Espiritismo: comer carne ou ser vegetariano? | Espírito Imortal

Espiritismo: comer carne ou ser vegetariano?

Comer carne ou ser vegetariano?

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Tenho observado muitas discussões no meio espírita, sobre a conveniência de comer carne ou de se adotar uma dieta vegetariana. Confesso que já gostei mais de discussões e debates.

Quase sem querer, me deparei com esse assunto no Fórum espírita. É lastimável ver como todos querem ser donos da razão. Tenho pedido aos meus leitores que se sintam sempre à vontade para manifestar sua discordância a respeito do que eu escrevo. E agora peço algo ainda mais importante: Se você me achar radical, se achar que estou olhando para apenas um lado de determinada questão, por favor, me avise. Como é terrível o radicalismo!

Quando alguém pensa que a verdade está só com ela, quando alguém se nega a analisar qualquer questão sob outro ângulo, toda a boa intenção dessa pessoa vai por água abaixo, todo seu esforço em melhorar-se fica enclausurado nas grades do seu ego.

Eu não como carne. Acho que não devo me alimentar do sofrimento e da morte de um animal, que não deixa de ser um semelhante. Mas já comi carne, e muita. Como bom gaúcho, o churrasco era uma das minhas maiores diversões. Agora, porque resolvi parar de comer carne, não posso condenar sumariamente quem come carne.

Eu não me tornei uma pessoa melhor por não comer carne. Não me tornei mais caridoso, não me tornei mais humilde, não me tornei mais paciente, não me tornei mais compreensivo. Só parei de contribuir para o sofrimento e a morte de alguns animais, e me sinto contente por isso. Só isso. Não me transformei numa pessoa mais elevada. Não adquiri uma envergadura moral superior às demais.

Durante bastante tempo eu achava que não valia a pena parar de comer carne. Um ato tão pequeno, comparado com todas as coisas importantes que eu tinha que fazer para me aprimorar. Que adiantaria parar de comer carne e continuar sendo impaciente e irritável? Que adiantaria parar de comer carne e continuar orgulhoso e egoísta? Tentei primeiro me aprimorar moralmente, deixar de ser impaciente, irritável, orgulhoso e egoísta.

Não consegui. Vou continuar tentando. Não há um só dia em que eu não tente me livrar, cada vez mais, desses defeitos. Mas não consegui ainda. Se não consegui me livrar dos grandes defeitos, por que não tentar me livrar dos pequenos defeitos? Foi o que fiz. Por isso parei de comer carne. Mas em momento algum julguei ter dado um grande passo no caminho espiritual, ter subido um degrau decisivo rumo ao progresso do espírito imortal.

É um milhão de vezes mais importante e meritório um carnívoro paciente e humilde do que um vegetariano como eu. É um milhão de vezes mais importante e meritório um carnívoro solícito, prestativo, compreensivo, de boa vontade, do que um vegetariano como eu. Repito, para que fique claro: Acho que a importância de se parar de comer carne é mínima. Existem centenas, milhares de ações mais importantes e urgentes do que parar de comer carne.

Acontece que o fato de haver coisas mais importantes e urgentes para se fazer em busca do aprimoramento moral, em busca da reforma íntima, não invalida o mérito de parar de comer carne. É um passo pequeno, pequeníssimo, mas é um passo. Acho inconcebível que pessoas cultas, inteligentes, acostumadas ao estudo do espiritismo, fiquem presas à questão 723 do Livro dos Espíritos e agirem como crianças birrentas, repetindo a ladainha: a carne alimenta a carne, a carne alimenta a carne, a carne alimenta a carne. Procurem outro argumento, então!

Da mesma forma que alguns espíritas tomam a defesa ferrenha e irredutível da alimentação carnívora, só porque um espírito em meados do século XIX disse que “a carne alimenta a carne”, do lado oposto, do lado dos vegetarianos, também há radicais que só falta dizerem que os que se alimentam de carne irão queimar no fogo do inferno, que os que se alimentam de carne vão virar churrasco do diabo.

Tenho conhecido pessoas que fazem da defesa dos animais a causa de suas vidas. Ótimo! Parabéns a elas, de verdade! Eu já passei da adolescência há algum tempo e até agora não consegui definir uma causa pra minha vida.

Só que algumas dessas pessoas empenham-se com tanto afinco em seus ideais que se esquecem das qualidades morais que diferenciam os homens dos animais. Deixam de lado a civilidade, a compreensão, a capacidade de convívio e aceitação daqueles que pensam diferente. Nutrem raiva em relação aos que desrespeitam os direitos dos animais.

O mundo não se divide entre comedores de carne e não comedores de carne. Não precisamos ser condescendentes com os erros dos outros, não precisamos passar a mão na cabeça do político corrupto, do furador de fila, do funcionário mal educado, do desrespeitador dos direitos dos animais. Mas raiva também não, né? Eu prefiro comer carne do que sentir raiva de alguém. E você?

Os artigos escritos por mim expressam a minha opinião. Baseiam-se nos conhecimentos do Espiritismo, no Evangelho de Jesus e em meus próprios conhecimentos e experiências. Não aceite minha opinião sem se questionar. Reflita. Comente. Compartilhe.

182 comentários para Espiritismo: comer carne ou ser vegetariano?

  1. Ana, sua primeira afirmação é parcialmente verdadeira. “O mal do ser humano é o seu ego”. Sim, é verdade. O que você chama de “ego” é o que, nos Evangelhos, é chamado de “satanás”, que quer dizer “adversário”. O ego (ou satanás) é o nosso adversário interno, é o apego à materialidade, com toda a sua carga de orgulho e egoísmo, em oposição à espiritualização. O ego é o que nos separa e afasta de Deus.
    Mas o ego é um degrau necessário na escalada evolutiva. Os animais não desenvolveram o ego, pois não têm livre-arbítrio, não são capazes de escolhas racionais. Por mais que eles tenham desenvolvido (alguns deles) qualidades que prezamos muito, essas qualidades ainda são instintivas, são o máximo que conseguiram fazer com a inteligência instintiva de que são dotados. Serão necessários, talvez, muitos milhões de anos até que desenvolvam a capacidade de escolhas simples baseados em conceitos abstratos.
    Você tem razão em não podermos comparar uma lesma a uma vaca ou carneiro. Fiz essa comparação apenas para demonstrar que o conceito, hoje bastante propagado, de “defesa dos animais”, quase sempre é defesa dos cachorros. http://www.espiritoimortal.com.br/gostar-de-cachorro-e-gato-nao-faz-de-alguem-um-defensor-dos-animais/ As pessoas se ofendem pelos seus cachorros e os defendem como se estivessem levantando a bandeira da defesa animal, mas essas mesmas pessoas comem animais. Sua defesa, então, é apenas dos seus animais de estimação. Aliás, a diferença entre uma lesma e uma vaca não me parece maior do que a diferença da vaca para um ser humano.
    Essa sensibilidade a que você se refere foi o que me levou a não comer as vacas e carneiros que você (nós) defende(mos). Não os como por saber que, pelo grau de sensibilidade já alcançado por estas espécies, sua dor é grande demais, muito maior do que o prazer de comer um bife ou churrasco.
    Sim, os animais são filhos de Deus. Humanos, vacas, lesmas, grama, bactérias, todos somos filhos de Deus. Tudo o que existe proveio de Deus. Temos que respeitar todas as formas de vida, evitando, nessa boa intenção, a inversão de valores que é se preocupar com o cão de rua e não com o morador de rua, com o cavalo que puxa a carroça mas não com o homem que puxa o carrinho de papeleiro. É verdade que os animais não são nossos escravos. Mas o sofrimento de um homem é sempre maior do que o sofrimento de um animal, pois a dor moral é algo que o animal desconhece, pois ainda não desenvolveu o ego.
    Os animais não são nossos escravos. Mas, neste planeta de evolução incipiente, em que a dor é um dos mecanismos de ajuste mais utilizados, sempre exploramos um ao outro por questão de sobrevivência. Não podemos explorar os animais, mas a ração dos cães é feita de quê? Não podemos explorar os animais, mas o que define quais são os animais incluídos nesta proibição? Acredito que seja o bom-senso, e é isso o que defendo.
    Quanto a Jesus, o primeiro ato da vida pública de Jesus narrado no Evangelho de Lucas é a leitura de um livro. Jesus disse: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Para conhecer a verdade é preciso buscá-la através do estudo. É claro que o amor é mais importante do que o estudo. Mas não alcançamos o amor sem o estudo. Sem esclarecimento não temos condições de compreender o amor. A sua sensibilidade em relação a este assunto se deve ao seu esclarecimento. Exponha este assunto para uma pessoa sem esclarecimento e ela não será capaz sequer de compreender o porquê de investirmos o nosso tempo nestes debates.
    Há uma imensa diferença entre “complexo de superioridade” e o reconhecimento da nossa superioridade evolutiva. Um animal não se acha melhor ou pior, ele simplesmente “não se acha”, porque ainda não se reconhece como individualidade. Não somos melhores do que os animais. Somos milhões de anos mais experientes. Não sou melhor do que meus filhos, mas sou mais experiente que eles.

  2. Ana disse:

    Morel, o mal do ser humano é o seu ego. Não é porque somos seres racionais que isso nos faz superiores a qualquer animal! E você não pode comparar uma lesma a uma vaca ou um carneiro, por exemplo! De que adianta sermos tão evoluídos intelectualmente se não temos algo muito mais importante, a sensibilidade de se colocar no lugar do outro que está sentindo dor, que está sofrendo crueldades, só porque ele não é um igual? São tão filhos de Deus quanto nós! Como as pessoas podem querer evoluir espiritualmente se não têm compaixão por seres indefesos e que merecem viver? Nosso dever é protegê-los! Eles não estão na Terra para nos servir, não são nossos escravos! Acredito que Jesus não nos pediu para ler uma biblioteca inteira ou ter um diploma de doutorado para sermos evoluídos, ele só pediu que aprendêssemos a amar. Não somos melhores do que ninguém e esse complexo de superioridade que o ser humano carrega prova isso.

  3. Ana, respeito a sua opinião, mas afirmar que os animais são “amor puro” e “muito mais elevados que nós, humanos” não tem o menor fundamento. Estamos milhões (talvez bilhões) de anos de evolução à frente dos animais. Acho importante a conscientização, mas temos que ter cuidado para não invertermos os nossos valores. Aliás, quando se diz “os animais” estamos nos referindo a quem? Aos mamíferos? Aos vertebrados? Uma lesma é um animal; não será uma afirmação no mínimo estranha dizer que uma lesma é um ser mais elevado que um humano?

  4. Diogo disse:

    Religião deveria ser amor, respeito e compaixão. Imploramos a misericórdia de Deus, mas somos incapazes de estender essa misericórdia aos outros, então por que deveríamos esperar bênçãos de Deus? É injusto esperar por algo que não estamos disposto a dar. Assistam: http://www.pecuaria.info

  5. Ana disse:

    Gente, pelo amor de Deus! Deixem de ser hipócritas e egoístas!! Leiam realmente a respeito, se coloquem no lugar dos animais e vocês virarão vegetarianos no mesmo momento! Tenham compaixão!! Eu sou vegetariana e estou no caminho para o veganismo e sim, me sinto mais evoluída espiritualmente com certeza! Não sou perfeita, tenho muito a melhorar, mas o fato de não contribuir para o sofrimento desnecessário de seres inocentes e que são amor puro, muito mais elevados que nós, humanos, já me torna um ser humano melhor, sim! A nutrição já comprovou que ninguém precisa de carne pra viver… Se informem, entendam o que está acontecendo com o planeta por causa do consumo de carne… Conheçam a culinária vegana e vegetariana, não sejam preconceituosos… Não estou aqui condenando quem come carne, as pessoas tem defeitos e qualidades, mas comer carne não pode ser colocada na balança! É só uma questão de consciência… Pesquisem Gary Yourofsky no Google, conheçam o site Vista-se… Não falta informação pra quem realmente está disposto a compreender e se melhorar.

  6. Rafael disse:

    Olá, amigos. Lhes recomendo a leitura do Livro Fisiologia da Alma de Ramatís. Foi muito esclarecedor para mim. Abraço.

  7. Joana Amorim disse:

    Não há como escapar. Tudo o que comemos, bebemos, vestimos, passamos na pele, nos cabelos, as cores que colorem nossas roupas, tudo tudo tudo é testado em animais, pingado em olhos, tudo tudo tudo é engendrado no sofrimento e na tortura de milhões de seres vivos, sensíveis e emotivos. Seres que são trazidos à existência de forma sistemática, são coisificados, humilhados. basta pesquisar. Ovos, leite, queijos, carnes, peixes, tudo é produzido de forma a reduzir os custos e trazendo grande sofrimentos aos animais. Não adianta virar vegano. Essas informações e a consciência do mundo moderno no qual eu vivo apenas me prova o que já está escrito: O mundo jaz no maligno. A única solução é levar a vida a sério e procurar o desenvolvimento espiritual. O que me manteve viva até hoje foi o sofrimento atroz de milhões de seres vivos. Isso por si só já prova a minha natureza caída. Deus não precisa falar mais nada. Nossa sociedade está completamente psicopata e consumista. Tenho como meta de vida naturalismo e minimalismo.

  8. Alessandra Paola disse:

    Boa Noite, Amigos! Fico muito feliz e agradecida à vida por há algum tempo ter conhecido a doutrina espírita. Pois um emaranhado de questões e dúvidas vão aos poucos se esclarecendo em minha cabeça e hoje posso afirmar que me tornei uma pessoa muito melhor. Ainda preciso, assim como todos nós, melhorar e muito. Mas o importante é ter essa consciência, saber que ainda somos seres imperfeitos, cheios de dúvidas, de erros e ainda facilmente envolvidos pelas coisas materiais do mundo em que ainda vivemos, mas que podemos e vamos, melhorar. De um tempo pra cá venho me deparando com a questão do consumo ou não de carne. Confesso que é um assunto que me perturba. Eu adoro animais! E também gosto de comer carne! Cresci em um meio onde todos, sem exceção, sempre comeram carne. Um fato extremamente normal e até então, em minha cabeça, natural. Nunca em meu meio, em minha família, vi alguém debater tal questão. Só hoje, com um pouco mais de conhecimento, leitura, informação, com o espiritismo e com o meu amor pelos animais é que venho me deparar, doloridamente, com essa questão. Confesso que não me vejo preparada para virar vegetariana, mas pretendo diminuir a quantidade de ingestão de carne e quem sabe um dia conseguir eliminar o consumo. Penso que não devemos criticar, de forma alguma, os carnívoros, ainda estamos em processo de aprendizagem, conhecimento, evolução. Ainda lutamos, ou não, contra muitas imperfeições do nosso espírito, essa é uma delas.

  9. Ana disse:

    Morel, acho que você está no caminho certo. A minha interpretação quanto ao evangelho é que Jesus não se alimentava de carne, não necessitava de carne porque era alimentado através de fluidos magnéticos, assim somos nós, se fizermos a reforma íntima podemos ficar sem carne sim.

  10. eduardo disse:

    Esta é para o espíritas e simpatizantes do espiritismo… muito legal estes questionamentos e conceitos individuais, mas será que nós já entendemos o que quer dizer a última parte da resposta… “conforme reclame a sua organização”… desconfio que no estudo da palavra organização, como ela foi colocada no contexto pode trazer mais luz a questão…
    “Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem perece. A lei de conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização.”
    Muita paz a todos…

  11. Jaqueline disse:

    Sem dúvidas, o melhor artigo sobre a questão que já li nos últimos tempos. Parabéns Morel!

  12. Lucia Elena Resende disse:

    Ah, amigo, eu não quero comer carne nem ficar com raiva, rs… Força, foco e fé que chego lá.

  13. Bruna, cadeia alimentar vale para os animais. Não somos animais. Elas não têm escolha, nós temos.
    A questão não é filosófica, é prática. Não importa se deixar de comer carne é um ato de empatia completo ou não. Eu posso evitar me alimentar da morte deles, então evito.
    Todos morremos, assim como os animais. Mas não admitimos que antecipem a nossa morte.
    O sofrimento não é necessário para a evolução de ninguém. Pode fazer parte do processo, mas não é necessário. E, mesmo que seja, temos o direito de provocá-lo?

    Para mim a questão de comer carne ou não comer carne é muito simples. Quem não se incomoda com isso que continue comendo enquanto achar necessário. Quem se incomoda deve parar. Só isso.

  14. Bruna Lopes disse:

    Morel,

    Eu gostei da forma simples como aborda o tema. Eu estava buscando justamente mais informações sobre como o espiritismo encara o ato de comer carne.
    Confesso que hoje estou dividida nas opiniões, quanto mais leio menos encontro uma “resposta”.
    Eu não concordo com o ato de maltratar animais para comê-los, mas entendo que o ato de comê-los faz parte de uma cadeia alimentar.
    Eu concordo com o fato de termos empatia com os outros seres, mas acredito que se formos ter empatia com os outros seres, deveríamos nosatentar que nosso espírito não inicia sua jornada no corpo de um animal, nós passamos por muitos outros tipos de corpos até chegarmos na forma humana. então eu fico pensando, deixar de comer carne é um ato de empatia “completo”? Porque nos importamos apenas com esse ato, quando nossa ciência explora a natureza (composta por vida também) e que nos traz tantos benefícios? Será que este ato não está apenas seguido de moralismo e vontade de evoluir como espírito? Será que faz sentido uma empatia “incompleta” digamos assim?
    Eu concordo também que antes um carnívoro decente do que um vegetariano que deseja o mal das pessoas, mas entendo também que na verdade todo o tipo de comportamento que temos é para aprimorarmos a nossa moral (o que nos diferencia dos animais e outros seres). Na verdade em cada encarnação nós vamos trabalhar aquilo que o coração e a nossa moral conseguir compreender. Muitas pessoas não deixam de comer carne porque simplesmente acham um processo natural, mesmo conscientes do processo, outras pessoas se tornam vegetarianas pelo espanto de ver dor em animais e ter a empatia, ou às vezes por pressão da sociedade. Eu acho que o que vale é alimentar o seu próprio espírito com aquilo que vai te fazer bem e evoluir, um dia todos nós vamos ter de nos livrar de TODO tipo de prazer, seja o ato de comer, ou de beber água.
    Fico pensando também, se é tão espantoso assim comer carne, porque é que foi gerada esta cadeia alimentar?
    Eu não sou a favor de maltratarem nenhum ser vivo, mas eu acho que o sofrimento que eles passam faz parte da sua evolução como espírito, o resto é apenas um corpo físico que irá morrer de alguma forma.
    Enfim, são muitas questões em minha cabeça, se você puder conversar comigo sobre o assunto eu ficaria feliz.
    Abraços

  15. Alex NTL disse:

    Boa noite, gostei bastante do seu site e a forma como coloca sua opinião e experiências sem impor, e ter sempre respeito com as opiniões das outras pessoas, concordo com o que você disse no texto, mas também concordo em parte com a Dirlene que postou em julho desse ano, eu penso um dia virar vegetariano, mas não por agora, porém gostaria de saber onde pesquisar sobre vegetarianismo e como repor os nutrientes que você consegue da carne, porque existem alimentos transgênicos que fazem mal para a saúde e poucos sabem, entre outras coisas que precisa saber para se ter um boa saúde sendo vegetariano.

