Comportamento, Reforma íntima, Temas abordados

Espiritismo e autoajuda

auto-ajuda espiritismo

Morel Felipe Wilkon

Ouça este artigo na voz do autor

Como você define a palavra autoajuda? O que autoajuda quer dizer pra você? No Livro dos Espíritos os autores espirituais chamam a atenção de Allan Kardec, várias vezes, a respeito dos diferentes significados que damos às palavras.

Tem espírita que tem um calafrio na espinha só de ouvir falar em autoajuda. Eu, que nunca fui leitor de autoajuda, mas que aprendi que preconceito intelectual é medo de ter seu pouco-saber descoberto, acho que autoajuda quer dizer autoajuda. Isso mesmo, autoajuda é ajudar a si mesmo. Se há um sentido pejorativo nesta palavra que eu não saiba, aviso que nem quero saber.

Você sabe o que é autoajuda?
O que é autoajuda pra você?

Andam dizendo que escrevo autoajuda. Pra mim isso soa verdadeiro e aceito como um elogio. Quero que as pessoas ajudem a si mesmas, quero que elas se autoajudem. Mas dizem que Espiritismo não é autoajuda. Já li um bocado de Allan Kardec, e sei que o Espiritismo é uma doutrina filosófica, de base científica e consequência religiosa. E daí? Isso retira do Espiritismo o seu caráter de incentivador da reforma íntima, que, ao final das contas, é ajudar-se a si mesmo?

A reforma íntima é individual, não é um fenômeno social ou de grupo. Sua prática supõe autoconhecimento e a tentativa permanente de melhorar a si mesmo. Isso não é autoajuda? Como fazer a reforma íntima: Não será através do estudo e prática do Evangelho de Jesus? E para que isso seja realizado não é necessária uma boa dose de autoajuda?

Argumentam que a autoajuda não prevê a imortalidade, que é um processo voltado ao imediatismo. Não sei. Sei que para quem quer se evangelizar, para quem quer ter condições de fazer bem ao próximo, para quem quer aprender, se desenvolver, evoluir, crescer moralmente, é imprescindível que se ajude a si mesmo. O resto é má-vontade.

Não creio que qualquer coisa que eu escreva contrarie a doutrina. Minha primeira referência continua sendo Allan Kardec. Mas talvez seja o caso de dizer que não acho Allan Kardec infalível ou dono da verdade. Sou espírita. Mas sou cristão, não kardecista. Meu mestre é Jesus, não Allan Kardec. Kardec teve importância inestimável na codificação. Aconselho sempre que o estudo do Espiritismo comece pelo Livro dos Espíritos. Mas o ensinamento que sigo é de Jesus, não de Kardec.

Defendo que o Espiritismo requer, em sua prática vivencial, qualquer coisa semelhante à autoajuda. Aliás, a prática cotidiana da vivência espírita se ressente, e muito, de método para a reforma íntima. Só o conselho de Santo Agostinho não basta. Acredito que uma disciplina mais rígida surtiria efeitos mais imediatos e sólidos. O que mais ouço é que “cada um tem o seu tempo” e que “a natureza não dá saltos”. As duas afirmações são verdadeiras. Mas há um considerável contingente de pessoas que precisam apenas de “um empurrãozinho” para transformarem o homem velho no homem novo. Não encontrando o ritmo esperado no Espiritismo, acabam engrossando fileiras evangélicas, muito mais dinâmicas e vibrantes.

Esses que se arrepiam ao ouvir falar em autoajuda são os mesmos que matam as saudades da Inquisição e jogam a Zíbia Gasparetto na fogueira. Afinal ela comete a bruxaria de escrever o que chamam de autoajuda. Não levam em consideração que ela, sozinha, divulga mais o Espiritismo do que doze dúzias de ortodoxos juntos. O que ela escreve não é Espiritismo? Dependendo dos parâmetros, não. Mas milhares de espíritas entraram no Espiritismo pela porta dos fundos da autoajuda da Zíbia.

Os altos índices de natalidade do Brasil produzem jovens e mais jovens. Todos os anos são muitos milhares de jovens que começam a pensar, a se questionar, a iniciar sua busca filosófico-religiosa. O que temos oferecido a eles?

