Ecologia e meio ambiente

As crianças e o meio ambiente

Nossas crianças e os cuidados com o meio ambiente

O que ensinamos hoje às nossas crianças definirá a base que encontraremos quando voltarmos a reencarnar. Não podemos nos descuidar, especialmente, com a questão do meio ambiente.

Você tem boas lembranças da sua infância? Você gostaria de voltar a ela por algum tempo? Eu também. Passa rápido, né? Passa rápido aos nossos olhos de hoje, porque pra quem está na infância a percepção de tempo é completamente diferente…

Não podemos voltar por enquanto. Só na próxima reencarnação. E como será que encontraremos nossa casa? Me refiro à Terra; é a casa de todos nós. De todo mundo que conhecemos ou de quem já ouvimos falar. Depende de nós e daqueles que estão nos sucedendo: As crianças.

Lembra das perguntas lá em cima? Você consegue realmente lembrar um pouco de como era, de como você se sentia? Responda pra você mesmo: Se você tivesse sido melhor orientado em relação a um monte de coisas importantes, o resultado não seria melhor? O resultado é você, sim. Você seria ou não seria melhor se tivesse recebido uma atenção mais eficiente, uma orientação mais incisiva, uma educação mais sólida?

Não precisa se encher de dedos pra responder. Não estamos culpando ninguém; nem seus pais, nem seus professores ou quem quer que seja. Eles falharam em algumas coisas, assim como nós falhamos em algumas coisas, assim como as gerações que nos sucedem também falharão, por sua vez.

Mas a verdade é que cada geração tem a obrigação de ser melhor que a anterior. O espiritismo não ensina que a Lei do progresso é inevitável? Nossos filhos (ou sobrinhos, ou afilhados, ou qualquer pirralho por aí) recebem de nós uma base sobre a qual construirão suas vidas, sua história. Tudo o que nós construímos foi sobre a base estabelecida por nossos pais. E assim sucessivamente.

Desde criança ouço queixas sobre as novas gerações. Os mais velhos costumam se queixar dos mais novos, achar que eles não prestam. Tenho ouvido muito que a geração que está surgindo agora não tem referências, não tem cultura, não tem música que preste, não lê, estuda mal, fala muita gíria, se veste de maneira estranha, enfim. Tudo o que ouvi os mais velhos falarem da minha geração. Como diria Belchior, “ainda somos como nossos pais.”  O que é indiscutível é que as crianças e adolescentes de hoje estão mais preparados para lidar com tanta informação, com tanta coisa pra observar e aprender. É um período especialmente crítico, tudo está mudando muito rápido. Se a geração que nos antecedeu falhou em certos aspectos e nós os compreendemos por isso, isso não quer dizer que podemos ser complacentes com nossas faltas em relação à geração de agora.

Nossa responsabilidade é imensa. O que ensinamos hoje é o que veremos implantado quando voltarmos pra cá, no próximo passeio pela Terra. O que ensinamos hoje às nossas crianças definirá a base que encontraremos quando voltarmos a reencarnar. Não podemos nos descuidar, especialmente, com a questão do meio ambiente. Corremos o risco de encontrar isso aqui muito, mas muito bagunçado da próxima vez.

Sempre achei muito exageradas as previsões sobre as mudanças globais. Na verdade, ainda acho, algumas. E o exagero tira a credibilidade. Assim é com o cigarro e com a má alimentação. Exageram tanto, acham tantas doenças causadas pelo fumo ou por alguns alimentos, que acabam suscitando dúvidas em que os consome. Mas as mudanças no Planeta são inegáveis; quem quiser constata. A internet está aí pra isso…

Você, como eu, é espírito imortal, vai passar por muitas idas e vindas. Faz parte da nossa reforma íntima a preocupação com o coletivo, com o que é nosso mas é também de todos. Não temos esse hábito, ainda não interiorizamos esse costume de tratar o que é de todos como se fosse algo exclusivamente nosso. E já não basta que cada um faça a sua parte. É preciso compartilhar conhecimentos com os que vão ficar depois de nós. Ainda vamos depender deles… 

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4 Comentários

  1. Terezinha, eu comecei a realmente levar a sério tais cuidados justamente para dar o exemplo à Sofia, minha filha caçula. Acabei mudando meus hábitos… Obrigado, Terezinha.

  2. Boa noite..Felipe, também acho que se eu pelo menos tivesse tido na minha infância mais informações ..principalmente sobre meio ambiente, teria tido oportunidade de fazer minha parte nesse processo. Hoje vejo como fomos descuidados com esse assunto…Graças a Deus nossas crianças estão sendo mais alertadas sobre esse assunto que com certeza irá ser imprescíndivel para um futuro melhor… A consciência coletiva está sendo posta em relevância…e isso também é muito bom, pois alerta cada um de sua própria responsabilidade diante da coletividade que pertence e poder fazer a diferença na sua comunidade… Somos mesmo os construtores de nosso futuro..isto é, nosso futuro está nas mãos de nossas crianças..pois nós adultos só soubemos destruir, consumir e aí está nosso planeta pedindo SOCORRO !!!! Pelo menos nos resta a esperança de que nossas crianças orientadas hoje poderão cuidar com mais amor e responsabilidade do futuro. Grande abraço !

  3. Claro que há exceções, Tatiany; você tem toda razão. Só que qualquer ideal se aplica à regra, não à exceção. Quando queremos que uma norma seja aplicada ou quando gostaríamos que um ideal fosse vivenciado, pensamos no todo, não nas exceções. Obrigado pela participação.

  4. Para tudo há exceções. Há casos em que crianças possuiu uma base familiar sólida, e mesmo assim se tornara um adulto inconsciente sobre seus atos.

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