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A Bíblia proíbe o Espiritismo? Deus proíbe a comunicação com os espíritos?

Deus proíbe consultar os mortos?

Você acha que a Bíblia proíbe o Espiritismo? É verdade que Deus proibiu a comunicação com o espíritos? A Bíblia está repleta de manifestações mediúnicas. É o assunto deste trabalho. Se preferir assistir em vídeo, ele está lá embaixo. Bom estudo!

Deus proíbe a comunicação com os espíritos?

Não. Há inúmeras comunicações de espíritos na Bíblia. Ora se referindo a espíritos propriamente ditos, ora se referindo a anjos.

Anjos são espíritos. Anjos são espíritos que já evoluíram a ponto de não mais precisarem reencarnar.

Quem diz que os anjos são espíritos é Paulo:

“E, quanto aos anjos, diz: Faz dos seus anjos espíritos, E de seus ministros labaredas de fogo.” Hebreus 1:7

“Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” Hebreus 1:14

E a lei foi dada pelos anjos. Foram os anjos (ou espíritos) que se comunicaram com Moisés:

“E, completados quarenta anos, apareceu-lhe o anjo do Senhor no deserto do monte Sinai, numa chama de fogo no meio de uma sarça. 
Então Moisés, quando viu isto, se maravilhou da visão; e, aproximando-se para observar, foi-lhe dirigida a voz do Senhor.” Atos 7:30-31

Isso é confirmado por Paulo:

“Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição,” Hebreus 2:2

“Vós, que recebestes a lei por ordenação dos anjos, e não a guardastes.” Atos 7:53

Os anjos são espíritos, e Deus é pai dos espíritos:

“Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos?” Hebreus 12:9″

O significado da palavra anjo é “mensageiro”. Os anjos são mensageiros de Deus, mas são espíritos como nós. Mais velhos, mais experientes, mais evoluídos, mas são espíritos como nós.

Uma prova de que anjo é espírito está nos Atos dos Apóstolos, quando haviam prendido o apóstolo Pedro e ele conseguiu se soltar com a ajuda de um anjo.

Pedro vai à casa de Maria, provavelmente sua irmã, e uma menina vai até a porta para ver quem era. A menina reconheceu a voz de Pedro, correu para dentro da casa, alegre, dizendo que Pedro estava ali:

“E, conhecendo a voz de Pedro, de gozo não abriu a porta, mas, correndo para dentro, anunciou que Pedro estava à porta.

E disseram-lhe: Estás fora de ti. Mas ela afirmava que assim era. E diziam: É o seu anjo.” Atos 12:14-15

Sabendo que Pedro era médium, acharam que era o espírito de Pedro que pudesse ter se desdobrado e aparecido ali.

Outro nome que davam aos espíritos era deuses. Os deuses mencionados no Antigo Testamento eram espíritos como nós. O próprio Jeová (ou Javé) era um espírito, o guia espiritual do povo hebreu, mas obviamente não era o Deus Creador.

Por que você acha que há tanta diferença entre o deus do Antigo Testamento e o Deus que nos é apresentado por Jesus como Pai misericordioso e bom? Javé era o espírito responsável por conduzir o povo hebreu, por encaminhar o povo hebreu para o monoteísmo, para a ideia do Deus único.

Moisés libertou o povo hebreu da escravidão no Egito e conduziu o povo hebreu no deserto em busca da terra prometida. Quando Moisés e o povo hebreu estavam chegando à terra prometida, depois de 40 anos no deserto, Javé disse que iria suscitar um novo profeta para substituir Moisés:

“Porém o profeta que tiver a presunção de falar alguma palavra em meu nome, que eu não lhe tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá.” Deuteronômio 18:20

O profeta “que falar em nome de outros deuses”. Existiam outros deuses? Se Javé reconhecia a existência de outros deuses é porque ele não era o Deus único.

Javé era considerado deus por causa do primarismo daquele povo, um povo seminômade, tribal.

O apóstolo João disse que nunca ninguém viu Deus:

“Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.” João 1:18

O próprio Javé disse que ninguém poderia ver a sua face:

“E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá.” Êxodo 33:20

Mas Moisés falava com ele face a face:

“E falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo; depois tornava-se ao arraial; mas o seu servidor, o jovem Josué, filho de Num, nunca se apartava do meio da tenda.” Êxodo 33:11

Javé era um espírito, por isso proibiu ao seu futuro profeta de falar em nome de outros deuses. A proibição era de falar em nome de outros espíritos.

Como poderiam falar outros deuses através do profeta se outros deuses não existem, se Deus é único?

Por que tanto Javé como os outros deuses, como Baal e Moloc, eram espíritos, espíritos que lideravam povos.

No Universo há mais de cem trilhões de galáxias, cada uma com mais de cem trilhões de estrelas; o Universo é infinito e a Vida no Universo é infinita.

Achar que Deus, o Creador do Universo, se comunicaria com homens de costumes primitivos é de uma infantilidade quase incompreensível em pleno século XXI.

No livro de Números, que é o quarto livro da Bíblia, há uma passagem em que Miriam e Arão, que eram irmãos de Moisés, estavam falando mal de Moisés porque este havia se casado com uma mulher cusita (era uma mulher negra):

“E falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cusita, com quem casara; porquanto tinha casado com uma mulher cusita. 
E disseram: Porventura falou o SENHOR somente por Moisés? Não falou também por nós? E o SENHOR o ouviu. 
E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra. 
E logo o SENHOR disse a Moisés, a Arão e a Miriã: Vós três saí à tenda da congregação. E saíram eles três. 
Então o SENHOR desceu na coluna de nuvem, e se pôs à porta da tenda; depois chamou a Arão e a Miriã e ambos saíram. 
E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele. 
Não é assim com o meu servo Moisés que é fiel em toda a minha casa. 
Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do SENHOR; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés?” Números 12:1-8

Em primeiro lugar chama a atenção o fato de Javé, que pensavam que era deus, se intrometer em questões familiares, fazendo o papel de alcoviteiro, se metendo numa conversa de comadres. Será que o Creador do Universo se prestaria a um papel desses? Por favor!

Em segundo lugar, fica muito claro aqui os fenômenos mediúnicos: a coluna de nuvem à porta da tenda.

Qualquer espírita sabe que a coluna de nuvem que é descrita aqui é o ectoplasma dos médiuns, os fluidos densos que são exteriorizados dos médiuns para que possa haver a materialização de um espírito.

O ectoplasma foi fartamente estudado por inúmeros cientistas que se dedicaram à averiguação da comunicação com os espíritos. O termo ectoplasma foi sugerido por Charles Richet, cientista francês, prêmio Nobel de fisiologia em 1913, descobridor da soroterapia e da anafilaxia, que há mais de cem anos comprovou inúmeros fenômenos ligados à comunicação com os espíritos.

