegue. Você precisa ter em mente que não há efeito sem causa. A Vida é sábia. Se você reencarnou nesse meio, com essas pessoas, são estas as melhores ferramentas para o seu aprendizado nesta existência. Não “viaje” imaginando doenças. Médicos gostam de nomenclaturas (não são só eles). Você não nem maníaco, nem depressivo, você é um espírito imortal encarnado em fase de importantes aprendizados. Você não vai conseguir gostar dela de um momento pro outro. Mas o amor de verdade se inicia com tentativas como compreensão, tolerância e gratidão. Seja grato pelo que ela conseguiu fazer por você até agora. Provavelmente este pouco custou muito para ela. Pessoas mais fracas abandonam os filhos ou os maltratam deliberadamente. Como você tem essa percepção real do amor, desenvolva isso querendo bem a ela. Isso não é gostar, mas é um exercício para o amor. Ore por ela, perdoando, pedindo perdão e desejando todo o bem do mundo. Não sabemos o que os une desde quando. É possível que vocês tenham laços afetivos mais antigos, e não seria espantoso se descobríssemos que no passado você a tenha prejudicado. Você não é um bosta. Bostas não se ocupam procurando leituras edificantes e não reconhecem o esforço alheio. Você tem todas – TODAS – as condições de ser muito feliz e de fazer outras pessoas muito felizes. Dedique-se a isso! Torne-se um ser melhor, seja útil ao próximo, doe-se. Fazendo aos outros o que você gostaria que fosse feito a você é que você crescerá de fato. Não leia isso como uma tentativa de reanimá-lo ou como uma prática de autoajuda. Se você ler as minhas respostas aos leitores, verá que raramente elas são muito animadoras. Não infeste a sua mente com ideias ridículas de doenças. Ser feliz depende de você, não da sua mãe ou de quem quer que seja. Tenha compaixão dela pela amargura que ela carrega consigo. É possível que por trás dessa mulher amarga esteja um coração doce e fraterno, que foi gravemente magoado e não conseguiu se recuperar ainda.

  64. Minha mãe me odeia, ela indiretamente só diz coisas que me deixam mal, me usa de bode expiatório, vê defeitos que só ela vê, diz que sou violento, diz que sou burro, me deixa muito mal. Sei que ela faz isso sem querer, ela nunca dissse que me ama e sou fruto de um engano, porque ela odeia ameu pai e jamais teria casado com ele se voltase atrás. Ela cuidou de mim por obrigação, me deu tudo, roupa, comida, escola, mas nunca me amou de verdade e sempre criou motivos e desculpas pra não me amar e me desprezar, sempre sentiu vergonha de mim. Hoje creio que sou um maníaco depressivo, por causa disso sinto que não consigo me aproximar de ninguém, virei um bosta, tudo que ela disse virou realidade. Gostaria de gostar dela, mas não consigo.

  65. Ana, todos viemos a este plano para aprender de acordo com as nossas possibilidades. Estamos exatamente no meio em que precisamos estar. A descoberta dos porquês faz parte da trajetória de aprendizado.

  66. Meus pais e minha irmã estão juntos há muitas vidas, e retornaram nesta vida para resolver conflitos que ocorreram entre eles noutras vidas. Já tiveram muitos conflitos terríveis, e eu sempre presenciei isso ao longe, mas hoje estão bem. Essa é a primeira vez que estou com eles. Me sinto um tanto quanto “intrusa”, invisível, pois os três se dão bem entre si e sequer parecem me notar. Conversam, se dão, e eu apenas observo. Não notam minha presença. Vivo angustiada, me sinto excluída, sem utilidade, sem função aqui nesta família. Não sei o que vim fazer aqui, com eles, que já há tanto tempo se conhecem. Gostaria de entender por quê vim aqui.

  67. Secundes, estamos todos interligados. Nada impede (apenas a título de exemplo) que você tenha alguma ligação anterior com o filho dele.

  68. Li que renascemos naqueles grupos de ordem familiar a que nos vinculamos anteriormente para continuar com o processo evolutivo da reencarnação. Atualmente convivo com uma pessoa divorciada, e que tem um filho do relacionamento anterior. Apesar do relacionamento pouco amistoso entre os pais, o tratamento dispensado ao menor é excelente. Minha dúvida é a seguinte: Nesta situação, não estou prejudicando o processo evolutivo dele e de seu filho, como família? E como a doutrina se posiciona neste assunto?

  69. Morel, penso que sem o aprendizado espírita as coisas se tornariam sem sentido, as coisas nos mostram como ainda precisamos evoluir, obrigada pela resposta objetiva, consoladora!