    Obrigado

  16. Dirlene, o corpo é reflexo do espírito. Cada corpo, então, reage de acordo com o espírito que o materializou.
    Acredito na sua sinceridade, mas “documentos científicos que comprovam afirmações”, na que se refere à alimentação, é como discussão bíblica: Sempre se consegue “provar cientificamente” a premissa defendida.
    Por parte dos vegetarianos também há inúmeros “documentos científicos que comprovam afirmações”.

  17. Dirlene D'Addio disse:

    Sou espírita e já fui vegetariana por quase 10 anos.
    Compreendo a boa intenção de todos os espíritas vegetarianos, mas é fato que este corpo denso que habitamos precisa da carne para ser saudável, eu mesma posso comprovar isso!
    Não temos 4 estômagos como os ruminantes para digerir grãos adequadamente…. E a consequência de ingerir alimentos aos quais não estamos fisicamente adaptados é uma série de doenças cada vez mais frequentes, como artrites/artroses/demais ‘ites’/transtornos de humor/demència/diabetes tipo2/problemas digestivos diversos e ate cancer…
    Acho a discussão super oportuna e estou a disposição para inserir aqui os mais variados documentos científicos que comprovam as minhas afirmações.
    Por tudo isso, hoje concluo que o tradicionalíssimo exercício do jejum intermitente é a melhor forma de exercitarmos e nos prepararmos para um futuro sem o corpo denso.
    E quanto ao desenvolvimento das criaturas encarnadas, uma grande forma de colaborar ativamente e minimizar o sofrimento de todas as criaturas, é lutar contra a ganância e o desejo de lucro exacerbado de alguns que fazem com que os animais sofram e sejam maltratados .

  18. Morel Felipe Wilkon disse:

    Denise, a leitura que você recomenda eu também recomendo. No artigo em questão há um link, em azul, que remete para outro artigo.

  19. Denise disse:

    Livro dos Espíritos, 720 – “Há privações voluntárias que sejam meritórias?” Resposta: – “Sim: a privação dos prazeres inúteis, porque liberta o homem da matéria e eleva sua alma.

    Com todo respeito, recomendo a leitura dos livros psicografados pelo saudoso Chico Xavier: Missionários da Luz e O Consolador…

  20. rancini disse:

    Realmente, pra quem defende que ninguém detém a verdade você pareceu bem convincente… rsrs
    P.S. Não como mais carne há quase dois meses pois acredito que os espíritos de baixa vibração simpatizam com essa frequência. Mas cada um é livre para pensar o que quiser e se alimentar o que quiser também.

  21. Morel Felipe Wilkon disse:

    Ariádini, como escrevi este artigo já há algum tempo, precisei reler para conferir se deixei escapar alguma generalização. Não há, em parte alguma generalização neste artigo. Me refiro quase sempre a mim mesmo, contando a minha experiência e opinião; quando me reporto a outros expresso “alguns” vegetarianos. O pronome indefinido “algum” não permite pensar em generalização.
    A frase que você citou no início do seu comentário traduz o meu posicionamento e termina com um ponto de interrogação, pois entendo que o que vale para mim pode não valer para o outro.

  22. Ariádini disse:

    Ola, Boa Tarde!
    Em partes achei o texto ótimo, exceto no momento em que diz: “Eu prefiro comer carne do que sentir raiva de alguém. E você?” E a outras que generalizam os vegetarianos…
    Bom, sou vegetariana há 13 anos, e espiritualista Cristã a 2,3 meses.
    Então, não me acho mais sábia que ninguém, mas aqui exponho minha opinião.
    Nem todos são iguais! Todos os protestantes não são iguais, católicos não são iguais, budistas, profissionais, alunos, professores, carnívoros ou vegetariano, etc. Quando generalizamos, julgamos conhecer cada um. Portanto, eu, como vegetariana por opção, não critico e nunca critiquei o carnívoro, e sim aquele que maltrata de forma horrenda.
    Exatamente TODO SER HUMANO é falho! E isso se dá ao seu “eu”, ao que pratica atos de crueldade, ao intolerante, orgulhoso, egoísta, invejoso, enfim… Todo ser humano deve se colocar em seu lugar e seguir seu caminho na paz de Deus pai todo poderoso e de cada um de vossos mentores, seja ele espírita ou não, carnívoro ou não, religioso ou não.
    Enfim gente, muitos dos vegetarianos não são assim por serem radicalistas, ou por religião. É por opção mesmo, é de coração, corpo e alma. E sim, a cada dia que cada um faça o que vier de benéfico em sua mente, sem que o próximo se prejudique (seja ele humano, animal ou espiritual).
    Fiquem na paz. Salve Deus!

  23. Pedro Uri disse:

    Texto ótimo meu irmão, me esclareceu bastante. Já não como carne há uns 3 meses, pois como você eu decidi não compactuar mais com o sofrimento e morte de animais indefesos. Além disso, a carne de soja é muito mais barata e saudável!

  24. Olha, não como mais carne já há algum tempo e procuro não criticar quem come. Cada um está no seu processo, cada um sabe de si. Ser vegetariano não torna ninguém espiritualizado e comer carne não torna ninguém pior. Vivemos aqui no planeta aonde vivem diversas consciências e precisamos nos respeitar. Eu particularmente deixei de comer carne porque não consigo comer o que amo e então minha consciência falou mais alto. Vivo muito bem de saúde pois é possível sim não ficar anêmico sem a utilização da carne, me desculpe quem acredita, mas enfim não acho que animais “que não têm escolha” precisem ser sacrificados por caprichos gastronômicos. Tudo é uma questão de hábitos, pois eles podem ser mudados. Abraços.

  25. Sebastião Franzoni disse:

    Susana,

    Fique tranquila. Não há mundos inferiores nem superiores ao nosso. É bom que os quase puros convivam com os mais atrasados, como nós. Somos uns, degraus para os outros. É aqui que vamos evoluir desde a caverna até o ponto de refletirmos a luz do Sol.
    Temos de encontrar esses espíritos que falaram em habitantes de Capela e dar uma doutrinada neles.
    Quanto ao tema da carne, somos carnívoros por natureza. Abel, filho de Adão, era criador de ovelhas. Para mudarmos isso é preciso de observação de outra pessoa, ou de um profissional, pois podemos estar anêmicos ou fisicamente fracos, sem percebermos.
    Se pudermos evitar ingerir a carne dos quadrúpedes, ótimo! Eles são os nossos precursores. Os demais animais, ou são para deleite dos olhos, ou servem ‘a cadeia alimentar.

  26. Morel Felipe Wilkon disse:

    Susana, admiro seu modo de pensar equilibrado e consciente. Mas não acredito que esta seja uma tarefa para o “movimento espírita”, pelo menos não de forma institucionalizada. Este esclarecimento deve se dar de forma individualizada, sem associar o espiritismo ao vegetarianismo. Há muita resistência ao tema; as pessoas fogem, mesmo as que são razoavelmente esclarecidas. Não gosto de chavões e frases feitas, mas temos que reconhecer que “cada um tem o seu tempo”.
    O perigo de institucionalizar este tema é formar (ou fortalecer, onde já existem) a distinção entre comedores de carne e não comedores de carne. Temos tendência a tomar partido, e não podemos transformar a busca por conscientização ou reforma íntima em discussão pró ou contra o uso dos animais para a alimentação. Não adianta. Primeiro vem a conscientização, depois os resultados dela.
    Mas você tem razão quanto à necessidade de debate, de informação e divulgação. E a internet possibilita este espaço.
    Obrigado.

  27. Susana disse:

    Lucas,
    Desculpe minha resposta, não tinha visto que seu comentário tinha sido dirigido à Raquel e não a mim.
    Como estava abaixo do meu comentário achei que tinha sido direcionado a mim.
    Agora que li o comentário dela e também achei presunçoso. Sim, os vegetarianos conseguem ampliar o círculo de empatia a outros, mas a evolução de uma pessoa não pode ser avaliada levando em consideração apenas um aspecto.
    Convivo com onívoros e vegetarianos e posso afimar seguramente que vegetarianos não são mais evoluídos do que onívoros, apresentam as mesmas imperfeições.
    Talvez apenas tenham tido acesso a informações que lhe despertaram uma nova consciência porque naquele momento estavam receptivos.
    A maioria dos vegetarianos que conheço já foram onívoros, portanto em algum momento também não refletiam sobre a situação dos animais.
    Tenho a impressão que muitos dos que comem carne desconhecem o que está por trás deste hábito por isso a importãncia de divulgar informação para que as pessoas possam tomar decisões de modo mais consciente.
    Uma coisa é comer carne porque nunca se parou para pensar no assunto, porque não se teve acesso a informações que são intencionalmente omitidas da população. Outra coisa é saber e não se importar.

    Se o que ocorre nos bastidores da indústria da carne fosse amplamente divulgado muitas pessoas se tornariam vegetarianas.

    Não espero que o mundo acorde vegetariano, mas acho que dá para discutir o assunto de forma mais crítica porque até hoje ele ainda é tratado de forma muito superficial no meio espírita, como se aquela questão do LE tivesse resolvido tudo. Não resolveu.
    Pode ter servido para aquela sociedade, mas não pode mais ser usada como desculpa para nós já que todos sabemos que existem milhões de carnes que não se nutrem da carne e não perecem.

    Amigos, se não precisamos comer carne para viver e ter saúde; se existem vários atletas que realizam exercícios intensos vegetarianos; se os grandes pensadores da humanidade há milênios já instigavam essa reflexão, será que não é hora de tratarmos o assunto com a importância que merece?

    Creio que o movimento espírita dará um grande passo quando passarmos a ver os animais não mais como comida, mas como seres da criação, nossos irmãos.

    até mais

  28. Morel Felipe Wilkon disse:

    Ao me referir a “abordagens contundentes” dirigia-me a alguns veganos, não a você, que nem sei se é vegana. Comunicação é uma arte complexa…

  29. Susana disse:

    Olá Morel,
    Não receba minhas palavras como crítica. É apenas uma observação.
    No mais, também respeito sua opinião sobre minha forma de me manifestar, apesar de ter que discordar do amigo. Não uso de força ou violência, mas de fatos e argumentos e apesar do amigo dizer que ela é ineficiente, tenho três grandes amigas que se tornaram vegetarianas depois de conversarmos. Meu pai se tornou vegetariano aos 60 anos de idade depois de alguma conversas.
    Acho importante o seu artigo, mas acho que já chegamos num momento em que as coisas podem ser ditas de forma mais clara. De qualquer forma é válida a discussão, mas acho que já podemos deixar de lado essa história de ser mais evoluído ou não porque o cerne da questão não é como a abstenção de comer animais irá refletir na nossa evolução, mas tentar mudar o olhar e ver como isso é visto sob o olhar daquele que se encontra subjugado.
    Não importa se seremos mais ou menos evoluídos deixando de comer carne, importa passar a pensar nos animais como seres sencientes e enxergar Deus em todas as criaturas. É fazer o certo pelo certo, não pelo o que vamos ganhar em troca.
    De qualquer forma gostei do seu texto.
    abraços

  30. Susana disse:

    Olá lucas:
    Complementando. Não, não sou nada evoluída( se fosse seguramente não estaria neste planeta que nos dizeres dos espíritos da codificação é ainda muito inferior moralmente).
    Nem me sinto um tiquinho melhor por não comer carne. Minhas qualidades? Só Deus pode dizer pois qualquer coisa que escrevesse aqui seria apenas uma manifestação do ego que em nada contribuiria para a discussão.
    Mas não é porque ainda sou um espírito muito imperfeito que vou me abster de tentar fomentar discussões que possam auxiliar seres que estão em situação de intenso sofrimento. Se tem uma coisa que a DE me ensinou e que tento aplicar é ser mais compassiva e sobre isso que se trata a discussão: fraternidade, empatia, compaixão.

    Sugeri algumas vezes que algumas pessoas assistissem os vídeos que mostram o que ocorre para que elas possam comer carne e sabe o que ouvia?
    “Ah não não quero ver se não não vou conseguir comer mais carne….”
    Ou, outra variação: ” a não quero ver sofrimento…”
    Pois é, há uma tendência do ser humano em se manter intencionalmente na ignorância quando a informação pode interferir na manutenção de um hábito que lhe traz certo nível de prazer. E já ouvi isso também de espíritas.
    Então eu me pergunto: é isso o que a DE nos ensina?

    Ser espírita não é apenas levar sopa e dar cobertor, não é reocnhecer apenas o sofrimento naquels que nos são iguais, mas o espírita deve reconhecer e tentar minimizar o sofirmento veha ele de onde vier e principalmente se abster de provocar sofrimento desnecessário.
    Entregamos sopas e por outro lado empunhamos( ou pagamos alguém para empunhar) uma marrete para matar outro ser pelo prazer de comê-lo. Isso não é coerente. É essa reflexão que proponho. Vamos sair por um momento da nossa zona de conforto moral e começar a discutir a relação de subjugação de dominação que estabelecemos com os animais e sair do papel de carrascos para assumirmos o papel de tutores.
    Ninguém está exigindo de vc que deixe de comer carne, mas acho que todos que estão aqui postando comentários tem condições de começar a despertar para uma nova consciência. O processo é lento e gradual, mas deve começar em algum momento. Não é tarefa ara gerações futuras nem espíritas especiais, é um trabalho que qualquer um de nós pode começar aqui e agora.

    Irmãos, assistam o documentário ” Terráqueos” disponível no youtube e reflitam se isso está dentro da moral espírita.

    abraços

  31. Morel Felipe Wilkon disse:

    Susana, o artigo em questão aborda fielmente o meu posicionamento. Não acredito que seja timidez abordar um assunto dentro dos limites do que considero correto. Não posso ser mais contundente se não acredito nesta estratégia e abordagem.
    Neste artigo, falo sobre as desculpas dos espíritas. http://www.espiritoimortal.com.br/espiritismo-e-vegetarianismo/
    De qualquer modo, espíritas são seres como quaisquer outros, cheios de erros e falhas. Não acho que deva haver uma cobrança especial sobre os espíritas.
    Quanto a abordagens mais enfáticas ou contundentes, elas são contraprodutivas. Garanto que já conduzi mais pessoas ao vegetarianismo do que os veganos que usam linguagem contundente. Sua abordagem espanta; não atrai. Você percebe que as pessoas têm dificuldade de pensar por si mesmas, buscando respostas prontas. Se oferecemos a elas algo agressivo, elas não refletem; recusam sem raciocinarem a respeito. O que é perfeitamente compreensível.
    Mas, repito. O que está escrito é a minha opinião. Se é tímida, ainda está de acordo com o meu pensamento.

  32. Susana disse:

    Lucas,
    Entendi perfeitamente o que Morel quis dizer e se ler com atenção meu comentário irá verificar que não falei de forma direta sobre o texto e seu autor mas como o movimento espírita( leia-se : a maioria esmagadora dos espíritas trata a questão)se comporta perante o assunto. Pegam meia dúzia de frases e dão o assunto por encerrado.
    Li os comentários postados aqui, que só reforçam o que escrevi. Os espíritas, de forma geral se acostumaram a usar frases para justificar o consumo de carne sem ao menos refletir criticamente sobre elas.É sempre a mesma história: a carne se nutre da carne… não é o que entra pela boca… Chico Xavier e Hitler….deixar de comer carne não me tornará mais evoluído….sempre as mesmas desculpas.
    O texto do Morel é muito bom, porém tímido, e é o que sinto na maior parte dos textos espíritas que abordam o assunto: é como se tivéssemos receio de sermos por demais contundentes para não magoar o outro( no caso o que come carne). Por um lado isso é justificável pois já pude verificar como a maior parte dos espíritas age com certa hostilidade quando se fala em vegetarianismo. De fato ninguém precisa ser vegetariano para ser espírita, mas é uma consequência natural daquele que começa a ter contato com os ensinamentos que busque agir de forma mais compassiva em relação a tudo o que o cerca e não apenas os seres humanos.

    Eu entendo que abordagem deve ser amorosa e fraterna, porém firme e contundente. Não dá mais para passar a mão na cabeça dos espíritas, acho que já somos bem grandinhos e adultos o suficientes para sermos apresentados as coisas como elas realmente são, afinal se fomos sensíveis o suficiente para seremos tocados pelos ensinamentos dos espíritos também imagino que temos sensibilidade para começar a pensar de forma consistentes em outros seres além de nós mesmos.

    Não critico quem come carne, a maioria esmagadora das pessoas que convivo comem, o que me incomoda é a falta de vontade de analisar a questão mais a fundo para não ter que abrir mão de um prazer pessoal.

    Conheço muitas pessoas que comem carne, mas em sua maioria elas são sinceras e honestas e admitem que eticamente não é correto subjugar os animais para comê-los quando isso não é absolutamente necessário e não ficam usando frases soltas para tentar encontrar um meio de não enfrentar dilemas morais.

    O problema maior não é comer carne, mas o egoísmo que predomina no meio espírita, essa indiferença e falta de empatia perante outros outros seres que não sejam humanos essa ânsia em tentar resolver rápido e de forma superficial aquilo que pode ir contra nossos próprios interesses.

    Para quem se interessa sobre o assunto recomendo os textos de Simone de Nardi ue escreve muito bem sobre o assunto, abordando os aspectos éticos e filosóficos que envolvem o hábito de encarcera e matar animais para comê-los.

    Devemos ter compaixão e entendimento quanto aos irmãos que anida não se libertaram da dependência da carne, ninguém está aqui incitando uma cruzada contra os onívoros. Porém não podemos ignorar os direitos daqueles que são subjugados sob pretexto de não incomodar o outro.

    Quem quiser comer carne que coma, mas por favor, não se esconda através de frases descontextualizadas e procure saber o custo que isso tem para outros seres e para o planeta.
    O dia que aprendermos a respeitar todos os seres da criação poderemos começar a falar em um mundo de regeneração.
    Se queremos um mundo pacífico e mais compassivo podemos começar tirando a violência de dentro do prato.
    abraços

  33. Susana disse:

    Sobre os comentários:

    Ficaria muito feliz no dia que verificasse no meio espírita uma abordagem que não levasse em conta apenas a egoísta visão da evolução pessoal. É sempre a mesma história: ninguém se torna mais evoluído… Chico Xavier comia carne… Sempre ávidos por encontrar um meio de tentar encontrar uma justificativa para não ter que enfrentar o dilema moral de matar animais para saciar um prazer primitivo que deveria ter ficado há muito dentro das cavernas.

    Devemos refletir sobre nossos atos não porque iremos ganhar algo com isso. O que é certo é certo por si mesmo e não pelo que ganharei em troca.
    Não devo dar um prato de comida pensando numa recompensa futura, assim como ninguém se torna vegetariano pensando em sua evolução, pois isso por si só já reflete egoísmo.

    Deve-se pensar no assunto por eles, não por nós. O cerne da questão não é a minha evolução pessoal, mas o respeito a outro ser vivo. Trata-se de empatia, compaixão, não-violência e não de evolução espiritual.

    Outro grande equívoco ao se tratar a questão no meio espírita é ver a questão apenas sob a ótica nutricional e esquecendo que animais antes de serem comidas eram seres vivos sencientes.
    Esta não é uma questão nutricional. É uma questão ética e moral que tem implicações nutricionais.
    Se quer comer maçã ou banana isso é uma questão nutricional, se quer escravizar, subjugar e matar um ser para comê-lo, quando isso não é absolutamente necessário, então isso é uma questão ética e pela DE um abuso.