Não entenda mal; não estou defendendo que Espiritismo seja autoajuda. Não preciso de rótulos, mas sou muito próximo dos conservadores. Há espaço pra todos e todos são importantes para a propagação e o crescimento do Espiritismo. Apenas não me parece correto ficar batendo nas mesmas teclas de dor, sofrimento, carma, expiação, fatalidade. Nossa atitude perante a vida é uma questão de escolha. Nosso livre-arbítrio nos dá a chance de nos autoajudarmos com uma visão mais condizente com o ensinamento do cristo, que é alegria, paz e confiança.

Conheça meu canal no Youtube!

Artigo AnteriorPróximo Artigo

49 Comentários

  1. Várias vezes durante a noite dou por mim a fazer coisas que não são minhas, queria uma resposta para os meus problemas, pois as coisas que faço que não têm mesmo nada a ver comigo e quando dou por mim estou a fazer algo por vezes muito bom e por outras não tão bom assim e por norma é sempre algo a ver com sexo e quando dou por mim estou a por as mãos onde não devo e não sei ao certo por que o estou a fazer! Mas é bom e muito bom, estarei a ficar doido ou é alguma coisa que não sei??????

  2. Morel, boa noite.
    Muito bom o texto. Concordo plenamente com a colocação de que para “busca” da reforma íntima é necessária uma boa dose de autoajuda. Como eu disse em outro comentário, eu e minha esposa estamos iniciando na doutrina espírita em busca de ajuda, que só será possível através da reforma íntima, e, logo, só será realizada depois de uma boa dedicação ao evangelho. Acho que Deus utiliza cada um da melhor forma possível. Todos nós somos ferramentas de Deus e cada um desempenhará sua função de acordo com o grau de evolução que possui. Talvez Deus, naquele momento, precisasse de uma pessoa como Zibia para divulgação do “espiritismo”, de forma mais “eficaz” (não sei se é a palavra correta). O caminho que ela tomou depois, cabe a ela, e somente ela, responder por ele. Mas o importante é que quem entrou no espiritismo, através dela, não se desvie dele devido ao ato de uma pessoa humana (se ela errou, errou como todos nós). Como você disse devemos ser seguidores de Cristo e não de Zibia, Kardec… Boa noite para todos e fiquem com Deus.

  3. Não a admiro como empresária; a respeito como divulgadora do Espiritismo. Desde o primeiro comentário você a compara com Chico e Divaldo e afirma que o propósito dela com seus livros é enriquecer. Chico é modelo, qualquer comparação com ele é prejudicada. Sobre os propósitos da Zibia já nos manifestamos. Se não houver novos argumentos, por favor, encerremos essa discussão inútil. Você pensa de um modo e eu penso de outro. Não quero que você mude de opinião; não tente mudar a minha.
    Mudo de opinião frequentemente. Mas com bons argumentos, não com repetição de argumentos já refutados.

  4. Amigo Morel,

    Só agora tive a oportunidade de ler este seu artigo, e concordo em absoluto com você.
    Acho que está faltando um “braço armado” que aponte
    na nossa Doutrina como primordial a reforma íntima, afinal aquilo que todos nós procuramos e que mais pertinho põe o nosso coração junto com Jesus.
    Acho que devemos entender aquilo que os evangélicos
    farão provavelmente melhor que nós nesta matéria,
    e definitivamente colocarmos a reforma íntima como
    a prioridade para que este mundo seja mais rapidamente um mundo de regeneração.

