Comportamento, Mentalismo, Reforma íntima

Você é muito importante!

casal feliz

Morel Felipe Wilkon

Artigo publicado originalmente em 23/08/2012

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Você se considera uma pessoa importante? Olhando pra você mesmo, você reconhece valores que as outras pessoas não notam? Há um mecanismo praticamente desconhecido no universo a que chamamos “humanidade”. Uma pequena parte, uma mínima fração da humanidade é a parte que lhe coube. Trata-se de uma individualização da humanidade que, além de Deus, só você percebe realmente, uma parte que só você acompanha todo o tempo. Essa parte da humanidade é você.

Você tomou conhecimento de si mesmo há alguns milênios. Vem aperfeiçoando essa “consciência de ser” uma reencarnação após outra, cada vez melhorando um pouquinho. Ninguém lhe conhece a fundo, fora você mesmo. Só você conhece suas verdadeiras intenções, os seus desejos secretos, os seus reais anseios. Os seus sonhos, que é claro que você tem, e nunca contou a ninguém. As suas velhas dores, de que você precisa se livrar com coragem. Tudo isso é só você que sabe, é só você que conhece, é só você que sente.

homens robôs
Em essência somos iguais…

Você é espírito imortal, único, diferente de todos. Não há no mundo ninguém igual a você. Como não gostar de você mesmo? Você sabe como você é especial. Você sabe como tenta fazer o melhor, como gostaria que reconhecessem seu valor, suas qualidades.

Você. Só você? E os outros? Não há ninguém igual a você, mas também não há ninguém igual a nenhum dos outros. Todos são únicos em sua individualidade, e todos são um só em essência, em humanidade.

Você alguma vez já olhou pela janela do ônibus e viu aquele monte de rostos passando, um diferente do outro? Cada um tem sua história, talvez tão rica ou mais que a sua. Não sei se na sua cidade tem trem, mas no vagão de um trem cabe um monte de pessoas. De manhã cedo é um exercício de empatia olhar algumas daquelas centenas de pessoas e imaginar que por trás daqueles semblantes sérios, ou tristes, ou carrancudos, ou debochados, ou assustadiços, há tanta atividade mental e emocional quanto em qualquer um de nós, eu, você…

Todos percebem o mundo, as pessoas, as coisas, conforme seus olhos, conforme seu ponto de vista. Assim como você sabe mesmo é de si mesmo, eles todos também; o que sabem, realmente, é sobre eles próprios. Todos têm a mesmíssima importância que você. Ninguém, em sua essência, é menos ou mais do que você.

É dessa percepção individual que nasce o individualismo. É dessa noção privilegiada de si mesmo que surge o egoísmo. É da identificação com suas idiossincrasias, com suas características próprias, com suas benesses e mazelas que advém o orgulho. O maior dos males.

O orgulho nos impede de notar o outro como uma continuação de nós mesmos. Ou melhor, uma outra parte de nós mesmos. Um outro “eu”. É maravilhoso gostar de si mesmo. Devemos amar a nós mesmos o mais e melhor que pudermos. Jesus nos disse que devemos amar ao próximo como a nós mesmos. É evidente que devemos amar muito ao nosso próximo. E nós somos o parâmetro desse amor. Conforme você se ama, deve amar ao seu próximo. Sua reforma íntima exige isso.

Porque o próximo é um outro você, uma outra versão de você. Mas somos tudo a mesma coisa. A mesmíssima massa humana. Como você respondeu à pergunta lá em cima? Você se acha importante? Tomara que sim. Tomara que você se considere muito, muito importante. E que perceba, e aceite, que os outros são tão importantes quanto você.

Olhe para a primeira pessoa que aparecer na sua frente, qualquer uma. Se você estivesse sozinho numa ilha deserta, como Robinson Crusoé, você não imploraria por ter essa pessoa como companhia?

Quando ocorre uma catástrofe e há desaparecidos, não ocorre uma grande e espontânea mobilização para resgatá-los, mesmo sem saber quem sejam?

É porque as pessoas são importantes, todas elas. Trate-se como tal. Você é uma pessoa muito importante. E lembre-se de que o outro também é importante, e também gosta de ser tratado como tal.

