Comportamento

Espiritismo e o sentimento de culpa

cadeia

Morel Felipe Wilkon

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O Espiritismo considera o arrependimento como uma característica da evolução do espírito. O sentimento de culpa faz parte disso.

Todos nós já erramos terrivelmente no passado. Através de múltiplas reencarnações, atravessamos todos os períodos da História. Os crimes bárbaros, os costumes arcaicos que nos chocam, as atrocidades, os desmandos, as covardias cometidas em milênios de civilização foram cometidas por nós mesmos.

Por conta disso, todos nós já carregamos culpas que muito nos fizeram sofrer. Quantas vezes será que desencarnamos em péssimas condições morais? Quantas vezes ficamos presos nas grades das nossas próprias culpas, convivendo incessantemente com as acusações da consciência? Quantas vezes imploramos para reencarnar, nem que fosse nas condições mais precárias?

culpado de tudo
Sentimento de culpa

A reencarnação muitas vezes é o último refúgio de um espírito atormentado pela culpa. Sem conseguir esquecer os erros cometidos, sem conseguir lidar com o remorso, sem se arrepender a ponto de ensejar um esboço de recuperação, não sobra alternativa a não ser esquecer temporariamente de si mesmo e de tudo que lembre os enganos praticados. E o meio de esquecer, pelo menos em parte, é reencarnando. Esquecer em parte. Porque não esquecemos completamente. Muitas pessoas têm grande curiosidade de saber das suas existências passadas. Mas trazemos em nosso íntimo tudo o que já vivemos. As impressões das nossas reencarnações anteriores estão evidentes em nossas características psíquicas. O modo como vemos o mundo, a vida, as pessoas, as situações, tudo isso fala de nós, de nosso passado.

Espiritismo e arrependimento

A maneira como lidamos com a culpa é um forte indício do nosso passado. Há pessoas que vivem atormentadas pelo sentimento de culpa, mesmo sem saber do quê. São reminiscências do passado, que o mergulho no novo corpo físico não foi capaz de apagar. Alguns espíritos foram tão castigados por suas próprias consciências no astral, entre a existência anterior e a atual, que passam o tempo inteiro na expectativa de algum sofrimento, de alguma desgraça, de alguma tragédia.

Pessoas assim devem se ajudar. Devem abandonar a curiosidade mórbida pelos crimes e tragédias dos jornais, devem deixar de lado o interesse por tudo que é macabro, por filmes de terror, por acidentes graves, por morte, doença, sofrimento. Só elas mesmas podem modificar o seu estado íntimo, adicionando novos valores para substituir, pouco a pouco, as velharias macabras que infestam a sua mente subconsciente. Devem procurar exatamente o oposto do que procuram. Boas notícias, pessoas boas e agradáveis, passeios, caminhadas ao ar livre, exercícios físicos, leituras edificantes, orações, frequência assídua ao centro espírita ou a algum templo religioso onde se valorize o otimismo, o pensamento positivo e a alegria de viver.

Como ser feliz sem culpa

Os erros de que não lembramos são como fantasmas a assombrar as consciências culpadas. Sem o firme propósito de substituição desse estado de espírito, a maior parte da vida é consumida em lamentação, raiva, mágoa e desespero. A quase totalidade dos estados depressivos e culposos são curados ou consideravelmente aliviados com ação. Se a pessoa que vive sob a culpa souber ajudar a si mesma, poderá em pouco tempo se tornar alguém compreensivo, paciencioso e tolerante com as falhas alheias, por saber que em si mesma há um mundo insondável de erros a serem redimidos e trabalhados.