    Antes de discutir se devemos ou não comer carne, temos que nos perguntar se é ético ou não escravizar animais em campos de concentração e senzalas. Sim, porque tiramos os negros e colocamos os animais em seus lugares e ainda hoje continuamos escravizando e explorando aqueles que não têm meios de se defender, ainda nos valendo da lei do mais forte e este homem seguramente está mais próximo de um mundo primitivo do que de regeneração.

    Almejamos um mundo mais harmonioso e compassivo mas ainda existem senzalas e campos de concentração disfarçados sob o nome de fazendas e criadouros. Ainda hoje existem indústrias da morte chamadas de abatedouros. Grande paradoxo, não? Um ser que busca a paz, a harmonia, incentivar, fomentar uma indústria que em sua própria natureza é violenta.

    Só depois de discutirmos nosso direito de propriedade e cerceamento da liberdade dos animais para atender nossas frivolidades e conveniências é que teremos condições de discutir a questão do consumo de animais.

    Precisamos responder a algumas perguntas: Animais são coisas? Temos direitos ilimitados sobre eles? A DE diz que a destruição dos animais é justa em duas situações: defesa e necessidade de alimentação. Se hoje comer carne não é necessário para viver, portanto está ausente o requisito da necessidade e hoje estamos claramente incorrendo em abuso motivado pela gana da humanidade em comer carne. Hoje escravizamos, matamos e torturamos animais (e isso tudo a um custo ambiental incalculável) pelo simples prazer de comer um bife.

    Espíritas, de uma vez por todas vamos começar a tratar a questão sob a ótica das vítimas e não pelo olhar dos opressores. Chega de buscar justificativas para justificar o que não se coaduna com o novo mundo que almejamos.

    Ficará muito difícil mesmo construirmos um mundo melhor se insistirmos na manutenção dos mesmos hábitos. Não pode exigir compaixão quem não tem compaixão com os outros e a humanidade não encontrará paz e harmonia enquanto semear violência e continuar subjugando e explorando aqueles que são mais fracos.

    Sempre é tempo de construir uma nova consciência. Sejamos sinceros e fortes o suficiente para tentar implementar as mudanças que sabemos ser necessárias, mesmo que isso signifique abrir mão de algo que nos dá prazer. Já dizia Kardec, o maior sinal de imperfeição moral é o interesse pessoal.
    “Só há um tempo em que é fundamental despertar: este tempo é agora.”
    Buda

  34. Lucas disse:

    Raquel Boaventura
    Não sei se essa foi uma afirmação presunçosa de sua parte ou se você apenas não entendeu o texto. O que o irmão Morel quis dizer é o seguinte: do que adianta você ter essa qualidade (não comer carne) em detrimento de outras qualidades morais bem mais urgentes? Você se acha tão evoluída? Será que você consegue socorrer um homem que pede comida na sua casa da mesma forma (afinco) que recusa comer carne? Será que você consegue não xingar um condutor que te fechou no trânsito? Será que você perdoaria uma traição de um coração partido? Será que você teria coragem de renunciar seu bem estar em favor do próximo? Será que você não sente mais egoísmo, orgulho e inveja? Me diz quais são suas qualidades!
    Nem todas as pessoas estão aptas a largarem de seus hábitos alimentares, querida. Se você conseguiu, parabéns! Terá um “bônus hora” equivalente. Mas lembre-se de uma coisa: Chico Xavier comia carne e está em um grau evolutivo muito superior ao seu e ao meu. Ele tinha conhecimento sobre a espiritualidade dos animais. Mas como ele mesmo disse, a maioria de nós ainda necessita da carne. Portanto, não é deixar de comer carne que você estará num patamar evolutivo maior, mas sim, o contrário.
    Passe bem.
    Que Jesus te abençoe.

  35. Raquel Boaventura disse:

    Eu acredito que nós vegetarianos somos sim um pouco mais evoluídos que os onívoros, afinal, temos uma percepção de vida que eles não têm. Já conseguimos olhar para um animal como um semelhante, não como um ingrediente. Pouco me importa o que está escrito na bíblia ou em qualquer outro livro “sagrado”, o que vale é a minha consciência. Acredito que seja moralmente incorreto matar animais para comer. Eles têm direito à vida tanto quanto nós. Estão buscando a evolução, assim como os “humanos”.

  36. Mary disse:

    Bom Morel, eu li A Gênese e lá pelo que entendi fala que o animal existe para alimentação do ser humano, que na carne existe uma proteína que só é encontrada na carne, mas que um dia iremos aprender que não precisamos disso e iremos parar de nos alimentar da carne. Eu acredito que tudo serve para a nossa evolução. Você está certo, quem quer ser carnívoro que seja, quem quer ser vegetariano que seja. O mais importante é respeitar o próximo, os animais, amar a Deus acima de tudo, pois amando a Deus amaremos o resto.

  37. Morel Felipe Wilkon disse:

    Ismael, jamais me passou pela cabeça tentar convencer alguém do que quer que seja…
    De qualquer forma, vale recordar que na Palestina do século I os recursos alimentares eram escassos, nada comparado à oferta de alimentos que temos hoje. E Jesus não veio pregar hábitos, mas ensinar Leis Cósmicas eternas.

  38. Ismael disse:

    Olá Morel Felipe!
    Interessante e respeitado o seu pensamento espiritual.
    Não entendo nada da filosófica doutrina espírita, mas alguns pouquíssimos textos que li, foram extraídos da bíblia sagrada. Portanto, peixe é um animal que tem carne.
    E o que você me diz sobre o milagre dos pães e peixes por Jesus, citado em Marcos, cap. 6; Lucas, cap. 9; Mateus, cap. 14; João, cap. 6; onde Jesus saciou a fome de 5 mil pessoas que tinham apenas 5 pães e 2 peixes?
    Se você conseguir me convencer o contrário do que penso a respeito do que foi escrito pelos discípulos, dito por Jesus, eu me transformo em vegetariano.
    Respeitosamente,
    Ismael

  39. Morel Felipe Wilkon disse:

    Riandra, acredito que na sua próxima reencarnação já estejamos em pleno processo do abandono da alimentação animal. Obrigado pelas ponderações.

  40. Riandra disse:

    Olá querido irmão.
    Admiro muito sua posição quanto ao vegetarianismo, pois diferente de certos radicais que dizem que por deixarem de comer carne estarão aumentando seu grau evolutivo, no entanto vale lembrar que de nada adianta fazer uma “caridade” com segundas intenções, afinal o indivíduo que se torna vegetariano com isso em mente não estará pensando no bem de ninguém, estará sendo egoísta e o maior mal da humanidade é o egoismo. E como diz o livro dos espíritos (me corrija se estiver errada) o nível evolutivo do planeta ainda está abaixo de grau evolutivo para que o ser humano possa se desvincular do consumo de carne que seria somente praticado pela massa populacional somente em planetas no estado de regeneração.
    Não estou aqui para defender os carnívoros, muito menos as indústrias da carne, estou aqui para mostrar que nem todos podem se adequar a uma rotina vegetariana pois no nível de evolução material na qual nos encontramos ainda é bastante complicada. O que se tem de errado na sociedade são os excessos, os vícios, logo o mais adequado para aqueles que ainda não podem se tornar vegetarianos é uma rotina onívora, onde o consumo de carne durante a semana é limitada a uma certa quantidade de dias (2 ou 3) incluindo peixes e frangos.
    O vegetarianismo não é errado, mas lembrando que a prática do mesmo não interfere na evolução moral, ainda não. O que se pode ter de benefícios nos dias em que não se come carne é que o campo eletromagnético que ronda nossos corpos passa a ter uma menor densidade, ou seja, o indivíduo para a ter menor índice de más “interferências” no seu dia.
    No entanto, se privar da carne não teria nenhum benefício se o indivíduo de fato não conseguir desvincular seu interior desse costume, pois do que vale um “carnívoro” satisfeito e tranquilo numa reunião mediúnica se comparado a um “vegetariano” que impulsivamente está a sempre pensar em carne?
    Logo, o hábito possui somente peso benéfico quando se feito sem nenhuma segunda intenção ou que possua caráter privador, o vegetarianismo deve ser procurado por livre e espontânea vontade.
    Para os que ainda não conseguem desvincular-se do consumo de carne, deve-se lembrar que o ser humano é classificado como um animal ONÍVORO e não carnívoro, logo não faz mal passar uns 4 dias da semana sem comer carne pois, um dos maiores males da atual sociedade é o próprio excesso.
    E como já dito aqui por muitos, o que realmente deve ser combatido em nós mesmos é o que sai pela boca, e também o que se tem dentro do coração, a ignorância, o egoísmo, a ganância desenfreada, a luxúria sem rédeas. O vegetarianismo, ou melhor, a consciência da igualdade entre nós e os animais virá como consequência das melhoras feitas a partir dos nossos defeitos, a partir da evolução do espírito. Tentar começar pelo meio ainda não tem um grande valor, e para muitos outros hipócritas e ignorantes nem sequer tem efeito, muito pelo contrário.
    Admiro muito os vegetarianos, principalmente aqueles que fazem isso sem se envaidecer, por pura vontade própria e por carinho aos animais, e espero que em futuras reencarnações eu me encontre nesse estado de espírito juntamente com vegetarianos e carnívoros ignorantes que vemos aos montes hoje em dia.

  41. Morel Felipe Wilkon disse:

    Rejane, realmente não é difícil viver sem comer carne. A questão é, como você assinalou, cultural. Acredito que as crenças de cada um em relação à alimentação determinam o que elas precisam ou não em termos de nutrientes. Como em tudo, o fundamental é o pensamento. Conheço pessoas que já tentaram ficar sem carne e não conseguiram; por outro lado, conheci pessoas que se alimentam de ar e sol…
    Obrigado pela participação.

  42. rejane maribel soares pinheiro disse:

    Parabéns pela sua clareza e postura sobre esse assunto, e concordo plenamente com você em relação à nossa evolução espiritual não depender se comemos ou nao carne. Acredito que determinados hábitos não fazem das pessoas isso ou aquilo, mas sim a postura, sua moralidade, sua vontade de progredir. Conheci pessoas vegetarianas, com o perdão da palavra, totalmente desqualificadas moralmente e, em contrapartida, vi fumantes, carnívoros, alcoólatras, que, a não ser por esses vícios, pessoas altamente benevolentes, gentis e caridosas. Também como gaúcha já consumi muita carne, até porque é uma cultura do nosso estado, nascemos praticamente com um espeto na mão (rsrsrsrsrsrsrs), crescemos achando tão normal quanto beber água, tomar banho etc… Há pouco tempo resolvi parar de comer carne vermelha (também não consumo carne de porco), me alimento de peixe e frango (por enquanto), procuro ter na minha mesa muitas hortaliças e frutas, é um começo, e não tem sido difícil, até porque quando comia carne sempre fazia com uma pontinha de dor na cosciência, sei lá, mas sentia e isso me incomodava. Jesus comia peixe e nunca falou que não devíamos nos alimentar deles, então, creio que tudo tem sua hora de acontecer, chegou a minha gradativamente, e devemos respeitar aqueles que gostam e precisam desse alimento. Uso os derivados. sim (leite,ovos,etc..), não devemos ser tão radicais, por isso estou pegando leve comigo mesma e o nosso próximo tem o mesmo direito!! Abraçossssssssss.

  43. Morel Felipe Wilkon disse:

    Josiane, já escrevi um artigo me referindo a essa questão e outro abordando essa passagem do Evangelho.
    http://www.espiritoimortal.com.br/category/temas-abordados/vegetarianismo/
    http://www.espiritoimortal.com.br/o-que-contamina-o-homem-nao-e-o-que-entra-na-boca-mas-o-que-sai-da-boca/
    Fique com Deus.

  44. Josiane disse:

    Mateus 15:11 “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.” 17- Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora? 18- Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. 19- Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. Para bom entendedor, meias palavras bastam!
    Mateus 15:19

  45. Morel Felipe Wilkon disse:

    Paulo Cesar, a Adriana Pierin certamente não é leitora do site, não vai ler seu comentário. Acredito que ela tenha tomado conhecimento deste artigo por intermédio de algum grupo do Facebook.
    Não acho, como procuro deixar claro no artigo, que uma pessoa se torne melhor só pela sua alimentação. Mas é bom esclarecer que Hitler, ao contrário do que se costuma dizer, não era vegetariano. Adotou uma dieta predominantemente vegetariana, por um tempo, aconselhado por seu médico, por questões de saúde. Mesmo assim, incluía na sua alimentação “caldos de carne”, por causa das proteínas. Goebbels, seu Ministro da Propaganda, se utilizou deste fato para propagar que Hitler era vegetariano, querendo passar uma imagem de “líder iluminado”, já que, na mesma época, Gandhi, que era conhecido como um grande pacifista, e era vegetariano e dado a jejuns, gozava de fama e admiração mundial.

  46. Paulo Cesar disse:

    Cara Sra. Adriana Pierin: sou católico e enquanto escrevo este comentário estou jantando: bife de contra-filé com arroz e salada.

    Você acha que eu sou um “carnívoro ignorante”? Lamento por você e por seus amigos herbívoros.

    Talvez seu ídolo maior seja Adolf Hitler, uma pessoa que, como todos sabem, era vegetariano.

  47. José Carlos disse:

    Corrigindo…Programa: “Pinga Fogo”.rs…

  48. José Carlos disse:

    Concordo plenamente, há muito a que nos melhorarmos, parar de comer carne, no meu entendimento, é apenas um dos passos a seguir no nosso caminho evolutivo.Mas também temos que ser contra, os rodeios, o carnaval, nossos travesseiros de pena e pluma de ganso e tudo aquilo que signifique a tortura o vida do animal.

    Enfim, como disse Chico Xavier no antigo programa pinga foto: “Não podemos fazer que estes hábitos, mudem do dia pra noite”…quer dizer, nunca é tarde!!!

    Ah…para o meu melhoramento pessoal, além de orar e vigiar,da reforma íntima e muitas outras que tenho que melhorar…parei com o álcool, cigarro e sexo exagerado.Acho que já é um bom passo para quem sabe, começar a cortar a carne aos poucos….

    Muita paz.
    José Carlos.

  49. Cris Taborda disse:

    Você falou muito bem. Mas você não vai negar que, a partir do momento em que uma pessoa passa a ser vegetariana, ela reconhece o sofrimento que os animais passam, a pessoa passa a ter mais compaixão pela vida, pelo menos na grande maioria das vezes.

  50. Morel Felipe Wilkon disse:

    Rodrigo, o consumo humano de soja é insignificante se comparado ao consumo de soja pelo gado – incluindo suínos e aves. São mais de cem milhões de toneladas anuais para consumo animal. 80% da soja produzida no mundo destina-se à ração animal. No Brasil este percentual é de 70%. Para cada quilo de carne de boi são necessários 16 quilos de soja. Não é o consumo de soja pelo homem que está desmatando a Amazônia, por exemplo. É a criação de gado e a plantação de soja para o gado.
    Seguindo o seu raciocínio, portanto, de que a plantação de soja é prejudicial à vida de muitos animais, a abstinência da alimentação animal, minorando o consumo de soja por parte do gado, seria benéfico para estes mesmos animais a que você se refere.

  51. Rodrigo Ferreira disse:

    Bom dia,
    Gostei muito de tudo o que escreveu, porém como biólogo gostaria de fazer um breve comentário no que tange ao “sofrimento de animais”, não quero me expressar sobre comer ou não, penso nisso como uma concepção muito pessoal.
    Conheço algumas pessoas que não se alimentam de carne, dizendo que seria para evitar o “sofrimento de animais”, porém alguns introduziram em sua alimentação a soja. A soja, no entanto, desde o desmatamento até o processamento prejudica, mata e extingue MUITAS espécies de animais. Há o desmatamento de centenas de hectares todos os dias, o que já mata muito, o uso de pesticidas que matam e adoecem animais, contamina nossas terras, polui nossas águas, polui nossas mesas…
    Existem milhares de prejuízos à flora e fauna quando falamos de soja.
    Eu não como soja, e evito o uso de óleo de soja, talvez pelo mesmo motivo que muitos não comem carne.

  52. Wilson disse:

    RAMATIS – Já tendes provas irrecusáveis de que podeis viver e gozar de ótima saúde sem recorrerdes à alimentação carnívora. Para provar o vosso equívoco, bastaria considerar a existência, em vosso mundo, de animais corpulentos e robustos, de um vigor extraordinário e que, entretanto, SÃO RIGOROSAMENTE VEGETARIANOS, tais como o elefante, o boi, o camelo, o cavalo e muitos outros. Quanto ao condicionamento biológico, pelo hábito de comerdes carne, deveis compreender que o orgulho, a vaidade, a hipocrisia ou a crueldade, também são estigmas que se forjaram através dos séculos, mas tereis que eliminá-los definitivamente do vosso psiquismo. O hábito de fumar e o uso imoderado do álcool também se estratificam na vossa memória etérica; no entanto, nem por isso os justificais como necessidades imprescindíveis das vossas almas invigilantes.
    Reconhecemos que, através dos milênios já vividos, para a formação de vossas consciências individuais, fostes estigmatizados com o vitalismo etérico da nutrição carnívora; mas importa reconhecerdes que já ultrapassais os prazos espirituais demarcados para a continuidade suportável dessa alimentação mórbida e cruel. Na técnica evolutiva sideral, o estado psicofísico do homem atual exige urgente aprimoramento no gênero de alimentação; esta deve corresponder, também, às próprias transformações progressistas que já se sucederam na esfera da ciência, da filosofia, da arte, da moral e da religião.O vosso sistema de nutrição é um desvio psíquico, uma perversão do gosto e do olfato; aproximai-vos consideravelmente do bruto, nessa atitude de sugar tutanos de ossos e de ingerirdes vísceras na feição de saborosas iguarias. Estamos certos de que o Comando Sideral está empregando todos os seus esforços a fim de que o terrícola se afaste, pouco a pouco, da repugnante preferência zoofágica.
    Devemos meditar nas palavras de Ramatis

  53. Morel Felipe Wilkon disse:

    Alexandre, a troca de opiniões nos faz perceber possíveis fragilidades em nossos pontos de vista. Respeito os seus argumentos, mas devo dizer que a afirmação de que o ser humano é carnívoro por natureza não se sustenta, pelo contrário.

  54. Alexandre Brussolo disse:

    Interessei-me pelo assunto e resolvi colocar a minha opinião também. Eu acredito que a questão de comer carne ou ser vegetariano não coloca ninguém em um nível evolutivo melhor, isso vem de nossas atitudes como seres humanos, lembrando que esta parte diz respeito à alimentação, o ser humano, só não sei dizer se isso é bom ou ruim, ele é carnívoro, faz parte dele, eu acho que ser vegetariano é uma opção de vida, e não condeno, eu como carne, mas nunca mataria um animal por prazer ou esporte, isso sim é um ato abominável e sem sentido, mas quando estamos nos alimentando não acho que seja algo que devemos condenar, e vejo que aqui neste forum estamos à vontade para colocarmos nossa opinião, e acho que o radicalismo não é uma forma de respeitar o próximo, e isso posso dizer que não vi aqui. Claro, alguns se exaltam em suas opiniões, lembro que Cristo também comia carne, o livro dos espíritos mostra que isto não é condenável, mas seria um hábito melhor, o que importa não é o que comemos e sim o que somos como pessoas, o que podemos contribuir em bondade a este mundo, só temos também que levar em consideração que para um equilíbrio na própria natureza há os que perecem para alimentar outras espécies, não estou usando isso para justificar o ato de comer carne, mas colocando algo a pensar, e para aqueles que comem carne, isso não ameniza nada, mas é uma forma de respeito àqueles que estão nos alimentando, agradeça sempre e peçam licença ao comerem a carne, é uma forma de oração e respeito, como disse, àquele que foi sacrificado para te alimentar. Você deu um espaço muito importante para colocarmos nossas idéias, em um debate saudável e sem imposição.