    Um grande abraço aqui de Portugal, Morel

  5. Correto… após a morte do marido ela mudou a direção dos seus trabalhos, fechou o centro espírita, abriu um espaço espiritualista e passou a se dedicar na comercialização dos livros… Usei a palavra marketing no sentido puramente empresarial com relação aos produtos que são os livros dela, como empresária que visa lucros ela se utiliza do marketing e daí vem sua popularidade, claro que o espiritismo pode e deve usar marketing, kardec foi por muito tempo garoto propaganda da doutrina espírita, divulgando-a pessoalmente através de livretos e isso não é contra os princípios seja do espiritismo ou dos kardecistas, mas com relação à Zíbia ela usou marketing sim mas para vender seus livros e não fazer propaganda doutrinária do espiritismo, eis a diferença com relação aos ortodoxos, talvez para você e para outros ela seja um modelo de empresária bem sucedida mas não olho por esse aspecto, Chico Xavier e Divaldo e outros mais ortodoxos poderiam ter amealhado uma fortuna 100 vezes maior que a dela se assim quisessem… concordo que ela conquistou tudo com trabalho duro e me admira muito a disposição dela para estar à frente dos negócios com quase 90 anos de idade, o que eu estranho é essa resistência em admitir que ela usou a mediunidade para enriquecer e que esse é o propósito dela com os livros… repito mais uma vez: a propaganda que faz do espiritismo é efeito colateral, se ela é bem sucedida sendo uma médium profissional, se almeja lucro e aumentar o império de comunicação que está em franco crescimento, isso quer dizer que existem espíritos que a auxiliam e que visam também sucesso, dinheiro e popularidade, pela lei de afinidade ela também pode ter a seu lado “espíritos empreendedores e profissionais do marketing” que tem em vista o sucesso… não podemos dizer que a seu lado estão espíritos como Emmanuel, Joana de Ângelis etc… que tem uma preocupação mais evangelística.

  6. Jorge, embora não seja biógrafo da Zibia, sei que ela só mudou a carreira após enviuvar, na virada da década de 80 pra 90. O espaço que ela tem foi ela que conquistou. Divulga seu trabalho com métodos profissionais de que o Espiritismo se ressente muito. Ela depende do marketing porque é empresária? Existe um meio eficaz de divulgação que não envolva marketing? O Espiritismo não pode adotar estratégias de marketing? Por quê? É contra os princípios? Que princípios? Princípios deixados por Allan Kardec ou princípios criados por kardecistas?

  7. Até 1959 mais ou menos os livros dela traziam uma tônica mais, digamos, ortodoxa. Após isso seu mentor Lucius teria lhe dito (palavras dela) que os livros a partir daquele momento deveriam ter um caráter menos “espírita”. Seria para vender mais? Difícil saber ao certo o que seria ter um caráter menos espirita, pelo que eu acompanho sobre espiritismo os mais ortodoxos trabalham incansavelmente na divulgação espírita sim, se não o fazem mais é por falta de espaço na mídia; Divaldo com seus 85 anos de idade viaja mundo afora, eles apenas não tem o espaço midiático que Zíbia tem… Ela só tem mais popularidade porque logicamente como empresária depende do marketing… e sobre o uso da mediunidade concordo com você… é problema dela com Deus, só que a Doutrina espírita está solidificada em princípios e à luz deles podemos e devemos passar pelo crivo alguns comportamentos que tem relação com assuntos afetos, isso não é julgamento, é exercitar o lado crítico e desenvolvê-lo… não podemos esquecer que as palavras “Hipócrita e raça de víboras” não saiam das bocas de jesus… longe de mim me comparar ao mestre, mas o amor e a tolerância não podem significar isenção e neutralidade, quem faz isso são os políticos, nós que abraçamos os princípios espíritas temos que nos posicionar sempre, claro sempre com respeito ao semelhante.

  8. Rodrigo, na verdade a tradução do Haroldo não traz diferenças significativas em relação às demais traduções. Só faz diferença pra quem gosta do estudo do Evangelho. Em relação à Zibia, esclareço mais uma vez que não sou seu admirador nem defensor. Só penso que ela cumpre um papel que outros mais ortodoxos não cumprem, que é a divulgação em larga escala. O que ela faz ou deixa de fazer com o dinheiro é assunto dela e de Deus.

  9. Boa discusão para trazer entendimento. Eu não conheço a Zibia, acho que ainda não li nenhum livro dela, tenho muita vontade de adquirir o Novo Testamento de Haroldo Dultra mas tá muito caro pra mim. Sinto que com esse livro poderia enrriquecer ainda mais minhas pesquisas na área religiosa, ninguém quer fazer uma doação? rss!

