Reencarnação

A reencarnação na Bíblia

batismo de Jesus

Morel Felipe Wilkon

Vou tratar brevemente da reencarnação na Bíblia, mas antes alguns esclarecimentos:

Uma das minhas maiores alegrias no trabalho com este site é a constatação do grande número de leitores de outras denominações religiosas que se interessam pelos assuntos que abordo.

Na sexta-feira passada publiquei um artigo de autoria do Rodrigo Pnt, leitor do site que já se tornou colaborador. O Rodrigo é evangélico, mas estuda o Espiritismo e faz uma interpretação de passagens bíblicas à luz do Espiritismo que eu considero muito interessante. Acho ele inovador, original e convincente.

Nem todos pensam assim. A leitora Carla B., que em outras oportunidades já colocou em dúvida os argumentos utilizados pelo Rodrigo, desta vez mandou uma resposta refutando as suas ideias. Respeito a Carla. Gosto dela, mesmo sem conhecê-la, por ela demonstrar interesse em aprender e analisar pontos de vista diferentes dos seus, mesmo sem intenção de mudança em suas crenças pessoais.

Publico, agora, a refutação que a Carla B. fez ao artigo do Rodrigo. Depois, a minha resposta ao texto dela. Quem quiser ler o artigo do Rodrigo Pnt que deu origem a essa troca de ideias clique no link abaixo:

reencarne
Reencarnação na Bíblia

Ressurreição ou reencarnação?

 

Igreja Protestante: fanatismo religioso?

Carla B.

É impressionante a rapidez da evolução do homem  ao longo da História. Surgem nessa mesma proporção grupos que, por divergências doutrinárias ou por motivos de tradição enraizados na cultura brasileira, acabam por promover certas mudanças. A bola da vez é, sem dúvida, o Espiritismo. Apesar de se intitularem cristãos, os espiritistas não o são para católicos e evangélicos. Intolerância religiosa?

Atualmente, no Brasil, o Espiritismo kardecista (termo que, aliás, é usado somente aqui) é uma crença professada por cerca de 1,8% da população. No entanto, estima-se que 15% dos evangélicos acreditem em um dos seus dogmas, que é a Reencarnação, a qual possui o sentido diferente de Ressurreição.

O mundo está sofrendo mudanças, e como na religião não é diferente, novas “modalidades” de espíritas surgiram: “espiritólico”, “espírita-evangélico” etc., que, diferentemente dos simpatizantes da doutrina espírita, são pessoas que sonham um dia fundir o Espiritismo com as religiões ditas cristãs (Igreja Católica e Igrejas Protestantes). Ademais, Os Quatro Evangelhos de Roustaing nada mais são do que o Espiritismo católico, porém sofrem  ataques tanto por parte do Catolicismo, quanto por parte dos defensores da “pureza doutrinária”. Mas… a pergunta que não quer calar é a seguinte: os cristãos protestantes são religiosos fanáticos? Eles devem  estudar o Pentateuco Espírita  e aceitá-lo como sendo a terceira revelação de Deus? Para a decepção dos irmãos kardecistas diríamos que não.

Ao analisar o artigo do Rodrigo Pnt, um evangélico (ou seria espírita-evangélico?)  estudioso  da Codificação Kardequiana, percebe-se uma certa incoerência no seu texto. Na verdade, mesclar ideias tão antagônicas pode causar mal-entendidos e não obter o(s)  resultado(s) desejado(s). Vejamos o que ele diz:

Ressurreição, reencarnação, ressurgimento. Ressuscitar ou ressurgir? Eis a questão. Jesus falou que todos os que morreram, para Deus estão vivos e é fato que muitos vivos entre nós estão mortos, a própria bíblia nos mostra isso.”

Em verdade, Ressurreição e Reencarnação  não são a mesma coisa. Ressuscitar significa ressurgir, retornar com o mesmo corpo. Enquanto reencarnar significa voltar à carne, entretanto, não no mesmo corpo.

Segundo alguns historiadores os primeiros judeus acreditavam na 2ª tese. Todavia, após o exílio na Babilônia, o Judaísmo sofreu influências da religião dos persas (Zoroastrismo), quando estes dominaram os babilônicos. As ideias persas, por exemplo, de vida no pós-morte com céu e inferno, de um julgamento a ser realizado em um dia final, com o aniquilamento dos maus e uma felicidade eterna para os justos, são conceitos que imperam até os dias atuais. Todos os cristãos, exceto espíritas, acreditam nessa crença, uma vez que a mesma é confirmada no Novo Testamento, no livro de Apocalipse: “Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.”  Ap.  21:8.

Portanto todos os que estão seguindo seus ensinamentos já ressurgiram e ressuscitaram, porque entenderam aquilo que lhes importa para alcançar o esclarecimento. Doravante não importa mais a morte física, ou seja, o desencarne, porque estes já alcançaram a ressurreição entre os mortos que estão vivos aqui no mundo e a morte física já não lhes afetará, e é isso que os cristãos primitivos pregavam, eles queriam que todos entendessem que não precisavam temer a morte já que Jesus lhes havia mostrado que esta não existe verdadeiramente. 

De acordo com as Escrituras somente os salvos em Jesus Cristo ressuscitarão: “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na PRIMEIRA RESSURREIÇÃO; sobre esses a SEGUNDA MORTE não tem autoridade.” Ap. 20:6. Ao afirmar que a morte “não existe verdadeiramente” cometeu um grande engano. Foi com essa falácia que Satanás, sedutor do mundo, enganou a Eva ao dizer: “Certamente não morrereisGênesis 3:4.

Quando estamos encarnados, os que não possuem ainda a percepção espiritual compreendem que a verdadeira vida é aqui habitando nesse invólucro material e partilhando das suas similaridades, mas quando acordamos no outro lado e nos vemos mergulhados em energia segundo a composição do perispírito, entendemos que ressurgimos para a verdadeira vida de fato e isso seria compatível com a ressurreição (...)”

Como assim? Coisas com discrepâncias tão evidentes podem ser iguais?

“Muitos podem me perguntar, então porque a revelação das verdades espíritas não deu prosseguimento dentro das denominações protestantes? E eu respondo: Pelos mesmos motivos que as verdades ditas pelo Cristo não foram aceitas dentro do judaísmo.”  

Não aceitamos pelos seguintes motivos: Ressurreição e Reencarnação não são a mesma coisa, logo, a segunda não é bíblica; considerando ser um dogma escrito no Livro dos Espíritos, o mesmo não tem valor sagrado para nós pois a Bíblia é a única fonte de verdade; Em Apocalipse diz: “Declaro a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhe acrescentar algo, Deus lhe acrescentará as pragas descritas neste livro. Se alguém tirar alguma palavra deste livro de profecia, Deus tirará dele a sua parte na árvore da vida e na cidade santa, que são descritas neste livro.” A palavra de Deus e o sacrifício de Jesus são perfeitos,  imutáveis e eternos. Hebreus 7:27; 9:12. A Reencarnação anula o sacrifício de Cristo; morremos uma vez, nossa vida na Terra é ÚNICA: “E ao homem está ordenado morrer UMA SÓ VEZ e depois disso o Juízo.”  Hebreus 9:27.

Eis agora nós, os ressurgidos do pó, eis a ressurreição, tudo se cumpriu, o que muitos de nós que vemos no Espiritismo a terceira revelação não entendemos é o obvio, é a terceira revelação, antes tiveram duas outras revelações e se tanto buscamos por conhecimento então abracemos o todo, porque lhes garanto que todo o que aceita essa doutrina como verdade um dia já foi um mestre ou sacerdote do antigo testamento, e se queremos o real conhecimento precisamos conhecer e compreender os sinais, as cerimônias judaicas e cristãs e judaico-cristãs e tudo aquilo que está ligado às três revelações.” 

O que faz os espíritas pensarem que a Codificação é a Terceira Revelação de Deus? E o que dizer do Livro de Mórmon, uma outra revelação? O que pensar das profecias de Ellen G. White? Serão mesmo revelações divinas? Deixarei uma pergunta coerente: “Se a doutrina bíblica não é o padrão final, então onde traçar os limites do que é ou não é cristão?” (John Ankerberg).

Ainda nesse tópico, ressaltamos que, na verdade, o Evangelho foi corrompido não por nós, mas sim pelo Sr. Hyppolyte Leon Denizard Rivail. A Codificação Kardequiana não tem respaldo bíblico. Muitos espiritistas sequer leram a Bíblia ao menos uma vez. Leon foi bem coerente com o título: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Em verdade, os kardecistas (?) estudam as Escrituras pela ótica espírita, ou seja, assim como a Igreja Católica, Kardec corrompeu o VERDADEIRO EVANGELHO, logo, não tem valor para o Protestantismo.

Diante do exposto, concluímos que jamais aceitaremos o Pentateuco Espírita como a Terceira Revelação. Não somos fanáticos por isso. Apenas temos pontos de vista distintos. Os irmãos espíritas devem respeitar nosso modo de pensar e de igual forma devemos fazer o mesmo. A Bíblia é um enigma insolúvel. Talvez todos estejamos errados acerca dela. Quem sabe? Que a graça do Senhor Jesus esteja com todos!

Esse é o comentário feito pela nossa amiga Carla B. ao artigo do Rodrigo Pnt. Faço agora a minha análise do seu comentário.

Ela abre o seu comentário dizendo que:

É impressionante a rapidez da evolução do homem  ao longo da História.

Na verdade, a evolução do homem não é rápida, pelo contrário. Para não irmos muito longe, observemos apenas os últimos dois mil anos. Do tempo de Jesus até o século XVIII não houve nenhuma mudança significativa nos costumes, ideologias, conhecimentos e tecnologias. O mundo ocidental, principalmente, ficou “congelado” durante mais de mil anos. A evolução só acelerou, mesmo, a partir do século XIX, com o surgimento da ciência moderna, estando já estabelecida a Revolução Industrial e as consequências do Iluminismo que culminou com a Revolução Francesa. É neste contexto de ebulição da ciência, do pensamento e dos costumes que surgiu o Espiritismo na França.

