Família

As dificuldades familiares

japoneses

Morel Felipe Wilkon

Artigo publicado originalmente em 03/08/2012

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Você já passou por dificuldades familiares? Você gostaria de ser mais reconhecido, respeitado, admirado por seus familiares?  Você sabia que é muito mais comum do que se pensa uma pessoa ser mais valorizada por estranhos do que dentro do próprio lar?

Há uma passagem no evangelho em que avisam Jesus de que sua mãe e seus irmãos estavam lá fora esperando por ele, e Jesus, apontando para os que o rodeavam, diz que estes são sua mãe e seus irmãos. É claro que com isso Jesus quis dizer que sua família são aqueles que o seguem, que cumprem a Lei de Deus. Mas não dá pra negar que seus irmãos de sangue não o seguiam. Noutra passagem, ele diz que “ninguém é profeta em sua terra; um profeta só é desprezado em sua terra e em sua própria casa”.

família reunida
Todos conhecem dificuldades familiares

Além da intimidade familiar, que faz com que não se perceba com clareza o que seus membros têm de diferente, de valoroso, há que se considerar a questão da reencarnação. Os mecanismos que regem a reencarnação fazem com que cada nova passagem pela Terra sirva de tentativa de resgate de erros do passado do espírito imortal. Cada reencarnação oportuniza que antigos desafetos renasçam juntos, que velhos inimigos convivam sob o mesmo teto, que ódios e diferenças milenares se transformem, se harmonizem.

Isso não é exceção, isso é a regra. Exceção é o lar em perfeita harmonia, onde seus componentes são reunidos para o cumprimento de uma missão. Isso é raro. O normal é que seus pais, seus irmãos, seu cônjuge, seus filhos e muitos outros menos próximos sejam espíritos interligados por débitos cármicos importantes.

É bom ter consciência disso. É um ponto a seu favor ter sempre em mente que isso não acontece só com você. Você não é uma vítima do universo. Todas as famílias têm seus problemas, umas mais, outras menos. Aquelas que parecem perfeitas são apenas mais discretas, não deixam transparecer suas divergências e dificuldades. Nos momentos de crise familiar, lembre-se de que você está tendo uma grande oportunidade de harmonização com antigos desafetos. Recorde-se de que você está tendo a chance de crescer espiritualmente, superando uma barreira que pode estar lhe atrasando há muitos séculos. Não se esqueça de que a Vida está lhe oferecendo ocasião de vencer seus próprios pontos fracos.

A ordem do universo é perfeita. Para que sua vida acompanhe essa perfeição, é necessário que você se harmonize com as Leis cósmicas. E essa harmonização deve começar a ser exercitada no lar, junto aos seus próximos mais próximos. O lar é o primeiro laboratório do espírito imortal. Na figura adorável de um filho, de um marido, de uma irmã, de um pai, pode estar oculto um dos nossos grandes problemas do passado, um dos grandes entraves para o nosso progresso espiritual. E não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar reencarnação após reencarnação falhando nos mesmos pontos. Pois é sabido que vida após vida tendemos a cometer erros semelhantes, muitas vezes com os mesmos seres, apenas revestindo personagens diferentes.

Você é a melhor versão de si mesmo. O espírito imortal nunca regride. Isso quer dizer que nunca você esteve em tão boas condições de superar a si mesmo, de vencer suas fraquezas. Aproveite as dificuldades do lar para consolidar sua reforma íntima. Exercite suas qualidades. Acredite em si mesmo. E, acima de tudo, não se ache vítima. Tenha certeza de que, se hoje você padece nas mãos de seus familiares, no passado você deve ter feito a eles algo muito pior. É fácil? Nem sempre. Mas o amor consegue tudo, e somos feitos para o amor…

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21 Comentários

  1. Vanessa, o amor é o nosso grande objetivo. A instituição familiar é o modo mais fácil de aprendermos a desenvolver o amor, que deverá, no futuro, ser direcionado a todos, não só aos nossos familiares consanguíneos.

  2. Oi Morel, bom dia!
    Todos os dias tiro um minuto para ler suas postagens, e quando leio sinto uma tranquilidade muito grande. Obrigada!
    Eu tenho uma ótima família, já houve brigas pequenas, meus pais se separaram e meu pai foi o errado da história. Com isso, minha mãe saiu de casa e hoje eu moro com meu pai pelo fato de não conseguir deixar minha casa e pelo fato de ser perto da cidade onde trabalho.
    Antes quando minha mãe morava com a gente, eu e ela brigávamos muito. Mas quando ela saiu de casa, foi muito triste e difícil. Hoje, nós nos damos muito bem, e eu sinto um amor por ela que incondicional, fora do normal. Sei que somos espíritos imortais e que numa próxima vida minha família pode não ser mais minha família, porém eu os amo muito. Se eu pudesse escolher minha família na minha próxima reencarnação, eu não mudaria nada. E quando digo família, eu digo pais e irmão, tias e tios, avós, primos. Eu apenas queria entender esse amor tão grande pela minha família. Há alguma relação entre nós no plano espiritual? Obrigada mais uma vez!