  10. “Muitas pessoas chegam aos centros após ler os livros dela, mas como eu já disse, isso é o efeito colateral e não o projeto dela.” Se isso não é julgamento, é informação privilegiada.

  11. Eu não avalio pessoas e sim fatos… a pessoa dela e suas motivações pessoais eu não tenho condições de avaliar, mas o fato gritante de ela ter construído um império com sua mediunidade é patente, só nao entendo o porquê da resistência em admitir isso, na questão de divulgação do espiritismo ela prestou sim um enorme serviço, muitas pessoas chegam aos centros após ler os livros dela, mas como eu já disse, isso é o efeito colateral e não o projeto dela… Chico Xavier e Divaldo bem como outros médiuns têm como pressuposto vital a divulgação do espiritismo, o dinheiro com a venda dos materiais é para manter as obras de caridade… Zíbia já declarou que não tem ligações com o espiritismo, então ela não tem que seguir os preceitos de “dar de graça o que de graça recebeu”. Concordo… pelo menos nisso ela foi honesta e a reverencio por isso, o que eu questiono é espíritas ligados ao movimento espírita ainda a verem como tal… eu a classifico como espiritualista, um conceito mais amplo. Eu não estou julgando Zíbia, mas o fato de enriquecer com a mediunidade é patente, claro como água… só tenho que por princípio a mediunidade não é pra dar sucesso pra ninguém (encarnado ou desencarnado) penso que isso é o que a maioria pensa.

  12. Não me corrija, Jorge. Quem está afirmando isso é você. A sua opinião é a sua opinião; digna de respeito, mas apenas a sua opinião. Você parte do pressuposto de que a Zibia quer enriquecer à custa do Espiritismo. Pensamos dos outros o que nos vai na mente, Jorge. Ela pensa grande. Allan Kardec pensava grande. E, como você afirmou, ele investiu o que tinha na divulgação do Espiritismo. Em poucos anos consolidou a Revista Espírita. A Zibia é hoje a maior divulgadora do Espiritismo no Brasil. No dia em que eu tiver vencido a mim mesmo, talvez me anime a avaliar o estilo de vida alheio.

  13. Só uma correção Morel… voce nao encontra em nenhuma parte da Biografia de kardec que ele tenha vivido da venda dos livros espiritas,nem da assinatura da revista espirita ele era um educador e sua renda provinha dos livros que escreveu enquanto educador, é verdade que os livros espiritas eram pagos mas a renda era revertida em prol da divulgação do espiritismo e mesmo após a morte de sua esposa, amelie boudet, única herdeira do codificador, todo o patrimonio de kardec (pessoal) foi revertido em prol do espiritismo, sua esposa fez questao de manter a coerencia de kardec mesmo apos seu desencarne… recomendo a Biografia dele por Henri Sausse, vc encontra no livro “O que é espiritismo” da editora FEB… na minha opiniao se o medium se vê sem trabalho e necessitado pode sim explorar sua mediunidade para prover-se do necessário, desde que enquanto isso procure estudar, trabalhar para obter outros meios de se sustentar, o que eu acho errado é fazer da mediunidade uma forma de enriquecer e ganhar famanao foi pra isso que lhe foi dada e sim para o seu melhoramento e o das pessoas enriquecer com a mediunidade é desvia-la do seus objetivo primário e principal há uma diferença capital entre o necessário e o suprefluo…