A bola da vez é, sem dúvida, o Espiritismo.  Apesar de se intitularem cristãos, os espiritistas não o são para católicos e evangélicos. Intolerância religiosa?

Não sei se o Espiritismo é a “bola da vez”. E nunca me passou pela cabeça saber a opinião de quem quer que seja sobre meus valores e crenças. Sou cristão. Se alguém achar que não sou, não faz diferença. Respeito católicos e evangélicos e sempre fui tratado por eles com o mesmo respeito. Não acho que haja intolerância religiosa nas religiões, mas em algumas poucas pessoas tristes.

Atualmente no Brasil, o Espiritismo kardecista (termo que, aliás, é usado somente aqui) (…)

Alguns espíritas usam a expressão “kardecista” para diferenciar a Doutrina Espírita da Umbanda ou de religiões de nação africana que, em alguns casos, se consideram espíritas. Não me apego a rótulos. Pra mim isso não faz diferença. Trato deste tema com mais cuidado neste artigo:

Espiritismo e umbanda

Mas… a pergunta que não quer calar é a seguinte: os cristãos protestantes são religiosos fanáticos? Eles devem  estudar o Pentateuco Espírita  e aceitá-lo como sendo a terceira revelação de Deus? Para a decepção dos irmãos kardecistas diríamos que não.

Não sei quem fez essa pergunta que não quer calar. Tenho o máximo respeito pelos protestantes e jamais sequer imaginei converter um deles para o Espiritismo ou tentar impôr pontos de vista. Por isso não me decepciono nem um pouco. Só há decepção quando antes houve expectativa. Não é o caso.

Carla B. cita o Apocalipse para embasar a crença de vida no pós-morte com céu e inferno, de um julgamento a ser realizado em um dia final, com o aniquilamento dos maus e uma felicidade eterna para os justos (…). Todos os cristãos, exceto espíritas, acreditam nessa crença, uma vez que a mesma é confirmada no Novo Testamento, no livro de Apocalipse: “Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.”  Ap.  21:8.”

Entendemos, no Espiritismo, que a chamada “segunda morte” se refira à perda temporária do corpo espiritual. O espírito não tem forma, ele utiliza-se de um veículo de manifestação no plano em que atua, o corpo espiritual a que se refere o apóstolo Paulo:

“Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão? Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer. E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo, ou de outra qualquer semente. Mas Deus dá-lhe o corpo como quer, e a cada semente o seu próprio corpo. Nem todo carne é uma mesma carne, mas uma é a carne dos homens, e outra a carne dos animais, e outra a dos peixes e outra a das aves. E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres. Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela. Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.” 1 Coríntios 15:35-44

É por meio deste corpo, que o Espiritismo chama de perispírito, que o espírito liga-se ao corpo carnal na reencarnação. E é com este corpo, ou perispírito, que ele transita no mundo espiritual, após a morte física.

Esse corpo espiritual, ou perispírito, é conhecido há milênios em todos os povos. No budismo era chamado Kama-rupa; no Egito era chamado Kha; na Grécia era chamado Imago; na China era chamado Khi; foi chamado de carne sutil da alma por Pitágoras; foi chamado de corpo sutil e etéreo por Aristóteles; foi chamado de Evestrum por Paracelso; foi chamado de corpo fluídico por Leibnitz; foi chamado de Aerossoma pelos neoagnósticos; foi chamado de corpo astral pelos hermetistas e pelos alquimistas; e por aí vai.

Há a clara distinção, para Paulo, entre o corpo carnal e o corpo espiritual ou perispírito. É a perda temporária do perispírito que enseja a “segunda morte”. Paulo fala em ressurreição; abordarei este tema logo adiante.

Carla B., ainda apoiada no Apocalipse, sustenta que “de acordo com as Escrituras somente os salvos em Jesus Cristo ressuscitarão.” O texto bíblico não diz isso, a não ser que “ser salvo em Jesus” signifique ser degolado:

“E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.” Ap. 20:4-6.

Ela diz que afirmar que a morte não existe verdadeiramente é um grande engano: “Foi com essa falácia que Satanás, sedutor do mundo, enganou a Eva ao dizer: “Certamente não morrereis” Gênesis 3:4.”

O texto bíblico não fala em satanás:

“Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?
E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,
Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais.
Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.” Gênesis 3:1-5

O texto fala em serpente, não em satanás. Por que interpretar a serpente como satanás? Satanás quer dizer adversário. O que simboliza a serpente? Ninguém melhor para elucidar essa questão do que o próprio Jesus. Mateus nos conta o seguinte:

“Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas.
Acautelai-vos, porém, dos homens; porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas;
E sereis até conduzidos à presença dos governadores, e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho a eles, e aos gentios.
Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer.
Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós.” Mateus 10:16-20

Se Jesus nos recomenda sermos prudentes como as serpentes, como associar a imagem da serpente a satanás? Não vejo como. A não ser que pretendamos saber mais que ele, mas:

“O discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo acima do seu senhor”. Mateus 10, 24.

No mais, fica evidente o simbolismo do fruto do conhecimento do bem e do mal como o livre-arbítrio. É o momento em que o espírito deixa a sua inocência animal para inaugurar o período em que passa a ter responsabilidade sobre os seus atos por saber distinguir o bem do mal.

Carla B. garante que a Bíblia é a única fonte de verdade. Diz ainda que  “a palavra de Deus e o sacrifício de Jesus são perfeitos, imutáveis e eternos.”

Não acho, de forma alguma, que a Bíblia seja a única fonte da verdade. Nem que represente a palavra de Deus. Não vou citar as inúmeras passagens sanguinárias da Bíblia, pois ocuparia muito espaço. Como cristão, sigo o ensinamento do Cristo revelado nos Evangelhos. Não acho que o ensino de Jesus se resume ao que nos foi relatado pelos evangelistas. É o próprio Jesus quem disse:

“Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.
Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.
Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.” João 16:12-14

“Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.
Se me amais, guardai os meus mandamentos.
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.” João 14:14-17

Sabendo que a evolução não é fácil, Jesus prometeu que enviaria mais tarde um Consolador para nos relembrar o seu ensinamento e para nos ensinar todas as coisas que não poderiam ser compreendidas naquela época, por aquele povo inculto e espiritualmente despreparado. Considerando Moisés como a 1° revelação e Jesus como a 2°, o Consolador prometido por Jesus é a 3ª revelação.

Ao fazer essa promessa, Jesus se refere ao Espírito de Verdade que o mundo não vê e não conhece, mas que viria para estar eternamente entre nós. Percebemos, analisando a promessa de Jesus, que ele previa que o homem se desencaminharia do seu ensinamento, da sua mensagem. Se seria preciso enviar alguém para lembrar o que Jesus disse, é porque os homens esqueceriam o que Jesus disse. E se esse enviado viria para ensinar todas as coisas, fica claro que Jesus não ensinou tudo quando esteve encarnado, pois os homens não estavam preparados intelectual e moralmente para compreenderem a realidade espiritual. Jesus disse que o Consolador ficaria  eternamente conosco, então o Consolador não é um homem encarnado, não tem um corpo físico, pois o corpo físico envelhece e morre. O Espírito de Verdade, portanto, viria de outra maneira, como veio, através do Espiritismo.

Carla B. acrescenta:

A Reencarnação anula o sacrifício de Cristo; Morremos uma vez, nossa vida na Terra é ÚNICA: “E ao homem está ordenado morrer UMA SÓ VEZ e depois disso o Juízo”  Hebreus 9:27.

Há pouco ela disse que morremos duas vezes:

“Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.”  Ap.  21:8.”

Agora diz em letras maiúsculas que só morremos uma vez. O homem é espírito revestindo-se de um corpo. Como uma pessoa poderia morrer mais de uma vez? Todas as pessoas morrem. Mas ao morrerem não deixam de existir como espíritos que são. O espírito, através da reencarnação, utiliza-se de muitos corpos, anima muitas personagens, e todas elas morrem. Uma vez. Uma vez cada pessoa animada pelo espírito imortal. Depois da morte, o espírito passa por um julgamento – sua consciência é o seu juiz – para que colha o que plantou. Mas esse julgamento é temporário, não definitivo.

Embora defendendo um ponto de vista com o qual não concordo, Carla B. estava se saindo muito bem. Infelizmente resvalou ao afirmar que “Na verdade, o Evangelho foi corrompido não por nós, mas sim pelo Sr. Hyppolyte Leon Denizard Rivail. (…) Assim como a Igreja Católica, Kardec corrompeu o VERDADEIRO EVANGELHO, logo, não tem valor para o Protestantismo.”

Não sei de onde a Carla tirou a acusação de que os protestantes teriam corrompido o Evangelho. Ela se defende de uma acusação inexistente dizendo uma insensatez. Allan Kardec não traduziu o Evangelho, não mexeu no Evangelho. Fez uma seleção de mensagens dos espíritos que se referiam aos aspectos morais do Evangelho do Cristo, só isso. Como corromper algo sem tocá-lo? Quanto à Igreja Católica, embora eu não tenha procuração para defendê-la, foi quem nos legou a Bíblia. Sabemos que houve alterações ao longo do tempo. Mas prefiro ver o lado positivo da História e reconhecer que sem ela talvez estes textos não tivessem chegados a nós.

Agora vou tratar rapidamente de “ressurreição”.

Não há a palavra reencarnação na bíblia. Há a palavra ressurreição. Os textos gregos, dos quais se originaram todas as traduções atuais, contêm os verbos “egeírô”, que significa “estar acordado, despertar”; e “anístêmi”, que quer dizer “tornar a ficar de pé, regressar”. Este último verbo tem o sentido de reencarnar. Não se fala, na Bíblia, em ressurreição do corpo, ou ressurreição da carne. O que se encontra nos textos é “anástasis ek tõn nekron”, que quer dizer “ressurreição dos mortos”.