  3. É muito difícil esta questão. Porque estamos vivendo em um mundo onde todos estão vivendo competindo uns com os outros. Principalmente no meio familiar. Eu passei por momentos muito difíceis desde criança até a adolescência. Minha mãe judiou muito de mim porque tinha ciúme de mim com meu pai. Eu era muito apegada a ele; quando passava mal à noite ele sempre esteve do meu lado. Desde criança sentia alguma coisa perto de mim e às vezes me sentia muito mal e quando isso acontecia meu pai estava do meu lado fazendo sua orações para me acalmar. Ele era espírita e sabia me ajudar. Hoje sou médium e passei a entender os porquês de tantas coisas eu passei com a minha mãe. Graças a Deus e aos meus mentores espirituais hoje entendo e o que posso fazer é pedir a Deus que ela minha mãe possa um dia entender das coisas e mudar seus pensamentos e atitudes. Porém hoje sou casada, tenho 3 filhos e faço de tudo por eles para que possamos viver bem. Não é fácil viver em família porque nem sempre pensamos igual. Já houve vários conflitos entre nós, vários estes de vidas passadas e graças a Deus fomos orientados e aos poucos foram se amenizando. Graças a Deus tive sempre pessoas a meu lado me ajudando. Não fosse o Espiritismo hoje não estaria aqui dizendo estas palavras. Passei por muitos tormentos mas venci e estou vencendo ainda na minha vida vários obstáculos. Hoje sou feliz porque tenho uma família que amo muito. Espero viver muito ainda para poder ajudar não só a minha família e outras que me procuram para serem orientadas pra poder viver bem.

  4. Beatriz, isso certamente tem suas origens em outras existências. Tenha certeza que sua mãe não age assim deliberadamente. Ela não percebe o alcance de suas atitudes para com você. Não se feche totalmente para ela. Você não precisa ser complacente com os erros dela, apenas tolerante.
    Quando li a parte em que você diz “Uma vez estava deitada na cama (…)” já percebi que se tratava de um espírito que foi sua mãe em outra existência e que lhe fortalece para que você supere bem essa prova, que faz parte do seu aprendizado. – Se você ler minhas respostas aos leitores verá que não costumo afirmar coisas do tipo. Não sou um “consolador”.
    Seja feliz. Essas questões familiares são importantes, claro, mas são transitórias e não podemos dar a elas uma importância exagerada. Dê o melhor de si, ame e seja amada.