  14. Sérgio, só nos decepcionamos quando criamos expectativas. E as expectativas que criamos espelham o que nós queremos, o que nós esperamos, o que nós achamos certo. Você não é obrigado a concordar comigo, pelo contrário. Ter opinião própria e saber se posicionar é uma atitude lúcida. Mas se você se decepcionou, quer dizer que até então você vinha concordando comigo. Então a decepção se deve a uma opinião diferente da sua? Você deixa de lado muitos pontos em que estamos de acordo por causa de uma divergência?
    Eu procuro sempre convergir, não divergir. Olho o que as pessoas e coisas têm de bom e valorizo isso. Os pontos divergentes são maneiras diferentes de ver as coisas, e isso tem a ver com os conhecimentos e experiências de cada um.
    Aliás, na maioria das vezes as divergências são mais aparentes do que reais. Não sou fã da Zibia. Não indico livros dela. Mas ela cumpre um dos papéis mais importantes do Espiritismo na atualidade.
    Dinheiro e sucesso não pecados não, Sérgio. Até porque, como nos ensina a Doutrina, pecado não existe. Não acho, de maneira alguma, que o médium deva cobrar por seu trabalho mediúnico. Quando aconselho alguém – e faça isso todos os dias – a procurar um centro espírita, o primeiro critério de seriedade que indico às pessoas é se o centro cobra ou não por seus atendimentos e trabalhos. Se cobrar, é melhor evitar; não me parece um lugar sério. “Dai de graça o que de graça recebestes”. Se recebemos a mediunidade de graça, e nosso trabalho no centro espírita diz respeito à mediunidade, é evidente que não devemos cobrar. Poderíamos nos questionar do porquê de utilizarmos esse critério exclusivamente com relação à mediunidade, já que um músico recebeu o seu “dom” de graça e cobra por ele, o poeta recebeu o seu “dom” de graça e cobra por ele, o marceneiro recebeu o seu “dom” de graça e cobra por ele. É que a Espiritualidade não nos obriga a exercermos a mediunidade em benefício do próximo, não nos impõe que deixemos trabalho e família de lado para trabalharmos com a nossa mediunidade. O tempo que dedicamos a isso é, em tese, um tempo que nos sobra.
    Há casos de pessoas que vivem em função da caminhada que abraçaram. Divaldo Franco e Raul Teixeira não costumam permitir gravações de suas palestras em virtude de assegurar direitos autorais para suas instituições. Allan Kardec, tendo abandonado sua profissão de educador, dedicou-se exclusivamente ao estudo e divulgação do Espiritismo, custeando e cobrando por seus livros. Quem sabe dos motivos que os movem – ou moveram – são eles. Zibia optou por divulgar seus livros de maneira profissional, o que demonstrou excelentes resultados. O que ela faz com o dinheiro arrecadado é ela quem sabe; eu não sei.
    Fique com Deus, Sérgio.

  15. “Dinheiro e sucesso não são pecados”? Então quer dizer que o médium pode ganhar dinheiro com seu dom? E eu que achava que o Morel era uma pessoa sensata. Que decepção.

  16. Querida Denise, li seu comentário sobre dica de livro a respeito de autoajuda e autoperdão e tomei liberdade (pedindo licença ao Morel) de lhe indicar um excelente livro: “Reforma Íntima sem Martírio” do médium mineiro Wanderley de Oliveira, lavra espiritual de Ermance Dufaux. OBS. Ermance ajudou muito Kardec durante o período da codificação da doutrina; era muito jovem e excelente médium. Obrigada pelos textos, amigo Morel, sou de Uberaba e descobri seu site por acaso. Abraços a todos!

  17. kkkk muito pelo contrário, eu por incrível que pareça já li os livros dela (03), são bons romances sim… o que me incomoda é o testemunho, os desavisados podem ter uma imagem errada do que seja o espiritismo, mas a despeito disso ela é uma médium notável e muito produtiva… pena que a meu ver use a mediunidade com um certo desvio.

  18. Ah sim não são pecados de forma alguma… meu posicionamento com relação a ela ganhar dinheiro se prende a um fato de convicção e ideologia… creio que temos de dar de graça, o que de graça recebemos… na minha opinião o médium deve dar à mediunidade o tempo de que dispõe e se acaso necessitar de haveres para sobreviver de forma digna acredito sim que pode lucrar com a mediunidade, mas isso até encontrar um outro emprego e pra isso tem que estudar, trabalhar etc… crime não é, a lei brasileira assegura os direitos autorais a ela, se a lei diz que pode, então pode, mas não esqueçamos que o desejo de lucro atrai para junto de si espíritos que também desejam lucro e sucesso… ótimos canalizadores de vaidade tanto de encarnados quanto de desencarnados… sinceramente me preocupa realmente o que move Zíbia: se é a caridade ou o sucesso e lucro, dependendo da resposta poderemos ter uma ideia do espírito que age através dela.