A materialização foi sistematicamente estudada e colocada à prova de todas as maneiras por vários cientistas, entre eles Sir William Crookes, químico e físico premiado e condecorado inúmeras vezes, que dedicou-se durante trinta anos ao estudo dos fenômenos ligados aos espíritos. Sua principal pesquisa envolveu a materialização sistemática do espírito Katie King.

Essa fala de Javé a Moisés e aos seus irmãos envolve uma série de fenômenos mediúnicos. A palavra profeta pode ser substituída pela palavra médium. Os profetas do Antigo Testamento nada mais eram do que o que hoje nós chamamos de médiuns.

Javé fala em visão (vidência); sonhos (desprendimento sonambúlico); materialização; voz direta; audiência.

Que os profetas eram médiuns não há a menor dúvida.

“(Antigamente em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia assim: Vinde, e vamos ao vidente; porque ao profeta de hoje, antigamente se chamava vidente).” 1 Samuel 9:9

Mas voltamos à nossa pergunta inicial: Deus proíbe a comunicação com os espíritos?

Os Evangelhos não dizem nada a respeito. Se Deus tivesse proibido, Jesus não deixaria de falar a respeito. Mas o que vemos é que o próprio Jesus se comunicava com os espíritos.

O que foi o episódio da transfiguração? Dois espíritos apareceram a Jesus e conversavam com ele.

Em Lucas diz que Moisés e Elias falavam a Jesus sobre o que aconteceria com ele em Jerusalém. Se isso não é comunicação com espíritos é o que?

Se era proibida a comunicação com os mortos, porque o próprio Moisés se comunicou com Jesus? Não foi Moisés mesmo quem proibiu a comunicação com os mortos?

Se Jesus achasse errado ele não teria proibido Moisés e Elias de se comunicarem? (Mateus 17:1-9, Marcos 9:2-8 e Lucas 9:28-36)

Nós vemos novamente que para a materialização dos espíritos é necessário o ectoplasma dos médiuns.

O ectoplasma, que é uma substância esbranquiçada, é externalizada pelos orifícios e poros dos médiuns. A nuvem que sempre é mencionada na Bíblia quando há a manifestação de um espírito (chamado de anjo, de espírito ou de deus, no caso de Javé) é o ectoplasma.

Pedro, Tiago e João deviam ser os melhores médiuns de Jesus, por isso o acompanharam neste episódio de materialização dos espíritos de Moisés e Elias.

Jesus se comunicou com espíritos, e, se ele pode, nós podemos, pois ele disse que nós poderíamos fazer tudo o que ele fez e ainda mais:

“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.” João 14:12

Lucas conta de outra ocasião em que houve a comunicação de um espírito com Jesus. Foi quando Jesus se preparava para o martírio:

“Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua.

E apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia.” Lucas 22:42-43

Alguns fundamentalistas se apegam a duas passagens de Levítico e Deuteronômio para dizer que Deus proibiu a comunicação com os espíritos.

Algumas pessoas de poucas luzes acham que a Bíblia foi entregue pessoalmente por Deus, do jeito que está, ou que a Bíblia caiu do céu pronta, com fecho e tudo.

A Bíblia levou quase dois mil anos para ser escrita. São vários livros, vários autores, vários idiomas, vários gêneros literários. Hoje há traduções para todos os gostos. Há algumas ótimas traduções, feitas a partir dos melhores textos gregos, mas também há muita sem-vergonhice e falta de caráter.

As passagens a que os fundamentalistas se referem são essas:

“Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações.

Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;

Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;

Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.

Perfeito serás, como o Senhor teu Deus.

Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o Senhor teu Deus não permitiu tal coisa.” Deuteronômio 18:9-14

“Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.” Levítico 19:31

“Quando alguém se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir com eles, eu porei a minha face contra ele, e o extirparei do meio do seu povo.” Levítico 20:6

“Também dirás aos filhos de Israel: Qualquer que, dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam em Israel, der da sua descendência a Moloque, certamente morrerá; o povo da terra o apedrejará.” Levítico 20:2

Tem traduções recentes, feitas por fanáticos sem escrúpulos, que trocam as palavras “magos” e “adivinhos” por “médiuns”, “espíritas” e “espiritismo”.

A versão Ave Maria diz para não se dirigirem aos espíritas ou ao espiritismo.

A versão Novo Mundo é a mais podre de todas. Eles colocam em Levítico 19,31: Não vos vireis para médiuns espíritas;

Quanto à alma que se vira para os médiuns espíritas;

E quanto ao homem ou à mulher em que se mostre haver um espírito mediúnico ou um espírito de predição, sem falta devem ser mortos!

Veja o crime que estão cometendo! Muitas pessoas inocentes não sabem que a Bíblia no Brasil é uma tradução, muitas pessoas pensam que Deus disse isso tudo com essas mesmas palavras.

Essas pessoas, que não conhecem outra versão da Bíblia, e que, muito menos, conhecem o Espiritismo, acreditam que Deus mandou matar os homens e mulheres espíritas.

Podemos culpar uma pessoa dessas de ter raiva dos espíritas? Claro que não! Veja o que ela sabe do Espiritismo! A única informação que ela tem do Espiritismo, dos espíritas e dos médiuns é o que a sua versão mentirosa e mal-intencionada da Bíblia está dizendo.

Quem traduziu isso, e quem permite isso nas suas igrejas é responsável perante Deus por todo o mal que for pensado, falado ou praticado contra os espíritas por essas pessoas inocentes. Eles estão induzindo os seus fiéis à violência, estão insuflando a intolerância religiosa. Criminosos!

Moisés começou a apertar o cerco contra as práticas estranhas ao judaísmo após o episódio do Bezerro de Ouro.

Moisés libertou o povo hebreu da escravidão no Egito e o conduzia pelo deserto em busca da terra prometida. Quando estavam perto de chegar, Moisés subiu ao monte Sinai para receber os dez mandamentos, as tábuas da lei.

Enquanto Moisés estava no monte o povo se corrompeu, como já havia feito outras vezes, cansou de esperar e pediu a Arão, irmão de Moisés, que fizesse outros deuses que conduzissem o povo de volta ao Egito. Preferiam voltar à escravidão no Egito do que esperar por Moisés.

Arão aceitou e pediu a todos o ouro e as joias, fundiu tudo e fez um bezerro de ouro. Quando Moisés desceu, ficou irado, quebrou as tábuas da lei, e como castigo mandou que se matassem entre si. Naquele dia morreram três mil.

Depois disso Moisés resolveu radicalizar e proibir toda e qualquer prática que lembrasse o Egito ou que se assemelhasse às práticas dos lugares para onde eles estavam indo. Era o único modo de manter o povo unido em torno da ideia de deus, de permanecer com uma identidade em torno da ideia do Deus único.

