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Amor de mãe

bebe mamando na mãe
O amor de mãe…

ARTIGO DE AUTORIA DE SANDRA LEONI

O Amor de Mãe, descontando-se as raras desonrosas exceções, continua sendo aquele que mais se aproxima do Amor de Deus.

A velhinha alquebrada e magra, na fila da penitenciária, aguardando a revista, bem o comprova.

Tudo, em seu corpo é o atestado vivo dos anos de sofrimentos e preocupações com aquele que lá está, por detrás dos muros altos, guardado como fera indomável.

Nos ombros  encurvados,  onde se apóia uma invisível cruz pesada, o sinal de batalhas nem sempre vencidas, mas sempre tentadas; em rugas mais profundas e nas mãos estremecidas o comprovante das emoções desafiadoras que a tem atingido, como flagelos ininterruptos, todos os dias de todos os anos.

Isso porque, fiel ao propósito de acreditar naquele rosto de traços como os seus, retorna sempre, no tempo, a descobrir o bebê que embalava, enquanto sugava o seu seio, de olhos fitos nela.

Quando consegue, finalmente, o esperado encontro com aquele pequenino, grande agora, e alcança o premio de, abraçando-o, sentir o calor do seu peito contra o dela, como antigamente, todo o mal que falam dele é esquecido, para que se destaque o bem que somente ela sabe dele.

Quando, por fim, lhe dão permissão de ser mãe de novo, e permitem, por apenas alguns minutos que os olhos dos dois se reencontrem, como outrora, parecem dizer, um ao outro, sem palavras, que não perderam o rumo de seus corações despedaçados, conduzidos pelo mesmo carinho e pela mesma ternura; e, por incrível possa parecer, nessa hora, a “fera” tão temida e odiada é capaz de sorrir e chorar, como criança ainda, diminuta demais, nos braços, agora fortes, dela.

Só porque acredita nele,continuará colecionando mil desculpas para seus crimes: as más companhias, a cabeça fraca, as tentações, as ocasiões facilitadoras do delitos, se perguntando em que ponto do caminho falhou com ele, sendo boa  demais ou não tão boa, se culpando, enfim pelos desvios dele, transferindo para seus ombros novas cruzes de perquirições sem resposta, de remorsos sem razão e culpas sem motivo.

Mas não desacredita, sequer por um minuto, (e nisso reside toda a sua força), que DEUS também não descrê dele, por causa do Amor dela.

Sandra Leoni é protetora de animais, espírita e vegana 

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21 Comentários

  1. Katia, como está identificado no artigo, este texto não é meu, é colaboração de uma antiga leitora.
    Mas o que é sublime é a oportunidade da maternidade, não a relação em si. A maternidade é a condição de maior afinidade possível em nosso plano. Um ser reencarna através do corpo de outro ser. Mas é comum que antigos desafetos, ou espíritos com quem construímos diferenças no passado, retornem ao mundo físico como filhos. Criamos vínculos que exigem rearmonização, e a melhor oportunidade de nos rearmonizarmos, muitas vezes, é recebendo um desafeto como filho. Isso explica a aversão que mães e filhos sentem um pelo outro.

  2. Olá Morel! Gostei muito do seu texto. Amor de mãe é incondicional. É o que todos dizem. Vi minha irmã se tornar mãe há 10 dias e do momento que ela chegou no quarto após o parto seu rosto era outro, parecia ter se tornado mais doce, não sei. Ela é extremamente cuidadosa com o filho. Mas existe um outro caso que conheço que me intriga. A ex-mulher do meu marido entregou seu filho com 1 mês para sua mãe criar. Meu marido pega o filho nos dias determinados pelo juiz, certinho, como deve ser. Mas ela além de não criar a criança, não passa os finais de semana dela com ele. Ele apenas a visita com a avó, que é mãe dela. Ele chegou, quando pequeno, a dizer que a odiava. Ela vive com outro homem que lhe dá uma condição de vida muito boa e tem um filho com ele. Esse filho ela cria junto dela. Não entendo. Não sou mãe, mas já tenho um amor tão grande pelo meu gatinho que sofro ao deixá-lo sozinho para viajar ou trabalhar. Sempre vejo alguém para cuidar dele. Imagine um bebê que nasceu de você. Não quero julgar, mas acabo fazendo isso, infelizmente.

  3. Raquel, só posso concordar com o conselho que você já conhece; não criar expectativas.
    São aprendizados difíceis, eu sei. Foquemo-nos em outras áreas da vida que são muito melhores e mais brilhantes. Você certamente agrada a muitas pessoas.