  19. Jorge, Chico ingênuo e intenções escusas são palavras suas. Para saber saber Kardec é preciso ler a coleção da Revista Espírita. Meus olhos são bem abertos e não vejo maldade na Zibia ganhar dinheiro. DINHEIRO E SUCESSO NÃO SÃO PECADOS.

  20. Chico não era ingênuo, Morel, se a FEB tivesse intenções escusas muito certamente os guias de Chico, entre eles Emmanuel, o teriam alertado, não acredito que um espírito com uma tão nobre missão como Chico fosse um fantoche da FEB e a espiritualidade não fizesse nada a respeito, entre as medidas que poderiam ser tomadas seria a suspensão da mediunidade dele, isso é perfeitamente possível de acontecer, Chico era simples e iletrado, mas estava longe de ser manipulável, se Emmanuel o assessorou no programa pinga-fogo, que dirá em uma questão tão grave como essa… Quanto a kardec no Livro “O que é espiritismo” na primeira parte onde existe uma biografia feita por Henri Sausse está dito que Kardec perdeu tudo o que tinha porque um tio seu fez um investimento mal sucedido, Kardec após esse revés encontrou e se encarregou da contabilidade de 03 casas e através disso conseguiu reconstituir o dinheiro que perdeu, além disso antes de publicar o Livro dos Espíritos ele já era um conceituado educador tendo livros seus adotados por várias escolas e universidades da França… sua renda vinha desses livros, só muito depois com a vida já estabilizada financeiramente ele começou a estudar os fenômenos espiritas… como eu falei isso está na Biografia dele, disponível no Livro “O que é o espiritismo” tudo o que era arrecadado da venda dos livros espíritas revertiam para o próprio espiritismo e para a sua divulgação, nada ficava para kardec a título de renda pessoal ou salário… já Zíbia Gasparetto não usa o que ganha com os livros apenas para sobrevivência, isso seria até compreensível, mas usa também para aumentar um império de comunicação, e enriquecer… se é errado ou não, não sei… Isso ela saberá quando desencarnar mas o que não podemos fazer é fechar os olhos e achar que ela está atuando pelo bem do espiritismo, para ela e outros o espiritismo é um negocio lucrativo, como as igrejas são para alguns líderes…

  21. Qualquer comparação com Chico Xavier é prejudicada. Não sabemos dos bastidores da FEB e sua editora. Allan Kardec vendia seus livros, não os doava. Bancava a edição e vendia. Viveu disso durante anos.

  22. Bom, está certo que não estamos na cabeça dela. Mas veja a vida dela antes e depois da eclosão da mediunidade… e veja a vida de Chico Xavier antes e depois da eclosão da mediunidade. Um doou os direitos autorais para a caridade o outro aumenta cada vez mais um império gigantesco (a Revista Isto é fez uma reportagem na edição dessa semana). Não podemos julgar pessoas, isso só a Deus compete, mas os fatos estão aí… se é errado ou não ganhar dinheiro com a mediunidade é outra discussão, mas é inegável que ela usa seu dom pra isso… gosto dos livros dela, são bons romances, mas os encaro como ficção… é tipo um “Ghost” ou outro filme americano de espiritismo… a carga emocional envolvida e a trama bem costurada impressionam e daí as pessoas por curiosidade procuram conhecer a doutrina espírita, mas digo que esse não é o objetivo dela… é apenas a consequência

  23. Pra mim nenhuma reforma íntima tem sentido sem “autoajuda”. A minha (reforma íntima) tomou outra proporção depois que comecei a ler seus artigos. Deus te abençoe sempre com muita Luz, porque eu vou te seguir enquanto eu puder. Um abraço.

  24. Jorge, não podemos generalizar achando que todos os evangélicos ou outros religiosos esperam que Jesus resolva as suas vidas.
    Não estou na cabeça da Zibia pra saber se o interesse dela é financeiro.
    Quanto à Doutrina, há enormes diferenças de um centro pro outro.
    Obrigado pela participação.