  70. Lia, Nós reencarnamos para aprender a amar. Mas não podemos ignorar que muitas de nossas ligações, principalmente no seio familiar, são oportunidades que a Vida nos oferece para um reajuste às vezes bastante complexo. Se não amarmos, mas apenas cumprirmos com o nosso dever moral, não estaremos solucionando a situação, mas certamente estaremos dando passos importantes. Esse é um estágio importante do aprendizado do amor. Quando Jesus nos recomendou que amemos o nosso inimigo não estava exigindo que nós nutríssemos pelo nosso inimigo o mesmo sentimento puro e agradável que dirigimos a alguém que amamos, alguém com quem tenhamos grandes afinidades e simpatias. Mas justamente que façamos por ele o que estiver ao nosso alcance, que só desejemos o bem para ele, que oremos por ele pedindo as mesmas coisas que pediríamos por alguém muito amado.
    Numa outra oportunidade, se for o caso, voltaremos a reencarnar com este espírito, aí sim, com melhores condições de começar um envolvimento afetivo mais sólido. Pai e mãe sempre tem deveres, e não é possível fugir disso. Em outras relações, como entre o casal, o convívio pode ser desastroso, e, se não houver filhos, às vezes pode ser melhor a descontinuidade da relação do que a insistência apenas por cumprimento do dever. Mas em relação a filhos não há como fugir; nossa consciência exige que façamos a nossa parte.
    Va

  71. Morel, a convivência existente com muito esforço de uma das partes, no caso a mãe ou o pai, e mesmo com a antipatia enorme entre pai e filho ou mãe e filho, faz-se de tudo para a evolução do filho em todos os sentidos; a pergunta é: Há mérito em uma relação assim onde não há simpatia, apenas o grande esforço da parte dos pais, ou necessariamente tem que se amar? Morel, gostei muito da exposição desse tema nesse texto, obrigada!

  72. Joana, quanto à mãe desta criança, vemos todos os dias pessoas que não despertaram para a realidade espiritual, são espíritos que não têm valores, pensam apenas em si e no seu próprio bem-estar. Provavelmente nós já tenhamos passado por este estágio, e para o superarmos quase sempre precisamos do estímulo da dor. É a dor que nos aponta que estamos no caminho errado. Por isso a dor é tão importante no nosso estágio evolutivo. Você age como qualquer pessoa esclarecida e sensível deve agir. É possível que você e estes espíritos encarnados tenham alguma ligação passada, mas isso é só uma hipótese e não é importante. O importante é aproveitarmos as oportunidade de sermos úteis que a Vida nos oferece.
    Fique com Deus.

  73. Não sei se meu comentário é pertinente, mas tenho uma situação na minha vida que me intriga e preocupa muito. Tenho um marido que é um homem muito bom pra mim e pra toda família (dele e minha). Ele é divorciado, se casou quando tinha 23 anos com a namorada de 18 que engravidou. Ele achou correto se casar. Porém, depois de cerca de um ano ou dois de casamento (e mais de 4 de namoro), ele descobriu que ela o estava traindo com um colega de trabalho 30 anos mais velho que ela, com uma situação financeira muito boa. Eles se separaram e minha sogra disse que ele ficou arrasado. Ficou 5 anos sem namorar ninguém, até nos conhecermos. Mas o ponto em que quero chegar é que eles nunca criaram o filho, ela delegou a criação à avó desde que a criança nasceu. Não o pegavam Às vezes nem fim de semana. Com a separação, meu marido teve que recorrer à justiça para vê-lo e desde então não deixa de pegá-lo nos seus fins de semana. Ela, por sua vez, não cria o filho e não o pega nem nos fins de semana. Hoje, a criança com 9 anos, diz não gostar da mãe e não entende porque o pai o pega e a mãe não.Ela teve outro filho que é criado com ela e com o senhor com quem ela se casou. A criança tem um bom relacionamento comigo e meu marido, muito carinho com o pai e diz que queria que eu fosse sua mãe. Eu o trato com cuidado e carinho, como faria com qualquer criança, como faço com meus alunos, pois sou professora. Não que eu esteja julgando-a por sua atitude, não sou ninguém para julgar e condenar os outros, mas venho buscando entender o porquê de uma mãe fazer isso e qual o meu papel nisso tudo. Ele é uma criança muito nervosa e carente, mas carinhosa. Quando pequeno, batia com a cabeça no chão. Sigo a doutrina espírita e venho buscando, não uma explicação, mas um apontamento sobre essa situação com a qual me deparei. Ficava com muita raiva, revoltada, mas graças a Deus isso passou. Preciso apenas transmitir amor para essa criança.