  55. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado pela contribuição, Andreia.

  56. Andreia Bastos disse:

    A linha que existe entre os nossos hábitos comportamentais e as nossas relações, é bem mais tênue no meu ponto de vista. Digo isto porque ambas se alicerçam na educação, não necessariamente educação a nível institucional, mas pricipalmente a educação emocional, moral e ética que se opera no seio familiar, tenha este a forma que tiver, e na sua versão em grande escala: a sociedade. Parece-me tão importante a mim cuidar da minha avó, dar atenção ao meu irmão, ou partilhar com quem tem menos, como preferir comprar um produto do comércio justo para que quem trabalhou para eu o ter seja devidamente remunerado, preferir alimentos biológicos é outro exemplo de amor pelo planeta e respeito por nós como uma grande família, ser vegan é manifestar-se por todas as razões implícitas no conceito, e uma delas é fome de tantas tantas pessoas. Por estas razões acho desnecessário e infrutífero dissociar essas questões, se está tudo ligado e é tudo parte de um todo. Entendo no entanto que as pessoas devem ir por partes e que tudo tem o seu processo. Mas os nossos padrões de comportamento têm tamto impacto no “todo” como as nossas relações interperssoais, na verdade, parecem ser uma extensão uma da outra. Abraço de Luz*

  57. Morel Felipe Wilkon disse:

    Concordo com todos os seus argumentos, Andreia. Ao longo dos comentários há dicas de documentários relacionados ao tema. Apenas acho que o maior desafio diz respeito a nossa relação interpessoal. Mudar hábitos é relativamente fácil. Mudar nossa conduta com as pessoas, nem tanto. Fique com Deus.

  58. Andreia Bastos disse:

    Olá a todos. Gostei da leitura, no entanto, discordo que ser vegetariano seja algo pouco considerável em relação a todo um universo de caracteristicas para aprimorar. A alimentação vegetariana para além de ser mais saudável tem um impacto ambiental muito menor. Na simples eliminação da carne e derivados da nossa alimentação estamos a cuidar do nosso planeta que nos acolhe e ao qual devemos consideração e respeito. O mesmo planeta que vai acolher os nossos filhos e tantas mais gerações. Para além disso, acho desnecessário contribuir para a prevalência da industrialização agropecuária. Qualquer pessoa entennde a macabrez de ver milhares e milhares de criaturas serem geradas com o propósito exclusivo de serem mortas, afastadas do calor da família, alimentadas artificialmente, muitas vezes sem nunca pisar relva fresca ou receber um raio de sol. Se investigarem, vão entender como o consumo de carne está irremediavelmente relacionado com a maior parte dos males do mundo: desde desmatamento, utilização desiquilibrada de recursos naturais, poluição da água, do solo e da atmosfera, má distribuição dos alimentos, doenças. Sugiro vivamente a investigarem bem acerca do assunto, com um espírito aberto. Mas aviso desde já que pode provocar uma mudança substancial nas vossas vidas, porque a alimentação vegetariana ou vegana, para além de ser mais benéfica para nós e para tudo o que nos rodeia, é uma forma de sabotar o fluxo de energias negativas no nosso mundo. Abraço celeste ::)

  59. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado, Jonas. Entendo que as pessoas defendem aquilo em que acreditam, mas realmente a postura de dono da verdade não condiz com o Espiritismo. Durante as minhas férias visitei a Rede Amigo Espírita, que também tem fórum. Me senti mais à vontade lá.
    Fique com Deus.

  60. Jonas disse:

    Você falou sobre o Fórum espírita. Eu o conheci há pouco tempo e logo me desiludi dele. Ali há alguns moderadores, a maioria, na verdade, que mais parecem aqueles religiosos ortodoxos de religiões milenares, onde nada vale se não estiver na codificação. Até mesmo Chico Xavier, de moral ilibada e consagrado no estudo e caridade diária é ali tomado como um médium que escreveu livros ditados por espíritos ignorantes e tudo que existe em sua obra é falso. Outros médiuns autores, então, nem se fala… Graças a Deus conheci este site que é muito bom, esclarecedor e bem mais democrático e nos permite analisar todo material que aparece pra discernir o que pode ser aproveitado ou o que sai fora da lógica espírita. E o melhor, seus comentários nunca mostram um dono da verdade absoluta, o que é extremamente agradável.
    Obrigado por compartilhar conhecimento.

  61. Rebeca Felix Teixeira disse:

    Eu sou espírita, sempre ouvi isso de que comer carne não é bom, mas nunca me senti obrigada a parar de comer carne. Na verdade nunca gostei muito de comer carne, até que este ano fiz uma cirurgia espiritual e tive que ficar 1 mês sem comer carne por causa da cirurgia. E eu gostei, não senti falta nenhuma da carne, me sinto bem melhor, mais leve, parece que está tudo funcionando direitinho no meu organismo, minha alimentação melhorou muito mesmo, de vez em quando ainda como um pedacinho de carne, mas é muito raro mesmo. E eu também não me tornei uma pessoa melhor só porque parei de comer carne, mas fisicamente me sinto melhor. Eu acho que parar de comer carne é uma boa, mas acho que nem todas as pessoas estão preparadas pra isso. Eu vejo por mim, primeiro eu mudei o meu modo de pensar e ver as coisas e isso se refletiu na minha alimentação.

  62. Morel Felipe Wilkon disse:

    Vladd, suas informações são enriquecedoras e facilmente comprováveis. Há realmente um grande interesse econômico em que se mantenha o consumo de carne, apesar de tudo o que você expôs e de muito mais informações como os danos ao meio ambiente, o desmatamento da Amazônia, os testes com animais e muito mais. Só penso que somos, sim, evolutivamente superiores aos animais. Mas isso não muda nada. Obrigado pela colaboração.

  63. Vladd Devos Ravoieli disse:

    Vi muitos comentários aqui e gostaria de dar uma pequena opinião. Em primeiro lugar existe sim uma grande elevação espiritual, não tão importante para alguns, no fato de deixar de se alimentar de carne. Poucos sabem que um boi, por exemplo, dilata as próprias pupilas e libera toxinas no corpo antes de morrer, ao sentir que será imolado. Suas emoções negativas como ódio, medo, terror, revolta, tristeza e etc, infestam negativamente o alimento. Isso permanece na carne que se come depois, o que provoca entre muitas doenças o cancer de intestino, de estômago, de próstata, e muitos outros canceres, segundo estudos recentes, pouco divulgados devido o forte interesse econômico do governo pela continuidade da industria da carne, grande colaboradora da economia nacional.
    Até mesmo o estresse e irritação que as galinhas passam em suas vidas presas em granjas, influenciam na constituição dos ovos que põem, acarretando malefícios para a saúde de quem os consome. Tais aves tornam-se muitas vezes canibais, comendo umas às outras, o que é uma fuga completa de suas naturezas devido ao que são impostas pelos humanos. Isso na verdade acontece com todos animais criados em cativeiros sob maus tratos e para abate.
    Portanto, qualquer que seja a colaboração para o meio em que se vive, especialmente se essa colaboração está diretamente ligada ao respeito à vida com princípio inteligente em geral, acarreta em crescimento espiritual. É válido afirmar que as plantas também são vivas, mas existe uma grande diferença entre cortar uma cenoura e um coelho. Se colocarmos uma criança num quarto onde há uma maçã e um coelho, duvido que ela coma o coelho e brinque com a maçã. Estudos recentes mostram que o corpo humano sintetiza sim todos os nutrientes do meio natural através de adaptações ao cardápio individual. Proteínas completas existem na Quinoa, Chia, missô, Tempeh; ferro pode tornar-se biodisponível ao consumir alimentos que o contenham juntamente com forntes de vitamina C, ou seja, lentilha, feijão, agrião e outras fontes de ferro consumidas com um bom suco de limão ou laranja; vitamina B12 pode ser encontrada em leites de soja enriquecidos.
    A mentira de que a carne é essencial é claramente provada através da vida de vegetarianos e, em especial, pelo povo indiano (hindus) que passam toda a vida sem sequer ter tido contato com carne de qualquer tipo e são super saudáveis.
    Eu notei em mim um aumento vertiginoso no meu bem estar, na minha consciência (taí o maior crescimento espiritual alcançado) e na minha saúde. Notei que certas “pontadas” que sentia em lugares esporádicos do corpo, para as quais nunca ouvi explicações, embora sejam comuns na maioria das pessoas, simplesmente sumiram. Isso me deixou com a impressão de que, pode ser que antes eu, assim como todos que se alimentam de carne, tinha essas pontadas como uma impressão transmitida pelo animal consumido, como uma sensação passada da facada que o matou, das pancadas que levou, etc, o que eu não duvido ser real, pois muitos espiritualistas acreditam que essas impressões podem ser sim transmitidas. E pra finalizar, outra dessas transmissões espirituais que senti serem interrompidas foram as disposições para a raiva. Senti que tornei-me, mesmo sob as mesmas circunstâncias, uma pessoa bem mais calma e pacífica, com mais paciência e mais atento ao que falar.
    Ah sim, e para aqueles que citaram Hitler como vegetariano, isso é mentira. O médico dele prescrevia dieta vegetariana às vezes a ele, quando necessário, por motivos de saúde. Podem pesquisar isso e assistam alguns vídeos como “Terráqueos” e “A carne é fraca” no YouTube para entenderem os malefícios da violência contra qualquer animal.
    Quando nos esquecemos que somos todos habitantes deste planeta, que toda vida é importante, que não existem espécies superiores e quando humilhamos, pisamos, matamos, esquecemos e atacamos qualquer outra espécie simplesmente por acharmos que somos superiores estamos simplesmente vivendo uma forma de Nazismo, não se esqueçam.

  64. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado por contribuir com a sua opinião, Rosana.

  65. Rosana disse:

    Olá, Morel

    Saudades do seu pedacinho. Adorei o seu texto, muito bem fundamentado, acerca de comer ou não comer carne. Infelizmente, ainda não consegui abrir mão de comer carne, apenas abolir a carne vermelha. O importante é sermos pessoas melhores, deixar de comer carne não faz ninguém melhor. O negócio é vigiar nossa conduta com nossos semelhantes de modo geral. Lembrando que o grande médium Chico Xavier era carnívoro. Abraços

  66. Morel Felipe Wilkon disse:

    Joni, acredito que o pensamento é determinante em tudo, inclusive na questão da alimentação. Se você acredita que a carne é necessária para a sua nutrição, ela é. Se você achar que ela é dispensável, ela será dispensável. Nosso corpo físico reflete nosso espírito. Conheci pessoas que se alimentam de ar e luz do Sol. A ciência convencional diria que isso é impossível. Mas eles acreditam que é possível, então torna-se possível. Eu não me alimento de carne e sou forte e saudável. Mas não conseguiria me alimentar de ar e luz. Conheço vegetarianos de famílias vegetarianas há várias gerações, todos saudáveis.
    O seu argumento em relação a matar plantas não se sustenta. Os vegetais não têm sistema nervoso central, logo, não sentem dor. Não têm inteligência fragmentária, como os animais, não gritam nem tentam fugir quando os colhemos.
    Obrigado pela participação.

  67. Joni Paiani disse:

    Olá! Sou carnívoro por achar que devemos nos alimentar de outros animais que retiram mais nutrientes dos vegetais, já que não sintetizamos a celulose, precisamos de derivados animais aqui nesse mundo e corpo em que vivemos. Se não formos comer um ser vivo, não poderíamos nem matar as plantas, pois ambos têm seus traços de racionalidade. Podemos nos alimentar para sobreviver ou para ter prazer nos alimentos, isso pode ser um diferencial no trato com os animais. Um gato não é comestível no ocidente e comestível no oriente, ou a vaca vice-versa, então a distinção no tipo de animal não no tipo ou quantidade de carne, os valores não estão demostrando relação com respeito à vida animal e sim à convivência e apegação com certas espécies que estão sendo domesticadas para serem bichos de estimação ou referências religiosas, isso é uma consideração racional que justifica a privação de um alimento necessário à vida humana? Sendo esse um tema muito extenso e muito discutível mais recentemente, pois pode-se substituir a proteína animal por outros produtos, tudo bem, mas será que os descendestes não ficariam mais frágeis com essa falta nutricional? Bom, para não alongar muito, pois o assunto é muito válido, até, para ambos os lados, será que existirá um meio termo? heheheheh grato!!

  68. Morel Felipe Wilkon disse:

    Muito bem lembrado, Giuliano. Obrigado pela participação.

  69. Giuliano Firmino disse:

    Uma grande caminhada começa com um pequeno passo. Me tornei vegetariano depois de ter chegado aos 110kg e não sabia. Deus quis que encarnássemos para aprendermos com nossos próprios erros, eu tive que chegar no fundo do poço para entender um dos meus objetivos aqui. Um ano depois de me alimentar corretamente durante a semana e de me perder nos fins de semana decidi parar de comer carne, pois até então só faltava vencer uma barreira mental. Sempre comi carne, adorava um churrasco e hoje sem ela me sinto bem melhor. Depois de ler um trecho do livro “Missionários da Luz” de André Luiz (pag 132) entendi o porquê “… Em pouco tempo, distanciando-nos dos núcleos suburbanos, encontramo-nos nas vizinhanças de grande matadouro.
    Minha surpresa não tinha limites, porque observei a atitude
    de vigilância assumida pelo meu orientador, que penetrou firmemente a larga porta de entrada. Pelas vibrações ambientes, reconheci que o lugar era dos mais desagradáveis que conhecera, até então, em minha nova fase de esforço espiritual. Seguindo Alexandre de muito perto, via numerosos grupos de entidades francamente inferiores que se alojavam aqui e ali. Diante do local em que se processava a matança dos bovinos, percebi um quadro estarrecedor. Grande número de desencarnados, em lastimáveis condições, atiravam-se aos borbotões de sangue vivo, como se procurassem beber o líquido em sede devoradora…
    Alexandre percebera o assombro doloroso que se apossara de
    mim e esclareceu-me com serenidade:
    – Está observando, André? Estes infelizes irmãos que nos não
    podem ver, pela deplorável situação de embrutecimento e inferioridade, estão sugando as forças do plasma sanguíneo dos animais.
    São famintos que causam piedade. Poucas vezes, em toda a vida, eu experimentara tamanha repugnância. As cenas mais tristes das zonas inferiores que, até ali, pudera observar, não me haviam impressionado com tamanho amargor.
    Desencarnados à procura de alimentos daquela espécie? Matadouro cheio de entidades perversas? Que significava tudo aquilo? Lembrei meus reduzidos estudos de História, remontando-me à época em que as gerações primitivas ofereciam aos supostos deuses o sangue de touros e cabritos. Estaria ali, naquele quadro horripilante, a representação antiga dos sacrifícios em altares de pedra? Deixei que as primeiras impressões me incandescessem o cérebro, a ponto de sentir, como noutro tempo, que minhas ideias vagueavam em turbilhão.
    Alexandre, contudo, solícito como sempre, acercou-se mais
    carinhosamente de mim e explicou:
    – Porque tamanha sensação de pavor, meu amigo? Saia de si
    mesmo, quebre a concha da interpretação pessoal e venha para o campo largo da justificação. Não visitamos, nós ambos, na esfera da Crosta, os açougues mais diversos? Lembro-me de que em meu antigo lar terrestre havia sempre grande contentamento familiar pela matança dos porcos. A carcaça de carne e gordura significava abundância da cozinha e conforto do estômago. Com o mesmo direito, acercam-se os desencarnados, tão inferiores quanto já o fomos, dos animais mortos, cujo sangue fumegante lhes oferece vigorosos elementos vitais…”

  70. Morel Felipe Wilkon disse:

    Lucia, compreendo a sua sensibilidade e seu ideal em prol dos animais. Apenas acho que devemos redobrar esforços no sentido de compreender e aceitar aqueles que não pensam como nós. A imposição não convence…
    Fique com Deus.

  71. lucia moreira disse:

    Há 32 anos comecei a largar de comer carne, desde que vi matarem um boi, fiquei horrorizada, chorei muito, depois disto comecei a me colocar no lugar de qualquer animal. São mortos pra alimentação, que pra mim morrem desnecessariamente, pois vivemos muito bem sem carne e até melhor, hoje que sou vegana posso dizer isto, pois minha saúde é 10 e dou graças a DEUS por este caminho que escolhi, mas sou diferente, vivo em pé de guerra com meus irmãos por eles não terem piedade dos animais, sei que não posso ser assim, mas quando a guerra começa nem vejo e já era, minha pena dos animais não tem limites, choro muito até hoje por não poder mudar a mentalidade dos meus irmãos em CRISTO e meus irmãos de sangue.
    Não sou vegana pensando em santificação, de jeito nenhum, só penso no aqui e agora pra todos viverem bem, tanto nos como os animais, não quero que ninguém seja esfaqueado pra servir de comida como se estivéssemos morrendo de fome, tenho pavor, hoje sou ativista na causa animal, trabalho divulgando vegetarianismo, se DEUS quiser num futuro bem próximo poderei dizer que hoje sou feliz, não matam mais pra satisfazer paladar de ninguém, louvado seja DEUS, PAZ E LUZ PARA TODOS. BEIJOS.

  72. Hélio Carneiro disse:

    Todas as doutrinas são falíveis, incluindo a nossa doutrina espírita. Não é verdade que a carne nutre a carne – Livro dos Espíritos. O elefante não como carne e é muito forte, incluindo outros animais que não são carnívoros. Pelo estágio evolutivo que encontramos, o homem não deveria comer mais carne de espécie alguma. Eu ainda como carne, infelizmente, mas acho que a pessoa que não come carne é mais evoluída. Um belo dia os frigoríficos, matadouros e abatedouros vão desaparecer. Já encontrei essa afirmação em livros espíritas, só não me lembro o nome do livro.
    Muita paz para todos
    Fraternalmente
    Hélio Carneiro

  73. Jonas disse:

    Gostei muito da matéria, diversas vezes pensei em parar de comer carne, não tenho nem desculpas para continuar a comer carne, eu sei como e quantos animais sofrem, eu sei que faz mal para minha saúde, mas mesmo assim não consigo parar.
    Às vezes me sinto uma pessoa ruim por fazer isso.

  74. Jovanir disse:

    Achei ao acaso essa página. Mas fiquei impressionado como estes textos se parecem com o que digo (e eventualmente já escrevi também), penso e faço. Incrível, parabéns.

