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Espiritismo e o uso de drogas

mulher usuária de drogas
As drogas são uma fuga da realidade

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Um dos assuntos sobre os quais as pessoas mais questionam é sobre a orientação do Espiritismo quanto ao uso de drogas. A vida nem sempre é como gostaríamos que ela fosse. Podemos nos conformar, podemos lutar para fazer uma vida melhor, podemos nos esclarecer e compreender melhor a vida. São escolhas.

Vemos pessoas que reencarnam em situações muito complicadas e vencem na vida. Também vemos pessoas que retornam à matéria com excelentes condições para o seu desenvolvimento e falham. Uns são mais fortes, outros mais fracos. Entre os mais fracos, alguns pensam encontrar facilidades no uso de drogas.

Quando falamos em drogas devemos lembrar que duas grandes fontes de receita para o Governo são os impostos arrecadados com duas drogas; o cigarro e o álcool. Outras drogas, como maconha, cocaína e crack são facilmente encontradas, apesar de ilícitas.

As drogas são uma fuga da realidade. Muitos podem discordar disso, argumentando que apenas se divertem, ou que usam esporadicamente, ou que o álcool em pequenas doses é benéfico, ou que o cigarro não afeta a lucidez, ou que a maconha é uma droga leve, e por aí vai. Todos defendem os seus costumes. Não importa. As drogas são uma fuga da realidade.

A realidade é a vida como se apresenta pra você de acordo com o que você é capaz de perceber dela. A realidade é o seu estado de lucidez, a sua capacidade de raciocínio e sensibilidade natural. Qualquer substância que afete a sua percepção da realidade é um meio de fuga. Se é pra ficar alegre, é que a sua realidade não é suficientemente alegre pra você. Se é pra relaxar, é que a sua realidade não é suficientemente calma e tranquila pra você. Se é pra ter coragem, é que a sua realidade não lhe dá suficiente confiança em si mesmo.

Nosso estado de consciência é o que merecemos, é o que construímos pra nós mesmos. Qualquer alteração do estado normal de consciência provocada pelo uso de substâncias é uma subversão da ordem íntima. Não é minha pretensão conceituar certo e errado. O mundo está cheio de pessoas melhores do que eu, mais bem informadas do que eu, mais experientes e esclarecidas do que eu e que usam uma ou mais dessas drogas.

Muitas drogas foram e ainda são usadas para cerimônias religiosas, como um meio de facilitar o intercâmbio entre os planos físico e astral. Há drogas que aguçam a percepção, provocam o desdobramento ou projeção consciente, produzem estados alterados de consciência. Acredito que possamos desenvolver nossas potencialidades mediúnicas e anímicas dispensando o uso de drogas.

A maior dádiva que recebemos de Deus é a nossa consciência. É o que nos diferencia e separa drasticamente dos animais. Deveríamos treinar constantemente o aprimoramento de nossa consciência, aguçando a lucidez de modo a mantermos a consciência mesmo durante o período de sono físico. Isso é plenamente possível desde que haja dedicação e firme vontade.

Aliás, André Luiz nos afirma que três em cada quatro pessoas vão em busca de prazeres durante o período de sono. O sexo é o que mais atrai, mas as drogas também exercem um grande fascínio sobre os seus usuários. O usuário de substâncias estupefacientes atrai para si a simpatia de espíritos desencarnados que ainda não se desligaram dos costumes terrenos, entre eles, o uso de drogas.

Continua aqui: Espiritismo, álcool e drogas.

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21 Comentários

  1. Alfredo, temos que ter em mente que não há mal nenhum nessas substâncias – pelo contrário. Se existem, têm sua função, sua razão de ser. O espírito é que, por sua imperfeição, tende ao vício e ao mau uso dessas substâncias. Como não sabemos quem tem e quem não tem propensão ao vício, o melhor é sempre evitar. Mas é inegável que o uso terapêutico ou sagrado dessas substâncias traz benefícios.

  2. Bom dia !
    Obrigado por nos esclarecer.
    Há certas pessoas que usam drogas não para ter prazer mas para elevar seu espírito.
    Exemplo: ayauhasca, utilizado para curar dependências, problemas psíquicos e às vezes até ter momentos de revelação onde se descobre que a vida que levava não estava no bom caminho.
    A maconha por exemplo em mim tem por efeito fazer refletir nos atos cometidos e muitas vezes me dou conta de certas coisas que não deveria ter feito ou dito.
    O que acha das drogas quando são utilizadas como meio terapêutico? Ou para ajudar a aliviar as dores de um doente de câncer?

  3. Caroline, você poderia ser classificada como viciada se não conseguisse viver sem o uso dessas substâncias. É possível que você tenha alguma tendência ao vício, mas isso pode ser perfeitamente controlado, já que você demonstra ter consciência das consequências do vício e sabe o que quer fazer da sua vida.
    Não se sinta culpada, a culpa é um empecilho para as boas realizações. Não se preocupe com o funcionamento do seu cérebro. Você vai ver que com o tempo essas experiências serão só passado, e, se você se permitir, ainda vai tirar boas lições do que aconteceu com você. Siga firme com o sue propósito de vida e seja feliz.