  5. Tive muitos problemas com a minha mãe. Desde pequena reparo que ela sempre me tratou diferente do meu irmão. Este, por mais que fizesse bobagens, repetisse o ano no colégio e até usasse drogas, sempre teve o afeto dela. Ela ficava com raiva no dia, mas no dia seguinte já esquecia o que ele havia feito e voltavam a ficar em harmonia. Se eu esquecesse de lavar a louça já era motivo pra ela me martirizar a semana inteira. Por motivos bobos ela chegava a dizer coisas do tipo “tomara que eu dia você se case com um homem que te dê na cara”. Imagine uma menina ouvir isso da própria mãe. Na frente das pessoas ela parecia a mãe do ano, mas na realidade da minha casa as coisas eram completamente diferentes. Sempre senti que minha mãe, de uma certa forma, competia comigo. Minha mãe é uma mulher muito bonita e eu me pareço muito com ela, é o que todos dizem. Toda mãe fica feliz quando um filho dela é elogiado, porém, percebia que minha mãe se incomodava com os elogios feitos a mim. Uma certa vez uma senhora disse que eu era linda, e que eu parecia ser muito mais jovem. De uma forma brusca e incompreensível, minha mãe respondeu para a mulher: “parece nada!”. A pobre senhora ficou um pouco confusa com a atitude, eu percebi, então minha mãe contornou a situação com um sorriso. Faz alguns anos que eu fui morar na casa dela, a pedido dela, pois ela havia se separado do meu pai e dizia que se sentia sozinha e com medo. Fui com meu marido morar em uma casinha que ficava nos fundos do quintal dela. Fui acreditando que minha mãe havia mudado, mas foi só concluir a mudança que os velhos hábitos retornaram. Chego a pensar que ela fingiu uma certa mudança apenas para me “atrair” para lá. Foi a pior época da minha vida. Comecei a perceber que minha mãe se insinuava para meu marido, fazia questão de ficar sozinha com ele, a surpreendi trocando de roupa com a porta aberta, sabendo que ele estava no cômodo ao lado. Meu marido veio conversar comigo, disse que não estava gostando das atitudes dela para com ele (ele nunca simpatizou com a minha mãe) e que eu deveria tomar uma atitude e falar com ela, pra ele não ter que falar, pois ele não seria muito gentil nas palavras. Eu fiquei em uma situação tão difícil e constrangedora, que caí em depressão profunda. Não sabia como falar com ela, foi uma mistura de sentimentos e acabei me calando. Passei a ser atendida por uma psicóloga e passei a tomar antidepressivos. Minha mãe me viu naquela situação, tomando remédios, mas nunca perguntou o motivo da minha depressão, nunca se interessou em saber que remédios eram aqueles que eu tomava, nada. Os remédios eram tão fortes, que um dia estava chegando na casa dela e minha pressão baixou repentinamente, enquanto eu estava passando pela porta da cozinha. Eu caí no chão, dentro da despensa. Fiquei imóvel, com os olhos fechados, mas não estava desmaiada de fato, estava consciente de tudo que acontecia à minha volta, apenas não conseguia reagir. Lembro que minha mãe se aproximou, me observou por uns segundos, voltou até a pia, lavou o copo que estava usando e foi calmamente chamar o meu irmão, que veio correndo me ajudar. Na frente do meu irmão ela demonstrou preocupação com meu estado, mas eu sabia que era fingimento. As poucas vezes que a questionei a respeito das atitudes dela, ela negou. Dizia que eu era louca, que tinha complexos e nunca pareceu se importar com meus sentimentos. Graças à minha psicóloga, pude perceber que aquele relacionamento era doentio e que eu não tinha obrigação de suportar tudo aquilo por ela ser minha mãe. Saí da casa dela com meu marido e nunca mais voltei a falar com ela ou ter qualquer tipo de contato. Já se passaram 6 anos e vez ou outra ela tenta me procurar. Ela tem um perfil no Facebook e vira e mexe posta alguma foto minha e diz que sente saudades, porém, sei que ela fala coisas ruins a meu respeito. Dia desses ela fez questão de publicar uma foto minha com um ex-namorado, e também adicionou como amigo um outro namorado que tive, que nunca aceitou o término do namoro. São atitudes desrespeitosas e que beiram a infantilidade. Apesar de não ter mais contato com ela, quando fico sabendo dessas coisas me sinto incomodada, perturbada. Parece que nunca terei paz.
    Não consigo entender essas atitudes! Tenho um filhinho e jamais gostaria de vê-lo sofrer nem de complicar-lhe a vida. A tristeza dele dói em mim, sabe? Não entendo por que minha mãe é assim… Não sei o que fazer. Desde menina tenho sonhos diferentes, sensações… às vezes ouço vozes e vejo vultos. Uma vez estava deitada na cama e chorando muito, até que comecei a sentir sono e um relaxamento. Pude sentir uma mão sobre a minha, como se quisesse me consolar. Tenho um sentimento, uma fantasia que existe uma senhora que em uma vida passada me amou muito e foi minha mãe, e que mesmo não sendo minha mãe nesta encarnação, de onde está ela continua me amando e me querendo bem como uma filha. Não sei se é só uma coisa da minha cabeça, mas gosto de pensar assim, isso me consola! Sinto que em algum lugar eu tenho uma mãe que me ama e espero poder encontrá-la um dia.

  6. Boa noite, Morel! Tenho aprendido, tem sido de grande valia tudo que leio na doutrina. Tenho problemas com familiares e venho resolvendo com muita sabedoria, graças às leituras. Obrigada!!

  7. Maria de Fátima, este tema é um dos que mais insistem para que eu o aborde. Não me atrevo a isso por não ter conhecimentos suficientes. Há muito material na internet. Pesquisando por depressão numa abordagem médico espírita encontramos artigos, palestras e livros. Agradeço pela sua atenção; sinto não poder ajudar.

  8. Estou procurando aqui alguma coisa sobre depressão, pois estou tentando ajudar uma sobrinha minha com este tipo de problema, muito sério e triste, ela é linda, inteligente, com 20 anos, vive com a mãe e um irmão em Estocolmo, mas a doença está tão severa, que precisa se internar. Ela morou em Fortaleza até aos 9 anos, e nesse período assistiu aulas de evangelização espírita, tem muita afinidade, gosta muito de falar sobre espiritualidade, mas na Suécia fica difícil se aprofundar, estudar e lidar com sua mediunidade. Então, se você possui algo que possa ajudá-la a vencer isso, eu fico muito grata. Estou de olho em você, venho sempre aprender aqui, gosto muito de sua abordagem, certamente ajuda muitas pessoas. Deus te abençoe em nome de Jesus!