Moisés agiu certo? Certíssimo. Fez o melhor que poderia fazer na ocasião. Não haveria como prender pessoas no deserto (não havia cadeia), era necessário, naquele tempo, punir severamente, e a única punição severa para aquele povo inculto e endurecido era a pena de morte.

Era preciso que o povo hebreu abandonasse os costumes adquiridos no Egito – o povo havia se tornado supersticioso e abusado em relação às coisas espirituais, como se percebe em Isaías:

“E o espírito do Egito se esvaecerá no seu interior, e destruirei o seu conselho; e eles consultarão aos seus ídolos, e encantadores, e aqueles que têm espíritos familiares e feiticeiros.” Isaías 19:3

O que Moisés proibiu o Espiritismo também proíbe. Eles não se comunicavam com os espíritos dos mortos por amor, por respeito ou por piedade, mas movidos por interesses pessoais, às vezes inconfessáveis.

Em Isaías nós vemos alguns exemplos de como se portavam esses que Moisés proibiu. Aqui nós vemos referência a sacrifícios humanos:

“Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora os agoureiros dos céus, os que contemplavam os astros, os prognosticadores das luas novas, e salvem-te do que há de vir sobre ti.

Eis que serão como a pragana, o fogo os queimará; não poderão salvar a sua vida do poder das chamas; não haverá brasas, para se aquentar, nem fogo para se assentar junto dele.

Assim serão para contigo aqueles com quem trabalhaste, os teus negociantes desde a tua mocidade; cada qual irá vagueando pelo seu caminho; ninguém te salvará.” Isaías 47:13-15

O que nós vemos é a prática de adivinhação, comércio espiritual, magia e sacrifícios. Aqui está se referindo aos babilônios:

“Mas chegai-vos aqui, vós os filhos da agoureira, descendência adulterina, e de prostituição.

De quem fazeis o vosso passatempo? Contra quem escancarais a boca, e deitais para fora a língua? Porventura não sois filhos da transgressão, descendência da falsidade,

Que vos inflamais com os deuses debaixo de toda a árvore verde, e sacrificais os filhos nos ribeiros, nas fendas dos penhascos?

Nas pedras lisas dos ribeiros está a tua parte; estas, estas são a tua sorte; sobre elas também derramaste a tua libação, e lhes ofereceste ofertas; contentar-me-ia eu com estas coisas?” Isaías 57:3-6

Agiu muito bem Moisés. E tudo o que Moisés proibiu, no que diz respeito aos mortos, o Espiritismo também proíbe.

Os espíritas não são movidos por curiosidade ou interesse, os espíritas são movidos pelo sentimento de piedade, pela vontade de ajudar os irmãos desencarnados, que são exatamente como nós, com os mesmos pensamentos, as mesmas ideias, as mesmas angústias humanas, os mesmos ideias que tinham quando estavam encarnados. O que os diferencia de nós é que eles não têm mais o corpo físico.

Os espíritas são movidos pelo desejo de instruírem-se, de melhorarem-se, então a lei de Moisés não se aplica aos espíritas. O Espiritismo está inteiramente de acordo com Moisés nessas questões.

Os espíritos nos instruem, entre outras coisas, sobre como eles se sentem em relação à existência que tiveram aqui na Terra, aqui no plano material.

Através deles nós vemos exemplos práticos de que não é crença ou uma determinada religião ou igreja que salva, a religião que eles seguiram quando encarnados não interfere em nada no seu estado.

O que interfere é o que eles fizerem de bem, o que fizeram pelo próximo, o amor que desenvolveram. É isso o que determina o seu grau de felicidade ou infelicidade.

Os espíritos são as mesmas pessoas que estiveram aqui encarnadas. Se há pessoas boas e pessoas más, é lógico que há espíritos bons e espíritos maus. Alguns apressados que não conhecem o Espiritismo afirmam que todos os espíritos são maus, todos os espíritos são espíritos do mal. Mas como, se Deus é espírito?

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” João 4:24

E se Jesus é espírito?

“E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou.” Lucas 23:46

Nós somos espíritos, assim como Estêvão, o primeiro mártir do Cristianismo:

“E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.” Atos 7:59

Outros dizem que não são os espíritos que se comunicam, que são os demônios. Sobre demônios eu indico que assistam meu vídeo onde eu demonstro que não existe nem satanás, nem diabo, nem demônio.

Você acha que Moisés proibiu o povo de se comunicar com os demônios? Quem me provar que Moisés falou em demônio ganha um pirulito.

 Moisés nunca falou em demônio. Não há como provar, em parte alguma da Bíblia, que é o demônio que se apresenta no lugar do espírito evocado.

Aliás, se existe demônio ou diabo ou satanás, foi creação de Deus e Deus ama:

“Tu amas tudo o que existe, e não desprezas nada do que criaste. Se odiasses alguma coisa, não a terias criado.” Sabedoria 11:24

Demônio, só para lembrar, é uma palavra grega, daimon, que significa gênio ou espírito. No contexto do Novo Testamento a palavra demônio sempre se refere a um espírito mau, ou a um espírito impuro.

O historiador Flavio Josefo, do século I, diz que os demônios são os espíritos dos homens perversos. É a palavra de um fariseu, que conhecia os costumes e as crenças do tempo de Jesus.

Nós temos um bom exemplo do porquê da proibição de Moisés no episódio em que Saul evocou o espírito de Samuel. Primeiro Saul tentou consultar Javé, e como não conseguiu, recorreu a uma mulher que se comunicava com os espíritos:

“E Samuel já estava morto, e todo o Israel o tinha chorado, e o tinha sepultado em Ramá, que era a sua cidade; e Saul tinha desterrado os adivinhos e os encantadores.

E ajuntaram-se os filisteus, e vieram, e acamparam-se em Suném; e ajuntou Saul a todo o Israel, e se acamparam em Gilboa.

E, vendo Saul o arraial dos filisteus, temeu, e estremeceu muito o seu coração.

E perguntou Saul ao Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas.

Então disse Saul aos seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela, e consulte por ela. E os seus criados lhe disseram: Eis que em En-Dor há uma mulher que tem o espírito de adivinhar.

E Saul se disfarçou, e vestiu outras roupas, e foi ele com dois homens, e de noite chegaram à mulher; e disse: Peço-te que me adivinhes pelo espírito de feiticeira, e me faças subir a quem eu te disser.

Então a mulher lhe disse: Eis aqui tu sabes o que Saul fez, como tem destruído da terra os adivinhos e os encantadores; por que, pois, me armas um laço à minha vida, para me fazeres morrer?

Então Saul lhe jurou pelo Senhor, dizendo: Vive o Senhor, que nenhum mal te sobrevirá por isso.