  4. Infelizmente sou uma das exceções citadas. O “amor” que minha mãe nutre por mim é único e exclusivo instintivo. A mulher sempre me odiou. O que mais me dói é a necessidade que eu já com meus 33, tenho do amor dela. Conto pra ela quando estou feliz, mas ela sempre dá um jeito de me rebaixar a razão da minha alegria. E se estou triste e desabafo, em pouco tempo ela usa aquilo contra mim. Nas terapias o conselho é sempre o mesmo: aceitá-la como ela é. Não crie expectativas, viva a sua vida. Mas é curioso isso. A gente se separa de ex-amores, se afasta de amizades ruins mas continua lá, dia após dia dando a cara, esperando um carinho e só levando tapas…

  5. Eu sou muito chorona. Chorei quando o meu marido me pediu para termos um filho. Chorei quando vi a primeira ecografia e vi que eram gémeos. Chorei no parto, quando ouvi a minha filha ( a primeira a nascer) chorar no seu primeiro sopro! E de todas essas vezes, quem estava presente sempre me perguntou :” porque está a chorar?.” Choro porque sou muito emotiva, porque eu amo viver a vida! Tive um parto lindo, com uma equipa jovem, competente e meus filhos nasceram ao som de música! Tenho muitas boas recordações! Deus foi muito generoso comigo!

  6. Josiane.escrevo para saudá-la em conseguir vencer os seus medos.
    Eu, na minha opinião, nunca gostei de ser dominada pelo medo. Mesmo ainda sem conhecimento da parte espiritualista, inconscientemente, desde pequena, sempre quis afrontar os meus medos. Talvez por caráter, conheço me por teimosa… Talvez até obstinada mesmo! Sou aquela pessoa que gosta de meter o ‘dedo na ferida’ , pois sempre procuro a verdade dolorosa a viver na mentira. No último ano, foi muito intenso a nível de descoberta de mim mesma. Pode se dizer que quis escavar até ao fundo da minha alma… E vários momentos fui abaixo, e amigos me diziam” ok. Agora, é hora de parar. Somos mais felizes a viver na ignorância do que no conhecimento!” Mas eu não aceitei essa resposta, e dizia ” antes sofrer tudo o que há a sofrer agora e fazer o que tem de ser feito, do que viver o resto da minha existência sofrendo por incompetência “. Teve um dia, que a minha prima, com quem eu tenho um entendimento mesmo telepático, me disse ” estou farta de te ouvir falar sobre espiritualidade! Todas as tuas conversas terminam sempre na espiritualidade. Tens de viver a tua vida pensando noutras coisas e ser mais terrena!” Disse me isto de forma repentina e muito bruta. Resultado: eu respondi na mesma moeda e acabámos nos magoando. Depois repensei a nossa conversa, e falei com ela buscando o perdão nas duas partes. Perdoei, porque compreendi o que ela quis dizer e o que ela própria sentia nesse momento. E o que ela pensava, não queria ver os meus filhos por casa fugindo de ” assombração”, apontando o dedo, porque a mamã atraia companhias pouco elucidativas devido a sua ignorância e iludida, tal era a minha ânsia por respostas. E também, porque ela tem mediunidade acima da média, e sente desejo de seguir a doutrina espírita, mas o próprio marido a bloqueia através de desculpas do tipo : você é muito nova ainda, tem tempo. Ou por favor, não se meta nisso ou ainda vai atrair maus agoiros para nós”. Eu respeitei a sua decisão e perdoei. Não voltei a falar de espiritualidade com tanta intensidade com ela, mas no meu íntimo continuei a minha busca como ainda hoje continuo, graças a Deus mais elucidada dos perigos e armadilhas que criamos a nós mesmos. Eu sofri sim, mas teve de ser necessário, para que pudesse sair do vazio, do buraco em que me encontrava já alguns anos. Josiane, eu lhe confesso que foi o meu marido que me pediu para ter filhos, e nesse momento eu chorei, tal era o meu trauma. Eu dizia a mim mesma, ” este mundo é demasiado cruel para se criar um filho” . Pois via a cada dia, cada vez mais violência por esse mundo fora. Foram precisos dias para refletir e dar lhe uma resposta. E refleti muito, e pensei: ” a vida não pode ser só isto, trabalho, reclamações… Tem de haver algo mais! Algo que me preencha por dentro” . E hoje sei que já estava tudo nos planos do Senhor, pois até a semana de férias em que meu marido me fez a proposta, parece que foi tudo planeado! E sim, passados meses, quando meus filhos nasceram, eu andava tão cansada, pois dormia 30 minutos por noite e cuidava deles sozinha 24 horas/ 7 dias da semana. Meu filho tinha cólicas dia e noite, regurgitava de cada vez que comia, tinha de lhe fazer clisteres todos os dias porque ele sofria obstipação, minha filha tinha sonos trocados adormecia ás 2 horas da madrugada e só adormecia embalada ao colo com canções de ninar… Meu marido, refugiou se no trabalho, mal o via e quando chegava em casa, fugia de mim, não me ajudava e ainda me dizia” preciso do meu espaço…” Cansada? Sim, foi preciso muita oração, muita luz para perdoar e hoje sermos uma família feliz. Só dizia a mim mesma” Deus só me dará até onde eu aguentar, e se eu aguento isto tudo então é porque Deus sabe que eu sou muito forte!” Seja muito feliz! Eu pessoalmente não sei qual a relação de existências anteriores entre mim e meus filhos, mas para mim agora importa o presente e demonstrar lhes o Amor, que se calhar tive em falta com eles anteriormente. Mesmo quando fiz, leitura de Aura, o terapeuta ia me contando algumas existências que tive anteriormente e sinceramente não senti muita curiosidade embora muitas perguntas atualmente tenham tido resposta e preencheu me algumas lacunas que sentia em mim. Gosto muito de falar e partilhar, aprender experiências com outros irmãos. Bem haja! tudo correrá bem!