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7 Comentários

  1. Isso é reversível, Valeria. Você percebe que foi você mesma a causar essa modificação em você. Se você fez, pode desfazer. O resultado final será melhor do que você era no começo, pois trará consigo o aprendizado.

  2. Às vezes a gente não conhece nem a nós mesmos, foi meu caso. Eu trazia uma ilusão que nem eu sabia, onde me anulei de uma mulher forte, cheia de vida, me tornei fraca, frágil, sem auto-estima, e do jeito que comecei a me ver todos passaram a me ver assim também, me tornei alguém que não recebe o valor que gostaria de receber, mas acabei vendo que me abandonei, não me valorizo.

  3. Boa noite Morel, você deve se lembrar de mim de outros artigos. Eu gostaria de tirar uma dúvida, ainda sou um “neófito” no espiritismo, leio tudo o que posso, mas não li tanto, apenas o Pentateuco e a série André Luiz, portanto, não tive o conhecimento pra me dar uma “autoresposta”. É possível a vida ficar “travada” devido ao planejamento reencarnatório? Eu sempre fui uma pessoa meio relutante, mas fazia isso sem perceber, depois que me tornei espírita comecei a perceber e parar, mas as vezes ainda fico em dúvida sobre qual caminho seguir e fico “empacado”, não por não tomar decisão, mas porque a decisão sempre entra um empecilho fora de minha dependência no meio. Parei pra refletir e notei que sempre que eu sigo um caminho diferente do que a vida me “aponta”, fica tudo travado. Eu gostaria de saber, de você que tem bastante conhecimento, é possível ficarmos “travados” devido a um planejamento reeencarnatório específico? E, você poderia me dar algumas dicas de como perceber esse planejamento? Venho tentando, mas ainda possuo dificuldades de perceber os sinais da espiritualidade em alguns pontos.

  4. Saudações, Morel e amigos!
    Hoje passei aqui pelo seu site, Morel, como já não fazia algum tempo.
    Deparei-me com este texto, o que me fez refletir sobre a importância das outras pessoas na minha vida, conhecidos, desconhecidos e até eu mesma!
    Sim, eu sou importante…
    Tive de reconhecer isso muito recentemente.
    Sempre me doei aos outros com muita facilidade, até que me esqueci de mim.
    Porém, o Plano Divino foi me dando “sinais” que eu teria de olhar mais para dentro de mim.
    Algo que fui ignorando ao longo de meses, anos… Até que adoeci e fiquei com um esgotamento mental. Tanta sobrecarga emocional que fui levando, que eu cheguei a um ponto e não aguentei.
    Mas agora que pude ver isso com clareza, e estou a recuperar lentamente.
    De uns tempos para cá, venho olhando mais para os outros, para quem eu encontro na rua, é curioso, que tenho essa mesma perceção que você descreveu.
    Imagino quais serão os dilemas, as situações, pelas quais aquela pessoa está passando. O quão rica deve ser a sua história, no que toca a experiências, enfrentamentos perante a vida, as suas vitórias pessoais…
    Penso: “o que aquela pessoa teria para me ensinar? Partilhar?
    Ontem, isso aconteceu… É uma senhora sentou no meu lado, e sem que lhe tivesse pedido, foi contando a sua vida. Cinco filhos, três encarnados… Todos eles com uma doença genética. Muitas batalhas…
    Fiquei impressionada com a sua coragem pela forma como encara as adversidades. E foi o que pensei: “esta mulher é muito importante, muito especial!”
    Partilhar nossas experiências, é transmitir um legado aos outros, nossos irmãos!
    Muito obrigado por me permitir também está minha partilha!
    Um abraço!

  5. Texto delicioso de se ler, e respondendo ao questionamento deste, digo que não me acho importante mas sim necessária, correndo atrás do prejuízo para fazer algo que conte créditos aos olhos do Criador, como citou com toda fluência; o outro é você, simples assim!

  6. Ótimo como sempre, querido amigo! Você nem sabe né, mas já virou o meu conselheiro virtual! Suas palavras e ensinamentos fortalecem minha alma e coração! 🙂

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