  74. Maria, não temos como saber o porquê destes fatos acontecerem. Sabemos apenas que não há efeito sem causa, logo, se o seu irmão passa por isso hoje, muito provavelmente, numa existência passada, ele fez alguém passar por situação semelhante ou não valorizou quem estava ao seu lado. Mas isso são apenas especulações. A causa, real, só saberemos depois do desencarne, se tivermos condições psíquicas e morais de suportarmos a verdade.

  75. Meu irmão teve um filho e logo depois que a criança nasceu a mãe da criança foi embora com a mesma para fora do Brasil, lá ela teve outra família e outros filhos. Sendo assim meu irmão perdeu completamente o contato com o filho dele. Porque esse espírito veio para ficar longe de nossa família? principalmente longe do pai? seria um carma passado?

  76. Georgiana, reencarnamos sempre em nosso próprio meio, então é possível que ele seja qualquer um dos dois mencionados. A Vida nos oferece condições ideais de nos rearmonizarmos com o que desarmonizamos no passado. Passamos na vida por situações criadas por nós mesmos, nesta ou em outras existências. O livro E a Vida Continua, de André Luiz, traz um exemplo – embora rápido – de “encaixe” de um filho adotivo em seu lar programado. É uma ótima leitura.
    Georgiana, não trate sua condição sexual como “desvio de conduta”. Se você vive em harmonia com a sua companheira e seu filho, por que isso seria um desvio?
    Fique com Deus.

  77. Nossa, fiquei arrepiada e emocionada novamente com tamanha prudência e explanações claras. Morel, como já lhe disse sou mãe adotiva, mas há algo relevante que gostaria de lhe dizer antes de lhe fazer duas importantes perguntas. Sofri um aborto espontâneo, mesmo sendo uma gravidez não planejada, sofri muito com a perda e passei anos, isso mesmo, anos!!! brigada com Deus por não me conformar com aquela situação. Até que uma amiga que é espírita, sempre honrou a doutrina e pratica o bem ajudando pessoas confusas como fui um dia, me equivoquei mas tive coração para entender e reencontrei meu caminho, minha harmonia com a vida, com Deus. Porém, possuo este desvio de conduta, sou homossexual, embora minha conduta perante a família e sociedade não denigrem minha imagem, não cometo abusos e assim sigo buscando ser uma pessoa melhor a cada dia, lutando contra as más inclinações. Porém esta luta não me levou a querer construir um laço familiar com um homem, e embora eu sempre tenha mantido meu sonho materno, este foi realizado recentemente ao lado de minha companheira e sendo nós mães adotivas. As perguntas caro Morel são contundentes, mesmo ciente que você não é nenhum guru ou senhor de todas as respostas, mas diga-me se há possibilidades de nosso bebê ser o mesmo que perdi (através de aborto espontâneo há 10 anos atrás)?
    Ou se ainda este filho tão amado e querido por nós, poderia ser o pai de minha companheira, que desencarnou há uns 15 anos atrás? A semelhança física, a forma cativante, enfim… são características tão peculiares que nos confunde.
    E outro detalhe seguido de outra pergunta, nosso filho nasceu em outro estado, passou 3 meses sofrendo abandono, passando fome, esquecido… Por que ele teve que passar 3 meses assim até chegar a nós e mudar completamente seu “destino”, hoje embora com apenas 1 ano e meio, é repleto de atenções, cuidados, além do mais importante: É AMADO POR NÓS, POR NOSSA FAMÍLIA E CATIVA A TODOS QUE O CONHECE!!!
    Abraços,
    Bom feriado!
    Até próxima semana!

  78. Miriam, eu me interessei pelo assunto algum tempo atrás mas achei um certo exagero nas observações dos autores. São tantas as características de uma criança índigo que chega a ser difícil diferenciá-la de uma criança não índigo. Na verdade, todas as crianças que vêm reencarnando agora são diferentes, por estarem mais bem preparadas para lidar com as mudanças no planeta. Mas isso não faz delas seres especiais. São muitas as fontes de pesquisa, por isso não vou lhe indicar nada. Mas há muita informação no Google; você provavelmente irá encontrar o que procura.

  79. Não sei exatamente o que é ser criança índigo, nasce com ela alguma coisa que podemos identificá-la, o assunto me interessa, pois tenho uma neta de 10 meses que me parece especial dado o alto grau de percepção e concentração que ela tem, entre outras coisas. Ficarei muito grata se obtiver resposta, obrigado.

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