  7. Ana, confesso que suas palavras estão me ajudando muito a reforçar a ideia que aceitei a +/- uma semana. Tenho um filho de 12 anos, é um espírito amigo, apesar de todos contratempos que tive para criá-lo, fui presenteada com um ser maravilhoso! Tive uma relação muito conturbada com o pai do meu filho, quando ele se separou de mim, se separou do filho também, tive que criá-lo sozinha e isso me causou um certo trauma, prometi para mim mesma, durante esses 12 anos, que não teria mais filhos, eu sentia até uma certa angústia quando via mulheres grávidas! Porém, tudo começou a mudar de uns tempos para cá, por providência divina recebi vários avisos que eu teria uma filha, que estaria pronta para reencarnar, no princípio fiquei apavorada, até conversei com o Morel, mas agora eu a aceito e a recebo de todo meu coração, já parei com meus métodos contraceptivos e estou à sua espera, confesso que estou com um pouco de medo, mas tenho certeza que assim que ela realmente estiver entre nós tudo vai passar. Também tenho um marido maravilhoso, estamos há 8 anos juntos e ele está muito feliz com a minha decisão. Obrigada mais uma vez por suas palavras! Beijos.

  8. Para si, Georgina.
    Certa vez, um irmão conversando comigo sobre os meus medos em relação a meus filhos… ” como fazer? Tenho de cuidar e protege los das vicissitudes deste mundo. Estou preocupada…” Ele apenas me disse:” não se preocupe. Apenas Cuide!” E essas palavras disseram tudo. Aceitar que cada um tem o seu aprendizado e o seu caminho a ser feito.