  4. Experimentei maconha com 20 anos e usei umas 10 vezes neste ano (2015), em junho experimentei 1 bala e meia em uma festa, 2 meses depois lsd e uns 2 meses depois também dividi um copo de bebida com um pouco de md entre três pessoas. Parei com tudo e agora tenho pesadelos, mas estou frequentando um centro espírita e está melhorando. Posso me classificar como viciada? Às vezes me vem na mente o efeito da bala, que foi o mais forte eu acho, mas não tenho contatos que usem nem sinto vontade de procurar essas coisas, acho que o que mais tenho medo é de nunca mais ser feliz e meu cérebro não voltar a funcionar normalmente, porque quero ser médica e terei que estudar muito assim como sempre estudei antes de ter me perdido no ano passado. Pode fazer uma análise sobre meu caso?? obrigada.

  5. Leonardo, não é minha intenção convencer ninguém de nada. Aliás, seria muita pretensão de minha parte – só quem pode convencer você é você mesmo.
    Você conhece os riscos, e entende a ligação que podemos formar com espíritos não evoluídos.
    Não há nada de errado com as drogas em si. Condenar o uso da cerveja, por exemplo, como algo absolutamente proibitivo, é um exagero. Quanto ao ecstasy, não sei como funciona, não posso opinar a respeito. De qualquer forma, o grande risco que corremos, no uso dessas substâncias, é o vício e a dependência. Mesmo considerando o seu uso apenas esporádico, pode-se chegar a um ponto em que não se consiga mais cogitar de uma festa sem o uso dessas substâncias. Seu subconsciente passa a associar festa (e a alegria e as outras emoções relacionadas à festa) ao uso dessas substâncias. Além disso, há que se considerar a resistência que se forma às substâncias, tornando as doses iniciais insuficientes para causar o efeito esperado.
    Não uso esses argumentos com o fim de tornar o uso proibitivo, apenas lembro dados conhecidos de todos (e neste ponto, lembrei que você é médico…)
    Fora isso, não vejo inconveniente. Se fôssemos espiritualmente maduros e equilibrados, essas substâncias poderiam ser usadas eventualmente para fins benéficos. Se você é maduro o suficiente para evitar o abuso, e equilibrado o suficiente para manter sentimentos e pensamentos bons, não vejo outros argumentos contrários.

  6. Sempre leio seus textos e hoje tive vontade de te perguntar sobre esse assunto. Admiro demais você e agradeço por ter seu site e seus vídeos no YouTube. Tenho 33 anos, sou médico, solteiro, sem filhos. Faço uso de álcool (cerveja) e em algumas festas de música eletrônica, tomo um comprimido de ecstasy! Entendi tudo o que disse sobre as coisas que te levam pra fora da consciência e etc…. Intimamente sinto que minha consciência me pede para não fazer. Mas gostaria de uma resposta sua ou algo que me possa a meio que convencer a não usar tais substâncias… leio muitos livros, sou frequentador de um centro, mas não vejo motivo convincente para não usar mais, como o faço. Uso esporádico. Já que interpreto aquele momento como uma descontração, ouvindo músicas, dançando, conversando com amigos e depois de volta pra casa e de volta à rotina de trabalho! No momento em que as uso, não penso em coisas ruins, não entro em frequências negativas, não tenho pensamentos baixos, somente curtição de um momento em uma festa com vontade de ouvir música com pessoas que gosto. Penso: onde estaria algo negativo nesse momento? Se puder me responder qualquer coisa elucidativa, agradeço.

  7. J.M., compreendi a colocação do Wagner e minha resposta é neste sentido. Por favor, nenhuma pessoa sensata vai fazer uso de drogas ou álcool para ter acesso a tal pessoa! Se o fizer, demonstra neste próprio ato sua fraqueza e sua inegável introversão, pois, caso não o fosse, teria acesso a tais pessoas sem necessidade de usar as mesmas substâncias que ela. A resposta à sua pergunta está dentro deste contexto.

  8. Acho que você não entendeu a colocação do Wagner dos Santos Alves… Entendo que ele quis dizer que tem pessoas que usam álcool ou drogas para ter acesso aos que usam no intuito de ajudá-los. Geralmente conseguimos, até por longo tempo, mas podemos acabar sucumbindo, justamente pelo longo tempo… Não existem problemas, fugas, nada… só a vontade de resgatar pessoas… mas, chega uma hora em que fica difícil sair, mas não há obsessor… como fazer?

  9. Existe de modo um fator exponencial pois este assunto está subordinado à dependência de terceiros (geralmente causados por traumas e desafetos.)