Então, quem “torna a ficar de pé” ou quem “regressa” é o espírito, seja para o plano astral, através do desencarne, seja para o plano físico, por meio da reencarnação.

Se assumirmos a hipótese da ressurreição como desencarne, compreendemos o sentido das palavras de Jesus: “na ressurreição nem se casam nem se dão em casamento, mas são como os anjos no céu” Mateus 22:30. Ou seja, no plano astral não há necessidade de casamento, não há necessidade de reprodução, pois não há morte.

Considerando a hipótese da ressurreição como reencarnação, compreendemos a seguinte passagem:

“E aconteceu que, estando ele só, orando, estavam com ele os discípulos; e perguntou-lhes, dizendo: Quem diz a multidão que eu sou?
E, respondendo eles, disseram: João o Batista; outros, Elias, e outros que um dos antigos profetas ressuscitou.” Lucas 9:18-19

Muitos conheciam Jesus desde criança, como nos mostra Mateus:

“Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas?” Mateus 13:55

Se conheciam Jesus desde criança, não poderiam supor que Jesus fosse um antigo profeta que houvesse ressuscitado pelo corpo, mas poderiam pensar, como pensaram, que Jesus fosse algum desses profetas – com exceção de João Batista, morto havia pouco – que houvesse reencarnado.

Quase todos os cristãos, sejam eles evangélicos, católicos ou espíritas, já se defrontaram com materialistas que põem em dúvida a existência histórica de Jesus. Realmente, fora os evangelhos, são poucos registros históricos contemporâneos a Jesus que fazem referência, direta ou indireta, a ele. Todos que se deram ao trabalho de pesquisar as fontes históricas referentes a este período na região onde Jesus viveu, encontrou no historiador judeu Flavio Josefo (37-103 d.C) a fonte mais prolixa e fidedigna. Se referindo aos fariseus da época de Jesus, ele diz:

Eles julgam que as almas são imortais, julgadas em um outro mundo e recompensadas ou castigadas segundo foram neste — virtuosas ou viciosas — e que umas são eternamente retidas prisioneiras nessa outra vida, e outras retornam a esta. Eles granjearam, por essa crença, tão grande autoridade entre o povo que este segue os seus sentimentos em tudo o que se refere ao culto de Deus e às orações solenes que lhe são feitas. Assim, cidades inteiras dão testemunhos valiosos de sua virtude, de sua maneira de viver e de seus discursos.” (História dos Hebreus, 1° Parte, Livro 18°, Capítulo 2).

Para quem tem a Bíblia como verdade única, podemos citar a epístola aos Hebreus:

“As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões.” Hebreus 11:35-36

Por que foram as mulheres que receberam os seus mortos em ressurreição, e não os homens? É lógico que é porque só as mulheres podem gerar em seus ventres os corpos carnais necessários à reencarnação dos espíritos “mortos”. Por que uns foram torturados e escarnecidos? É lógico que se trata dos mecanismos da Lei de causa e efeito, através da qual cada um é responsável pelos seus atos e todos colhem aquilo que plantaram. Fica evidente a preexistência do espírito e a reencarnação.

Gosto muito da Bíblia. Estudei a Bíblia ainda criança. Prefiro os Evangelhos, mas no Antigo Testamento, embora não seja cristão, também há belíssimos e importantes ensinamentos, em que se destaca a reencarnação.

Não vale a pena questionar se houve ou não má fé nas incontáveis traduções e cópias que a Bíblia sofreu até hoje. O fato é que muitas traduções, mesmo que bem intencionadas, tentando trazer a linguagem bíblica para os dias atuais, a fim de torná-la mais facilmente compreensível, deturparam o verdadeiro sentido de inúmeras passagens. Apenas um exemplo:

“O senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela.” 1 Samuel 2:6

A palavra hebraica traduzida como “sepultura” é “sheol”, que é o lugar de purificação ou punição dos mortos para o judaísmo. Esta palavra foi traduzida nos textos gregos como “hades”, que designa a habitação dos mortos entre o desencarne e a reencarnação. Os gregos acreditavam que os espíritos dos mortos que estavam no hades retornavam à vida; chamavam esse fenômeno de “palingênese”, que significa “novo nascimento”. Da mesma forma,  os hebreus acreditavam que os mortos retornavam do sheol ao mundo material, e davam a este fenômeno o nome de “anástasis”, derivado de “anístêmi”: tornar a ficar de pé, regressar. É esta expressão que é traduzida como “ressurreição”.

Isaías fala da entrada do rei de Babilônia no sheol, que traduzem como “inferno” ou “sepultura”. Outros reis que estavam “mortos” no sheol  reconhecem o rei de Babilônia e passam a escarnecê-lo (Is 14:9-16). Estes reis temiam que os descendentes do rei de Babilônia viessem a cometer as mesmas faltas que ele e os seus haviam cometido.

“Preparai a matança para os seus filhos por causa da maldade de seus pais, para que não se levantem, e nem possuam a terra, e encham a face do mundo de cidades. Porque me levantarei contra eles, diz o senhor dos exércitos, e extirparei de Babilônia o nome, e os sobreviventes, o filho e o neto, diz o senhor.” Isaías 14:21-22

Achavam melhor matar os descendentes para que os pais, ou antepassados, não reencarnassem como seus próprios descendentes. Onde diz “para que não se levantem”, este “se levantem” é expresso pelo verbo “anístêmi”, que significa “tornar a levantar”. É fácil perceber que a intenção ao matar os filhos, ou descendentes, era evitar que os espíritos dos pais, ou antepassados, “tornassem a levantar” do sheol pela reencarnação, formando novas gerações, que poderiam repetir os mesmos crimes de que eram acusados. Matando os filhos, ou descendentes, os espíritos dos pais, ou antepassados, não poderiam reencarnar por intermédio deles, e, consequentemente, não poderiam retomar o poder e repetir os abusos de outrora.

A nossa querida Carla B. se refere à serpente, a quem ela chama de “satanás”, que tentou Eva. Imagino que ela acredite na teoria do pecado original, segundo a qual todos nós pagamos pelos pecados dos nossos ancestrais. Os erros, ou pecados, não podem ser hereditários; isso seria uma injustiça gritante que desmentiria a Justiça perfeita de Deus.

“Naqueles dias nunca mais dirão: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram. Mas cada um morrerá pela sua iniquidade; de todo o homem que comer as uvas verdes os dentes se embotarão.” Jeremias 31:29-30

“Mas dizeis: Por que não levará o filho a iniquidade do pai? Porque o filho procedeu com retidão e justiça, e guardou todos os meus estatutos, e os praticou, por isso certamente viverá. A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.” Ezequiel 18:19-20

 A lei com maior autoridade no Antigo Testamento, os dez Mandamentos, já deixa claro a realidade da reencarnação:

“(…) eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” Êxodo 20:5

A Vulgata Latina traz o texto assim: “in tertiam et quartam generationem”. Ou seja,  a tradução correta é NA terceira e quarta geração, e não ATÉ a terceira e quarta geração. Por que na terceira e quarta geração? Porque é o próprio espírito que cometeu a iniquidade que volta reencarnado no mesmo grupo familiar. Pela Lei de causa e efeito, somos responsáveis pelos nossos atos e ficamos ligados àqueles com quem formamos laços positivos ou negativos. É no próprio grupo familiar que o espírito que cometeu a iniquidade, ou falta, ou erro, ou pecado, tem oportunidade de reajuste e de rearmonização com aqueles a quem prejudicou direta ou indiretamente. Então ele volta, reencarnando, na terceira e quarta geração, ou seja, como seu bisneto ou tataraneto. A Lei de causa e efeito, ou “visita de Deus”, atinge o próprio espírito que cometeu a iniquidade, confirmando o que foi dito por Jeremias e Ezequiel. A “visita de Deus” não poderia ocorrer na primeira ou na segunda geração, pois são espíritos diferentes, não houve tempo hábil para a reencarnação do espírito faltoso. Se Deus “visitasse” a primeira ou a segunda geração, estaria sendo vingativo, e não Justo. É isso que dizem Jeremias e Ezequiel. A Justiça de Deus, através da Lei de causa e efeito, só pode atingir ao próprio espírito que cometeu a falta.

Não encontramos a palavra reencarnação na Bíblia. A palavra deriva do latim “incarnare”, “tornar carne”, e sua utilização na língua portuguesa não era de uso corrente até a popularização do Espiritismo. É bom lembrar que a Bíblia só chegou ao nosso idioma em 1753, quando foi publicada a primeira tradução completa para o português, feita pelo protestante João Ferreira de Almeida.

Mas o conceito de ressurreição, para os judeus, em muitos casos se aplica ao que chamamos hoje de reencarnação. Voltando aos Evangelhos, cito Mateus:

“E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele. Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” Mateus 11:12-15

Jesus está dizendo abertamente que João Batista é a reencarnação de Elias, que todos esperavam que voltasse para que as escrituras se cumprissem. Mas é preciso ter ouvidos para ouvir…

A reencarnação contraria interesses egoísticos geradores de preconceitos de toda espécie. Através da reencarnação, o poderoso de hoje pode ser o farrapo humano de amanhã; o rico pode ser o mendigo; o machista pode ser a mulher frágil e delicada; o branco racista pode ser o negro e assim por diante. A salvação, vista sob o ângulo da reencarnação, depende exclusivamente de si mesmo, e não há penas eternas para ninguém. Deus sempre nos concede novas oportunidades para nos reajustarmos por nós mesmos e alcançarmos o seu Reino, que está dentro de cada um de nós:

“E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós.” Lucas 17:20-21

A existência única, com tantas desigualdades e injustiças, não está de acordo com o conceito de Justiça Divina. Hoje, com a popularização das redes sociais, principalmente com o Facebook, recebemos quase todos os dias fotos ou vídeos de crianças com doenças terríveis, às vezes bebês com doenças em toda a pele que provoca dores atrozes. Não seria justo Deus, o Creador do Universo, se creasse seres para sofrer. Enquanto alguns nascem com saúde perfeita, conforto e amor, outros nascem com doenças horríveis, na miséria e no abandono. Só a preexistência do espírito e a pluralidade das existências é capaz de explicar esses aparentes descalabros.

