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Não desista dos seus sonhos!

 

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Não desista!

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Não perca tanto tempo, não desista do seu planejamento! Mesmo que você não consiga lembrar exatamente o que você veio fazer aqui, você sabe o que convém e o que não convém fazer. Não desista dos seus sonhos!

Há um grande número de pessoas, muitas delas espíritas, que não precisam convencer a si mesmas acerca daquilo que estudam. Pela sua mediunidade, têm provas suficientes da existência e possibilidade de comunicação dos espíritos. Outros, pela prática da projeção consciente, mesmo que não sejam médiuns, têm evidências de outro plano, que podemos chamar de plano astral. Outros, ainda, pela observação de fenômenos incontestáveis, também não precisam de mais provas.

Mas a maior parte crê através da razão. Pelo uso da razão estudam, observam, analisam e concluem. Por melhores que sejam os argumentos, por mais evidentes que sejam os fatos estudados no espiritismo, essas pessoas precisam de fé. Acreditam pela razão. Mas também pela fé, ou intuição, ou por qualquer modo difícil de ser explicado, como a sensação de já ter nascido sabendo dessas coisas.

O espírito, quando desencarnado, têm uma grande vantagem sobre nós, encarnados. Ele vive a realidade de sua vida espiritual, sem corpo físico, e lembra, conhece, sabe da existência da vida na matéria. Nós, enquanto isso, temos que resistir aos apelos incessantes da matéria em nome de uma certeza que explicamos com conceitos, mas da qual nem sempre temos experiências concretas a nosso favor.

Por causa desse esquecimento do passado, por esse esquecimento de nossa vida de espírito imortal antes do nascimento, muitos contestam a reencarnação. Ou acreditam mas acham a medida injusta. O fato é que não podemos ter lembranças de antes do nascimento, pois nossa memória atual depende do cérebro físico. E o cérebro só pode reter lembranças do que ele registrou aqui. Como o cérebro teria dados anteriores à sua existência?

Mas essa questão do cérebro é apenas consequência, não é causa. A causa é que o esquecimento é medida necessária para o nosso reajustamento com os nossos semelhantes. Não poderíamos viver tranquilamente em família se soubéssemos quem é quem na gigantesca trama reencarnatória.

Esse seu filhinho tão bonitinho pode ter acabado com a sua vida umas três ou quatro vezes. Seu marido, de aparência simples e amistosa, pode ter sido um déspota cruel que acabou com seus sonhos mais de uma vez. E os inúmeros casos de traições, e assassinatos, e roubos, e coisas muito piores, que não convém nem sequer mencionar?

Você deve dar graças a Deus por não se lembrar do seu passado milenar. Que espécie de pessoa você já deve ter sido? E ainda tem coragem de reclamar da vida que tem! Você sabe que cada um tem o que merece? Ainda bem que sabe. E é baseado nesse merecimento que voltamos à matéria.

Antes de reencarnar, você se encheu de bons propósitos. Você se propôs a se reconciliar com os seus desafetos que reencarnaram próximos a você. Você prometeu a si mesmo não fraquejar, não se deixar envolver pelos prazeres enlouquecedores da carne, você garantiu que desta vez não cometeria os mesmos erros. Que não ia se deixar levar tanto pelo orgulho, se magoando e enraivecendo por qualquer coisa. Que não ia se deixar dominar pelo egoísmo, querendo para si sem olhar para os lados.

São muitas tentações. Os prazeres da mesa, cada vez mais sofisticados. O álcool e as drogas e seu mundo de ilusão. Os bens materiais e a sensação de grandeza que proporcionam por um momento. O poder, o prazer de mandar e ser obedecido, temido, respeitado. O sexo, cada vez mais disponível e fácil.

São muitas as distrações. O futebol e as paixões geradas pelos times, exaltando sentimentos de amor e ódio. As novelas e seu mundo paralelo. Os jogos, o mundo virtual, a noite, uma infinidade de coisas para passar o tempo, como se o tempo devesse passar depressa.

Mas como, se o tempo é o que temos de mais precioso? Uma vida é um segundo. Se deixarmos a vida correr, não conseguiremos fazer nada do que nos propusemos, não conseguiremos fazer nada de realmente útil e construtivo.

Você sabe da verdade. Sabe que já existíamos antes e que continuaremos a existir depois. A sua responsabilidade é maior. Não perca tanto tempo, não desista do seu planejamento! Mesmo que você não consiga lembrar exatamente o que você veio fazer aqui, você sabe o que convém e o que não convém fazer. Não desista!

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7 Comentários

  1. Foi muito bom ler estas palavras nesse momento, possuo um certo conhecimento sobre espiritismo mas meu esposo que é muito materialista me suga toda a paciência e compreensão, ele é também por vezes muito agressivo sem a menor necessidade. Às vezes tenho vontade de deixá-lo, meu coração anseia por um pouco mais de amor e sofro muito, mas lá no fundo algo me diz para não deixá-lo, sinto que encontrei o meu destino e que esse é meu compromisso pelo menos por enquanto. Então vou orando e pedindo a Deus que me restabeleça as forças. Leituras edificantes como esta são muito importantes para não nos esquecermos que um dia assumimos responsabilidades que agora somos chamados a cumprir.

  2. Sim, com certeza não desistirei de meus propósitos mesmo sem ter a certeza de quais são. Parece bobo me reportar assim, mais este texto se parece muito comigo. A cada erro tento acertar na próxima vez, não sei se consigo expressar-me corretamente. Mais a pura verdade é que tento acertar e sou consciente de que preciso muito destes acertos.

  3. É uma grata surpresa me deparar com sua participação depois de longa ausência, Cesar. Obrigado por dividir conosco seu pensamento, transmitido com elegância de estilo. Um forte abraço, Cesar!

  4. Caro amigo Morel, prezados amigos leitores, que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo, seja por todos nós.
    Amigos, muito me apraz retornar a esses comentários, muito me compraz orbitar pelo magnânimo mundo da leitura edificante e, sobretudo, quando esta trata de assuntos correlacionados à doutrina espírita.
    A verdade, meus caros companheiros, é que somos viajores, recalcitrantes nos vacilos, pelas estradas da vida, que nos é eterna, na qualidade de espíritos que somos. Amealhamos discórdias nas almofadas do passado e, reclamamos da tinta com qual nos foi permitido traçar as linhas na geometria do presente; reclamamos do esquecimento de vidas passadas, enquanto nos contorcemos na ligeira lembrança de atos nefandos ou, às vezes mesmo, pueris, da nossa contígua infância que, por vezes, insiste em não desvencilhar-se das reminiscências no quadro de nossa atual existência.
    Patente é a mensagem de nosso eminente escritor, alentadora, quando na sua essência, nos aconselha o rigor no patriotismo pela vida, confortadora, quando nos orienta a não desistir de nossos ideais.

    Fica aqui, meus agradecimentos por minha participação nos comentários desta obra. Um abraço, meu amigo Morel.

  5. Muito bem, Morel. Esse texto é maravilhoso, os outros também são belos mas este realmente me fez meditar, obrigada!

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