  75. Caio Henrique disse:

    Parabéns Morel pela matéria, aí vai outra contribuição do meu ponto de vista ao seu site:
    Pelo que observei, nas várias leituras que fiz, comer ou não carne é uma opinião, ou até uma necessidade (ou talvez preferência), logo que alguns espíritos não frívolos defendem ambos os lados.
    Eu por exemplo me alimento apenas de carnes industrializadas, não consigo me alimentar de nenhum vegetal, legumes (apenas alguns) e me alimento de algumas frutas, mas também evito, por consciência e pelo fato de minha enzima salivar ter dificuldades em ingerir carnes, opto por comer empanados (industriais) ou carnes macias, tenho consciência de que não é tão saudável.
    E na questão 723 do livro dos espíritos, pela minha interpretação, foi dito que o indivíduo tem que se alimentar da maneira que ele consiga desempenhar suas obrigações com o máximo de aproveitamento, se você consegue fazer isso sendo vegetariano, não tem o que discutir, eu mesmo acho que não conseguiria.
    Outro ponto é o cultural, mas esse assunto é bem complexo. ^^ Acho que escrevi demasiadamente, até logo e fique com Deus.

  76. Morel Felipe Wilkon disse:

    Marlos, Deus não creou os animais para serem nosso alimento. Deus creou uma infinidade de seres na Terra e permite que eles se alimentem uns dos outros. Deus nos concedeu o livre-arbítrio para que nós julguemos o que achamos mais apropriado para a nossa alimentação. A sua teoria a respeito dos tipos sanguíneos nunca foi, nem de longe, comprovada. É apenas mais um modo de classificação dos seres humanos em grupos.

  77. Marlos Pontes disse:

    Pessoal, eu vos peço que procurem saber mais sobre a Dieta do tipo sanguíneo dos humanos. E daí muitas dúvidas se esclarecerão, muitos dogmas e crendices se afastarão e muitos ainda poderão entender as verdades ocultas do ser humano através de seu tipo sanguíneo. Respeitemos o trabalho esclarecedor de Ramatis que é um espírito que tanto ajuda os seres humanos com seu conhecimento milenar, porém entende-se que o que ele quis passar foi que a humanidade está correndo em direção ao vegetarianismo no futuro em algumas centenas ou milhares de anos, porém isso depende de tempo e leis terrenas onde o próprio mundo espiritual irá diminuindo encarnações em famílias dos tipos sanguíneos que ainda necessitam da proteína da carne vermelha e branca. Isso levará tempo e automaticamente a pessoa sentirá desde criança ao nascer essa necessidade de não comer carne vermelha. No momento em que vivemos e completando o vosso conhecimento, digo-vos que procurem sua alimentação de acordo com o tipo sanguíneo correto onde uns serão vegetarianos e outros não. Mesmo assim os dois lados poderão lutar para conscientização sobre a barbaridade das matanças sem respeito aos seres criados para alimentar ainda os humanos da Terra.

  78. Marlos Pontes disse:

    Amigos, o conhecimento é muito importante e venho acrescentar estas humildes linhas para ajudar-vos. O fato de comer carne ou não vem mais da necessidade sanguínea do que uma outra necessidade qualquer. Temos que nos conscientizar e não matar animais terrivelmente, porém Deus os criou já para nos alimentar e fortificar nossa matéria caso tenhamos o tipo sanguíneo devido. Há pessoas de vários tipos sanguíneos na Terra como sabemos. As de A+ por exemplo serão vegetarianas em sua maioria por não possuírem o ácido digestivo para a carne vermelha principalmente. Se insistirem poderão ter um câncer de estômago por exemplo… agora o grupo sanguíneo O+ são carnívoros e se tentarem seguir uma alimentação vegetariana, enfraquecerão seu corpo e organismo que necessita constantemente da proteína da carne Vermelha. Conheço uma senhora que de repente resolveu virar vegetariana. Se passaram os anos e ela teve os mais diversos problemas de pele devido a falta da proteína da carne e seu tipo sanguíneo era justamente o O+ o qual JAMAIS PODEM DE REPENTE SE TORNAREM VEGETARIANOS. Sorte para o grupo sanguíneo A+ se eles não se preocupam em comer carne e azar vamos dizer assim do grupo O+ que não terão a possibilidade de virarem vegetarianos se quiserem. Os alimentos nos foram concedidos para fortificar nosso corpo e por isso devemos tomar cuidado antes de tomarmos decisões por esta ou aquela alimentação. Até para a alimentação existe a lei de causa e efeito e com certeza Deus jamais julgará o que comermos quando estamos no topo da cadeia alimentar, o importante é a conscientização e cuidarmos um do outro na Terra contra maus tratos desnecessários seja de um animal ou um ser humano.

  79. Morel Felipe Wilkon disse:

    Eu não tive problema algum. Na verdade, nem sei se senti alguma mudança física. Mas sei de pessoas que experimentaram grandes dificuldades. Isso também tem a ver com o tipo de alimentação. Ao abandonar a carne são precisos alguns cuidados. Mas sempre é bom aprendermos com nossos erros, e o radicalismo, acredito, é um erro.

  80. Rodrigo Pnt disse:

    Nossa, como rendeu comentários esse assunto. Sabe, eu fiquei dois meses sem carne e caí em um erro terrível comecei a julgar os que comiam, até aqui no site postei comentários fanáticos, por isso peço perdão, eu errei. Depois que li Fisiologia da Alma, de Ramatis, senti nojo de carne, aí é que me veio a grande surpresa, comecei a ter crises de abstinência, tonturas, dores de cabeça constantes e terríveis desarranjos intestinais, o que fazer? Resolvi pelo conselho de familiares adicionar pequenas porções de carne a algumas refeições, rss sinto muito, mas aprendi a compreender melhor as pessoas após isso, talvez a fisiologia do meu perispírito não esteja preparada para o vegetarianismo ainda, mas não desisti, apenas adiei um pouco minha decisão até que meu corpo vá se habituando aos poucos com a alimentação sem carnes.

  81. Morel Felipe Wilkon disse:

    Antonio, somos animais apenas no que diz respeito ao corpo. Somos espíritos imortais que se servem de uma roupagem animal para interagir na matéria. Esses criminosos todos que você citou são espíritos num estágio ainda muito inferior de evolução. Já passamos por isso, provavelmente. Se cada pessoa que se alimenta de carne fosse um filho do demônio, como você insinua, como nos relacionaríamos com familiares, amigos, colegas que comem carne? Veja o que você afirmou: “Senti firmeza naquela mulher que criticou o autor da matéria quando ele disse que deixar de comer carne é apenas uma atitude pequena perante a atitude de deixar de ter raiva de alguém.” Esses criminosos a que você se referiu são os que não deixaram de sentir raiva…

  82. ANTONIO AMORIM disse:

    Esses comentários fizeram-me lembrar de vários pontos, tipo: cientistas após pesquisas concluíram que o sangue B predomina em um povo mais evoluído e inteligente, inclusive nos vegetarianos e nas pessoas de sucesso em todo o mundo, enquanto outro determinado tipo de sangue teve origem nos homens das cavernas, e hoje, predomina em um povo menos inteligente, provavelmente a tendência desse povo seja ter hábitos menos inteligentes. Concordo com muitas opiniões aqui citadas, tais: Como pode um defensor, amante dos animais, ter sempre um animal abatido, um defunto em suas refeições? Super contraditório, né!? O que é pior, um copo de cerveja ou sangue lavado e carne temperada na mesa, após facadas, machadadas no crânio? Isso é obra de um filho de Deus ou filho do demônio? Deus que é vida, justiça, será que realmente é conivente com matanças praticadas por aquele que se diz humano, ou está mais pra desumano? Senti firmeza naquela mulher que criticou o autor da matéria quando ele disse que deixar de comer carne é apenas uma atitude pequena perante a atitude de deixar de ter raiva de alguém. Pergunta: O animal que te ataca mesmo de barriga cheia, o animal que te rouba mesmo não precisando, o animal que faz você cercar sua casa de grades, o animal que faz uso indevido da bíblia, o animal que sorri escondendo a falsidade, o animal que estupra, o animal que difama, o animal que carrega a calúnia, que comete atrocidades, e no final diz que é a imagem, semelhança do Senhor, esse animal perigoso não é a vaca, não é o carneiro, não é o porco, não é outros animais, esse animal perigoso, falso e mentiroso, chama-se homem, se é que assim pode ser chamado.

  83. Morel Felipe Wilkon disse:

    Respeito a sua opinião, Renata. Concordo que a questão de não comer carne não é um ato religioso, nunca pensei assim. Mas deixar de comer carne á apenas um entre tantos atos éticos e morais que devemos praticar. Não sei se a carne torna as pessoas agressivas, não consigo avaliar a mim mesmo antes e depois de deixar a alimentação carnívora. Mas conheço vegetarianos muito agressivos; não me parece que a agressividade esteja vinculada à alimentação em si, talvez à conscientização que leva algumas pessoas a deixar de comer carne. Servindo-me das suas palavras, “Não se pode misturar o ato de comer com o ato de ser!”
    Não acho que este artigo seja superficial. Gosto dele. Escrevi num momento de absoluta franqueza. Se meu ponto de vista não lhe agrada, sinto muito. Fique com Deus.

  84. Renata disse:

    Essa frase vai contra tudo: “É um milhão de vezes mais importante e meritório um carnívoro paciente e humilde do que um vegetariano como eu. É um milhão de vezes mais importante e meritório um carnívoro solícito, prestativo, compreensivo, de boa vontade, do que um vegetariano como eu.”
    A carne torna as pessoas mais agressivas, e não é verdade que parar de comer carne não te transforma de alguma forma. Seu texto está meio superficial.
    Não comer carne não é um ato religioso e sim um ato Ético e Moral. Sem ética e moral não pode haver um ser humano bom.
    Não se pode misturar o ato de comer com o ato de ser!

  85. Morel Felipe Wilkon disse:

    Karla, cada um sabe das suas necessidades. Eu me sinto fisicamente melhor depois de ter abandonado o uso da carne na alimentação. Na verdade, a maior diferença que senti foi em relação aos laticínios. Noto que desde que desde que parei de comer carne sinto fome com mais frequência. Pratico exercícios físicos mais intensos e em menos tempo. Não sinto falta alguma, nem em relação à massa muscular, motivo de queixa para muitos.
    Acredito que o pensamento seja determinante. Se acreditamos que realmente não precisamos mais de carne, nosso corpo físico se adapta. Tentei abandonar o uso de qualquer produto de origem animal, qualquer alimento que contenha, por exemplo, ovos ou leite entre os seus ingredientes, mas me permito abrir exceções. Tudo caminha de acordo com o que realmente acreditamos. Acho que se a pessoa sente necessidade de comer carne por motivos físicos, deve respeitar essa necessidade, ou o corpo se ressentirá. O que muitas pessoas que deixam de comer carne não percebem é que a alimentação, daí pra frente, requer mais cuidados. Alimentos integrais, muitos grãos e fontes protéicas devem fazer parte do cardápio diário.
    Meu e-mail consta no site e está à disposição: morelfw@yahoo.com.br

  86. Karla disse:

    Olá Morel, muito prazer!
    Hoje conheci seu site e tenho gostado muito, parabéns!
    Parei de comer carne (boi, vaca, porco) há 12 anos. Frango e peixe como. Porém há exatamente 1 semana tive que voltar a comer devido a questões de saúde. A minha cabeça pensa de uma forma mas meu corpo material, nesse estágio espiritual, ainda pede. Há um conflito. Lembro quando parei de comer, falei: “-Hoje será a última vez que comerei!”. E assim foi.
    Desabafei… rsrs… e se puder me orientar, agradeço. E se houver algum e-mail para troca de ideias sem ser como comentários por aqui, me envie por favor. Obrigada

  87. Morel Felipe Wilkon disse:

    Muito obrigado pela colaboração, Amiga espírita.

  88. Amiga espírita disse:

    Olá Morel,
    Gosto muito de seus artigos.
    Sobre a carne, me apoio no pensamento de André Luiz e Ramatis: Quando comemos carne estamos destruindo cruelmente o nossos IRMÃOS MENORES (como dizia São Francisco de Assis). Não podemos esquecer que o princípio espiritual que hoje tornou-se ESPÍRITO em nós, num passado esquecido já esteve no reino animal… os animais são literalmente nossos irmãos espirituais em evolução. POR FAVOR, AMIGOS DO SITE, NÃO CONFUDAM esse pensamento com as doutrinas que pregam a reencarnação de gente em bicho e vice-versa, oK? Mas logicamente não podemos impor nosso ponto de vista aos outros. Tudo chegará ao seu turno. Com esses esclarecimentos e o aumento gradativo do nº de vegetarianos ou daqueles que apenas estão reduzindo o consumo de carne, aos poucos o nosso planta melhorará.
    Ramatis (é espiritualista, leio e gosto muito) afirma que num futuro mais ou menos distante lembraremos da humanidade carnívora com o mesmo estranhamento com que pensamos hoje nas tribos canibais. Tipo: Como isso pôde existir um dia? Ainda bem que acabou hehehe
    Muita paz para você e os amigos visitantes desta página.

  89. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado pela participação, Rogerio. Essa comparação é muito utilizada e seu fundamento é válido, mas é preciso considerar que Hitler não poderia ser considerado vegetariano, já que, eventualmente, consumia derivados de carne, inclusive como medicamentos.

  90. Estava navegando pela internet, buscando um lugar para acalmar meu ser, pois apesar de ser espírita, muita vezes nos deixamos levar pela vida, por caminhos muito diferentes daquilo que acreditamos.
    Morel, muito obrigado pela sua sensatez e pelo espaço para podermos trocar ideias.
    Não podemos esquecer que o nosso Chico comia carne mas Hitler era vegetariano.
    Muita luz para todos nós.

  91. Morel Felipe Wilkon disse:

    Leila, percebo que este ponto de vista vem ganhando terreno, mesmo que vagarosamente. Obrigado pelo comentário.

  92. Leila Medeiros disse:

    Caro Morel, achei muito bacana a sua reflexão. Quando penso que nossos irmãos inferiores são seres que, como nós, vieram de um pai e de uma mãe, que sofrem e sentem dor, vejo que temos todos os motivos do mundo para deixar de comer sua carne e de consumir produtos de empresas que neles realizam testes terrivelmente cruéis. Certamente um grande passo na direção do progresso. Afinal de contas, esse tipo de prática não tem lugar nos mundos de regeneração.

  93. Morel Felipe Wilkon disse:

    Sim, Carlos, esse é um enfoque (alterações biogenéticas) que merece ser levado em consideração. Obrigado pela participação.

  94. Carlos Valente disse:

    Parabéns pelo texto. Sua sinceridade, racionalidade, lucidez e entendimento do que a Doutrina Espírita espera dos espíritas, esclarece e direciona o movimento.
    A espiritualização do ser naturalmente nos afastará de hábitos, digamos, mais pesados. A própria biogênese se altera pelas mudanças conquistadas pelo espírito, projetadas ao corpo, pelo perispírito menos embrutecido.

  95. Morel Felipe Wilkon disse:

    Jessica, um dia a humanidade vai parar de comer carne. Um dia a prática de se alimentar da carne de animais será uma lembrança lendária. Mas isso está longe, e nós dois sabemos que há coisas mais urgentes para serem eliminadas…
    Obrigado pela participação, Jessica.

  96. Jess disse:

    Sinceramente, eu sou vegetariana e já li e estudei muito sobre vegetarian/vegan e sobre todos os outros transtornos que comer carne causa ao organismo e ao mundo. E concordo com sua ideia, não sou melhor que ninguém e nunca vou chatear alguém para parar de comer carne. Cada um tem o seu tempo de entender as coisas e nem sempre “água mole em pedra dura bate até que fura.” Todos tem seu tempo e concordo contigo. Talvez no momento do desencarne, essa situação vegetariana que vivo neste vida, me favoreça.

  97. Simone disse:

    Caro Morel,

    Esse artigo espelha exatamente o que penso a respeito. Agradeço imensamente sua colocação.

  98. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado pela participação, Silvia.

  99. silvia figueiro poitine disse:

    Tô aqui sem palavras, acabo de ler este artigo em que parece ser escrito por mim, heehehe…
    Muitas são as religiões que impõem regras, como nao poder comer isso ou aquilo, mas penso que Deus não se importa com o que ingerimos e sim com os nossos atos, pensamentos…
    Tambem detesto pessoas radicais, são cegas acima de tudo.
    Um abraço.

  100. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado, Hiago. Mas não há mérito algum. É fácil opinar quando não nos achamos donos da verdade.

  101. Hiago Freitas disse:

    É digno de nota como você consegue expressar sua opinião inteiramente pessoal sobre um tema tão polêmico de forma 100% racional e coerente. Parabéns, continue escrevendo sempre que possível para todos nós, leitores deste produtivo site!

  102. Morel Felipe Wilkon disse:

    Muito obrigado pela contribuição, Cecília. Realmente, quando se toca neste assunto no centro espírita, nota-se “manifestações acaloradas”. Acredito que os que reagem acaloradamente são os que já perceberam que permanecem comendo carne por opção. E isso, inconscientemente, os faz defender seu hábito com vivacidade. Mas é bom perceber que, pouco a pouco, o tema vai se infiltrando nos meios pensantes.
    Fique com Deus!

  103. Na última segunda-feira, participando de estudos do evangelho, em certo momento levantei a questão do homem que se diz dotado de racionalidade e livre arbítrio ainda não ter em sua consciência, refletindo sobre a questão de ingerir carne muito mais pelo prazer e pelo vício do paladar do que pela preocupação da necessidade alimentar que ela possa suprir. Fiquei boquiaberta com as manifestações acaloradas que tal comentário suscitou.
    Desde comentários de “quebra da cadeia alimentar” em prejuízo do ecossistema, até a preocupação com uma questão comezinha, se tínhamos questões outras tão mais importantes acerca da espiritualidade a serem tratadas, tal como o orgulho, a vaidade, a intolerância e tantas outras… fato é que nem eu mesma sei o porquê de ter feito tal comentário. Talvez a espiritualidade amiga da casa tenha colocado-me como sua interlocutora na tentativa de perceber a reação dos ali presentes em torno de uma questão tão insignificante como todos ali, cada um a seu modo argumentou. O que ficou-me claro é de como nós seres humanos diante de nossa reconstrução íntima balançamos quando somos desacomodados em conceitos que para nós encontram-se cristalizados de forma a tentarmos com todas as nossas armas defendê-los contra qualquer mudança. Ao sair dali, vim para casa, certamente que o meu inconsciente deve ter travado duelos. Isso certamente foi o que levou-me a encontrar esta página, e que lendo-a, ratificou tudo o que eu pensava sobre tal assunto numa exposição lúcida e imparcial, jamais superficial, apenas dotada do bom senso daqueles que com sabedoria sabem fazer uso do seu livre arbítrio sem tomar partido ou ferir uma única opinião. À medida que vamos nos esclarecendo através da doutrina espírita vamos naturalmente subindo pequenos degraus e percebendo coisas que antes não nos faziam sentido, talvez a polêmica questão: deixar de comer carne, ou no meu caso ter-me conscientizado de tal assunto, já seja um pequeno avanço para as questões maiores – todas as que você tão bem enumerou e que também fazem parte do meu cotidiano, pois ainda não as venci, porém estou combatendo-as dia-a-dia.
    PARABÉNS, pela coragem de suas palavras.

  104. Morel Felipe Wilkon disse:

    Não acho que esteja errada, Danielle. Na verdade, sabemos muito pouco para julgar tudo como certo ou errado. Mas é uma boa decisão.