Obrigado, Carla, pela motivação, mesmo que despropositada, que você me deu para estes rápidos esclarecimentos.

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52 Comentários

  1. Olá! Muitos que frequentam evangélicas não possuem conhecimento da bíblia, por isso pendem a outras doutrinas, ou seja, alguns vao buscar em Igrejas Evangélicas soluções fisicas pessoal como “prosperidade financeira”, dentre outros motivos, nao havendo busca da presença de Deus em sua vida.
    O Cristao segue a Cristo, assim como budismo a buda, etc.
    No entanto a Biblia que é de onde os Cristãos seguem sua crença, nega a reencarnação em diversas passagens tanto no antigo como no novo testamento, portanto o Cristão que conhece e segue a Biblia, tem a plena certeza que não ha reencarnação.
    Portanto o que segue Kardec, Budismo, e outros acreditam existir reencarnação, porque assim diz a escritura ditada pelos seus lideres.
    Então Cristão de fato, nao acredita em reencarnação.

  2. Legal essas colocações. Porém, se o próprio Allan Kardec sabe da vinda do Senhor Jesus Cristo, esquece o motivo pelo qual ele veio que é nos salvar e nos dar oportunidade da vida eterna. Se ficarmos reencarnando para “aperfeiçoarmos” nosso espírito, então a vinda de Jesus Cristo é nula? E se o próprio João Batista disse: “Não, não sou Elias. Sou uma voz que clama do deserto”. Fica claro que não é ele.

  3. Gostei muito dos vídeos do amigo que estão no Youtube; postei alguns na minha página no Facebook. Parabéns!!

  4. A Reencarnação é uma lei de Deus e não de homens, e independe se eu creio nela ou não. É uma Lei natural, assim como o ar mesmo eu não o vendo ele não deixará de existir.

  5. Me expliquem, já que dizem conhecedores da Bíblia estas passagens:
    Lev 20,6-27: “Se uma pessoa recorrer aos espíritas, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo.” “Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte.”

    Dt 18,9-14: “Não se achará no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, o espiritismo, a evocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui uma abominação para o Senhor.”

    Aguardo uma resposta.

  6. Pesquisem física quântica… somos uma só energia, uma única onda… por isso seremos julgados por nossos atos por que tudo o que você faz vai voltar pra você… Jesus nos ensinou a pensar e a fazer o bem pra que não possamos pagar por maus atos, eletromagnetismo, tudo vai e volta como um bumerangue, se der amor o amor volta pra você, se der ódio o ódio volta pra você, por isso ele disse: ame seu próximo como a você mesmo, para que tudo que você faça seja bom e você tenha um retorno positivo na sua experiência de vida… um abraço, fiquem na paz.

  7. A reencanação está logo na criação do homem, quando Deus criou Adão do Pó da Terra e soprou em suas narinas e fez o mesmo alma vivente que quer dizer, animada e espírito vivificante, que quer dizer vive e revive. Portanto leiam a Bíblia e descobrirão logo em Lucas capítulo 1, que o mesmo Anjo Gabriel que anunciou a vinda de Jesus, anunciou a vinda de João Batista, onde diz: Que ele será grande e não beberá vinho e nem bebida forte, bem como, fala do espírito de Elias o qual irá adiante dele (corpo de João Batista) no espírito e vigor de Elias, e leiam o capítulo 15 de 1º Corintíos.

  8. RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO

    Na verdade, de acordo os ensinamentos contidos nas Escrituras sagradas, há dois princípios diferentes de ressurreição: 1) ressurreição carnal, 2) ressurreição espiritual.

    1) ressurreição carnal – reencarnação; renascimento do Ser (espírito) na vida material, em outra época, com outro corpo carnal.

    a – Para reparar faltas cometidas na sua preexistência espiritual (Êxodo 20. 5) (Ezequiel 37. 1 a 14) (João 5. 5 a 14/ e 5. 29);

    b – Para aperfeiçoar qualidades e enriquecer conhecimentos (João 3. 1 a 12) (João 9. 1 a 4) (João 17. 12) (Hebreus 11. 35);

    c – Para desempenhar qualquer missão de ciência, de progresso, de fraternidade, ou de iluminação (Mateus 11: 1 a 15) (Lucas 1. 13 a 17) (João 15. 16) (Romanos 8. 28 a 30) (Isaías 49. 1 a 2) (Jeremias 1. 5).

    2) ressurreição espiritual do Ser após as cinzas do túmulo, onde o Espírito se desfaz das fibras carnais, e em estado de energia psíquica, revestido de forças etéreas, imutáveis, e de natureza angelical faz sua ascensão para a vida suprema do Reino dos Céus – a perfeição divinizada do Ser (Mateus 22. 23 a 33/, e 27. 50 a 53) (Mateus 16. 28) (Marcos 12. 18 a 27) (I Coríntios 15. 1 a 58).

    O Espírito troca de formas aqui e ali para cumprir a lei da evolução espiritual, e como é lei da natureza cósmica a reencarnação se cumpre em todos os Mundos materiais habitados para a glória da vida universal.

    A Natureza, laboratório invisível da criação cósmica de Deus é obra de harmonia em todos os seus reinos. Nada pára na vida, pois tudo tem o hálito divino do Criador que insufla energia na sua profundidade primitiva, o trabalho de crescimento dos Seres inteligentes para vida imortal é contínuo e incessante. A própria matéria evolve e fica mais radiante com o passar dos milênios, orientou-nos o Amigo Celeste (em João 5. 25): vem a hora e agora é chegado este momento; ou seja, é uma ação constante, ininterrupta, em que os que fazem o bem encontram novos planos de vida gloriosa nas dimensões celestiais do universo da criação de Deus (Lucas 9. 27). E aqueles renitentes no mal ressurgem diante da vida física, em Mundos inferiores, para serem sentenciados a educar suas faltas (João 5. 29) – a cada um de acordo com as suas próprias obras; palavras que resumem integralmente a ordem e justiça universal da vida em todos os mundos habitados.

    Se ainda não consegues desferir o vôo do pensamento às idealizações divinas da criação sem fim, é porque ainda tens a mente bastante materializada. Ore ao Senhor da Vida te ilumine a razão. Não basta crê cegamente! É necessário fazer da própria consciência um templo vivo de irradiação do Espírito de Nosso Pai Celestial – o Espírito santificado.

    A revelação do Cristianismo não terminou com a ascensão do Senhor Jesus aos Céus do Cosmo Espiritual. Este movimento de regeneração prossegue aos confins do mundo terrestre, convocando todos os espíritos humanos ao concerto espiritual com o seu Criador e Pai.

    Não estamos no planeta Terra órfãos da verdade espiritual. Pois temos a promessa da assistência consoladora do santo Espírito. Que escuta as instruções nas dimensões celestiais (João 16. 13), e as revela no plano físico, àqueles que são chamados segundo os propósitos divinos para trabalharem pela evolução material e espiritual da humanidade, a fim de que o bem e o amor se instalem logo entre as criaturas elevando a existência terrestre à categoria dos Mundos Regenerados.

    http://vozqclamabr.blogspot.com.br/2014/01/ressurreicao-e-reencarnacao-ceus.html

  9. Obrigado pelo carrinho, Elza querida. A partir de Março passarei a postar vídeos com a análise do Evangelho de Lucas.

  10. Sou chegada a um debate bem fundamentado, e fiquei muito satisfeita com as suas explanações, Felipe. Uma pena que tantas pérolas não tenham tido boa aceitação por aqui…
    Aprendi muito, obrigada irmão querido. Que Deus continue abençoando este seu comprometimento em espalhar o conhecimento da luz do evangelho.

    Beijão

  11. Só gostaria de salientar, a passagem em São Paulo que diz: “Está ordenado ao homem, que morra uma única vez, e depois disto o julgamento”. Ora ele tem razão, aquela carne só morrerá uma única vez, aliás, a minha carne de bebê, não é a mesma de agora velho, todas as células já foram trocadas com o passar do tempo. O que me intriga é: onde está ordenado? ora, se está ordenado, a fonte tem que ser colocada, ou não? Outra questão para nós espíritas, está claro que todos que nasceram morreram, ou vão morrer um dia. Para nós espíritas está claro, porém, alguns, se não quase todos evangélicos, se perdem na questão de Paulo esquecendo-se que pregam que Lázaro ressuscitou, que Elias e Henoque não morreram, ora se assim for, algo está errado, como está ordenado que morra uma única vez, e aparece várias citações de pessoas que morreram duas vezes, e outras que só nasceram? Obrigado!