A mulher então lhe disse: A quem te farei subir? E disse ele: Faze-me subir a Samuel.

Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou com alta voz, e falou a Saul, dizendo: Por que me tens enganado? Pois tu mesmo és Saul.

E o rei lhe disse: Não temas; que é que vês? Então a mulher disse a Saul: Vejo deuses que sobem da terra.

E lhe disse: Como é a sua figura? E disse ela: Vem subindo um homem ancião, e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se prostrou.

Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir? Então disse Saul: Mui angustiado estou, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Deus se tem desviado de mim, e não me responde mais, nem pelo ministério dos profetas, nem por sonhos; por isso te chamei a ti, para que me faças saber o que hei de fazer.

Então disse Samuel: Por que, pois, me perguntas a mim, visto que o Senhor te tem desamparado, e se tem feito teu inimigo?

Porque o Senhor tem feito para contigo como pela minha boca te disse, e o Senhor tem rasgado o reino da tua mão, e o tem dado ao teu próximo, a Davi.

Como tu não deste ouvidos à voz do Senhor, e não executaste o fervor da sua ira contra Amaleque, por isso o Senhor te fez hoje isto.

E o Senhor entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus, e amanhã tu e teus filhos estareis comigo; e o arraial de Israel o Senhor entregará na mão dos filisteus.” 1 Samuel 28:3-19

Nós vemos que Saul se prostra diante de Samuel, endeusando Samuel. Samuel comprova ser ele mesmo, não é nenhum demônio.

A Bíblia católica confirma que foi Samuel quem se comunicou. No livro de Eclesiástico:

“Mesmo depois da sua morte, profetizou, predizendo ao rei o seu fim. Mesmo do sepulcro, levantou a voz, numa profecia, para apagar a iniquidade do povo.” Eclesiástico 46:20

A consulta aos mortos, mesmo com a proibição de Moisés, era fato corriqueiro:

“Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?

À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles.” Isaías 8:19-20

A Bíblia de Jerusalém traduz como “seus deuses”.

Noutra passagem nós vemos que se consultava os antepassados:

“Pois, eu te peço, pergunta agora às gerações passadas; e prepara-te para a inquirição de seus pais.

Porque nós somos de ontem, e nada sabemos; porquanto nossos dias sobre a terra são como a sombra.

Porventura não te ensinarão eles, e não te falarão, e do seu coração não tirarão palavras?” Jó 8:8-10

Moisés tinha razão em proibir. O Espiritismo está em total acordo com a proibição de Moisés. O Espiritismo não permite usar a mediunidade como fonte de renda, o Espiritismo não permite consultar os espíritos para adivinhações, nem para descobrir fatos sem importância para o progresso da humanidade, nem para obter vantagens sobre o próximo, nem para desrespeitar o espírito comunicante. O Espiritismo não aprova nem cartomantes nem leitores da sorte.

Mas está demonstrado que a comunicação com os espíritos existe. Moisés não seria burro de proibir uma coisa que não existe. Nós já vimos, também, que não é o demônio que se manifesta, mas que são os espíritos das pessoas que morreram, e também já vimos que não são todos os espíritos que são do mal; assim como há espíritos encarnados – vivos – bons e maus, há espíritos desencarnados – mortos – bons e maus.

Seria de se estranhar que os espíritos maus pudessem ou conseguissem se comunicar e os bons não.

Aliás, na Igreja Católica há os santos, que podem ser evocados, e há as aparições de Maria, mãe de Jesus. Eles são espíritos bons, são espíritos de pessoas que já morreram, que já desencarnaram.

O próprio Moisés aprovava a manifestação de espíritos bons:

“E saiu Moisés, e falou as palavras do Senhor ao povo, e ajuntou setenta homens dos anciãos do povo e os pôs ao redor da tenda.

Então o Senhor desceu na nuvem, e lhe falou; e, tirando do espírito, que estava sobre ele, o pôs sobre aqueles setenta anciãos; e aconteceu que, quando o espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas depois nunca mais.

Porém no arraial ficaram dois homens; o nome de um era Eldade, e do outro Medade; e repousou sobre eles o espírito (porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram à tenda), e profetizavam no arraial.

Então correu um moço e anunciou a Moisés e disse: Eldade e Medade profetizam no arraial.

E Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um dos seus jovens escolhidos, respondeu e disse: Moisés, meu senhor, proíbe-lho.

Porém, Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta, e que o Senhor pusesse o seu espírito sobre ele!

Depois Moisés se recolheu ao arraial, ele e os anciãos de Israel.” Números 11:24-30

Há uma passagem em Samuel em que nós vemos o que se pode chamar de transe mediúnico:

“Então chegarás ao outeiro de Deus, onde está a guarnição dos filisteus; e há de ser que, entrando ali na cidade, encontrarás um grupo de profetas que descem do alto, e trazem diante de si saltérios, e tambores, e flautas, e harpas; e eles estarão profetizando.

E o Espírito do Senhor se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e tornar-te-ás um outro homem.” 1 Samuel 10:5-6

Para quem ainda acha que era o próprio Deus que se manifestava, nós vemos que a manifestação dos espíritos nem sempre era condizente com o que esperamos de Deus:

“Então o Espírito de Deus se apoderou de Saul, ouvindo estas palavras; e acendeu-se em grande maneira a sua ira.” 1 Samuel 11:6

Será que Deus ia ficar com raiva como qualquer mortal? Claro que não. A prova disso está aqui:

“E o Espírito do Senhor se retirou de Saul, e atormentava-o um espírito mau da parte do Senhor.” 1 Samuel 16:14

E também:

“E sucedia que, quando o espírito mau da parte de Deus vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão; então Saul sentia alívio, e se achava melhor, e o espírito mau se retirava dele.” 1 Samuel 16:23

Às vezes aparecia o mau espírito:

“Porém o espírito mau da parte do Senhor se tornou sobre Saul, estando ele assentado em sua casa, e tendo na mão a sua lança; e tocava Davi com a mão, a harpa.

E procurou Saul encravar a Davi na parede, porém ele se desviou de diante de Saul, o qual feriu com a lança a parede; então fugiu Davi, e escapou naquela mesma noite.” 1 Samuel 19:9-10

E às vezes aparecia o bom espírito:

“E o anunciaram a Saul, dizendo: Eis que Davi está em Naiote, em Ramá.

Então enviou Saul mensageiros para trazerem a Davi, os quais viram uma congregação de profetas profetizando, onde estava Samuel que presidia sobre eles; e o Espírito de Deus veio sobre os mensageiros de Saul, e também eles profetizaram.” 1 Samuel 19:19-20

Veja o que Saul fez nesta ocasião:

“E ele também despiu as suas vestes, e profetizou diante de Samuel, e esteve nu por terra todo aquele dia e toda aquela noite; por isso se diz: Está também Saul entre os profetas?” 1 Samuel 19:24

Será que era Deus que fazia profetizar? E era preciso ficar pelado para profetizar?

