Pensamento e disciplina

Espiritismo e as antipatias gratuitas

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Morel Felipe Wilkon

O espiritismo nos ensina que casos de antipatia gratuita muitas vezes vêm de outras vidas. Você nunca conheceu alguém e imediatamente não foi com a sua cara? Podem ser sensações revividas, sensações que já foram experimentadas antes.

Mas essa antipatia também pode ser resultante da diversidade no modo de pensar. Quem torce com fervor para um time pode não gostar muito de ver alguém com a camisa do time adversário; se este tiver mais um ou dois traços de que não goste, está formada a antipatia. E esta primeira impressão é difícil de ser alterada. O mesmo se dá com a política, ou com qualquer outra paixão. O exemplo do futebol é ilustrativo, mas qualquer discordância mais acentuada na maneira de pensar, de se expressar, de ver e viver a vida pode dar ensejo a que se forme uma relação de antipatia, quase sempre recíproca.

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Você não vai com a minha cara?

Acontece de mudarmos de ideia, em relação a alguém. Às vezes nos decepcionamos. Mas há os casos em que antipatizamos com alguém à primeira vista, por diferenças reais ou por má interpretação dessas supostas diferenças, e passamos a reconhecer na pessoa qualidades que não suspeitávamos. Claro que, como em tudo, vai aí uma grande dose de orgulho. Foi só vermos que a pessoa não pensa tão diferente de nós, não é tão diferente de nós, e vai caindo a venda que tapava nossos olhos para as suas qualidades. Se você acha que não é assim, talvez seja bom começar a se analisar melhor.

Aliás, nesses casos de dúvida a respeito de nós mesmos, deveríamos sempre pedir a opinião de um inimigo, ou, se o termo é muito forte, para alguém que sabidamente não simpatiza conosco. Ele não vai mentir para nos agradar. Um amigo certamente mentiria, com medo de nos magoar, de ferir nossas suscetibilidades.

Mas devemos reconhecer que nem tudo é resultado direto de vidas passadas, nem de orgulho ferido pela não aceitação das diferenças. Formamos ao nosso redor uma atmosfera fluídica pessoal que exerce um poder de atração ou repulsão entre os indivíduos, conforme seu padrão de pensamento, palavra e ação. A conscienciologia criou um neologismo que também é interessante para o caso, o pensene: pensamento, sentimento e energia, que significa a manifestação indissociável  e integral da consciência a partir dos seus pensamentos, sentimentos e das suas energias ou ações.

 Você já parou pra pensar que assim como você antipatiza com alguém que nunca viu antes há pessoas que nunca viram você antes e que não vão com a sua cara? Que acham você ou esnobe, ou chato, ou chorão, ou mal-humorado, ou tudo isso junto? Certo, não podemos agradar a todos. Mas seria o ideal. É melhor ser agradável do que desagradável. E tentar fazer o que achamos o melhor é nossa obrigação. Aquela lorota de que o importante é competir é lorota no esporte, onde todos competem para ganhar. Mas na vida o importante é tentar. Não conseguiremos tudo, mas alguma coisa sim, se tentarmos. Não conseguiremos tudo não porque não somos capazes, mas porque não dá tempo; uma vida é pouco pra fazer tudo o que gostaríamos. Ainda bem que tem outras.

 Tente. Tentemos. Podemos e devemos começar pelo pensamento; é o começo de tudo. Tudo o que já foi realizado começou com um pensamento. Todos nossos pensamentos geram sentimentos ou emoções que resultam num determinado tipo de energia.

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