Comportamento

Espiritismo e competição

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Você acha que o Espiritismo admite a ideia de competição? Na história moderna das olimpíadas, surgiu o lema “o importante é competir”.

Como você percebe a competição? Você acha que o comportamento competitivo não combina com a mentalidade cristã? Talvez seja bom lembrar que esportes populares como vôlei e basquete foram criados pela ACM, uma instituição cristã. Acho que o mal não está na competição em si, mas no modo como às vezes se compete.

Quando se fala, por exemplo, em “mercado altamente competitivo”, está-se referindo a uma disputa desumana por clientes, mercado, oportunidades de negócio, investimentos. É o lado perverso da competição. Mas esse lado negativo fica por conta dos defeitos das pessoas. A competição, em contextos menos predadores, é saudável. O que caracteriza a competição é o desejo e o consequente empenho em sobrepujar o outro. É a vontade de vencer o competidor. Isso é anticristão? Depende. Se duas pessoas competissem para ver quem consegue ser mais útil ao próximo, isso seria contrário à ética cristã? Claro que não.

Terminaram as Olimpíadas; a competição continua

O homem é movido pelo desejo de vencer, de melhorar a si próprio e ao meio em que vive. No dia em que não houver mais esse desejo de ser melhor, a humanidade estaciona. Esta melhora deve ser em relação a si mesmo. Você hoje é melhor do que era ontem. E amanhã você será melhor do que é hoje. Estamos sempre progredindo. O progresso é inerente à natureza do espírito imortal.

Mas não há como negar que precisamos de desafios. Competir apenas consigo mesmo pode se tornar um processo lento e incompleto, já que precisamos de paradigmas, de exemplos a seguir e a suplantar. É preciso ter cuidado com as meias verdades. Há algo de errado em querer ser melhor que os outros?

Se você conhece alguém que lhe serve de exemplo moral a ser seguido: você quer ser como ele ou quer ser melhor que ele? Eu conheço pessoas moralmente mais elevadas que eu. Mas meu ideal é Jesus. Então, eu quero ser melhor que essas pessoas. Eu conheço pessoas que conhecem matemática e física mais do que eu. Mas eu preferiria saber tanto quanto Einstein; ou seja, muito mais que essas pessoas.

Por isso acho que se a causa é boa, e a ética for respeitada, não há mal algum na competição. Pelo contrário. É competindo que se vence o medo. Haverá desafio maior do que vencer o próprio medo? Todo mundo tem medo, em maior ou menor grau. Mas é numa competição que se tem a oportunidade de superá-lo: o vencedor é aquele que avança para além da barreira do medo.

Competir é uma forma honrada de provar o seu valor, é uma maneira justa de vencer, é uma oportunidade ideal para autoexpressar-se. Qualquer vitória pressupõe uma competição.

Seja competitivo! Isso não que dizer que você vá passar por cima de alguém. Mas no seu esforço para ser melhor, mesmo na busca da sua reforma íntima, você deve buscar a superação. Superar a si mesmo, sim. Vencer os seus próprios defeitos e fraquezas. Mas você deve, sim, buscar superar aos que o rodeiam. Isso não irá prejudicá-los. Você não deve prejudicar ninguém. Mas na caminhada evolutiva, todos devem seguir em frente. Ande rápido, faça a sua parte. Se o seu próximo não se mexer, você vai parar por causa dele? Avance, seja competitivo, dê o melhor de si!

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4 Comentários

  1. Olá Felipe, muito boa mesmo essa reflexão…a vida é uma eterna competição…desde a hora de nossa concepção…vencemos os demais…por isso estamos aqui..Começa assim nossa competição..vencemos a primeira corrida pela vida..e continuamos vencendo a nós mesmos a cada momento..isso se estivermos dispostos a entrar nesse jogo principal..a vida. Tudo que seguir depois disso..seja em qualquer campo..material,espiritual,etc..sempre estaremos competindo..lógico dentro da ética e moral… Grande abraço, meu amigo !

  2. Thamar, claro que o ideal é procurarmos sempre vencer antes a nós mesmos, mas em alguns momentos precisamos competir com o próximo, desde que não o prejudiquemos. Obrigado pela participação.

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