O melhor remédio para as enfermidades do sentimento de culpa é o serviço em benefício do próximo, é dedicar-se a algo de produtivo e útil. Todos nós, em maior ou menor grau, somos espíritos culpados, muitos em vias de regeneração. Precisamos estar sempre prevenidos contra as lembranças nefastas do passado culposo. Lembrar os erros cometidos não acrescenta nada. Temos que ter consciência de nossa pequeneza moral e avançarmos sem receio, mas sem rememorarmos nossos erros ou tentarmos buscar na lembrança desta ou de outras existências as causas de possíveis sofrimentos atuais. Que, na maioria das vezes, são solucionáveis ou contornáveis com autoajuda permanente.

Espiritismo e autoajuda

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20 Comentários

  1. Se o presente não lhe dá condições de reparar o erro, o futuro dará. Sentir culpa não adianta nada. O que importa é que você se conscientize do seu erro, perceba o que, dentro de você, causou esse erro, e trate de reparar essa sua falha de caráter.

  2. Morel

    Envolvi duas pessoas queridas e próximas em situação complicadíssima. Quero tentar reparar os erros mas não vejo como, não por eu estar doente mas por estar sem meios e muito fora do meu alcance. O que faço nesse caso? Apenas sofro de culpa, aceito minha incapacidade em resolver e nada mais? Tudo o que gostaria de contar a verdade a ambos mas há consequências terríveis para os próprios. Um deles não estão sabendo de nada. Comigo pouco me importo.

  3. Milla, o sofrimento não “paga” nada. É um erro achar que quando sofremos estamos pagando por alguma coisa. Quando nós cometemos erros nós estamos desarmonizando o universo. O que temos que fazer é rearmonizá-lo, só isso. Por isso o lema do Espiritismo é “fora da caridade não há salvação” – só fazendo o bem nós nos reajustamos com o universo.
    Sugiro que procure fazer o bem. Fora o bem que podemos fazer em nosso dia-a-dia, há muitas oportunidades de trabalho voluntário. Pesquise e pratique o o’hoponopono.

  4. Olá Morel Me chamo Camila tenho 31 anos,e desde criança sinto muito muito remorso, me sinto culpada, eu fiz muitas coisas erradas na adolescência até porque bebia bastante, mas nada contra lei, ou nada de drogas, falei muitas coisas que não deveria ter falado, enfim fiz muita coisa errada mesmo, e mesmo hoje sendo casada com filhos e não fazendo mais nada de errado, essa culpa não me abandona nem um dia, às vezes no ônibus por exemplo me vem na lembrança algo de ruim que eu fiz, como flashs sabe? Peço perdão a Deus mas não vem adiantando, será que vou pagar até meus últimos dias os erros que cometi dessa maneira tão triste, de relembrar todos os dias? sofro muito!

  5. Olá morel, sempre leio seus artigos e a maioria das vezes concordo com você. Mas li a sua resposta a yvonne, e você diz q cachorros não se magoam e nem perdoam. Acredito que você não tenha tido muita convivência com cachorros, porque eles se magoam sim. Eles sentem quando são amados,
    cuidados, quando são rejeitados ou destratados andam cabisbaixos, as vezes até se isolam. Olhe bem dentro dos olhos de um cachorro e verá a quantidade de sentimentos dentro dele! Ou melhor vc vai ver consciência. E para se magoar e perdoar, basta ter sentimento e consciência. E isso os cachorros possuem de sobra. Eles apenas nao podem falar com palavras, mas falam cm olhares, latidos, lambidas,quando abanam o rabo… São maravilhosos, preciosos na vida de qualquer pessoa. Emfim, pra mim eles valem mais que qualquer “humano” que fale. O que eu diria a yvonne é: onde este cachorrinho estiver estara sendo amparado por amigos espirituais, e sentirá gratidão por toda ajuda q você deu a ele. Assim como todos nos vamos desencarnar algum dia por algum meio a hora dele chegou! Não se culpe, tbm já passei por isso e pensei. Bola pra frente! Um dia de cada vez, há mais cachorros e pessoas para aiudar! E siga com muita fé! Obrigada mais uma vez morel por compartilhar sua opinião com a gente. Um abraço

