Mídia e sociedade

A liberdade do espírito

liberdade do espírito

Morel Felipe Wilkon

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Você é livre? Até que ponto você é livre? A liberdade do espírito aumenta de acordo com o seu conhecimento. Quanto mais conhecimento você tiver, mais livre você será. Por isso perguntei se você é livre, se você se considera livre.

A falta de instrução e o Espiritismo

Você sabe que a maior parte da população não tem muitos conhecimentos. É sabido e notório que falta cultura, falta estudo, falta vontade de aprender. Sobra comodismo, preguiça, marasmo. Quando me refiro assim aos CBDs, os come-bebe-dorme, alguns se lembram de me criticar, de me lembrar que eles são pobres irmãozinhos que ainda não evoluíram o suficiente, que cada um tem o seu tempo, que a natureza não dá saltos, essas coisas. Podem me lembrar, não tem problema. Mas eu não esqueço isso. Só acho que essa consideração toda com “os irmãozinhos”, se não for acompanhada de ação, é enganosa.

espirito reencarnação
Até que ponto você é livre?

Sei que há na Terra espíritos de graus evolutivos ligeiramente diferentes, e que muitos dos que estão reencarnados hoje não reencarnavam há séculos, não estão preparados pra nada além do Faustão aos domingos, o jogo do seu time e o Big Brother uma vez por ano. Entendo isso. Entendo que não há como exigir desses espíritos que se interessem, de um momento pro outro, por grandes assuntos filosóficos e que mudem radicalmente os seus costumes.

Mas a compreensão não é conivência, é só compreensão. Não compactuo com o vazio da vida midiática que atordoa a maioria. A vida da maioria se resume a isso. O seu time de futebol, a novela, as fofocas dos sites de fofocas, sexo, comida, álcool e emoções baratas.

A grande mídia e você

Essas pessoas têm pouquíssima liberdade. São presas aos seus hábitos, hábitos impostos pela grande mídia, que lucra com os horizontes curtos do seu público consumidor. Não estou afirmando que a grande mídia inventou as fraquezas humanas, claro que não. Mas se aproveita delas profissionalmente. Vende emoções a granel. Faz das suas pseudocelebridades modelos a serem copiados, faz dos seus artistas efêmeros líderes e ditadores dos costumes, faz dos seus anunciantes benfeitores da humanidade, faz dos produtos que oferece bônus para a felicidade, e de homens e mulheres fracos de caráter produtos, objetos de consumo. Faz da mulher um acessório erótico, um formato moldado para o sexo, um ser sexual. Faz do pensamento um tabu, faz das ideias artigos em falta.

Tudo gira em torno do prazer, do conforto físico, da sensação de grandeza proporcionada pelo carro, pelo eletrodoméstico, pelo aparelho de fazer qualquer coisa. Tudo é consumo. O consumo é, para milhões de pessoas no Brasil, sinônimo de felicidade, objetivo de vida.

Espiritismo e consumismo

Para disfarçar e ao mesmo tempo manter a massa entretida, falam um pouco dos conflitos no Oriente Médio, do preço do barril de petróleo, da bolsa, do índice Nasdaq, do crime do momento. E a massa pensa que isso é informação.

A liberdade dessas pessoas é extremamente reduzida. Não há horizontes à sua frente. O máximo que enxergam é a próxima edição do Big Brother ou a final do campeonato. Só o conhecimento para aumentar a liberdade, para expandir os horizontes, para abrir os olhos e os ouvidos, pra mostrar que a Vida é infinitamente superior a isso.

A verdade vos libertará

Só o conhecimento pra mostrar que somos espíritos imortais, que estamos reencarnados em busca de disciplina, rearmonização com o próximo e autoconhecimento, que aquilo que vendem como felicidade é ilusão, que aquilo que oferecem como sonho de consumo é escravidão. 

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18 Comentários

  1. Muito boa a reflexão… Entendo que devemos ter bem claro a nossa libertação através do conhecimento sabendo a diferença entre a Resignação e Comodismo. Um levando-nos ao melhoramento e outro ao estacionamento evolutivo do espírito. Muita Luz a você amigo !!!

  2. Existem bons programas na tevê, mas eles não tem audiência. Infelizmente, o pior é que se destaca mais, isso até no jornalismo. As matérias positivas não chamam atenção, já as tragédias têm a maior repercussão e realmente não dá pra se conformar com isso…

  3. Ótimo relato, Morel. O pior de tudo isso é que vai além do desencarne, muitos de nós continuam na mesma, continuamos a fazer e a sentir saudades até da alimentação. Nos relatos de mediúnicas, fazem escravos aqueles que não conseguiram mudar, ainda quando estavam aqui encarnados, digo, os seus pensamentos em relação à mídia. Cansa, tudo que a mídia acha que é a maneira certa de viver, se você fica fora disso, pensa diferente do que a maioria, você é afastado e é considerado chato, como ninguém quer ser excluído da sociedade, acabam entrando na simbiose. Viva a diferença! Um abraço.