  12. Boa noite, eu particularmente acho muito interessante essas discussões, principalmente quando se fala de reencarnação, nosso querido irmão Morel deu ótimas explicações para os argumentos dos outros irmãos e irmãs, eu em particular respeito as argumentações, pontos de vistas e crenças diversas de todos.
    Eu sou mais um estudante e curioso em busca da verdade. Quando se fala de Reencarnação é uma palavra criada no século 19 por Allan Kardec como já foi explicado, ela é evidentemente uma lei divina ou um processo natural do plano espiritual, quando estudamos as três revelações e isso digo Moisés (judaísmo), cristianismo puro (sem viés religioso) aquele que era falado por Jesus e seus apóstolos, e posteriormente a doutrina espírita da qual foi ditada pelos Espíritos superiores a Allan Kardec você encontra várias citações e explicações do processo reencarnatório. Engraçado que se você for fazer um estudo a respeito desses missionários você obtêm a informação que TODOS eram e são reencarnacionistas. Eu tive a oportunidade de discutir com judeus ortodoxos ou mesmo com os judeus cabalistas e para eles a lei da Reencarnação é crença milenar comum, vale lembrar que Jesus nosso guia e modelo era hebreu cabalista e totalmente reencarnacionista, tanto que Jesus não reencarnou no nosso planetinha para ficar falando dessa lei, essa crença era totalmente comum para época.
    Posteriormente estudando o novo testamento e isso falando da Bíblia de Jerusalém e agora da última edição de autoria do Haroldo Dutra Dias que por sinal eu gosto muito e que se aproxima mais da pureza do cristianismo através de uma tradução literária (sem viés religioso), também encontro outras passagens falando dessa lei maravilhosa, ou seja, estou citando segunda revelação, vale lembrar que já conversei com católicos, alguns acreditam, outros não por desconhecimento, e outros têm esse conhecimento mas por causa de dogmas da religião se negam a admitir, vale lembrar que a lei da reencarnação era totalmente difundida na religião católica no seu início porém por questões políticas entre outras foi deixada de lado por seus líderes, protestantismo seguiu a linha do catolicismo nesse aspecto, anglicanismo por exemplo tem como crença.
    Agora falando de terceira revelação também explica como nunca essa lei, de maneira racional, lógica e de grande bom senso ditada pelos próprios espíritos superiores, inclusive personagens que tiveram papel importantíssimo na primeira e segunda revelação, eu particularmente trabalho juntamente com a espiritualidade e converso com os irmãos desencarnados e tive esse esclarecimento falado diretamente por eles, eu tenho essa certeza absoluta para mim, porém respeito duvida ou descrença do meu semelhante. Quando nos utilizamos de uma fé raciocinada através do crivo da lógica, razão e bom senso do todo e não só da doutrina espirita encontramos todos essas respostas. A geração do século 21 anseia por universalidade e isso significa em termos de crença buscar todos as ligações na revelações, e isso que eu acredito e começo a ver nas pessoas, vejo protestante espirita, judeu espirita, católico espirita, umbandista estudando espiritismo, etc..
    Só alguns dados interessante que eu quero compartilhar como vocês: aproximadamente 2/3 da humanidade tem como crença a lei da reencarnação, principalmente no oriente, ocidente ainda não predomina a crença por causa das religiões católico/protestante.
    A própria ciência tem estudado cada vez mais essa lei e achado dados muito interessantes através de grandes médicos com Doutor Ian Stevenson, e outros é só colocar na net. Busque a verdade mas principalmente Pratique o BEM o mais importante, muita Luz e abraço a todos.

  13. Especificamente em relação aos possessos de Gadara, esses “demônios” (do grego “daimon”: “gênio” ou “espírito”) eram espíritos como nós, espíritos desencarnados ainda muito ligados à matéria, num processo obsessivo que o Espiritismo classifica como possessão. Eram espíritos que viviam das energias que absorviam desses dois gadarenos encarnados. Viviam em meio aos túmulos – na verdade grutas ou escavações naturais na rocha em que eram sepultados os mortos – e em meio aos porcos, provavelmente usados para a alimentação dos soldados romanos. Absorviam essas energias densas como modo de manterem-se ligados à matéria, de que não conseguiram se afastar por seu baixo nível evolutivo. Quando perguntam se Jesus veio atormentá-los antes do tempo estão se referindo ao tempo de resgate que os espíritos encarnados – os dois gadarenos – ainda tinham pela frente, pois eles só eram obsediados por sua imperfeição moral. Só somos influenciados por espíritos com quem sintonizamos através dos nossos pensamentos e nível moral. Achavam-se, os espíritos obsessores que formavam uma “legião” de espíritos, no direito de fazerem justiça com as próprias mãos, fazendo sofrer quem certamente havia feito sofrer no passado: “Quem com ferro fere com ferro será ferido”, ou “a cada um segundo as suas obras”.
    É claro que o reino de Deus, a que Jesus aludia, não é deste mundo material. Seu reino é do Espírito, nossa verdadeira natureza, imortal e perfectível. Somos filhos de Deus, creados à sua imagem e semelhança, portanto, perfectíveis. Jesus disse: “Vós sois deuses”. Jesus também disse que poderíamos fazer as mesmas coisas que ele fazia e até maiores. É evidente que não temos condições de fazer o que ele fazia em nosso estágio evolutivo. Mas, através de múltiplas reencarnações, por meio das quais vamos adquirindo conhecimentos e experiências, subimos, degrau por degrau, a escalada evolutiva que nos leva a Deus.
    Há sofrimentos porque somos espíritos jovens, imperfeitos. Jesus disse: “Há muitas moradas na casa de meu Pai”. Se referia aos incontáveis mundos que há no Universo infinito. Deus não teria feito o Universo apenas para enfeitar a Terra. Há mundos em todos os estágios evolutivos. A Terra é um planeta de provas e expiações, passando pela transição para um planeta de regeneração. Estamos recém nos conscientizando de nossa realidade espiritual, há muito caminho pela frente.
    Fiz este comentário em separado expondo meu modo de pensar baseado no Espiritismo, porque o comentário anterior, em respeito à Andréa, foi todo baseado na Bíblia, que é o livro em que ela acredita. Não sou homem de um livro só, mas estudo a Bíblia desde os oito anos de idade.

  14. Andréa, respeito a sua crença e você deve respeitar a minha, senão o diálogo não será possível. Não me acuse de distorcer palavras. Os dicionários existem para dirimir dúvidas a respeito de palavras. Qualquer dicionário de grego, hebraico ou latim nos mostra o significado das palavras utilizadas nos textos referidos no contexto e época em que foram usadas.
    Já falei, no comentário anterior, sobre o significado das palavras demônio e satanás; não vou repetir.
    Aceito a sua interpretação para a palavra “temer”. Mas Deus não se ofende e não se magoa. Essas são fraquezas humanas e Deus não é humano.
    Não é sadismo mandar quem se arrepende de volta para a terra, pelo contrário; é demonstração de misericórdia. O arrependimento pressupõe a firme resolução de consertar ou compensar o erro cometido, e isso só é possível reencarnando. Não fosse assim, um bandido cometeria os piores crimes durante a sua vida inteira, se arrependeria no último minuto de vida e ficaria tudo por isso mesmo. Deus é infinitamente Justo, e não pode tratar de maneira igual pessoas e situações desiguais.
    Veja o que você disse, Andréa: “Quanto a (sic) passagem a que tanto se apega para provar que Jesus estava errado… Vamos manter o respeito, Andréa. Você sabe que não acho que “Jesus estava errado”. Não concordo é com você, apenas isso.
    A passagem que você cita é esta:
    “Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte,
    E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.
    E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.”
    Mateus 17:1-3

    Fica claro a comunicação entre encarnados e desencarnados. Jesus, Tiago, Pedro e João (encarnados) e Moisés e Elias (desencarnados).
    Logo depois, quando Jesus desce do monte com seus apóstolos, ele afirma que João Batista era a reencarnação de Elias:
    “E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro?
    E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas;
    Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem.
    Então entenderam os discípulos que lhes falara de João o Batista.”
    Mateus 17:10-13

    Não foi a primeira vez que Jesus falou isso claramente:
    “Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.
    E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele.
    Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.
    E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir.”
    Mateus 11:11-14

    A reencarnação de Elias já havia sido profetizada pelo profeta Malaquias, uns quinhentos anos depois da passagem de Elias pela terra:
    “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor;
    E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.”
    Malaquias 4:5-6

    E foi confirmado pelo anjo (só pra lembrar, a palavra “anjo”, do latim “angelus” e do grego “ággelos”, que dizer “mensageiro”, e se refere a espíritos como nós, não a seres especiais) ao pai de João Batista, Zacarias, antes de João Batista nascer:
    “Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João.
    E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento,
    Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do espírito santo, já desde o ventre de sua mãe.
    E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus,
    E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.”
    Lucas 1:13-17

    Quando você diz, Andréa, que mandar de volta para a terra (reencarnar) é sadismo, não está considerando que sempre respondemos por nossos atos (A cada um segundo as suas obras), e que a reencarnação é prova incontestável da Justiça de Deus. Você deve saber que o profeta Elias mandou degolar 450 profetas de Baal e 400 profetas de Asera. Isso explica o porquê de João Batista, que era o mesmo Elias reencarnado, teve que sofrer morte violenta, à espada, apesar de ser homem justo e íntegro:
    “E Elias lhes disse: Lançai mão dos profetas de Baal, que nenhum deles escape. E lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom, e ali os matou.” 1 Reis 18:40
    “E Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito, e como totalmente matara todos os profetas à espada.” 1 Reis 19:1
    É o mecanismo perfeito da Lei de causa e efeito: “Quem com ferro fere, com ferro será ferido.”

    Se não considerássemos a reencarnação, seria muito injusto que João Batista fosse assassinado, pois nada fizera de errado. As desigualdades sociais, os estados de saúde ou doença, as crianças que morrem em tenra idade, nada disso teria sentido se não considerássemos a reencarnação.

    Estou entrando em férias, Andréa. Se você tiver dados novos, argumentos válidos para mantermos um diálogo respeitoso e proveitoso, continuamos. Caso contrário, não publicarei.
    Fique com Deus.