O que importa é que fica demonstrado que há espíritos bons e espíritos maus. Se todos os espíritos fossem do mal, o apóstolo João não teria deixado instruções de como diferenciá-los:

“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.” 1 João 4:1

O capítulo 14 da primeira epístola aos Coríntios é todo sobre instruções acerca da mediunidade, que Paulo chamava de dons espirituais. O mesmo no capítulo 12:

“Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.

Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados.

Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.

E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.

E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.

Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.

Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;

E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;

E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.” 1 Coríntios 12:1-10

Os capítulos 11 a 14 desta epístola são o ensino de Paulo de como se fazia uma reunião mediúnica.

No livro de Ezequiel há um exemplo de materialização parcial:

“Então vi, e eis que uma mão se estendia para mim, e eis que nela havia um rolo de livro.

E estendeu-o diante de mim, e ele estava escrito por dentro e por fora; e nele estavam escritas lamentações, e suspiros e ais.” Ezequiel 2:9-10

E logo depois um exemplo de levitação:

“Então o espírito me levantou, e me levou; e eu me fui amargurado, na indignação do meu Espírito; porém a mão do SENHOR era forte sobre mim.” Ezequiel 3:14

Eu já falei que o Espiritismo concorda com Moisés. As coisas referentes à comunicação com os espíritos que Moisés proibiu, o Espiritismo também não aprova. Qualquer pessoa esclarecida, mesmo que não concorde com o Espiritismo, percebe perfeitamente que as proibições de Moisés não se referem ao Espiritismo. Nem poderiam se referir ao Espiritismo, pois o Espiritismo tem pouco mais de 150 anos, enquanto que a lei de Moisés tem mais de 3 mil anos.

Alguns tradutores mal-intencionados enxertaram nas proibições de Moisés as palavras médium, espírita e espiritismo. Qualquer pessoa letrada é capaz de notar que essas palavras foram criadas por Allan Kardec, essas palavras surgiram com O Livro dos Espíritos no dia 18 de Abril de 1857. Moisés não poderia ter se referido a elas, pois elas não existiam no tempo de Moisés. Faltava mais de 3 mil anos para elas serem inventadas.

Mesmo assim, mesmo citando todas as referências que utilizei, mesmo assim meia dúzia de alucinados vão achar que eu estou mentindo. Não vão se dar ao trabalho de conferir nada, não vão estudar – isso daria esforço, e ele querem evitar a fadiga.

Também seria muita pretensão de minha parte querer convencer alguém de qualquer coisa. Acho que quem está contente com a sua crença deve mesmo permanecer com ela. Todos podem conviver harmoniosamente desejando, acima de tudo, sempre, o bem.

Mas eu me dirijo às pessoas que abraçaram o Espiritismo há pouco tempo, vindas de outras denominações religiosas, ou às pessoas que são espíritas mas ainda têm laços afetivos com a sua religião de origem, ou às pessoas que, como eu, gostam da Bíblia e querem saber o que realmente a Bíblia diz sobre a comunicação com os espíritos.

Algumas pessoas insistem em dizer que a Bíblia proíbe o Espiritismo. Os que insistem por ignorância tudo bem, não estudaram.

Mas os que insistem muito em dizer que a Bíblia proíbe o Espiritismo são movidos por interesses escusos. São líderes religiosos matreiros e irresponsáveis que fazem questão de esconder a verdade dos seus fiéis. Assustam os seus fiéis como um adulto assusta uma criança.

– Não vai lá que tem bicho papão!

– Cuida que o velho do saco vai te pegar!

Para estes que se apegam tanto ao capítulo 18 do Deuteronômio, por que não seguem os versículos um e dois, que diz que os sacerdotes não podem ter posses, pois o senhor é a sua herança?

“Os sacerdotes levitas, toda a tribo de Levi, não terão parte nem herança com Israel; das ofertas queimadas do SENHOR e da sua herança comerão.

Por isso não terão herança no meio de seus irmãos; o Senhor é a sua herança, como lhes tem dito.” Deuteronômio 18:1-2

Se acham que a lei de Moisés deve ser seguida ao pé da letra, por que não matam por apedrejamento os filhos desobedientes?

“Quando alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedecer à voz de seu pai e à voz de sua mãe, e, castigando-o eles, lhes não der ouvidos,

Então seu pai e sua mãe pegarão nele, e o levarão aos anciãos da sua cidade, e à porta do seu lugar;

E dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz; é um comilão e um beberrão.

Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; e tirarás o mal do meio de ti, e todo o Israel ouvirá e temerá.” Deuteronômio 21:18-21

Há denominações religiosas que fazem um belíssimo trabalho de recuperação de detentos, que se convertem e têm a sua vida transformada. Se fôssemos seguir essa lei de Moisés, de apedrejar os filhos desobedientes, não iria dar tempo de recuperar essas pessoas, pois eles muito provavelmente foram filhos desobedientes.

Mas se é para seguir em alguns pontos tem que seguir em tudo!

Por que não adotam a circuncisão? Para quem não sabe o que é circuncisão, é a remoção do prepúcio, a pele que recobre a glande do pênis. Os hebreus faziam, Deus mandou, os judeus fazem até hoje, Jesus não aboliu, pelo contrário, Jesus foi circuncidado. Por que estes que acham que devem seguir a Bíblia ao pé da letra não adotam a circuncisão?

A lei de Moisés se referia àquele povo, naquele tempo, naquelas circunstâncias. Tanto é que Moisés começa a proibição dizendo:

“Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der…”

Quando entrares:

Quem? Eles, Moisés não disse quando alguém entrar – ou – quando qualquer pessoa entrar.

Quando entrares onde? Na terra que o senhor der a eles.

Se refere àquela terra, se refere àquele lugar, para aquelas pessoas, naquele tempo.

Galileu Galilei quase foi morto por afirmar que a Terra gira em torno do Sol. Giordano Bruno foi condenado à morte na fogueira por discordar da Igreja.  Uma das crenças contestadas de Giordano Bruno era que o Universo é infinito. Algumas verdades demoram até serem compreendidas e aceitas. A existência dos espíritos e a comunicação com eles é um fato, independe de opiniões.

Quantas pessoas sofrem a vida inteira por que têm mediunidade e, por preconceitos religiosos ou por desconhecimento, acham que se trata de coisa do demônio, do diabo?

Eu já recebi milhares de relatos de pessoas assim. Pessoas nascidas e criadas em religiões intolerantes, pessoas com forte mediunidade, que veem e ouvem espíritos, e que são levadas a pensar que são atormentadas pelo demônio.