  6. Anônimo, você não é um monstro, é filha de Deus, creada à imagem e semelhança de Deus, portanto, perfectível. Vivemos muitas existências, e em cada existência cometemos erros e acertos, fazemos amizades e inimizades. Quando nos comprometemos em não mais errar, pode acontecer (e acontece) de alguns dos nossos desafetos do passado, a quem muito prejudicamos, quererem nos impedir de sermos felizes, e nos obsediam com pensamentos culposos. Não somos santos; todos já cometemos erros grosseiros em outras existências. Mas não somos monstros.
    Não se culpe por causa da masturbação. A masturbação não pode tornar-se um vício, mas é melhor masturbar-se do que ficar alimentando imagens mentalmente.
    Você precisa urgentemente dedicar-se ao estudo das coisas do espírito. Estude o Espiritismo, compreenda o que lhe acontece. Procure um centro espírita e peça atendimento. Faça algo pelos outros. Não adianta nada não fazer o mal. É preciso fazer o bem. Faça trabalho voluntário, sinta-se útil. Pessoas que ocupam seu tempo com coisa úteis, usando corpo e mente para o bem, não têm tempo de ficar deprimidas.

  7. Oi Morel Felipe, boa noite!
    Tenho 19 anos, sou uma pessoa de bom coração, incapaz de fazer mal a alguém, tenho muito medo de ferir as pessoas, às vezes penso mais nas pessoas do que em mim.
    Mas sofro com um grande problema que nunca tive coragem de falar pra ninguém, a masturbação. E eu sou virgem. Tudo começou quando eu era bem nova, acho que por volta dos cinco anos e eu ficava com meu primo.
    Já sofri muitas coisas na vida, sofro de transtornos emocionais, já tive e tenho depressão, sofro com problemas familiares, enfim… uma série de coisas.
    Tenho pensamentos obsessivos, às vezes vem na minha mente que fiz mal a alguém, sendo que eu sou incapaz de fazer.
    Os pensamentos que me atormentam ultimamente são em relação a crianças, se eu ficar sozinha com uma criança eu não fico em paz porque depois vai vir na minha mente que fiz algum mal a ela e eu fico com sentimento de culpa. Então pra eu ficar em paz uma outra pessoa adulta sempre tem que estar comigo para ver o que estou fazendo (sendo que eu sei que sou incapaz de fazer mal a alguém)
    E hoje uma prima de 5 anos veio na minha casa com a mãe e acabou que a mãe saiu e a criança quis ficar aqui, aí eu pensei: não meu Deus, já vai vir pensamento ruim na minha cabeça. Faça com que ela vá para casa. Aí demorou pouco tempo ela foi embora.
    Depois, à tardinha, fui dormir e acabou que tive um sonho erótico (não lembro muito bem) e não é a primeira vez que sinto prazer em sonhos ,e tenho sonhos assim, só que dessa vez a criança apareceu no sonho, eu não lembro muito bem, mas acordei me culpando e agoniada. Sendo que eu havia prometido para mim que não me masturbaria mais, já havia dias que não me masturbava,e quando acordei fui pesquisar na internet sobre o sonho, se eu era um monstro, só que eu acabei me masturbando, caí na tentação, só que eu me masturbei pensando em outras pessoas (homens adultos) para evitar que pensamentos ruins viessem à minha mente. E toda vez que me masturbo me arrependo muito, me sinto um lixo, não consigo vencer isso, e agora estou me sentindo muito mal porque tive esse sonho e me masturbei. Eu sou um monstro? Por favor, me responde. Tô desesperada.