  15. Jesus expulsava os demônios sim e falou abertamente sobre o Príncipe deste mundo que é Satanás. Não é interpretação minha, ao contrário, desculpe a sinceridade ao colocar minha opinião, mas quem está distorcendo a palavra de Jesus é você.
    Quando ele [Jesus] chegou ao outro lado, à região dos gadarenos, foram ao seu encontro dois endemoninhados, que vinham dos sepulcros. Eles eram tão violentos que ninguém podia passar por aquele caminho. Então eles gritaram: “Que queres conosco, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do devido tempo?” (Mt. 8:28-29)
    Ele mesmo disse que seu reino não é deste mundo. (João 18:36)
    Por isso há sofrimentos atrozes aqui. Ele veio para nosso resgate.
    Efésios 2:1-3
    Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência. Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira.
    E ao contrario de ter medo de Deus, temor significa cuidado. Quem ama cuida para não ofender ou magoar.
    Acredito no perdão de Deus, que para mim não é um Deus vingativo, que exige que o sofrimento seja a paga pelos nossos pegados. Ele justamente mandou seu filho em resgate de todos. Assim todo aquele que se arrepende de seus pecados está lavado no sangue de Jesus e não irá para o inferno.
    O inferno foi feito para os que rejeitam o Espirito Santo de Deus.
    Mandar quem se arrepende de volta para a Terra é que é ser sádico.
    Quanto a passagem a que tanto se apega para provar que Jesus estava errado ao dizer que algum dos que aqui estão não provaram a morte até que vejam o Filho do Homem vindo em seu Reino. Mateus 16:27,28
    Segue a interpretação para mim mais plausível:
    Essa é uma referência à aparição de Cristo em sua glória no Monte da Transfiguração, cujo relato começa precisamente no versículo seguinte (17:1). Nessa passagem Cristo aparece literalmente numa forma glorificada, e alguns dos seus apóstolos lá estão para testemunhar o que aconteceu, a saber, Pedro, Tiago e João. Essa experiência da transfiguração certamente foi apenas um antegozo da sua segunda vinda, quando todos os crentes o verão, vindo em poder e grande glória (cf. At 1:11; Ap 1:7).

  16. Andréa, eu não acredito é na sua interpretação, embora a respeite. Não tento, jamais, impôr meu modo de pensar a quem quer que seja. Mas você não pode dizer que não acredito em Jesus. Se for assim, em qual passagem você quer que eu acredite:
    Passagem 1) “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras. Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino.” Mateus 16:27,28
    Passagem 2) “Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” Mateus 28:20

    Se ele está conosco como poderá voltar? Só pode voltar quem partiu. Mas se ele está conosco, então não partiu.
    Jesus não fala em inferno. Nos textos originais em grego há a palavra “sheol”. Releia o artigo (acho que você não leu). A palavra hebraica traduzida ora como “inferno” ora como “sepultura” é “sheol”, que é o lugar de purificação ou punição dos mortos para o judaísmo. Esta palavra foi traduzida nos textos gregos como “hades”, que designa a habitação dos mortos entre o desencarne e a reencarnação.
    A palavra demônio, do grego, quer dizer “gênio” ou “espírito”. Não existe demônio. O que existem são espíritos desencarnados voltados temporariamente ao mal. Se Deus houvesse creado demônios, seria sádico ou burro. Deus é infinitamente Bom e Justo, não crearia seres destinados a serem maus eternamente e a fazerem mal eternamente. Não existe inferno. Se um pai humano, que é falível e cheio de erros, perdoa os erros do seu filho, como Deus, que é infinitamente misericordioso iria condenar UM FILHO SEU ao inferno? Se Jesus nos ensinou o perdão, como é que Deus não perdoaria?
    Satanás quer dizer adversário. Satanás é o personalismo, o ego, o apego à matéria em detrimento do espírito. Quando Jesus, após revelar aos discípulos o sofrimento que o esperava, disse a Pedro: “Retira-te de diante de mim, satanás; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas as que são dos homens”, em Marcos 8:33, estava se referindo à dificuldade que temos em compreender e aceitar as coisas do espírito, nos apegando apenas ao aspecto material. Como o nosso mundo é ainda muito atrasado moralmente, somos, até certo, ponto dominados por satanás, ou seja, pelo que é contrário às Leis de Deus.
    A expressão “filho de” na Bíblia quer dizer “aquele que deriva de”, “fruto de”, “original de”. Quando se refere às bodas, por exemplo, os amigos do noivo são chamados “os filhos da câmara nupcial”. Filho da perdição, obviamente, quer dizer “perdido”.

  17. Obrigada pela pronta resposta.
    Mas acho contraditório acreditar em Jesus e não acreditar no que Ele disse.
    Pois ele fala do inferno, da destruição do Joio. Ele expulsou demônios e falou do príncipe deste mundo que é Satanás.
    Ele mesmo disse que Judas era filho da perdição.
    Nem toda a criatura que está ou esteve na terra encontra-se no livro da vida.
    Jesus está junto ao Pai, mas Ele e o Pai vem fazer morada em nós ainda aqui até o Final dos Tempos! Foi o que disse Jesus e Ele prometeu que veríamos a sua volta sobre as nuvens com toda a glória que Ele tem junto ao Pai.
    Que pena que você não acredita nas palavras Dele.

  18. Andréa, não há espírito do Mal, há espíritos maus, temporariamente, por ignorância do caminho da Verdade, que é Jesus.
    O inferno, realmente, não tem razão de existir, e não existe, a não ser como um estado de espírito, de duração variável, formado pela comunhão de maus pensamentos em sintonia.
    Nosso julgamento somos nós que fazemos, através da nossa consciência. Conforme vamos evoluindo, mais e mais nos tornamos exigentes para com nós mesmos. Julgamento final, no contexto do nosso planeta, significa a separação de quem há de permanecer na Terra regenerada e de quem será degradado para outros planetas, inferiores à Terra, onde continuarão sua evolução em situações precárias, ao mesmo tempo em que ajudarão no progresso local.
    Não há sentido em temer a Deus. Deus é todo Amor e Justiça. Devemos seguir as suas Leis, não temê-lo.
    Embora tenhamos a eternidade das reencarnações para nos corrigirmos, compete a nós mesmos, individualmente, acabarmos com o nosso sofrimento, que deriva nos nossos males morais como o orgulho e o egoísmo. A pressa é nossa.
    O Reino de Deus – a que você se referiu como Reino de Jesus – é um estado de espírito que está ao nosso alcance:

    “E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior.
    Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós.”
    Lucas 17:20-21

    Eu creio em Jesus, nosso irmão mais velho, mas ele não prometeu a sua volta. Você deve estar se referindo a estas passagens:

    “E em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte até que vejam o reino de Deus.” Lucas 9:27

    “Dizia-lhes também: Em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte sem que vejam chegado o reino de Deus com poder.”
    Marcos 9:1

    “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras.

    Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino.” Mateus 16:27,28

    Em Marcos e Lucas ele se refere apenas ao Reino de Deus, que é um estágio de elevação espiritual que alguns poderiam alcançar ainda naquela existência. Em Mateus há referência ao mecanismo da Lei de causa e efeito, “a cada um segundo as suas obras”; mas o contexto é o mesmo. Jesus não precisa voltar, pois está entre nós em espírito, nós é que muitas vezes o ignoramos:

    “Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” Mateus 28:20

  19. Flávio,
    O inferno não é eterno, após o julgamento final ele será destruído no lago do fogo, na gena.
    Isto para aqueles que creem na sabedoria do evangelho segundo Jesus Cristo.
    Abraços.

  20. Sou católica e estou com a Carla.
    Acho que o espirito do Mal, nosso opositor até o momento tem enganado muito bem a muitos de nós que cremos em Jesus.
    Primeiro por fazer a humanidade crer que ele não existe.
    Já que não existe;
    O inferno também não tem razão de existir.
    Portanto, um Julgamento final não faria sentido, sendo assim, não devemos Temer a Deus e suas advertências.
    Todos teremos a eternidade de reencarnações para nos corrigir.
    O Reino de Jesus terá de esperar e só se fará quando o último pecador se tornar pronto para o reino de Deus.
    Tomando por base que a humanidade cresce em progressão geométrica. O surgimento de novos espíritos a cada dia, sendo todos passíveis de reencarnação, torna inviável a volta de Jesus para separar o Joio do Trigo.
    Então Morel você crê em Jesus? No que Ele prometeu, sua volta?
    Abraços,
    Andréa.

  21. Me dirijo à nossa irmã Carla. Querida, é necessário em um dado momento nos desprendermos da ótica religiosa, que se baseia, é claro, na Bíblia ou em um determinado conjunto de informações ou livros e nos perguntarmos, tomando como base o nosso conceito de justiça, se é possível, por exemplo, Deus permitir o sofrimento “eterno” de uma criatura Sua. Peço com todo respeito e carinho, que você se faça essa pergunta. Tente, apenas por um momento, ouvir a resposta do seu coração!
    Não precisa publicar um comentário ou resposta, se não tiver vontade, ok?
    Abraço fraterno!

  22. Morel, concordo com você. A doutrina pra mim é perfeita, mas eu não sou, longe disso. E acho também, que mesmo que com antipatia, ou com “reservas e discriminação”, como você mesmo disse, o estudo para ela será muito bom, será plantada ali uma semente, por isso indiquei. Sempre recebo os evangélicos na minha casa, aqui eles têm esse costume de ir de casa em casa, e acho isso muito bonito. A fé deles. Mas eles não são assim agressivos como a nossa irmã Carla em alguns comentários, eles falam e até me escutam. Tem a questão da educação, você pode mostrar as suas idéias, e podemos com olhos de caridade escutá-las, mesmo sem querer ou sem crer, mas por caridade e por empatia a um irmão com fé, faz bem pra eles e para nós também. Quando falam de Deus e de Jesus, falamos a mesma língua. Mas assim como agimos com respeito, merecemos respeito.
    Não acho que alguém aprenda buscando nas entrelinhas um fato para menosprezar ou rebater, ou criticar. As pessoas aprendem quando desejam aprender, tudo ao seu tempo.
    Obrigada Morel!

    Obrigada Josiane!

    Fiquem com Deus!