    Por exemplo, pessoas com carência emocional ou de saúde física dependem de drogas sintéticas construídas em laboratório, ou mesmo que sofreram acidentes e intervenções do ser humano, no caso de um anestésico, calmante, analgésico, antitérmico, em si dependente da indústria farmacêutica, porém existem pessoas que usufruem de “Plantas” Magnânimas de origem indígena como a coca (utilizada por vários grupos que vivem em regiões de baixa pressão, devido à altitude, como os Andes, picos e Alpes Andinos) ou a famosa Babosa ou Aloe Vera da qual seu principal composto possui variados benefícios nutricionais e medicinais, tudo, é claro, sem excesso e como descrito no início: sem destacar e nem excluir e consciência!

  10. Morel,

    Uma mentalização diária de uma vida que gostaríamos de ter ou alcançar, que nos faz bem ou nos dá uma sensação de alívio e esperança… Também poderia ser considerada mesmo que de uma forma indireta como uma droga?
    Porque acredito que não deixa de ser uma “fuga” da realidade.

  11. Wagner, há pessoas que vivem intensamente para dentro de si mesmas, são introvertidas (não confundir com timidez), observam a natureza humana e percebem coisas que outras não percebem. O álcool desinibe essas pessoas, aguçando a sua percepção e encorajando-as a agir espontaneamente.

  12. Morel, como você vê a idéia de que existem situações em que algumas pessoas bebem, não frequentemente, mas quando bebem conseguem se aproximar de pessoas que necessitam de ajuda e acabam ajudando essas pessoas com conselhos, palavras, exemplos, atitudes, enfim, algo que os faça refletir sobre sua situação, pessoas que jamais seriam acessíveis, que jamais aceitariam ouvir conselhos ou receber ajuda de alguém que não chegassem a seu nível vibratório, que se mantivesse sempre distante da sua realidade?

  13. Obrigada pelas suas palestras, para mim funcionam em conhecimentos que tocam no coração, me dão paz e fazem-me refletir. Desejo-lhe muita PAZ E LUZ, SEJA SEMPRE ABENÇOADO POR DEUS.

  14. Alice, o artigo de sexta-feira já está escrito, e não abordo esta questão que você levanta. Acho ela muito controversa, uma possibilidade que não pode ser tomada como regra. Embora obras de André Luiz e Ramatis embasem a sua afirmação, de que as consequências dos vícios geram sequelas no perispírito, acredito que muito ainda deve ser analisado sobre a influência do pensamento nesse processo. Se eu copiar opiniões de autores por eles serem consagrados, estarei sendo superficial. Se der a minha opinião, não terei base para sustentá-la. Devo esperar…

  15. Parabéns, Débora!
    Morel, gostei do texto. Aguardo a continuação pois o assunto é muito interessante. Lembrando de alguns estudos no centro sobre vícios como o cigarro, por exemplo, achei muito interessante que tudo fica marcado no nosso perispírito, por isso muitas crianças já nascem com problemas respiratórios, consequência de antigos vícios em vida pretérita. Poderia falar sobre isso? Adoraria que dividisse seu conhecimento sobre o assunto. Obrigada!

  16. Debora, a sua postura está corretíssima. Esse hábito que você deixou é passado, foi, acabou. Viva com alegria todos os dias por tê-lo vencido, e logo você poderá tirar lições benéficas do período em que foi viciada. A sensação de vitória por abandonar o vício, por vencer a si mesma, é algo muito recompensador. É a descoberta de uma força interna que você usará muito facilmente daqui por diante. Força e paz sempre.

  17. Prezado Morel, adorei seu texto. Muito edificante e elucida muitos pontos de uma forma bem suave e natural.
    De fato: “A maior dádiva que recebemos de Deus é a nossa consciência.” Se o texto continua na sexta feira, voltarei, com certeza.
    Uma dádiva foi sua palavra dias atrás direcionada a mim aqui em um comentário, em que eu disse que fumava cigarros e deveria parar; aí você disse: faça isso (pare) imediatamente; e de fato é assim.
    Eu disse para eu mesma “vou parar” e sei que deixar um “hábito” é trabalhoso, gera uma certa aflição inicial, mas enfim… eu parei de fumar! 🙂 e nem foi difícil. Bem, até o exato momento agora. Mas tenho fé, certeza, convicção e estou determinada a nem mais dar atenção ao meu vício que já considero antigo, apesar de ser recente eu ter parado.
    Uma prova suportada. Graças a meus Anjos da Guarda que me auxiliam em minha força de vontade.
    Estou feliz pelo sucesso do vencimento de meu vício.
    Na verdade, verifiquei mesmo que era mais um hábito do que propriamente fumar… pois muitas vezes meu cigarro queimava todo sozinho no cinzeiro.
    Agora, é aguardar meu organismo se limpar disso tudo que consumi… beber suco com bastante hortelã batido com gelo (clorofila) para ir me desintoxicando. Mas nem vou pensar nisso.
    Importa que parei!
    Saudações Fraternais, Morel. Agradeço sua atenção… muito obrigada!

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