  9. Georgina, um abraço para você com muita ternura!
    Eu sou uma pessoa que felizmente, ao longo da minha existência, tenho perdoado a quem me tem ofendido. Confesso até, ás vezes, é mais difícil para mim, perdoar me a mim mesma certas situações que me ocorrem. Meu relacionamento com a minha mãe, foi algo conturbado, ela é muito expressiva e sensível, ao ponto de se enervar facilmente. Nosso relacionamento nem sempre foi fácil, mas eu faço sempre questão de me relacionar com ela, porque a amo do jeito que ela é! Meus pais separaram se na minha infância, e eu estive mais de dez anos sem vê-lo, de repente ele desapareceu! Reencontramo nos anos mais tarde, já eu namorava o meu marido. E se eu não fosse de perdoar, tentar compreender o que se passou naquela altura… Hoje não lhe falaria, seria uma pessoa rancorosa e ele não iria conviver com os netos. Mas tentei saber, o que se passou… E ele também sofreu depressão, sentiu se desorientado, ganhou vergonha, sentiu um vazio espiritual e refugiou se no campo. Meus pais ainda estão separados mas sei que se amam, mas não conseguiram perdoar as mágoas um ao outro e isso, a meu ver, é lá com eles, pois certamente ainda se vão encontrar noutras existências. Eu sempre fui muito empática com as pessoas, ao ouvir as suas experiências, coloco me no papel do outro. E neste caso, foi com o meu pai… Fui eu que o procurei e ouvi o… Não enquanto pai mas enquanto ser humano, meu semelhante. E hoje temos uma relação fantástica, os dois! O meu irmão, por exemplo, não conseguiu perdoa-lo. Penso que dentro de uma situação existe sempre um lado bom, no meu caso, hoje em dia, eu dou mais valor á família, (separação seria em caso muito grave) porque temos filhos e eles não são bolas de Ping pong. No seu caso, a sua mãe apesar de tudo, deixou a viver, trouxe a este mundo, e hoje você é mãe, e com a sua companheira estarão a criar um filhote com Amor e evangelização. Fico feliz por si, irmã! Minha avozinha querida, era a única pessoa que me fazia sentir segura em garota. Quando eu estava triste, bastava ela abraçar me e tudo ficava bem para mim. Meu pai ensinou me a rir, ensinou me a amar a natureza e os animais. Minha avó ensinou me a orar, a pedir perdão, ensinou me histórias, lendas que ainda hoje conto aos pequenos e acima de tudo ensinou me a acreditar e a ter fé. Minha mãe, ensinou me a ajudar os outros, a ser sincera comigo mesma, fez me sentir especial, e ensinou me a desenvolver a paciência. Todos os que convivem connosco teem sempre algo para nos ensinar! Muita luz!

  10. Bom dia a todos!
    Ana em especial a você! Lindos relatos que chegam a tocar qualquer coração. Ana nesta existência tive mãe de mais e de menos… explico: minha biológica me deixou ao nascer com meu pai e consequentemente fui muuuuuuuiiiiitoooooo bem criada e amada por duas novas mães: minha avó e bisavó paternas. Ao longos de mais de duas décadas conversas de todo tipo surgiram, a biológica sempre que me encontra conta histórias dramáticas, no início eu dava ouvidos, mas como já descobri “mentiras” vindas dela, resolvi deixar pra lá. O certo é que nunca tive vínculo pessoalmente com ela e sinceramente eu não consigo até hoje ao longo de meus 30 e poucos anos e mesmo já sendo mãe, eu não consigo reconhecê-la como “MÃE”, não sinto nada por ela, sinceramente??? eu nem lembro dela. Mas não guardo nenhum tipo de mágoa, apenas não a amo…
    Pode parecer forte esse meu relato, minha sinceridade me deixou com medo quando descobri em mim o enorme desejo de ser mãe há muitos anos atrás. No entanto, minha trajetória não foi como eu “quis” conscientemente, tive uma relação desajustada, engravidei sem planejamentos e sem amor, até que perdi o bebê no terceiro mês. Passei anos e anos de revolta com Deus, não aceitava essa realidade, fui criada tão sozinha sem irmãos, e ainda assim não pude constituir uma linda família. A doutrina foi meu despertar e meu alívio para tantas questões. Aprendi que deveria ter passado por tudo e me aceitei como sou. Vivo maravilhosamente uma relação homoafetiva com uma extraordinária companheira, mulher de ética, índole, paciência e espiritualidade evoluída. Vivemos há quase 6 anos e adotamos um bebê, hoje já tem quase 2 anos e é a MELHOR RAZÃO DE NOSSAS EXISTÊNCIAS!!! Somos mães incríveis!!!!!!!! E ele sente e nos ama de forma recíproca. Nossas famílias nos amam e vivemos em prol da consciência de que Deus nos confiou esta vida desse ser para que juntos evoluíssemos.
    Muitos medos tive ao tê-lo em meus braços, foi um inicio dificil, medo de tudo, desde os naturais até os mais bizarros. Nem banho eu sabia dar no inicio, mas há algo que Deus nos concede e nunca tira que são nossos instintos e aonde existe amor tudo o mais é superado e conquistado. Às vezes me preocupo em como será nosso amanhã, como explicar a ele os “porquês” da vida, os questionamentos que virão na hora certa, mas desde já plantamos muito amor e respeito na vida dele para que jamais ele se envergonhe ou se lamente de ter 2 mães!
    O dirigente do centro espírita que frequentamos me disse essa semana uma frase que me marcou: “minha filha, esse menino é muito evoluído, no momento certo você se surpreenderá!”
    Confesso que ao mesmo tempo em que fiquei feliz eu também senti medo de novo… Pois sei que por trás deste envoltório frágil, dócil e tão lindo, existem várias existências e seu pretérito pode ser mais relevante no presente caso não saibamos conduzi-lo.
    Mas mais uma vez nos concentramos em simplesmente ama-lo e desde bebezinho ele vai conosco ao centro.
    O fato é que ser mãe é uma dádiva que jamais pensei ser merecedora. Mesmo ciente que cometi alguns erros no inicio, pela falta de maturidade, medos, paciência… enfim os dias passaram e os anjos de luz me conduziram.