  23. Fernanda, você está se referindo ao que nós, espíritas, aprendemos. Ótimo. Acho isso o melhor, por isso sou espírita. Mas cada corrente de pensamento tem um modo de pensar e uma maneira de se posicionar. Evangélicos, de um modo geral, são instruídos a levarem a verdade em que acreditam ao maior número de pessoas possível. Eles acham que é seu dever esclarecer o que consideram obscuro. Pensam ser sua obrigação “livrar do erro” pessoas que pensam, a seu ver, de maneira errada. Não publico nem um terço dos comentários que recebo. Muitos são personalistas; ou me elogiam pessoalmente, como se o que eu escrevo fosse descoberta minha, ou me criticam pessoalmente, não às ideias, mas a mim. Além desses, há as críticas exageradas e sem fundamento. Alguns querem me “converter”, me tirar do erro, do demônio, essas coisas. Talvez por isso tudo eu não me sinta, de modo algum, desrespeitado pela Carla.
    Somos espíritas. E somos espíritas porque consideramos o Espiritismo a verdade mais próxima da Verdade. Achamos que o nosso pensamento e a nossa orientação é correta. Não será o caso de demonstrarmos isso com tolerância, compreensão e disposição para o debate? Não quero converter os evangélicos, não quero converter ninguém. Mas há muitos católicos e evangélicos que acessam este site. Gostam do que leem, gostam dos comentários, estão abrindo suas cabeças para conhecimentos e modos de pensar diferentes dos seus.
    Costumamos dizer que ninguém é melhor do que ninguém, que todos os caminhos levam a Deus, que somos todos irmãos etc. Acredito nisso. Mas optei pelo Espiritismo pelo conhecimento teórico e prático que proporciona. Sei mais do que muitos. Tenho mais conhecimento do que os evangélicos que eu conheço. Eles conhecem só a Bíblia. Eu conheço a Bíblia, que estudo desde os oito anos de idade, e mais algumas centenas de bons livros. Se sei mais, tenho mais responsabilidade. E tenho o dever de praticar, um mínimo que seja, do que aprendo. Nisso entra a tolerância, o respeito, e o prazer de encontrar alguém, como a Carla, que pensa tão diferente, mas que está disposta a aprender. Até onde sei, ela iniciou a leitura da obra de Allan Kardec. A imagem que ela faz dos espíritas certamente influencia na percepção da obra de Allan Kardec. Dificilmente conseguimos assimilar algo pelo qual tenhamos antipatia, mesmo que nos pareça correto.
    Força e paz.

  24. Olá Fernanda, concordo 100% com você, que bom que não sou só eu que penso assim, me alivia! Não gosto das colocações da Carla, são sempre agressivas e ofensivas à Doutrina, não consigo as ver de outra forma. Fique em paz! Abraços.

  25. Morel, gostei dos seus comentários, simples e objetivos. Mas, ninguém nunca vai ver um espírita, não espiritualista, mas espírita, entrar em um site de qualquer outra religião para tentar convencer ou mostrar o contrário do que que eles acreditam. Pois aprendemos a necessidade da existência das religiões, o respeito, a compreensão e talvez isso e muitos outros conhecimentos, nos tire qualquer necessidade de provar alguma coisa, pois compreendemos que Deus está em toda parte, e que o que nos “salva”, em qualquer lugar ou religião, é a caridade. A nossa irmã Carla ainda tem a necessidade de tentar provar alguma coisa e de reafirmar a sua verdade. Pois se não fosse assim, não entraria num blog espírita para tentar, de alguma forma, mostrar o contrário. Compreendemos e agradecemos a Deus por não ter essa necessidade.
    Morel, você disse que ela não desrespeitou, em alguns comentários sim, dizendo que o espírita “acusa a religião católica de atraso moral da humanidade” entre outras coisas. Não, o espiritismo, a doutrina espírita, não acusa ninguém de nada. Irmã Carla, indico você estudar alguma coisa quando desejar falar da mesma. O conhecimento liberta. Então, faça como Jesus, tenha caridade e não fale do que não compreende ou não sabe, estude, estude primeiro. Podemos ter opinião quando conhecemos, então conheça primeiro, para depois falar.
    Nos seus comentários, de que leu isso ou aquilo em blogs, blogs são opiniões de pessoas, não são a doutrina espírita, não pode ser base única de conhecimento. Fiquem com Deus!

  26. Janaína, não acho que a Carla tenha desrespeitado a opinião de alguém. Ela expôs o seu ponto de vista, do qual discordo, mas respeito. Se todos procurassem argumentar, como ela, o diálogo entre diferentes correntes de pensamento seria possível… Talvez ela tenha utilizado uma ou outra palavra que nos desagrade, mas é um risco que corremos quando nos comunicamos.
    Fique com Deus.

  27. Nossa!!! Tô impressionada, quanto esforço para detonar algo que não está de acordo com o que você pensa, Carla.
    Isso já vai contra o que você prega. Não obrigam você a acreditar, lhe é mostrado o caminho. Vai do seu grau de entendimento e necessidade espiritual procurar e aceitar a “verdade”. Assim como para você a igreja evangélica é o caminho, para outros pode ser a umbanda ou católica.
    Sobre encarnação ou ressurreição, por favor???!! Naquele tempo, essa era a palavra mais adequada. Era o que poderia ser usado sem muitas explicações, prático e rápido.
    Só tenho uma pergunta.
    O que é ESPÍRITO SANTO?
    É… esse mesmo que a bíblia fala, quem é? Ha, tá, desculpa, o nome dele é Espírito Santo.
    O que tem a ver se é isso ou aquilo. Que se dane, somos filhos do mesmo DEUS, oramos para o mesmo senhor dos senhores. Se é céu, paraíso, colônia, inferno, purgatório ou umbral… que diferença faz????
    Respeite a opinião alheia e só fale se quiser ouvir.

  28. Naldo, eu não dou a mínima para o que pensa sobre mim, então não perca o seu precioso tempo me criticando. Rodrigo, acho que eu falo grego porque você ainda não entendeu o que eu quis dizer. Tudo bem, meu caro.
    Esqueça o que eu disse… Acho que já discutimos demais por pouca coisa. Parece até brincadeira. Pois bem, presbítero, encerro meus comentários por aqui. Fique com Deus!!!

  29. Ao invés das pessoas procurarem melhorar a si próprias, pensam somente em depreciar os outros. Infantilidade é pouco!

  30. Que bom se eu tivesse o poder de converter alguém, bem disse Morel que você iria começar o estudo do espiritismo já com reservas e discriminação.

  31. Rosana, em qual parte do texto afirmo que o Espiritismo criou o dogma da Reencarnação? Eu disse que a Reencarnação é um dos dogmas da Doutrina Espírita. Aliás não quero que ninguém concorde comigo. Seria praticamente impossível um kardecista deixar de acreditar nessas “verdades” espíritas. Não por serem esclarecidos, mas por fanatismo mesmo (ou será que todas essas “verdades” foram baseadas em fatos empíricos e eu não sabia? rsrsrsrsrs).Se acham inteligentes demais, e por essa razão descartam tudo que contrariam suas convicções; A opinião de um evangélico nada vale, não é? Muitos de vocês nos veem como fundamentalistas religiosos, ignorantes, fanáticos, gananciosos que dão o dízimo por interesse… Os espiritistas, acomodados em uma falsa tolerância, dizem respeitar a crença de todos. No entanto, não respeitam nosso modo de pensar. A maior prova disso são os artigos preconceituosos do Rodrigo. A Ciência está aí, querida Rosana, para mostrar que a sua religião (sim, religião!) é tão falível em termos de credibilidade quanto às outras. Se eu desse importância “ao lógico” ou “à razão” CERTAMENTE eu seria ateia… Ah, Felipe, lembra das 30 teses? A cada página que leio do Livro dos Espíritos tenho a plena convicção de que o Espiritismo é uma pseudociência, desculpe, querido. Apesar de minha imparcialidade e espírito tolerante não nego ser evidente o misticismo presente nas obras de Kardec. Crença por crença permaneço na minha, meu caro. Chega de blablabla, nós protestantes queremos PROVAS. Prove que estão certos por meios cartesianos. Caso contrário Felipe, Ops, quer dizer, o colaborador desse site que vive nos “alfinetando”:esqueça de tentar nos “converter ao Espiritismo…

  32. Sim, Ana. A busca é e deve ser incessante. No momento em que nos conformarmos com uma suposta “verdade absoluta” estaremos estagnados, deixaremos de evoluir.
    Obrigado pelo depoimento.

  33. Morel,

    Fui criada dentro da igreja católica, até pouco tempo não acreditava em reencarnação.
    Em busca de algumas respostas, conheci a doutrina espírita e me peguei fazendo algumas indagações. A busca de respostas ou entendimento é que faz com que vislumbremos novos horizontes. Acredito que essa seja a lógica da vida.
    O que acontecia comigo, e que acredito que aconteça com muitas pessoas, é que por conhecermos apenas uma única explicação não procuramos estudar mais sobre determinados assuntos e achamos que fomos saciados. Com o passar dos anos, verificamos que nenhuma verdade é totalmente absoluta. O questionamento e a busca de crescimento é que nos move todos os dias.
    Se tudo na vida fosse simples… Como o mundo seria enfadonho…
    Continuo buscando…

  34. Só tenho duas coisas a dizer, Amen e obrigada!
    Creio que foi Deus que trouxe até aqui hoje e agora digo isto porque frequento uma igreja cristã (não tem qualquer definição de protestante evangélica ou católica) mas como quase todas não acreditam em reencarnação e sim no julgamento final de céu ou inferno. Gosto muito daquela igreja até porque apesar de eu não ser de acordo com essa crença, gosto de ouvir os discursos do pastor e do modo como toda a gente é acolhedora e simpática. Contudo, no discurso de hoje, o pastor convidado referiu várias vezes essa sentença final de céu e inferno e de quem não acredita em Deus ou em Jesus não irá para o Céu nem será salvo. Nunca gostei de ouvir este tipo de coisas até porque tenho uma mãe espírita e desde criança esse termo “reencarnação” sempre fez muito mais sentido e afastava aquele “medo” de que só há uma e esta vida e depois tudo se acaba. Mais uma vez parabéns pela sua análise que para defender esse ponto de vista tão bem como foi feito nem foi um texto tão longo assim. Muito bem escrito, Parabéns!

  35. É, parabéns a todos e parabéns Morel pela longa e perfeita exposição, ufa! Até eu fiquei mais convencido.

