Comportamento, Mídia e sociedade

Seja quem você é de verdade!

Seja quem você é de verdade!

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Você fica feliz quando percebe que alguém gosta de você? Você se preocupa com o modo como as pessoas o veem? Você gosta de ser como você é?

É muito raro conhecer alguém realmente autêntico. Talvez isso nem exista. Porque mesmo as pessoas que se julgam autênticas quase sempre são apenas espontâneas, e confundem espontaneidade com autenticidade. Uma pessoa autêntica seria aquela que soubesse viver plenamente sua natureza de pessoa única, carismática, que não precisa imitar ninguém. Você conhece alguém assim? Isso é bem diferente de espontaneidade.

Ser espontâneo é não ter receio de expressar livremente o que se sente, não avaliar as consequências do que se diz ou do que se faz, mesmo que isso possa causar algum mal estar. Claro que uma pessoa espontânea também pode ser encantadora. Quer ver alguém espontâneo? Observe uma criança. As crianças costumam falar o que pensam, sem perceber que isso pode causar situações constrangedoras e embaraçosas para os adultos.

Somos seres sociais, influenciamos e somos influenciados constantemente uns pelos outros. É uma maneira prática de aprendermos, vivendo sempre novas experiências a partir das experiências dos outros. Isso funciona até com a ficção. Um filme, uma novela, um romance. Ao nos identificarmos ou torcermos por um personagem, não estamos vivendo a experiência dele? Claro que sim!

Não haveria nenhum mal nisso se não nos tornássemos tão facilmente manipuláveis. Não haveria nenhum mal nisso se não incorporássemos tanto dos outros e ficássemos com tão pouco de nós mesmos! Por isso é tão raro alguém autêntico. Desde crianças, nós imitamos aqueles a quem admiramos (nem sempre dignos de admiração), pegamos um pouco de um e um pouco de outro e acabamos criando um personagem a quem chamamos “eu”.

Você reconhece isso em você? Você se dá conta de que grande parte disso que você chama de “seu jeito” você só tem para agradar os outros? Não há como negar que ficamos felizes quando percebemos que alguém gosta de nós. E queremos que continuem gostando. Para isso abrimos mão de nossa autenticidade e abusamos de características que um dia imitamos de alguém, mas que não são nossas.

Observe duas pessoas se paquerando (ainda existe essa palavra? Não achei outra.). Não são totalmente artificiais? Usam os melhores truques que já observaram nos outros. Por que fazem isso? Por que querem agradar, porque se preocupam com o modo como o outro os vê. No entanto, seríamos muito mais interessantes se fôssemos autênticos! Porque ao imitar os outros deixamos de lado nossa originalidade, criamos um personagem, uma caricatura.

Experimente abandonar o personagem que você criou. Seja você de verdade! Com toda a certeza você é bem melhor do que o personagem que você anda interpretando. Ah, você não acha que interpreta personagem algum? Então veja as pessoas à sua volta, observe as pessoas mais próximas, principalmente aquelas que você conhece mais. Veja que elas se comportam de uma maneira na sua frente e de outra maneira na frente de estranhos. Vai dizer que você não é assim?

Não se preocupe com o modo como os outros veem você. Você é você. A maior riqueza que temos é nossa individualidade. Seja grato a ela. Tenho certeza que quando você está só você se sente mais perto de si mesmo, mais à vontade É porque você gosta mesmo é de ser quem você é de verdade, não do personagem que inventou. Não concorda? Por quê?

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5 Comentários

  1. Jesus é nosso modelo de perfeição, Terezinha. E acredito que nossa essência seja a mesma dele. Somos Cristos não desenvolvidos, mas chegaremos lá. Se nossa essência é a do Cristo, quando temos ele por modelo na verdade não estamos imitando, mas desenvolvendo nosso íntimo. Esse assunto vai longe…
    Obrigado, Terezinha!

  2. Bom dia!!! Hoje seu artigo merece uma autoanálise mesmo… Creio que não conseguimos ser verdadeiramente autênticos…como mesmo você colocou sofremos várias influências…desde nossa infância…Mas se procuramos ser verdadeiros conosco mesmos, de tudo que nos influencia…ou de todos que nos identificamos…vamos analisando até que ponto existe algo de verdadeiro nesses papéis que representamos…e daí colher aquilo que se encontra no amâgo de nós..nossa verdadeira identidade….Mas devemos sempre ir checando a nós mesmos…até que ponto estou sendo verdadeiro comigo mesmo…pra depois ser para o outro…a essência do meu ser…Bem, Felipe…isso realmente merece uma análise profunda de nós mesmos…sempre existirá uma estrela que brilhará mais em nossa vida… e sempre iremos querer segui-la…pra mim é Jesus….Um grande abraço.

  3. Ana Rosa, temos que tentar ser um pouco mais autênticos, abandonar o personagem que criamos. Obrigado pelo comentário.

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