Comportamento, Família, Transição planetária

Transição planetária e mudanças nos costumes

revolucao

Artigo publicado originalmente em 20/11/2012

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Em nenhum outro momento da História houve uma mudança tão rápida nos costumes e nas regras da sociedade. Sabemos que isso se deve ao fato de vivermos em pleno período de transição planetária. A Terra está deixando de ser um planeta de provas e expiações para se tornar um planeta de regeneração.

Alguns mais afoitos pensam que o mundo vai acabar. Outros torcem para que isso aconteça. (!) Mas a mudança se processa sem que seja preciso desligar tudo pra depois ligar tudo de novo. A transformação está ocorrendo, cada vez mais depressa.

Talvez você não saiba, mas a civilização humana tem entre seis e vinte mil anos, dependendo das fontes. E em todo esse tempo, vigoraram praticamente as mesmas regras. Modelo familiar patriarcal, com o homem no comando absoluto da família ou do clã familiar. As profissões e ocupações passavam de pai pra filho, sem possibilidade de escolha. Se o pai fosse comerciante, o filho seria comerciante. Se o pai fosse lavrador, o filho seria lavrador. Se o pai fosse sapateiro, o filho seria sapateiro. Se o pai fosse escravo, o filho seria… você sabe.

Transição planetária e mudanças nos costumes

A mulher, na sociedade, exercia papel secundário. Isso até cinquenta, quarenta anos atrás. Havia muitas regras a ser seguidas. E que deviam ser seguidas, pois não havia a liberalidade de hoje. Em maio de 1968, na França, tornou-se conhecido o lema “é proibido proibir”. A intenção pode ter sido boa, muitos costumes arcaicos foram abolidos, muitos abusos tiveram fim. Mas o resultado é o que está aí…

Ao lado da liberdade de expressão, o abuso e o desrespeito com o próximo. Quantas vezes você já ouviu falar de agressões a professores por parte dos alunos? Você já parou pra pensar que tipo de cidadãos a sociedade está formando?  E a sociedade somos nós, você, eu e os outros. Por mais adiantado e esclarecido que seja o espírito reencarnante, se ele for mal orientado, não conseguirá desenvolver sua potencialidade.

Estamos formando uma geração inteira de adultos mimados e mal acostumados. Quando uma criança bate o pé e consegue controlar os pais, o que esperar dela no futuro? Paciência? Tolerância? Compreensão?

Sou totalmente favorável à liberdade. Mas descobri que a liberdade está no cumprimento do dever. Como a geração atual terá noção disso se os professores dão provas fáceis aos alunos com medo de represálias? Se os pais não impedem os filhos de nada para evitar “traumas”?

Não, não estou sendo pessimista. Como observador da História, sei que estamos melhor do que nunca em muitos aspectos. Mas espiritualmente nossa responsabilidade é enorme. Em nosso próprio interesse. A geração que está surgindo agora vai implantar as bases do novo modelo de sociedade que encontraremos em nossa próxima reencarnação. Isso mesmo. Em seu próximo passeio pela Terra, você vai encontrar aqui o fruto do que você está plantando hoje. E você terá que colhê-lo…

Nós precisamos saber, e precisamos ensinar à nova geração, que não existem culpados pelas coisas que nos acontecem. Nós somos responsáveis por nossas escolhas, por nossos destinos.

Se o aluno tira notas ruins, o culpado é o professor? Se o trabalhador ganha pouco, o culpado é o governo? Se o bandido comete crimes, a culpa é da sociedade? Se o jovem usa drogas, a culpa é dos pais? Tudo influencia no todo. É claro que estes fatores exercem influência. Mas quem determina o que será de nossas vidas somos nós mesmos.

Não me desespero, de jeito nenhum. Mesmo com todos os problemas que observamos, e você sabe que não mencionei quase nada, mesmo assim aposto muito na geração que desponta agora.

As informações às quais eles têm acesso são virtualmente infinitas. Seu processo de adaptação ao mundo é extremamente dinâmico. Acredito que eventuais arrependimentos e mudanças de rumo em suas trajetórias individuais serão muito mais fáceis do que seriam para as gerações que os precederam.

