Comportamento

Tome suas próprias decisões!

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Artigo publicado originalmente em 12/11/2012

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Tome suas próprias decisões. A vida é sua. Você ama a sua vida. Se não a amasse tanto, não viveria preocupado com ela. Pense no que você quer, no que você gosta, no que você acredita.

É muito comum eu receber participações de leitores de outras religiões. A pedido deles, não publico. Fico muito honrado com isso. Qualquer um ficaria. São comentários, questionamentos, pedidos de orientação. Gostaria muito de ter todas as respostas, mas não tenho. Respondo de acordo com meus conhecimentos e experiências. O que não sei responder, indico alguma fonte digna de consulta.

Estou abordando este assunto para lembrar que somos todos muito parecidos. Às vezes pensamos que há grandes diferenças entre espíritas e católicos, católicos e evangélicos, e por aí vai… Não posso falar muito dos outros, pois faz tempo que não frequento nenhuma denominação religiosa que não seja o Espiritismo. Com exceção de um terreiro de Umbanda que tive o prazer de visitar algum tempo atrás.

menino indeciso
Decida com a sua própria cabeça

Mas tenho ouvido muitos espíritas se referirem aos outros religiosos (lembro a você que não me considero religioso) com uma certa condescendência, como se referindo a pessoas menos iluminadas. Isso quando não criticam abertamente. Felizmente são poucos, uma minoria.

Não vejo assim tanta diferença. Gosto muito da fé raciocinada. Admiro muito o incentivo permanente ao estudo e à pesquisa, por parte do Espiritismo. Mas como vivência religiosa, teríamos que analisar as pessoas, não as religiões. Ninguém se torna melhor por ser espírita.

Os grandes problemas humanos são os mesmos pra todos. As angústias, as dúvidas e tristezas, atingem qualquer um, religioso ou não, espírita ou não. Os momentos de fraqueza, os estados depressivos, os tormentos morais, são características de nosso estágio evolutivo.

Fico muito gratificado cada vez que me procuram para buscar esclarecimento ou pedir conselho. De verdade. Sei que às vezes é difícil achar uma saída sozinho. Todos passamos por isso. Mas não podemos esquecer que cada um de nós é um universo. Cada um de nós é único. Só você sabe de você.

Você tem tomado as decisões na sua vida? Ou você tem delegado as decisões para alguém? Só você pode decidir por você. Só você sabe o que realmente quer e gosta e procura. E só Deus sabe o que é o melhor para você. Ninguém pode decidir nada por você. Nem o pastor, nem o padre, nem o babalorixá, nem o dirigente espírita ou mentor espiritual. Ninguém.

Você é você! É indivíduo! É único! E isso é maravilhoso! Porque por maiores que sejam os seus problemas, eles são parte da sua experiência, você só tem a aprender e crescer com eles, desde que se proponha a resolvê-los. Você precisa de ajuda? Deus serve? Deus muitas vezes é relegado, deixado como última alternativa. Mas Deus está em você! Deus se manifesta através de você, basta que você permita.

Conheço problemas, sei que às vezes tudo fica carregado, com jeito de tempestade. Mas se você consegue ver as nuvens carregadas é porque tem um pouco de claridade do sol. Por trás das nuvens escuras, do céu nublado, está o sol resplandescente. Ele continua brilhando sempre, não muda nunca. Nós é que não o vemos. Basta que as nuvens se afastem para que possamos sentir de novo o calor do sol e o seu brilho intenso.

Tome suas próprias decisões. A vida é sua. Você ama a sua vida. Se não a amasse tanto, não viveria preocupado com ela. Pense no que você quer, no que você gosta, no que você acredita. A opinião dos outros é a opinião dos outros. O que vale para você é a sua opinião. Você acha que isso é individualismo? Eu acho que não. Individualismo seria se você pensasse só em você, se você não considerasse os outros. Não é esse o caso. Há uma enorme diferença entre individualismo e individualidade.

Você é indivíduo, é único. Ninguém, jamais, vai conhecer toda a sua experiência e trajetória. Só você mesmo. E Deus. Eu repito: Fico honrado quando pedem minha opinião ou orientação. Acho que qualquer pessoa fica honrada com isso. Se não for por outro motivo, talvez seja por um resto de vaidade que ficou num canto, escondida. Mas antes de pedir conselho ou orientação a quem quer que seja, dirija-se a Deus. Converse diretamente com Deus. Pra quê intermediários, se você pode falar diretamente com Ele?