  105. Danielle Dias disse:

    Muito bom o seu texto. Sou espírita e não comia carne com muita frequência e, quando experimentava, sempre me sentia mal. De algumas semanas pra cá, resolvi parar de vez, mas não por uma questão de amor aos animais. Foi por amor a mim mesma. Será que estou errada? Bom, enfim, é uma grande mudança mas estou muito feliz com a decisão.

  106. Morel Felipe Wilkon disse:

    Ronaldo, dizer a um menino que tem bicho papão na esquina não é informação, é mentira. Mas se o pai ou mãe não quer que o menino vá para a esquina eles devem ter seus motivos para isso. A esquina oferece algum perigo pro menino inexperiente. É melhor, então, explicar ao menino que na esquina passam automóveis em alta velocidade e que tem um cachorro solto que morde. Espiritismo é ciência, e como tal, informa. Você vê nessas informações conotações de medo. Eu não. Lá nos primórdios do cristianismo o apóstolo Paulo já dizia: “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém.” Nada é proibido. Tudo tem seu preço. Você tem medo disso? Eu não tenho. Ronaldo, na verdade o Espiritismo nem dá muita ênfase a isso. O que eu exponho aqui é minha opinião. Dentro de uma visão espírita, mas minha opinião. Você não precisa concordar com ela. Se a sua lhe satisfaz, ótimo. Essa é a beleza de sermos seres únicos, individuais.
    Obrigado pela participação, Ronaldo.

  107. Ronaldo disse:

    Meu amigo, hoje é que eu fui ler a resposta que você me deu. Você disse que o espiritismo não condena nada. Esse é um erro que os espíritas cometem, ou seja, dizer que o espiritismo não condena nada. Pois, na minha opinião, condena, sim. Condena subjetivamente, implicitamente. Quem é que vai fumar ou continuar fumando sabendo que pode ficar obsidiado por espíritos trevosos ou que na próxima encarnação virá com problemas no pulmão? Quem é que vai ingerir bebida alcoólica sabendo que terá suas energias sugadas pelos trevosos e que poderá virar um alcoólatra induzido por tais espíritos? Qual é a mocinha que vai querer ir ao motel com o seu namorado sabendo que ficará obsidiada, pois o motel é um antro de energia negativa e de espíritos ávidos por sexo? O espiritismo põe medo nas pessoas com obsessões, umbral, reencarnações penosas, etc. e depois diz que não condena nada. Ora! Isso e condenar é a mesma coisa. Você ainda não reparou que os espíritas “evoluem” na base do medo? Mas isso não é evolução. Isso é uma falsa evolução. Eu não quero evoluir pelo medo. Isso é um absurdo que as religiões fazem com os seguidores. E o espiritismo não foge à regra. Eu jamais diria a uma pessoa para deixar de fumar ou de beber, pelos motivos apresentados pelo espiritismo. Qual é a diferença entre proibir um menino de cinco anos de ir até a esquina e de dizer a ele para não ir à esquina, pois lá tem um bicho-papão? O efeito é o mesmo. Ele não irá com qualquer um dos dois argumentos. O espiritismo não precisa proibir nada, basta assustar como ele bem sabe.

  108. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado, Grasieli. Somos todos aprendizes.

  109. Grasieli disse:

    Olá Morel,
    Concluo tudo que li, utilizando uma frase de seu artigo: “Como é terrível o radicalismo! Quando alguém pensa que a verdade está só com ela, quando alguém se nega a analisar qualquer questão sob outro ângulo, toda a boa intenção dessa pessoa vai por água abaixo, todo seu esforço em melhorar-se fica enclausurado nas grades do seu ego.”
    Que possamos respeitar a forma de pensar do outro, mas sem nunca se achar o dono da verdade, afinal quem somos nós para querer ter certezas ou verdades absolutas. Sinto que ainda tenham pessoas “enclausuradas nas grades do seu ego”. Gosto muito de seus artigos, pois você sabe se expressar respeitando as outras pessoas e sempre consciente de que também é apenas um ser humano.

  110. Morel Felipe Wilkon disse:

    Também não entendo, Jessica. As pessoas se apegam demais aos seus pontos de vista. Obrigado, Jessica!

  111. Jessica disse:

    Sábio! Sou vegetariana por amor aos animais, e achei seu posicionamento claro e racional! Ainda não entendo como esse tipo de assunto gera tanta controvérsia… Cada um sabe de si e os degraus a subir para elevação espiritual são natos, não fazemos de caso pensado! ;)
    Abraços!

  112. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado pelo acréscimo ao debate, Núbia. Parabéns pela sensatez.

  113. Núbia disse:

    Boa noite amigo.
    Aprecio seu modo de pensar. Sou vegetariana há um ano e estudo o espiritismo há pouco tempo também. Os seus comentários me fizeram lembrar de pontos importantes que todos nós vegetarianos devemos tomar cuidado para não achar que este estilo de vida nos torna melhores ou em escala superior àquele que ainda come carne. O vegetarianismo para mim hoje é algo bastante natural, mas entendo que não são todos ainda que são capazes de entendê-lo em sua plenitude. O corpo necessita de algumas substâncias essenciais para se manter saudável, porém, assim como nem todas as pessoas são iguais, o corpo e as substâncias capazes de mantê-los também variam de acordo com cada um. O vegetarianismo é ao meu ver, um passo muitíssimo importante para todos nós que nos esforçamos em evoluir, porém é preciso muito mais que isso, o amor em suma, é a substância da vida, e se soubermos nos nutrir com ele todos os dias, saberemos esse ou aquele caminho que devemos seguir.

  114. Morel Felipe Wilkon disse:

    Estamos empatados, Ana Paula. Tenho me esforçado todos os dias para dar mais alguns passos, mesmo que pequenos… Obrigado por participar!

  115. Ana Paula disse:

    Acabei de ler seu texto e me fez ver que acabei fazendo como você: nasci “carnívora” apesar de não comer muito e sempre me incomodar o fato de seres vivos terem morrido; quando criança minhas queridas amigas eram as galinhas e galos; minha família era espírita e como via que era difícil corrigir meus defeitos pelo menos eu faria algo que eu conseguiria para melhorar um pouco pelo menos o destino de outros seres.
    Vejo que eu não sou uma pessoa evoluída por isto porque sou ainda egoísta, impaciente, orgulhosa e sinto raiva em muitas situações, mas pelo menos não me sinto culpada em causar a morte dos animais.

  116. Morel Felipe Wilkon disse:

    Adriana, as plantas são seres vivos, sim. Mas não têm sistema nervoso, não sentem dor, não têm nenhum grau de consciência. Quanto ao fato de todos terem espírito: espírito é consciência. Você acha que um mosquito tem consciência?
    Quanto à questão da alimentação, acho preferível não se alimentar de produtos de origem animal. Mas entendo que há coisas mais urgentes para nos ocuparmos. Obrigado pelo comentário.

  117. Adriana Ramires disse:

    Olá. Gosto de ler seu ponto de vista sobre tudo! Eu não como carne porque não gosto! E às vezes até uso a desculpa de ter pena do boi, que acho que deveria, mas no fundo não penso nela como animal vivo, como muitos de nós devemos fazer. Não sou vegetariana, porque como nuggets e derivados da carne, como leite, queijo etc…
    Mas só pra saber, as plantas também não são vivas? Um dia li que tudo que tem vida, tem espírito, como vermes, mosquitos e plantas!
    E aí? O que fazer nessas situações?

  118. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado, Duarte; um abraço em você!

  119. duarte disse:

    Amigo, parabéns, pelo pouco que li gostei muito dos seus comentários, gosto do kardecismo, também já comi muita carne, porém parei por achar que não devo me alimentar da morte e sofrimento dos animais, gostei da sua posição a respeito da verdade de cada um.
    um abraço
    Duarte.

  120. Morel Felipe Wilkon disse:

    Ótimo exemplo, Janice. Obrigado pela participação e um abraço em você também.

  121. Janice disse:

    Parabéns! Um artigo nunca contempla mesmo todas as perspectivas sobre um assunto. Infelizmente, alguns não sabem disso. Tema muito bem focado e disse o que tinha de dizer: melhor ser uma Madre Tereza de Calcutá carnívora que um Hitler vegetariano, rs.
    Boa sorte. Continuemos tentando… Abraços.

  122. Morel Felipe Wilkon disse:

    Você foi perfeitamente clara, Fernanda; e nossos posicionamentos sobre o tema são bastante semelhantes. É claro que considero o vegetarianismo um passo na evolução. Pra mim, particularmente, é muito importante. Só acho lamentável que muitas pessoas que se tornam vegetarianas se julguem superiores por isso. Há mudanças mais urgentes e bem nenos fáceis de se colocar em prática. Obrigado pelo carinho, Fernanda. Que Deus nos ilumine sempre!

  123. Fernanda disse:

    Morel, acho muito interessante tudo o que você escreve, principalmente pelo seu jeito simples, e por você não se importar com críticas e ser uma pessoa paciente, pelo que observei rsrs…
    Assim como você, também sou vegetariana, e acredito que de certa forma nos faz evoluir sim, porque passamos a olhar a vida de outro ângulo, e deixamos de ser tão egoístas, achando que só nós, seres humanos, temos direito a vida!
    claro que ser vegetariano é algo pequeno comparado com o tanto que temos que evoluir, porém isso não significa que seja menos importante, acredito que tudo tem seu tempo, só porque somos vegetarianos não significa que devemos nos considerar melhores ou obrigar a todos a pensar da mesma forma, afinal, cada um tem suas verdades. Não sei se consegui ser clara em minhas palavras rsrs.
    Agradeço pelas matérias, pois me foram úteis
    Beijos e fique com deus!

  124. Morel Felipe Wilkon disse:

    Viviane, acho que você leu muito apressadamente, não captou meu pensamento. Certamente vou seguir seu conselho, estudar mais. Apenas lembro que este mandamento de Deus é do antigo testamento, das tábuas da Lei de Moisés, lembra? O mesmo Moisés a que é atribuída a autoria do Pentateuco, incluindo os livros de Números e Deuteronômio, onde esse mesmo Deus que entregou as tábuas da Lei a Moisés especifica, em centenas de páginas, como deveriam ser feitos os sacrifícios de animais para ele, Deus…
    Eu não tiro a vida de animais, Viviane. Eu não como carne. Mas nem todos estão preparados psicologicamente e fisiologicamente para deixar de comer carne. Há inúmeras pessoas infinitamente superiores a mim que se alimentam de carne. Os grandes nomes da humanidade, que se destacaram por sua bondade e pela prática da caridade, não ficaram famosos por serem vegetarianos. Deixar de comer carne é apenas um passo. Só isso.
    Sei dos horrores dos matadouros, do sofrimento dos criadouros de animais. é horripilante e vergonhoso. Obrigado pelo comentário, Viviane.

  125. Viviane disse:

    Então tirar a vida de animais inocentes é menos cruel do que ser uma pessoa egoísta, impaciente…?
    Saiba que se você tirar a vida de um animal você estará sendo o egoísmo em pessoa. Você acha justo matar para satisfazer desejos do próprio estômago? Sem se importar com o sofrimento alheio?
    Ah já sei… os animais não tem crescimento moral como nós, não pensam, então está tudo justificado. Que moral esta humanidade está tendo, que exemplo de moral e ética será isso?? De amor nem se fala…
    Deus disse: “Não matarás!” Quando ele disse isso ele se refere a todos, ele não especificou com um asterisco em baixo (a menos que tenha 4 patas).
    Só peço a Deus que me dê tolerancia e piedade a nossa humanidade inconsciente!!!
    A você que escreveu essa matéria, estude mais… aprenda a olhar o outro lado das coisas… faça o exercício da empatia… Que Deus o abençoe no seu despertar!

  126. Morel Felipe Wilkon disse:

    Ronaldo, é claro que sou condescendente com os que se alimentam de carne. Eu me alimentei de carne durante muito tempo. Não tenho moral para ditar o que é certo e o que é errado. Minha única intenção é fazer refletir. E com esse intento colho resultados compensadores, como o seu comentário, por exemplo. Respeito e admiro o seu ponto de vista. Mas é o SEU ponto de vista. Nós dois estamos de acordo quanto à intenção de nos livrarmos dos erros grandes e dos erros pequenos. Cada vez que passo por um morador de rua, deitado na calçada, sujo, abandonado, sei que cometo um erro ao não perguntar a ele se ele precisa de alguma coisa, se eu posso ajudá-lo em algo. Eu ainda não consigo vencer esse erro da indiferença pelo meu semelhante. Esse é um erro grande. Comer carne é um erro menor que esse. Essa é a minha opinião.
    Ronaldo, o espiritismo não condena nada. O espiritismo não condena cigarro e bebida alcoólica. O espiritismo ensina que o progresso é individual, a conscientização não é imposta. Obrigado pela participação, Ronaldo.

  127. Ronaldo disse:

    Eu acho que a gente tem que se livrar, ao máximo, dos erros, sejam eles grandes ou pequenos. Para mim, comer carne é um erro. Sei que não é para muitos, ou melhor, para a maioria, mas esse erro eu não carrego mais através da eternidade. Ainda carrego outros. Mas consegui me livrar desse erro. Graças a Deus! Acho que tudo é uma questão de conscientização e educação. Como que a alimentação carnívora vai ser “combatida” nos Centros Espíritas se 95% dos espíritas comem carne? Os espíritas não conseguem ver a alimentação carnívora como um erro, porque a sociedade, como um todo, não condena esse tipo de alimentação, ou seja, esse tipo de erro. É fácil para os espíritas condenarem o cigarro e a bebida alcoólica, por exemplo, pois a sociedade condena também. Eu gostei do seu artigo, mas acho que você foi muito condescendente com os carnívoros. É preciso deixar claro (e não amenizar a retórica para não ferir susceptibilidades) que a alimentação carnívora é um erro, sim. E quem quiser entender e pôr em prática, ótimo. Muito obrigado!

  128. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obedes, acredito que as casas espíritas não debatem este assunto para não desviar o foco dos temas ligados mais visivelmente à espiritualidade. Por gerar muita controvérsia, qualquer discussão em torno do tema é longa, exaustiva. As vezes em que assisti a comentários sobre vegetarianismo foram suficientes pra perceber que ainda é cedo pra um debate mais aprofundado. Mas acho que nos próximos anos a tendência é haver uma gradual abertura. Um abraço.

  129. obedes malta disse:

    Caro Morel ,

    Parabéns pelo artigo, este assunto deveria ser mais debatido nas casas espíritas, infelizmente hoje como a grande maioria de nossos irmãos de ideal ainda não aboliu este hábito (carnívoro), existe uma certa “perseguição” aos que por qualquer que seja o motivo se abstém de se alimentar de seus irmãos inferiores.

    Deixei a dieta carnívora há 3 anos; como você disse, sei que não me tornei um iluminado por isso, mas tenho certeza que colaboro para que pelo menos este assunto seja debatido entre meus irmãos de ideal.

    Embora minha decissão seja muito mais filosófica do que religiosa, os defensores se apegam apenas à parte religiosa, citando a questão 723 do LE e as passagens bíblicas.

    Confesso que fico triste, pois acredito que até tentaram seguir uma dieta vegetariana, porém sucumbiram às facilidades, pois não é nada fácil ser vegetariano numa sociedade em que quase tudo que se come vem acompanhado de carne, você se torna quase um anti-social e muitas vezes cobrado a ter uma santidade e passaria por despercebido caso fosse uma pessoa “normal”

    Um grande abraço

  130. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado pela participação, Renata, e parabéns pela sua opção.

  131. Renata Cheferrino disse:

    Amigos, adorei ler tudo que expuseram aí acima, nossa, muito bem explicado. Meu marido e eu somos veganos, foi a melhor opção que fizemos em nossas vidas. Não há outra saída possível, o sofrimento animal é hediondo, todas as práticas cruéis às quais são diariamente submetidos são inimagináveis pela grande maioria das pessoas. Quando você se depara com a realidade do Holocausto Animal atual, não tem mas… mas… nem dá para se definir qual das práticas é mais cruel. Dor e sofrimento é uma coisa só, é dor e sofrimento atroz. Torne-se vegano imediatamente. Esta é a única opção. Grande abraço fraterno aos irmãos Morel Felipe e Bruno, Deus abençoe e proteja.

  132. Morel Felipe Wilkon disse:

    Ana Maria, eu valorizo muito o Forum Espírita, acho que é muito útil quando se quer ouvir mais de uma opinião. Aqui, por exemplo, você lê a minha opinião. Você é uma pessoa esclarecida e saberá discernir o que lhe convém ou não. Mas há pessoas que acatam minha opinião como se fosse verdade absoluta, ou como se eu tivesse a pretensão de estar sempre certo. Mas falando sobre o tema do artigo: Modismos passam, Ana Maria. Mas o que não irá passar é a imensa quantidade de informação que cada vez mais estará à nossa disposição. Se mais pessoas analisassem o fato de que se alimentam de animais mortos e que podem se alimentar de outra maneira, mais pessoas deixariam de comer carne. Obrigado!

  133. Ana Maria disse:

    Concordo com o que disse a respeito de algumas pessoas que postam no Forum Espírita. Muitas são radicais e pensam ser donas da verdade. Como isso me dá preguiça! Gente intransigente é pior do que burra! Nem consigo mais entrar lá e dar minha opinião, porque sinto que qualquer hora vou levar uma pedrada virtual. Enfim, falando sobre carne, em casa não consumo por questão de saúde, como mais é peixe e frango por causa de indicação médica. Tenho notado que algumas pessoas aderiram ao hábito de não consumir carne porque está na moda (muitas!) ou porque inconscientemente querem se eximir dos seus defeitos horrorosos. Algo como aquelas pessoas que têm mania de limpeza, que querem se livrar de uma “sujeira” inconsciente. Poucas são as pessoas que querem corrigir seus defeitos e aliar isso a uma alimentação de qualidade.

  134. Bruno disse:

    Eu é que agradeço a você a portunidade de acompanhar seu site.
    Quando tiverdes tempo de uma olhada nesta palestra do Dr. McDougall sobre os perigos do leite,queijo e laticínios. Tem legendas em português no youtube.
    http://www.youtube.com/watch?v=rotBYO1YRLA&playnext=1&list=PLCB074C09DBBEE092&feature=results_main

  135. Morel Felipe Wilkon disse:

    Parabéns pelos argumentos, Bruno. Muito bem colocados.

  136. Bruno disse:

    Entendi seu comentário mas o problema é que acontece os três no consumo de leite, mais o quarto, a tortura: aprisionamento, exploração, assassinato e tortura.
    Se utilizarmos a lógica, o que acontece com as vacas leiteiras é: escravidão, tortura e assassinato para a produção de leite, afinal após os 4-5 anos elas serão abatidas para o consumo de carne, estas não se “aposentam”. A tortura que é ouvir seu filho gritar por leite e não poder alimentá-lo, sendo que os novilhos machos serão usados para carne de vitela macia, sendo alimentados para serem anêmicos.
    Utilizando de sua analogia, a vaca leiteira seria como condenar um preso a trabalhos forçados e tortura todos os dias e no final serem abatidos (condenados à morte). O gado de corte é apenas alimentado, mas ainda sofre abusos não tão brutais quanto os da vaca para produção de leite. Novamente, levando em conta sua analogia, o que é menos cruel e mais meritório para aqueles que têm consciência de como é produzido seus alimentos, a abstenção da carne ou do leite?
    Aprisionamento, assassinato – Gado de Corte.
    Aprisionamento, escravidão, tortura, assassinato – Laticínios.
    Não tendo consciência de como é feito o leite, pois o que também é levado em conta é a intenção, como nos é ensinado no espiritismo, consideraria o consumo como menos cruel e mais meritório. Agora, a partir do momento em que você tem consciência dos abusos cometidos na produção dos laticínios, você é mais cruel e egoísta do que o carnívoro. Desculpe, mas não vejo no momento como isto não seja claro. Veja bem, concordo com seu artigo, de nada adianta se abster do leite e da carne e de produtos animais, se você não pratica a caridade. “A partir da constatação de que o ser mais fraco sofre por uma desnecessidade, o ato de causar tal sofrimento torna-se fútil e repugnante”.