Devemos ficar atentos. Eles cuidarão de nossa casa até nós voltarmos…

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7 Comentários

  1. Excelente enfoque sobre este período de transição em que estamos vivenciando. Preocupa-me, de sobremaneira, o desconhecimento, se é que pode assim dizer, dos pais desses “anjinhos” que estão aportando em nosso planeta. Fui educadora e pelas minhas mãos passaram milhares de crianças. Percebo a diferença dessas crianças que estão nascendo agora, trazendo uma sabedoria que há alguns anos atrás não possuíam. E, muitas vezes esses pais confundem sabedoria com capacidade cognitiva e, acabam por superestimar seus filhos, como se fossem superdotados e se acovardam , deixando de lhes impor os limites. Está se tornando uma geração sem noção de hierarquia e, como tal, insastifeita, gerando os impasses que se tem constatado. As crianças índigo e cristal, precisam ser compreendidas para que se adequem na sociedade, mas os limites, que são forma de amor, devem ser ensinados. No entanto tenho percebido que muito cedo, seus pais estão deixando nas suas mãos as decisões. Como resultado, poderemos ter seres humanos insatisfeitos com sua própria vida.

  2. Morel,
    acabo de conhecer este blog e não consegui parar de lê-lo em toda a tarde. Já são as 10 da noite passadas e ainda sigo aqui.

    Este artigo está excelentemente escrito ao igual que todos os outros. Me chama a atenção a lucidez e o racionalismo com que você se expressa sem deixar de lado a sensibilidade e a espiritualidade.

    Tenho observado, muito ao meu pesar, que os espíritas costumam cair para um lado ou para o outro. Ou são demasiadamente frios e racionais ou pelo contrário excessivamente espiritualistas, caindo por vezes, inclusive, no fanatismo e na superstição.

    Você no entanto, escolheu permanecer no caminho do meio.

    Você sabe e demonstra que o equilíbrio é a porta para evoluir quais espíritos que somos. Eu também penso assim.

    Nestas poucas horas aqui na tua casa, pude aprender mais que em todos os anos de árdua busca na internet.

    O teu pensamento está em linha com o meu. Como você mesmo diz, os semelhantes se atraem. Que bom saber que não estou sozinha, que não sou um bicho esquisito que vai contra a corrente.

    Puxa vida! Não posso expressar em palavras o quanto estou agradecida a você por todo o trabalho em escrever este blog (conhecimento é alimento e compartir desinteressadamente é um ato de amor e caridade) e aos mestres que me enviaram aqui.

    Um grande abraço fraternal.

  3. Olha eu também vejo muito isso de pais serem mandados pelos filhos e o pior é que o governo quer intrometer-se na educação que queremos dar aos nossos filhos, isso é uma lástima, porém penso que tudo tem que piorar muito para que comece a melhorar, como o Morel falou, nosso planeta está em transição de um mundo de provas e expiações para um mundo de evolução e Kardec mesmo deixou escrito que é imprescindível a queda dos costumes e instituições antigas para que uma nova sociedade se levante das suas ruínas e isso já está acontecendo. Eu fico feliz em notar que estão encarnando em nosso planeta espíritos evoluídos preocupados com a natureza, a alimentação, banindo os vícios como a luta contra o tabagismo e as drogas, enfim, são sinais dos tempos como nos disse o nosso mestre Jesus que ia acontecer e quando começasse a acontecer era para nós exultarmos porque a nossa redenção se aproximava. Gosto muito da profecia contida no livro de Daniel onde diz que no fim dos dias, ou seja, quando essa sociedade começasse a mudar, muitos ressurgiriam do pó da terra e o próprio profeta se levantaria para receber a sua herança. Isso está contido em Daniel, capitulo 12, e entendendo à luz da doutrina nós sabemos que isso refere-se ao reencarne de muitos sábios do passado em nossos dias, é uma benção ver esses irmãos ressurgindo hoje para continuar sua missão.

  4. Luciene, eu constato frequentemente isso a que você se refere. É realmente uma geração muito diferente, e sua educação deixa a desejar. Mas acredito que eles terão uma maior maleabilidade para reajustar sua rota, no futuro. Obrigado, Luciene!

  5. Boa tarde Morel !
    Pois vou lhe contar uma coisa, tenho um sobrinho de 5 anos e sei que é uma criança índigo e não sei se meu irmão e minha cunhada estão sabendo lidar com isso. Pois em nossa época os valores eram outros. Fazíamos o que nossos pais queriam e não o que queríamos, hoje o que vejo é o inverso. Os pais querem dar de tudo aos filhos, e os filhos acham que tudo é muito fácil, que o pai pode tudo. Fico triste de constatar isso. Será que os pais acham mais fácil fazer os gostos das crianças para não terem dor de cabeça agora? E mais para frente como será? Será que vão ter os mesmos valores?

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