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17 Comentários

  1. Oi Morel, eu fiquei confusa após ler esse trecho: ” Individualismo seria se você pensasse só em você, se você não considerasse os outros.” Eu estava quase tomando uma decisão e, depois dessa frase, fiquei indecisa novamente. Poderia me esclarecer melhor? Vou te contar minha história, desculpa não resumir.

    Eu nunca gostei da cidade onde meus pais moram. As ruas da cidade me irritam, a cidade é feia, mal cuidada, tem todos os problemas de uma cidade grande, mas estrutura de cidade pequena, é violenta, insegura, tudo caindo aos pedaços, asfalto esburacado, há uma poeira fina cobrindo a cidade toda, o calor me incomoda bastante… Eu poderia escrever um livro com todos os motivos que me fazem detestar essa cidade rsrs. Sempre arrumei namorados de outras cidades, os daqui não me atraem. Casar nessa cidade, equivaleria, para mim, à uma “sentença de morte”, ou seja, vou ser obrigada a morrer aqui. Deus me livre! Se for para morrer aqui, pode me levar de volta hoje mesmo para o mundo espiritual! rsrs

    E eu conheci, por “acaso”, um rapaz pela internet há 5 anos, me apaixonei e acho que ele também. Conversávamos muito e eu ia viajar para lá (1400km de distância, uau!) para conhecê-lo. Minha mãe foi contra, meu pai também (porque ele era “um psicopata de internet que vai te matar lá” – como disse minha mãe) e eu desisti (chorei horrores para o terapeuta) e, na mesma época, um colega de trabalho que conheci há alguns anos quando fui à matriz da empresa (eu trabalhava na filial na cidade dos meus pais), veio atrás de mim e confessou estar apaixonado. Minha família ficou encantada com a atitude dele, com o jeito dele… Resolvi namorar e, com o apoio da minha família, logo acabei indo morar com ele na outra cidade (pelo menos eu sairia da cidade que detesto). O rapaz logo arrumou uma namorada “já que você casou…” – disse ele. Foram os 4 melhores da minha vida, mesmo que durante um ano eu tenha sofrido do lado de um psicopata (literalmente psicopata, ele não era uma pessoa normal), apanhando, sendo ameaçada, sofrendo todo tipo de abuso, mas o deixei e isso ficou para trás. Mas a cidade… ahhhhh! Amo aquela cidade!

    Então, esse ano, minha mãe adoeceu e a família toda estava desabando. Minha mãe sempre foi muito difícil, dependente, inflexível, imatura, depressiva, manipuladora… Enfim, eu, meio que… era o suporte da família porque sou mais “fria, distante e sem coração” (na realidade eu só aparento isso). Voltei para a cidade dos meus pais, estou morando com a minha mãe. Meu irmão deixou o álcool, meu pai voltou a dar atenção para a família e eu estou “aguentando” a minha mãe no lugar deles rsrs.

    Só que eu já estou com 31 anos, solteira, sem filhos, deixei meu ex marido (fugi dele) aos 27 anos. Eu quero formar minha família, mas NUNCA, JAMAIS – deixo isso em caixa alta para deixar bem claro – vou criar meus filhos numa cidade na qual me sinto péssima.

    Assim que voltei para a cidade dos meus pais, terminei um namoro de um ano e meio e procurei o outro rapaz de longe (dos 1400km rsrs). E ele estava solteiro! =D

    Então, sem contar nada para os meus pais, fui lá encontra-lo e… poxa! A cidade dele é incrível, maravilhosa e ele… Acho que encontrei o pai dos meus filhos kkkkkk. Mas, infelizmente, tive que voltar pra cidade dos meus pais.

    Voltei, contei para os meus pais sobre a viagem, eles não gostaram. Só que agora eu quero ir morar lá, mesmo que sozinha (não vou direto morar com o rapaz, por mais que tenha sido tudo lindo, precisamos de tempo e espaço para namorar). E minha mãe estava quase aceitando, até pensando em se mudar também. A cidade dele fica no litoral, seria perfeito! Iríamos toda a família.