Muitas ficam loucas pelo medo provocado, outras acham melhor esconder a sua mediunidade dos outros, para evitar problemas e perseguições, e passam a vida mentindo para si mesmas, deixando de viver uma vida religiosa plena, em que poderiam trabalhar com a sua mediunidade em benefício do próximo.


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19 Comentários

  1. Gostaria de um auxílio. Eu sou espírita e sei que devo respeitar todas religiões, mas meu marido e toda família são evangélicos, mas não quero me batizar, não quero seguir essa doutrina, não me sinto bem. Posso estar errada, mas ir lá me deixa muito perturbada, eu vou só pra apoiar para que ele vá.

  2. Boa tarde Morel.

    Tentei achar a respeito sobre moisés, as coisas que ele fez, em especial a parte que ele abre os mares, você tem algum vídeo ou texto falando a respeito?

    Se não gostaria de saber sua opnião.

    Abraço.

  3. Estou contigo professor! Com relação ao Youtube é um trabalho difícil. Porque aparece gente de todo tipo… “cair em tentação”, “baixar a sintonia” é algo muito comum, mas tento através disso, trabalhar o meu ego. Apesar de falhar muitas vezes kkkkk.. Um abraço!

  4. Alex, o artigo está muito bom. Em Abril voltarei a dar mais atenção ao site. Se quiser, posso publicá-lo. Agradeço pelo valoroso trabalho que você tem feito no Youtube. Não pretendo mais responder comentários no Youtube, o tempo não permite. O seu auxílio tem sido muito valioso. Obrigado e parabéns; um forte abraço!

  5. Bom, já começo pedindo desculpas, pelo tamanho do texto do vosso escriba, espero que goste Morel!

    Será que Deus odeia o Espiritismo, apesar de amar os espíritas?

