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Um Sílvio Santos para o Espiritismo

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Imagine um Silvio Santos para o Espiritismo? A linguagem compreendida por todos. Admiro muito a erudição, o conhecimento elevado, a alta cultura. No Espiritismo temos obras intelectuais admiráveis, a começar pelo próprio Allan Kardec. Pena que somente uma pequena parcela da população está apta a compreender o linguajar às vezes rebuscado e desusado do Codificador. Não proponho, de maneira alguma, que se “adapte” a obra de Kardec para facilitar a sua compreensão. Não é o caso.

Mas o conhecimento espírita tem que ser mais acessível para que um maior número de pessoas tenha contato com ele. Há palestrantes que se entusiasmam na linguagem poética e perdem ótimas oportunidades de levar esclarecimento a quem o busca. Não adianta falar bonito e não se fazer entender.

Um Sílvio Santos para o Espiritismo
Um Sílvio Santos para o Espiritismo

Quem não sabe se expressar de maneira simples talvez deva rever seus motivos. Um dos problemas da falta de cultura no Brasil é o descaso que o meio acadêmico tem para com a comunidade. As pesquisas realizadas, muitas com dinheiro público, só tem importância para consumo interno. São assuntos que só interessam aos próprios acadêmicos; a ninguém mais. O mesmo acontece, algumas vezes, no meio espírita. Se os espíritas que têm a incumbência de comunicar comunicam pensando em seus pares, dificilmente se fazem entender pelo grande público.

De tanto estudo, de tantos debates, de tantas discussões, acabam esquecendo que o grande público, aquele que frequenta centros espíritas de vez em quando, que lê um ou outro livro espírita, esse público não tem a base doutrinária que os comunicadores têm. Não têm a sua cultura, os seus conhecimentos. É preciso rever a linguagem.

Jesus falava de maneira simples, usava exemplos do cotidiano, utilizava imagens fortes, populares. Atingia pessoas de todas as classes. Não enfeitava, não rebuscava. Falava uma linguagem acessível, se servia de palavras de uso comum, como pão, fermento, camelo, ovelha, pastor, semente, vinho, azeite. Sua mensagem chegou até nós, atual e dinâmica.

A primeira vez que eu entendi o que significa reencarnação não foi através de nenhum espírita. Eu tinha oito anos. Foi uma das primeiras vezes que fiquei em casa sozinho, era domingo e estava dando o programa Sílvio Santos, que naquela época era apresentado por ele mesmo o dia inteiro.

A certa altura do programa, não lembro em que contexto, Sílvio Santos falou que acreditava, que sentia, que tinha certeza de ter vivido outras vidas, e que tinha essa mesma certeza de que viveria outras vidas depois de morrer. Falou de maneira tão clara e compreensível, que entendi perfeitamente e me identifiquei com este pensamento. Na mesma hora tive intuições de fatos e personagens vividos em vidas passadas.

Sílvio Santos é judeu. Não é espírita. Mas é reencarnacionista, e é um homem que sabe se expressar e se fazer entender como poucos. Foi, durante muitos anos, o maior comunicador do Brasil. Procurei o programa deste dia a que me refiro no Youtube, mas não encontrei. Achei este aqui, em que ele fala um pouco sobre isso, mas muito resumidamente:


O Espiritismo precisa de comunicação. De boa comunicação. O Espiritismo está maduro, sólido, constituído. Mas sua divulgação continua em círculos fechados, ora muito eruditos, ora muito amadores. É estranho. Tanto conhecimento, tantas pessoas valorosas, tanto serviço prestado e uma comunicação acanhada.

É claro, não posso esquecer que a comunicação de massa é comercial. E misturar Espiritismo e comércio não soa muito bem. Pelo menos o tipo de comércio televisivo que anda por aí. Mas que precisávamos de um Sílvio Santos do Espiritismo, precisávamos… 

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