  137. Morel Felipe Wilkon disse:

    Bruno, eu agradeço pelas informações, sei que são todas procedentes e estão muito bem expostas por você. A maioria das pessoas desconhece esses dados; divulgá-los é importante. De qualquer modo, mesmo se traçarmos um paralelo entre a vida de um ser humano e a vida de uma vaca, é preferível, a meu ver, o aprisionamento e a exploração ao assassinato. Qualquer condenado à prisão prefere estar preso do que ser condenado à pena de morte. Há pouco mais de um século tínhamos escravidão no Brasil. Quem nascesse com a pele escura estava condenado à escravidão. Mas a escravidão dos negros foi “menos pior” do que o extermínio dos índios. Morte é a condenação máxima de um ser. Por isso acho que é “menos pior” consumir leite e derivados de um animal preso do que comer a carne de um animal morto. É a minha opinião.

  138. Bruno disse:

    Eu venho levantar algumas dúvidas. Aqueles que se abstém de comer carne por razão da crueldade com os animais, o que seria mais cruel? Comer carne no almoço, ou tomar um copo de leite pela manhã, e nos sanduíches colocar queijo, e tomar sorvetes, iogurtes, e comer chocolates, enfim todos os produtos que utilizam leite de vaca?
    Uma vaca vive em média na natureza 20 anos, as vacas leiteiras são abatidas para virar “hambúrguer” por volta dos quatro anos e meio, quando há um declínio na sua produção e se torna mais economicamente viável substituí-la por outra. Elas são inseminadas todos os anos, pois só produzem leite para alimentar seus novilhos. É muita adrenalina e dor, pois a vaca escuta o seu bezerro chorar 24 horas por dia, já que o leite que seria do bezerro e é praticamente todo direcionado para o consumo humano. Seus novilhos quando machos são abatidos e alimentados da forma mais cruel possível para deixar a carne de vitela macia. São injetados hormônios para que ela produza até 40% mais leite do que o normal. O mais perigoso é o poderoso hormônio do CRESCIMENTO chamado IGF-1 (Insulin-like Growth Factor One – Fator de Crescimento similar à Insulina). A medicina já considera que o IGF-1 é um fator-chave no crescimento rápido e na proliferação dos cânceres de seio, próstata e cólon (intestino grosso), e suspeita-se que, provavelmente, pode promover TODOS os cânceres, entre eles os de estômago. Por quê esta explosão de câncer de mama entre as mulheres? O leite pode ser considerado “carne líquida”, pelo seu alto conteúdo de proteína. Na realidade, o excesso de proteínas pode, em conjunto com outras proteínas, provocar a perda de cálcio do corpo. Países que consomem dietas ricas em proteínas (carne, leite e laticínios) têm as taxas mais altas de osteoporose.
    O que me deixa pensando: às vezes pode ser mais saudável e menos cruel aquele que se abstém de laticínios do que o que deixa de comer carne. E quem porventura acusar algum carnívoro de crueldade contra os animais, mas continua se alimentando de laticínios pode ser considerado mais cruel e menos saudável do que aquele que se alimenta mais de carne.

    Obs: Postei para alertar, pois muita gente não considera o consumo de laticínios como uma prática cruel e perigosa. Se tiverem acesso ao documentário Fork Over Knives(não tem no youtube), terão a comprovação científica do perigo do consumo dos laticínios.

  139. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado pelo comentário, Andrea. Acho que o radicalismo, em qualquer área, é sintoma de primarismo. Ser vegetariano é uma escolha; meritória, a meu ver, mas apenas um passo em meio a milhares de outros mais difíceis e urgentes.

  140. Andrea disse:

    Olá!
    Achei muito interessante seu ponto de vista.
    Sempre digo que não podemos criticar quem come carne, pois tem muita gente que faz mais pelos animais e meio ambiente que come carne do que um vegetariano radical (que para mim pregar vegetarianismo é burrice), pois se realmente fala de salvar tinha que viver de luz, se for analisar onde ela dorme, uma cama de madeira, quantos seres vivos morrem para ele ter a sua cama, sem falar em produtos finais que dizem não ser testados em animais. Ser vegetariano é divino, mas ser vegetariano hipócrita não.

  141. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado, Nelson; sobretudo pela humildade. Mas lembro que não é o que comemos que nos faz maiores ou menores espiritualmete. Isso é só um passo. De qualquer modo, sempre é bom refletir sobre temas que nos fazem pensar.

  142. Nelson Granja disse:

    Sou um ser muito limitado espiritualmente. Ademais nunca passei fome, e portanto sou muito previlegiado em poder escolher o que vou comer, o que gosto mais etc. Isso me faz ser egoísta nos meus desejos e objetivos na vida. Mas vou meditar um pouco sobre o assunto para responder com mais convicção. Parabéns pela iniciativa.

  143. Morel Felipe Wilkon disse:

    Guilherme, acho muito interessante tua proposta e compartilho dos teus cuidados com a alimentação. Mas essa abordagem fugiria à proposta do site. A má alimentação é uma opção indivudual, que não atinge mais ninguém além de quem a pratica. O uso da carne na alimentação, além de ser preciso matar para comer, é hoje uma opção predatória pelo potencial poluidor e antieconômico que envolve esta escolha. Não tenho absolutamente nada contra quem come carne. Eu comi, e com muito prazer, durante bastante tempo. Mas a tua tese de que comer carne faz parte de nosso estágio evolutivo não se sustenta. Quem faz o teu estágio evolutivo és tu; quem faz o meu estágio evolutivo sou eu. Mudamos quando queremos mudar. Obrigado por participar, Guilherme.

  144. Guilherme Gutheil disse:

    Adorei seu post, amigo. Penso em me tornar vegetariano, no entanto eu penso: estamos vivendo no planeta Terra e de acordo com nossa evolução ainda somos seres que se alimentam de outros, entende? Claro, que quando nascermos em outros mundos, a alimentação será completamente diferente. Gostaria que comentasse e alertase sobre os químicos que consumimos diariamente como refrigerantes que causam osteoporose, cafeína que nos deixa o tempo todo em estado de alerta, e por aí vai. Penso que cafeína é tão maléfica quanto tabaco e álcool pois está também matando as pessoas. Coca cola causa doenças, destrói os ossos e deixa todos as crianças, jovens e adultos em estado de alerta. Fora o cafezinho de toda hora…

  145. Morel Felipe Wilkon disse:

    Concordo plenamente com você, Márcio. Numa acepção mais ampla o animal passa a ser nosso próximo. Eu venho me esforçando há bastante tempo pra incorporar e colocar em prática o mandamento de Cristo e a máxima de Kardec a que você se referiu. Venho fazendo alguns progressos, mas ainda muito incipientes. Como explico no artigo: se não estou apto a dar passos importantes e grandes, como estes que você citou com tanta propriedade, dei passos pequenos. Entre eles, abandonei o uso da carne na alimentação.

  146. Boa noite Morel, toda discussão que envolve a evolução espiritual é importante para a humanidade, porém não devemos nos esquecer que a evolução é individual e só de si, dos seus méritos, depende o indivíduo para progredir.
    Este assunto (comer carne ou não) me lembra a discussão de Paulo sobre a circuncisão dos cristãos. Não na importância global, ambiental, mas na imposição, no preconceito, na discriminação.
    Tenho para mim que o importante e essencial para nós espíritas é incorporar com todo nosso ser o mandamento de Cristo que diz para amarmos ao próximo como a nós mesmos e a máxima de Kardec que Fora da Caridade não há Salvação.
    Em minha modesta opinião, nossa função maior para evoluirmos espiritualmente se baseia somente nisso.

  147. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado pela participação, Priscila. Estamos de acordo; penso como você.

  148. Priscila disse:

    Obrigada por dividir a sua opinião e um pouco de sua vida conosco.

    Correto dizer que não devemos impor as nossas opiniões. Vamos fazer o que Jesus, nosso modelo e guia, fazia ensinar pelo exemplo. Não vamos usar de força ou radicalismo, pois estes instrumentos somente promovem mudanças superficiais e não permanentes.
    Vamos educar e não assustar como a maioria das religiões tem feito com a humanidade por milênios. No lugar de falar: não coma carne porque não pode, não é Espírita, falemos dos nossos irmãos animais, de sua importância, da valorização da vida, dos avanços científicos, opções de nutrição etc.
    Claro que a alimentação carnívora será vista como algo primitivo no futuro, mas como todas as mudanças culturais (conscienciais) levam algum tempo para serem aceitas e entendidas por todos, tenhamos paciência. Muitos até pouco tempo defendiam a idéia de escravidão como algo natural, pois se acreditava que algumas raças eram inferiores as outras e isso dava o direito aos considerados “superiores” de sub-julgar, torturar e matar outros seres humanos.
    Espíritas, temos o dever de exercitar benevolência, indulgencia e perdão sempre.

    “Espíritas: amai-vos, eis o primeiro mandamento; instruí-vos, eis o segundo”. Esta frase ditada pelo Espírito de Verdade, em Paris, 1960 (cap. VI, item 5 do Evangelho Segundo o Espiritismo*)

    Recomendo as palestras maravilhosas, que podem ser encontradas no youtube.com sobre o assunto da Dr. Irvenia Prada- pessoa muito qualificada.

  149. Morel Felipe Wilkon disse:

    Celeste, acho que tudo tem seu tempo. De nada adianta tentar esclarescer quem ainda não está pronto para entender. E nós evoluímos por partes. Há muitas pessoas com qualidades muito superiores às minhas e que comem carne. Mas chegaremos num momento em que isso será amplamente debatido e, mais tarde, combatido. Obrigado pela participação, Celeste.

  150. celeste gonçalves siqueira disse:

    Nasci vegetariana em uma família carnívora, portanto, trouxe comigo o repúdio por este ato de extrema crueldade. Me lembro das pessoas falando: Mas essa menina não come carne, por isso é tão fraquinha! Quando tentavam me empurrar goela abaixo um pedaço de carne, voltava de imediato goela afora… Tenho 59 anos, não prego nenhuma religião, sou um ser cheio de erros, como todos que habitam este planeta. Mas comer um ser vivo que sente dor, que vive em criadouros e de lá segue para abatedouros? Quanta crueldade! Sem falar dos laboratórios de pesquisas, sem comentários! Acho que está na hora deste assunto tomar proporções maiores, as pessoas que defendem essa causa terem mais espaço nos meios de comunicação (sei que eles são poderosos e que isso não interessa, mas a união faz a força!). Parabéns por nos dar a possibilidade de debater este assunto, mas reafirmo que precisamos de mais divulgação. Um grande abraço.

  151. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado pelo comentário, Eliane. Eu confesso que não senti grande dificuldade para deixar a alimentação carnívora; difícil mesmo foi tomar a decisão. Mas encontro dificuldades em outras áreas, em outros aspectos da natureza humana. Não há no mundo duas pessoas iguais. Sempre há alguém um passo adiante ou um passo atrás em todos os setores da vida. Um abraço em você também!

  152. Eliane Vasconcelos disse:

    Como foram felizes as suas colocações. Já comi muita carne, hoje já consegui diminuir, como uma ou duas vezes na semana. Sinto realmente pena dos bichinhos que eu acho que em tempos passados eram necessários servirem como alimento, mas houve a evolução e quem já conseguiu superar o ato de “devorar” animais parabenizo. Mas, como aprendi dentro da doutrina que tudo tem seu tempo certo, estou quase chegando lá. Sei que vou conseguir, mas sem estresse e também não comparando quem se alimenta da carne ou não. Cada um tem seu tempo. Abraços e obrigada pelas palavras.

  153. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado pela participação, Maria Clara. Deixo o link do seu site. Um abraço. http://mariaclarablue.blogspot.com.br/

  154. Eu adorei o texto. Adorei conhecer o seu ponto de vista. Vou segui-lo no twitter, achei-o muito lúcido.
    Eu tento não comer carne há muito tempo, e quanto mais me aproximo dos animais (não racionais), mais tenho vontade de não comer nenhum tipo de carne. Mas ainda como, às vezes. É muito difícil mudar a cultura, costumes, uma indústria secular da sociedade como um todo, que é o consumo da carne. entendo, também, a necessidade de proteínas e a fonte que a carne oferece. Mas acredito, também, que hoje o homem parte para um outro nível de evolução. E, assim como o homem das cavernas precisava comer carne e se cobrir com peles de animais para sobreviver, nós já temos meios de suprir nossa dieta com outras fontes de proteínas, e usar outros materiais para nos vestirmos, sem recorrermos à indústria da morte.

    E é exatamente isso. Se formos pesquisar, não precisaremos ir longe para descobrir que, como quase tudo nesse mundo globalizado, o consumo da carne e derivados se tornou exatamente isso: UMA INDÚSTRIA. Animais não são caçados para consumo próprio, como fazem no reino animal uns aos outros, mas são “produzidos” em escalas industriais, sem o mínimo respeito à vida ou dignidade.TRATADOS APENAS COMO “PRODUTOS PARA CONSUMO”.

    E qualquer pessoa aqui que já tenha tido um gato, um cachorro, um peixe ou qualquer outro tipo de animal, sabe que eles possuem consciência, sentimentos de amor, e de dor (para não falarmos em espírito), e isso torna cada um uma individualidade senciente (“Senciência é a ´capacidade de sofrer ou sentir prazer ou felicidade´”).

    Então, se você não poderia comer um gato ou um cachorro que você cria, penso que eu também não conseguiria comer uma vaca ou galinha se eu a criasse e ela aprendesse a me amar, e eu a ela. Aliás, na índia eles não comem vacas, mas comem cachorros.

  155. Morel Felipe Wilkon disse:

    Marcia, agradeço muito sua manifestação. São experiências relatadas dessa forma que nos fazem pensar “com a cabeça do outro”. Isso se chama empatia, uma hora dessas escrevo sobre isso. Só o que eu tenho a reparar é que, diferente de você, que já manifestava desde cedo essa sensibilidade, eu cresci achando interessante ser “durão”, mesmo que muitas vezes tivesse que sufocar sentimentos. Fora isso, como gaúcho, tive uma forte influência tradicionalista, em que o churrasco é um misto de terapia e ritual. Mas chega um momento em que nós nos permitimos ser como somos de verdade. Chega o dia em que deixamos que o que há de bom e sensível se desenvolva. Quanto ao resto, estou totalmente de acordo contigo. Muito boa sua participação, Marcia. Um abraço.

  156. Marcia disse:

    Nossa, Felipe, fiquei surpresa pela repercussão de seu artigo. Olha, também quero opinar. Sabe, quando criança, vivendo na zona rural, em tempos em que a sobrevivência dependia quase unicamente da vida animal, ainda naquela fase de consciência de criança, já me apavorava o ato de ver assassinado um ser vivo, e por meios abomináveis que jamais aceitei. Sempre me vi no mesmo dilema que você, comia sim carne, mas algo em mim, no íntimo do meu ser me reprovava veementemente. Até que decidi tentar me abster do mesmo. A sensação é como você descreveu, alívio. Entendi que agindo de acordo com o que acreditamos é simplesmente maravilhoso. Contudo, concordo plenamente contigo, não porque não tenha opinião própria, mas, porque penso da mesma forma. A decisão de não se alimentar da morte de animais, não tem nada a ver com espiritualidade. Vegetarianos ou carnívoros, todos tem muito a aprender. Agora, meu amigo, duvido que uma pessoa sensibilizada seja capaz de matar a sangue frio um animal indefeso, e na minha humilde opinião, é aí que mora o xis da questão. A decisão de não mais ser responsável por tanto derramamento de sangue é simplesmente uma sensibilidade a mais, simples assim. Quanto a ser uma pessoa melhor, sabemos que há muito chão a ser percorrido, mas independente de comer carne ou não, se apiedar do sofrimento de um ser vivo é algo a mais, é enxergar um pouquinho mais além. Aí está o meu ponto de vista, meu amigo. Obrigado pela oportunidade de opinar nessa questão. Continue nos dando a chance de refletir e pensar sobre todas as questões que tem trazido a público, muito nos enriquece. Jesus te proteja…

  157. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado, Cristina. Entendo quando você diz que se viu em minhas palavras. Eu também não nasci espírita, eu também já fui fumante, eu também comia carne. E eu também não condeno, de forma alguma, que tem gostos, comportamentos e demais opções diferentes das minhas. Não somos donos da verdade, né? Um abraço em você. E comente quando discordar também; é sempre bom analisar opiniões diferentes.

  158. Cristina disse:

    Bem sempre comi carne, aliás adorava um churrasco, no entanto amava os animais, nunca tinha pensado a respeito. Um dia comecei a pensar e resolvi não comer mais, não me sinto bem comendo, mas não acuso ninguém por fazê-lo. Tudo tem seu tempo, não era espírita, agora sou, era fumante e não sou mais há 8 anos, comia carne e não como mais, (um dia deixarei de ser impaciente e egoísta, luto todos os dias também), isso é o livre arbítrio de Deus e se Ele ama a todos como são, quem sou eu pra não amar também!
    Amei o que você escreveu, simples e objetivo, consegui me ver em suas palavras.
    Obrigada e um abraço fraterno!

  159. Morel Felipe Wilkon disse:

    Jane, obrigado pelo comentário. Você está convidada a se manifestar neste espaço não só quando concordar comigo, mas quando discordar também. Mas não deixa de ser gratificante quando temos nosso ponto de vista plenamente compreendido. A comunicação é uma arte difícil, e quando alguém entende perfeitamente o que pretendemos expôr, independente de concordar ou não, é muito bom. Você ampliou a abordagem que eu fiz, ficou muito esclarecedor. Um abraço, Jane.

  160. Jane disse:

    Bem, eu achei perfeitas suas colocações, é isso mesmo, todos nascemos numa cultura que come carne e vamos decidindo ou percebendo que não é necessário comer carne para viver. Cada um a seu tempo!!! Tivemos o nosso, não é? Por que o outro não pode ter o dele? Agora acho que a carne alimenta a carne vai de interpretação tambem. André Luiz e Emannuel não recomendam que se coma carne e pelo que sei da minha vida espírita é o que você expôs, você é um animal carnívoro mas não necessariamente, ou seja, você não será condenado por se alimentar de carne, mas será bom não se alimentar dela. Por motivos diversos, inclusive muitos que você expôs ali. Essa decisão vem de um pouco de discernimento, escolha, humildade, enfim, você não avançou um degrau mas tomou uma decisão que pode trazer uma série de outras que venham fazer você avançar um degrau. Você certamente nao é melhor do que ninguém mas já tem um passinho a mais para vir a se tornar melhor, ou não. Depende do que você faça com isso. Como você disse, a prepotência, o radicalismo, a falta de compreensão ao olhar do outro é um veneno tão grande quanto se alimentar de carne. Depende do coração, do olhar, do comportamento, enfim. Você está de parabéns, amei seu texto e concordo plenamente com o que diz.