    Abraços fraternos!!!

    Fiquem com Deus!!!

  11. Benção nas nossas existências Josiane! Só quando comecei a ler algumas obras especialmente dirigidas a nós, mulheres, que eu comecei a entender que o tornar se mãe, começa muito antes da gestação. Ao ler, o livro “Deixe-me viver” de Luiz Sérgio, compreendi em parte, o processo da nossa reencarnação, o propósito que existe das relações entre pais e filhos, a não aceitação da nossa responsabilidade de criar um filho e as consequências catastróficas que daí advém… Muitas vezes, resultando em aborto. Eu, não tinha a noção da dimensão do horror que essa escolha provoca a todos. Sou a favor da vida! Esses pequenos seres são a luz que nos ilumina! Digo na brincadeira, se soubesse, tinha permitido que viessem a este mundo mais cedo. Mas sei que tudo faz parte dos planos do Senhor, e que tudo chega na hora certa! Nenhuma gravidez chega na hora errada, tudo tem um propósito! Muita luz! Desculpe me, eu gosto de escrever.

  12. Ana gostei muito dos seus relatos, me parece que você escreveu colocando todo o seu sentimento! Que Deus te ilumine sempre e você consiga ajudar não só os outros, como a você mesma. Abraços fraternos!

  13. Morel, eu é que agradeço a sua bondade de partilhar o seu aprendizado connosco! Eu encontrei o seu site num momento de desorientação e acredito que não vim parar aqui por acaso! Você me ajudou muito! E tenho recomendado o seu site a meus amigos no facebook, que hoje se sentem perdidos e também querem uma luz nas suas vidas? E digo lhe: eles teem acompanhado o seu trabalho e teem lido ávidos obras de caráter espirito. Ainda hoje, uma amiga me disse: estou acabando de ler um livro e já estou com vontade de ler outro!” Isso é fruto do seu trabalho!

  14. Só para deixar uma curiosidade: a partir do nascimento dos meus filhos, eu comecei ater um despertar espiritual um pouco violento… Senti um vazio muito grande, confusão e começaram a aumentar as minhas questões em relação á minha existência. Quis saber quem sou eu, o que faço aqui neste mundo, qual a minha missão e o desejo de cumpri-la. Então na altura, desorientada, procurei ajuda junto de um amigo que é terapeuta holistico e acabei por fazer duas leituras de aura durante estes últimos dois anos e meio ( hoje já não sinto essa necessidade). E nessas duas sessões de esclarecimento, revimos algumas existências passadas minhas e verifiquei que, está minha existência atual veio juntar todas as peças do “puzzle”, o meu amor pela natureza, pelo ensino, pelos animais e até o meu gosto pela minha profissão de vendas… Impressionante! Mas umas das coisas que ele sempre me referiu foi :” é curioso, você já era mãe mesmo antes de o ser!pois sempre cuidou dos outros desde pequena. Nesta existência, você sempre ajudou os outros de forma muito maternal. Você é mãe por natureza!” E vendo bem, mesmo em adolescente, eu cuidava de crianças, ás vezes, tinha capacidade para cuidar de quatro ou cinco crianças ao mesmo tempo, sempre com responsabilidade.algumas ainda recordo com muito carinhos! Mesmo sem saber, já vinha cumprido a missão nesta existência que é ajudar os outros, meus irmãos! Agradeço por poder partilhar aqui as minhas experiências. Mesmo não vos conhecendo, sinto no meu coração que vocês são meus irmãos! Deus nos acompanhe a todos, sempre!