    – O Espiritismo, desde que bem compreendido, eleva o homem tanto moralmente, quanto intelectualmente. Há aqueles que não concordam com o Espiritismo e dizem: “O espiritismo é mau, mas os espíritas são bons”. Também é muito comum ouvirmos: “Deus gosta dos espíritas, mas odeia o Espiritismo”. Bom; considerando-se a afirmação de Jesus “Conhece-se a árvore pelos seus frutos”, pode-se dizer que ambas as afirmações são de uma profunda incoerência, já que isso levará a dizer que Jesus mentiu, com o que não concordamos. Isso porque, em relação à primeira delas, Deus demonstra que, apesar de saber que a árvore é má (juízo de valor), reconhece que os seus frutos são bons; já na segunda, Deus demonstra que, apesar de amar os frutos, odeia a árvore que os produz (sentimento). Há incongruência maior do que isso?! Assim, tanto numa, como na outra, devemos agradecer pelos elogios feitos aos espíritas; mas, por isso mesmo, deveremos levar com mais respeito os ensinamentos de Jesus, pois só seremos bons na medida da compreensão e consequente cumprimento desses ensinamentos, pois temos que provar que somos bons frutos para podermos demonstrar que a árvore é boa. Em outras palavras: se o espírita (efeito) é bom é porque o Espiritismo (causa) também é bom, atendendo à afirmação de Jesus em relação aos frutos e à árvore que os produziu. Com relação à primeira afirmativa, por se referir à utilização de um critério de juízo de valor, paramos por aqui a sua referência. Já com relação à segunda afirmação, por se tratar de uma hipótese de utilização de sentimento, gostaríamos de saber dos nossos irmãos de outras religiões quem lhes deu procuração para falar do que Deus gosta ou deixa de gostar? Eles podem dizer que, pela Bíblia, Deus não gosta da comunicação com os mortos, em função das proibições nela constantes, alegação esta que entendemos com profundo respeito. Mas Jeová também não gostava de comer carne de porco (Deuteronômio 14:8); de trabalhar em dias de sábado (Êxodo 20:9-10); de filhos desobedientes, que ficavam sujeitos à pena de apedrejamento (Deuteronômio 21:20); e de crianças que chamam os outros de careca (2 Reis 2:23-24), passagens essas que muitos irmãos cristãos dizem que Jesus, que é Deus, as revogou; entretanto, o próprio Jesus, de viva voz, em Mateus 5,17, diz: “Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir.” Entendemos que Jesus era a favor dos dez mandamentos e daquilo que os profetas profetizaram a respeito dele. É preciso separar o que o Eterno nos comunicou no Monte Sinai, com o que os homens atribuíram a Ele como suas ordens. O Deus que diz que devemos amá-lo e amar também o próximo para entrarmos na vida eterna, não pode ser a mesma divindade representada nas passagens a seguir. Antes disso, gostaria de que os senhores, se imaginassem nas seguintes passagens, não só como telespectadores, mas como cidadãos à mercê das situações a seguir e reflitam, com tranquilidade os argumentos de vosso escriba: “E o Senhor me disse: Eis aqui, tenho começado a dar-te Siom, e a sua terra; começa, pois, a possuí-la para que herdes a sua terra. E Siom saiu-nos ao encontro, ele e todo o seu povo, à peleja, em Jaza; E o Senhor nosso Deus no-lo entregou, e o ferimos a ele, e a seus filhos, e a todo o seu povo. E naquele tempo tomamos todas as suas cidades, e cada uma destruímos com os seus homens, mulheres e crianças; não deixamos a ninguém. Somente tomamos por presa o gado para nós, e o despojo das cidades que tínhamos tomado. Desde Aroer, que está à margem do ribeiro de Arnom, e a cidade que está junto ao ribeiro, até Gileade, nenhuma cidade houve que de nós escapasse; tudo isto o Senhor nosso Deus nos entregou.” (Deuteronômio 2:31-37) Alguma minoria ainda tentará defender dizendo: “Ora, isso aconteceu em uma cultura diferente da nossa”. Bom, como cristãos, precisamos respeitar, mas a pessoa que justifica tais atitudes deverá entender que os islâmicos radicais também matam em nome de Deus e atribuem a Ele o sucesso dos seus massacres, portanto, não devemos subestimar o amor de Deus, confundindo com ódio e destruição, pois são sentimentos completamente diferentes. Se me permitem, irei prosseguir com novas perguntas: Será que o Deus de amor, dito por Jesus, pode ser comparado com a mesma entidade “diabólica” citada em Números 31:17-18: “Agora, pois, matai todos os meninos entre as crianças, e todas as mulheres que conheceram homem, deitando-se com ele. Mas todas as meninas, que não conheceram homem, deitando-se com ele, deixai-as viver para vós. E olha o que encontramos em II Reis 2:23-25: Então subiu dali a Betel; e, subindo ele pelo caminho, uns meninos saíram da cidade, e zombavam dele, e diziam-lhe: Sobe, calvo; sobe, calvo! E, virando-se ele para trás, os viu, e os amaldiçoou no nome do SENHOR; então duas ursas saíram do bosque, e despedaçaram quarenta e dois daqueles meninos. Achou pouco? Piora: 1 Samuel 15:1-3: “Samuel disse a Saul: “Eu sou aquele a quem o Senhor enviou para ungi-lo como rei de Israel, o povo dele; por isso escute agora a mensagem do Senhor. Assim diz o Senhor dos Exércitos: ‘Castigarei os amalequitas pelo que fizeram a Israel, atacando-os quando saíam do Egito. Agora vão, ataquem os amalequitas e consagrem ao SENHOR para destruição tudo o que lhes pertence. Não os poupem; matem homens, mulheres, crianças, recém-nascidos, bois, ovelhas, camelos e jumentos”; Diante de tudo isso, caro leitor, caso você considere Jesus como Deus, conseguiria imaginá-lo promovendo massacres de inocentes? Nem bebês de colo eram poupados, imagine só que absurdo! Isso é uma afronta! Uma maldade! Que ódio eles possuíam! Será que não há uma inversão de valores? Entre aqueles que atacam os espíritas, que tentam fazer o bem e a caridade, com aquelas pessoas que se vangloriam como verdadeiros cristãos e tentam justificar esses acontecimentos sanguinários?! Alguns poderão dizer: “Deus é amor, mas também é Justiça!”. Devemos respeitar a opinião dessas pessoas, mas não vemos justiça onde inocentes são assassinados por serem diferentes, por terem nascido em uma cultura diferente, por possuírem outros costumes e por rezarem para outras divindades. Achar isso normal é voltar no tempo das cavernas! É justificar os crimes de serial killers; uma afronta à razão! Essas são atitudes preconceituosas e bem distantes daquelas ensinadas por Jesus, como por exemplo a do “bom samaritano”. Será que depois de tudo isso haverá aqueles que consideram Jesus, como Jeová, O General dos exércitos? Será que o mesmo Deus que disse “não matarás” no Monte Sinai, é o mesmo que manda matar os “varões” enquanto recolhe as mulheres virgens para o seu povo? E para aqueles que consideram Jesus como Deus, também é o mesmo mestre que disse “atire a primeira pedra, quem não tiver pecado?”. Nós, sinceramente, achamos que não. Lembrem-se que Jesus nos disse que Deus é amor. Lembrem-se que para os Judeus, a Tanach é dividida em leis, profetas e escritos. Há o decálogo, as leis de Moisés e tradição dos anciões. Entendemos que Jesus não foi contra os dez mandamentos e aos profetas, mas aquilo que os homens deturparam, assim como das ritualísticas desnecessárias criadas pelo homem. Utilizando uma nova comparação, vemos que Jesus não era contra guardar o sábado, mas era a favor de fazer o bem nele (Mateus 12:12). Da mesma forma é a mediunidade. Jeová, ou melhor, Moisés proibia o mal uso da mediunidade. Mas a mediunidade feita com respeito, reserva, sem fins lucrativos e para o amor ao próximo deve ser permitida, assim como consta em Números 11, 26-30; afinal, o Eterno, dotado de onisciência, não daria uma faculdade para seus filhos caírem apenas na perdição! Mas mesmo assim, algumas pessoas podem dizer: “Mas Deus nos deu o livre arbítrio”. Concordamos com a afirmação, devemos utilizar o nosso livre arbítrio para o bem, para o amor e a caridade. O argumento do livre arbítrio não invalida a coerência do argumento de que se Deus tem onisciência, Ele saberia previamente que o humano dotado de livre arbítrio sucumbiria por conta da “comunicação com os mortos”, mesmo se feita com zelo, respeito e nos preceitos cristãos, logo, de antemão, Ele saberia que aquela criatura seria penalizada no “sofrimento eterno”. E ainda haveria o agravante de ter “criado” a possibilidade do contato entre os vivos e os mortos. Haverá aqueles que irão dizer: “Entendemos a boa vontade dos espíritas, mas eles não sabem que não são os entes queridos que se comunicam nas sessões espíritas, mas o próprio Diabo! Caso pensem assim, vosso escriba lamenta profundamente, mas no final deste artigo, selecionará algumas fontes de estudo para vosso esclarecimento! Portanto, caso o leitor considere a atitude do massacre de inocentes como justa, entendemos que és a favor do Jeová como o “Senhor dos Exércitos”, não o Pai de amor e bondade, relatado por Jesus. Pois para os radicais islâmicos, não se discute a vontade de Alá, ou será a vontade de psicopatas humanos que semeiam a discórdia? E se nos permitem, gostaria de utilizar a mesma analogia, que irei nomear como o “aperfeiçoamento de Jesus no amor e na caridade”, verificando nos próprios evangelhos: “E Eis que estavam FALANDO com ele dois homens, que eram Moisés e Elias, os quais apareceram com glória, e falavam de sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém” (Lucas 9:30-31). Tomamos conhecimento de que Moisés havia morrido com 120 anos de idade (Deuteronômio 34:7). Independentemente de ter sido em sonhos, havia a presença dos três apóstolos que não só perceberam, como estavam gostando do ocorrido: Uma completa sessão espírita (Lucas 9: 33). Mas, se ainda assim, considerarem o Espiritismo como um mal, observem a seguinte passagem do capítulo 5 de Atos, onde vemos a pregação dos Apóstolos no Templo, ante a libertação dos prisioneiros: “E agora digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, (versículo 39) mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la, para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus.” Portanto, eu lhes pergunto: Por que, caros cristãos, vocês nos detratam? No evangelho também encontramos a seguinte passagem: “Vós podeis fazer o que eu faço e muito mais”. (João, 14:12). E também é dito em Marcos 9:39: “Não os impeçais!” Já no Antigo Testamento, encontramos a seguinte passagem em 1 Samuel 9:9: “Nos tempos antigos, em Israel, quando uma pessoa desejava saber a vontade de Deus, costumava dizer: “Vinde vamos ao vidente!”, porquanto naquela época se chamava o atual profeta de vidente”. Ora, isso é óbvio; afinal, a mediunidade não é uma “faculdade” pertencente apenas aos necromantes e aos Profetas de Israel. Com uma comparação fácil, chegamos à seguinte conclusão: Médiuns espíritas podem ser videntes e videntes eram chamados de profetas; logo, os profetas eram médiuns! A diferença é que os médiuns espíritas possuem conhecimento do evangelho de Jesus e são bem preparados, pois estudam os livros dos médiuns, enquanto os necromantes possuíam práticas visando a adivinhação ou prognósticos. O espírita cristão não coaduna com quaisquer formas de uso equivocado da mediunidade e que fuja dos preceitos do nosso Senhor Jesus Cristo, no respeito da relação entre encarnados e desencarnados, no amor e na caridade. Através de estudos, compreendemos que quando o médium foge dessa linha, é caminho certo para assédios terríveis, como acontecia com os Profetas Israelitas, que acreditavam piamente, assim como seus seguidores, cegos na fé, que era Deus que autorizava a matança de inocentes. Com relação ao uso da mediunidade, lembrem-se de que o mesmo Moisés, que proibia a atividade mediúnica, praticada de maneira errada pelos necromantes, feiticeiros, videntes e adivinhos, também foi o mesmo que disse: “Tens tu ciúmes por mim? Quem dera todo o povo do Senhor fosse profeta (médium), e que o Senhor pusesse o seu espírito sobre ele” (Números 11:26-30). O Espiritismo fala de Jesus em toda a sua essência, livre de dogmas feitos pelos homens! Jesus assim sancionou e, afinal, o que ele fez torna lícito fazermos também! A lição disso é que: Caso você considere Jesus não só como um modelo, mas como Deus, isso o levará à conclusão de que Jesus gosta sim do Espiritismo, pois, além de comunicar-se com os mortos, ainda dividia essa prova da imortalidade da alma com seus discípulos. O espiritista, que compreende bem a filosofia espírita, busca, em suas obras, ser reconhecido diariamente como discípulo de Jesus. Se o homem carrega em sua essência, que é necessária uma reforma íntima e aplica no seu cotidiano os ensinamentos do Cristo, não corre o risco de ser tachado, pelos desconhecedores do Espiritismo, como hipócrita. A doutrina espírita, de modo algum, deve ser vista como má, por seus opositores, por conta das más tendências de “pseudosespíritas”, ou seja, daqueles que não utilizam bem os conhecimentos adquiridos no Espiritismo e nos evangelhos de Jesus. Afinal, não se pode dizer que a “medicina seja uma farsa”, porque há médicos farsantes. Dizer que o Espiritismo é mau, mas os espíritas são bons é, realmente, de uma ingenuidade tremenda. E, em alguns casos, uma desonestidade intelectual. Devemos refletir a frase de Jesus em Jo 13:35, diz: “Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”. Assim também é Deus. E como bom Pai, imaginamos que Ele queira que seus filhos se amem, ou ao menos, compreendam-se em suas diferenças.