  36. Para o cristianismo primitivo a reencarnação era normalmente aceita. A maior parte da população mundial tem na reencarnação um fato. Para citar algumas, podemos lembrar, além do budismo e do hinduísmo, o taoísmo, o confucionismo, o bramanismo, o zoroastrismo, o jainismo, o sikismo, o sufismo, só para ficar as religiões orientais mais conhecidas no Ocidente. Outras correntes de pensamento, como o islamismo esotérico, o judaísmo esotérico, a cabala, partes da Igreja Católica que se emanciparam, como a Igreja Católica Liberal, parte da Maçonaria, Umbanda, Quimbanda, Candomblé, religiões africanas, religiões indígenas, Legião da Boa Vontade, Seicho-no-ie, o Esoterismo e o Ocultismo e a Gnose, de um modo geral, Rosa-cruz, Teosofia, Hare Krishna, e mais considerável parcela de católicos e protestantes aceitam a reencarnação assim como aceitam Deus ou a existência do espírito ou alma ou uma sede da Vida. Pelo menos dois terços da humanidade acredita na reencarnação.

  37. Respeito o ponto de vista da Carla, mas discordo, ora não foi o Espiritismo que ‘criou’ o Dogma da Reencarnação, muitas filosofias como o budismo e o hinduísmo acreditavam na reencarnação, evidente que não o termo, a palavra reencarnação. Sócrates e muitos homens eminentes acreditavam na migração das almas. Outra coisa, o Apocalipse é um dos livros mais incompreendidos pelos homens. Certamente por levarem ao pé da letra, livro este cheio de simbologia e figuras de linguagem.

  38. Obrigado, Priscila. Meu enfoque são os Evangelhos. Acredito que os Evangelhos trazem uma mensagem eterna, válida para todos os lugares em todos os tempos. Temos que nos reportar à época, estudando costumes, culturas, particularidades dos idiomas, para compreendermos o que foi dito à época. Há o sentido imediato, histórico; há o sentido alegórico e há o sentido simbólico, profundo, cósmico, eterno.

  39. Foi bom ler as ponderações da leitora Carla. Acho que o entendimento bíblico que o espiritismo tem se resume a sabermos que naquela época as coisas foram ditas para se adequarem ao contexto da época, como costumes, moral, enfim. Eis a grande questão: a interpretação que é dada. Aí está a discrepância entre as religiões. Parabéns a todos, à Carla, Rodrigo e Morel.

  40. Juliano, acredito que mesmo essa passagem da epístola aos Efésios deve ser contextualizada. Nos autossalvamos seguindo o caminho do Cristo que é o cumprimento das Leis de Deus. Tendo fé, que no contexto quer dizer fidelidade, fazemos boas obras que nada mais são que nossa obrigação. Vivemos múltiplas existências, evoluindo vagarosamente, adquirindo força moral e o sentido de responsabilidade pelos nossos atos. Praticando boas obras estamos fazendo nossa obrigação como creaturas divinas. Por isso não devemos nos “gloriar” ou glorificarmos. É a isso que alude Lucas:
    “Qual de vocês que, tendo um servo que esteja arando ou cuidando das ovelhas, lhe dirá, quando ele chegar do campo: ‘Venha agora e sente-se para comer’?
    Ao contrário, não dirá: ‘Prepare o meu jantar, apronte-se e sirva-me enquanto como e bebo; depois disso você pode comer e beber’?
    Será que ele agradecerá ao servo por ter feito o que lhe foi ordenado?
    Assim também vocês, quando tiverem feito tudo o que for ordenado, devem dizer: ‘Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever'”.
    Lucas 17:7-10

  41. Carla, sobre a salvação pelas obras ou somente pela fé (Sola Fide), esse é um debate complexo, inclusive que divide a Igreja Católica e a Protestante. E essa divisão se dá exatamente porque no próprio Evangelho existem diversas passagens contraditórias que ora dizem que basta fé e ora dizem que seremos julgados pelas obras.

    Assim como encontrou uma passagem justificando seu ponto de vista (“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé e isso não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8-9) eu posso encontrar uma série de passagens dizendo o oposto:

    “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras.” Mateus 16:27

    “E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.” João 5:29

    “Antes anunciei primeiramente aos que estão em Damasco e em Jerusalém, e por toda a terra da Judéia, e aos gentios, que se emendassem e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento.” Atos 26:20

    “O qual recompensará cada um segundo as suas obras; a saber:

    A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção;

    Mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, desobedientes à verdade e obedientes à iniqüidade;

    Tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que faz o mal; primeiramente do judeu e também do grego;

    Glória, porém, e honra e paz a qualquer que pratica o bem; primeiramente ao judeu e também ao grego;” Romanos 2:6-10

    “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.” 1 Coríntios 13:13

    Estas são apenas algumas passagens. Existem mais. Qualquer dos lados poderia ser justificado por trechos do Evangelho.

    Assim sendo prefiro acreditar no que me faz sentido lógico. E pra mim o que faz sentido é a árvore ser julgada pelo seu fruto. Se o fruto é bom, a árvore é boa, ou seja, se produzimos coisas boas, somos bons.

    Abraço e fique com Deus.

  42. Carla, nunca me atrevi a tentar interpretar o Apocalipse; é puro simbolismo.
    Mas Paulo se refere à serpente do Gênesis como serpente, não como satanás:
    “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.” 2 Coríntios 11:3

    Se a serpente fosse satanás, Deus não teria mandado Moisés fazer uma serpente:
    “E disse o senhor a Moisés: Faze uma serpente ardente, e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo o que, tendo sido picado, olhar para ela.
    E Moisés fez uma serpente de metal, e pô-la sobre uma haste; e sucedia que, picando alguma serpente a alguém, quando esse olhava para a serpente de metal, vivia.”
    Números 21:8-9

    Esta mesma serpente feita por Moisés, por ordem de Deus, é citada pelo próprio Jesus, logo, não era satanás ou diabo:
    “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado.”João 3:14

    O versículo de Efésios que você citou fala em fé. Na Vulgata fé é “fides” ou “fidelis”, que quer dizer “fidelidade”, ou seja, ser fiel a Deus. Ser fiel a Deus é andar de acordo com as suas Leis. A maior Lei de Deus é a Lei de Amor:
    “E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar.
    E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:
    Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
    E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
    Este é o primeiro e grande mandamento.
    E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
    Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”
    Mateus 22:34-40

    O sentido de fé como fidelidade se depreende do versículo seguinte a estes dois que você citou:
    “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”Efésios 2:10

    Somos creação de Deus, feitos para sermos bons, para praticarmos boas obras.
    Somos recompensados de acordo com as nossas obras:
    “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras.” Mateus 16:27

    A caridade é o amor em ação. E o Amor, como vimos há pouco, é o maior mandamento. Isso é confirmado de maneira magistral por Paulo:
    “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
    E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
    E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
    O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
    Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
    Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
    Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
    Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.”
    1 Coríntios 13:1-7,13.

    Fique com Deus, Carla.

  43. Podemos acreditar no que quisermos, todas as crenças ensinam o maior mandamento de Jesus que é “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.” Portanto, o que tem valor é isso. Você faz bem aos outros? Acredita em Deus? Pratica a caridade? Não deseja o mal para o seu próximo? – De qualquer forma achei interessante todos os argumentos!

  44. Parabéns pelas brilhantes observações! Apesar de não concordar com algumas delas, admito que foram profundas, diria até racional. No entanto, gostaria de esclarecer alguns tópicos. Em relação à serpente, me apoio na seguinte passagem: “Ele segurou a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos.” Ap. 20:2. Na minha concepção, essa serpente era o diabo, até porque o seu objetivo sempre foi destruir a Criação de Deus. Em relação aos espíritas, nem todos são tolerantes assim feito você, pelo contrário. Acusam principalmente a Igreja Católica pelo atraso espiritual da humanidade. Defendem com unhas e dentes a “pureza doutrinária”, afirmando que a verdade está somente no Espiritismo. Não estou mentindo. Já li isso em vários blogs espíritas. Quanto à Terceira Revelação minha opinião permanece. O Consolador prometido por Jesus pode ser o Mormonismo, e aí? Em qual revelação acreditar? Eu particularmente só creio na Bíblia, por mais irracional que possa parecer para você, porque eu não vejo o Espiritismo como religião. E eu sinto a necessidade de possuir uma. Por último você afirma que Kardec não alterou o Evangelho. Então “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé e isso não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8-9, é condizente com. “Fora da caridade não há salvação”? Apenas uma de tantas diferenças mas enfim, o que importa é que tudo esteja esclarecido. Viu como não demonizamos nada?! Cada qual com suas ideias mas valorizando as dos outros. Felipe, beijão pra você!!! Abraços.

  45. Carla, espero que esteja acompanhando os comentários deste post. Dirijo-me a você, logicamente:

    Hyppolyte Leon Denizard Rivail, como você preferiu chamar Allan Kardec, interpretou a Bíblia no livro que você referiu-se (O Evangelho Segundo o Espiritismo), o mesmo feito pela Igreja Católica, Igreja Protestante etc., e dizer que o fez sob a ótica espirita é como dizer que o Protestantismo interpretou a Bíblia sob a ótica protestante.

    A Codificação, o Espiritismo não contrariam a Bíblia. Não desejo embate de argumentos para provar que ”sim, contraria”, porque logo poderia fazer o mesmo em relação à visão protestante. Se não há antagonismo, Kardec fez o mesmo feito antes pelas Igrejas.

  46. Artigo grande! rsrs
    Bom, eu não tenho muito a dizer, sou ignorante em questão de sabedoria religiosa… A nossa irmã Carla se defendeu muito bem, porém acho que está com o pensamento muito fixo, o que é em geral algo normal entre os protestantes. Quero dizer ao nosso amigo Morel que foi muito feliz em seus comentários, apesar de eu saber muito pouco sobre a doutrina espírita, intuitivamente, acredito que seja verdadeiro. Muito bem Morel!!! 🙂

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