  8. Olá Morel, agradeço sua atenção comigo. Já marquei uma consulta para fazer psicoterapia. Só mais uma dúvida, nossos erros sem intenção viram karmas para a próxima reencarnação. Muita luz pra você. Aline

  9. Aline, tudo o que existe é creação de Deus. Nós, os animais, as plantas, tudo. A Vida evolui incessantemente, num processo lento que não podemos acompanhar mentalmente. Quantos milhões de anos são necessários para haver uma alteração significativa dentro de uma espécie? Não sabemos, mas certamente leva muito tempo. Os cachorros e gatos são animais assim como as pulgas. É claro que cachorros e gatos são mais evoluídos do que pulgas, assim como as pulgas são mais evoluídas do que as plantas e nós somos mais evoluídos do que qualquer animal. Nós estamos milhões de anos à frente dos animais. Não podemos humanizar os animais. Animais não perdoam, porque não se magoam. Mágoa e perdão são características humanas, que mesmo alguns humanos mais atrasados ainda não desenvolveram. Animais sentem-se bem ou sentem-se mal, mas não desenvolveram essas características humanas.
    Sua atitude de cuidado com os animais é boa, mas isso deve ser feito com limites, sem esquecer de si mesma e das pessoas com quem você convive. É absurdo sentir-se culpada pela doença de um animal. Pensar em suicídio por causa de um animal é sintoma de algum problema grave. Sugiro que você procure ajuda psicológica. Deus também não perdoa. O perdão é uma característica dos homens. Deus não é atingido pelos nossos erros, Deus não se magoa, então não há o que perdoar. Falei em erros, mas o que você fez ou deixou de fazer não é um erro. Erro é você deixar de cuidar de você para cuidar de animais. Repito que cuidar de animais é bom, é importante. Mas isso não deve tomar o espaço da sua vida. Acredito que você tenha dificuldade de relacionar-se com pessoas e transfira seus sentimentos e emoções aos animais. É possível que você se aborreça com meu comentário. Se isso acontecer, é mais um sintoma do seu desequilíbrio. Procure ajuda com urgência.
    Entenda que a escala evolutiva é infinita. Nós somos mais do que os cachorros e gatos, assim como há seres espirituais, que poderíamos chamar de anjos, que são superiores a nós. Os anjos nos ajudam, certamente. Mas não são nossos salvadores, não dão a sua vida por nós. Sabe por quê? Porque cada espécie, cada ser tem a sua etapa evolutiva e ela deve ser respeitada. Se tivéssemos seres cuidando de nós o tempo todo, não evoluiríamos. Os animais estão em evolução neste planeta assim como nós. É bom ajudá-los em sua evolução. Mas sem esquecermos de que a dor É UMA CARACTERÍSTICA DESTA PLANETA, PARA TODOS! Aprendemos com a dor, todos os seres aprendem com a dor. Devemos deixar que os outros sofram, então? Não. Mas não podemos esquecer de nós e dos nossos próximos. Repense os seus valores. Repense as suas atitudes. Frequentar um centro espírita, procurar literatura a respeito também lhe faria bem.