  9. O conhecimento nos ajuda a lidar com os problemas, não os extingue. O que podemos fazer é evitar, daqui pra frente, novos erros, novas sementes de discórdia, para que as nossas próximas colheitas sejam melhores. Obrigado, Maria de Fátima.

  10. Mesmo sabendo destes conhecimentos, a minha vida em família tem momento alto e momento baixo, nas horas mais amargas, mentalizo nos braços de Jesus.
    Parabéns pelas postagens, são ótimas.

  11. Olha só, todos nós podemos viver em um lar em harmonia, e sem divergências, uma coisa que temos que fazer, é deixar sempre a nossa mensagem, jogar as responsabilidades para os outros, sempre orar e vigiar, fazendo isso podemos alcançar a perfeição moral!!!

  12. Izadora, peço desculpas pela demora em responder. Excepcionalmente não pude me dedicar ao site como de costume. Entendo perfeitamente a situação que você enfrenta. Todos vivem fases assim. Não há truque ou mágica que faça passar uma raiva que pode ter sua origem num passado remoto. Apenas exercitar a compreensão e a tolerância. Procure ver e reconhecer os pontos positivos deles, valorize esses pontos positivos e compreenda que os seus defeitos são falhas de caráter que todos temos, em maior ou menor grau. Só sentimos raiva de verdade de quem, um dia, gostamos muito. Faça afirmações diárias de amor por eles, mesmo que seja em silêncio. Perdoe-os e peça o seu perdão em pensamento, quantas vezes forem necessárias. Se você conseguir sentir amor por eles, mesmo que por alguns momentos, a raiva irá diminuir gradativamente. A leitura do Evangelho ajuda. Persista. Se você reconhece que a solução disso passa por você, é porque você tem condições de vencer a si mesma. Continue firme. Vale a pena. Não esqueça de que tudo passa. Isso também vai passar, e se você tiver ido bem, será melhor pra todos. Principalmente pra você mesma.

  13. Olá Morel! Neste momento estou passando por grandes dificuldades de convívio com minha mãe e meu irmao! Sinto uma grande raiva dos dois, sei que temos débitos passados, mas sinto que às vezes estou desperdiçando a chance de harmonia, pois não consigo conversar com eles de tanta raiva! O que você me aconselharia a fazer? Seu site é ótimo, estou adorando os artigos! Parabéns.

  14. Estou lendo seu comentário no domingo de manhã. E é muito bom começar o domingo com palavras inspiradas como essas. Obrigado pelo texto e pelos votos, Márcia!

  15. Oi Felipe!
    Acredito ser para nós todos o maior dos desafios, a questão familiar. A reunião de espíritos comprometidos que nunca é fácil, dilemas de toda ordem, personalidades que se divergem, níves conscienciais distintos reunidos no mesmo ninho, envolvidos em projetos de reajuste. É bem verdade que nos momentos de conflitos, esquecemos do real objetivo de estarmos escrevendo uma história ao lado de pessoas que são as certas, as que realmente deveriam fazer parte de nossa caminhada. É sempre bom ter essa verdade em mente, pois fica mais fácil levar adiante o projeto renovador, retificador de almas, é na família que desenvolve-se os nobres sentimentos, moldam-se personalidades defeituosas, encaminham e quitam-se prejuízos deixados ao longo do caminho. Como disse é o maior dos desafios, porém, o mais abençoado, afinal, nos proporciona a chance de desenvolver o sentimento grandioso por excelência: O AMOR…o legado divino, o porto seguro a todas as criaturas, só alcançado no exercício constante da convivência, na superação das diferenças, ainda que seja através de esforços e comprometimentos que exigem muitas vezes doação e renúncia. A ideia de vítimas é apenas equívoco, somos todos integrantes de um belo programa de iluminação. Que o mestre JESUS nos ilumine nessa empreitada abençoada meu amigo Felipe…Abraços fraternos e bom fim de semana ao lado da família.

  16. Obrigado pela contribuiçao, Monique. Você tem toda a razão quando se refere aos nossos defeitos como “nossos piores inimigos”…

  17. Olá Morel!
    Sabemos que a família é a unidade básica da sociedade, e que através dela (principalmente), é que conseguimos alcançar um progresso moral. Contudo, muitas vezes, uma batalha se trava no lar quando nos vemos obrigados a colocar em prova nossos piores inimigos; nossos defeitos. É por isso que a conscientização sobre aspectos reencarnacionistas são importantes (na minha opinião), pois traz um conhecimento que motiva nossa evolução.
    Estou sempre a ler um livro (livro de cabeceira), que me auxilia em momentos de aflições:
    SOS Família/ Diversos Espíritos> Psicografado por Divaldo Pereira Franco- Salvador Bahia/ Livraria Espírita Alvorada, 1994.
    Muito bom artigo! Parabéns, como sempre!
    Vou compartilhar em meu facebook.

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