  25. As pessoas deixam o espiritismo para as fileiras evangélicas porque não querem ouvir que estão em um mundo de provas e expiações, que cometeram um erro em uma vida passada e agora estão resgatando, que devem se resignar, elas querem ouvir que Jesus vai resolver suas vidas. No fritar dos ovos a doutrina perde muitos adeptos porque tem um discurso de que nessa vida é só resgate e sofrimento, as pessoas já vivem muito atribuladas e querem um alívio, querem ouvir que Deus cuida delas, procuram ajuda do alto e não autoajuda, isso explica a migração de uma religião pra outra… a vislumbração de uma solução e não somente de uma explicação… eu sou espírita, mas será mesmo que a doutrina pode apenas oferecer explicação para os problemas? Sera que não pode também, assim como fazem as outras crenças, oferecer uma solução? A fé raciocinada está tomando um caráter muito frio a meu ver… as pessoas precisam ser revitalizadas com uma fé ardente.
    Quanto à Zíbia Gasparetto, vejo os livros dela como um chamariz, mas é ledo engano achar que se aprende espiritismo com eles, é ficção… que serve para distrair… aliás seus livros são feitos com fins de lucro, a divulgação da doutrina espírita é simplesmente um efeito colateral, que é provocado pela espiritualidade, mas esse não é e nunca foi o objetivo dela, ela é uma empresária que escreve livros para ter lucro e enriquecer, simples assim… a meu ver Chico Xavier e Divaldo franco são os grandes nomes na divulgação da doutrina espírita hoje e por muito tempo ainda… mas Deus usa várias formas para atrair as pessoas e o romance é uma delas… os livros de kardec realmente são técnicos, e com linguagem pesada, pouco atraente para a maioria. com relação à autoajuda ela deve ser usada sim, quando tem por fim fortalecer e encorajar quem precise, mas torna-se perigosa quando fica centrada apenas no “eu”, vira uma espécie de antropocentrismo onde o homem ocupa a posição principal na vida, autoajuda ou não, existem leis divinas e o próprio Deus acima do homem, que deseja sim o homem feliz mas também submetido a seus cuidados… seguindo o mestre e não senhor de si mesmo… Livros como “The secret” que pregam a lei da atração passam a impressão de que é possível ficar 24 horas por dia só com pensamentos radiantes e positivos quando sabemos que isso não ocorre… o cérebro não pára… inevitavelmente um pensamento de desânimo virá, o que não pode é se alojar, todos ficam tristes, desanimados, pensam negativo às vezes… nesse caso a submissão a Deus e a crença em um poder superior que nos ajuda quando não podemos nos ajudar é importante, acho que isso ainda é pouco explorado pela doutrina.

  26. Sim, Sandro. Há quem confunda o respeito que se deve à espiritualidade com outros sentimentos não muito apropriados. Obrigado pela participação.

  27. Olá. Belo texto. Compartilho o sentimento de que o estudo e a divulgação da doutrina espírita deve ser abordada também com o enfoque do amor, da luz “da alegria, da paz e confiança”… Existe em algumas casas espíritas irmãos que já falam chorando, como se fosse proibido demonstrar qualquer tipo do sentimento de júbilo perante a vida.

  28. A religião é criada pelo homem, em todas elas existe a autoajuda, no caso a reforma íntima.
    Nenhuma religião concede o milagre, tanto nos problemas financeiros, doenças, “dor de cotovelo” etc. O que acontece na verdade é a nossa reforma, a mudança de nossa consciência para o que é bom e belo e o que Deus espera de nós. Daí acontece o milagre da autoajuda, que o espiritismo faz com louvor.
    Todos os livros, artigos, comentários, palestras que nos fazem bem, nos passam energias positivas, que nos dão forças para levantar no dia seguinte e dizer: Obrigada, Senhor!

  29. Boa tarde, Morel
    Esse tema era o que eu procurava, pois no centro espírita se fala pouco sobre autoajuda, é mais voltado para os ensinamentos de Cristo; a reforma íntima, que no fundo nada mais é que autoajudar-se. Falam do amor ao próximo, do perdão, da caridade… enfim, mas pouco se fala sobre se aceitar, se perdoar, amar-se.
    Já li os livros da Zibia, pela sua popularidade, mas não gostei, não acrescentou nada! São romances que falam de leve sobre lei da ação e reação, que pode generalizar casos, mas concordo que leva um grande público, mas sempre indico as obras básicas e também os lindos romances do Chico Xavier.
    Mas o que eu procuro e te peço é algum livro sobre o autoperdão, se amar! Por que pequenos deslizes tornam-se grandes se não bem conduzidos. Nos seus artigos encontrei algumas dicas, mas caso você saiba de algum livro, ficarei grata.
    Novamente parabenizo pelo lindo trabalho, que as forças de luz te auxiliem sempre!