  10. Oi Morel. Meu nome é Aline e estou com sentimento de culpa que me corrói e não me deixa seguir em frente.
    Cuido de animais abandonados e deixo-os em um sítio. Não posso ir todos os dias, intercalo um dia sim e um dia não, pois tenho que trabalhar, estudar, cuidar da casa e cuidar de animais que ficam em minha casa. Tenho 15 cachorros e 30 gatos, minha vida sempre foi corrida, sou frustada por não passar em um concurso público, o qual venho tentando há anos. A cobrança de minha família e namorado são constantes, meu pai é dono do sítio com a sua esposa e ninguém me ajuda com os animais, penso que realmente ninguém tem a obrigação de fazer isso por mim.
    Em dezembro uma cachorra apresentou um certo incômodo, achei que fossem as pulgas e dei remédio a ela, mas na verdade era uma doença que não havia percebido. No sábado ela estava comendo, e tudo normal, apenas um pouco diferente em suas atitudes. Pulei domingo e na segunda de manhã ela estava abatida, defecando sangue e com sintomas de peritonite, levei-a ao veterinário e não consegui salvá-la, apesar de medicada e com esperança de que ela viveria. A veterinária achou que não tinha jeito, mesmo levando antes. Mas me sinto tão culpada, perdi um concurso importante por isso e minha vida desabou. Passado um mês, estava com um cachorro (todos são resgatados de rua e com possíveis maus tratos) que ficou amarrado a vida inteira com pouca água e pouca comida. Deixei em casa por um mês e levei-o ao sítio e acredito que ele não gostou, começou a cavar incessantemente no calor, achei que pararia por conta própria, começou a ter problemas de pele e dei alguns remédios que dava para outros animais com o mesmo problema e após quinze dias de tratamento e incessante stress ele teve uma diarreia grave (no dia que eu não fui) e no outro dia estava em estado de choque, socorri-o mas ele morreu por causa do stress e dos remédios. Me sinto a pior criatura do mundo, pois quis socorrê-lo e ajudei ele a partir mais rápido. Será que ele vai me perdoar? Deus vai me perdoar. Cuido de tantos animais, mas estou pisando na bola com alguns animais, mas sem perceber, amo-os até hoje, choro todos os dias. O que eu faço? pensei até em me matar, mas tenho tantos animais que dependem de mim.
    Me dê uma luz, por favor. Muito obrigada.

  11. Olá Morel, gostei muito do seu site, eu era muito triste e tinha medo da morte, mas depois que eu comecei a ler muito sobre Espiritismo minha mente abriu mais, hoje sou muito mais feliz. Obrigada, vou continuar lendo.

  12. Simone, nos culpamos por não compreendermos ou não aceitarmos que cada um de nós é um ser independente. É claro que mãe e pai são responsáveis, até certo ponto, pelos filhos. Mas, se você tivesse sempre o cuidado rigoroso de protegê-lo no trânsito e em outras situações, e ele crescesse dependente e sem iniciativa, como quase sempre acontece com as crianças superprotegidas, mais tarde você também iria se culpar por não tê-lo “libertado”, por não deixá-lo mais livre, por não prepará-lo para se bastar sozinho.
    Não se culpe. Há milhares de crianças abandonadas, sem a mínima orientação, vagando pelas ruas, e que não morrem atropeladas. Nada acontece por acaso. A Vida, como nós a conhecemos, é uma curta experiência. Seja grata a Deus por ter tido a oportunidade de ser mãe dele, por ter convivido com ele, aprendido e ensinado a ele. Ore pela sua tranquilidade. As crianças são rapidamente socorridas por trabalhadores espirituais especializados. Ele certamente está bem, e a única coisa que pode prejudicá-lo neste período é a sua tristeza. Não se esqueça de que ele é um espírito tão velho ou mais do que você. Você o conheceu, agora, como criança, como seu filho, mas ele é um espírito como qualquer outro. Ele entende o que aconteceu. Você é quem precisa entender. Seu sentimento de culpa e tristeza chega até ele, e isso pode atrapalhá-lo na continuidade do seu caminho.
    Procure um centro espírita e peça atendimento. Siga as instruções, se esclareça, ore e acalme-se.
    Aproveite a sua vida, dê o melhor de si para as pessoas que convivem com você. Fechar-se na própria dor não deixa de ser egoísmo. Ele está bem. Você, para ficar be, só depende de você mesma. E há, certamente, outras pessoas que precisam de você neste momento. Você tem o dever de dar o melhor de si para elas.

  13. Meu filho de 8 anos de vida morreu atropelado há 5 meses e eu me culpo pela morte dele, pois ele era desatento no trânsito e eu penso que percebendo isso eu não deveria deixar ele andar sozinho, mas deixei e isso causou a morte dele e estou vivendo com muita dor e remorso. O que devo fazer? Me ajude, por favor!