  6. Olá Morel!
    Gosto muito de visitar este site, e adoro a forma como você aborda os mais diversos assuntos. Principalmente porque você escreve de forma extremamente didática, clara e sucinta.
    É gratificante ler os seus artigos e agradeço-lhe por eles. Na verdade acredito que muitas pessoas também se sentem gratas!
    Gostaria de compartilhar com você uma dúvida que me acompanha há muito e muito tempo. Talvez você entenda sobre ela e, por caridade, compartilhe seu conhecimento!
    A dúvida é: Porque Deus criou os Espíritos imperfeitos e ignorantes? Porque não criou seres perfeitos, de luz, inclinados única e exclusivamente ao bem, ao amor? Criar os seres imperfeitos, para a evolução, implica na criação da dor, do subir dos degraus, do esforço contínuo e infinito. Porque não, desde o início, perfeição e amor? Seria Deus algo que necessita, indubitavelmente, de soberania inatingível? Isto não estaria em desacordo com sua natureza de perfeição, amor e caridade?
    Um abraço!

  7. Amanda, não se alongou, não; sua escrita é muito boa. Obrigado pela contribuição e pelas dicas.

  8. Irmão Morel, muito felizes as suas abordagens, sempre tão estudadas e cuidadosas.
    Vendo o vídeo me lembrei profundamente do livro que fecha a Bíblia Sagrada: o Apocalipse Segundo João que, já no cap.1, primeiros versículos, fala em revelações de Jesus Cristo sobre acontecimentos futuros, notificadas ao Apóstolo João. Seria, pois, uma perfeita demonstração de revelações pela via mediúnica e, como você próprio sustentou, por um dos apóstolos do Cristo de mediunidade mais acentuada: João Evangelista. Ou seja, o Livro Sagrado, que muitos teimam em dizer que condena espiritismo e mediunidade, é concluído com um livro altamente espírita. Se é certo que os termos (espírita, mediunidade e espiritismo) não existiam à época, igualmente certo é que os fenômenos já ocorriam de forma grandiosa, sendo este livro, para mim, uma perfeita demonstração disto.
    Leituras muito boas sobre o tema são “Interpretação Sintética do Apocalipse”, clássico espírita de Caibar Schutel, e Francisco de Assis, obra do espírito Miramez, pela psicografia do médium João Nunes Maia. Neste último, primeiros capítulos do livro, são relatadas preciosas passagens da vida de João Evangelista na Ilha de Patmos, onde se encontrava preso devido à perseguição do Império Romano aos divulgadores do Cristo. Relata até o desencarne de João, com abordagens sobre as revelações do Apocalipse, transmitidas ao apóstolo durante uma espécie de refúgio-prisão na ilha inóspita, providencial como o são todas as coisas de DEUS. A razão de tais abordagens no livro é a narrativa do fim da vida terrena e incursões pela sublime vida espiritual de João, que, mais tarde, quando a Terra experimentava o horror das Cruzadas, viria a reencarnar como Francisco de Assis, El Poverello, mais um facho de luz que o Cristo mandou à Terra para seu processo lento e gradativo de evolução e aprimoramento.
    Desculpe se me alonguei, o assunto me empolga demais… mais uma vez, muito obrigada pelas suas valiosas postagens!
    Que DEUS continue iluminando os seus pensamentos e vida!

  9. Muito bom, Morel. É dessa forma que penso também, como você bem sabe, acho que sofro é por causa desse tradicionalismo que ainda quer persistir em mim, ainda tenho preconceito e quanto luto em me desfazer deste, porém sinto que novos tempos estão chegando e terei que mudar a despeito do que os outros vão pensar. Tenho que viver aquilo que acredito. O espiritismo é a luz para a minha vida, obrigado.

  10. Boa Noite !
    Excelente abordagem. Esse assunto na minha opinião é o grande divisor de águas quanto ao preconceito existente nas demais doutrinas cristãs para com o Espiritismo, infelizmente me incluí nessa estatística. Com o tempo fui amadurecendo e percebendo que devemos ter a mente aberta em prol do nosso crescimento espiritual, não deveríamos criticar nada sem antes nos dar a possibilidade de conhecer o suficiente sobre o assunto em questão o qual tendenciosamente criticamos sem abrirmos possibilidade da imparcialidade. Parabéns pela iniciativa em explicar o tema, foi muito esclarecedor, como os demais vídeos que vem postando. Deus abençoe. Alexandre

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