  4. Acho interessante essa relação entre liberdade e conhecimento. Muitas vezes pensamos que liberdade é poder mudar as coisas, mas penso que a vida tem ciclos que não podemos mudar. Por outro lado, se compreendermos melhor o sentido das coisas podemos aceitá-las melhor. Pois no fundo, a grande ‘coisa’ que podemos mudar é nós mesmos.

  5. Você tem razão, Juliano. Mencionei isso ao citar que “não estou afirmando que a grande mídia inventou as fraquezas humanas, claro que não.” A mídia oferece o que as pessoas querem, é verdade. Como grande parte das pessoas ainda são muito materializadas, vivendo de sensações e emoções, a mídia as serve muito bem nesse aspecto. Mas isso que a população encontra na mídia é, em sua maior parte, produto fabricado pela própria mídia. Ao escolher o que há de pior para mostrar ao público, ela está condicionando o público. Quem fuma acha que o cigarro acalma os nervos e aumenta a concentração. É uma meia verdade. A abstinência da nicotina provoca nervosismo (que acaba temporariamente ao fumar um cigarro) e deixa a pessoa dispersiva (o que também cessa temporariamente quando a pessoa fuma). O cigarro, então, oferece o que o fumante quer; mas esse “querer” foi criado pelo próprio hábito de fumar. Ninguém começou a fumar para se tornar mais calmo ou mais concentrado. Da mesma maneira que com o vício do cigarro, a procura pelos programas televisivos populares existe; mas existe como a aceitação/dependência de algo criado e oferecido pela própria mídia.
    Todas as nossas instituições refletem a sociedade em que estão inseridas. Isso não lhes tira a responsabilidade. E embora compreendamos o passado da Igreja ou de qualquer outra instituição, essa compreensão não se confunde com conivência. A Igreja poderia ter feito melhor; como a mídia, hoje, pode fazer melhor.
    Estou de pleno acordo com você em que ninguém é obrigado a ver a vida passar em frente à televisão. Mas não se pode negar a influência que o meio exerce sobre as pessoas. A maneira como os diversos espíritos encarnados e desencarnados estão distribuídos no planeta mostra isso. O princípio de que semelhante atrai semelhante mostra isso. Até a física mostra isso através da influência que os elementos exercem uns sobre os outros. O ser humano pode, como você assinalou, vencer nos meios mais difíceis, como pode perder-se mesmo nas melhores condições. Isso são excessões que comprovam a anterioridade da existência, a preexistência do espírito, que traz consigo suas forças ou fraquezas de tal forma acentuadas que se destacam do meio em que está inserido.
    No capítulo 29 do livro Os Mensageiros, de André Luiz, há um bom exemplo da influência do meio. Discute-se as diferenças entre a colônia Nosso Lar e a colônia Campo da Paz. Em Nosso Lar, pela elevação psíquica geral, os espíritos sofredores tendem a uma recuperação rápida e a elevarem-se gradualmente justamente pela influência que a maioria exerce, diferente de Campo da Paz, onde predominam os revoltados e os raivosos, gerando uma atmosfera psíquica pesada e dificilmente superada.
    Um abraço.

  6. Olá Morel, concordo com quase todo o artigo, também evito televisão, telejornais, programas fúteis como BBB, etc. Minha única divergência é que não acho que a culpa é sempre da “grande mídia”. Eles só servem o que as pessoas querem. Se eles não falam da novela, chove reclamação. Se não mostram sexo, as pessoas procuram em outro lugar. Se ignoram o futebol, a audência vai lá embaixo. A mídia ao meu ver é o reflexo da sociedade (assim como a Igreja Católica era o reflexo há séculos atrás, como citaste muito bem em um artigo anterior) e não quem puxa a sociedade pra baixo.

    Ninguém é obrigado a se prostrar na frente da televisão e ver a vida passar. Ninguém é obrigado a ser viciado em consumo, sexo, futilidades. Sou contra o princípio de que o ambiente molda as pessoas. Acredito que o ser humano tem força para, se quiser de verdade, prosperar nos mais horríveis ambientes.

    Abraço!

  7. Eu percebo meu grau de “atraso” quando vejo o quanto gosto de BBBs e sites de fofoca, o quanto eu me divirto que nem boba (indeed!) com essas baboseiras todas. Não vejo nada de mal em se divertir, mas não posso dizer que sou inocente e desconheço formas melhores e mais edificantes de se divertir. Acho que muitos de nós, comedores de mídia ruim, escolhe se alienar, porque é fácil, requer pouco esforço e é totalmente confortável. Um horror!

    Ô Mayra, viu! Tome jeitoooo! rsrsrsrs

  8. O povo é igual boi levado para onde os boiadeiros da mídia querem, e esses telejornais e repórteres policiais, então, só agravam ainda mais a situação com notícias sangrentas pra todo lado. Isso é energia negativa sendo liberada como peste negra via as ondas de televisão por todo o Brasil, entra nos lares ajudando a destruir as famílias, as novelas são as disciplinadoras das nossas crianças, ensinando a prática sexual precoce, a mentira e traição. Por tudo isso deixei de ver TV aberta, a única coisa que assisto às vezes é o Sílvio Santos nos finais de domingos. O que vejo bastante são documentários e bons filmes pela internet. Concordo plenamente, Morel, com seu artigo. A paz.

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