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Amai os vossos inimigos

cachorrinho e gatinho
Amai os vossos inimigos…
ARTIGO DE AUTORIA DE ANA BLUME
“Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus.”
Mateus 5:44
Eis aí uma dos mais penosos princípios. Se já temos dificuldade em amar e aceitar até mesmo aqueles que nos são mais próximos, se frequentemente nos desentendemos e guardamos rancores (apesar de nossa boa vontade) contra eles, que dizer então dos chamados “inimigos”?
 
Todos sentimos, em algum ponto de nossas vidas, inimizade por alguém. Por um colega que nos tenta passar para trás, por algum conhecido que insiste em nos destratar, por algum falso amigo. Tentamos evitá-los o máximo possível, sabendo que nosso grau de evolução não nos permitiria qualquer aproximação amigável — mas, se os evitamos, como podemos amá-los?
 
Bem, em primeiro lugar, é preciso resistir à compulsão de julgá-los, pois não nos cabe. Sim, é difícil — mas não impossível. Não conhecemos o que lhes vai no íntimo, e nem devemos ter a pretensão de saber. Pelo contrário, o melhor a fazer é tentar compreender.
 
Compreender que estamos todos em níveis de evolução diferentes. Que talvez nós não agiríamos da mesma forma que aqueles por quem temos inimizade, mas que isso não nos coloca em posição de julgar ou de repreender. Ainda temos muito o que aprender, nós também. 
 
Amar nossos inimigos não significa, porém, forçar uma afeição que não sentimos – não seríamos verdadeiros se assim fizéssemos -, mas não ter sentimentos negativos por eles. Não devemos desejar a eles o mal, e nem ficarmos contentes quando algo de mal lhes acontece. 
 
É isto o que significa pagar o Mal com o Bem. 
 
Se desejamos nos tornar pessoas melhores, precisamos agir como pessoas melhores desde já. Ao invés de devolvermos uma ofensa, de combater palavras duras com mais palavras duras, é melhor nos calarmos e tentarmos remover a mágoa de dentro de nós mesmos. E a melhor forma para isso é compreender que nenhuma ofensa é pessoal – ela é apenas o reflexo do desequilíbrio interior daquele que ofende. 
Não nos deixemos desequilibrar. Façamos o nosso melhor para manter-nos serenos, dirigindo uma prece àquele por quem temos inimizade, envolvendo-o em luz para que logo em breve, nas próximas encarnações, possamos nos reencontrar, cada vez melhores e na mesma sintonia de benevolência.
Ana Blume é estudante de Sociologia e espírita desde os 7 anos – Idealizadora do blog “O Evangelho Segundo o Espiritismo Simplificado”

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6 Comentários

  1. Wilson, foi Jesus quem disse para amarmos aos nossos inimigos. Você acha, então, que ele falou uma coisa e fez outra?

  2. Amar o próximo
    Falar no amor é fácil, escrever sobre o amor é fácil, fazer poesias sobre o amor é fácil, praticar o amor é outra historia.
    A teoria e a pratica é muito diferente
    O espírito se reencarna no mundo terra ou plano material é para Vencer as suas imperfeições morais e evoluir, para ele poder vencer as suas imperfeições morais, ele tem que travar uma luta contra seu ego e suas vaidades, vencer a inveja, vencer o ódio, vencer o racismo, vencer a raiva, vencer o medo, vencer a falsidade, vencer a desonestidade, vencer os maus pensamentos, vencer os maus desejos, vencer os maus hábitos, vencer os Vícios, ou seja, vencer a si mesmo, estamos no plano terreno é para VENCER e não ser um vencido pelas influencias da matéria, a evolução espiritual se processa pelo aprimoramento moral e intelectual, portanto, o nosso Dever é amar as virtudes, a moral, a justiça, a verdade, a fraternidade, isso é Amor, desenvolver valores morais elevados em nosso Espirito.
    Essa questão de amar o próximo, tem que ser analisada como ser honesto e correto com o nosso semelhante, manter uma postura digna de respeito pelas pessoas, agora amar bandidos, criminosos, políticos corruptos, estrupadores, pedofilos, racistas, pessoas que maltratam animais, traficantes, não tem fundamento racional é ser místico e mentiroso, por que, ninguém consegue amar uma pessoa maldosa e cruel, ninguém consegue amar um criminoso que mata pessoas inocentes, isso tem cheiro de hipocrisia.
    Um exemplo, você consegue amar um criminoso que ceifou a vida se seu filho ou filha???
    Ser racional é entender que a sociedade precisa é de Valores morais elevados, virtudes, justiça, honra, dignidade, esse políticos corruptos são pústulas morais que prejudicam toda uma sociedade, devemos amar ou condenar esses políticos?
    O Mestre Jesus quando foi no Templo ele expulsou os Vendilhões com uma postura enérgica, Jesus estava condenando o mercantilismo religioso, perguntamos, por que Jesus não foi tolerante com os vendilhões do templo??
    E quando Jesus chamou os fariseus e os escribas de hipócritas e raça de víboras, isso mostra que o Mestre não era omisso e nem passivo diante das coisas erradas e falsas, perguntamos, por que, Jesus não tolerou e amou esses picaretas?
    Portanto, amar pessoas falsas, maldosas, criminosas, bandidos, políticos corruptos é contrario a Razão.
    A expressão certa é essa, devemos ser corretos, honestos e respeitar as pessoas, por que, todos nós somos partículas de Luz emanadas do Grande Foco e estamos num processo evolutivo para planos superiores.
    Wilson Moreno.