  15. Bom dia! ” tenho de meter a minha colher” neste tema. Eu adorei esse texto pois reflete o sentimento mais próximo do que é ser mãe! Emociono me ao ler estas palavras… Pois considero me mãe de corpo e alma! As melhores recordações desta existência começam precisamente a partir do momento em que eu e o meu marido concebemos a ideia de ser pais. Vivi uma gravidez muito natura, livre de químicos, dispensei os vícios do café e por vezes o tal copo de vinho que gostava de beber de vez em quando, antes de engravidar, até os produtos de beleza que gostava de utilizar , aderi ás sopinhas caseiras, aos lácteos… Tudo pelos meus bebês! Lembro me todas as semanas ia na net, pesquisar e ver imagens do desenvolvimento de cada passo da gestação… Eu amei os meus filhos mesmo antes de os encontrar fisicamente… A primeira noite após o parto, em que peguei no meu colo, aquela menina prematura mas com muita força de viver… Lembro me na maternidade, eu era a única mãe no quarto que dormia com a minha filhota na minha cama, e fui muito censurada pelas enfermeiras ” tem de colocá-la a dormir no berço , porque se ela dormir consigo vai habituá-la mal!”, mas só eu fato de eu dormir junto a ela segurando os seus pezinhos pequeninos nas minhas mãos, o seu cheiro, os seus dois quilos de peso cheios de ternura… Valeu a pena esse ” mau hábito”! O meu filhote ficou nos cuidados neonatais na unidade de prematuros, pois veio ao mundo de uma forma muito violenta, e só o peguei passado duas semanas, e aí confesso que me sentia culpada por não ter criado um vínculo emocional como aconteceu com a irmã, já nessa altura, ele revelava se muito distante, e eu chorava, porque não me sentia aceite por ele. Eu sonhava de noite, que muitas vezes ” o havia perdido” e chorava. Só passado um ano, comecei a notar que ele já se aproximava de mim, me sorria e agora já me busca e pede me colo. E eu sinto me tão feliz! Hoje, dizem que o meu filho é autista, e cheguei a pensar que a culpa era minha por talvez não termos criado logo aquele vínculo inicialmente ( uma das teorias que li, para o autismo seria as chamadas “mães geladeira”). Mas depois encontrei conforto na doutrina espírita, e verifiquei que já na minha gravidez, eu me preocupava com ele em particular, e pensava ” meu filho vai ser maroto”. Ele mexia se constantemente, deu pelo menos umas doze voltas dentro da minha barriga, sempre mudando de posição ( na ecografias víamos ele mudar de posição pelo menos três vezes) isto numa gravidez de gémeos! Hoje, já tudo passou e eu sinto me tão feliz, pois quando o abraço sinto aquele calorzinho no meu coração e sinto que consegui chegar até ele! Graças a Deus! Eu amo os meus filhos exatamente do jeitinho que eles são e agradeço ser mulher e ter tido esta oportunidade, que quero voltar a repetir daqui alguns anos… Mesmo estando agora cansada, porque tenho tomado conta deles a tempo inteiro desde que nasceram. Abdiquei dos meus interesses, da minha profissão, das saídas, de tudo… E tive de lidar com a frustração de abdicar do meu egoísmo Apenas para me dedicar a eles. Não foi nada fácil, confesso, mas valeu a pena só pelo sorriso deles! Desculpem alongar me no texto, mas quando o assunto é maternidade, o meu coração preenche se de emoção e vontade de perfilhar essa enorme alegria na minha vida. Eu pensava que não podia sentir amor maior do aquele que sinto pelo meu marido, mas depois de ser mãe, descobri que sim, este é realmente o amor incondicional que procurava! Foram os meus filhos que me fizeram iniciar o meu despertar espiritual. Acredito que eles são espíritos milenares, pois tenho aprendido tanto com eles. Hoje, confesso, acordei sentindo um vazio… Que acabou de ser preenchido com este texto, este alimento para a minha Alma! Faço este comentário como dedicatória pelo Amor que sinto por eles! Obrigado meus Amores, obrigado Vida pelos ensinamentos, obrigado meu Deus por tamanha benção! Amen! Bem haja a todos!

  16. Deus existe em mim. A plena certeza disso eu tenho quando em um meio de confusões causadas pela minha mente, me deparo com um texto deste e choro como um bebê no colo de minha mãe. Nada cura coo o amor! Nada é tão amor no mundo dos encarnados como mãe e filho. Deus abençoe essa página… Obrigada!

  17. Puxa, que lindo isso, verdadeiramente o amor de uma mãe é maior que todos os obstáculos e está totalmente inserido naquilo que Paulo falou do amor verdadeiro, aquele sofredor e que não espera nada em troca. Puxa, pena que não haja comentários, somente comentamos as coisas que nos armam, mas as que nos desarmam completamente não conseguimos comentar. Parabéns Sandra por esse pensamento tão lindo e verdadeiro, que Deus te ilumine!

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