  14. Recomendo o livro Reforma Íntima sem Martírio, Wanderley Oliveira pelo espírito Ermance Dufaux. Estou lendo e gostando muito, a obra trata justamente de conceitos tratados nesse artigo!

    Abraços!

  15. Georgiana, devemos sempre ter em mente que, embora haja diferenças evolutivas entre uns e outros, todos temos problemas íntimos e familiares. É na família que encontramos os nossos maiores desafios, pois geralmente entre seus integrantes há antigos desafetos que tentam, há muito tempo, reajustar-se uns com os outros.
    A paciência é a virtude mais básica, a mais simples, a primeira a ser adquirida. Isso mostra o quanto ainda estamos – todos nós – longe do estado de harmonia íntima que buscamos. Não conheço ninguém – ninguém – que não tenha sérios problemas familiares. Algumas pessoas são mais discretas, seus problemas quase não transparecem, mas eles existem.
    Não devemos nos culpar. Temos consciência de nossas falhas e estamos buscando superá-las. Nossos erros e falhas se devem ao desconheciemento com que agimos no passado. Hoje, com um pouco mais de conhecimento e experiência, temos condições de agir melhor. Mesmo assim, falhamos e falharemos muitas vezes ainda. Não somos máquinas, não somos programas de computador. Levamos milênios para nos tornarmos no que nos tornamos; não é de um momento pro outro que iremos mudar.
    Se você quer estudar mais, estude. Se você quer entender mais, estude mais. Se você quer melhorar mais, estude e entenda. Tudo começa pela estudo. É o conhecimento – depois de já despertada a vontade – que nos possibilita a evolução. As suas limitações são impostas por você. O seu limite tem o tamanho que você der a ele. Aumente-o gradativamente e vencerá a preguiça e o cansaço. Cada dia é uma nova oportunidade. A cada dia você pode fazer um pouco mais do que no dia anterior. Todas as grandes conquistas se baseiam neste princípio, desde as conquistas sobre si mesmo, como a vitória sobre os vícios, até as grandes conquistas humanas, como os inventos e os grandes empreendimentos.
    Que Deus nos ilumine sempre.

  16. Obrigado, você está completamente certo no que disse.
    Vou me esforçar para abrir a cabeça e ver as coisas num sentido mais amplo e focar no que importa.

    Continue postando, seus artigos são muito bons.

  17. Oi Morel, sou a Georgiana, tenho 35 anos. Há alguns dias não por acaso e sim por providência eu encontrei o seu site, há anos busco um refúgio espiritual, algo que de fato me trouxesse respostas e ensinamentos. Frequento um centro Kardecista, encontrei minha paz e meu caminho. Tenho tanto a dizer que esse espaço seria insuficiente, porém em resumo tenho que abordar alguns pontos que considero relevantes. Sou homoafetiva, temos um lindo filho adotivo e temos todo o carinho e apoio de nossas famílias. Tenho muito mais a agradecer depois de me encontrar nesse caminho da doutrina aonde estudo e busco a reforma íntima e a evolução. Hoje minha maior dor está com relação ao meu pai, dia 12 fará 6 meses do acidente
    sofrido em casa com queimaduras e parece que ele se queimou ontem, os ferimentos na pele não saram
    e na alma… estes sim mais doloridos ainda.
    Faço de tudo mas perco, sim, a paciência muitas vezes, aliás, ser paciente é minha maior batalha íntima, mas… pior é que ele agora está com outros males.
    Depressivo demais, chora com frequência, quase não anda, dificuldades na fala, converso tanto com ele, que a cura dele será merecida quando em seu íntimo ele se autoajudar, precisa usar essas dores e esse tempo para se ajudar a se encontrar, a perdoar o que ficou pra trás, a perdoar a si mesmo, enfim… ME SINTO CULPADA POR NÃO CONSEGUIR FAZER MAIS. NÃO FUI CRIADA COM MINHA MÃE, NOSSA FAMÍLIA É RESUMIDA A ELE, EU E MINHA AVÓ JÁ COM SEUS 80 ANOS E COM A PACIÊNCIA RESUMIDA TAMBÉM. Quero estudar mais, entender mais, melhorar mais, mas tenho limitações, preguiça e cansaços… o que fazer???