    Isso mudou ontem. Toda a alegria, euforia, animação para todo mundo mudar de cidade (ninguém gosta dessa cidade horrorosa), mudou ontem. Ela foi ao centro espírita, no tratamento espiritual que é feito por um médium incorporado, ele tinha pedido, na semana anterior, para conversar com ela mais cedo. E ela expôs o problema dela, toda a angústia que ela sentia: “a minha filha quer ir atrás de um ‘cara da internet’ e vai morar em outra cidade”. O médium, que informou estar com o seu mentor do lado, disse para a minha mãe: “às vezes temos que deixar nossos filhos quebrarem a cara, eu paguei a faculdade de direito do meu filho, mas, ele preferiu ser peão de boiadeiro e ir de cidade em cidade laçar boi…”

    Pronto! Agora ela acha que o espírito falou para ele dizer para ela que se eu for, vou quebrar a cara, vou sofrer. É uma profecia! – claro que não é um conselho de um médium pai angustiado com a escolha do filho que ele julga ser errada – e não adianta tentar falar para a minha mãe que não é profecia, porque ela vai achar que estou sob influência de obsessores e não consigo enxergar a verdade na frente do meu nariz rsrs. Talvez eu quebre a cara, mas estou ciente que posso quebrar a cara aqui, lá, em outro planeta, onde quer que seja, estou sujeita a quebrar a cara sempre, basta uma escolha minha não ter o resultado que eu esperava. Posso escolher abrir uma empresa aqui, minha mãe falar para eu não abrir, investir todo o meu dinheiro e falir – quebrei a cara!

    Agora ela está em depressão, voltou a tomar calmantes, não para de chorar desde ontem. E eu pensei em desistir de ir embora, me resignar e ficar aqui mesmo nessa cidade horrível, sozinha, solteira (não vou casar e ter filhos aqui, de jeito nenhum) e só esperar a morte mesmo, e que eu volte logo para o mundo espiritual que essa encarnação já tinha o que dar! Rsrsrs. Mas resolvi ler esse artigo procurando uma luz. Estava quase decidida a ir atrás do que eu quero, seguir meu coração e tocar minha vida “às custas” da felicidade da minha mãe (se é que isso custará a felicidade dela, mas é o que ela acredita). Cheguei no fim do texto e fiquei confusa.

    “Individualismo seria se você pensasse só em você, se você não considerasse os outros.” Mas, se eu for, minha mãe vai sofrer e a família inteira vai desmoronar porque ela vai colocar todo mundo pra baixo (mesmo eu sendo a pessoa mais otimista da casa, às vezes ela consegue me derrubar também…). Se estou sendo individualista, egoísta e má, como diz a minha mãe: “você não se importa nem um pouco com a sua família, fica indo atrás desses ‘carinhas’ que você encontra na internet, acha que eles irão te valorizar? Se você for, vai quebrar a cara, estou te falando…” ou se estou sendo apenas individual…

    Obrigada de antemão, fique com deus!

  2. Morel, muito obrigada pelos seus textos. Estão me ajudando muito nessa jornada da vida. Você fala com clareza e com um rico conteúdo. Acompanho todos os dias. Muito obrigada mesmo!

  3. Mariana, parabéns pela sua postura, pela intenção permanente de achar a solução mais correta. Se a situação que você vive fosse numa cidade grande, onde há menos intimidade entre as pessoas, eu não teria dúvidas em pensar que você deveria fazer prevalecer a verdade que fala mais alto em seu íntimo. Mas a situação é delicada…
    Sendo pragmáticos, deveríamos calcular de que modo você beneficia mais pessoas. Eu, particularmente, não conseguiria esconder os valores que me são mais caros. Não conseguiria deixar de esclarecer as pessoas mais próximas, sobre as quais minha responsabilidade é acentuada, sobre conhecimentos que para mim são imprescindíveis para o meu modo de ver a vida.
    Mas eu penso pela minha experiência; cada um tem a sua. E só você pode imaginar a “revolução” que seria se você resolvesse externar as verdades em que acredita.
    Acredito que para esses dilemas que a Vida nos apresenta, devemos encontrar a resposta em Deus. Se você pedir orientação a Deus todos os dias, antes de dormir (sem ansiedade pela resposta), quando você menos esperar saberá com clareza o que fazer. O melhor caminho existe; compete a nós encontrá-lo.
    Fique com Deus!