  161. Morel Felipe Wilkon disse:

    Paulo Emilio, boa noite. Devo esclarecer que não sou a pessoa mais indicada para discorrer sobre os benefícios da dieta vegetariana. Parei de comer carne por questões morais, não por questões de saúde. Mesmo assim, posso afiançar que me sinto melhor, inclusive fisicamente, após ter abandonado o carnivorismo. Há inúmeras fontes de pesquisa na internet que podem ajudá-lo a um maior esclarecimento. Uma delas é o site http://www.vegetarianismo.com.br, bastante completo. Eu, de minha parte, como tudo menos carne. Meus únicos cuidados adicionais são em relação ao ferro a à vitamina B12. Estou abandonando laticínios e ovos, mas por enquanto é só um teste.
    Paulo Emílio, talvez fosse bom se você assistisse aos seguintes documentários, muito esclarecedores. Coloquei os links pra você: “A carne é fraca” e “Terráqueos“, ambos encontrados no youtube. Pelo lado espiritual, o livro “Fisiologia da Alma” de Ramatis, é muito instrutivo. Boa sorte, amigo.

  162. Paulo Emílio Simões disse:

    Prezado Irmão Morel Felipe, sou de Belo Horizonte onde frequento a Sociedade Espírita Henrique Vasconcelos, aqui no bairro Alípio de Melo, onde moro.
    Na verdade não sei do posicionamento espírita sobre o assunto, mas gostaria de me inteirar mais do vegetariano frente ao carnívoro, pois sou um dislipidêmico-hipertenso e a carne vermelha já me foi proibida, e necessito urgentemente de me adequar ao vegetarianismo, mas confesso que me faltam coragem e força para tal. Gostaria que você
    me enviasse tanto o benefício vegetariano frente ao malefício da carne, se é que existem. Grato,
    Paulo Emílio.

  163. Morel Felipe Wilkon disse:

    César, novamente você tem razão, e nesse caso específico eu devo desculpas. Realmente, o título dá esse entendimento. O que eu quiz dizer é que não sou uma voz oficial do espiritismo, apenas alguém que tem suas convicções pautadas pelo pensamento espírita e como tal expõe suas ideias. Já o comentário trazido por você traduz uma versão oficial do ensinamento espírita, pois você elencou fontes dignas de crédito e apresentou argumentos perfeitamente coerentes. Obrigado, amigo César.

  164. César Mendes Chaves disse:

    “Não foi minha intenção discutir o posicionamento do espiritismo a respeito do tema.”
    Certo, companheiro. Respeito e admiro seus conhecimentos cosmopolitas, porém, o título do artigo nos conduz ao pensamenro espírita, quando este sugere: “Espiritismo: comer carne ou ser vegetariano.” Parabenizo-lhe, portanto, pelo modo como recebe as críticas, e pela maneira como aborda seus esclarecimentos e suas sugestões, proporcionando-nos sempre um prazer em comentar seus artigos. Um abraço.

  165. Morel Felipe Wilkon disse:

    César, antes de mais nada, agradeço sua colaboração que exigiu de sua parte uma disposição maior que um simples comentário. Ao escrever este artigo, não foi minha intenção discutir o posicionamento do espiritismo a respeito do tema. Tenho minha base de estudo do espiritismo, procuro não contrariar seus conceitos, mas, como o amigo certamente já observou, o espiritismo não é minha única fonte de estudo em relação às coisas do pensamento e do epírito.
    Só faço esse esclarecimento pra deixar claro que se eu concordo com você não é apenas por compartilharmos do pensamento espírita. Penso exatamente como você nesse aspecto.
    O artigo que escrevi é o meu posicionamento a respeito do tema, e o meu posicionamento HOJE, pois não vejo problema algum em modificar qualquer opinião se achar uma melhor que a minha no momento. Mas se eu me propusesse a opinar como representante do espiritismo, como representante da corrente de pensamento espírita, usaria EXATAMENTE os mesmos exemplos que o amigo citou.
    Obrigado, César, por mais essa contribuição. Um grande abraço.

  166. César Mendes Chaves disse:

    Ilustres senhores(as), prezados amigos(as) comentaristas, ilustre escritor, aqui vos escreve um amigo de sempre. Empolgante é o tema sugerido neste artigo, e diria com toda clareza, muito incitante também. Bom, meus amigos, inicio meu comentário transcrevendo duas citações de dois grandes espíritos, vamos às duas:

    -Kardec, em o Livro dos Espíritos diz:
    723. A alimentação animal, para o homem, é contrária à lei natural?
    — Na vossa constituição física, a carne nutre a carne, pois do contrário o homem perece. A lei de conservação impõe ao homem o dever de conservar as suas energias e a sua saúde para poder cumprir a lei do trabalho. Ele deve alimentar-se, portanto, segundo o exige a sua organização.
    -Emmanuel, em O Consolador, pergunta de número 129, esclarece:
    É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?
    _ A ingestão as vísceras dos animais é um erro de enormes consequências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.

    Perdoem-me pelo meu excessivo prolongamento, mas comparemos as duas citações e analisemo-las, se possível. Na primeira, temos Kardec, no ano de 1857, infundindo para a maior compreensão e expansão de todos os ramos da ciência, a doutrina Espírita. Logicamente, não iria ele e nem tampouco os espíritos, seus colaboradores, contrapor-se aos costumes alimentícios arraigados daquela época; mesmo porque, a intenção maior do seu trabalho era o aprimoramento do homem espírito, do homem razão. Imaginem, meus amigos: se já foi difícil para Kardec trazer à sombra do materialismo a luz do espiritismo, foi notável sua coragem em contrariar os modelos ditados pela igreja Romana, o que dele fariam então, caso viesse a desaconselhar os costumes da alimentação à base de carne? Certamente, o levariam à cruz, mesmo antes de concluir sua obra. Na segunda citação, temos Emmanuel, no ano de 1940. Aí, encontramos uma outra realidade socioeconômica, um homem mais racional buscando melhores condições de vida, maior longevidade; uma indústria de beneficiamento de alimentos, dando sinal verde aos melhores processos de conservação, transporte e adequação desses alimentos à saúde humana sem prejuízo de uma boa nutrição.
    Concluo este comentário lembrando uma observação do nosso ilustre companheiro, o espírito Alexandre, na obra de incontestável grandiosidade da autoria do nosso irmão André Luiz, sob o título “Os Missionários da Luz”, quando este nos lembra:

    “Em nada nos doía o quadro comovente das vacas-mães, em direção ao
    matadouro, para que nossas panelas transpirassem agradavelmente. Encarecíamos, com toda a responsabilidade da Ciência, a necessidade de proteínas e gorduras diversas, mas esquecíamos de que a nossa inteligência, tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos proteicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte. Esquecíamo-nos de que o aumento dos
    laticínios, para enriquecimento da alimentação, constitui elevada tarefa, porque tempos virão, para a Humanidade terrestre, em que o estábulo, como o lar, será também sagrado.” Cap. IV, Os Missionários Luz, A. Luiz, psicografia de Chico Xavier. Um grande abraço a todos.

  167. Morel Felipe Wilkon disse:

    Décio, obrigado pela participação. Respeito sua opinião, principalmente porque sua crítica é dirigida ao artigo, não ao articulista. E o artigo não é nada mais que minha opinião, meu ponto de vista. Não tem a pretensão de ser A verdade. É a minha verdade, só isso. E a minha verdade de hoje; a de amanhã pode ser diferente.
    Eu acho que a raiva e suas consequências são mais prejudiciais ao desenvolvimento dos valores do espírito imortal do que o uso da carne. “A maior parte dos movimentos transformadores do mundo começaram com a a raiva.” Não sei a quais movimentos você se refere, tentei entender mas acho que não consegui. Mas, Décio, não NEGO a raiva. Não a quero; é diferente. Comer carne é um erro. Eu cometi esse erro. Eu cometi muitos outros erros. Se vou ter raiva das pessoas que cometem os erros que cometi, vou odiar o mundo. Mas seu comentário é muito pertinente, dá o que pensar. Obrigado.

  168. Décio LJr disse:

    Não gostei da matéria. É finalizada com “prefiro comer carne que sentir raiva de alguém” – Oras, pra quem o peso de comer carne permitiu que a ficha da alma caísse, é bastante natural sentir raiva de algo que o mundo comete como se não fosse um crime. Não gosto disso sabe, negar sentimentos espontâneos… A maior parte dos movimentos transformadores do mundo começou com a raiva, porém canalizada de um modo produtivo.

  169. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado, Pollyana! Espero que use esse espaço sempre que achar importante, concordando ou discordando de minha opinião.

  170. Pollyana Mara disse:

    Adorei a matéria, adorei a forma com que você escreve! Com certeza arranjou uma leitora adepta agora!!!

  171. Morel Felipe Wilkon disse:

    Exatamente, Dea. Pelo menos é assim que penso. Há pessoas que comem carne e são incomparavelmente superiores a mim em termos morais. É realmente questão de despertar. Despertar para uma verdade que precisa ser mais divulgada para o público “leigo”. Posso estar errado, mas vejo que a mensagem que chega ao público em geral é de radicalismo. Se a pessoa não se identifica com o portador da mensagem (o radical), não leva a mensagem a sério. Obrigado pelo comentário, Dea.

  172. Dea disse:

    Tudo a seu tempo, não Morel?!

    Há tempo para tudo… Até de parar de comer carne… Cada espírito na natureza irá despertar, aos poucos, às verdades incontestáveis. O despertamento é individual e gradativo. Assim como Jesus é indulgente para conosco, assim deveria ser a nossa postura com os demais seres… Radicalismo X passividade… Os extremos são perigosos! Excelente texto! A propósito deixei de comer carne, sem culpa!

  173. Morel Felipe Wilkon disse:

    Anônimo (é estranho chamar alguém de anônimo), concordo com você que meus argumentos são sólidos e racionais, só não posso concordar que sejam convincentes, pelo menos não para todos. Nem é minha intenção convencer ou converter alguém. Acho importante abordar o tema de vez em quando, já que a quantidade de informações que se tem sobre o assunto hoje é imensa, e muitas pessoas não sabem. Grande parte das pessoas NÃO SABE que existem documentários e matérias para todos os gostos sobre o assunto. Por isso não devemos ser severos com quem não pensa como nós. Obrigado pelo comentário.

  174. Anônimo disse:

    Fazia tempo que não me deparava com argumentos tão sólidos, convincentes e ao mesmo tempo racionais a respeito do tema! E não era de se estranhar que algumas “carapuças” fossem encaixadas em cabeças, já que a esmagadora maioria de pessoas consomem carne.
    Parabéns!

  175. Morel Felipe Wilkon disse:

    Anna, muito esclarecedor teu comentário; não deixa dúvidas quanto ao teu posicionamento sobre a questão tratada. Ficaria muito longo repassar ponto por ponto o que tu expôs com tanta precisão. Então só vou me ater ao fato de eu haver afirmado que considero este meu ato de parar de comer carne pequeno. Foi a primeira vez que ponderei sobre um assunto antes de postar, e ponderei justamente sobre esta afirmação.
    Não tenho opinião formada sobre tudo, e o valor desse meu passo é um desses casos em que ainda não firmei opinião. Por isso resolvi deixar escrito como me veio à cabeça espontaneamente. Talvez eu esteja errado, e mudarei de ideia com toda a naturalidade se me convencer disso. Muito obrigado pela tua participação.

  176. Anna Roberta disse:

    Boa noite, Morel!
    As pessoas sempre fazem esta infeliz pergunta: “e da alface, você não tem pena?” Pois é, é exatamente como você falou, Morel. As plantas não são seres sencientes, mas os animais sim. Assim como nós, eles tem sistema nervoso e por isso sentem dor. A partir dessa ideia constrói-se o não-especismo. Achei interessante o que você escreveu, apesar de não concordar com tudo.
    Sou suspeita para falar sobre o assunto, pois sou vegana de carteirinha (hehehe). Mas mesmo assim vou deixar minha opinião.
    Eu tenho 21 anos e há uns 4 anos atrás resolvi buscar um motivo para minha existência. Me incomodava não ter um objetivo maior de estar aqui, e por isso pensei muito, muito mesmo, e cheguei a conclusão que precisava fazer tudo que fosse possível para deixar um mundo melhor para quem for viver nele amanhã. Muitas vezes eu sinto a dor do mundo dentro de mim; todo dia eu penso nisso, e esse sentimento me torna uma pessoa melhor. Eu sou uma defensora dos animais e eles são a maior causa da minha vida. Eu luto por eles todos os dias, porque eu sinto a dor dentro de mim. Mas assim como luto por eles, luto pelas pessoas que sentem fome e frio, luto pelas crianças sem amparo social, luto contra a violência no trânsito, luto contra a destruição da natureza. Eu luto tentando ajudar as pessoas a entenderem que precisam melhorar o mundo, e rápido. Concordo com você quando diz que não adianta sermos defensores de animais e ao mesmo tempo não saber conviver com quem pensa diferente. A maioria dos meus familiares ou amigos são carnívoros, mas não é por isso que os julgo serem piores: cada um tem o seu tempo, só isso. Mas não concordo com você quando diz que não se tornou uma pessoa melhor por virar vegetariano e quando se refere a isso como “um ato tão pequeno”. Enxergo em você um passo enorme e muitos caminhos se abrindo a partir dessa atitude. O amor à vida é tão importante quanto qualquer outra questão e é ele que mudará o mundo em que vivemos. Quando respeitamos até o “menor” dos seres, respeitamos a todos. Nunca é tarde para encontrar uma causa para sua vida. Acho que é apenas uma questão de pensar “o que eu posso fazer para mudar o mundo?”. Muitas pessoas até riem de mim porque digo isso (que eu quero e posso sim mudar o mundo), mas tudo bem, o importante é que eu sigo fazendo o que meu coração manda, independente do que digam. Então apenas pense em não julgar a sua atitude como sendo tão pequena ou inferior às outras. O importante não é o que fazemos para nos mudar, e sim o que fazemos para deixar um mundo melhor, pois desta forma já estamos dando um grande passo e construindo um mundo de amor e solidariedade.

  177. Morel Felipe Wilkon disse:

    Pedro Ivo, uma das minhas primeiras experiências literárias foi Machado de Assis. Até hoje não vi ninguém mais irônico que ele, mas aprendi a apreciar a ironia. Sim, já li muito sobre o prana, mas não me sinto capaz de me alimentar só de prana. Mesmo que fosse capaz, não sei se seria forte o suficiente pra abrir mão do prazer de comer. Pois é, as plantas… só que as plantas não esperneiam quando alguém as agarra, as plantas não berram nem arregalam os olhos que não têm, as plantas não tentam fugir… talvez por não terem sistema nervoso. Azar delas, né? Obrigado pelo comentário, Pedro Ivo. Participe sempre (com ou sem ironia).

  178. Pedro Ivo disse:

    Já ouviu falar de prana? Eu recomendaria que parasse de comer. Afinal, você está assassinando plantas inocentes para satisfazer princípios egoístas. (com bastante ironia) :D

  179. Morel Felipe Wilkon disse:

    Terezinha, você se expressou muito bem sobre o assunto, sim. Pra mim ficou bem claro seu ponto de vista, e concordo inteiramente com ele. Parei de comer carne porque comecei a me sentir incomodado com isso. Mas, como faço questão de dizer, não me tornei uma pessoa melhor por causa disso. Faço aquilo em que acredito, sem ter a pretensão de achar que a verdade está comigo ou de querer convencer alguém a copiar meus atos. Também concordo com você quando você diz que é bom ver que cada um é um ser único e diferente… Obrigado, Terezinha.

  180. terezinha disse:

    Bom dia Felipe, como é bom ver que cada um é realmente um ser único e diferente. Aí que está a beleza do ser humano. Principalmente em se respeitar a cada um com sua maneira de pensar e ser. Mas sem querer ser certa ou errada, procuro me analisar com as palavras de um profeta, Isaías cap.58 versículos de 1 adiante quando ele faz uma citação sobre o jejum, caso esse parecido com o assunto em pauta. Diz o Senhor: Sabeis qual é o jejum que aprecio. É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, repartir o alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos em lugar de desviar-se de seu semelhante etc. Portanto, todo ato exterior terá que ser pautado por um ato interior. Que adianta disputar o que é certo ou errado quando deixamos passar aquilo que, como você citou, livrar-se de erros internos de espírito. O que importa comer ou não se continuamos com nossos vícios interiores maiores ainda do que atos exteriores. Para mim vejo Jesus quando diz: NÃO É AQUILO QUE ENTRA NO HOMEM PELA BOCA QUE O TORNA IMPURO, MAS SIM AQUILO QUE SAI DE SEU CORAÇÃO. Abraço fraterno, me desculpe se não me expressei bem sobre o assunto tratado, mas para mim a bússola é essa…

  181. Morel Felipe Wilkon disse:

    Bom dia, Adriana, agradeço sua participação. Todas as matérias que publico são escritas por mim. Sou vegetariano, relativamente culto e com certeza muito feliz nesta encarnação. Leio muito a respeito de diversos assuntos, entre eles esses que você, demonstrando ter conhecimento de causa, mencionou em seu comentário. Além de ler sobre o assunto,assisti a documentários muito bem elaborados e repletos de verdades incontestáveis, nas quais acredito. No meu dia-a-dia, além de não comer carne, procuro escolher os produtos que minha família e eu consumimos de acordo com a orientação vegana.
    A matéria é superficial, sim. Nem chega a ser matéria, é apenas um artigo em que exponho meu ponto de vista. Aliás, meu ponto de vista é frequentemene alterado, a maioria das vezes para melhor, pois busco sempre o aprimoramento.
    Você começa seu comentário pedindo perdão. Não há o que desculpar se o que você está expondo é sua opinião, não é mesmo? Você acha realmente que o planeta se divide entre vegetarianos e carnívoros? A esmagadora maioria da população é carnívora, certamente alguns amigos seus, talvez parentes… Todos pertencem à classe dos “carnívoros destruidores”? Ninguém tem qualidades outras que superem a abstinência de carne?
    É a esse maniqueísmo que me referi ao escrever o artigo. De um lado, alguns espíritas que defendem o uso da carne com unhas e dentes baseando-se na questão 723 do Livro dos Espíritos. De outro lado, alguns vegetarianos separando a humanidade entre assassinos de animais x defensores de animais.
    Equilíbrio, amor, compreensão, para todos nós. E sinta-se à vontade para manifestar sua opinião; sempre será bem vinda.

  182. adriana pierin disse:

    Perdoe, mas essa matéria é superficial e fria. claro que hoje separamos o planeta dos vegetarianos conscientes e dos carnívoros destruidores. O consumo da carne hoje vai além do assassinato de animais. A ética, o respeito à vida, ao sofrimento de milhões de animais, ao desmatamento, destruição de rios, de habitat de silvestres. Quem escreveu essa matéria nunca leu a respeito, é um carnivoro ignorante que com certeza deve ser um infeliz nesta encarnação.

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