  18. Vitor, a dificuldade em compreender a doença e a dor se deve ao fato de limitarmos nossa visão à vida presente. O tempo, como o percebemos, não existe. Baseamos nossa noção de tempo em fenômenos astronômicos; a cada giro da Terra sobre si mesma contamos um dia e a cada giro da Terra em torno do Sol contamos um ano. Mas você lembra com muita clareza um fato marcante da sua vida ocorrido na infância, como se tivesse acontecido ontem, e, por outro lado, tem dificuldade de lembrar alguma coisa ocorrida há poucos meses ou semanas. Os milhares de casos registrados de experiências de quase-morte são unânimes em relatar que nessa hora passa pelos olhos da mente “como um filme”, toda a nossa existência é recapitulada em instantes. Quero dizer com isso que a nossa existência carnal é um segundo, uma fração de segundo na eternidade. E o que consideramos tão grave e importante hoje é apenas um detalhe necessário. A doença é do espírito. O espírito adoece por seus pensamentos, palavras e ações desajustados com a harmonia do universo. O corpo físico funciona como uma válvula de escape para os males do espírito, ele “purga” as impurezas do espírito. Se observarmos os enganos e as atrocidades que muitas pessoas cometem, é natural que elas adoeçam espiritualmente com isso e mais tarde traduzam essa doença espiritual como doença física. Temos livre-arbítrio e respondemos por nossos atos.
    O que falta para você – e para a maior parte da humanidade – é um objetivo definido. Só nos realizamos fazendo algo de útil a mais alguém que nós mesmos, fazendo algo de construtivo. Fé pressupõe ação. Sem ação é impossível ter fé. Descubra dentro de si mesmo o que você realmente acha importante e acredite em si mesmo.
    Indico a você dois livros – não são livros espíritas – que todos deveriam ler: O Poder do Subconsciente, de Joseph murphy, e O Poder Infinito da sua Mente, de Lauro Trevisan. Não tente coaduná-los com o pensamento espírita, são pressupostos diferentes. Para continuar os seus estudos no Espiritismo sugiro a série A Vida no Mundo Espiritual, de André Luiz. Leon Denis é bom, mas às vezes a prática é mais urgente que a filosofia.

  19. Olá Morel. Meu nome é Vitor e tenho 19 anos.

    Desde os 16 comecei a me perguntar por que umas pessoas sofrem tanto, nascem com doenças agressivas ou passam por experiências dolorosas em épocas de sua vida, inclusive na infância. Fui criado no catolicismo mas este não me dava respostas e a ideia de que Deus não existe acabou por passar pela minha mente.
    Não tenho nenhum problema sério de saúde e tenho uma família em que o apoio sempre está presente, mas esses pensamentos têm me atormentado desde então e foi quando descobri a doutrina espírita, que me trouxe um certo alívio por saber que para tudo existe um porquê e que a vida não se resume a nascer e com sorte viver bem e pelo menos uns 60 anos.

    Já iniciei a leitura pelos livros básicos e também já peguei alguns do Leon Denis, porém, mesmo assim, ainda tenho dúvidas. Sempre que vejo alguém com uma doença grave e incurável fico profundamente abatido e o pensamento acerca da existência de Deus torna a ganhar força.

    Sempre fui muito bem na escola e todos me consideram inteligente e dedicado, mas depois que concluí o ensino médio parece que as forças de seguir em frente sumiram e sei que é justamente pela falta de fé em algo a mais. Gostaria que você me desse uma opinião e alguma sugestão do que posso fazer para tentar tirar esses pensamentos da cabeça.
    Desde já obrigado.

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