  4. Primeira visita minha ao site, e gostei muito de todos os textos. Sobre esse texto específico concordo em gênero, número e grau e graças ao bom Deus converso sempre com ELE pedindo orientação para minhas decisões, mas penso que muitas pessoas pedem sua orientação com um desabafo, talvez por não terem com quem conversar então recorrem a você, porque por vezes somos envoltos em decisões tão complexas que há necessidade de um amigo, um irmão nos ajudando em oração para que sejamos fortalecidos e possamos tomar então aquela difícil decisão. Veja meu caso por exemplo, nasci em berço evangélico e ganhei o livro dos espíritos de um namorado ao 16 anos, que mudou a minha maneira de pensar naquela ocasião,adolescência, não me segurei e comecei a falar da doutrina em casa, com amigos, o que foi um desastre, todos diziam que eu estava endemoniada etc. Me casei com esse namorado pouco depois, ele que ainda precisava de muita elevação espiritual (todos nós precisamos), mas no caso dele traições nos levaram ao divórcio 4 anos depois. Continuei sendo espírita e evangélica, sou atuante na minha igreja e acredito que faço a diferença para o bem lá (rsrs confuso né). Nunca consegui romper com os meus pais, de vez em quando vou a alguma reunião escondida, nisso já se passaram 15 anos e tive dois filhos, o mais velho tem 9 anos e como o pai fala sobre a doutrina abertamente apesar de não praticar, ele (meu filho) está na fase das perguntas – Mãe o filme Chico Xavier é do diabo?? Eu já posso ter sido jogador de futebol em outras vidas? Eu nunca minto, respondo o que precisa ser respondido à luz do espiritismo. Mas e aí, tenho que assumir que sou espírita e romper com toda a família, magoar eles, os amigos? Sempre pensei que não valia a pena fazê-los sofrer por uma doutrina que está no meu coração e que posso praticar porque o seu maior preceito é o amor e a caridade, mas por outro lado tem os filhos que precisam também ter a chance de conhecer a verdade como eu tive um dia, me casei novamente e crio os 3 filhos do meu marido, nunca falei da doutrina em si com eles, tento viver os ensinando a caridade, o perdão, a humildade, e sempre pensei que quando chegassem aos 15, 16 anos eu mostraria a doutrina, moramos em cidade de interior e sempre pensei no quantos eles sofreriam com toda a rejeição, minha família é conservadora, todos pastores e líderes da igreja (inclusive eu). Até agora essa parecia a melhor decisão, mas agora já não sei. Morel, eu não estou te pedindo uma resposta pros meu questionamentos, se eu que vivo a situação há 15 anos não consigo ter uma decisão formada, pense você que acaba de saber superficialmente a situação rsrs. Mas penso que quando te escrevemos enriquecemos você com experiências diversas que podem te fazer estudar mais, buscar mais a Deus e automaticamente crescer mais, e nós ganhamos com seus comentários, dicas de leitura e estudo ou sua opinião, que nos farão talvez pensar por ângulo que ainda não havíamos visto. Que jornal em rsrs, me desculpe. Forte abraço, paz e luz para o seu caminho.

  5. Nossa! Meus Parabéns! A cada publicação sua, mais seguro e disposto eu fico pra vida. Você consegue esclarecer e nos convencer de diversos assuntos enigmáticos. Agradeço a Deus e a você. Obrigado!!!

  6. Lucas, é importante não recairmos no erro oposto à liberalidade, que é a culpa. Sexo e culpa é uma mistura amarga. Obrigado pelo depoimento, Lucas.

  7. Eu aprendi, aqui mesmo e com você mesmo Morel, que a gente deve consultar nossa consciência, até porque Deus está na gente. Pra min tem funcionado muito bem, mesmo que na hora ainda sobre um pouco de dúvidas, mas, por fim, dá tudo certo, sei que tomei a decisão certa. 😀

  8. A única pessoa capaz de iniciar um passo a frente em sua vida é você mesmo. Basta andar já estará fazendo isso. Não tema o caminho por mais obscuro que seja. Confie, siga em frente pois nosso pai nos deu um presente. O PRESENTE. E ele por ser nosso pai, sempre nos auxiliará com sua luz e na dúvida, busquem a ele, sintam-no, vivencie sua presença que o caminho a frente será iluminado e você poderá voltar a caminhar. Um abraço a todos

  9. Parabéns por mais uma bela e sábia publicação, a expressão dos seus conhecimentos neste site com certeza tem ajudado o lado espiritual de muitas pessoas. Identifiquei nesse texto atitudes minhas. Mesmo sabendo que eu sou a única pessoa que devo fazer minhas escolhas, por algumas vezes deixei sentimentos vazios dominarem meu pensamentos e procurei outras pessoas (como cartomantes e mestre de umbanda, embora os conselhos deste sejam do bem e tenham me ajudado) para me mostrarem o caminho a seguir. Só depois que percebi que a única orientação ou conselho que devemos buscar é o de Deus.

  10. Muito boa esta mensagem! Acredito muito em Deus e em mim, mas é como se estivesse ouvindo você falar. Às vezes certas palavras servem como fortificante em nossas vidas. abraços.

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