  30. Algumas pessoa têm o péssimo hábito de rotular o trabalho dos outros, sem considerar o benefício da obra. Minha irmã, minha filha e uma amiga, vieram para o espiritismo “pela porta do fundo” do livro Laços Eternos da Zíbia.
    Salvo esse livro em especial, eu também não sou muito fã dos livros dela mas eu, como tantas outras pessoas do Caminho, iniciamos o aprendizado lendo romances espíritas que pela beleza do idealismo, chama a atenção para o conhecimento mais profundo da doutrina.
    Acho a Zíbia Gaspareto uma semeadora de boas sementes, se ela lucra com isso é problema dela, nem todos podem ser desprendidos como Chico Xavier…
    Abração, Felipe!

  31. Tenho a mesma opinião tua! A Zibia realmente consegue “inserir” muitas pessoas no espiritismo. Eu mesma fui uma, conforme os relatos anteriores, me apaixonei pelo espiritismo já no primeiro livro que li da Zibia, foi uma porta de autoajuda que encontrei em um momento difícil. Atualmente eu leio livros mais direcionados, sem o fator romance, mas respeito todos os autores do meio, um livro sempre terá algo a acrescentar! Abraços.

  32. Muito bem exposto o seu pensamento, Mauro. No final das contas é tudo uma questão de preconceito intelectual.

  33. A arte da reflexão é algo que faz bem. A partir deste artigo, percebi que toda literatura é uma autoajuda. Explico, o que nos leva a ler um livro, um texto, artigo? Não é a busca pelo conhecimento ? Mesmo que digamos que não, essa é a verdade, pois ao ler qualquer coisa, estamos buscando saber o que aquele texto quer nos dizer, mesmo que não concordemos, mas a busca é a mesma. Assim, posso dizer que ler é uma autoajuda. Temos um preconceito com a palavra autoajuda, mas se olharmos o verdadeiro sentido dela que é abrir portas, horizontes, tudo ficará mais claro. Na verdade o nome que damos à prática da leitura não importa, o que devemos manter é este hábito de ler.

  34. Bom dia Morel, sou um desses cheguei à casa espírita lendo Zibia, e um médium da casa falou o mesmo que você escreve, ela arrebanha muitos à casa espírita.

  35. Maria Jose, conheço muito pouco da obra da Zibia e não tenho nenhuma admiração especial por ela. Mas é inegável o papael importantíssimo que ela representa na propagação do espiritismo. Quanto à questão do dinheiro, só ela mesma sabe o que faz; não compete a nós julgarmos se está certo ou errado.

  36. Muito bom seu texto, obrigada mais uma vez! Concordo com você acerca da autoajuda, quamdo estou embaixo por qualquer contrariedade na minha vida, gosto de ler esses livros, faz-me sentir uma pessoa melhor, com vontade de sorrir e esperança de um novo dia mais sorridente! Não é nada mais do que a lei da atracção, se cuidarmos dos nossos pensamentos direccionados para o bem e harmonia, a lei traz-nos mais do mesmo. Jesus gosta de nos ver bem e felizes! Em relação à Zibia já li quase todos os livros, adoro e devo dizer que trazem sempre uma lição de vida! Se ela ganha dinheiro ou não com as suas publicações é problema dela, todos temos nossas despesas, não é mesmo?

  37. Concordo com o que disse sobre a Zibia, comigo foi assim mesmo, eu tinha preconceitos e até medo do espiritismo e muitas questões sem resposta. Foi lendo os livros dela que tudo começou a mudar e tive vontade de conhecer mais, hoje frequento há mais de 3 anos casas espíritas e iniciei na escola também.
    Acho que sendo autoajuda ou não o importante é querer ajudar alguem 🙂

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.