  3. Obrigada, Josiane e Ari!

    É ótima a oportunidade de publicar aqui, quase sempre há discussões interessantes.

    Ari, entendo o que você quer dizer, certamente não é fácil perdoar nossas inimizades e é possível que algumas pessoas vejam isso como uma afronta. Mas o que sugiro no texto é exatamente o perdão como forma de libertar-se a si mesmo das mágoas causadas por outros — como você disse, é a gente com a gente mesmo.

    Por isso falo sobre a tentativa de compreensão — creio que se conseguirmos (ao menos tentar) ver nossas inimizades como espíritos “adoecidos”, que muita vezes nem mesmo sabem que estão moralmente doentes, será mais fácil libertar-se da mágoa. Quando lidamos, por exemplo, com alguém com um transtorno mental, sabemos que não devemos levá-lo muito a sério, caso ele nos ofenda: é a doença quem fala, e não a própria pessoa. Podemos agir da mesma forma em relação às doenças da alma.

    E sim, talvez não tenhamos crescido suficientemente para lidar sempre bem com nossas inimizades. Mas o processo do crescimento nasce da decisão consciente de evoluir. Não acho que chegaremos muito longe se esperarmos que a evolução espiritual se faça de forma espontânea feito o crescimento do corpo. A meu ver, se temos mesmo a intenção da melhora, é preciso lutar constantemente contra nossas próprias tendências negativas — mas, acima de tudo, é preciso usar a compreensão também em relação a nós mesmos. Sabemos que não somos perfeitos, sabemos que a caminhada é difícil. O sentimento de culpa ou de autodepreciação que surge naturalmente quando percebemos que falhamos não nos ajudará em nada.

    Por isso creio que o perdão é sempre, antes de tudo, um autoperdão. Se formos capazes de compreender nossas dificuldades e aceitá-las como passos imprescindíveis na evolução, poderemos mais facilmente compreender as falhas dos outros, nossos “inimigos”. E assim, pagar o mal com o bem. (:

    Fiquem com Deus.

  4. Concordo com a Josiane: Belo Texto!
    Só vejo um problema nisso tudo, Ana. É o reconhecimento (por “nós”) de se praticar esse princípio.
    Há pouco tempo venho acompanhando esse site e vejo as pessoas procurando ajuda para todo tipo de problema, mas, infelizmente, não as vejo procurando orientação para essa prática. Podemos perceber até mesmo pela quantidade de comentários sobre o artigo.
    Sermos “obrigados” a amar nosso inimigo é como um insulto para a maioria de nós.
    Não temos crescimento suficiente para entendermos que podemos tirar dois fardos das costas com essa atitude: o peso de se carregar um inimigo (doloroso, está sempre conosco) e o peso de se não reformar.
    Ainda, continuando o raciocínio, podemos imaginar que se um “inimigo” estiver bem (consigo) talvez ele passe a nos ignorar, pois ele estará “acima” de nós (se é que alguém possa estar acima de alguém. Podemos estar mais adiante em nossa reforma, mas nunca mais importante que o outro, pois somos todos iguais perante a Deus).
    Enfim, podemos ficar o dia inteiro falando de dificuldades e formas de enfrentá-las, mas é só quando nos encontramos diante dela é que podemos praticar o que tanto pregamos.
    No final das contas, como diz o Morel, é sempre a gente com a gente mesmo. É o que emana da gente e não o que emana dos outros.
    Bom fim de semana a todos, com muita paz.

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